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SÃO CARLOS/SP - Nos dias 12 e 13 de janeiro, o Procon São Carlos realizou uma pesquisa de preços em cinco papelarias da cidade para avaliar a variação no custo dos principais itens da lista de material escolar. O órgão, que integra a Secretaria Municipal de Justiça da Prefeitura de São Carlos, buscou oferecer ao consumidor uma visão clara das diferenças de valores praticados no comércio local.

O levantamento mostrou que alguns produtos apresentam variações significativas. Um apontador simples da marca CIS, por exemplo, foi encontrado com diferença de 56% entre o menor e o maior preço. Já uma borracha branca Record 40, da Mercur, registrou variação de 38%. Entre os cadernos universitários, a diferença chegou a 40% em determinados modelos, como o da marca Foroni, que variou de R$ 22,90 a R$ 37,90.

Outros itens também chamaram atenção. Um caderno universitário de 10 matérias da Tilibra foi encontrado entre R$ 18,24 e R$ 29,90, diferença de 39%. A caneta esferográfica Trillux, da Faber-Castell, variou de R$ 1,80 a R$ 2,90, diferença de 38%. A cola branca líquida Pritt Tenaz, de 110g, oscilou entre R$ 10,75 e R$ 14,00, diferença de 23%. O giz de cera jumbo de 12 cores da Acrilex apresentou preços próximos, entre R$ 9,76 e R$ 10,20, diferença de apenas 4%. O papel sulfite A4 de 500 folhas da marca Chamex variou de R$ 29,90 a R$ 33,50, diferença de 11%. Já a régua acrílica de 30 cm da marca Waleu foi encontrada de R$ 1,40 a R$ 3,89, diferença de 64%, uma das maiores da pesquisa.

Segundo o diretor do Procon São Carlos, Tiago Nonato de Souza, o objetivo da pesquisa é dar transparência e permitir que as famílias façam escolhas mais conscientes. “Nosso papel é mostrar que o consumidor pode economizar se comparar preços. A diferença entre estabelecimentos é real e, em alguns casos, bastante significativa. Esse levantamento ajuda a planejar melhor as compras e evita gastos desnecessários”.

O Procon destaca que a pesquisa completa está disponível no Portal da Prefeitura no seguinte link: https://www.saocarlos.sp.gov.br/files/Pesquisa%20de%20pre%C3%A7os%20-%20Material%20Escolar%2001-2026.pdf.

SÃO CARLOS/SP - O ano de 2026 registra, até o momento, um cenário controlado em relação à dengue, com sete casos confirmados da doença. Outros oito pacientes aguardam resultado de exames laboratoriais, enquanto 34 notificações já foram descartadas. Não há registro de óbitos neste ano. As demais arboviroses monitoradas — Chikungunya, Zika e Febre Amarela — não apresentaram nenhuma notificação até agora, segundo dados oficiais.

O panorama atual contrasta fortemente com o ano anterior, quando o município enfrentou uma das maiores epidemias de dengue de sua história recente. Em 2025, foram contabilizadas 31.553 notificações, das quais 20.429 resultaram em confirmação da doença e 11.105 foram descartadas. O período também foi marcado por 24 mortes confirmadas por dengue, além de outras 26 investigadas e posteriormente descartadas.

Apesar da redução expressiva em 2026, as autoridades de saúde reforçam que o cenário exige atenção contínua, com ações de prevenção, eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e conscientização da população para evitar um novo avanço da doença ao longo do ano.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Jùlio Cesar (PL) oficializou a destinação de recursos de emenda impositiva, no orçamento de 2026, voltados ao fortalecimento da estrutura de ensino da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos. A verba será direcionada especificamente para atender às demandas do Instituto de Estudo e Pesquisa (IEP) da instituição.

O objetivo central é viabilizar a aquisição de equipamentos médicos de treinamento, fundamentais para a qualificação técnica de estudantes e residentes, assim, acolhendo a solicitação feita diretamente pela administração do hospital.

