BRASÍLIA/DF - A Caixa Econômica Federal pretende reduzir juros para cerca de 2,1 milhões de micro e pequenas empresas (MPEs). A presidente do banco, Rita Serrano, fez o anúncio durante evento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo na terça-feira (11).
A redução será possível por causa de um acordo firmado com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Segundo a Caixa, os juros poderão cair até 33% em algumas linhas de crédito.
“A Caixa está voltando a atuar fortemente nos programas do governo, no Minha Casa Minha Vida, [no] Bolsa Família. Toda a função da Caixa no gerenciamento de programas sociais está retornando e, junto com isso, o olhar para o desenvolvimento do país, voltado para o setor produtivo. Precisamos de crédito para produzir”, disse Rita Serrano.
Empresas associadas ao convênio poderão contratar linha de capital de giro com taxas a partir de 1,21% ao mês. A compra de máquinas e equipamentos poderá ser financiada com taxas a partir de 1,34% ao mês.
Os clientes associados também terão taxas reduzidas na contratação do GiroCaixa Fampe, com juros a partir de 1,87% ao mês. Sem destinação específica e sem garantia, o empréstimo é destinado a microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.
O banco anunciou outras vantagens às empresas que fazem parte do convênio, como a gratuidade na primeira anuidade dos cartões de crédito e convênio de cobrança bancária com desconto de até 30%.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - Em março, o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais brasileiras que são analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo dados da pesquisa divulgada na 2ª feira (10), as maiores quedas no custo da cesta básica ocorreram em Recife (-4,65%), Belo Horizonte (-3,72%), Brasília (-3,67%), Fortaleza (-3,49%) e João Pessoa (-3,42%). Por outro lado, houve aumento no preço das cestas de Porto Alegre (0,65%), São Paulo (0,37%), Belém (0,24%) e Curitiba (0,13%).
No mês de março, a cesta mais cara do país era a de São Paulo, onde o preço médio dos produtos chegou a R$ 782,23. Em seguida estavam as cestas de Porto Alegre (R$ 746,12), Florianópolis (R$ 742,23), Rio de Janeiro (R$ 735,62) e Campo Grande (R$ 719,15). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é um pouco diferente, ela custava mais barato. Em Aracaju foi encontrada a cesta mais barata do país, onde o custo médio estava em R$ 546,14.
Com base no valor da cesta mais cara, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 6.571,52, o que significa que ele deveria ser cinco vezes maior do que o salário mínimo atual, de R$ 1.302.
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
XANGAI – As ações da China caíram nesta segunda-feira, 10, em meio ao aumento das tensões geopolíticas em torno do Estreito de Taiwan, enquanto a queda nas ações relacionadas a Chatbots afetou o sentimento.
Mas o primeiro lote de ações blue-chip sob um sistema de listagem no estilo dos Estados Unidos saltou em sua estreia.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,45%, enquanto o índice de Xangai teve baixa de 0,37%.
O mercado de Hong Kong permaneceu fechado devido ao feriado da Páscoa.
O apetite por risco foi contido por um aumento nas tensões geopolíticas, depois que o Exército da China simulou ataques de precisão contra Taiwan em um segundo dia de exercícios ao redor da ilha no domingo.
A China iniciou três dias de exercícios militares depois que a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, retornou de uma breve visita aos Estados Unidos.
O mercado também foi pressionado pela queda nas ações de tecnologia à medida que a mania do ChatGPT esfriava.
O Índice de Inteligência Artificial (IA) caiu 5%, a maior queda em um dia em seis meses. O índice STAR Chip recuou 4,1%, em seu pior dia desde setembro passado, enquanto o índice STAR 50 fechou em queda de 2,7%.
Contrariando a fraqueza do mercado, 10 ações chinesas saltaram em sua estreia, que marca o lançamento completo do mecanismo de IPO baseado com registro da China.
Shenzhen CECport Technologies Co, um distribuidor de componentes eletrônicos com sede no centro de tecnologia de Shenzhen, disparou 221,5%, após seu IPO de 2,25 bilhões de iuanes (327,18 milhões de dólares).
