SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura Municipal de São Carlos entregou, nesta sexta-feira (21/07), duas novas viaturas para o Corpo de Bombeiros. Os veículos foram adquiridos com verba da própria Prefeitura e integram o projeto de renovação da frota do Corpo de Bombeiros, visando um atendimento ainda mais eficiente e equipado das ocorrências. O investimento total é de R$ 1.251.666,00.
Destes veículos, consta um caminhão VW 11.180 delivery diesel 4X4 com bomba de incêndio de 250 galões e tanque de água de 3 mil litros para combate a coberturas vegetais, orçado em R$ 1.023.666,00, e uma Fiat Toro Volcano turbo diesel 4X4 para ocorrências de salvamento, com valor de R$ 228.000,00.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de São Carlos, Capitão Gregório, estas viaturas têm diversas funcionalidades, com aproveitamento especial em determinadas situações. “A aquisição das viaturas será muito importante para atuação na resposta às emergências, principalmente as que atingem a área rural, pois as viaturas são adaptadas para locais de difícil acesso. É claro que estes veículos também podem ser utilizados na área urbana, mas têm grande importância principalmente em incêndios em vegetação, edificações, estruturas físicas de fazendas e máquinas agrícolas”, explica Gregório.
O comandante dos Bombeiros do Interior e Subcomandante Interino do Corpo de Bombeiros do Estado, Coronel Nilton Cesar Zacarias Pereira, lembrou que a parceria entre Estado e município é fundamental para o aprimoramento dos trabalhos. “O crescimento e a estruturação do sistema de atendimento de emergência passa por uma estratégia de gestão associada de serviços públicos, que são os convênios, e a parceria do Governo do Estado com o município de São Carlos gerou essa sinergia e esse é o resultado para melhoria do sistema. A missão primordial dos bombeiros é servir a sociedade com a preservação da vida, do meio ambiente e do patrimônio e isso é feito por ações como este convênio, com ferramentas para uma melhor prestação de serviços para a comunidade”, comenta Nilton.
Netto Donato, secretário municipal de Governo, representando o prefeito Airton Garcia, destacou a função da Prefeitura em apoiar o Corpo de Bombeiros e outros serviços em suas atividades. “O Corpo de Bombeiros tem todo o carinho do município e da população pelo trabalho que faz e pelo que significa para a comunidade. A Prefeitura, em parceria com a Câmara Municipal, está trabalhando para dar toda estrutura para o Corpo de Bombeiros e, por isso, entregamos estas duas viaturas, atendendo um pedido do prefeito Airton Garcia que sempre nos cobra para que a gente dê cada vez mais condições de trabalho para os órgãos da cidade”, disse Netto.
Também participaram da cerimônia de entrega das viaturas os secretários municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Galizia Tundisi, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nino Mengatti, e de Transporte e Trânsito, Cesinha Maragno; o comandante da Guarda Municipal, Michael Yabuki, que representou o secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samir Gardini; o comandante do 9º Grupamento de Bombeiros, Tenente Coronel Rodrigo Moreira Leal; e os vereadores Cidinha do Oncológico, Fabio Zanchin, Lucão Fernandes, Moisés Lazarine e Bira.
BRASÍLIA/DF - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira, 21, o decreto que revoga o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, uma das prioridades do Ministério da Educação na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Criado em 2019, o programa do Ministério da Educação (MEC) tem 202 escolas, com aproximadamente 120 mil alunos. As unidades não serão fechadas, mas reintegradas à rede regular de ensino.
A revogação foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O texto ainda prevê que, nos próximos 30 dias, o Ministério da Educação estabeleça um plano de transição para encerrar os programas por meio de “pactuação realizada com as secretarias dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios responsáveis pelas escolas vinculadas ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares”.
A decisão pelo fim do programa foi tomada em conjunto pelo MEC e pelo Ministério da Defesa. Segundo ofício enviado aos secretários de Educação de todo o País no início de julho, obtido pelo Estadão, haverá uma desmobilização do pessoal das Forças Armadas dos colégios. O MEC pede que a transição seja feita de forma “cuidadosa” para não comprometer o “cotidiano das escolas e as conquistas de organização que foram mobilizadas pelo programa”.
