SÃO CARLOS/SP - São Carlos registra uma redução expressiva nos casos de dengue em 2026. De acordo com o boletim de arboviroses divulgado nesta quinta-feira (1º/10), o município contabiliza 432 casos confirmados da doença neste ano, uma queda de 98% em comparação com 2025, quando foram registrados 19.828 casos. Até o momento, nenhum óbito foi confirmado.
O levantamento também aponta uma diminuição de 87% no total de notificações. Em 2025, foram contabilizadas 27.390 notificações, enquanto em 2026 o número chegou a 3.669. O total considera casos positivos, descartados e aqueles que ainda aguardam resultados de exames.
Além da dengue, o boletim apresenta dados de outras arboviroses monitoradas no município. Para Chikungunya, foram registrados 222 casos descartados, sem confirmações. Já para Zika, são 200 casos descartados, enquanto a Febre Amarela contabiliza três casos descartados.
Apesar da redução significativa nos indicadores, os dados reforçam a importância da continuidade das medidas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Chikungunya e Zika. A eliminação de recipientes que acumulam água parada continua sendo uma das principais formas de evitar a proliferação do mosquito.
Do protocolo de morte encefálica à decisão da família, o processo se conecta à rotina de pacientes elegíveis para transplante renal
SÃO CARLOS/SP - Quatro horas por sessão, três vezes por semana. Essa é a rotina dos pacientes em hemodiálise atendidos pelo Serviço de Nefrologia da Santa Casa de São Carlos. Entre eles, 103 são elegíveis para um transplante renal.
Para esses pacientes, a possibilidade de um novo rim acontece junto com um tratamento que ocupa uma parte fixa da semana. A doação de órgãos, porém, depende de uma cadeia que começa em outro lugar: no protocolo para confirmação da morte encefálica de um potencial doador.
Entre janeiro de 2022 e setembro de 2026, foram realizadas 48 captações na instituição. Só neste ano, os pacientes acompanhados pelo Serviço de Nefrologia já realizaram, em média, um transplante renal por mês.
A autorização da família é uma das etapas desse processo. Depois da confirmação da morte encefálica, os familiares são acolhidos e consultados sobre a possibilidade de doação. Conhecer a vontade da pessoa sobre o assunto pode fazer diferença em um momento de luto.
Flávia Serpa Marques é coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e acompanha as diferentes etapas desse trabalho.
“Depois que a família autoriza a doação, começa uma grande articulação. A CIHDOTT aciona os profissionais de plantão e, junto à Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Ribeirão Preto, acompanha as etapas necessárias para a captação. A OPO aciona a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, que inicia a oferta dos órgãos às equipes dos hospitais captadores. É um trabalho que exige organização e agilidade e pode levar de 10 a 12 horas entre a oferta dos órgãos e a realização da cirurgia.”
Muitas captações acontecem durante a madrugada. Enquanto o procedimento é realizado no centro cirúrgico, profissionais de outras áreas organizam a chegada das equipes de outras instituições, os horários e os deslocamentos, sem interferir nas cirurgias eletivas e nos atendimentos de emergência.
Quando coração ou pulmão estão entre os órgãos captados, o tempo de isquemia torna o deslocamento ainda mais crítico. Nesses casos, SAMU e GCM participam do transporte terrestre, enquanto a FAB pode realizar o transporte aéreo dos órgãos até o serviço responsável pelo transplante.
A conversa sobre doação pode acontecer muito antes de uma situação de perda. Quando a vontade da pessoa é conhecida em vida, os familiares sabem o que ela desejava caso precisem tomar essa decisão.
Para o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, cada autorização representa uma decisão tomada pela família em um momento de dor e um trabalho que mobiliza profissionais dentro e fora do hospital.
“Cada família que autoriza uma doação merece nosso respeito e nossa gratidão. É uma decisão tomada em um momento de muita dor, e cabe a todos nós acolher essa escolha com cuidado. Também agradeço a cada profissional que participa desse trabalho, muitas vezes durante a madrugada, para que os órgãos possam seguir para quem aguarda um transplante.”