Para Jùlio Cesar, o aporte financeiro visa garantir que a Santa Casa mantenha sua excelência não apenas no atendimento, mas também como polo formador de novos profissionais.

"Recebemos o pedido do IEP e entendemos a urgência de modernizar a estrutura de ensino. Ao destinarmos essa emenda para a compra de equipamentos de treinamento, estamos investindo diretamente na qualidade do profissional que atenderá a nossa família lá na frente. O resultado prático dessa ação é uma saúde mais qualificada para toda a comunidade são-carlense", afirmou o vereador.

Os novos equipamentos permitirão simulações e práticas mais avançadas, essenciais para a formação de médicos e enfermeiros capacitados para lidar com situações complexas no dia a dia hospitalar. Com a destinação da emenda, o parlamentar reforça seu compromisso com a saúde pública e com o suporte às instituições filantrópicas da cidade.

SÃO CARLOS/SP - A chuva forte que atingiu São Carlos na noite de terça-feira (13) trouxe à tona dois aspectos centrais para a gestão urbana do município: a elevada concentração de chuva em poucas horas e a eficácia das intervenções realizadas para conter enchentes em áreas críticas da cidade.

Segundo informações da Defesa Civil, entre 18h45 e 21h36 foram registrados 45,8 milímetros de precipitação, volume suficiente para manter o município em estado de atenção. A média para o mês de janeiro é de 393,20 milímetros.

Mesmo diante desse volume, regiões tradicionalmente vulneráveis a alagamentos, como o centro e o entorno do Cristo, não sofreram os transtornos que eram comuns em anos anteriores. Em situações semelhantes no passado, a quantidade de chuva registrada seria suficiente para provocar enchentes e prejuízos significativos.

A ausência de ocorrências graves é atribuída ao funcionamento dos piscinões e às obras de macrodrenagem executadas na região, que conseguiram conter e escoar a água de forma eficiente. O episódio serviu como um teste prático da infraestrutura implantada, demonstrando avanços no enfrentamento dos impactos das chuvas intensas em São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - O Museu de São Carlos, instalado na Estação Ferroviária, promove entre os dias 14 e 31 de janeiro a atividade “Férias 8 BITs no Museu”, como parte da programação especial de férias. A iniciativa é aberta ao público e ocorre de quarta a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h, e aos sábados e feriados, das 10h às 16h.

A proposta convida os visitantes a uma viagem no tempo por meio dos videogames que marcaram os anos 1990. Durante o período, será possível jogar em um Master System original, pertencente ao acervo do Museu, conectado a uma televisão da época, proporcionando uma experiência fiel à forma como os jogos eram vivenciados há cerca de três décadas.

O Master System foi um dos consoles mais populares do Brasil, especialmente em razão da parceria entre a SEGA e a Tec Toy, tornando-se parte da infância de milhares de brasileiros. Entre os jogos disponíveis estão clássicos como Hang On, Altered Beast, Fantasy Zone: The Maze e Jogos de Verão, um dos títulos mais conhecidos do console no país.

A atividade busca aproximar diferentes gerações, permitindo que crianças e jovens conheçam como seus pais e mães se divertiam durante as férias. A ação conta com uma televisão antiga cedida pela empresa Coppi Restauros, que também colaborou no restauro do videogame, juntamente com o técnico Rogério, parceiros da iniciativa.

Gratuita, a programação reforça o papel do Museu de São Carlos na preservação da memória cultural, tecnológica e afetiva do município, promovendo experiências educativas e de lazer durante o período de férias escolares.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação (SME) informa que na próxima quinta-feira (15/01), os Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIS) localizados na região sul da cidade começam a ser dedetizadas.

O cronograma de dedetização começou na última segunda-feira (12/01) pelas Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBS) Afonso Fioca Vitali, Angelina Dagnone de Melo, Arthur Natalino Deriggi, Dalila Galli e Janete Maria Martinelli Lia. Agora as escolas de educação infantil também começam a receber o serviço.