Uma nota técnica obtida pelo Estadão sustenta, entre os motivos para o fim do projeto, que o “programa induz o desvio de finalidade das atividades das Forças Armadas”. O documento ainda cita que o MEC entende que há um problema de execução orçamentária no programa e que os investimentos poderiam ser mobilizados em outras frentes da pasta. Outras justificativas, de acordo com o MEC, são problema de coesão com o sistema educacional brasileiro e o modelo didático-pedagógico adotado.
As escolas cívico-militares têm a administração compartilhada entre militares e civis. São diferentes dos colégios militares, mantidos com verbas do Ministério da Defesa ou da Polícia Militar local e com autonomia para montar currículo e estrutura pedagógica.
‘Não é obrigação do MEC cuidar disso’, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido que não é obrigação do MEC garantir o ensino cívico-militar nas escolas da rede pública, mas uma educação civil igual a todos. “Ainda ontem, o Camilo (Santana, ministro da Educação) anunciou o fim do ensino cívico-militar, porque não é obrigação do MEC cuidar disso”, disse Lula, durante evento de sanção do programa Mais Médicos na sexta-feira, 14.
O petista afirmou ainda que, caso os Estados desejem continuar com o modelo, o financiamento passa a ser responsabilidade de cada governo estadual. “Se cada Estado quiser criar, que crie, se cada Estado quiser continuar pagando, que continue, mas o MEC tem que garantir educação civil igual para todo e qualquer filho de brasileira ou brasileiro.”
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o Estado vai editar um decreto para “regular o seu próprio programa de escolas cívico-militares e ampliar unidades de ensino com este formato”. No anúncio, ele destacou que foi aluno de colégio militar. “Sei da importância de um ensino de qualidade e como é preciso que a escola transmita valores corretos para os nossos jovens”, escreveu.
por Natália Santos / ESTADÃO
BRASÍLIA/DF - Foi sancionada a lei (Lei 14.624) que formaliza o uso nacional da fita com desenhos de girassóis como símbolo de identificação das pessoas com deficiências ocultas. A norma foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (17).
O projeto foi apresentado pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). O texto (PL 5.486/2020) foi relatado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) quando aprovado no Senado em 15 de junho.
As deficiências ocultas são aquelas que podem não ser percebidas de imediato. É o caso da surdez, do autismo e das deficiências cognitivas, entre outras. A fita com desenhos de girassóis já é usada como símbolo para deficiências ocultas em vários países e em alguns municípios brasileiros.
De acordo com a lei, o uso do símbolo será opcional. O exercício dos direitos da pessoa com deficiência não estará condicionado ao acessório. Da mesma forma, o símbolo não substitui a apresentação de documento comprobatório de deficiência quando solicitado. Durante a tramitação da matéria, Arns argumentou que “o cordão de girassol previne mal-entendidos, dando mais tranquilidade e segurança aos usuários e aos atendentes”.
Fonte: Agência Senado
ISTAMBUL - A Turquia atuará para ratificar a proposta de adesão da Suécia à Otan em conjunto com a cooperação de Estocolmo na luta contra o terrorismo, disse o presidente turco Tayyip Erdogan na última sexta-feira.
Suécia e Finlândia solicitaram adesão à Otan no ano passado em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia, abandonando as políticas de não-alinhamento militar que tiveram durante a Guerra Fria. A candidaturas precisam ser aprovadas por todos os membros da aliança.
Enquanto atrasa a ratificação da candidatura sueca à Otan por mais de um ano, Erdogan inesperadamente concordou após a cúpula da aliança na Lituânia neste mês em encaminhá-la ao Parlamento da Turquia quando a legislatura se reunir novamente em outubro.
