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Conselho divulgou moção em defesa da Educação, da Ciência e Tecnologia, de nossas Universidades e Institutos Federais e de um outro Brasil possível

 

SÃO CARLOS/SP - A crise de financiamento das Universidades e Institutos Federais e o impacto do corte de 7,2% no orçamento 2022 da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foram o tema único da 262ª Reunião Ordinária do Conselho Universitário (ConsUni), realizada na última sexta-feira (1/7). Com o corte, a UFSCar perdeu R$ 4.638.021,02 para 2022, com o orçamento para o funcionamento das atividades de manutenção na Universidade caindo de R$ 41.303.882,00 para R$36.665.881,79.
A partir do crítico cenário orçamentário apresentado, que vem sofrendo restrições sistêmicas desde 2016, o ConsUni aprovou a criação de um Comitê de Crise institucional para organizar agenda permanente de mobilização e luta, a realização de um evento público online organizado pela gestão da UFSCar e com a participação de outras universidades e institutos federais e o apoio à manifestação do Conselho de Curadores da UFSCar sobre a situação atual para a imprensa regional.
Foi aprovada também uma moção do ConsUni e do Conselho de Curadores da UFSCar - Em defesa da Educação, da Ciência e Tecnologia, de nossas Universidades e Institutos Federais e de um outro Brasil possível (https://bit.ly/3nIQF0F).
A Reitora, Ana Beatriz de Oliveira, abriu a reunião contextualizando a comunidade sobre o cenário deficitário e como o mesmo tem sido denunciado pela gestão desde a aprovação da Lei Orçamentária Anual de 2022, em que o orçamento da UFSCar para este ano já estava deficitário em R$ 14 milhões. Ela destacou que a falta de normalidade na gestão das universidades e institutos federais de todo o País, a partir dos últimos cortes realizados em junho, fez urgente trazer a crise ao ConsUni, para entender, avaliar e traçar estratégias de mobilização para a recomposição orçamentária.
O Pró-Reitor de Assuntos Comunitários e Estudantis, Djalma Ribeiro Júnior, destacou a preocupação com todos os avanços já alcançados ruma à democratização do acesso ao Ensino Superior Público de qualidade e a uma universidade diversa, a partir da implementação de políticas públicas como o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), a Política de Ações Afirmativas e o programa de bolsa permanência para os estudantes indígenas e quilombolas, que representaram um cenário de avanço e conquistas.
"A universidade pública hoje é um espaço mais democrático e diverso que foi construído a partir de muita luta. Com as políticas públicas, cerca de 70% da universidade é composta por estudantes com renda familiar abaixo de 1,5 salários, negros, indígenas e pessoas com deficiência. Esta universidade que foi se transformando e se tornando mais democrática e diversa está, desde 2016, sendo ameaçada a partir dos cortes no orçamento que limitam a permanência e o crescimento dos programas de assistência e permanência estudantil", alertou o Pró-Reitor.
Devido à gravidade do momento e à necessidade de ampla mobilização, além dos membros do ConsUni, participaram da reunião representantes do Conselho de Curadores da UFSCar e convidados externos que trouxeram informações sobre o impacto do corte orçamentário em outras IFES, na Ciência e Tecnologia, além de discussão sobre o cenário político e econômico e movimentos que estão sendo organizados pela reversão do cenário. Participaram da reunião Marcus Vinicius David, Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e Presidente da Associação Nacional de Dirigentes das IFES (Andifes); Dácio Roberto Matheus, Reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); Eduardo Raupp de Vargas, Pró-Reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Tania Mara Francisco, Pró-Reitora de Administração da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Interessados em apresentar seus trabalhos durante o seminário podem submeter resumos até 14 de julho

 

