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SÃO PAULO/SP - O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)

A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.

Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. 

Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

Obstáculos

Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).

Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).

Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).

"Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação", avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação. 

Ela acrescenta que "a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”. 

“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas", defende. 

Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital

"As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual", disse.

Uso de celulares 

Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).

Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.

Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

Inteligência artificial

É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.

No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).

Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).

Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O estado de São Paulo confirmou na segunda-feira (3) o 16° caso de sarampo este ano.

Do total, foram identificados 13 pacientes na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, sendo sete homens e nove mulheres. A maioria (dez) é de bebês com até um ano de idade. Os demais são adultos com idades entre 20 e 50 anos.

A secretaria estadual de Saúde informou que a cobertura vacinal da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é de 77,5% para a primeira dose, e 65,5% para a segunda. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses. Qualquer cobertura abaixo desse percentual representa risco aumentado de circulação da doença.

Campanha multivacinação

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 teve início nesta segunda-feira (3). A mobilização segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal. A campanha inclui a vacina contra sarampo.

Os três municípios paulistas com casos confirmados da doença irão adotar uma estratégia adicional de vacinação. Com o objetivo de reforçar a imunização contra o sarampo, a campanha estende-se também a pessoas na faixa etária de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. 

Os imunizantes disponíveis na campanha são: BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A, e HPV.

O que é sarampo e como prevenir

O sarampo é doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave, podendo deixar sequelas ou levar à morte.

A transmissão ocorre principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

Os principais sintomas são:

  • Manchas vermelhas no corpo (primeiro no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham) e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de outros sinais
  • Tosse seca
  • Irritação nos olhos (conjuntivite)
  • Mal-estar intenso

A vacinação é a principal medida de prevenção e controle da doença. As vacinas tríplice viral e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) são oferecidas gratuitamente pelo SUS.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou no último sábado (01/08), em parceria com a FS Serviço, o treinamento de integração e capacitação da equipe de limpeza. A atividade aconteceu no Auditório do Paço Municipal e reuniu profissionais que atuam em 44 unidades e serviços de saúde do município, entre elas as três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A capacitação teve como objetivo integrar a equipe, apresentar as normas e orientações da empresa e qualificar os profissionais para a execução dos procedimentos de limpeza hospitalar, contribuindo para a padronização dos serviços e para a melhoria da qualidade do atendimento prestado à população.

Durante o treinamento, os participantes receberam orientações técnicas sobre a utilização correta dos produtos de limpeza hospitalar, legislação aplicada, normas de segurança no trabalho e boas práticas para a execução dos serviços. Também foram repassadas orientações sobre os direitos trabalhistas e os benefícios previstos na convenção coletiva da categoria.

De acordo com o gestor do contrato da FS Serviço, Leandro Roberto Leite, a iniciativa reforça o compromisso com a qualificação contínua das equipes. “Além da parte técnica, com orientações sobre o uso correto dos produtos de limpeza hospitalar, contamos com a participação do sindicato para esclarecer os direitos trabalhistas e os benefícios oferecidos à categoria".

A diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial, Lindiamara Soares, ressaltou que a qualificação da equipe faz parte das ações para fortalecer os serviços de saúde do município. “Este treinamento tem como foco a apresentação dos produtos utilizados na limpeza hospitalar, orientando sobre sua correta aplicação e a importância desses procedimentos para a manutenção de ambientes seguros. A capacitação fortalece os processos de trabalho e contribui para oferecer serviços de limpeza com mais qualidade nas unidades de saúde, refletindo diretamente na segurança dos profissionais e no atendimento prestado à população".

Nova unidade ampliará a capacidade de atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes com estrutura moderna e acolhedora

 

SÃO CARLOS/SP - Os secretários de Saúde, Leandro Pilha e de Gestão da Cidade e Infraestrutura, Leonardo Lázaro, visitaram na manhã desta sexta-feira (31/07), a obra da nova sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil que já alcançou 50% de execução e entrou na fase de concretagem. A unidade está sendo construída na Avenida Grécia, nas proximidades da UPA da Vila Prado, e representa um importante investimento na ampliação da rede de atenção psicossocial do município. 