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio do Fundo Social de Solidariedade (FSS), em parceria com a Câmara Municipal, realiza durante o mês de outubro uma programação especial em alusão ao Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama. As atividades contam com o apoio da vereadora Cidinha do Oncológico, que destinou emenda parlamentar de R$ 110 mil para a realização das ações.
A abertura oficial será nesta quinta-feira (1º/10), às 14h, no auditório do Paço Municipal, com palestra da médica oncologista Patrícia Ratto sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Após a palestra, a Orquestra Sinfônica Paulista fará uma apresentação especial.
No dia 10 de outubro, a partir das 20h, o Clube Ítalo Brasileiro, na Rua General Osório, 1.094, no Centro, recebe o tradicional Baile Outubro Rosa. A entrada será mediante a doação de um pacote de fralda geriátrica tamanho G ou de um panetone ou chocotone de 400 gramas. Os produtos arrecadados serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade.
A programação terá como um dos principais eventos a 14ª Caminhada Outubro Rosa, marcada para o dia 18 de outubro. A concentração será na Praça do Kartódromo, com largada prevista para as 8h30. Para participar, é necessário trocar um kit de higiene pessoal, contendo no mínimo quatro itens, por um voucher. As trocas podem ser feitas na Secretaria Municipal de Esporte, na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, no FSS, na FESC e na Câmara Municipal. No dia da caminhada, o voucher será trocado pela camiseta do evento.
SAÚDE - Durante todo o mês, a Secretaria Municipal de Saúde também promove ações nas unidades da rede municipal, com palestras, rodas de conversa, solicitação de mamografias e coleta de Papanicolau.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), São Carlos disponibiliza atualmente 1.400 mamografias por mês. Mulheres de 50 a 74 anos podem procurar qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) para solicitar o encaminhamento para o exame diretamente com a equipe de enfermagem. Mulheres a partir dos 40 anos também podem realizar a mamografia pelo SUS quando houver indicação médica, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.
Na área de tratamento oncológico, São Carlos conta desde junho com o OncoNova Cancer Center, novo ambulatório oncológico da Santa Casa, implantado por meio de parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura. O espaço possui dez consultórios, equipe multidisciplinar e estrutura para curativos e cuidados com ostomias, além de estar integrado aos setores de quimioterapia e radioterapia.
O centro recebeu investimentos de R$ 3 milhões do Governo do Estado e R$ 3,05 milhões da Prefeitura. Em 2025, a rede SUS realizou mais de 10 mil sessões de quimioterapia e 9,6 mil sessões de radioterapia em São Carlos.
Para a presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama, Herica Ricci Donato, o Outubro Rosa representa uma oportunidade de ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado com a saúde.
“O Outubro Rosa é um momento de mobilização, mas também de acolhimento e cuidado. Queremos que as mulheres aproveitem essa programação para buscar informação, realizar seus exames e olhar com mais atenção para a própria saúde. Ao mesmo tempo, as ações do Fundo Social reforçam a solidariedade e mostram que, quando a cidade se une, conseguimos transformar conscientização em cuidado e ajudar quem mais precisa”.
A vereadora Cidinha do Oncológico destacou a importância de fortalecer as ações de prevenção e o atendimento às mulheres.
“A prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença na luta contra o câncer de mama. A destinação da emenda de R$ 110 mil é uma forma de contribuir para que São Carlos tenha uma programação ampla, levando informação, conscientização e acesso às ações de saúde para mais mulheres. O Outubro Rosa precisa ser um movimento permanente de cuidado e de valorização da vida”, finaliza a vereadora que é autora do projeto de Lei que instituiu a campanha e incluiu o evento no calendário oficial do município.
AUSTRÁLIA - Luke Woodhouse acreditou que estava lidando apenas com uma forte dor de dente e, inicialmente, não deu muita importância ao problema. O que parecia algo simples, porém, evoluiu para uma infecção grave que colocou sua vida em risco.
O australiano, de 35 anos, contou que seu estado de saúde piorou e passou a apresentar sintomas como diarreia, aperto no peito e calafrios. Diante do agravamento, procurou atendimento médico.
No hospital, Luke descobriu que havia desenvolvido sepse, uma resposta grave do organismo a uma infecção. A origem do quadro era um abscesso dentário.