Nesta quinta-feira serão dedetizados os CEMEIS Regina Aparecida Lima Melchíades (Parque Novo Mundo), Benedito da Silva (Cidade Aracy), Maria Alice Vaz de Macedo (Cidade Aracy), Dário Rodrigues (Cidade Aracy), Olívia Carvalho (Cidade Aracy), Flávio Ciacco (Planalto Verde), Enedina Montenegro Blanco (Cidade Aracy) e José de Campos Pereira (Cidade Aracy II).

De acordo com o secretário de Educação, Lucas Leão, todas as escolas da rede vão receber esse serviço antes do início das aulas. “Algumas escolas estão em reforma, portanto somente serão dedetizadas após a finalização das obras. Além disso, também estamos fazendo a troca de caixas de areia, limpeza das piscinas, roçagem e já substituímos as caixas d’água antigas de algumas unidades por novas, mais modernas e sem amianto”.

As aulas nas 62 escolas da Rede Municipal de Ensino começam no dia 13 de fevereiro.

SÃO CARLOS/SP - A Sanca Cup completa dez anos em 2026 e se consolida como uma das maiores competições de futebol de base do país. O torneio, realizado em São Carlos, reúne milhares de jovens atletas e movimenta a economia da cidade e da região.

Na tarde desta terça-feira (13/01), uma reunião na sede do 38º Batalhão da Polícia Militar definiu os últimos detalhes da competição. Estiveram presentes representantes dos Departamentos de Trânsito e Fiscalização, da Guarda Municipal, da Diretoria de Ensino, da Secretaria de Esportes e de outros órgãos envolvidos na organização.

Maicon Rodrigo Corrêa, da Liga Desportiva de São Carlos, organizadora da competição, lembra que o projeto nasceu com um objetivo social. “A Sanca Cup começou com a ideia de fazer o trabalho social e desenvolver o atleta infantil. Com o tempo, fomos crescendo e conseguimos revelar muitos jogadores. O próprio Isaque, que hoje está fora de São Carlos, foi revelado aqui”, afirmou. Segundo ele, nesta edição são “80 delegações inscritas, em torno de 6.500 atletas”.

A segurança é uma preocupação constante. O Major Renato Gonzalez, coordenador operacional do 38º Batalhão da Polícia Militar, explica: “Todo evento que movimenta a cidade, como essa Copa, exige atenção. Temos milhares de atletas e precisamos garantir tranquilidade nos alojamentos e nos locais de jogos”.

O diretor do Departamento de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, destaca o papel da Prefeitura na organização. “Nosso trabalho é garantir que os locais de alimentação, hospedagem e transporte estejam dentro das normas. A cidade recebe milhares de pessoas em poucos dias e precisamos fiscalizar para que tudo funcione com segurança e qualidade. É uma operação que envolve restaurantes, escolas, hotéis e campos, e exige acompanhamento diário”, disse.

O secretário de Esportes, Fernando Carvalho, reforça o impacto da competição para São Carlos. “A Sanca Cup já é uma realidade. Este ano completa dez anos e é uma das maiores, se não a maior, Copa de Futebol Menor. Para nós é sempre uma expectativa positiva, porque além de movimentar o comércio e a hotelaria, temos olheiros acompanhando os jogos em busca de novos talentos. Isso é o principal para os meninos, despontar para o futebol”, afirmou. Ele cita novamente o caso de Isaque, revelado no torneio e hoje no Shakhtar Donetsk, como exemplo da importância do evento.

A competição será realizada entre os dias 18 e 25 de janeiro, com jogos em 18 campos de São Carlos, Ibaté e Descalvado. O evento contará com parcerias da USP, da UFSCar e de escolas de futebol da cidade, além das escolas das redes estadual e municipal que abrigarão as delegações. As finais acontecem no estádio Luizão, em São Carlos, no dia 25.

