fbpx

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) inicia a segunda chamada para participação em um tratamento experimental voltado a pacientes com lipedema. O estudo dá continuidade a uma abordagem inovadora que busca melhorar a qualidade de vida das pacientes participantes, investigando os efeitos da combinação entre compressão pneumática intermitente e fototerapia.

A proposta é avaliar se a associação dessas técnicas pode reduzir sintomas e melhorar a circulação periférica nos membros inferiores. Segundo o fisioterapeuta e pesquisador do IFSC/USP, Matheus Henrique Camargo Antonio, autor do estudo, o tratamento utiliza uma bota pneumática especial que exerce pressão nas pernas para estimular a circulação e diminuir o inchaço. Simultaneamente, é aplicada uma luz laser para promover a fotobiomodulação, tecnologia integrada ao próprio equipamento.

“Serão realizadas dez sessões ao longo de cinco semanas para cada paciente, com duração média de trinta minutos por sessão”, explica o pesquisador.

O estudo é dedicado a mulheres residentes em São Carlos, com mais de 18 anos e com diagnóstico clínico prévio de lipedema. Não poderão participar pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, tabagismo, consumo de álcool ou antecedentes oncológicos.

A expectativa dos pesquisadores é que a combinação das terapias proporcione alívio significativo dos sintomas, oferecendo uma nova perspectiva de tratamento e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pacientes.

O que é lipedema

O lipedema é uma condição crônica e progressiva caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura subcutânea, que afeta principalmente pernas e quadris e, em alguns casos, os braços. Esse acúmulo ocorre de forma desproporcional, resultando em um aumento das extremidades inferiores em relação à parte superior do corpo.

Principais sintomas

Aumento de volume nas pernas ou braços (simétrico);

Sensação de peso ou dor ao toque;

Facilidade para formar hematomas;

Pele com aspecto irregular (tipo “casca de laranja”);

Inchaço que piora ao longo do dia;

Dificuldade para perder gordura nessas regiões, mesmo com dieta e exercício;

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida, há indícios de uma predisposição genética, já que a condição costuma ocorrer em famílias. O lipedema também está frequentemente associado a períodos de alterações hormonais, como puberdade, gestação e menopausa.

As pacientes interessadas em participar do estudo podem obter mais informações e realizar a inscrição na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), localizada na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, pelo telefone (16) 3509-1351, em horário comercial.

Estudo com participação da UFSCar aponta recuperação de 1,67 milhão de hectares entre 2011 e 2021

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo publicado no periódico científico Perspectives in Ecology and Conservation revela que a Mata Atlântica registrou avanço significativo na restauração florestal na última década. Entre 2011 e 2021, cerca de 1,67 milhão de hectares de florestas nativas foram recuperados no bioma, segundo análise baseada em dados da iniciativa MapBiomas.

O processo de recuperação foi mais intenso nos estados de Minas Gerais (26,4%), Paraná (18,6%), Bahia (12,9%) e São Paulo (12,7%). Embora o mapeamento não diferencie áreas que passaram por regeneração natural daquelas que receberam ações de restauração ativa, os pesquisadores indicam que a maior parte do crescimento da cobertura florestal ocorreu por processos naturais.
 

Segundo Vinicius Tonetti, primeiro autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado no Centro de Ciência para o Desenvolvimento "Estratégia Mata Atlântica", os resultados demonstram que a recuperação da Mata Atlântica em larga escala é possível. "Os dados mostram que restaurar a Mata Atlântica é um caminho viável e necessário para proteger a biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas, mesmo em paisagens com intensa atividade produtiva", afirma. O Centro recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp; processo nº 2021/11940-0), está sediado no Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e tem o professor Paulo Guilherme Molin, do Centro de Ciências da Natureza (CCN), como pesquisador responsável.

A pesquisa também aponta que 75,2% do aumento da cobertura florestal ocorreu em áreas classificadas como "mosaicos de uso", regiões onde há mistura de pequenas lavouras, pastagens e vegetação em regeneração. Esses locais frequentemente incluem pastagens abandonadas ou pouco produtivas, que podem se recuperar naturalmente quando as condições ambientais são favoráveis.

Apesar dos avanços, os pesquisadores alertam que nem toda floresta regenerada permanece preservada ao longo do tempo. A análise mostra que 568 mil hectares de áreas que haviam se recuperado deixaram de existir até 2023, último ano considerado no levantamento. Para Tonetti, o dado reforça a necessidade de políticas públicas e incentivos para garantir a permanência dessas áreas. "O trabalho de restauração não termina quando a floresta começa a crescer. É fundamental proteger as florestas jovens para que elas se consolidem e continuem oferecendo benefícios ambientais", explica.

Entre as medidas apontadas como estratégicas estão pagamentos por serviços ambientais, fiscalização ambiental e políticas específicas para a proteção de florestas secundárias, que são áreas importantes para a conservação da biodiversidade, o armazenamento de carbono e a regulação do ciclo da água.

