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SÃO CARLOS/SP - Mesmo com o avanço da vacinação e o controle da fase mais crítica da pandemia, a Covid-19 ainda representa um desafio para a saúde pública mundial. Novas variantes do coronavírus continuam surgindo, o que reforça a importância de desenvolver medicamentos capazes de combater o vírus, além das vacinas. Um estudo científico recente traz uma boa notícia nesse cenário.

Pesquisadores identificaram substâncias promissoras capazes de bloquear a multiplicação do coronavírus a partir de um banco internacional de compostos químicos de acesso aberto. O trabalho foi publicado na revista científica “ACS Omega” e contou com a participação de cientistas do IFSC/USP e de outras unidades da Universidade de São Paulo, além de pesquisadores estrangeiros,

Como o estudo foi feito

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram coleções de substâncias mantidas pela organização “Internacional Medicines for Malaria Venture” (MMV). Essas coleções reúnem quase 1.400 compostos que já haviam sido estudados para o tratamento de outras doenças, principalmente as chamadas doenças negligenciadas, como a malária.

A vantagem dessa estratégia é ganhar tempo: como essas substâncias já são conhecidas, o caminho até um possível medicamento pode ser mais rápido e seguro.

Em laboratório, os pesquisadores testaram essas moléculas contra partes específicas do coronavírus que são essenciais para sua sobrevivência. O foco principal foi uma enzima chamada PLpro, que funciona como uma “ferramenta” usada pelo vírus para se multiplicar dentro das células humanas e escapar das defesas do organismo.

Substância se mostrou altamente eficaz

Entre todas as moléculas testadas, uma delas chamou a atenção dos cientistas. Identificada como MMV1634397, a substância foi capaz de bloquear com eficiência a ação da enzima PLpro. Em testes com células infectadas pelo coronavírus, ela reduziu significativamente a multiplicação do vírus.

A partir desse resultado, os pesquisadores foram além: modificaram quimicamente a molécula original para tentar torná-la ainda mais potente. Esse processo levou à criação de novas versões da substância, algumas delas com desempenho ainda melhor do que a original.

Uma das versões desenvolvidas se mostrou especialmente promissora, pois conseguiu inibir o vírus em concentrações muito baixas e apresentou características importantes para um futuro medicamento, como estabilidade e bom comportamento no organismo.

Por que essa descoberta é importante

Atualmente, a maioria dos medicamentos contra a Covid-19 atua em apenas um alvo do vírus. Ao identificar substâncias que agem em uma enzima ainda pouco explorada, os cientistas ampliam as possibilidades de tratamento, inclusive contra variantes que possam surgir no futuro.

Além disso, o estudo destaca a importância da ciência aberta. Ao disponibilizar bancos de substâncias para pesquisadores do mundo todo, iniciativas como a da MMV aceleram descobertas e fortalecem a resposta global a pandemias.

Embora os compostos ainda precisem passar por novas etapas de testes antes de se tornarem medicamentos disponíveis à população, os resultados representam um passo importante no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes contra a Covid-19 e outras doenças causadas por vírus emergentes.

Segundo o pesquisador e autor correspondente do artigo científico, Dr. Andre Schutzer Godoy (IFSC/USP) “O estudo demonstra como a combinação entre ciência aberta, colaboração internacional e reaproveitamento inteligente de bibliotecas químicas pode acelerar significativamente a descoberta de novos tratamentos. “Ao explorar compostos já conhecidos e disponíveis em bancos de acesso aberto, conseguimos encurtar etapas do desenvolvimento de fármacos e abrir novas possibilidades terapêuticas contra a Covid-19 e outros vírus emergentes. Esse trabalho mostra que a inovação científica depende cada vez mais de cooperação, compartilhamento de dados e do uso estratégico de recursos globais”, destaca o pesquisador.

Para acessar o artigo científico, acesse https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/screening-of-medicines-for-malaria-venture-open-boxes-identifies-potent-sars-cov-2-COVIDpapain-like-protease-plpro.pdf

SÃO CARLOS/SP - Desde o dia 11 de dezembro de 2025, quando a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) passou a ser disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para gestantes, 343 doses do imunizante foram aplicadas em São Carlos. O Departamento de Vigilância em Saúde reforça a importância da vacinação para a proteção dos recém-nascidos.

Indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, a vacina, administrada em dose única por gestação, tem como principal objetivo proteger o bebê nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade a doenças respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia. A imunização da mãe permite a transferência de anticorpos pela placenta, garantindo proteção passiva ao recém-nascido.