A infecção também atingiu o coração e provocou uma endocardite infecciosa, comprometendo uma de suas válvulas cardíacas.
"Só quando um médico me disse que meu sangue estava afetado é que percebi a gravidade da situação", contou em entrevista à revista "People".
Infecção destruiu válvula do coração
Diante da gravidade do quadro, Luke foi informado de que precisaria passar por uma cirurgia de coração aberto para retirar a válvula comprometida pela infecção.
A estrutura danificada foi substituída por uma válvula mecânica. Com isso, ele passou a precisar de acompanhamento médico constante e de medicação anticoagulante para reduzir o risco de formação de coágulos.
A experiência mudou completamente sua rotina. Além de incorporar os medicamentos ao dia a dia, Luke passou a prestar mais atenção aos sinais dados pelo próprio corpo.
Ele também contou que a situação fez com que valorizasse ainda mais as pessoas que permaneceram ao seu lado durante o período de tratamento e recuperação.
Homem faz alerta após problema começar com dor de dente
Ao relembrar o que aconteceu, Luke afirma ter aprendido que a intensidade dos sintomas nem sempre indica o grau de perigo de uma doença.
O australiano espera que sua história sirva de alerta para outras pessoas e reforça a importância de não ignorar dores persistentes ou sinais de infecção, mesmo quando parecem, inicialmente, um problema simples.
Infecções dentárias não tratadas podem, em situações mais graves, atingir outras partes do organismo. Por isso, dores intensas, inchaço, febre ou outros sintomas associados a problemas nos dentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.
por Notícias ao Minuto
BRASÍLIA/DF - Em 2023, Arivaldo Sampaio, à época com 69 anos, viu o filho perder a função do único rim que tinha após passar por hemodiálise quase diária. Com o transplante como única opção, toda a família se colocou à disposição como um possível doador – inclusive Arivaldo. O resultado: compatibilidade total entre pai e filho.
De acordo com o Ministério da Saúde, um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões, sendo que a compatibilidade sanguínea é necessária em todos os casos.
Para doar um órgão em vida, o médico deve avaliar a história clínica do doador e doenças prévias, mas a idade não é limitação.
“Tive a felicidade de descobrir que eu era compatível. Esse momento, para mim, foi um momento de graça. Foi uma graça divina mesmo”, contou Arivaldo à Agência Brasil.
Ele conta que ficou aflito por receio de o rim não estar saudável. “Me perguntava como estará esse rim. Funcionalmente ele estará bem? Pode mesmo ser doado? Fizemos todos os exames e, graças a Deus, fui considerado apto.”
Segundo Arivaldo, a recuperação após a doação do órgão ao filho foi tranquila, sobretudo por ter sido acompanhado por uma equipe altamente qualificada e com muita empatia. “Meu filho já saiu com o rim funcionando”.
Três anos depois, Arivaldo tem uma rotina de praticar atividade física pelo menos cinco vezes na semana, incluindo corrida, musculação e alongamento. Uma vez ao ano, ele passa por consultas e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB), que coordenou todo o processo do transplante.
“Tudo isso é uma prova de que, quando você procura se cuidar, você consegue chegar numa idade mais avançada com mais qualidade de vida. Sou formado em educação física, sou professor, lecionei por 30 anos na rede pública e sempre ensinei aos meus alunos que nossa velhice é consequência do que a gente faz antes, no dia a dia.”
Em 2025, o Brasil teve o registro de 4.335 doadores efetivos – uma taxa de 20,3 doadores por milhão de pessoas, o maior número já registrado. Ainda assim, 49,4 mil brasileiros aguardam atualmente na fila de transplantes, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.
No caso de doadores vivos, a legislação brasileira permite a doação entre parentes de até o quarto grau, além de cônjuges, sem necessidade de autorização judicial.
Para pessoas que não têm esse grau de parentesco, a doação também pode ser realizada, mas depende de autorização judicial.
O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de quem recebe como também de quem doa.
“Afinal, trata-se de uma pessoa saudável que, de forma voluntária e altruísta, decide doar um de seus órgãos. Nosso objetivo é minimizar ao máximo os riscos desse procedimento e garantir que o doador possa seguir sua vida com segurança e boa saúde após a doação.”