O estudo também destaca o papel da regeneração natural como uma estratégia eficiente e de menor custo para recuperar grandes áreas. Segundo Tonetti, esse processo depende fortemente da atuação da fauna. "Muitas espécies de árvores tropicais têm sementes dispersas por aves e mamíferos frugívoros. Esses animais transportam e espalham as sementes pela paisagem, favorecendo a regeneração das florestas", afirma. Em pesquisa anterior desenvolvida durante seu doutorado, Tonetti já havia demonstrado a importância desses animais para a recuperação em larga escala da Mata Atlântica.

Ao todo, a pesquisa reuniu 16 cientistas de 14 instituições, entre universidades, organizações não governamentais e coletivos de restauração. Todos os autores integram o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa que articula diferentes atores para promover a recuperação do bioma em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos.O estudo está disponível para leitura na íntegra na plataforma ScienceDirect (em https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2530064425000598).

SÃO PAULO/SP - Pesquisa da Nexus revela que, de maneira geral, 73% dos millennials — jovens de 25 a 40 anos — são a favor do fim da escala 6×1, enquanto 17% são contra. No entanto, quando questionados sobre o fim da escala estar ou não condicionada à redução salarial, metade dos que eram contrários à proposta (9%) migram da desaprovação para a aprovação caso a nova regulamentação não implique redução salarial dos trabalhadores. Com isso, a taxa de aprovação da proposta, desde que não mexa nos salários, sobe para 82% nos jovens entre 25 e 40 anos, principal camada da população inserida no mercado de trabalho brasileiro.

A mesma coisa é observada com a geração Z, composta por jovens de 16 a 24 anos. Sem entrar no mérito do regime de trabalho, 69% se disseram favoráveis ao fim da escala 6×1 e 22%, contra. Porém, caso a redução nas horas trabalhadas não estivesse condicionada à diminuição salarial, 13% dos 22% contrários mudariam de ideia, subindo de 69% para os mesmos 82% o percentual de aprovação do projeto nessa faixa etária.

Para chegar nesses dados, foram feitas duas perguntas aos entrevistados. Primeiro, questionou se eles eram favoráveis ou contrários ao fim da escala 6×1, sem tratar da questão salarial. Depois, para o percentual de millennials e de jovens da geração Z que aprovam a medida, perguntamos se eles aprovariam mesmo que ela implicasse redução do salário. Já para os jovens que se disseram contrários de início, foi perguntado se eles passariam a aprovar a redução da jornada desde que ela não implicasse diminuição proporcional dos salários.

Com isso, 35% dos brasileiros entre 25 e 40 anos são totalmente favoráveis ao fim do 6×1, independentemente de isso impactar ou não o pagamento dos trabalhadores. Outros 42% só são favoráveis se a medida aprovada não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis, mas ainda sem ter opinião formada sobre a condicionante (manutenção ou redução dos salários).

Já em relação aos jovens de 16 a 24 anos, 31% são totalmente favoráveis ao fim da escala 6×1, sem entrar no mérito do regime de trabalho e 47% apenas se a proposta não ocasionar diminuição salarial. Outros 4% são favoráveis sem a opinião formada sobre a condicionante.

Quando perguntados sobre o fim da escala 6×1 sem tratar da questão salarial, os jovens de 25 a 40 anos foram a faixa etária que mais aprovou a proposta, com 73% favoráveis ao fim do regime de trabalho que estabelece 6 dias de trabalho, para apenas uma folga. Entre a geração Z  — 16 a 24 anos — foram 69% a favor do fim da escala e 22%, contra.

A aprovação cai para 62% entre os brasileiros de 41 a 59 anos com 23% contra e atinge 48% entre a população com mais de 60 anos. Nessa faixa etária, chega a 25% a desaprovação do fim da escala 6×1. Na média geral, são 63% os brasileiros a favor do fim da escala 6×1, independentemente da questão salarial.

“Quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho. Ainda assim, a maioria dos millennials adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

METODOLOGIA

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs) entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p, com intervalo de confiança de 95%.

 

 

por Rafael Damas

SÃO CARLOS/SP - Um amplo mapeamento genético de Streptococcus agalactiae — bactéria associada à mastite bovina — revelou alta diversidade de linhagens circulando em rebanhos leiteiros do Nordeste brasileiro, além da presença de genes ligados à resistência a antibióticos importantes na prática veterinária. Os dados reforçam o alerta para vigilância sanitária e uso mais criterioso de antimicrobianos na pecuária leiteira.

O estudo, liderado pela pesquisadora do IFSC/USP, Profª Ilana Lopes Baratella da Cunha Camargo, juntamente com sua equipe e outros colegas brasileiros e publicado na revista científica internacional “Pathogens”, analisou amostras de leite de vacas com mastite clínica e subclínica no estado da Paraíba.