SÃO CARLOS/SP - Até o dia 14 de julho está aberto o prazo de submissão de resumos para os grupos de trabalho do XVII Seminário Internacional do Comitê Acadêmico de Processos Cooperativos e Associativos (Procoas) da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM). O evento será realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) nos dias 10 e 11 de novembro. 
O tema deste ano é "Amanhã vai ser outro dia: as múltiplas crises do presente e o papel das iniciativas associativas autogestionárias na reorganização da sociedade". O objetivo do Seminário é refletir sobre o papel e a urgência da participação do trabalho associado autogestionário na reorganização da sociedade, em suas múltiplas dimensões, para transformar a realidade. A edição atual irá discutir, de forma coletiva, alternativas para fortalecer redes já estabelecidas e favorecer novas articulações em prol de mudanças concretas nas relações de sociabilidade e produção que ajudem a estruturar um amanhã melhor e mais solidário.
A programação contará com mesas temáticas, conferências, oficinas e grupos de trabalho. As atividades estão sendo organizadas pela AUGM e pelo Núcleo Multidisciplinar Integrado de Estudos, Formação e Intervenção em Economia Solidária (NuMI-EcoSol) da UFSCar, com apoio da Associação Brasileira de Pesquisadores de Economia Solidária (ABPES) e do Núcleo de Pesquisa em Extensão Rural (NuPER) da UFSCar. O evento será presencial, no Campus São Carlos da Universidade, e os locais de cada atividade serão indicados em breve.
As informações completas sobre o Seminário e o link para submissão de resumos estão disponíveis no site do NuMI-EcoSol (https://bit.ly/3amfJHN). 
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail xviiseminarioprocoas@gmail.com.

BRASÍLIA/DF - O resultado da segunda chamada regular deste ano para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) será divulgado hoje (6) no site Acesso Único, do Ministério da Educação (MEC). 

As inscrições para esta edição do Sisu terminaram na última sexta-feira (1º). Serão preenchidas 65.932 vagas para mais de 2 mil cursos de graduação, em 73 instituições públicas de ensino superior.

Após a divulgação do resultado, os candidatos têm de 13 e 18 de julho para se matricular no curso de ensino superior em que for aceito. A consulta das vagas disponíveis foi aberta em 15 de junho.

Também começam nesta quarta-feira (6) as inscrições para a lista de espera do Sisu 2022.2. Os estudantes têm até 18 de julho para manifestar interesse no portal do Acesso Único. Pode se inscrever quem não foi selecionado na chamada regular, em nenhuma das duas primeiras opções de curso.

Nesta fase, o candidato deve indicar novamente uma única formação desejada. O MEC alerta o estudante a ficar atento para concluir todo o processo até o final, incluindo a nova escolha de curso.

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC) no qual as instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada edição da seleção.

Exigência

Para participar do Sisu o candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação e não ter se declarado treineiro ao realizar prova.

Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida na edição mais recente do Enem.

As vagas ofertadas no Sisu são distribuídas de acordo com a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) e com as políticas e ações afirmativas adotadas por cada instituição pública de ensino superior. Tais ações incluem a reserva de vagas e a aplicação de bônus sobre a nota do candidato que atenda aos critérios especificados.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Mostra pode ser vista até o dia 29 de julho; entrada é gratuita

 