O Vírus Sincicial Respiratório é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e figura entre as principais causas de pneumonia em bebês. Estudos apontam que a vacina apresenta alta eficácia na prevenção de quadros graves, alcançando 81,8% de proteção nos primeiros 90 dias de vida e mantendo bons resultados até os seis meses.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, todas as gestantes a partir da 28ª semana devem se vacinar, independentemente da idade materna. “É uma dose única por gravidez, segura, com possíveis reações leves, como dor no local da aplicação, e extremamente eficaz na proteção do bebê”, destaca.

“A imunização da gestante é uma das estratégias mais importantes para proteger o bebê logo nos primeiros meses, quando ele ainda não tem o sistema imunológico totalmente desenvolvido. O Vírus Sincicial Respiratório é uma das principais causas de internações de bebês por bronquiolite e pneumonia, e a vacina oferecida pelo SUS reduz de forma significativa o risco de casos graves. Ao se vacinar, a mãe protege diretamente o seu filho”, ressalta o secretário de Saúde, Leandro Pilha.

Em São Carlos, a vacina contra o VSR é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.

SÃO CARLOS/SP - O mês de janeiro é marcado pela campanha nacional Janeiro Roxo, dedicada à conscientização e ao enfrentamento da hanseníase. A iniciativa tem como objetivo alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, além de combater o preconceito que ainda cerca o tema. Em São Carlos, o Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, reforça durante todo o mês a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para garantir qualidade de vida aos pacientes e interromper a transmissão.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando não diagnosticada e tratada de forma adequada, pode provocar incapacidades físicas. No entanto, a doença tem cura e o tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar dos avanços no controle, a hanseníase ainda é considerada endêmica no Brasil, com cerca de 30 mil novos casos registrados anualmente. O dado reforça a necessidade de intensificar as ações de conscientização para o reconhecimento precoce da doença, fator essencial para o controle e a redução dos casos.

A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva e secreções nasais de pessoas com a forma transmissora da doença que não estejam em tratamento, geralmente após contato próximo e prolongado, como em ambientes domiciliares. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental tanto para a recuperação do paciente quanto para a interrupção da cadeia de transmissão.

Em São Carlos, os números indicam a importância da manutenção da vigilância em saúde. Em 2025, foram registrados nove novos casos de hanseníase no município. Em 2024, o total foi de seis casos, evidenciando a necessidade contínua de ações preventivas e de acompanhamento.

Entre os principais sinais e sintomas estão manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamento, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés. Ao identificar qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, a informação é uma aliada fundamental no enfrentamento da doença. “A hanseníase tem cura, e o tratamento adequado evita sequelas e garante qualidade de vida. Informação, diagnóstico precoce e tratamento são essenciais para eliminar o preconceito e controlar a doença”, destaca.

O Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC) atende atualmente dez pacientes com hanseníase. A unidade está localizada na rua José de Alencar, nº 36, no bairro Tijuco Preto, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

SÃO CARLOS/SP - Com mais de 160 atendimentos em 2025, a Santa Casa de São Carlos consolidou o Ambulatório da Dor como um serviço especializado no cuidado a pacientes que convivem com dores persistentes há mais de três meses.

O serviço, que começou a funcionar em abril de 2025, atende pacientes encaminhados pela rede pública de saúde e também por médicos de outras especialidades, quando há dificuldade no controle da dor. O atendimento é direcionado tanto a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto a pacientes de convênios.

Ao longo do ano, o Ambulatório da Dor ultrapassou a marca de 160 atendimentos, refletindo a procura crescente por um cuidado estruturado e específico no manejo da dor, com acompanhamento clínico e, quando indicado, procedimentos minimamente invasivos.

A médica Dra. Natália Consuelo, que atua no atendimento e nos procedimentos do ambulatório, destaca o impacto do serviço na vida dos pacientes.

“Aliviar a dor é devolver qualidade de vida. É devolver movimento, independência e esperança. Nosso trabalho é fazer com que o paciente volte a ter o comando da própria vida, e não mais a dor decidindo por ele.”

A estruturação do serviço ao longo de 2025 envolveu a definição de fluxos assistenciais, protocolos clínicos e integração com a rede de saúde, criando as bases para a ampliação do atendimento e o aprimoramento contínuo das práticas assistenciais.

Para o provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valerio Morillas Junior, os resultados do primeiro ano demonstram a maturidade do serviço e o preparo da instituição para os próximos desafios.

“O Ambulatório da Dor foi pensado para atender uma necessidade real da população. Os números de 2025 mostram que a Santa Casa está estruturada e preparada para avançar, ampliando o acesso e qualificando ainda mais o cuidado prestado.”

Como agendar atendimento no Ambulatório da Dor da Santa Casa

1. Avaliação médica
O paciente deve passar por consulta em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

2. Encaminhamento
Identificada a dor crônica, o médico emite o encaminhamento.

3. Agendamento
Com o encaminhamento, o paciente deve procurar a Secretaria Municipal de Saúde, responsável pelo agendamento da consulta.