A partir do sequenciamento genômico completo das bactérias isoladas, os pesquisadores identificaram diferentes tipos de sequência (STs), com destaque para linhagens já associadas a infecções em bovinos em outras partes do mundo. Essa variedade genética indica que a população bacteriana é mais complexa do que se imaginava e pode dificultar estratégias padronizadas de controle da doença.

Entre os achados que mais preocupam está a detecção de genes de resistência a antibióticos, incluindo aqueles relacionados à tetraciclina e aos macrolídeos. Essas classes de medicamentos são frequentemente utilizadas no tratamento de infecções em animais de produção. A presença desses genes sugere que parte das bactérias já possui mecanismos para sobreviver a terapias convencionais, o que pode levar a falhas de tratamento e à persistência da infecção nos rebanhos.

Os cientistas também investigaram fatores de virulência — características genéticas que aumentam a capacidade da bactéria de causar doença. Foram encontrados genes associados à adesão às células do hospedeiro e à evasão do sistema imune, elementos que ajudam a explicar por que Streptococcus agalactiae consegue estabelecer infecções crônicas na glândula mamária das vacas, impactando diretamente a produção e a qualidade do leite.

A mastite está entre as enfermidades mais onerosas da cadeia leiteira, causando redução da produção, descarte de leite e custos com medicamentos e manejo. Para os autores da pesquisa, o detalhamento genômico das cepas circulantes abre caminho para programas de controle mais direcionados, que considerem o perfil genético local das bactérias, em vez de depender apenas de protocolos generalizados.

Os resultados também dialogam com uma preocupação global: a resistência antimicrobiana. Embora o estudo tenha foco veterinário, microrganismos resistentes em animais podem representar risco indireto à saúde pública, seja por contato direto, seja pela cadeia alimentar. Por isso, os pesquisadores defendem integração entre vigilância animal e humana dentro do conceito de Saúde Única (One Health).

Na prática, o trabalho reforça a importância de medidas como diagnóstico laboratorial antes do tratamento, melhoria das condições de higiene na ordenha e monitoramento constante dos rebanhos.

Mais do que tratar, o desafio agora é prevenir a disseminação de linhagens resistentes que já estão presentes nas fazendas leiteiras da região.

Confira no link o original do estudo publicado na revista internacional “Pathogens”.

https://www.mdpi.com/2076-0817/15/2/128

SÃO PAULO/SP - A ideia de que o Brasil é um país cheio de feriados atravessa gerações, é piada recorrente nas redes sociais e costuma reaparecer sempre que um descanso prolongado se aproxima. Mas até que ponto essa percepção corresponde aos fatos? Quando se olha para os dados e para a legislação, a resposta é menos simples — e bem mais interessante — do que parece à primeira vista.

Se a comparação for feita apenas com base no número de feriados nacionais, o Brasil está longe de ser um ponto fora da curva. “Se compararmos a quantidade de feriados nacionais com a de outros países, isso é um mito”, afirma a advogada Milian Loureiro, especialista em Direito Trabalhista. De acordo com a advogada, se pusermos o calendário brasileiro ao lado dos de outras nações, concluiremos que a ideia de excesso de dias de descanso é uma falácia, uma falsa impressão.

O calendário oficial do governo federal para 2026, por exemplo, lista dez feriados nacionais. Esse patamar é semelhante ao de países como Canadá, França, Itália e Suécia, que também têm cerca de 11 feriados nacionais. Os Estados Unidos contam com 10. A Alemanha varia entre 10 e 13, dependendo do estado. Em outros países, o número é ainda maior: Portugal, Romênia, Eslováquia e Suíça chegam a 15; Japão tem 16; Áustria, 18; e Índia soma mais de 40 feriados, considerando sua complexa organização religiosa e regional. Na América Latina, a Colômbia lidera, com 18 dias de descanso remunerado por lei, seguida por Argentina e Chile, com 15 cada. O México, em contraste, tem apenas 7.

Por esse critério, portanto, dizer que o Brasil tem feriado demais é um mito. O que ajuda a explicar, então, a sensação generalizada de feriados demais?

Organizando a agenda

A resposta está menos no número de feriados nacionais e mais na forma como o calendário brasileiro é organizado na prática. Além das datas definidas em âmbito federal, há os feriados estaduais — como as chamadas datas magnas —, os municipais, frequentemente ligados ao aniversário da cidade ou ao padroeiro local, e ainda o uso recorrente de pontos facultativos, sobretudo na administração pública.

O advogado Alessandro Vietri, especialista em Direito Civil e Trabalhista, ressalta que considerar se os feriados no Brasil são muitos ou poucos depende do critério usado na avaliação. “Existe uma combinação [feriados nacionais, estaduais, municipais e pontos facultativos] que aumenta essa percepção”, pondera.