Quando o doador vivo tem mais de 60 anos, a análise, segundo o médico, tende a ser ainda mais cuidadosa em relação a riscos futuros decorrentes da retirada do órgão. A avaliação é individualizada e envolve exames de sangue, urina, avaliação da função dos rins, exames de imagem, avaliação cardiovascular.
“É uma questão interessante. Por um lado, com o envelhecimento, aumenta a possibilidade de a pessoa apresentar doenças como hipertensão, diabetes ou problemas cardiovasculares, que podem aumentar os riscos da cirurgia e da própria doação.”
A decisão, de acordo com Freitas, é baseada não apenas em números e envolve o estado geral de saúde, a expectativa de vida, a possibilidade de a pessoa permanecer saudável com um único rim e também se os riscos da cirurgia são aceitáveis. “Envolve uma avaliação completa do doador”.
“Ao mesmo tempo, também avaliamos o receptor e o próprio órgão que será doado, verificando se ele apresenta condições adequadas para o transplante e se há uma boa perspectiva de funcionamento prolongado após a cirurgia. Em resumo, precisamos encontrar equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem doa e que o órgão ofereça uma boa perspectiva para quem recebe.”
O médico reforçou que, de maneira isolada, a idade avançada não representa exclusão automática para a doação em vida, mas, à medida em que uma pessoa envelhece, há maior probabilidade de desenvolver quadros como hipertensão, diabetes ou alterações da função renal, exigindo investigação detalhada.
“É verdade que, com o envelhecimento, aumenta a frequência de algumas doenças que podem contraindicar a doação. Mas, quando essas doenças estão ausentes, associado à função renal adequada, e a avaliação médica demonstra que o indivíduo apresenta boas condições para o procedimento, ela pode ser uma doadora.”
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou, no último sábado (26/09), um mutirão de ultrassom transvaginal na Unidade Básica de Saúde (UBS) São José, localizada na Vila Brasília.
Para o mutirão, foram agendados 60 exames. Ao todo, 44 mulheres compareceram à unidade e realizaram o procedimento, enquanto 16 pacientes não compareceram.
Os exames foram realizados por médicos ginecologistas, garantindo atendimento especializado às pacientes durante a ação.
De acordo com a diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial, Lindiamara Soares, o mutirão proporcionou um atendimento qualificado e humanizado às mulheres.
“Foi uma ação muito importante para ampliar o acesso aos exames e garantir um atendimento qualificado e humanizado às pacientes. Nossa equipe esteve preparada para acolher e oferecer toda a assistência necessária durante a realização dos procedimentos”, destacou.
A Secretaria Municipal de Saúde já está organizando um novo mutirão na modalidade OCI (Oferta de Cuidado Integrado). O modelo permite que o paciente realize o exame, receba o resultado e passe pela consulta médica na sequência, no mesmo atendimento, agilizando a definição da conduta e o encaminhamento necessário.
A iniciativa também contribui para reduzir o tempo de espera por exames e consultas, dando maior agilidade ao atendimento e ampliando a capacidade de resposta da rede municipal de saúde.
“Estamos organizando novos mutirões nesse formato porque a OCI agiliza todo o processo para o paciente. Ele realiza o exame, recebe o resultado e já passa pela avaliação médica. Dessa forma, conseguimos acelerar os atendimentos e, principalmente, reduzir a fila de espera por exames, garantindo mais agilidade e resolutividade para quem precisa do serviço”, garantiu Lindiamara Soares.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou, na tarde de quinta-feira (24/09), no Paço Municipal, a palestra
“Quem cuida de quem cuida? Saúde mental de quem está na linha de frente”. A atividade foi voltada aos profissionais da rede municipal de saúde de São Carlos e integrou as ações do “Setembro Amarelo”.
O encontro teve como objetivo promover um momento de reflexão, acolhimento e cuidado com a saúde mental dos profissionais que atuam diretamente na assistência à população. Foram abordados temas como sinais de sobrecarga, estratégias de regulação emocional, formas de acolhimento e a importância de reconhecer o momento de buscar ajuda.
