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SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, assinou nesta segunda-feira (20/07), com a Unimed São Carlos, um Termo de Cooperação para aumentar o número de doenças rastreadas a partir do Teste do Pezinho.

Após a assinatura do termo a Unimed vai passar a fornecer exames não padronizados no SUS como a dosagem de G6PD, exame de sangue para diagnosticar deficiências que causam anemia hemolítica (destruição dos glóbulos vermelhos) e do Painel Genético para erros inatos do Metabolismo (EIM) que identifica distúrbios que causam falhas no processamento de moléculas pelo organismo, geralmente resultando em sintomas neurológicos, hepáticos e gastrointestinais em recém-nascidos e lactentes.

A cooperação também prevê apoio no transporte das amostras até o Instituto Jô Clemente, em São Paulo, responsável pela realização dos exames.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, explicou que as maternidades públicas e particulares realizam a coleta das amostras do Teste do Pezinho, que posteriormente são encaminhadas à Vigilância Epidemiológica. “O nosso setor é responsável pelo cadastramento dos recém-nascidos, orientação às famílias e monitoramento dos resultados dos exames”.
Segundo a Denise Martins Gomide, o Teste do Pezinho Básico é composto por seis diagnósticos: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo congênito, Fibrose cística, Anemia falciforme e demais hemoglobinopatias, Hiperplasia adrenal congênita e Deficiência de biotinidase. Já Teste do Pezinho MAIS, que São Carlos passa a oferecer agora, detecta, além das mencionadas, mais quatro doenças: Deficiência de G6PD, Galactosemia, Toxoplasmose congênita e Leucinose.

O presidente da Unimed São Carlos, o médico anestesista Bolívar Soares Mendjoud, destacou que a ampliação do teste do pezinho permitirá ampliar de seis para dez o número de doenças congênitas rastreadas nos recém-nascidos. Segundo ele, a inclusão de enfermidades mais prevalentes aumenta as chances de diagnóstico precoce e de início imediato do tratamento, contribuindo para melhores resultados clínicos. 
Mendjoud também ressaltou a importância da parceria entre a Unimed e a Prefeitura para fortalecer a assistência à população. "Essa união entre os setores público e privado amplia o acesso à saúde e beneficia diretamente os moradores de São Carlos”. 

O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou que a ampliação do Teste do Pezinho representa um avanço significativo na assistência à saúde neonatal. Segundo ele, a possibilidade de identificar um número maior de doenças ainda nos primeiros dias de vida aumenta as chances de intervenção precoce, favorecendo o tratamento e reduzindo o risco de complicações que podem comprometer o desenvolvimento da criança.
Pilha também agradeceu ao presidente da Câmara Municipal, vereador Lucão Fernandes, pela destinação de uma emenda parlamentar de R$ 250 mil, que viabilizou a contratação do Instituto Jô Clemente por 12 meses para a realização dos exames, além de reconhecer a parceria da Unimed São Carlos com o poder público, considerada fundamental para ampliar o acesso ao teste.

O presidente da Câmara, Lucão Fernandes, reafirmou o compromisso de manter a iniciativa nos próximos anos. Segundo ele, a intenção é destinar uma nova emenda parlamentar para assegurar a continuidade do Teste do Pezinho ampliado, garantindo que crianças com doenças raras tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento no tempo adequado.

EXAME - O Teste do Pezinho é um exame de triagem neonatal, estratégia em Saúde Pública, que possibilita o diagnóstico de doenças genéticas, metabólicas, imunológicas e infecciosas, por meio da análise de gotas de sangue colhidas do calcanhar do bebê.
Essas doenças (assintomáticas ao nascimento), se não tratadas adequadamente e em tempo oportuno, podem causar prejuízos irreversíveis para a vida da criança, podendo levar ao desenvolvimento da deficiência intelectual. Em casos graves, a falta ou atraso no tratamento pode levar a incapacidade de desenvolvimento, retardo mental e ou morte prematura.

 O Teste é um direito da criança assegurado por lei, e a coleta deve ser realizada preferencialmente na maternidade, antes da realização da alta hospitalar, de modo a garantir que todas as crianças tenham seu exame realizado. Essa coleta deve ocorrer após as 48 horas e 1 minuto do nascimento até o 5° dia de vida do bebê, independentemente de sua condição clínica.

Graças ao Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN – é disponibilizado para os recém-nascidos o diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ação acontece das 9h às 13h e é aberta à população a partir dos seis meses de idade; CTA também oferecerá testes rápidos gratuitos para HIV, hepatites B e C e sífilis

 

ARARAQUARA/SP - A Secretaria Municipal da Saúde realiza neste sábado (25) uma ação de vacinação contra a influenza na Praça Santa Cruz. O atendimento acontece das 9h às 13h e será destinado à população em geral a partir dos seis meses de idade.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população à imunização durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.