Segundo o jurista Ivandick Cruzelles Rodrigues, professor de Direito do Trabalho e Seguridade Social na Universidade Presbiteriana Mackenzie, a ideia de excesso de feriados “é mais sensação social do que fato jurídico”. Afinal, a conta depende de como se observa o calendário. “Se eu olhar só para feriados nacionais, o Brasil tem um conjunto relativamente estável”, reforça.

As diversas modalidades de pausas somam-se à prática informal das chamadas emendas, que alongam o descanso de muita gente quando o feriado cai numa terça ou quinta-feira. O resultado é uma alteração significativa das rotinas urbana e econômica, especialmente nas capitais, o que reforça a impressão de um calendário excessivamente generoso.

À luz do Direito

Do ponto de vista jurídico, feriado é coisa séria. Trata-se de uma data definida por lei — federal, estadual ou municipal — destinada ao descanso do trabalhador, por motivo civil ou religioso.

A legislação brasileira trata do tema principalmente na Lei 605, de 1949, que regula o repouso semanal remunerado e os feriados, além de normas específicas, como a Lei 662, que lista os feriados nacionais, e a Lei 9.093, que autoriza Estados e municípios a instituírem feriados próprios dentro de certos limites.

O efeito trabalhista é direto: se o empregado não trabalha no feriado, o dia é remunerado normalmente. Se trabalha, tem direito, como regra, a uma folga compensatória. Na ausência dessa compensação, a jurisprudência consolidada da Justiça do Trabalho garante o pagamento em dobro pelo dia trabalhado. Esse regime, no entanto, comporta ajustes por meio de acordos e convenções coletivas, que podem organizar escalas, bancos de horas e formas específicas de compensação, mas não eliminam o feriado em si.

Há exceções importantes. Atividades consideradas essenciais ou que funcionem por necessidade social — como saúde, transporte, segurança, comércio e alimentação — podem operar em feriados, desde que respeitem as regras legais, administrativas e coletivas aplicáveis. No comércio, em particular, o trabalho nos feriados costuma depender de autorização expressa em convenção coletiva e do cumprimento da legislação municipal.

A definição do que é ou não feriado segue uma lógica federativa. Cabe à União instituir feriados nacionais; aos Estados, fixar uma data magna; e aos municípios, criar feriados locais, inclusive religiosos, conforme a tradição da comunidade — limitados, em regra, a até quatro por cidade. Um exemplo recente é o dia 20 de novembro, declarado feriado nacional em 2023, em homenagem à Consciência Negra.

Nem toda folga é feriado

É nesse contexto que surgem confusões comuns, em especial entre feriado e ponto facultativo. Apesar de frequentemente tratados como sinônimos no discurso cotidiano, são institutos distintos. O feriado, previsto em lei, gera efeitos trabalhistas automáticos. Ponto facultativo é outra coisa. “Em geral, é um ato administrativo, muito comum no serviço público, em que o órgão dispensa o expediente”, ensina Vetri. Na iniciativa privada, cada caso é um caso. Empresas podem aderir, ignorar ou negociar essas datas, conforme políticas internas ou instrumentos coletivos.

A emenda de feriado tampouco existe como categoria jurídica autônoma. Trata-se de uma prática organizacional: o empregador, ou o Poder Público, decide conceder folga em um dia útil entre o feriado e o fim de semana — seja por liberalidade, seja mediante compensação de jornada ou previsão em norma coletiva.

Poucos temas ilustram tão bem essa confusão quanto o carnaval. Apesar da enorme relevância cultural, o evento não é feriado nacional. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já esclareceu isso oficialmente. O que existe, na maior parte do País, é ponto facultativo, especialmente na segunda e na terça-feira, além de acordos coletivos e políticas internas que liberam ou compensam o dia. “O que significa, na prática, que a liberação do trabalho nessa data depende da decisão de cada empregador ou órgão público”, pontua Loureiro.

Há exceções. Estados e municípios podem transformar dias de carnaval em feriado local, como ocorre no Rio de Janeiro, onde a terça-feira é feriado estadual por lei.

Em empresas que atuam em mais de um Estado ou município, outra dúvida frequente é sobre quais feriados devem ser considerados. A regra predominante no Direito do Trabalho é clara: valem os feriados do local da prestação dos serviços. Assim, um empregado que trabalhe numa cidade do Estado do Rio de Janeiro faz jus aos feriados nacionais, aos estaduais e aos municipais, ainda que a empresa tenha sede num município de outro Estado. No trabalho remoto, o mais seguro é vincular o calendário ao local de lotação contratual ou domicílio habitual do trabalhador.

Na prática, os maiores problemas surgem quando um ponto facultativo é tratado como se fosse feriado, ou quando se ignora um feriado local. Para evitar passivos trabalhistas, especialistas recomendam que as empresas mantenham calendários atualizados por localidade; diferenciem claramente feriado, ponto facultativo e folga compensada; e analisem com atenção as normas coletivas da categoria.