BRASÍLIA/DF - Após retiradas recordes em janeiro e fevereiro, a fuga de recursos da aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros desacelerou. Em março, os brasileiros sacaram R$ 6,09 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou na quinta-feira (6) o Banco Central (BC).
A retirada líquida - saques menos depósitos - caiu 60,36% em relação a março do ano passado, quando os correntistas retiraram R$ 15,36 bilhões a mais do que depositaram.
Com o desempenho de março, a poupança acumula retirada líquida de R$ 51,23 bilhões no acumulado do ano. Apesar da desaceleração no mês passado, a aplicação registrou a maior retirada acumulada para o período desde 1995, impulsionada pela fuga expressiva de recursos no início do ano. No primeiro trimestre do ano passado, os saques superavam os depósitos em R$ 40,37 bilhões.
Em 2022, a caderneta registrou fuga líquida - mais saques que depósitos - recorde de R$ 103,24 bilhões, num cenário de inflação e endividamento altos. Os rendimentos voltaram a ganhar da inflação por causa dos aumentos da taxa Selic (juros básicos da economia), mas outras aplicações de renda fixa são mais atraentes que a poupança.
Em 2020, a poupança tinha registrado captação líquida (depósitos menos saques) recorde de R$ 166,31 bilhões. Contribuiu para o resultado a instabilidade no mercado de títulos públicos no início da pandemia da covid-19 e o pagamento do auxílio emergencial, que foi depositado em contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal.
Em 2021, a poupança teve retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros.
Até recentemente, a poupança rendia 70% da taxa Selic. Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 13,75% ao ano, o que fez a aplicação financeira deixar de perder para a inflação pela primeira vez desde meados de 2020.
Nos 12 meses terminados em março, a aplicação rendeu 7,7%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 5,36%.
O IPCA cheio de março será divulgado na próxima terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - As vendas no Varejo cresceram 7,3% em março de 2023, em termos nominais, em comparação com o mesmo mês de 2022, aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O resultado embute o efeito da inflação do período e reflete a receita de vendas observadas pelo varejista.
Conforme o levantamento, os macrossetores de Serviços e Bens Não Duráveis sustentaram o crescimento, com altas de 9,8% e 9,4%, respectivamente. Bens Duráveis e Semiduráveis cresceu 0,7%. Dentre os destaques em Serviços está o segmento Turismo e Transportes.
Já em Bens Não Duráveis o segmento de Drogarias e Farmácias foi um dos que apresentaram maiores variações positivas; enquanto em Bens Duráveis e Semiduráveis, o segmento de Óticas e Joalherias teve desempenho destacado.
De acordo com o superintendente de dados da Cielo, Vitor Levi, o resultado só não foi mais positivo porque alguns segmentos apresentaram retrações significativas. “O setor de Postos de Combustíveis, por exemplo, mesmo com a retomada dos impostos, apresentou queda de 9,6% na visão nominal em comparação com março de 2022. Esta diferença provavelmente acontece porque naquele momento os preços dos combustíveis atingiram máximas históricas. Isso gerou um crescimento atípico em 2022 e causou um efeito de queda em 2023 na comparação ano contra ano.”
Regiões
Pelo ICVA nominal – que não considera o desconto da inflação – os destaques foram as regiões Nordeste (+8,8%), Sul (+8,2%), Sudeste (+7,1%), Norte (+7,1%) e Centro Oeste (+5,3%).
RIO DE JANEIRO/RJ - O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) dá algumas dicas de segurança para os consumidores que vão às compras nesta Páscoa. Na parte que se refere à medição, por exemplo, o diretor de Metrologia Legal do Inmetro, Marcelo Moraes, disse, na quarta-feira (5), no Rio de Janeiro, que os consumidores devem ficar atentos para o peso de produtos já embalados, como ovo de chocolate e peixe congelado.
O domingo de Páscoa será no dia 9 de abril. Moraes frisou que “o consumidor tem que observar a indicação do peso líquido do que está comprando. Ele tem que ver se o peso está indicado”, afirmou. Peso líquido é a quantidade do produto que o consumidor está levando. Ovo de Páscoa, por exemplo, apresenta numeração que serve somente de referência para o fabricante. “Aquele número é comercial”, informou Moraes. Um produto com número maior não necessariamente pesa mais: cada marca adota uma escala de tamanho diferente.