"O cronograma de trabalho do Parlamento turco determinará o processo de adesão da Suécia à Otan (ratificação)", disse Erdogan a repórteres em um voo retornando de países do Golfo, de acordo com seu gabinete.
"Será favorável à Suécia se eles tomarem medidas concretas na luta contra organizações terroristas e na extradição de terroristas."
Ancara acusa Estocolmo de fazer pouco contra indivíduos que a Turquia vê como terroristas, principalmente membros do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e o grupo que Ancara acusa de orquestrar um golpe fracassado em 2016, tendo a extradição como ponto crítico.
O tribunal superior da Suécia bloqueou recentemente a extradição de dois cidadãos turcos que Ancara diz fazerem parte de um grupo terrorista.
"Esperamos que as promessas sejam cumpridas", disse Erdogan.
Erdogan estava se referindo a um acordo que Turquia, Suécia e Finlândia fecharam no ano passado em Madri com o objetivo de abordar os temores de segurança de Ancara.
A Turquia condenou na quinta-feira a destruição parcial de um Alcorão em frente à embaixada do Iraque em Estocolmo, mas Erdogan não comentou publicamente sobre o incidente enquanto estava no avião.
Por Ece Toksabay e Huseyin Hayatsever / REUTERS
IRAQUE - A embaixada sueca no Iraque foi temporariamente repatriada para Estocolmo por motivos de segurança, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Suécia na sexta-feira (21), um dia depois que a legação foi incendiada por manifestantes.
“A segurança é uma prioridade. O pessoal destacado chegou à Suécia em um voo comercial”, disse uma porta-voz do ministério em um e-mail à AFP.
Na quinta-feira, Salwan Momika, um iraquiano de 37 anos refugiado na Suécia, pisoteou um exemplar do Alcorão em frente à embaixada do Iraque em Estocolmo.
No final de junho, o mesmo homem queimou várias páginas do livro sagrado muçulmano em frente a uma mesquita na capital sueca.
Em resposta ao fato de a polícia sueca ter autorizado o ato, apoiadores do influente líder religioso iraquiano Moqtada Sadr se manifestaram em Bagdá na quinta-feira, invadindo a embaixada sueca e incendiando-a pouco antes do amanhecer.
O governo iraquiano ordenou a expulsão do embaixador sueco e anunciou a suspensão da licença da gigante sueca das telecomunicações Ericsson no país.
O ministério informou que o embaixador já está na Suécia. “Estamos em contato com as autoridades iraquianas e continuamos conversando”, acrescentou.
Na quinta-feira, o chanceler sueco Tobias Billström chamou o ataque de “inaceitável” e considerou que as autoridades iraquianas “falharam em [sua] obrigação” de proteger a missão diplomática sueca. Referindo-se à profanação do Alcorão, Billström condenou um “ato ofensivo e desrespeitoso”.
AFP
SÃO CARLOS/SP - O governador Tarcísio de Freitas anunciou na última quarta-feira (19/07), no Palácio dos Bandeirantes, a liberação de R$ 258,1 milhões do programa Casa Paulista – Crédito Imobiliário Individual, para viabilizar a compra de 20 mil moradias em 67 municípios.
O governador confirmou para São Carlos 315 unidades habitacionais (apartamentos), por meio da nova faixa do Casa Paulista, programa que agora vai beneficiar famílias com renda média de R$ 2,4 mil para conquista da casa própria.
“Fizemos a inscrição do município e agora fomos contemplados com mais de 300 moradias, porém essas unidades não serão construídas em um conjunto habitacional, se tratando de Carta Crédito Imobiliário, com financiamento pela Caixa Econômica Federal e subsídio do Governo do Estado que pode variar entre R$ 10 mil e R$ 16 mil por moradia, dependendo da localização do imóvel, sendo que os compradores também poderão utilizar o FGTS no financiamento”, explicou o presidente da Prohab, Rodson.
O investimento estadual, utilizado como subsídio, vai possibilitar que famílias com renda mensal média de 1,8 salários mínimos (R$ 2,4 mil) realizem o sonho da casa própria. Sem esse aporte, apenas pessoas com renda média de três salários mínimos (R$ 4 mil) poderiam comprar esses imóveis nos mesmos empreendimentos.