“Pontos facultativos são datas importantes, mas não estão inseridos no calendário oficial de feriados nacionais”, pontua Loureiro. “Isto é, são datas marcantes por algum motivo, mas não têm um grau de feriado. É o caso do Dia do Professor, quando apenas instituições de ensino ou relacionadas à educação não funcionam”, completa.

No fim das contas, o Brasil não tem, propriamente, feriado demais. O que existe é um mosaico complexo de datas, competências legais e práticas administrativas que moldam a experiência cotidiana do descanso. A sensação de excesso nasce menos da lei e mais da soma — nem sempre bem compreendida — de feriados, pontos facultativos e emendas que fazem parte da vida brasileira.

 

 

FECOMERCIO SP

SÃO PAULO/SP - Levantamento divulgado pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados mostrou que 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6x1 sem redução salarial. A pesquisa foi divulgada na quarta-feira, 11.

De acordo com o estudo, 63% dos entrevistados disseram inicialmente ser favoráveis ao fim da escala 6x1, sem considerar a questão salarial, enquanto 22% afirmaram ser contrários.

A taxa de aprovação cresce 10 pontos percentuais quando os entrevistados contrários são questionados se passariam a apoiar a proposta caso ela não implicasse redução de salário.

Por outro lado, 28% se dizem favoráveis ao fim da escala 6x1 mesmo que haja diminuição nos vencimentos.

Segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, os dados indicam que o apoio diminui quando a proposta envolve perda de renda. "Quase todo mundo é a favor de uma jornada de trabalho menor, mas pouca gente aceita abrir mão de recursos financeiros em troca disso", afirmou.

O levantamento apontou ainda que:

28% são a favor do fim da escala 6x1, mesmo com redução do salário;

30% apoiam o fim da escala 6x1, desde que não haja redução salarial;

11% são contra o fim da escala 6x1, mesmo sem redução de salário;

10% são contra, mas apoiariam se não houvesse redução salarial;

6% não são nem a favor nem contra;

5% são a favor do fim da escala 6x1, mas não se posicionaram quanto à redução de salário;

1% é contra o fim da escala 6x1, mas não opinou sobre a questão salarial.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71% são favoráveis ao fim da escala 6x1, 15% são contrários e 15% não opinaram. Já entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 53% apoiam o fim da escala, 32% são contrários e 15% não se posicionaram.

A pesquisa também mostrou que 62% dos brasileiros afirmaram já ter ouvido falar do tema, mas apenas 12% disseram entender bem o que a proposta significa. Outros 35% nunca ouviram falar das discussões sobre o fim da escala 6x1.

Foram entrevistadas 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da federação, entre 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Na segunda-feira, 9, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu anexar a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que trata do tema, a outra proposta semelhante apresentada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava parada na Comissão de Constituição e Justiça.

A jornalistas, Motta afirmou que o debate sobre a escala 6x1 é "inadiável".

 

 

por Estadao Conteudo

SÃO CARLOS/SP - Cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e da UNESP descobriram duas enzimas capazes de “quebrar” a proteção de uma bactéria perigosa e, com isso, fazer um antibiótico voltar a funcionar melhor. A pesquisa traz uma nova esperança no combate a infecções difíceis de tratar, tanto em pessoas quanto em animais.

A bactéria estudada é a Staphylococcus aureus, responsável por problemas como infecções na pele, no pulmão, no sangue e até em próteses médicas. Em vacas, ela também pode causar mastite, uma inflamação nas mamas que gera prejuízos na produção de leite.

Um dos motivos que tornam essa bactéria tão difícil de eliminar é que ela forma uma espécie de camada protetora chamada “biofilme”. Imagine um “lodo invisível” onde as bactérias ficam grudadas e escondidas. Essa camada dificulta a ação dos antibióticos e também a defesa do próprio organismo.

Os pesquisadores focaram em um tipo de “cola” presente nesse biofilme, feito principalmente de uma substância açucarada. As duas enzimas estudadas conseguem cortar justamente essa “cola”, desmontando a estrutura que protege as bactérias.

Duas enzimas com efeito poderoso

As enzimas, chamadas ApGH20 e ChGH20, foram produzidas em laboratório. Quando aplicadas sobre os biofilmes da bactéria, elas conseguiram destruir grande parte dessa camada protetora. Uma delas, a ApGH20, foi muito mais eficiente, precisando de uma quantidade bem menor para ter efeito.

Imagens feitas com microscópio mostraram que, depois do tratamento, o biofilme praticamente desaparecia, deixando as bactérias mais expostas.

O resultado mais animador apareceu quando as enzimas foram usadas junto com o antibiótico gentamicina.

Sozinho, o remédio quase não conseguia matar as bactérias protegidas pelo biofilme, mesmo em doses altas. Mas, depois que o biofilme foi enfraquecido pelas enzimas, o antibiótico passou a funcionar muito melhor. Doses bem menores já foram suficientes para eliminar as bactérias — pelo menos 16 vezes menores do que antes.