O que interessa é o peso líquido que está indicado e mostra quantas gramas tem de chocolate no ovo. “Não considera nem a embalagem, nem o brinquedo que, eventualmente, vem dentro daquele ovo”. O diretor afirmou, ainda, que o consumidor que tiver dúvidas a respeito do peso líquido do ovo deve entrar em contato com o Inmetro - através da Ouvidoria - para fazer uma denúncia. “E a gente vai ver se isso estava de acordo ou não”. A Ouvidoria do instituto atende pelo número gratuito 0800 285 1818.
Em produtos congelados que estejam pré-embalados, como pescados como o bacalhau, Moraes chamou a atenção também para o peso líquido, que deve estar indicado, de forma clara, no rótulo. A marcação não deve considerar o peso da embalagem, nem a camada de glaciamento, que é uma fina camada externa de gelo para proteger o produto. Nos testes realizados em seus laboratórios, o Inmetro tem metodologia para verificar o peso líquido descontando a embalagem e fazer a medição do produto em si.
A mesma recomendação vale para os pescados congelados, no caso de qualquer dúvida em relação ao peso indicado na embalagem. Esta deve ser comunicada à Ouvidoria do Inmetro. “Se a gente encontrar alguma irregularidade, vai tomar as providências cabíveis com aquele produtor, importador ou vendedor, exatamente para que o consumidor não tenha problemas”, explicou.
Caso o cidadão prefira comprar um produto que é pesado na hora, a orientação é verificar se a balança tem a etiqueta do Inmetro onde esteja a frase ”Verificado até 2023” ou “até 2024”, que indica que a balança está pronta para uso, e se ela está lacrada e sem o lacre violado.
Se houver brinquedo como brinde dentro do ovo de chocolate, a embalagem deve conter a frase: “Atenção: contém brinquedo certificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade”. O brinde deve, ainda, apresentar o selo do Inmetro.
Outra coisa importante diz respeito à faixa etária do brinde. O diretor orientou que pais e responsáveis devem conferir se a embalagem do ovo informa a faixa etária à qual o brinquedo é destinado ou, se for o caso, se contém frase que indique que o brinde não apresenta restrição de idade.
De acordo com o Inmetro, nunca deve ser oferecido um brinquedo para crianças que estejam na faixa etária inferior à recomendada pelo fornecedor. “São pontos que dependem do consumidor”, destacou Moraes. O Inmetro certifica o brinquedo para uma determinada faixa etária. Um brinquedo para uma criança maior pode não ser seguro para outra faixa menor, como bebês, por exemplo.
É preciso estar alerta ainda para embalagens e acessórios. Pais e responsáveis devem ter cuidado na hora de passar para as crianças embalagens dos ovos de Páscoa, pois podem oferecer riscos através de arames, grampos, barbantes, cordões, sacos plásticos. O objetivo é evitar a possibilidade de ferimentos.
Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
TÓQUIO – A produção econômica do Japão ficou abaixo da capacidade total pelo 11º trimestre consecutivo entre outubro e dezembro, mostraram dados do banco central japonês nesta quarta-feira, sugerindo que as condições para acabar com os juros ultrabaixos ainda não foram estabelecidas.
O hiato do produto do Japão, que mede a diferença entre o produto real e o potencial de uma economia, ficou em -0,43% no quarto trimestre, de -0,08% entre julho e setembro, mostraram dados do Banco do Japão.
Um hiato negativo do produto ocorre quando o produto real é menor do que a capacidade total da economia e é considerado um sinal de demanda fraca que normalmente pressiona a inflação para baixo.
Os dados do hiato do produto estão entre os fatores que o Banco do Japão examina para avaliar se o crescimento econômico e a demanda doméstica estão fortes o suficiente para o Japão atingir de forma sustentável sua meta de inflação de 2%.