O novo prédio contará com aproximadamente 26 ambientes, distribuídos para atender às diferentes necessidades terapêuticas e assistenciais. Entre os espaços previstos estão recepção e acolhimento, sala de convivência, consultórios médicos e multiprofissionais, salas para atendimentos individuais e familiares, salas para atividades em grupo e oficinas terapêuticas de arte, música, corpo e movimento, pedagogia e culinária.

A estrutura também será equipada com farmácia, sala de observação, refeitório, cozinha, despensa, lavanderia e áreas administrativas, proporcionando melhores condições de trabalho às equipes e mais conforto aos usuários do serviço.

Segundo Carmen Pereira, chefe da Seção de Apoio a  Saúde Mental,  o CAPS Infantojuvenil é um serviço de porta aberta, ou seja, não exige encaminhamento para que crianças e adolescentes tenham acesso ao atendimento. “A unidade é destinada ao cuidado de pacientes com transtornos mentais graves, relacionados ou não ao uso de substâncias psicoativas. Atualmente, o serviço atende cerca de 250 crianças e adolescentes por mês e realiza entre 2 mil e 2,5 mil procedimentos mensais. Esses procedimentos incluem busca ativa, visitas domiciliares, articulação com escolas e com a rede de proteção social, como CRAS, CREAS e casas de acolhimento, além de atendimento familiar, atividades em grupo, consultas médicas, psicológicas e de terapia ocupacional, bem como assistência de enfermagem”, explica a chefe.

O atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional composta por médicos pediatras com especialização em saúde mental, médico psiquiatra, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e profissionais de enfermagem, garantindo uma assistência integral às crianças e adolescentes atendidos.

“O avanço da obra do novo CAPS Infantojuvenil representa um importante investimento na saúde mental de crianças e adolescentes. A nova unidade, destinada ao atendimento de pacientes de até 18 anos, já alcançou cerca de 50% de execução e vai oferecer uma estrutura muito mais adequada para atender à crescente demanda do município”, disse Leandro Pilha, secretário de Saúde.

Pilha lembrou, ainda, que atualmente, o serviço funciona em um imóvel alugado, que já não comporta todas as necessidades da equipe e dos usuários. “Somente no primeiro quadrimestre deste ano, entre janeiro e abril, o CAPS Infantojuvenil realizou atendimento a mais de mil pacientes e contabilizou quase 10 mil procedimentos, números que demonstram a importância da ampliação da capacidade instalada”.

O secretário de Saúde finalizou ressaltando que além de ampliar a assistência à população, a obra também gera impacto positivo na economia local. “A empresa responsável pela construção é de São Carlos e emprega diversos trabalhadores do município, contribuindo para a geração de emprego e renda”.

Outro aspecto importante é o papel do CAPS Infantojuvenil na formação de profissionais da saúde. A unidade é campo de prática para instituições de ensino, como a UNICEP e a UFSCar, recebendo residentes das áreas de Pediatria e Psiquiatria, além de estagiários de Psicologia, Terapia Ocupacional, Enfermagem e Serviço Social. Com a nova estrutura, também será possível qualificar ainda mais esse processo de formação, fortalecendo a integração entre assistência, ensino e pesquisa.

Já Leonardo Lázaro, secretário de Gestão da Cidade e Infraestrutura, acredita que o novo prédio deve ser concluído até o final desse ano. 

