SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, começa a partir deste mês a instalação de 220 ovitrampas em residências e estabelecimentos comerciais do município, como parte das estratégias de monitoramento e combate ao mosquito transmissor de arboviroses.
As ovitrampas são armadilhas simples e eficazes usadas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya. Elas funcionam como um recipiente atrativo para que as fêmeas depositem seus ovos, permitindo que os agentes de saúde identifiquem áreas com maior risco de infestação e planejem ações preventivas.
A medida ocorre diante do aumento nas notificações de casos de arboviroses e da série histórica dos últimos dez anos, que aponta transmissão sustentada de Dengue no município, reforçando a necessidade de estratégias complementares de vigilância e controle vetorial. Moradores e responsáveis pelos imóveis selecionados já foram informados sobre o programa e aceitaram participar de forma voluntária.
A armadilha é um instrumento utilizado para a coleta de ovos de mosquitos. Consiste em um recipiente plástico preto de boca larga, no qual é fixada, com um clipe, uma palheta de madeira aglomerada (Eucatex®). O recipiente é preenchido com 300 ml de água e 1 ml de levedo de cerveja, substância que atrai a fêmea do mosquito e estimula a postura dos ovos na palheta.
A metodologia permite a identificação precoce de áreas com elevada infestação do mosquito, subsidiando o planejamento estratégico e o direcionamento de ações de campo, principalmente em caráter preventivo.
As armadilhas são instaladas no peridomicílio, a uma altura de até 150 cm, em locais protegidos da chuva e da luz solar e fora do alcance de crianças e animais domésticos. A metodologia segue calendário específico: as ovitrampas são instaladas às quintas e sextas-feiras e retiradas cinco dias depois, às segundas e terças-feiras, evitando assim a eclosão dos ovos.
Parte da equipe municipal de Agentes de Combate às Endemias visitará os imóveis previamente cadastrados, localizados em áreas de maior risco, para realizar a instalação e a remoção das armadilhas, contando com a colaboração de moradores e responsáveis.
Após a remoção, as palhetas são encaminhadas ao laboratório da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, onde passam por análise e contagem dos ovos. Com base nesses dados, a Prefeitura poderá obter informações mais precisas sobre a infestação do mosquito transmissor das arboviroses urbanas, direcionando as ações de vigilância e controle para áreas específicas da cidade.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou que estão sendo instaladas foram 220 ovitrampas em áreas de risco. “As ovitrampas são ferramentas fundamentais para que possamos identificar rapidamente áreas com maior presença do mosquito. Com esses dados, conseguimos planejar ações mais eficazes e prevenir surtos antes que aconteçam”.
Já o secretário de Saúde, Leandro Pilha, reforçou que “esse trabalho é essencial para proteger a população. A participação voluntária dos moradores mostra que todos estão engajados no combate às arboviroses, e juntos podemos reduzir os riscos de transmissão”.
Em 2026 já foram registrados 404 casos confirmados para Dengue em São Carlos. Nenhum óbito foi registrado até o momento. Para Chikungunya foram descartados 171 casos. Para Zika foram descartados 154 casos e para Febre Amarela foi descartado 1 caso.
Prefeito Netto Donato e presidente do SAAE, Derike Contri, participaram da cerimônia da nova unidade, além de representantes da São Carlos Ambiental, do Grupo Solví, e de cidades da região.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos reforçou sua estrutura de gestão ambiental e de saúde pública com a inauguração, nesta quinta-feira, 6 de agosto, da nova Unidade de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde (UTRSS) da São Carlos Ambiental, empresa do Grupo Solví responsável pela destinação dos resíduos sólidos urbanos do município por meio de contrato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O novo equipamento amplia a capacidade de tratamento de resíduos hospitalares e consolida o município como referência regional na área.
A cerimônia foi realizada nas instalações do Aterro Sanitário, localizado na Rodovia Luís Augusto de Oliveira (SP-215), km 162, e contou com a presença do prefeito Netto
Donato, do presidente do SAAE, Derike Contri, além de dirigentes e funcionários da empresa, autoridades municipais de São Carlos e de municípios da região, como também de representantes de entidades ambientais e lideranças do setor de saneamento e gestão de resíduos.