Além da vacinação, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) também estará presente na ação, oferecendo testes rápidos gratuitos para HIV, hepatites B e C e sífilis.

A vacina contra a gripe faz parte do Calendário Nacional de Vacinação como imunizante de rotina desde 2025 e é considerada a forma mais eficaz de prevenção contra a doença. Em 2026, a formulação foi atualizada para oferecer proteção contra três cepas do vírus influenza: H1N1, H3N2 e tipo B. Como o vírus sofre mutações frequentes, a vacinação deve ser realizada todos os anos.

Além de reduzir o risco de adoecimento, a imunização contribui para diminuir complicações, internações e mortes causadas pela influenza, bem como para reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde durante a temporada de doenças respiratórias.

A vacina não é indicada para crianças menores de seis meses, pessoas que apresentaram febre nas últimas 24 horas e pessoas com histórico de alergia grave ao ovo.

SERVIÇO:

Vacinação contra a influenza 
Data: sábado, 25 de julho
Horário: das 9h às 13h
Local: Praça Santa Cruz
Público-alvo: população em geral a partir dos seis meses de idade
Não podem receber a vacina: pessoas que apresentaram febre nas últimas 24 horas; pessoas com histórico de alergia grave ao ovo; crianças menores de seis meses

BRASÍLIA/DF - Apesar de reconhecerem que sintomas como presença de sangue nas fezes e mudança no fucionamento do intestino por mais de um mês podem ser graves, os brasileiros podem estar adiando a busca por assistência médica. A presença desses dois sinais está entre os principais indicativos do câncer colorretal e deve ser investigada o quanto antes.

Esse é o alerta de um levantamento divulgado pelo Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas.

Segundo as respostas colhidas no estudo, oito em cada dez entrevistados declararam ter consciência de que esses dois sintomas podem ser graves. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que esses sintomas podem indicar a doença, e 24% concordam muito com essa afimação. Ainda assim, quase metade não procura assistência médica com rapidez.  

A pesquisa indicou que 9% dos entrevistados já notaram a presença de sangue nas fezes. Desses, 59% buscaram atendimento médico imediatamente, mas 40% não tiveram essa reação:

  • 19% não fizeram nada e esperaram o sintoma passar;
  • 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um médico;
  • 7% recorreram a remédios caseiros ou mudanças na alimentação;
  • 3% foram à farmácia buscar medicação por conta própria;
  • 1% pesquisou na internet antes de buscar orientação profissional. 

Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes

Dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar do exame “Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes” (PSO), o principal recurso para identificar sinais da doença antes de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram.

O desconhecimento chega a 85% entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, e também é maior do que a média entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e que estudaram apenas até o ensino fundamental (72%). 

A pesquisa também mostra que apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve a doença, sendo 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram que nunca tiveram contato com pacientes desse tipo de câncer.  

Diagnóstico precoce

O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, reforçou que, diante do aumento de casos da doença no Brasil, é importante não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.  

“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou Aguiar.  

De acordo com dados o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incidência entre os brasileiros. Esse tipo de câncer é o mesmo que levou á morte da cantora Preta Gil, em julho do ano passado, depois de dois anos de tratamento.  

 

 

AGÊNCIAA BRASIL

Parceria entre Ciesp São Carlos e Norden tem como foco prevenção, apoio às empresas da região e a promoção da qualidade de vida dos trabalhadores

 

SÃO CARLOS/SP - A disputa por profissionais qualificados tem feito a saúde ocupar um lugar cada vez mais estratégico dentro das empresas, já que a mão de obra é um dos principais ativos do setor. E o acesso a serviços de qualidade, mais do que um benefício, tornou-se um diferencial para atrair, reter e cuidar dos colaboradores. Com esse entendimento, o Ciesp São Carlos e o Norden oficializaram, nesta terça-feira (14), uma parceria voltada ao fortalecimento do ambiente de negócios e ao desenvolvimento regional.

Para o diretor titular do Ciesp, Paulo Giglio, iniciativas desse tipo refletem o papel da entidade de conectar a indústria a parceiros capazes de gerar impactos positivos para toda a sociedade. "No fundo, queremos transformar essa parceria em uma questão social. Quando fortalecemos as empresas, geramos mais empregos, renda e desenvolvimento para a cidade. O Ciesp é um meio para construir esse tipo de resultado", explicou.