Licenciamento foi feito com o suporte da Agência da Inovação da Universidade; levedura poderá ser utilizada em produção industrial de etanol

 

SÃO CARLOS/SP - As leveduras são fungos utilizados em processos de fermentação, sendo essenciais para a produção de etanol. Além disso, são responsáveis pela produção de gás carbônico, fundamental na indústria panificadora para o crescimento de pães. Também são úteis na suplementação alimentar humana e animal, pois possuem proteínas, minerais, carboidratos e vitaminas do complexo B. A busca por novas cepas - mais adaptáveis e tolerantes - é uma área de interesse crescente, com potencial para otimizar processos industriais e ampliar suas aplicações.

Diante deste cenário, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) descobriram uma nova cepa de levedura, LBGA-01, com alta tolerância a temperaturas elevadas (superiores a 40°C). Esta característica é desejada pela indústria, especialmente no setor de biocombustíveis, na produção de etanol de primeira e segunda geração no Brasil.

"Esta cepa é mais resistente do que leveduras comerciais a condições estressoras, que podem prejudicar o crescimento celular e a eficiência da fermentação. Além disso, sua resistência a ácidos acético e lático é crucial, pois esses compostos são subprodutos comuns que podem inibir o processo de fermentação. Essas particularidades permitem que a levedura continue produzindo etanol de forma eficaz, mesmo em situações adversas", explica Anderson Ferreira da Cunha, docente no Departamento de Genética e Evolução (DGE) da UFSCar.

Outro diferencial é a sua capacidade de amplificar os genes envolvidos na assimilação de sacarose, o que melhora a conversão desse açúcar em produtos fermentáveis, otimizando processos industriais.

Com o intuito de levar este conhecimento ao mercado, a tecnologia foi licenciada para a BIOINFOOD, deep tech sediada em Campinas (SP) - ou seja, uma empresa de base científica que desenvolve soluções a partir de pesquisas avançadas em biotecnologia e inovação industrial -, por meio de um acordo de transferência de tecnologia de know-how, com o suporte da Agência de Inovação da Universidade (AIn.UFSCar).

"O licenciamento de microrganismos ainda é uma zona cinzenta quando falamos em transferência de tecnologias. No entanto, é essencial estimularmos essas práticas; além de valorizar a ciência produzida em universidades brasileiras, esta ação promove a transparência e traz segurança jurídica para as partes", destaca Gleidson Teixeira, cofundador, diretor científico e comercial da BIOINFOOD.

Segundo o fundador da deep tech, essa aproximação universidade-empresa traz benefícios mútuos. "Além de promover o compartilhamento de conhecimento, essa parceria nos ajuda a compreender melhor os desafios específicos do mercado, possibilitando o desenvolvimento de soluções práticas e aplicadas."

Para o docente da UFSCar, "a transferência de know-how é importante, pois as características dessa cepa podem ser usadas como base para a modificação de outras, por meio de técnicas de engenharia genética, visando aprimorar ainda mais suas características para atender a requisitos específicos de diferentes setores industriais, que vão de biocombustíveis à indústria alimentícia".

Atualmente, a levedura já está sendo avaliada em testes conduzidos pela BIOINFOOD. Os ensaios iniciais indicam alta eficiência fermentativa e maior estabilidade celular em condições de estresse típicas da produção industrial de etanol, como variações de temperatura, acidez e reciclo de células. Os experimentos buscam verificar o desempenho da cepa em condições cada vez mais próximas das operações comerciais, contribuindo para seu aprimoramento e para a análise de sua viabilidade em escala.

O estudo teve apoio e financiamento de projetos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp): "Análises genômicas e transcriptômicas em linhagens de leveduras Saccharomyces cerevisiae isoladas durante o processo de produção de etanol, vinho e cervejas visando aplicações industriais" (2022/01223-1) e "Seleção e evolução dirigida de leveduras - Identificação e análise de vias metabólicas importantes para aplicação nas indústrias do bioetanol e de bebidas fermentada" (2018/ 20697-0).