AUTOCLAVE MODERNA - O principal investimento da nova unidade é uma autoclave de última geração, tecnologia de ponta utilizada no tratamento de resíduos provenientes de hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde. O processo utiliza vapor sob alta pressão para esterilizar os materiais, eliminando agentes biológicos antes da destinação final, garantindo, com isso, mais segurança sanitária e proteção ao meio ambiente.
REFERÊNCIA EM INOVAÇÃO - Segundo o superintendente da São Carlos Ambiental, João Paulo Mota, a nova estrutura representa um avanço importante para São Carlos e para toda a região. "Já operávamos com uma autoclave, mas esta possui tecnologia mais moderna e maior capacidade de processamento. Com esse investimento, ampliaremos o atendimento a São Carlos e aos municípios da região central do Estado de São Paulo. Nossa expectativa é atender entre 50% e 60% dos 26 municípios da região, oferecendo uma solução ambiental moderna e segura para o tratamento de resíduos de serviços de saúde."
Durante a cerimônia, o presidente do SAAE, Derike Contri, destacou que o investimento fortalece a posição de São Carlos como referência em inovação na gestão de resíduos.
"São Carlos mais uma vez demonstra seu protagonismo ao incorporar uma tecnologia moderna para o tratamento de resíduos hospitalares. Esse equipamento beneficia não apenas o município, mas toda a região, que passa a contar com uma estrutura preparada para tratar esse tipo de resíduo com segurança, eficiência e responsabilidade ambiental."
O prefeito Netto Donato, que estava acompanhado pelo vice-prefeito Roselei Françoso, ressaltou que a iniciativa representa mais qualidade de vida para a população e reforça o compromisso da administração municipal com a sustentabilidade. "Cuidar da cidade também significa cuidar da destinação correta e responsável dos resíduos. A nova autoclave agrega tecnologia ao tratamento dos resíduos dos serviços de saúde, aumentando a segurança ambiental e sanitária. É um investimento que reflete diretamente na qualidade de vida da população e fortalece São Carlos como uma cidade cada vez mais sustentável."
A inauguração da nova unidade reforça o fortalecimento da gestão dos resíduos sólidos em São Carlos, refletindo os investimentos realizados na modernização do sistema e na busca por soluções cada vez mais eficientes e sustentáveis. Com a ampliação da capacidade operacional, o município passa a atender também cidades da região, consolidando-se como referência regional no tratamento de resíduos de serviços de saúde.
CONGO - A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo continua avançando em ritmo acelerado e já provocou 1.751 mortes entre 3.874 casos confirmados. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde congolês e mostram que o surto, declarado em 15 de maio, tornou-se o segundo maior já registrado no mundo.
Em algumas das áreas mais afetadas, o número de novas infecções está dobrando. A avaliação foi feita pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após reuniões com representantes do governo em Kinshasa.
Por que o surto de Ebola avança tão rapidamente?
A atual epidemia é provocada pelo vírus Bundibugyo, uma variante para a qual ainda não existe vacina aprovada nem tratamento específico. A demora na identificação dos primeiros casos permitiu que a doença circulasse por semanas antes da declaração oficial do surto.
O avanço também é favorecido pelas dificuldades no rastreamento de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados. Segundo autoridades sanitárias africanas, entre 60% e 70% dos novos casos estão sendo encontrados fora dos grupos que já eram acompanhados. Estimativas mais recentes indicam que essa proporção pode chegar a 80%.
A detecção tardia contribui para a taxa de letalidade de aproximadamente 45%. Muitos pacientes chegam às unidades de saúde quando a doença já está em estágio avançado.
OMS pede ampliação urgente da resposta
Tedros afirmou que o combate à epidemia precisa ser ampliado de forma imediata e envolver governo, organizações internacionais, profissionais de saúde e moradores das regiões atingidas.
“Todos concordamos que é necessário aumentar urgentemente e de forma massiva todos os nossos esforços em todas as frentes da resposta e com a participação de todos os parceiros”, escreveu o diretor-geral da OMS.