A palestra foi conduzida por Thalita Juliana Boni de Mendonça, neuropsicopedagoga; Homero Mota, psicólogo; Ayumi Murakami, psicóloga; e Mariana Olivatto, terapeuta ocupacional, todos profissionais da Clínica de Terapias Integradas Três Pilares.
A diretora de Gestão do Cuidado Ambulatorial, Lindiamara Soares, destacou a importância de criar espaços de escuta para os profissionais que atuam diariamente na rede de saúde.
“Quem cuida da saúde da população também precisa ser cuidado. Nossa rotina na saúde exige dedicação, responsabilidade e, muitas vezes, envolve situações de grande pressão emocional. Por isso, é fundamental criar momentos de reflexão, acolhimento e troca, para que nossos profissionais possam reconhecer os sinais de sobrecarga e compreender que buscar ajuda também é uma forma de cuidado”, afirmou.
A iniciativa foi realizada no contexto do “Setembro Amarelo”, campanha nacional de conscientização voltada à prevenção do suicídio e à valorização da vida, reforçando a importância do cuidado com a saúde mental e da busca por apoio diante de situações de sofrimento emocional.
ARGENTINA - A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai ampliar o acesso ao medicamento lenacapavir para a prevenção do HIV na América Latina e no Caribe. O antirretroviral será disponibilizado para um total de 14 países da região – incluindo o Brasil.
Dados da entidade indicam cerca de 140 mil novas infecções pelo HIV registradas todos os anos na América Latina e no Caribe, o que, segundo a Opas, reforça a necessidade de ampliar o acesso a opções de prevenção eficazes.
O lenacapavir é um tipo de profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável de ação prolongada, administrado duas vezes ao ano. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o medicamento como opção adicional no combate ao HIV, depois que ensaios clínicos demonstraram eficácia de quase 100% na prevenção da infecção.
A administração semestral, segundo a Opas, representa uma importante alternativa para pessoas que podem enfrentar dificuldades com esquemas de prevenção ao HIV de uso mais frequente.
De acordo com a entidade, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela poderão adquirir o lenacapavir por meio de fundos rotatórios regionais da Opas.
“A nova via complementa os acordos de licenciamento voluntário que já abrangem 24 países da América Latina e do Caribe, no âmbito de uma estrutura global mais ampla de acesso, que contempla 120 países em todo o mundo”, informou a Opas em nota.
Como parte dessa iniciativa, a Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela produção do lenacapavir, se comprometeu a avançar no processo de transferência de tecnologia para o Brasil, com o objetivo de viabilizar a produção local do medicamento.
“O processo ainda está em desenvolvimento, e os prazos e mecanismos específicos ainda não foram definidos. No longo prazo, a ampliação da capacidade regional de produção poderá contribuir para uma maior disponibilidade do lenacapavir e para condições de aquisição mais sustentáveis”, informou a Opas.
Ainda segundo a entidade, a incorporação do lenacapavir aos programas nacionais de combate ao HIV será feita de forma progressiva e dependerá de processos regulatórios nacionais, protocolos clínicos, capacitação de profissionais de saúde e planejamento programático.
“A Opas está oferecendo cooperação técnica para apoiar os países na avaliação e quantificação das necessidades, na elaboração de diretrizes, no monitoramento e na preparação dos sistemas de saúde, contribuindo para que a introdução seja baseada em evidências e adaptada aos contextos nacionais”.
O lenacapavir soma-se a um conjunto de opções para a prevenção do HIV que inclui a chamada PrEP oral diária ou sob demanda, o cabotegravir de ação prolongada e os preservativos, além do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento antirretroviral.
“A disponibilização de diversas opções de prevenção pode ajudar a atender a diferentes necessidades e preferências e favorecer abordagens de prevenção do HIV mais centradas nas pessoas”, destacou a Opas.
“Ampliar o acesso a ferramentas eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, e garantir que elas cheguem a todas as pessoas que delas necessitam é essencial para reduzir as novas infecções pelo HIV e avançar rumo à meta de eliminar o HIV como problema de saúde pública até 2030”, concluiu a organização.