Os mercados estão repletos de especulações de que o banco central eliminará gradualmente sua política monetária ultrafrouxa quando o novo presidente Kazuo Ueda suceder Haruhiko Kuroda este mês.
A economia do Japão cresceu 0,1% em taxa anualizada no período de outubro a dezembro, evitando por pouco uma recessão, já que os gastos de capital e o consumo permaneceram fracos.
Embora o fim das restrições contra a Covid-19 esteja sustentando o consumo, sinais crescentes de desaceleração na demanda externa estão obscurecendo as perspectivas para a economia dependente de exportação do Japão.
Por Leika Kihara / REUTERS
Levantamento da FecomercioSP aponta que serviços e produtos ligados à data apontaram alta média acima da inflação
SÃO PAULO/SP - Os moradores da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) terão uma Páscoa mais cara neste ano. Os produtos tradicionais da data apresentaram elevação média de 9,48% nos últimos 12 meses – variação acima da inflação média geral, de 6,53%. Os queridinhos da data, o chocolate e o achocolatado em pó, também registraram aumento de 20,37%.
Os dados são Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na RMSP.
O levantamento aponta que a alta inflação da Páscoa é impulsionada pelo grupo de alimentação no domicílio, que inclui produtos adquiridos nos supermercados, ao apresentar crescimento de 11,87%.
Dos 13 itens tradicionalmente utilizados no período e selecionados para a cesta analisada pela FecomercioSP, a cebola é a que apontou a maior alta: 34,28%. O motivo? Aumento de custos – como o de transportes – e excesso de chuva na Região Sudeste, que atrapalhou a produção e, consequentemente, trouxe uma oferta menor ao consumidor e elevou o preço nas gôndolas.
Ainda segundo o levantamento, o sorvete teve alta de 18,96%, enquanto a batata-inglesa, de 17%. Também registraram elevação acima da inflação média o ovo de galinha (16,91%), o arroz (13,31%), o chocolate em barra (11,17%), a cerveja (7,65%) e a azeitona (7,57%).
Para muitas famílias, no prato do domingo de Páscoa não pode faltar o pescado. A boa notícia é que o peixe sofreu reajuste abaixo da inflação média. Em 12 meses, a variação dos pescados foi de 5,11%. E para quem quiser aproveitar, o tomate foi o único da lista a registrar retração de preços (-3,03%).
Segundo avaliação da FecomercioSP, o IBGE não capta mensalmente o preço do ovo de Páscoa, por este ser um item sazonal. Consequentemente, não é possível saber o real aumento de preço deste produto. No entanto, ao considerar os itens de chocolate e tendo em mente o encarecimento da matéria-prima, além dos custos de embalagem e transporte, é natural pensar que os ovos também tenham obtido aumento relevante.
Vale ressaltar que a inflação da Páscoa não é específica da ocasião, mas de um processo que tem ocorrido ao longo dos últimos anos com os alimentos, de forma geral: o aumento de custos aos produtores, os problemas climáticos, o encarecimento do frete, entre outros fatores, fazem o consumidor se assustar ao conferir preços mais altos nas gôndolas dos supermercados.
Por isso, as dicas da FecomercioSP para o consumidor tentar conseguir preços mais em conta são: antecipar a compra; buscar os dias de promoção dos pescados e dos itens de frutas, legumes e verduras; ir à feira quando esta estiver próxima ao fim; e comprar com vizinhos ou parentes uma quantidade maior para barganhar um preço médio mais baixo.
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.
EUA - Os agricultores dos EUA plantaram no outono passado do Hemisfério Norte sua maior área de trigo de inverno em 8 anos, mas muitos desses acres adicionados estão em péssimas condições devido à seca, potencialmente minimizando o impacto da maior semeadura sobre a produção.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) estimou nesta segunda-feira 28% da safra de trigo de inverno dos EUA em condição boa ou excelente. Isso se compara a 34% no final de novembro e 30% no início de abril de 2022.
Cerca de 36% do trigo de inverno dos EUA é classificado como ruim ou muito ruim, acima dos 26% no final de novembro e igual à mesma data do ano anterior. Essa é a pior classificação do início de abril desde 1996.