SÃO CARLOS/SP - Até o dia 29 de julho, a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) apresenta a exposição "Os Caras da Ciência", produzida pelo Núcleo Ouroboros de Divulgação Científica da Instituição, com caricaturas de cientistas e suas contribuições para a humanidade. De acordo com os organizadores, em 2022, Ano Internacional do Vidro e das Ciências Básicas para Sustentabilidade, nada melhor que (re)ver alguns desses personagens que muito contribuíram para o avanço do conhecimento científico.
A exposição foi criada em 2008 por José Américo Gomes de Brito Filho, na época estudante de Licenciatura em Química na UFSCar e integrante do Ouroboros. Para essa reinauguração, 14 anos depois, a mostra ganha cores e novos personagens pelas mãos do próprio Zé Américo, hoje químico no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) de São João da Boa Vista e ainda colaborador junto ao Núcleo Ouroboros com sua arte para divulgação científica. 
A exposição é interativa e mescla o presencial e o virtual. Acessando este QRcode (https://bit.ly/3NkFS7j), o visitante participa de um desafio para descobrir quem são os "caras da Ciência" retratados nas caricaturas. O quiz une arte, história e ciência! A exposição pode ser vista de segunda a sexta-feira, das 8 às 21 horas, nas dependências da BCo, na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. A entrada é gratuita.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação (SME) promove na próxima sexta-feira, 8 de julho, a 2ª Parada Pedagógica para os profissionais da rede municipal de ensino. Essa será a primeira vez que o evento será realizado em modo presencial após o período crítico da pandemia da COVID-19.
As formações são destinadas agentes educacionais, educadores de creche, Professores I que atuam nos Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs) e Professores III (Educação Física e Educação Especial) que também atuam nos Centros Municipais.
O tema da 2ª Parada Pedagógica é “Currículo Paulista em Ação”. As formações serão oferecidas simultaneamente na FESC da Vila Nery (para professores das Fases 1 e 2, educadores de creches e agentes educacionais que atendem crianças das fases 1, 2 e 3), no Auditório “Professor Sérgio Mascarenhas”, no campus da USP (para professores das Fases 3 e 4, educadores de creches e agentes educacionais das Fases 4, 5 e 6) e no CEMAC (Centro Municipal de Arte e Cultura) para professores das Fases 5 e 6 e professores de Educação Especial.

Com acesso gratuito, o objetivo é contribuir para a preservação das abelhas

 

BURI/SP - Você sabia que existem mais de 20 mil espécies de abelhas? Que nem todas elas vivem em colmeias? E o que aconteceria com o planeta se elas desaparecem? Essas e outras questões são respondidas em um manual produzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), intitulado "A vida das abelhas em manual".
A ideia era abordar temas variados com o intuito de contribuir para a preservação das abelhas. Os desenhos em sua maioria foram baseados na ferramenta midiática Minecraft 1.16, visando atrair, em especial, o público infantil. "O projeto consistiu na produção de um manual com linguagem clara e tom didático-pedagógico que retratasse a vida das abelhas e sua importância para o meio ambiente. A ideia foi abordar pontos que pudessem contribuir para a preservação das abelhas", explicou Ilka de Oliveira Mota, docente da UFSCar e integrante da equipe. 
O Manual traz informações sobre a estrutura física das abelhas, os tipos de moradia, as abelhas africanizadas e europeias, a importância dos apiários, bem como os modos de preservação desses agentes. Ao final do livro, o leitor poderá fazer atividades com base no conteúdo apresentado e conhecer a equipe de trabalho. Também é apresentado um miniglossário com os principais vocabulários presentes na obra.
A publicação é destinada não somente aos estudantes de Biologia da Conservação, mas também a todas as pessoas interessadas no tema da preservação do meio ambiente, especialmente aos professores do ensino fundamental e crianças em fase de alfabetização.
O Manual é gratuito e pode ser acessado neste link (https://www.sibi.ufscar.br/arquivos/a-vida-das-abelhas-em-manual.pdf). 

Conheça a equipe que desenvolveu o projeto:
Alessandra de Araújo Silva: mestranda no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Natureza, da UNIR, que atuou como autora do manual em parceria com a professora Ludimilla Ronqui.
Ludimilla Ronqui: coautora do manual, é formada em Ciências Biológicas e Pedagogia, mestre em Genética e Melhoramento e doutora em Zootecnia. Atualmente é docente da UNIR.
Anna Paula Quadros Soares: é aluna do perfil 4 do curso de Biologia da Conservação, do Campus Lagoa do Sino da UFSCar, e atuou como desenhista no referido projeto de extensão.
Alberto Luciano Carmassi: atualmente é Diretor do Campus Lagoa do Sino da UFSCar. No projeto, o pesquisador atuou como revisor técnico.
Ilka de Oliveira Mota: é docente do Campus Lagoa do Sino da UFSCar e atuou como coordenadora do projeto de extensão, bem como na elaboração de algumas partes do livro. Também fez a revisão textual.
Tiago Santi: é técnico-administrativo no Campus Lagoa do Sino da UFSCar e atuou, entre outras funções, na editoração eletrônica.