“A obra conta com recursos do Governo Federal e contrapartida da Prefeitura, totalizando um investimento superior a R$ 2,5 milhões. Com o ritmo de execução e o padrão de qualidade apresentados pela empresa responsável, a expectativa da administração municipal é concluir a obra até o final deste ano”.
“Chegar à marca de 50% da execução da obra do novo CAPS Infantojuvenil demonstra que estamos transformando em realidade um compromisso assumido com a população de

São Carlos. A saúde mental, especialmente de crianças e adolescentes, exige um olhar atento, acolhedor e uma estrutura adequada”, finalizou o prefeito Netto Donato.

O investimento total na obra é de R$ 2.696.553,43, resultado de parceria entre a Prefeitura de São Carlos e o Governo Federal. Desse montante, R$ 2.085.000,00 são provenientes da União e R$ 611.553,43 correspondem à contrapartida do município.

SÃO CARLOS/SP - A excelência no atendimento aos pacientes críticos é resultado de processos bem estruturados e do trabalho integrado das equipes assistenciais. Como reconhecimento desse compromisso, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Unimed – Unidade I mantiveram a certificação UTI Top Performer, concedida pela Epimed Solutions.

A entrega oficial do certificado aconteceu no dia 29 de julho, no Hospital Unimed – Unidade I, e reuniu profissionais envolvidos diretamente na assistência e na gestão das UTIs. O momento contou com a presença da Gerente Nacional da Epimed Solutions, Jucimara Vieira, dos médicos coordenadores das UTIs, Antonio Verzola e Robson Poul Tiossi, além de integrantes das equipes de enfermagem e administrativa do hospital.

O UTI Top Performer é um reconhecimento concedido às unidades que apresentam desempenho de destaque na assistência aos pacientes críticos. A avaliação considera indicadores relacionados aos resultados clínicos e à qualidade da assistência, além de aspectos como gestão e utilização adequada dos recursos disponíveis.

A manutenção da certificação demonstra a consistência do trabalho desenvolvido pelas equipes das UTIs do Hospital Unimed – Unidade I e reforça a busca contínua pela melhoria dos processos e dos resultados assistenciais.

Para a Unimed São Carlos, o reconhecimento representa não apenas a qualidade do atendimento prestado, mas também o compromisso permanente com uma assistência segura. A conquista é resultado do empenho coletivo das equipes e evidencia a importância do trabalho contínuo na busca pela excelência na assistência hospitalar.

SÃO CARLOS/SP - A Campanha Nacional de Multivacinação será realizada entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro em todas as Unidades Básicas de Saúde e de Saúde da Família. O Dia D de mobilização nacional está marcado para 22 de agosto, quando as unidades de saúde intensificarão as ações de imunização para alcançar o maior número possível de pessoas.

O público-alvo principal da campanha são crianças e adolescentes menores de 15 anos, que terão acesso às vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aplicadas de acordo com a idade, a indicação e o histórico vacinal. Entre elas está a vacina contra o HPV, indicada para jovens de 9 a 19 anos.

Apesar de o foco ser a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes, adultos que procurarem as unidades também poderão ser vacinados durante o período da campanha.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforça a importância da mobilização. “Todas as vacinas previstas estão disponíveis. É uma oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação e garantir a proteção contra diversas doenças. A campanha é fundamental para aumentar as coberturas vacinais e evitar o retorno de enfermidades já controladas”.

A multivacinação é uma estratégia essencial para a prevenção de doenças e para manter o Brasil livre de surtos que podem ser evitados. O Dia D busca ampliar o alcance da campanha, mobilizando famílias e comunidades para que compareçam às unidades de saúde e garantam a imunização de seus filhos.

BAURU/SP - O Centro TEA Paulista é um equipamento público voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), seus familiares e cuidadores. A unidade também oferece apoio a profissionais e gestores públicos, com serviços voltados à orientação, qualificação e encaminhamento para a rede de atendimento.

A unidade instalada em junho na cidade de Bauru é disponibilizada para atender os moradores dos 39 municípios da região administrativa e reúne, em um único local, atendimento especializado para pessoas com autismo e o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência.