AGÊNCIA BRASIL
Medida busca oferecer mais conforto e acolhimento a pacientes e acompanhantes durante deslocamentos para outros municípios
TAMBAÚ/SP - A Prefeitura de Tambaú iniciou a distribuição do Kit Lanche para pacientes e acompanhantes que utilizam o Transporte da Saúde em viagens para outros municípios. A iniciativa atende pessoas que precisam se deslocar para consultas, exames e tratamentos médicos.
Segundo a administração municipal, a medida tem como objetivo proporcionar mais conforto durante os trajetos e reforçar o cuidado com os usuários do serviço público de saúde. O kit passa a integrar as ações voltadas à humanização do atendimento oferecido à população.
A Prefeitura também destaca outras medidas adotadas na área da saúde, como a ampliação do número de médicos e de especialidades no Centro de Saúde, a disponibilização de duas rotas para o Transporte da Saúde e a criação de um novo protocolo para os deslocamentos realizados fora do município.
Entre as iniciativas mencionadas pela administração estão ainda o Programa Pró-Saúde e ações voltadas à redução da fila de espera por cirurgias eletivas de média e alta complexidade. O Kit Lanche foi apresentado como mais uma medida para melhorar a experiência dos pacientes que precisam viajar em busca de atendimento especializado.
Com a iniciativa, a Prefeitura afirma que pretende ampliar o acolhimento aos usuários do sistema municipal de saúde, oferecendo não apenas transporte para os atendimentos, mas também melhores condições durante o percurso. A proposta é que ações de estrutura e humanização caminhem juntas no atendimento à população.
BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento Phesgo, usado no tratamento de câncer de mama, e de três lotes falsificados da toxina botulínica Dysport.
As medidas foram publicadas na segunda-feira (21) e incluem ainda a suspensão de propagandas irregulares de medicamentos manipulados e a proibição da divulgação de produtos à base de cannabis sem autorização sanitária.
No caso do Phesgo, a fabricante Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos informou à Anvisa ter identificado, no mercado, unidades com características diferentes das do produto original. A determinação atinge exclusivamente as embalagens do lote B5011B05, com data de fabricação de junho de 2025.
Segundo a agência, os produtos falsificados não podem ser armazenados, comercializados, importados, exportados nem utilizados. Pacientes e profissionais de saúde devem verificar as informações de lote antes da aplicação ou do uso do medicamento.
A Anvisa também determinou a apreensão e proibiu a venda, a distribuição e o uso de lotes falsificados do medicamento Dysport, utilizado em tratamentos terapêuticos e estéticos à base de toxina botulínica tipo A.
A empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica, responsável pelo registro do produto, informou que não reconhece os lotes P08191, com validade até abril de 2029; P08192, válido até maio de 2029; e P22368, com validade até fevereiro de 2029.
A orientação é que consumidores e estabelecimentos de saúde não utilizem produtos identificados com essas numerações e comuniquem qualquer suspeita aos órgãos de vigilância sanitária.
A resolução da Anvisa também suspendeu a divulgação, na internet, de diversos medicamentos manipulados comercializados pela empresa Queen Pharma Aesthetic.
Entre os produtos atingidos estão formulações anunciadas com indicações para emagrecimento, redução de gordura localizada, saúde capilar, tratamento de melasma e outros procedimentos estéticos.
A lista completa foi divulgada pela Anvisa.
Também foi determinada a suspensão da propaganda de medicamentos manipulados comercializados pela Farmácia Malheiro em seu site.
A agência ressalta que medicamentos manipulados estão sujeitos a regras específicas e não podem ser anunciados ou comercializados em desacordo com a legislação sanitária.
Outra medida adotada pela Anvisa foi a proibição da divulgação e da venda de produtos de cannabis anunciados em um site e em redes sociais por empresa não identificada. De acordo com a agência, os itens não têm registro nem autorização para comercialização no país.
A recomendação é que consumidores verifiquem se medicamentos e produtos sujeitos à vigilância sanitária têm autorização da Anvisa antes da compra. A consulta pode ser feita por meio dos sistemas disponibilizados pela própria agência.
AGÊNCIA BRASIL
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