4. Atendimento na Santa Casa
As consultas são realizadas no Ambulatório de Especialidades I da Santa Casa de São Carlos, Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 573, Jardim Pureza.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta destinou recursos, por meio de emenda parlamentar, para a aquisição de um cardioversor/monitor que irá equipar a Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O investimento, será utilizado na compra do equipamento, que é fundamental para o atendimento de pacientes em estado grave, especialmente em ocorrências que envolvem paradas cardiorrespiratórias, arritmias e emergências cardiovasculares, permitindo monitoramento contínuo e intervenções imediatas ainda no local da ocorrência ou durante o transporte até a unidade hospitalar.

Com a destinação do recurso, o SAMU passa a contar com mais tecnologia e segurança no atendimento pré-hospitalar, fortalecendo a rede de urgência e emergência e ampliando as chances de sobrevivência dos pacientes.

Segundo o vereador Bruno Zancheta, o investimento representa um compromisso direto com a vida e com a valorização dos profissionais da saúde: “Esse equipamento é essencial para salvar vidas. O cardioversor permite que a equipe do SAMU atue de forma rápida e eficaz em situações críticas, onde cada segundo conta. Destinar essa emenda é investir diretamente na saúde da população e dar melhores condições de trabalho aos profissionais que estão na linha de frente do atendimento de urgência e que realizam um trabalho de excelência. A população como um todo será beneficiada”.

A iniciativa reforça o intuito de atender demandas prioritárias da saúde pública, contribuindo para um serviço mais eficiente, moderno e preparado para situações de alta complexidade.

Avaliação ocorre ao longo de janeiro e funciona como indicador para o reforço das ações de controle do Aedes aegypti

 

ARARAQUARA/SP - As equipes da Divisão de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde iniciam esta semana a primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. O levantamento tem como objetivo identificar os bairros com maior presença de focos com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O trabalho será feito em toda a cidade ao longo do mês. As regiões são divididas em quadras e os imóveis são sorteados dentro de cada quarteirão para fins de amostragem. Após a coleta e a análise das amostras, é calculado o Índice de Breteau (IB), que relaciona o número de imóveis inspecionados à quantidade de recipientes com larvas encontradas, permitindo avaliar o grau de infestação. Segundo o Ministério da Saúde, o índice considerado ideal é igual ou inferior a 1; valores entre 1 e 3,9 caracterizam situação de alerta, e índices acima de 4 indicam risco de surto.

A avaliação é realizada a cada quatro meses, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro. Na medição mais recente, feita em outubro de 2025, Araraquara registrou IB geral de 1,2, classificado como situação de alerta. Algumas áreas, no entanto, atingiram números preocupantes, como Bueno de Andrada, cujo índice chegou a 8,89, caracterizado como risco de surto.

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Alessandra Cristina do Nascimento, a ADL funciona como um importante indicador para o reforço das ações de controle do Aedes aegypti. “O resultado permite localizar áreas com maior concentração de larvas e identificar quais tipos de recipientes são os criadouros predominantes em cada região. Com esses dados, o município pode intensificar mutirões e campanhas de forma estratégica, priorizando as áreas onde o risco de surto é maior”, explica.

Para 2026, a principal preocupação é a circulação crescente do sorotipo 3 (DENV-3) do vírus da dengue. Segundo Alessandra, esse sorotipo não circulava de forma predominante no Estado e no País há muitos anos. “Embora os sorotipos 1 e 2 tenham sido predominantes em epidemias anteriores, a população possui baixa imunidade ao DENV-3, o que significa que grande parte da população está vulnerável a ele", destaca a subsecretária.

Em 2025, foram registrados 17.186 casos de dengue em Araraquara.

SÃO CARLOS/SP - Em 2025, 78 gestantes em situação de vulnerabilidade encontraram apoio, acolhimento e novas perspectivas por meio da atuação integrada da Santa Casa de São Carlos. O resultado é fruto de um trabalho contínuo da Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, que passou a reunir mensalmente profissionais da saúde e da assistência social do município para cuidar dessas mulheres de forma completa.

A iniciativa surgiu após a médica responsável pela maternidade, Dra. Bruna Elias Parreira Lopes Ferraz, perceber um aumento significativo de gestantes vivendo situações de fragilidade social durante o atendimento diário. A partir dessa realidade, foram organizados encontros regulares para discutir cada caso e garantir que essas mulheres tivessem acesso a acompanhamento, orientação e serviços essenciais para elas e suas famílias.

A assistente social Luciana Ribeiro acompanha diretamente os casos e participa de todas as reuniões. Para ela, o trabalho em conjunto faz toda a diferença na vida dessas gestantes.