A aproximação entre os setores de saúde e indústria ocorre de forma natural, já que ambos desempenham papéis estratégicos no desenvolvimento do interior paulista. "A indústria sempre foi um setor muito relevante para os serviços de saúde. Nosso propósito é cuidar das pessoas não apenas quando elas adoecem, mas também na prevenção e na promoção do bem-estar, e boa parte da vida acontece dentro do ambiente de trabalho, por isso faz sentido estarmos próximos das empresas”, ressaltou o diretor-executivo do Norden, Antonio Pinotti.

Fundador da instituição, Pinotti observa que as cidades do interior, mesmo com forte desenvolvimento econômico, ainda convivem com um descompasso entre a demanda por serviços de saúde e a oferta de serviços disponíveis. Para ele, regiões industrializadas exigem soluções cada vez mais completas e de maior qualidade, acompanhando o nível de exigência das empresas e de seus colaboradores.

Além de facilitar o relacionamento entre empresas e serviços de saúde, a parceria prevê o desenvolvimento de ações voltadas à prevenção, orientação e promoção da qualidade de vida nas indústrias. "O modelo tradicional do plano de saúde costuma limitar o relacionamento entre empresa e operadora aos momentos de renovação do contrato. Nós acreditamos em uma atuação mais próxima nas empresas durante todo o ano, apoiando campanhas de prevenção, esclarecendo dúvidas e contribuindo para o bem-estar dos colaboradores", afirmou Pinotti.

Compreender a rotina das empresas é fundamental para propor soluções mais alinhadas às necessidades da indústria. "Nas visitas que realizamos às empresas, ouvimos as demandas dos empresários e dos profissionais de recursos humanos. A partir dessa escuta, buscamos desenvolver alternativas que facilitem o acesso dos colaboradores aos serviços de saúde sem comprometer a rotina das organizações", explicou o diretor comercial do Norden, Edilson Pappis.

A tecnologia também faz parte dessa estratégia. Segundo Gabo Morales,  diretor do NLAB – o setor de tecnologia do Norden –, ferramentas digitais facilitam a rotina, aproximando o colaborador das informações de que precisam para cuidar da saúde. "A tecnologia precisa facilitar a vida das pessoas. Desde a criação do Norden, buscamos investir em soluções que aproximem o cliente do serviço de saúde e ofereçam mais autonomia no dia a dia", relatou.

Para o Ciesp, a parceria reforça uma estratégia cada vez mais forte na atuação da entidade, a de aproximar a indústria de instituições que contribuam para tornar o setor mais competitivo, inovador e preparado para os desafios do presente. A Diretoria Regional do Ciesp São Carlos inclui as cidades de Analândia, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Dourado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro e Trabiju, além de São Carlos.

RIO DE JANEIRO/RJ - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, que é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento. 

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo. 

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem. 

Medicamento recomendado pela OMS

Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

EUA - Mais de 3,7 mil pessoas foram diagnosticadas com ciclosporíase nos Estados Unidos até esta terça-feira, 14. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a doença intestinal é causada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis e provoca diarreia aquosa, com evacuações frequentes e, às vezes, explosivas.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Michigan (MDHHS, na sigla em inglês) afirmou, na segunda-feira, 13, que investigações iniciais apontam para alface ou folhas de salada como uma possível fonte do surto, embora outros alimentos não possam ser totalmente descartados. A pasta informou que a apuração continua em andamento e que nenhum produto, produtor ou fornecedor específico foi identificado como origem da contaminação.

Segundo o último balanço divulgado pelo MDHHS, Michigan registrou 3.309 casos de ciclosporíase até a manhã desta terça-feira, com pelo menos 44 internações. A pasta informou que, normalmente, o Estado registra entre 40 e 50 casos da doença por ano.

Já o Departamento de Saúde de Ohio informou que o Estado registrou 397 casos de ciclosporíase até segunda-feira, 13, com pelo menos 46 hospitalizações.

Embora Michigan registre atualmente o maior número de infecções por Cyclospora nos EUA, o CDC afirmou que 31 Estados já confirmaram casos da doença e que vários deles apresentam números acima do habitual, incluindo Nova York, Illinois, Indiana e Kentucky. Desde 2016, o órgão registra uma média de 2,8 mil casos por ano em todo o país.

Este ano está "a caminho de ser o maior já registrado" em casos de ciclosporíase nos EUA, afirmou Caitlin Rivers, epidemiologista da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins, que acompanha os casos.

Alfaces e misturas de saladas, além de outros produtos frescos, como framboesas, manjericão, coentro, misturas de frutas, ervilhas-tortas e ervilhas-de-quebrar, já foram associados a surtos anteriores de Cyclospora nos EUA.