O presidente da Prohab disse, ainda, que segundo o Governo do Estado, os apartamentos que serão oferecidas pelo programa foram ofertados por incorporadoras cadastradas na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação no último mês de junho. Os empreendimentos também foram aprovados pela Caixa Econômica Federal.
“A Prefeitura, por meio da Prohab, não vai poder fazer as inscrições, os munícipes de São Carlos que se enquadrarem nos critérios do programa devem procurar diretamente a Caixa Econômica Federal, instituição que vai fazer o financiamento habitacional desses 315 apartamentos liberadas para São Carlos”, finalizou Rodson Magno.
SÃO PAULO/SP - Representando o prefeito Airton Garcia, o secretário municipal de Governo, Netto Donato, acompanhado do vereador Elton Carvalho, participou de uma reunião na quinta-feira (20/07), na sede do Centro Paula Souza, em São Paulo, para discutir a construção do novo prédio da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC) em São Carlos.
A delegação foi recebida pela diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, que, atendendo ao pedido são-carlense, confirmou que o Governo do Estado irá custear a construção das novas instalações da faculdade na cidade, em um investimento orçado em cerca de R$ 35 milhões e que consta no orçamento estadual para execução em 2024.
As melhorias serão alcançadas em uma parceria com a Prefeitura que, nesta agenda, encaminhou a documentação completa para doação do terreno em que será construída a FATEC. Em setembro, o núcleo gestor do Centro Paula Souza pretende vir a São Carlos para realizar um evento a fim de receber oficialmente a área em que a unidade acadêmica será instalada.
A diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, menciona que as melhorias são fundamentais para que este serviço siga progredindo na cidade. “A FATEC foi implantada em São Carlos em uma área cedida pela Secretaria Municipal de Educação, que nos acolheu muito bem, mas as atividades cresceram e, no momento, demandam instalações mais adequadas e ajustadas, o que já estamos providenciando. Importante destacar que já houve as providências da Prefeitura e teremos na cidade uma das FATECs mais bonitas, além de mais ampla e iluminada, com refeitório e quadra poliesportiva”, disse Laura.
A conquista foi comemorada pelo secretário municipal de Governo, Netto Donato, que lembrou da importância da união entre os poderes para que os avanços na qualidade dos serviços possam continuar ocorrendo na cidade. “Esta foi uma reunião muito produtiva porque tivemos a confirmação de que está no orçamento do Governo do Estado essa verba para construção da FATEC e estão sendo elaboradas as minutas e o processo para que possamos assinar essa doação da área. Isso é resultado de um trabalho muito árduo entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, neste ato representado pelo vereador Elton Carvalho, bem como de agentes como o ex-deputado Lobbe Neto e de todas as pessoas que participaram deste processo sob comando do prefeito Airton Garcia”, celebra Netto.
BRASÍLIA/DF - Pessoas com transtorno do espectro autista, com mobilidade reduzida e doadores de sangue passam a ter atendimento prioritário em diversos estabelecimentos, como bancos e hospitais, bem como reserva de assento em veículos de empresas públicas de transporte e de concessionárias de transporte coletivo. A determinação está prevista na Lei 14.626, de 2023, publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira (20). A norma teve origem no PL 1.855/2020, do senador Irajá (PSD-TO), aprovado pelo Senado em 27 de junho.
“Estamos trabalhando para garantir que a doação de sangue seja mais valorizada e que os doadores tenham um tratamento prioritário em suas demandas. Afinal, doar sangue é um ato de solidariedade que salva vidas”, destacou o senador Irajá.
O projeto foi resultado de uma sugestão enviada pelo consultor de vendas de Gurupi (TO) Danillo Pereira Borges. A proposta dele foi a vencedora de uma seleção realizada pelo gabinete do senador Irajá para estimular a participação popular no processo legislativo do Senado.