IBATÉ/SP - Os meses de junho e julho são marcados pelas tradicionais festas juninas, e na última terça-feira (05), todas as escolas da Rede Municipal de Ensino realizaram a festa, finalizando dessa o 1º semestre letivo.

Os professores trabalharam sobre a cultura da festa junina com os alunos e junto com os funcionários enfeitaram as Unidades de Ensino para propiciar um ambiente convidativo para os discentes. A festa junina é uma celebração da cultura popular brasileira. As escolas mostraram que é possível celebrá-la sem ferir os preceitos de um ensino laico, resgatando a cultura popular. "Os professores fizeram um excelente trabalho em sala de aula, destacando a importância das festas folclóricas para a cultura do povo brasileiro. Tivemos um cardápio especial para a data e ressaltamos que a festa junina também é uma ótima oportunidade para fortalecer o contato da direção, coordenação, professores, funcionários, alunos e família”, destacou Gaspar, Secretário Municipal de Educação e Cultura.

O prefeito José Luiz Parella salientou que as festas juninas promovem um momento de confraternização, diversão e envolvimento da comunidade e que cada detalhe foi preparado com muito empenho por todos os profissionais da Rede Municipal de Ensino, que como sempre, realizam tudo com muito amor e carinho. “Cada escola realiza uma festa junina de acordo com que é ensinado e com as idades dos alunos, sendo um momento de confraternização entre toda a comunidade escolar, aproximando ainda mais direção, professores, funcionários e alunos. Todos os envolvidos estão prepararam tudo, com muito amor e carinho”, ressaltou.

Para finalizar, o Secretário de Educação e Cultura agradeceu a participação das famílias durante o primeiro semestre. “Estamos finalizando o semestre com a certeza de dever cumprido. Agradeço a participação dos pais na vida escolar dos filhos, a colaboração de todos é muito importante”, concluiu Gaspar.

Estudo é feito pela UFSCar e convida profissionais da Saúde para participação e capacitação

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de Iniciação Científica (IC), desenvolvida na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem por objetivo verificar se os profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) de São Carlos sabem como realizar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com fibromialgia, e se eles estão seguindo as diretrizes internacionais e nacionais sobre o assunto. 
O projeto é desenvolvido por Marielle Cristina Luciano, graduanda em Fisioterapia na UFSCar, e por André Pontes-Silva, doutorando na Universidade, sob coordenação de Mariana Arias Avila, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Instituição. A pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
De acordo com a professora, a fibromialgia é uma doença que ocorre em cerca de 2 a 4% da população mundial, podendo acometer mulheres e homens, sendo mais frequente no sexo feminino. Os sintomas são dor crônica (que dura mais de três meses), alterações de sono e fadiga crônica, dentre outros. "O diagnóstico é clínico, pois não há exames que diagnostiquem a doença; já o tratamento inclui exercícios, educação do paciente, medicamentos e outras terapias, em alguns casos", explica Mariana Avila.
No entanto, a docente aponta que, embora a maioria dos casos de fibromialgia possa ser detectado e inicialmente tratado na APS - Unidades Básicas de Saúdes (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) -, muitos profissionais se sentem inseguros com as demandas dos pacientes e acabam encaminhando-os para a Atenção Secundária, como os centros de especialidades, por exemplo. "Isso faz com que a demanda de atendimento de fibromialgia na Atenção Secundária seja enorme, mesmo a maioria dos casos podendo ter um bom manejo na APS, especialmente considerando o modelo de integralidade em que o SUS trabalha", complementa Avila.
O objetivo do atual estudo é exatamente verificar como são realizados o diagnóstico e o tratamento de pessoas com fibromialgia na APS e, segundo a docente, "isso pode ajudar a elaborar capacitações sobre o assunto, e até mesmo pensar em políticas públicas que possam empoderar os profissionais da APS no tratamento desses pacientes".

