SÃO CARLOS/SP - O prefeito Airton Garcia, acompanhado do vereador Rodson Magno do Carmo, dos secretários de Transporte e Trânsito, Paulo Luciano e de Segurança Pública, Samir Gardini, além da vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Ivone Zanquim, esteve na manhã de segunda-feira (16/05), nas obras na área de comércio popular em São Carlos, localizada na baixada do mercado municipal e conhecida como “Shopping Beira Rio”.
A Prefeitura de São Carlos está finalizando a construção de 64 novos boxes para as atividades do comércio popular. Também será construído no local um bolsão de estacionamento para mais 70 veículos entre carros e motocicletas.
O estacionamento será construído onde hoje funcionam as lojas populares e, o complexo de comércio popular será transferido para o lado, onde funcionava o ponto de táxi e que agora estão sendo concluídos os novos boxes. O ponto de táxi também foi transferido, porém na mesma região.
“Todas essas intervenções têm como objetivo, além da revitalização dessa região da Comendador Alfredo Maffei, a valorização do comércio local e segurança para todos”, explicou o prefeito Airton Garcia.
Para o vereador Rodson Magno do Carmo, autor do projeto que denominou de “José Ferreira (Mota) ” o novo shopping popular e que destinou R$ 500 mil em emenda parlamentar, o espaço é moderno. “Teremos um espaço moderno, eficiente e condigno a São Carlos. Estrategicamente pensado inclusive em sua localização privilegiada na região da baixada do Mercado Municipal”, disse o vereador.
A Prefeitura de São Carlos está investindo R$ 1,4 milhão com recursos próprios para fazer essa obra que inclui também novos sanitários com acessibilidade para o público em geral.
Doações podem ser feitas na sede do Sincomercio São Carlos na rua Riachuelo, 130
SÃO CARLOS/SP - O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região é um dos pontos de coleta da Campanha do Agasalho 2022, realizada pelo Fundo Social de Solidariedade do município. As doações podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede do Sincomercio, na rua Riachuelo, 130.
SÃO CARLOS/SP - E foi um sucesso a campanha de “Dia das Mães Acisc” (Associação Comercial e Industrial de São Carlos)! Comemorada neste último domingo (08/05), a data trouxe muito movimento para os comerciantes de São Carlos.
A cada 300 reais em notas ou cupons fiscais em lojas associadas, os consumidores tinham direito a um kit Eudora por CPF, que deveria ser retirado nas dependências da Acisc. Cada kit continha 1 hidratante corporal Instance, 1 body Splash Eudora e 3 sabonetes miss Florale Eudora.
SÃO PAULO/SP - Apesar de voltarem a abrir as portas em 2022, depois do fim das medidas restritivas contra Covid-19, bares e restaurantes não têm visto a melhora expressiva e consistente que esperavam. A disparada dos preços tem atrapalhando a recuperação do setor. Para 83% dos estabelecimentos, a inflação é o maior desafio para este ano, segundo dados da ANR (Associação Nacional de Restaurantes).
A pesquisa foi feita em parceria com a consultoria Galunion e pelo Instituto Foodservice Brasil. Foram ouvidas 817 empresas de todo o país, que representam cerca de 14 mil empresas do setor.
Segundo o direto executivo da ANR, Fernando Blower, a inflação tem um "impacto duplo, seja nos custos diretos como aluguel, CVM (Custo de Mercadorias Vendidas) ou no passivo”, afirma.
Rodrigo Alves, um dos prioritários do tradicional Ponto Chic, restaurante com quatro unidades em São Paulo, está no grupo de empresários que considera o aumento de preços o maior vilão do setor em 2022.
"A gente já vem de quase três anos de pandemia que foram catastróficos. Aqueles que não fecharam as portas estão agora sem caixa e capacidade de investimento, ainda tentando recuperar a saúde financeira do bar ou restaurante. E aí encontramos um trator no sentido contrário, que é a inflação", conta Alves.
O brasileiro viu os preços disparar nos últimos meses. A prévia da inflação para abril foi a maior em 27 anos (1,73%), segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A alta foi impulsionada principalmente pelo combustível, que tem provocado um crescimento dos preços em cascata, por conta da elevação dos custos, já que o transporte rodoviário é o principal meio de transporte de mercadorias. De acordo com a prévia da inflação para abril, a gasolina subiu (7,51%) e o diesel (13,11%).
O último IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15) mostrou ainda que os preços de alimentos e bebidas aumentaram 2,25% em abril, depois de um alta de 2,42% em março. A alimentação fora do domicílio também subiu (0,28%), mas em um percentual inferior ao do mês anterior (0,52%).
"Essa é nossa matéria-prima, é o que mais temos sentido até agora de imediato, acaba com a nossa margem de lucro, quando não provoca prejuízo. Repassar esse preço para consumidor não é simples, leva tempo e nós temos receio, se passarmos esses valores de imediato corre o risco de perder o cliente. Numa fase que estamos tentando recuperá-lo de volta", pontua o dono do Ponto Chic.
Aumento dos juros
Com a inflação ocorre também o aumento da taxa de juros, necessário para frear o consumo e a escalada de preços. O aumento de um ponto percentual da Selic pelo Banco Central, que chegou a 12,75%, encarece as linhas de crédito, o que prejudica empreendedores que tiveram que fazer empréstimos para não fechar durante a crise da Covid-19.
“Isso afeta o passivo das empresas, pois os recentes financiamentos feitos pelo setor na pandemia, como o Pronampe, certamente serão corrigidos com a pressão também sobre os juros”, afirma Blower.
O diretor executivo da associação acrescenta ainda que os patamares dos juros e da inflação devem prejudicar a recuperação de bares e restaurantes que tiveram uma melhora no fim de 2021 e início de 2022. Seis a cada dez empresários do setor disseram que o faturamento em fevereiro deste ano está igual ou abaixo ao de 2019, um ano antes da pandemia.
Para Rodrigo Alves, o crédito fica mais caro em um momento muito delicado. "Com movimento aumentando, você tem que investir em estoque, injetar dinheiro na empresa, em um momento de juros altos", destaca.
Apesar do percentual de endividamento no setor ter melhorado em relação à última pesquisa feita em novembro, quando 55% disseram ter divídas, esse número continua elevado (41%). Dentre eles, 15% devem demorar mais de três anos para quitação e 34% vão levar de um a três anos.
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