Ele também defendeu maior coordenação sob a liderança do governo congolês, proteção para as equipes médicas e acesso às comunidades mais isoladas.
“Acima de tudo, as comunidades têm de estar no centro da resposta e assumir a sua liderança”, declarou.
Ituri concentra maior número de casos
A província de Ituri, no leste do país, permanece como o principal foco da epidemia. A região está próxima das fronteiras com Uganda, Sudão do Sul e Ruanda e sofre há anos com conflitos armados, deslocamentos populacionais e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
A insegurança limita a circulação das equipes médicas e prejudica o transporte de pacientes, medicamentos e equipamentos. Ataques contra unidades de saúde também já interromperam temporariamente o trabalho de organizações humanitárias.
Greve de profissionais agrava atendimento
Famílias de áreas afetadas relataram que parte dos profissionais que atuam na linha de frente entrou em greve por falta de pagamento e pelas condições de trabalho.
Alguns funcionários começaram a receber os valores atrasados referentes aos serviços prestados desde o início da epidemia, mas continuam reivindicando salários maiores e garantias de proteção.
A paralisação agrava o acesso aos cuidados em uma região onde hospitais e centros de tratamento já enfrentam falta de profissionais, leitos e materiais.
Estados Unidos anunciam ajuda de US$ 242 milhões
O governo dos Estados Unidos anunciou um novo aporte de US$ 242 milhões para financiar o combate imediato ao Ebola, preparar países da região e ampliar a assistência humanitária.
Com o novo valor, o apoio americano destinado à epidemia e às necessidades humanitárias relacionadas ao surto supera US$ 512 milhões.
Os recursos deverão ser usados em ações como ampliação de centros de tratamento, vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, treinamento de profissionais e proteção das comunidades mais vulneráveis.
Existe vacina contra o vírus Bundibugyo?
Ainda não há vacina licenciada contra a variante responsável pelo atual surto. Também não existe um tratamento específico aprovado, embora cuidados de suporte iniciados rapidamente possam aumentar as chances de sobrevivência.
Vacinas experimentais começaram a ser testadas em humanos no Reino Unido e no Canadá. A Moderna iniciou um estudo inicial com cerca de 80 voluntários para avaliar a segurança e a resposta imunológica de uma vacina de RNA mensageiro contra o vírus Bundibugyo.
A OMS também acompanha testes de terapias experimentais e avalia se vacinas desenvolvidas para outras variantes do Ebola podem oferecer algum nível de proteção.
Surto é o segundo maior da história
A atual epidemia já superou todos os surtos anteriores em velocidade de propagação. Em número de casos, fica atrás apenas da crise registrada na África Ocidental entre 2014 e 2016.
Naquela epidemia, mais de 28 mil pessoas foram infectadas e mais de 11 mil morreram, principalmente na Guiné, em Serra Leoa e na Libéria.
A OMS considera baixo o risco de propagação global, mas alerta que o surto permanece crítico na República Democrática do Congo e pode avançar para países vizinhos caso as medidas de controle não sejam reforçadas.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - A Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa de São Carlos está selecionando crianças de 4 a 12 anos para participar de uma pesquisa sobre dor de crescimento, desenvolvida pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Os interessados podem se inscrever até 25 de agosto.
O estudo vai acompanhar crianças com essa condição para avaliar por quanto tempo a combinação entre laserterapia de baixa intensidade e terapia ultrassônica pode ajudar a aliviar a dor. Antes de iniciar o tratamento, todas passam por avaliação com um médico ortopedista para confirmar ou descartar o diagnóstico.
As crianças que atenderem aos critérios da pesquisa serão encaminhadas para as sessões na Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa e acompanhadas pela equipe durante todo o estudo, com retorno para avaliação 15 dias após a aplicação.
Segundo Noahn Gabriel Silva Pereira, pesquisador e estudante de Medicina da UFSCar, esta nova etapa pretende ampliar o conhecimento sobre os resultados observados anteriormente. “Na primeira etapa da pesquisa, confirmamos que o tratamento é seguro para as crianças e observamos indícios de que ele pode ajudar a aliviar a dor. Agora, queremos acompanhar novos participantes para entender por quanto tempo esse efeito pode durar”, explica.