Incentivo
Um dos objetivos da nova lei é incentivar a doação de sangue para abastecer os estoques dos bancos de sangue. O texto prevê que o doador terá prioridade após todas as pessoas com deficiência já contempladas pela Lei 10.048, de 2000, e também depois dos novos grupos inseridos na norma (autistas e com mobilidade reduzida).
Para exercer sua preferência, o doador terá que apresentar comprovante de doação com validade de 120 dias. A legislação anterior garantia prioridade a pessoas com deficiência, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas obesas.
A nova lei prevê que, caso não haja caixas, guichês ou atendentes específicos, as pessoas com prioridade devem ser atendidas imediatamente após a conclusão do atendimento que estiver em andamento, antes de quaisquer outras pessoas.
Fonte: Agência Senado
BAGDÁ - A embaixada de Suécia em Bagdá foi incendiada na quinta-feira (20) antes do amanhecer (hora local), em um movimento organizado por partidários do turbulento líder religioso Moqtada al-Sadr. O ataque aconteceu antes de uma manifestação na capital Estocolmo, em que um refugiado iraquiano havia ameaçado queimar um exemplar do Alcorão, em frente à embaixada do Iraque.
O ataque à embaixada em Bagdá aconteceu em retaliação à liberação, por parte da polícia sueca, de uma manifestação, em Estocolmo, nesta quinta-feira (20). O organizador do ato, o refugiado iraquiano Salwan Momika, planejava queimar uma cópia do Alcorão, bem como a bandeira iraquiana em frente à embaixada do país.
Autoridades suecas consideraram que "os riscos de segurança" ligados à queima do Alcorão "não são de natureza a proibí-la". Além disso, não há lei contra a blasfêmia no país. O governo sueco condena tais atos, que considera islamofobia, mas insiste que os incidentes fazem parte da liberdade de expressão, protegida pela Constituição do país.
Momika pisoteou o livro sagrado do Islã diversas vezes, mas acabou não ateando fogo ao Alcorão, como havia prometido. Ele já havia queimado algumas páginas de uma cópia do livro no dia 28 de junho em frente à maior mesquita de Estocolmo durante o dia do Eid al-Adha, feriado comemorado pelos muçulmanos em todo o mundo. Este primeiro incidente levou os apoiadores do líder religioso Moqtada al-Sadr a invadir a embaixada sueca em Bagdá, em 29 de junho. Eles entraram e ficaram lá por cerca de 15 minutos, gesto que provocou uma série de condenações internacionais.
Atos com a queima de exemplares do Alcorão já aconteceram duas vezes na Suécia só este ano e são frequentes em outros países europeus, muitas vezes por iniciativa de movimentos de extrema-direita.
Funcionários em segurança
Antes do amanhecer ainda era possível ver a fumaça que saía do prédio da embaixada sueca em Bagdá. Vários caminhões da defesa civil estiveram no local para apagar o fogo. Usando canhões de água, as forças de segurança fortemente mobilizadas perseguiram os manifestantes com bastões elétricos para afastá-los do local e forçá-los a dispersar. Eles responderam atirando pedras. Durante a noite, os manifestantes brandiam cópias do Alcorão e fotos de Mohamed al-Sadr, um influente líder religioso xiita e pai de Moqtada al-Sadr.
O Ministério das Relações Exteriores da Suécia afirmou que os funcionários da embaixada estão "seguros". “Estamos cientes da situação. Nossa equipe da embaixada está segura e o ministério está em contato regular com eles”, disse o órgão por meio de um e-mail.
“Estamos mobilizados hoje para denunciar a queima do Alcorão, que é só amor e fé”, disse um manifestante em Bagdá. “Exigimos do governo sueco e do governo iraquiano que cesse esse tipo de iniciativa”, insistiu. “Não esperamos pela manhã, entramos de madrugada, incendiamos a embaixada sueca”, disse outro jovem manifestante, antes de entoar “Moqtada, Moqtada, Moqtada”, em nome do líder religioso. Falando sob condição de anonimato, o manifestante disse que "os filhos da corrente sadrista (apoiadores de al-Sadr)" agiram após a autorização dada uma vez mais a Salwan Momika "para queimar o Alcorão" na Suécia.