Quem pode utilizar o serviço

O Centro TEA Paulista atende pessoas com Transtorno do Espectro Autista de todas as idades, além de familiares e cuidadores que buscam orientação sobre diagnóstico, direitos, serviços públicos e formas de acompanhamento.

O equipamento também desenvolve ações voltadas à capacitação de profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social e demais setores envolvidos no atendimento às pessoas com TEA.

LEIA TAMBÉM: Centro TEA Paulista tem programação de férias com atividades inclusivas

Quais serviços são oferecidos

Entre os serviços disponíveis estão:

  • acolhimento e orientação para pessoas com TEA e familiares;
  • atendimento multidisciplinar;
  • orientação sobre direitos e acesso à rede pública de serviços;
  • atividades terapêuticas e de convivência;
  • apoio a familiares e cuidadores;
  • cursos, palestras e ações de capacitação para profissionais;
  • suporte técnico aos municípios para políticas públicas relacionadas ao autismo.

A unidade também conta com estrutura adaptada para diferentes necessidades, incluindo:

  • sala multissensorial;
  • ambiente de acomodação sensorial para pessoas em situação de crise;
  • biblioteca temática;
  • auditório para cursos e palestras;
  • unidade do Polo de Empregabilidade Inclusiva (PEI), destinada à orientação profissional e encaminhamento ao mercado de trabalho para pessoas com deficiência.

No mesmo endereço funciona o Centro de Cidadania da Pessoa com Deficiência, que presta orientações sobre benefícios, programas públicos, direitos e acesso à rede de atendimento.

Como acessar o atendimento

As orientações sobre agendamento, documentação necessária e encaminhamento são realizadas diretamente pela equipe do Centro TEA Paulista em Bauru. 

Serviço

  • Centro TEA Paulista – Unidade Bauru
  • Endereço: Rua Severino Lins, nº 7-10 – Vila Aviação – Bauru/SP – CEP 17018-600 
  • Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
  • Atendimento: gratuito
  • Público: pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), familiares, cuidadores, profissionais e gestores públicos.

SÃO CARLOS/SP - A vereadora Cidinha do Oncológico, PP, apresentou um projeto de lei para ser apreciado na Câmara Municipal que tem por objetivo instituir um Protocolo Municipal para Dispensação, Autorização e Acompanhamento do uso do medicamento Tirzepatida no tratamento da obesidade, no Sistema Único de Saúde (SUS).

A vereadora destaca que a obesidade é reconhecida como uma doença crônica, multifatorial e progressiva, associada a diversas comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, impactando diretamente na qualidade de vida da população e gerando elevados custos ao sistema público de saúde.

Nesse contexto, a incorporação de novas estratégias terapêuticas baseadas em evidências científicas torna-se fundamental para o enfrentamento da doença. A Tirzepatida tem se destacado como uma inovação no tratamento da obesidade, apresentando resultados expressivos na redução de peso e no controle metabólico, quando associada a mudanças no estilo de vida e acompanhamento multiprofissional.

Segundo Cidinha, a proposta não se limita à simples disponibilização do medicamento, mas estabelece critérios rigorosos para sua dispensação, priorizando pacientes com maior gravidade clínica e em situação de vulnerabilidade social, garantindo, assim, o uso racional dos recursos públicos, a equidade no acesso e a efetividade do tratamento.

“Além disso, o projeto reforça a importância do acompanhamento multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais, assegurando uma abordagem integral do paciente, conforme os princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade”, declarou.

A parlamentar salientou ainda que “o projeto de lei respeita a organização administrativa do Poder Executivo, ao atribuir à Secretaria Municipal de Saúde a regulamentação e operacionalização do protocolo, sem interferir diretamente na gestão dos serviços, o que afasta eventual vício de iniciativa”.

“O projeto busca não apenas ampliar o acesso ao tratamento da obesidade no município, mas também promover saúde, prevenir complicações e reduzir, a médio e longo prazo, os custos assistenciais decorrentes das doenças associadas”, concluiu a vereadora.