Isso acontece porque, sem a “capa protetora”, o medicamento consegue finalmente alcançar as bactérias.

Além de uma bactéria isolada de um paciente humano, os cientistas também testaram o método em bactérias vindas de casos de mastite em vacas. As enzimas também ajudaram a reduzir os biofilmes nesses casos, embora com resultados variados, já que alguns biofilmes tinham outros tipos de material além da “cola” açucarada.

Uma nova estratégia contra a resistência

Com o aumento das bactérias resistentes e a falta de novos antibióticos no mercado, a ideia de ajudar os remédios antigos a funcionarem melhor ganha força. Em vez de substituir os antibióticos, as enzimas atuariam como aliadas, removendo a proteção das bactérias.

Os pesquisadores destacam que os testes ainda foram feitos em laboratório. Os próximos passos envolvem estudos para verificar segurança e eficácia em organismos vivos. Mesmo assim, os resultados indicam um caminho promissor para tratar infecções difíceis causadas por biofilmes bacterianos.

Esta pesquisa foi divulgada na revista científica “Acta Biomaterialia”, tendo como autores Andrei Nicoli Gebieluca Dabul, Lorgio Victor Bautista Samaniego, Anelyse Abreu Cortez, Samuel Luis Scandelau, Marcelo Vizon´a Liberato, Agatha MS Kubo Ana Beatriz Rodrigues, Rejane MT Grotto, Guilherme Valente, Vera Lúcia Mores Rall, Sebastião Pratavieira, Mario de Oliveira Neto, Carla Raquel Fontana e Igor Polikarpov (pesquisador correspondente).

 

Clique no link a seguir para acessar este estudo - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/main.pdf

Participação de ex-estudantes de graduação do CCET/UFSCar é através de formulário online

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está buscando identificar os motivos que levaram estudantes a interromper os cursos no Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) do Campus São Carlos.

O objetivo é analisar como fatores acadêmicos, sociais e institucionais influenciam a evasão estudantil, contribuindo com as discussões sobre permanência estudantil no Ensino Superior.

O estudo, intitulado "Da evasão à permanência na universidade pública: abordagens a partir do enfoque Ciência, Tecnologia e Sociedade", é conduzido pela mestranda Sueli Perea, do Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da UFSCar, com orientação da professora Ariadne Chloë Mary Furnival, do Departamento de Ciência da Informação (DCI) da UFSCar.

"O interesse por este tema surgiu diretamente do meu dia a dia como servidora da UFSCar, atuando na Divisão de Gestão e Registro Acadêmico (DiGRA)", conta Sueli Perea. "No cotidiano dessa divisão, lidamos diariamente com um grande volume de desistências, cancelamentos de matrícula, transferência interna, transferência externa e perdas de vaga (por desempenho mínimo e por falta de rematrícula). Observar essa realidade de perto me motivou a transformar essas questões em objeto de estudo no mestrado do PPGCTS". 

Relevância do estudo
A relevância científica desta pesquisa, segundo a mestranda da UFSCar, está na investigação dos fatores que influenciam a permanência no Ensino Superior, contribuindo para o avanço teórico e oferecendo subsídios para intervenções eficazes em diversos contextos universitários. "Socialmente, a evasão impacta negativamente na qualificação profissional, gera perdas aos cofres públicos e intensifica desigualdades, tornando crucial a identificação de fatores de abandono para políticas de inclusão e equidade na educação superior".

O estudo alinha-se com dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU): a ODS 4 (educação de qualidade) e 10 (redução das desigualdades), investigando a permanência estudantil para otimizar o acesso, a conclusão de cursos e diminuir as disparidades educacionais através de políticas públicas mais efetivas e inclusivas.

Expectativas
A autora do estudo espera que sua pesquisa identifique os principais fatores que contribuem para a evasão no CCET entre 2018 e 2024, fornecendo evidências para a criação de ações institucionais mais eficazes na redução da evasão e na promoção da permanência estudantil. Ao identificar os fatores que dificultam a permanência estudantil, espera-se contribuir para o desenvolvimento de estratégias institucionais mais eficazes e inclusivas, capazes de fortalecer o vínculo dos estudantes com a instituição, integrá-los à comunidade acadêmica e favorecer seu sucesso acadêmico.

Participação
O público-alvo são ex-estudantes dos cursos de graduação do CCET do Campus São Carlos da UFSCar com ingresso entre 2018 e 2024 que não concluíram o curso e que saíram nesse mesmo período. 

Para participar, é preciso preencher este questionário online (https://bit.ly/45sjjcZ), com tempo estimado de resposta de 10 a 15 minutos. A participação é anônima.

Dúvidas podem ser esclarecidas com a pesquisadora responsável pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE nº 92255625.7.0000.5504).