Mais informações sobre a descoberta podem ser acessadas em artigo publicado na revista científica Biotechnology for Biofuels and Bioproducts, em https://link.springer.com/article/10.1186/s13068-020-01817-6.

Empresas interessadas em saber mais sobre processos de know-how de leveduras e sobre tecnologias protegidas da Universidade e disponíveis para licenciamento podem entrar em contato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (16) 3351-9040.

Sobre a AIn.UFSCar
A Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) é, desde 2008, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFSCar. Criada para operacionalizar e fortalecer a política de inovação da instituição, a AIn tem como missão impulsionar a transformação de conhecimento científico e tecnológico em soluções de impacto econômico e social, promovendo a articulação entre universidade, empresas, setor público e sociedade. 

Com competências estruturadas em inovação tecnológica e social, a AIn.UFSCar é responsável pela gestão estratégica da propriedade intelectual, incluindo patentes, cultivares, programas de computador e desenhos industriais, transferência de tecnologia, empreendedorismo e inovação. Na frente de transferência de tecnologia, já foram celebrados contratos de licenciamento de mais de 90 tecnologias (dos mais de 570 ativos protegidos), abrangendo áreas como biotecnologia, engenharia, saúde, materiais, agricultura e software, com um acumulado superior a R$ 23 milhões em royalties. 

A Agência também coordena os fluxos institucionais para o uso de know-how e desenvolve ações para garantir segurança jurídica e valorização das criações acadêmicas. Mais informações em https://ain.ufscar.br.

Sobre a BIOINFOOD
A BIOINFOOD é uma startup deep tech com o propósito de redefinir o futuro da indústria com biotecnologia aplicada e acessível. Possui tecnologia proprietária que combina ferramentas estado-da-arte em engenharia genética e metabólica de microrganismos, bioprocessos, prototipagem e industrialização, o que permite abordar desafios em todas as etapas da jornada de desenvolvimento de soluções em biotecnologia - pesquisa & desenvolvimento, escalonamento e implementação.

Em 2025, foi considerada uma das 100 Startups mais promissoras do Brasil segundo a Pequenas Empresas e Grandes Negócios (PEGN) e Épocas Negócios; pelo grau de inovação, potencial de mercado, negócio e escalabilidade, equipe e maturidade da solução. Dados adicionais estão em https://www.bioinfood.com.

SÃO CARLOS/SP - Mesmo com o avanço da vacinação e o controle da fase mais crítica da pandemia, a Covid-19 ainda representa um desafio para a saúde pública mundial. Novas variantes do coronavírus continuam surgindo, o que reforça a importância de desenvolver medicamentos capazes de combater o vírus, além das vacinas. Um estudo científico recente traz uma boa notícia nesse cenário.

Pesquisadores identificaram substâncias promissoras capazes de bloquear a multiplicação do coronavírus a partir de um banco internacional de compostos químicos de acesso aberto. O trabalho foi publicado na revista científica “ACS Omega” e contou com a participação de cientistas do IFSC/USP e de outras unidades da Universidade de São Paulo, além de pesquisadores estrangeiros,

Como o estudo foi feito

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram coleções de substâncias mantidas pela organização “Internacional Medicines for Malaria Venture” (MMV). Essas coleções reúnem quase 1.400 compostos que já haviam sido estudados para o tratamento de outras doenças, principalmente as chamadas doenças negligenciadas, como a malária.

A vantagem dessa estratégia é ganhar tempo: como essas substâncias já são conhecidas, o caminho até um possível medicamento pode ser mais rápido e seguro.

Em laboratório, os pesquisadores testaram essas moléculas contra partes específicas do coronavírus que são essenciais para sua sobrevivência. O foco principal foi uma enzima chamada PLpro, que funciona como uma “ferramenta” usada pelo vírus para se multiplicar dentro das células humanas e escapar das defesas do organismo.