A dor de crescimento é uma das causas mais comuns de dor nas pernas durante a infância. Apesar do nome, sua origem ainda não é totalmente conhecida e, por isso, o tratamento costuma ser voltado ao alívio dos sintomas.
A pesquisa integra um projeto de iniciação científica financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), e é coordenada pela Dra. Esther Angélica Luiz Ferreira e pelo Dr. Rodrigo Reiff, do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, e pelo Dr. Antônio Aquino, do Instituto de Física (IFSC) da USP.
Para o provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, a participação da instituição permite aproximar a pesquisa científica do atendimento prestado à população. “Quando um estudo é desenvolvido dentro do ambiente hospitalar, o conhecimento produzido pelas universidades chega mais perto da população. Além de contribuir para o avanço da ciência, essa parceria permite que pacientes da nossa região tenham acesso a pesquisas conduzidas por instituições de referência”, afirma.
Serviço
Quem pode participar?
Crianças de 4 a 12 anos, com diagnóstico confirmado ou suspeito de dor de crescimento.
Inscrições
Até 25 de agosto, pelo WhatsApp (16) 99711-5463.
Local dos atendimentos
Unidade de Terapia Fotodinâmica da Santa Casa de São Carlos
Rua 15 de Novembro, s/nº – Vila Pureza (prédio anexo ao hospital).
SÃO PAULO/SP - O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.
Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.
Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%.
Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.
Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).
Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).
Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).
"Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação", avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.
Ela acrescenta que "a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”.
“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas", defende.
Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.
“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.
Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital.
"As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual", disse.
Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).
Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.
Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.
É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.
No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).
Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).
Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo confirmou na segunda-feira (3) o 16° caso de sarampo este ano.

Do total, foram identificados 13 pacientes na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, sendo sete homens e nove mulheres. A maioria (dez) é de bebês com até um ano de idade. Os demais são adultos com idades entre 20 e 50 anos.
A secretaria estadual de Saúde informou que a cobertura vacinal da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é de 77,5% para a primeira dose, e 65,5% para a segunda. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses. Qualquer cobertura abaixo desse percentual representa risco aumentado de circulação da doença.
A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 teve início nesta segunda-feira (3). A mobilização segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal. A campanha inclui a vacina contra sarampo.
Os três municípios paulistas com casos confirmados da doença irão adotar uma estratégia adicional de vacinação. Com o objetivo de reforçar a imunização contra o sarampo, a campanha estende-se também a pessoas na faixa etária de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Os imunizantes disponíveis na campanha são: BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A, e HPV.
O sarampo é doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave, podendo deixar sequelas ou levar à morte.
A transmissão ocorre principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.
Os principais sintomas são:
A vacinação é a principal medida de prevenção e controle da doença. As vacinas tríplice viral e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) são oferecidas gratuitamente pelo SUS.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou no último sábado (01/08), em parceria com a FS Serviço, o treinamento de integração e capacitação da equipe de limpeza. A atividade aconteceu no Auditório do Paço Municipal e reuniu profissionais que atuam em 44 unidades e serviços de saúde do município, entre elas as três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A capacitação teve como objetivo integrar a equipe, apresentar as normas e orientações da empresa e qualificar os profissionais para a execução dos procedimentos de limpeza hospitalar, contribuindo para a padronização dos serviços e para a melhoria da qualidade do atendimento prestado à população.
Durante o treinamento, os participantes receberam orientações técnicas sobre a utilização correta dos produtos de limpeza hospitalar, legislação aplicada, normas de segurança no trabalho e boas práticas para a execução dos serviços. Também foram repassadas orientações sobre os direitos trabalhistas e os benefícios previstos na convenção coletiva da categoria.
De acordo com o gestor do contrato da FS Serviço, Leandro Roberto Leite, a iniciativa reforça o compromisso com a qualificação contínua das equipes. “Além da parte técnica, com orientações sobre o uso correto dos produtos de limpeza hospitalar, contamos com a participação do sindicato para esclarecer os direitos trabalhistas e os benefícios oferecidos à categoria".
A diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial, Lindiamara Soares, ressaltou que a qualificação da equipe faz parte das ações para fortalecer os serviços de saúde do município. “Este treinamento tem como foco a apresentação dos produtos utilizados na limpeza hospitalar, orientando sobre sua correta aplicação e a importância desses procedimentos para a manutenção de ambientes seguros. A capacitação fortalece os processos de trabalho e contribui para oferecer serviços de limpeza com mais qualidade nas unidades de saúde, refletindo diretamente na segurança dos profissionais e no atendimento prestado à população".
Nova unidade ampliará a capacidade de atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes com estrutura moderna e acolhedora
SÃO CARLOS/SP - Os secretários de Saúde, Leandro Pilha e de Gestão da Cidade e Infraestrutura, Leonardo Lázaro, visitaram na manhã desta sexta-feira (31/07), a obra da nova sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil que já alcançou 50% de execução e entrou na fase de concretagem. A unidade está sendo construída na Avenida Grécia, nas proximidades da UPA da Vila Prado, e representa um importante investimento na ampliação da rede de atenção psicossocial do município.
O novo prédio contará com aproximadamente 26 ambientes, distribuídos para atender às diferentes necessidades terapêuticas e assistenciais. Entre os espaços previstos estão recepção e acolhimento, sala de convivência, consultórios médicos e multiprofissionais, salas para atendimentos individuais e familiares, salas para atividades em grupo e oficinas terapêuticas de arte, música, corpo e movimento, pedagogia e culinária.
A estrutura também será equipada com farmácia, sala de observação, refeitório, cozinha, despensa, lavanderia e áreas administrativas, proporcionando melhores condições de trabalho às equipes e mais conforto aos usuários do serviço.
Segundo Carmen Pereira, chefe da Seção de Apoio a Saúde Mental, o CAPS Infantojuvenil é um serviço de porta aberta, ou seja, não exige encaminhamento para que crianças e adolescentes tenham acesso ao atendimento. “A unidade é destinada ao cuidado de pacientes com transtornos mentais graves, relacionados ou não ao uso de substâncias psicoativas. Atualmente, o serviço atende cerca de 250 crianças e adolescentes por mês e realiza entre 2 mil e 2,5 mil procedimentos mensais. Esses procedimentos incluem busca ativa, visitas domiciliares, articulação com escolas e com a rede de proteção social, como CRAS, CREAS e casas de acolhimento, além de atendimento familiar, atividades em grupo, consultas médicas, psicológicas e de terapia ocupacional, bem como assistência de enfermagem”, explica a chefe.
O atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional composta por médicos pediatras com especialização em saúde mental, médico psiquiatra, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e profissionais de enfermagem, garantindo uma assistência integral às crianças e adolescentes atendidos.
“O avanço da obra do novo CAPS Infantojuvenil representa um importante investimento na saúde mental de crianças e adolescentes. A nova unidade, destinada ao atendimento de pacientes de até 18 anos, já alcançou cerca de 50% de execução e vai oferecer uma estrutura muito mais adequada para atender à crescente demanda do município”, disse Leandro Pilha, secretário de Saúde.
Pilha lembrou, ainda, que atualmente, o serviço funciona em um imóvel alugado, que já não comporta todas as necessidades da equipe e dos usuários. “Somente no primeiro quadrimestre deste ano, entre janeiro e abril, o CAPS Infantojuvenil realizou atendimento a mais de mil pacientes e contabilizou quase 10 mil procedimentos, números que demonstram a importância da ampliação da capacidade instalada”.
O secretário de Saúde finalizou ressaltando que além de ampliar a assistência à população, a obra também gera impacto positivo na economia local. “A empresa responsável pela construção é de São Carlos e emprega diversos trabalhadores do município, contribuindo para a geração de emprego e renda”.