Em 2020, um surto ligado a saladas embaladas da Fresh Express, que continham alface-americana, repolho roxo e cenoura - o maior da história recente nos EUA, segundo o CDC - deixou 701 pessoas doentes em 14 Estados. O CDC também associou um surto ocorrido na Flórida em 2022 a saladas embaladas, incluindo kits de salada Caesar com alface-romana.

A Cyclospora é um parasita microscópico e esférico que, além de diarreia, pode causar perda de apetite, cólicas, inchaço, náuseas e fadiga. O parasita infecta o intestino e é transmitido pela ingestão de alimentos ou água contaminados. No passado, casos foram associados ao consumo de frutas e vegetais expostos à água de irrigação contaminada com fezes.

Embora complicações graves sejam raras, os sintomas podem persistir por meses se a infecção não for tratada. O CDC recomenda que pessoas com sintomas procurem um profissional de saúde para realizar exames e receber tratamento adequado, que pode incluir o uso de antibióticos.

*Com informações das agências internacionais.

 

 

por Estadao Conteudo

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na condição de instituição supervisora do Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB), está com inscrições abertas para o processo seletivo de cadastro reserva de supervisores médicos. Desde a implantação do programa, em 2013, a UFSCar desenvolve atividades de apoio tutorial e supervisão acadêmica dos médicos participantes na Rede Regional de Atenção à Saúde (RRAS) 13, que abrange os Departamentos Regionais de Saúde de Araraquara, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, no estado de São Paulo.

Podem participar pessoas médicas com diploma de graduação reconhecido ou validado no Brasil, registro no Conselho Regional de Medicina e formação e/ou experiência compatíveis com as políticas e ações de Atenção Primária à Saúde. Para a função de supervisor, é necessário residir ou atuar profissionalmente no estado de São Paulo, mediante comprovação no ato da inscrição.

As inscrições devem ser realizadas por e-mail (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), aos cuidados do professor Geovani Gurgel Aciole, tutor responsável pelas ações junto à UFSCar, com o envio da documentação prevista no edital (https://saci.ufscar.br/data/pauta/97854_pmmb.pdf). O prazo vai até 20 de julho. O processo seletivo será composto por análise curricular e os candidatos aprovados integrarão um cadastro reserva, sendo convocados conforme a necessidade do programa.

As informações sobre cronograma, documentação exigida, critérios de seleção e demais orientações estão disponíveis no edital (https://saci.ufscar.br/data/pauta/97854_pmmb.pdf). Dúvidas podem ser encaminhadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SÃO CARLOS/SP - Os indicadores da dengue seguem apresentando melhora em São Carlos. Conforme os dados atualizados pela Vigilância em Saúde, o município confirmou 393 casos da doença em 2026, um cenário muito diferente do registrado no ano passado, quando houve 19.254 confirmações.

A comparação mostra uma redução de aproximadamente 98% no número de pessoas infectadas pelo vírus da dengue.

Além da queda nas confirmações, outro dado importante é que não houve registro de óbitos provocados pela doença neste ano.

O volume de notificações também caiu de forma significativa. Enquanto em 2025 foram registradas 25.119 notificações, neste ano o total chegou a 3.078, o que representa uma redução de 88%.

No levantamento divulgado pelo município, todos os 165 casos suspeitos de Chikungunya foram descartados. O mesmo ocorreu com os 154 casos investigados de Zika. Em relação à Febre Amarela, nenhuma suspeita foi registrada até agora.

Mesmo com a redução dos índices, a Secretaria de Saúde orienta que a população não relaxe nos cuidados, já que o mosquito transmissor continua presente e a prevenção é considerada a principal arma para evitar novos surtos da doença.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, intensificou as ações preparatórias para a implantação do método Wolbachia, tecnologia inovadora que reduz a transmissão dos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya pelo mosquito Aedes aegypti. Entre as atividades desenvolvidas estão reuniões técnicas, capacitações, mapeamento das regiões com maior incidência da doença e análises das condições ambientais e urbanas do município.

São Carlos foi um dos três municípios do Estado de São Paulo selecionados, em 2025, para receber a tecnologia, com base nos índices de infestação do vetor registrados na cidade.

O método utiliza a bactéria Wolbachia, presente naturalmente em diversos insetos e que não oferece riscos à saúde humana nem aos animais. Quando presente no mosquito Aedes aegypti, a bactéria dificulta a multiplicação dos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya, reduzindo a capacidade de transmissão dessas doenças. Além disso, a Wolbachia é transmitida das fêmeas para seus descendentes, permitindo que a característica seja mantida nas gerações seguintes, tornando a estratégia autossustentável ao longo do tempo.