Voluntários e capacitação
Para desenvolver o estudo, estão sendo convidados profissionais que atuam na APS de São Carlos, incluindo os agentes comunitários. Os participantes deverão preencher um questionário online (https://bit.ly/3IaJTui) sobre como é realizado o diagnóstico e do tratamento da fibromialgia na APS. Todos os dados informados são sigilosos e não serão divulgados. O preenchimento do questionário leva de 10 a 15 minutos e pode ser feito até o dia 1º de agosto.
A equipe do projeto também vai propor a realização de workshops nas UBSs e UFSs para mostrar os critérios mais atualizados e as ferramentas que podem ser usadas para ajudar no diagnóstico mais correto da fibromialgia. "Além disso, iremos mostrar possibilidades de tratamento que podem ser implementadas nas UBSs e USFs, de acordo com as principais diretrizes da área. Iremos, ainda, apresentar ferramentas que possam indicar quando é necessário que o paciente seja encaminhado para a Atenção Secundária", acrescenta a coordenadora da pesquisa. A capacitação será realizada em data e horário a serem alinhados com cada unidade. 
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (19) 98158-9585. Projeto aprovado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos e pelo Comitê e Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 52251121.5.0000.5504).
Mostras estão disponíveis para acesso gratuito do público

 

SÃO CARLOS/SP - Até o dia 31 de julho, a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) apresenta três exposições artísticas virtuais, disponíveis na Internet e com acesso gratuito a todo público. A primeira delas - intitulada "À flor da pele" - é de autoria de Luiz Caju, que iniciou os estudos em fotografia há 40 anos e, nessa exposição, apresenta retratos em preto e branco, capturando detalhes da beleza dos modelos sem o "ruído" das cores.
De acordo com ao autor, "há algo quase mágico na foto em preto e branco, ela consegue mostrar em detalhes a beleza interna do modelo fotografado (...) É elegante, com jogo de luz e sombra e transmite sensibilidade, além de emoções mais sutis, ressaltando detalhes e valorizando linhas e formas geométricas".
A segunda mostra em cartaz é "A origem da água". Ela faz referência ao romance homônimo e primeiro livro de ficção de Ana Cristina Braga Martes. Socióloga, pesquisadora e ex-professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Martes compôs essa exposição com desenhos e ilustrações, relacionados ao romance em que ela expõe os meandros da loucura, bem como dos tratamentos e das condutas supostamente sãos.
A terceira mostra, "Interiores", é uma curadoria de obras da poeta e artista multimídia Yasmin Bidim. A poeta pensa os interiores em suas dimensões espaciais, geográficas e psíquicas, sempre considerando o entrelaçamento dessas potências. As três exposições contam com lista de presença digital e estão disponíveis para acesso gratuito do público no site da BCo, em https://bit.ly/3LEj2H5.
Pesquisa analisou mais de 4,7 mil indivíduos com 50 anos ou mais