SÃO CARLOS/SP - A medicina moderna enfrenta desafios enormes - diagnosticar doenças mais cedo, tratar apenas as células doentes e reduzir efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida dos pacientes. Em meio a esse cenário, materiais quase invisíveis estão ganhando protagonismo. São as chamadas “nanocerâmicas”, partículas tão pequenas que operam na escala dos átomos — e exatamente por isso conseguem interagir de forma precisa com o corpo humano.

Dois estudos científicos recentes, da autoria de pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) – um dos quais em colaboração com pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen (Alemanha), mostram como essas nanopartículas de origem cerâmica, baseadas em fosfatos de cálcio, podem transformar tanto a forma como enxergamos o interior do corpo quanto a maneira como tratamos doenças complexas, como o câncer.

 

A primeira pesquisa foca em nanopartículas de hidroxiapatita, um material já bastante conhecido na medicina por compor naturalmente ossos e dentes. Próteses, implantes dentários e enxertos ósseos já utilizam esse material há décadas. Contudo, a inovação surge quando esse material é produzido em escala nanométrica e com pequenas modificações químicas.

Os cientistas descobriram que, ao inserir íons de carbonato na estrutura dessas nanopartículas, surgem imperfeições microscópicas — chamadas de defeitos cristalinos — que fazem o material emitir luz quando estimulado. Esse brilho não vem de corantes artificiais, mas da própria estrutura do material.

Por que isso é tão importante?

Hoje, para visualizar células e tecidos, a medicina depende fortemente de marcadores fluorescentes sintéticos, que podem se degradar com o tempo, causar toxicidade ou mesmo interferir no funcionamento das células.

As nanopartículas de hidroxiapatita luminosas resolvem parte desse problema, já que elas são:

1-Biocompatíveis, pois imitam minerais naturais do corpo;

2-Estáveis, mantendo a emissão de luz por longos períodos;

3-Multifuncionais, podendo atuar como material estrutural e marcador óptico ao mesmo tempo.

No futuro, essa tecnologia poderá permitir diagnósticos mais precoces, ao acompanhar alterações celulares em tempo real, um monitoramento menos invasivo de doenças crônicas, uma redução de custos em exames de imagem e uma maior segurança para pacientes, especialmente crianças e idosos.

Em termos sociais, isso significa mais precisão médica, menos exposição a substâncias potencialmente tóxicas e maior eficiência no sistema de saúde.

Luta contra o câncer

A segunda pesquisa avança em outra frente crítica da medicina, que é o tratamento direcionado, especialmente contra o câncer. Um dos grandes problemas da quimioterapia tradicional é que o medicamento não distingue células doentes de células saudáveis, causando efeitos colaterais severos como queda de cabelo, náuseas e enfraquecimento do sistema imunológico.

Para enfrentar isso, os pesquisadores autores deste estudo  desenvolveram nanopartículas de fosfato de cálcio sensíveis ao pH, capazes de “sentir” o ambiente químico ao redor.

Como isso funciona?

Tecidos doentes, como tumores, costumam ter um ambiente mais ácido do que tecidos saudáveis. As nanopartículas permanecem estáveis no sangue, mas se desintegram ao encontrar esse ambiente ácido. Com isso, liberam o medicamento apenas no local desejado.

 

Além disso, essas nanopartículas foram modificadas com ácido fólico, uma vitamina que funciona como um “GPS químico”. Muitas células cancerígenas possuem grande quantidade de receptores para essa vitamina, o que facilita a entrada seletiva das nanopartículas nessas células.

Neste caso concreto, os benefícios potenciais são profundos, a saber:

1-Tratamentos mais eficazes com doses menores de quimioterápicos;

2-Redução drástica de efeitos colaterais;

3-Maior adesão dos pacientes aos tratamentos;

4-Possibilidade de terapias personalizadas.

Do ponto de vista social, isso pode significar menos internações, menor sofrimento físico e emocional e uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Segundo o Dr. Thales Machado, pesquisador do GNano e primeiro autor dos artigos, os estudos demonstram como é possível se inspirar em materiais presentes em organismos vivos e suas propriedades para transformá-los em materiais multifuncionais, acessíveis, atóxicos e biodegradáveis, com potencial impacto na saúde humana. “Os nanomateriais cerâmicos desenvolvidos nos estudos são compostos principalmente por cálcio, fósforo e carbono, elementos abundantes e de baixo custo, obtidos por reações químicas simples em água e à temperatura ambiente, com alto potencial de escalonamento industrial”, sublinha o pesquisador.

O pesquisador destaca ainda que, no primeiro estudo, a funcionalização com citrato reforça o caráter biomimético e incrementa a estabilidade dos fosfatos de cálcio para uso em técnicas de bioimagem. Já no segundo, a funcionalização com ácido fólico emprega a Química Click, uma estratégia reconhecida com o Prêmio Nobel de Química em 2022 por sua simplicidade, alta seletividade, elevado rendimento químico e robustez das ligações resultantes, garantindo o direcionamento eficiente do fármaco às células-alvo.