CANADÁ - A influenciadora canadense Rebecca Luna passou anos atribuindo os lapsos de memória ao TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Somente depois ela recebeu o diagnóstico de Alzheimer de início precoce, uma forma rara da doença que pode surgir antes dos 65 anos.

Com o rápido declínio cognitivo, Rebecca decidiu passar por um procedimento de morte assistida, autorizado no Canadá. Ela morreu no último sábado (25), aos 49 anos.

O caso chamou atenção para um tipo de Alzheimer que costuma trazer desafios adicionais justamente porque acomete pessoas ainda em idade produtiva e pode se manifestar de formas diferentes das observadas em idosos.

Um aspecto importante é que a perda de memória nem sempre é o primeiro sintoma.

"Enquanto o mais comum é a doença começar com falhas de memória, nas formas de início precoce ela pode se apresentar com alterações de linguagem, comportamento ou até da visão, porque outras áreas do cérebro podem ser afetadas antes da memória", afirma o neurologista Carlos Uribe, do Hospital Brasília, da Rede Américas.

Essa característica ajuda a explicar por que muitos pacientes passam meses ou até anos buscando outras explicações para os sintomas.

Em pessoas mais jovens, médicos e pacientes tendem a associar as dificuldades cognitivas ao excesso de trabalho, ao estresse, à ansiedade ou a transtornos psiquiátricos.

Antes de pensar em uma doença neurodegenerativa, é preciso descartar outras condições que também podem provocar alterações cognitivas, como depressão, tumores cerebrais, sangramentos e outras doenças potencialmente reversíveis.

"O que chama atenção é a persistência das queixas e o impacto que elas começam a provocar no dia a dia. Quando isso acontece, vale a pena fazer uma avaliação especializada", diz Uribe.

A gerontóloga Claudia Alves, especialista em pessoas com demência e criadora do perfil @obomdoalzeimer no Instagram, afirma que as alterações cerebrais começam muitos anos antes de os sintomas se tornarem evidentes.

"Quando aparecem sintomas como perda da memória recente, desorientação no tempo e no espaço e mudanças de humor, muita gente acredita que está no começo do Alzheimer porque acabou de receber o diagnóstico. Mas a doença pode estar se desenvolvendo há cinco, seis, sete ou até dez anos", afirma.

Alves diz que familiares têm papel importante na identificação das primeiras mudanças.

"A família precisa prestar atenção quando uma pessoa começa a apresentar comportamentos diferentes do seu padrão. Muitas vezes isso acaba sendo tratado como 'coisa da idade', mas envelhecer não significa mudar completamente de comportamento", afirma.

Embora existam casos hereditários, eles são considerados raros. Segundo Uribe, algumas famílias apresentam mutações genéticas que praticamente determinam o desenvolvimento da doença, geralmente entre os 40 e os 50 anos de idade.

Para a maioria das pessoas, porém, o diagnóstico depende de avaliação clínica e, quando necessário, de exames específicos capazes de identificar biomarcadores da doença.

"A investigação genética é indicada principalmente quando existem vários casos na família e eles começam em idade muito jovem. Nos casos que surgem após os 65 anos, essa causa genética é muito menos frequente", afirma.

Uribe diz que esses testes ganharam importância porque, pela primeira vez, existem medicamentos capazes de modificar a evolução do Alzheimer em pacientes selecionados.

"Hoje existem tratamentos que conseguem mudar o curso da doença. Eles ainda não representam uma cura, mas são um primeiro passo importante. O benefício é maior justamente quando o diagnóstico acontece nas fases iniciais, porque existe uma janela terapêutica", diz.

ESTILO DE VIDA E PREVENÇÃO

Enquanto o tratamento ainda não é capaz de interromper a progressão da doença, mudanças no estilo de vida continuam sendo uma das principais estratégias para preservar a autonomia por mais tempo.