A implantação consiste na liberação controlada de mosquitos com Wolbachia em áreas previamente definidas. Ao cruzarem com a população local, os descendentes passam a carregar a bactéria, aumentando gradativamente sua presença no ambiente. O método é considerado complementar às ações já realizadas pelo município, como eliminação de criadouros, visitas domiciliares e campanhas de conscientização.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, o envolvimento da população é uma etapa fundamental para o sucesso da estratégia. “Antes da liberação dos mosquitos, chamados Wolbitos, é essencial que a população conheça a tecnologia e compreenda que ela complementa as demais ações de combate ao Aedes aegypti. Por isso, nossos agentes de combate às endemias estão realizando um amplo trabalho de orientação nas regiões contempladas, aplicando questionários junto aos moradores", explicou.

A diretora informou que a previsão é de que as primeiras liberações de mosquitos ocorram em setembro. Segundo ela, o processo será realizado de forma gradual, ao longo de aproximadamente 26 semanas.

“Após o início das liberações, equipes técnicas passarão a monitorar o estabelecimento da Wolbachia no ambiente por meio da captura de mosquitos. Paralelamente, serão realizadas análises epidemiológicas para avaliar a relação entre a presença da bactéria e a redução dos casos de Dengue, Zika e Chikungunya nas áreas atendidas”, destacou Denise Gomide.

O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, reforçou que a tecnologia possui comprovação científica e não representa qualquer risco para pessoas ou animais. “A Wolbachia é uma tecnologia segura, validada por estudos científicos e aprovada por órgãos de saúde nacionais e internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde. Os resultados obtidos em municípios brasileiros e em outros países demonstram que essa estratégia contribui significativamente para a redução das arboviroses quando associada às demais medidas de controle”, afirmou.

Experiências realizadas em outras localidades comprovam a eficácia do método. Em Niterói (RJ), foi registrada redução de 89% nos casos de Dengue, 60% nos casos de Chikungunya e 37% nos casos de Zika. Em Campo Grande (MS), a redução dos casos de Dengue chegou a 63%.

A tecnologia também apresentou resultados expressivos em outros países, com redução de 86% dos casos de Dengue no Vietnã, 77% na Indonésia e 97% tanto na Colômbia quanto na Austrália.

Em São Carlos o método será aplicado nos seguintes bairros: Centro, Arnon de Mello, Chácara São João, Planalto Verde, Santa Angelina, 
Jardim Acapulco, Alvorada, Bandeirantes, Beatriz, Centenário, Cruzeiro do Sul, Gonzaga, Martinelli, Medeiros, Real,  São João Batista, Antenor Garcia, Belvedere, Presidente Collor, Santa Tereza, Tangará, Cidade Aracy, Bela Vista, Morada dos Deuses, Residencial Silvio Villari, Anhembi, Paraíso, Maria Stella Fagá, Santa Felícia,  Itamaraty, Eduardo Abdelnur,  Ipê Mirim, Itatiaia, Romeu Tortorelli, Vida Nova São Carlos, São Carlos I, São Carlos II, São Carlos III, São Carlos VIII, Vila Arnaldo, Vila Brasília, Vila Faria, Vila Brasília, Vila Marques, Vila Mercedes, Vila Monteiro, Vila Nery, Costa do Sol, Elisabeth, Jacobucci, Lutfalla, Monte Carlo, Morumbi, São José e Vista Alegre.

SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue da Santa Casa de São Carlos está com estoque muito baixo dos tipos sanguíneos O negativo (O-) e A negativo (A-) e reforça o pedido para que moradores de São Carlos e região realizem doações com urgência. A redução nas bolsas disponíveis preocupa a instituição e pode comprometer a segurança dos atendimentos a pacientes que necessitam de transfusões.

A necessidade por sangue é diária e a reposição dos estoques depende diretamente da participação da população. Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone ou WhatsApp (16) 3509-1230, de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h30.

Requisitos para doação

Estar em boas condições de saúde;
Ter entre 16 e 69 anos;
Pesar 50 quilos ou mais;
Não estar em jejum;
Aguardar três horas após o almoço;
Não ingerir bebida alcoólica nas 24 horas anteriores;
Não fumar uma hora antes da doação.

Horários para doação

Segunda a sexta-feira: das 8h às 11h45;
Sábados: das 8h às 10h45;
Não há atendimento aos domingos e feriados.

Estacionamento gratuito para doadores na frente da Santa Casa (PARAKI).

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