 

O elo entre as duas pesquisas: uma nova geração de nanomedicina

Embora abordem aplicações diferentes, os dois estudos compartilham uma mesma visão, que é criar materiais inteligentes, inspirados na própria biologia humana e que sejam capazes de unir diagnóstico e tratamento.

Essas nanocerâmicas podem, no futuro, localizar uma doença, permitir que médicos a visualizem e atuar diretamente no tratamento, tudo com o mesmo material. Esse conceito, conhecido como teranóstica (terapia+diagnóstico), representa um dos caminhos mais promissores da medicina moderna.

Ainda que essas tecnologias estejam em fase de pesquisa, seu potencial é claro. Elas apontam para um futuro em que os exames serão menos invasivos, os tratamentos serão mais humanos e a medicina será cada vez mais personalizada.

Para o coordenador do GNano-IFSC/USP, Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, que assina os dois estudos, a mensagem é muito clara: “Através da Nanotecnologia é possível transformar materiais convencionais, já amplamente utilizados em vários setores, em materiais avançados e altamente sofisticados tecnologicamente. Na medicina, em particular, esses materiais são fundamentais pois apresentam alta capacidade de interagirem apenas com tecidos e células doentes, minimizando consideravelmente os efeitos colaterais”.

O Prof Zucolotto esclarece ainda que “Além das aplicações em medicina, o grupo GNano/USP já está aplicando essas nanocerâmicas na agricultura, onde atuam como careadores de defensivos (químicos e biológicos) e nutrientes para as plantas, com a vantagem de diminuir consideravelmente as doses necessárias para as lavouras, resultando em maior segurança e aportando maior valor aos produtos”.

No mundo invisível das nanopartículas, a ciência está construindo soluções muito concretas para melhorar a saúde, reduzir desigualdades no acesso a tratamentos e oferecer novas esperanças a milhões de pessoas.

Para conferir os dois estudos realizados, acesse os links:

https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/defect-related-photoluminescence-in-hydroxyapatite-nanoparticles-modulated-by-carbonate-incorporation-ZUCO1.pdf

 

https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/dual-ph-responsive-calcium-phosphate-nanoparticles-conjugated-with-folate-by-cuaac-click-chemistry-for-targeted-ZUCO2.pdf

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida pela reeleição no pleito marcado para outubro deste ano, segundo pesquisa elaborada pela plataforma de jornalismo Meio e pelo Instituto Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13. Ele aparece à frente de todos os adversários tanto no primeiro quanto no segundo turno. A exceção é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que empata com Lula no segundo turno, se considerada a margem de erro.

O petista leva vantagem sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros governadores de direita, como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Leite (PSD).

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone, entre os dias 8 e 12 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.

Em um dos cenários de primeiro turno testados, Lula registra 40,2% das intenções de voto, contra 32,7% de Tarcísio. Na terceira colocação, aparecem Zema e Caiado, com 5,5% cada. Não souberam responder 11,8%, e brancos e nulos somam 3,6%.

Quando o governador é substituído por Flávio Bolsonaro, o petista registra 39,7%, contra 26,5% do filho do ex-presidente. Ratinho Júnior tem 7%.

No dia 25 de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro leu uma carta, assinada por seu pai, na qual o ex-presidente confirma que o filho será seu pré-candidato à disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que disputará a reeleição em São Paulo.

No cenário em que o governador paranaense é substituído por Eduardo Leite, Lula fica com 39,6%, e Flávio oscila para 27,6%. O governador gaúcho registra 2,8%, atrás de Caiado (5,5%) e Zema (5,4%).

A Meio/Ideia também testou dois cenários com Michelle. No primeiro, com Ratinho, ela registra 29%, contra 40% de Lula. No segundo, com Leite, o resultado é similar: 40,1% das intenções de voto para o petista, contra 29,7% para a ex-primeira-dama.

Segundo turno

No segundo turno, Lula tem 44,4%, contra 42,1% de Tarcísio. Devido à margem de erro, eles estão tecnicamente empatados. Brancos e nulos somam 7,2%, e não souberam responder, 6,4%.

O atual presidente leva vantagem contra todos os demais adversários. Ele supera Michelle (46% a 39%), Ratinho Júnior (46% a 37%), Caiado (46,3% a 36,5%), Zema (46,3% a 36,1%), Flávio (46,2% a 36%), Renan Santos (46,5% a 23,5%), Eduardo Leite (45% a 23%) e Aldo Rebelo (45,2% a 19%).

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre em quem eles não votariam de jeito nenhum se a eleição fosse hoje. O mais citado foi Lula (40,8%), seguido de Flávio Bolsonaro (30%), Michelle (26,1%) e Tarcísio (16,2%).

Os demais nomes ficam abaixo de 12,8%, porcentual obtido por Zema. Não souberam responder 12,2%, e 3,1% disseram que não rejeitam ninguém.

 

 

por Estadao Conteudo

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Maio 2026 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31
Aviso de Privacidade

Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.