Substância se mostrou altamente eficaz

Entre todas as moléculas testadas, uma delas chamou a atenção dos cientistas. Identificada como MMV1634397, a substância foi capaz de bloquear com eficiência a ação da enzima PLpro. Em testes com células infectadas pelo coronavírus, ela reduziu significativamente a multiplicação do vírus.

A partir desse resultado, os pesquisadores foram além: modificaram quimicamente a molécula original para tentar torná-la ainda mais potente. Esse processo levou à criação de novas versões da substância, algumas delas com desempenho ainda melhor do que a original.

Uma das versões desenvolvidas se mostrou especialmente promissora, pois conseguiu inibir o vírus em concentrações muito baixas e apresentou características importantes para um futuro medicamento, como estabilidade e bom comportamento no organismo.

Por que essa descoberta é importante

Atualmente, a maioria dos medicamentos contra a Covid-19 atua em apenas um alvo do vírus. Ao identificar substâncias que agem em uma enzima ainda pouco explorada, os cientistas ampliam as possibilidades de tratamento, inclusive contra variantes que possam surgir no futuro.

Além disso, o estudo destaca a importância da ciência aberta. Ao disponibilizar bancos de substâncias para pesquisadores do mundo todo, iniciativas como a da MMV aceleram descobertas e fortalecem a resposta global a pandemias.

Embora os compostos ainda precisem passar por novas etapas de testes antes de se tornarem medicamentos disponíveis à população, os resultados representam um passo importante no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes contra a Covid-19 e outras doenças causadas por vírus emergentes.

Segundo o pesquisador e autor correspondente do artigo científico, Dr. Andre Schutzer Godoy (IFSC/USP) “O estudo demonstra como a combinação entre ciência aberta, colaboração internacional e reaproveitamento inteligente de bibliotecas químicas pode acelerar significativamente a descoberta de novos tratamentos. “Ao explorar compostos já conhecidos e disponíveis em bancos de acesso aberto, conseguimos encurtar etapas do desenvolvimento de fármacos e abrir novas possibilidades terapêuticas contra a Covid-19 e outros vírus emergentes. Esse trabalho mostra que a inovação científica depende cada vez mais de cooperação, compartilhamento de dados e do uso estratégico de recursos globais”, destaca o pesquisador.

Para acessar o artigo científico, acesse https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/screening-of-medicines-for-malaria-venture-open-boxes-identifies-potent-sars-cov-2-COVIDpapain-like-protease-plpro.pdf

SÃO CARLOS/SP - Desde o dia 11 de dezembro de 2025, quando a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) passou a ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para gestantes, 343 doses do imunizante foram aplicadas em São Carlos. O Departamento de Vigilância em Saúde reforça a importância da vacinação para a proteção dos recém-nascidos.

Indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, a vacina, administrada em dose única por gestação, tem como principal objetivo proteger o bebê nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade a doenças respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia. A imunização da mãe permite a transferência de anticorpos pela placenta, garantindo proteção passiva ao recém-nascido.

O Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e figura entre as principais causas de pneumonia em bebês. Estudos apontam que a vacina apresenta alta eficácia na prevenção de quadros graves, alcançando 81,8% de proteção nos primeiros 90 dias de vida e mantendo bons resultados até os seis meses.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, todas as gestantes a partir da 28ª semana devem se vacinar, independentemente da idade materna. “É uma dose única por gravidez, segura, com possíveis reações leves, como dor no local da aplicação, e extremamente eficaz na proteção do bebê”, destaca.

“A imunização da gestante é uma das estratégias mais importantes para proteger o bebê logo nos primeiros meses, quando ele ainda não tem o sistema imunológico totalmente desenvolvido. O Vírus Sincicial Respiratório é uma das principais causas de internações de bebês por bronquiolite e pneumonia, e a vacina oferecida pelo SUS reduz de forma significativa o risco de casos graves. Ao se vacinar, a mãe protege diretamente o seu filho”, ressalta o secretário de Saúde, Leandro Pilha.

Em São Carlos, a vacina contra o VSR é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.

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