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo desenvolvido por pesquisadores dos departamentos de Fisioterapia (DFisio) e de Gerontologia (DGero) da UFSCar identificou que existe relação entre baixos níveis sanguíneos de vitamina D e o risco de desenvolver incapacidade funcional em atividades instrumentais de vida diária (AIVD) em homens.
A pesquisa foi desenvolvida por Mariane Marques Luiz, atual doutoranda em Fisioterapia pela UFSCar, sob orientação de Tiago da Silva Alexandre, docente do DGero da UFSCar e coordenador do International Collaboration of Longitudinal Studies of Aging (InterCoLAging), um consórcio de estudos longitudinais, que abrange o English Longitudinal Study of Ageing (Estudo ELSA), um grande estudo longitudinal de saúde dos idosos da Inglaterra. O estudo também contou com a participação de pesquisadores da University College London (UCL) no Reino Unido.
As AIVD são atividades cotidianas que exigem um maior nível de complexidade e atenção durante sua execução, como por exemplo as atividades domésticas, o gerenciamento de finanças, capacidade de utilizar meios de transporte e de comunicação. Essas atividades são fundamentais para a manutenção da capacidade funcional de idosos, que reflete a habilidade de atender, de forma independente, às demandas físicas do dia a dia.
De acordo com os pesquisadores, estudos anteriores já identificaram que baixos níveis sanguíneos de vitamina D prejudicam a capacidade funcional, porque comprometem o desempenho nas atividades básicas de vida diária (ABVD), que são aquelas relacionadas com autocuidado como comer, tomar banho e vestir-se. No entanto, ainda não tinha sido verificado se a deficiência de vitamina D também estaria associada com maior risco de desenvolver incapacidade especificamente nas AIVD. Segundo Mariane Luiz, "a pesquisa teve como objetivo investigar se a deficiência de vitamina D era um fator de risco para desenvolver incapacidade em AIVD e verificar se esse risco se dava de forma distinta entre homens e mulheres".
Para tanto, foram avaliados 4.768 indivíduos ingleses participantes do Estudo ELSA, com 50 anos ou mais, que não apresentavam dificuldade em nenhuma das seguintes AIVD: gerenciar finanças, utilizar meios de transporte, fazer compras, preparar refeições, usar o telefone/meios de comunicação, gerenciar medicamentos e realizar tarefas domésticas. Os indivíduos tiveram seus níveis de vitamina D no sangue classificados como suficiente, insuficiente ou deficiente e tiveram outras informações coletadas como dados socioeconômicos, hábitos de vida e condições de saúde. Após quatro anos de acompanhamento, esses indivíduos foram reavaliados para verificar se houve o desenvolvimento de dificuldade para realizar uma ou mais das AIVD. De acordo com a autora do estudo, no final dos quatro anos de acompanhamento, não foi encontrada nenhuma associação entre deficiência de vitamina D e incidência de incapacidade em AIVD para as mulheres. No entanto, a deficiência de vitamina D aumentou em 43% o risco de desenvolver incapacidade em homens.
Tiago Alexandre explica "que a vitamina D possui uma ação importante para o funcionamento dos músculos e, quando seus níveis estão baixos, leva à fraqueza e atrofia muscular, o que compromete o desempenho nas atividades cotidianas, repercutindo em dificuldade nas AIVD". Também aponta que "a vitamina D desempenha uma ação protetora no sistema nervoso central e há evidências de que a sua deficiência favorece o declínio cognitivo, o que pode explicar o pior desempenho nas AIVD, uma vez que se tratam de atividades que precisam da capacidade cognitiva preservada".
Os autores sugerem que os resultados encontrados apenas para os homens possivelmente ocorrem devido à associação entre vitamina D e a testosterona. "Os homens sofrem uma maior atrofia das fibras musculares do que as mulheres devido à redução dos níveis de testosterona com o envelhecimento. Uma vez que a vitamina D contribui para a produção de testosterona, a sua deficiência pode intensificar a atrofia muscular nestes indivíduos", relatam. Os pesquisadores acrescentam que a testosterona tem um efeito protetor sobre a capacidade cognitiva e a redução de seus níveis, que é intensificada pela deficiência de vitamina D, pode favorecer o declínio cognitivo mais precocemente em homens. "Assim, o pior desempenho muscular e cognitivo nestes indivíduos pode estar associado à incapacidade em AIVD", apontam Mariane Luiz e Tiago Alexandre.
A pesquisa concluiu que a deficiência de vitamina D representa um indicador precoce do comprometimento funcional em idosos e os autores reforçam que essa deficiência é uma condição modificável. Além disso, destacam que o monitoramento dos níveis de vitamina D pode ser uma estratégia para prevenir a dificuldade nas AIVD e impedir o desenvolvimento de incapacidade em idosos.
Os autores alertam que os resultados encontrados podem ser semelhantes no cenário brasileiro e que a avaliação dos níveis de vitamina D deve ser realizada através da mensuração das concentrações de 25-Hidroxivitamina D (25OHD) no sangue. Apesar da principal fonte de vitamina D ser a exposição ao sol, quando seus níveis estão deficientes, a suplementação de vitamina D deve ser uma estratégia de tratamento, precisando ser prescrita somente por nutricionistas e médicos.
O estudo teve financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Recentemente, a pesquisa foi publicada na Nutrients, conceituada revista na área de Nutrição. A íntegra do artigo pode ser acessada neste link (https://bit.ly/3zu3Z0e).

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