“Muitas chegam apenas com problemas e sem enxergar saída. Quando mostramos que existe uma rede preparada para acolher e orientar, elas entendem que não estão sozinhas. O retorno das famílias mostra o quanto esse trabalho realmente transforma vidas.”

Participam desse cuidado integrado serviços de assistência social, saúde mental, proteção à infância e unidades de saúde do município, com a Santa Casa atuando como referência no atendimento hospitalar e materno-infantil.

Para o provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior, os resultados mostram a importância de unir esforços para cuidar além do atendimento hospitalar.

“Quando as instituições trabalham juntas, o cuidado deixa de ser pontual e passa a acompanhar essas mulheres ao longo de todo o processo, oferecendo mais segurança e reais chances de mudança.”

SÃO CARLOS/SP - O balanço epidemiológico de 2025 aponta um cenário preocupante em relação às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Ao longo do ano, foram contabilizadas 31.553 notificações suspeitas de dengue. Desse total, 20.429 casos foram confirmados, enquanto 11.105 acabaram descartados após investigação.

A dengue também foi responsável por 24 óbitos confirmados no período. Outros 26 óbitos chegaram a ser investigados, mas foram descartados após análise clínica e laboratorial.

Em relação à chikungunya, o município registrou 643 notificações ao longo do ano. A grande maioria, 637 casos, foi descartada. Apenas cinco confirmações ocorreram, sendo duas classificadas como importadas e três como autóctones. Um caso seguia em investigação até o fechamento do levantamento.

Já a zika apresentou 574 notificações em 2025, porém nenhuma delas foi confirmada, sendo todos os casos descartados.

O levantamento também apontou registros de febre amarela. Foram três notificações, das quais duas foram descartadas e uma resultou em óbito confirmado, reforçando a importância da vacinação e da vigilância permanente.

SÃO CARLOS/SP - O ano de 2025 terminou com indicadores mais favoráveis no enfrentamento da Covid-19 em São Carlos, segundo dados oficiais do Departamento de Vigilância em Saúde. Durante o período, foram feitas 13.880 notificações, das quais 1.909 resultaram em diagnósticos positivos. Ao todo, cinco pessoas morreram em decorrência da doença.

Os óbitos ocorreram nos meses de janeiro, abril, outubro, novembro e dezembro, todos envolvendo pacientes com idade avançada e comorbidades. O perfil das vítimas reforça o alerta para a necessidade de cuidados contínuos com grupos mais vulneráveis, mesmo em um cenário de menor circulação do vírus.

A evolução mensal dos casos mostrou comportamento irregular ao longo do ano. O primeiro bimestre concentrou os maiores volumes, com 494 casos em janeiro e 571 em fevereiro. Entre abril e julho, os números permaneceram baixos, com registros inferiores a 25 casos mensais. Já no último trimestre, houve novo aumento, especialmente em outubro, quando foram confirmados 229 casos.

Ao comparar os dados com 2024, observa-se uma redução significativa na gravidade da pandemia no município. No ano passado, São Carlos registrou quase seis mil casos positivos e 18 óbitos, com picos expressivos nos primeiros meses do ano. Em 2025, apesar da circulação do vírus, o impacto foi menor, indicando avanços no controle da doença e na resposta do sistema de saúde.

A Vigilância em Saúde segue monitorando os indicadores e reforça a importância da vacinação e da adoção de medidas preventivas, especialmente durante períodos de maior incidência.

BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso do medicamento polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo, que é uma lesão da medula espinhal ou coluna vertebral.

No anúncio feito, na segunda (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (à esquerda, na foto), destacou que a pesquisa será um marco importante para quem sofreu uma lesão medular e também para as suas famílias.

“Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, disse Padilha.

Pesquisa em universidade pública

O ministro considera que o produto é uma inovação radical e com tecnologia 100% nacional. Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

Segundo Padilha, a pesquisa já apresentou resultados promissores na recuperação de movimentos. Nesta primeira fase, o estudo da polilaminina será realizado em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.

Essas pessoas incluídas no estudo devem ter indicação cirúrgica ocorrida a menos de 72 horas da lesão. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa responsável.  Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu os recursos para a pesquisa básica.

Prioridade

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a aprovação do início do estudo clínico da polilaminina foi priorizada pelo comitê de inovação da agência com o objetivo de acelerar pesquisas e registros de amplo interesse público.

“Uma pesquisa 100% nacional, que fortalece a ciência e saúde do nosso país”, afirmou Leandro Safatle.

A pesquisa com a proteína polilaminina, presente em diversos animais, inclusive nos seres humanos, visa avaliar a segurança da aplicação do medicamento e identificar possíveis riscos para a continuidade do desenvolvimento clínico.

A empresa patrocinadora será responsável por coletar, monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo a segurança dos participantes.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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