Alves defende cinco medidas com maior respaldo científico: alimentação equilibrada, sono de qualidade, atividade física regular, estímulo cognitivo e manutenção da vida social.

"Esses hábitos ajudam a proteger o cérebro ao longo da vida e também podem contribuir para que pessoas que já apresentam um declínio cognitivo preservem a autonomia por mais tempo", diz;

Ela também ressalta que o diagnóstico não deve levar ao isolamento do paciente.

"Família e amigos precisam conhecer a doença para saber lidar com ela. A pessoa não deve ser excluída das atividades nem tratada como criança. Ela continua entendendo muita coisa e deve participar da vida social dentro das suas possibilidades", diz.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - Pelo segundo ano consecutivo, a Santa Casa de São Carlos recebeu o Certificado de Gestão de Indicadores de Qualidade e Desempenho, concedido pela EPIMED Solutions em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). O reconhecimento é destinado às unidades de terapia intensiva que atendem aos critérios de qualidade e integridade dos dados clínicos, fundamentais para o monitoramento de indicadores assistenciais e para a tomada de decisões que contribuem para a melhoria contínua do cuidado aos pacientes críticos. 

A entrega do certificado aconteceu nesta quarta-feira (29) e foi realizada por Jucimara Vieira, Gerente Nacional da EPIMED Solutions. Participaram da cerimônia o Diretor de Estratégia e Inovação, Dr. Flávio Guimarães, representando o provedor Antonio Valério Morillas Junior; a Gerente de Enfermagem, Ariadni Fernanda Martins; o enfermeiro horizontal das UTIs, Jean Carlos Cidrão; o coordenador de Enfermagem da UTI, Tiago Clezer; a Coordenadora de Enfermagem da Unidade Coronariana, Flávia Serpa; as analistas da Qualidade, Stephanie Ramos de Almeida e Bianca Rabello; o farmacêutico da SCIRAS, Carlos Hilderaldo Masselli Franzoni; e a enfermeira da SCIRAS, Bruna Martins Rodrigues.

Para a Gerente Nacional da Epimed Solutions, Jucimara Vieira, a renovação da certificação demonstra a maturidade da instituição na gestão da terapia intensiva. "A Santa Casa conseguiu manter a integridade dos dados da UTI. E manter essa certificação significa saber para onde está indo, ter informações confiáveis para tomar decisões assertivas e ajustar a rota sempre que necessário. É um reconhecimento que merece ser compartilhado com toda a equipe da terapia intensiva."

Segundo Jucimara, os critérios avaliados envolvem a qualidade das informações clínicas registradas, fundamentais para acompanhar o perfil dos pacientes, avaliar o uso dos recursos, calcular indicadores de gravidade e orientar as melhores condutas assistenciais. "Receber esse certificado mostra que a instituição possui os principais indicadores da terapia intensiva monitorados com qualidade, permitindo decisões mais seguras tanto à beira do leito quanto na gestão da unidade. É um passo importante rumo a certificações ainda mais avançadas, como UTI Eficiente e Top Performer."

Ela também destacou o impacto direto desse reconhecimento para a população. "Para quem precisa de atendimento, significa entrar em uma unidade de terapia intensiva que trabalha baseada em dados confiáveis, que busca constantemente melhorar seus processos e que tem como prioridade oferecer uma assistência segura e de qualidade."

O provedor Antonio Valério Morillas Junior parabenizou os profissionais envolvidos e destacou que a conquista é resultado do empenho coletivo. "Receber novamente essa certificação é um reconhecimento ao trabalho realizado por todos os profissionais envolvidos no cuidado aos pacientes críticos. A manutenção desse selo pelas UTIs 1 e 2 demonstra que a Santa Casa está no caminho certo, investindo em processos de qualidade, gestão de indicadores e melhoria contínua da assistência. É o resultado do empenho das nossas equipes, que trabalham diariamente para oferecer um atendimento seguro e qualificado à população."

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