O USDA estimou na sexta-feira a área de trigo de inverno dos EUA para a safra de 2023 em uma máxima de oito anos de 37,5 milhões de acres, acima dos 33,3 milhões do ano passado, impulsionados pelos preços elevados do trigo no outono passado.
Isso deve, em teoria, ajudar a elevar os estoques domésticos de trigo, que estavam em mínimas de 15 anos na data de 1º de março.
Mas as condições em alguns dos principais Estados, onde os acres estão crescendo no ano, são preocupantes. A seca reduziu a produção de trigo de inverno em 2022 e, embora a estiagem seja menos generalizada agora do que há um ano, ela se intensificou nas Planícies do sul, focadas no trigo vermelho duro de inverno (HRW).
CONDIÇÕES
Apenas 16% do trigo de inverno no Kansas, que produz um quarto do trigo de inverno do país, são considerados bom a excelente em comparação com 32% há um ano, 41% na média para a data e 21% no final de novembro. Incríveis 57% do trigo do Kansas são ruins ou muito ruins, contra 30% há um ano.
As condições do trigo de inverno em bom a excelente nos produtores de trigo duro próximos de Oklahoma, Texas e Colorado estão melhores do que há um ano, mas estão entre 14 e 24 pontos percentuais abaixo da média.
Kansas, Oklahoma, Colorado e Texas juntos representaram dois terços do aumento de 4,2 milhões de acres nas plantações de trigo de inverno em relação ao ano passado, apesar de normalmente representarem 43% da produção.
O trigo de inverno no Noroeste, incluindo Washington, Oregon, Idaho e Montana, também deve ser monitorado, pois a avaliação de bom a excelente caiu entre 20 e 26 pontos percentuais desde o final de novembro. As avaliações em todos os quatro Estados estão bem abaixo da média, embora Montana e Oregon estejam em melhor forma do que há um ano.
Esses quatro Estados do Noroeste respondem por 24% da produção de trigo de inverno dos EUA, mas, ao contrário das Planícies do sul, o Noroeste perdeu acres de trigo em relação ao ano passado. O Noroeste lidera na produção de trigo branco.
A saúde do trigo soft vermelho de inverno (SRW) é mais encorajadora, já que as condições de bom a excelente em muitos desses Estados são mais altas do que há um ano e próximas ou acima da média de cinco anos.
Illinois, Michigan, Ohio, Missouri e Indiana adicionaram quase 1 milhão de acres de trigo de inverno em relação ao ano passado, e esses Estados respondem por 13% da produção total de inverno.
PANORAMA
A chuva favorável da primavera faz ou quebra uma safra de trigo de inverno, mas as próximas semanas devem permanecer secas no coração do país de trigo duro, incluindo o oeste do Kansas.
Pelo menos nos últimos 37 anos, os rendimentos do trigo de inverno nos EUA nunca estiveram acima da média se as condições do início de abril estiverem abaixo de 40% em bom a excelente.
Anos em que as condições do início de abril estavam próximas dos 28% em bom a excelente deste ano geralmente resultaram em uma produção de trigo de inverno cerca de 10% abaixo da tendência de longo prazo.
Karen Braun é analista de mercado da Reuters. As opiniões expressas acima são dela.
Por Karen Braun / REUTERS
BRASÍLIA/DF - O governo federal autorizou na sexta-feira (31) o reajuste de 5,6% nos preços de medicamentos. A medida já entrou em vigor e o valor pode ser aplicado pelas fabricantes.
O cálculo é feito a partir de um modelo de teto de preços com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e outros fatores, como produtividade.
De acordo com a resolução, publicada no Diário Oficial da União, as empresas não podem vender os remédios a preços superiores aos determinados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Terão de dar ampla publicidade aos preços em veículos de grande circulação e deverão manter à disposição dos consumidores a lista atualizada de preços dos medicamentos.
O aumento deve refletir nos preços de aproximadamente 10 mil medicamentos.
O reajuste ocorre anualmente, a partir de 31 de março, pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda que consumidor deve pesquisar em sites ou lojas físicas para encontrar remédios com descontos e promoções, além disso deve denunciar quem estiver comercializando com preços abusivos.
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