“Investigação urgente”
O Ministério das Relações Exteriores do Iraque condenou "nos termos mais severos" o incêndio na embaixada sueca em Bagdá, pedindo às forças de segurança que abram uma "investigação urgente", segundo um comunicado à imprensa. "O governo iraquiano instruiu os serviços de segurança a realizar uma investigação urgente e tomar todas as medidas necessárias para esclarecer as circunstâncias do incidente e identificar os manifestantes para responsabilizá-los segundo a lei", de acordo com o comunicado.
Já a Suécia anunciou a convocação do encarregado de negócios iraquiano. "O que aconteceu é totalmente inaceitável e o governo condena esses ataques nos termos mais fortes possíveis", disse o ministro das Relações Exteriores, Tobias Billström, em comunicado. "As autoridades iraquianas têm uma clara obrigação de proteger as missões diplomáticas e os funcionários conforme a Convenção de Viena", reforçou Billström. “É óbvio que as autoridades iraquianas falharam seriamente nas suas responsabilidades”, acrescentou.
Embaixadora é expulsa do Iraque
O primeiro-ministro iraquiano ordenou a expulsão da embaixadora sueca em Bagdá. Mohamed Chia al-Soudani, "pediu à embaixadora sueca para deixar o território iraquiano", informou seu gabinete em um comunicado, acrescentando que o encarregado de negócios iraquiano em Estocolmo havia sido chamado de volta.
Esta decisão surge na sequência dos "repetidos incidentes de profanação do Alcorão Sagrado" com autorização do governo sueco, "insultos a santuários islâmicos e queima da bandeira iraquiana", segundo a mesma fonte.
Além disso, o presidente da Autoridade Iraquiana de Mídia e Telecomunicações, Ali Al-Mouayad, "suspendeu a licença de exploração da empresa sueca Ericsson em território iraquiano", segundo um comunicado de imprensa, justificando esta decisão com a "permissão dada pelo governo sueco de queimar o Alcorão e a bandeira iraquiana".
(Com AFP)
por RFI
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal realizará no próximo dia 21, às 19h30, na sala as sessões, uma sessão solene para entrega do título de Cidadão Benemérito de São Carlos a Paulo Roberto Gullo, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e região (Sincomércio). A concessão do título foi oficializada pelo Decreto Legislativo No. 1021, de autoria do vereador Moisés Lazarine e aprovada por unanimidade pelo plenário. A homenagem reconhece a notável contribuição de Gullo ao desenvolvimento da cidade de São Carlos.
A sessão será transmitida ao vivo pelo Canal 20 da Net, pelo canal 49.3 – TV Aberta Digital, Canal 31 da Desktop/C.Lig, online via Facebook e canal do Youtube, por meio da página oficial da Câmara Municipal de São Carlos.
Integrante da terceira geração de uma família de tradicionais comerciantes na cidade, Paulo Gullo foi um importante articulador na vinda do Shopping Iguatemi para a cidade, do Posto Regional da Jucesp e da criação da lei do horário livre do comércio.
Além de presidente do Sincomércio (gestão 2022 a 2026), é vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e do Cecomercio do Estado e vice-presidente do Conselho do Comércio Varejista (CCV). É também conselheiro efetivo do Serviço Social do Comércio (SescSP) e representante titular da FecomercioSP na Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Paulo Gullo foi presidente do São Carlos Clube (gestão 1991/1995) e da Associação Comercial e Industrial de São Carlos ACISC (gestão 1994/1998), Juiz Classista representante dos Empregadores na Vara do Trabalho de São Carlos (de 1998 a 2000) e Presidente da Comissão Municipal de Emprego (CME) de São Carlos (2019). No poder público atuou como Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e Diretor de Obras Particulares e Fiscalização do Município de São Carlos (gestão 2013/2016).
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