Outro aspecto importante é o papel do CAPS Infantojuvenil na formação de profissionais da saúde. A unidade é campo de prática para instituições de ensino, como a UNICEP e a UFSCar, recebendo residentes das áreas de Pediatria e Psiquiatria, além de estagiários de Psicologia, Terapia Ocupacional, Enfermagem e Serviço Social. Com a nova estrutura, também será possível qualificar ainda mais esse processo de formação, fortalecendo a integração entre assistência, ensino e pesquisa.
Já Leonardo Lázaro, secretário de Gestão da Cidade e Infraestrutura, acredita que o novo prédio deve ser concluído até o final desse ano.
“A obra conta com recursos do Governo Federal e contrapartida da Prefeitura, totalizando um investimento superior a R$ 2,5 milhões. Com o ritmo de execução e o padrão de qualidade apresentados pela empresa responsável, a expectativa da administração municipal é concluir a obra até o final deste ano”.
“Chegar à marca de 50% da execução da obra do novo CAPS Infantojuvenil demonstra que estamos transformando em realidade um compromisso assumido com a população de
São Carlos. A saúde mental, especialmente de crianças e adolescentes, exige um olhar atento, acolhedor e uma estrutura adequada”, finalizou o prefeito Netto Donato.
O investimento total na obra é de R$ 2.696.553,43, resultado de parceria entre a Prefeitura de São Carlos e o Governo Federal. Desse montante, R$ 2.085.000,00 são provenientes da União e R$ 611.553,43 correspondem à contrapartida do município.
SÃO CARLOS/SP - A excelência no atendimento aos pacientes críticos é resultado de processos bem estruturados e do trabalho integrado das equipes assistenciais. Como reconhecimento desse compromisso, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Unimed – Unidade I mantiveram a certificação UTI Top Performer, concedida pela Epimed Solutions.
A entrega oficial do certificado aconteceu no dia 29 de julho, no Hospital Unimed – Unidade I, e reuniu profissionais envolvidos diretamente na assistência e na gestão das UTIs. O momento contou com a presença da Gerente Nacional da Epimed Solutions, Jucimara Vieira, dos médicos coordenadores das UTIs, Antonio Verzola e Robson Poul Tiossi, além de integrantes das equipes de enfermagem e administrativa do hospital.
O UTI Top Performer é um reconhecimento concedido às unidades que apresentam desempenho de destaque na assistência aos pacientes críticos. A avaliação considera indicadores relacionados aos resultados clínicos e à qualidade da assistência, além de aspectos como gestão e utilização adequada dos recursos disponíveis.
A manutenção da certificação demonstra a consistência do trabalho desenvolvido pelas equipes das UTIs do Hospital Unimed – Unidade I e reforça a busca contínua pela melhoria dos processos e dos resultados assistenciais.
Para a Unimed São Carlos, o reconhecimento representa não apenas a qualidade do atendimento prestado, mas também o compromisso permanente com uma assistência segura. A conquista é resultado do empenho coletivo das equipes e evidencia a importância do trabalho contínuo na busca pela excelência na assistência hospitalar.
SÃO CARLOS/SP - A Campanha Nacional de Multivacinação será realizada entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro em todas as Unidades Básicas de Saúde e de Saúde da Família. O Dia D de mobilização nacional está marcado para 22 de agosto, quando as unidades de saúde intensificarão as ações de imunização para alcançar o maior número possível de pessoas.
O público-alvo principal da campanha são crianças e adolescentes menores de 15 anos, que terão acesso às vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aplicadas de acordo com a idade, a indicação e o histórico vacinal. Entre elas está a vacina contra o HPV, indicada para jovens de 9 a 19 anos.
Apesar de o foco ser a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes, adultos que procurarem as unidades também poderão ser vacinados durante o período da campanha.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforça a importância da mobilização. “Todas as vacinas previstas estão disponíveis. É uma oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação e garantir a proteção contra diversas doenças. A campanha é fundamental para aumentar as coberturas vacinais e evitar o retorno de enfermidades já controladas”.
A multivacinação é uma estratégia essencial para a prevenção de doenças e para manter o Brasil livre de surtos que podem ser evitados. O Dia D busca ampliar o alcance da campanha, mobilizando famílias e comunidades para que compareçam às unidades de saúde e garantam a imunização de seus filhos.
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