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SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta destinou recursos, por meio de emenda parlamentar, para a aquisição de um cardioversor/monitor que irá equipar a Unidade de Suporte Avançado (USA) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

O investimento, será utilizado na compra do equipamento, que é fundamental para o atendimento de pacientes em estado grave, especialmente em ocorrências que envolvem paradas cardiorrespiratórias, arritmias e emergências cardiovasculares, permitindo monitoramento contínuo e intervenções imediatas ainda no local da ocorrência ou durante o transporte até a unidade hospitalar.

Com a destinação do recurso, o SAMU passa a contar com mais tecnologia e segurança no atendimento pré-hospitalar, fortalecendo a rede de urgência e emergência e ampliando as chances de sobrevivência dos pacientes.

Segundo o vereador Bruno Zancheta, o investimento representa um compromisso direto com a vida e com a valorização dos profissionais da saúde: “Esse equipamento é essencial para salvar vidas. O cardioversor permite que a equipe do SAMU atue de forma rápida e eficaz em situações críticas, onde cada segundo conta. Destinar essa emenda é investir diretamente na saúde da população e dar melhores condições de trabalho aos profissionais que estão na linha de frente do atendimento de urgência e que realizam um trabalho de excelência. A população como um todo será beneficiada”.

A iniciativa reforça o intuito de atender demandas prioritárias da saúde pública, contribuindo para um serviço mais eficiente, moderno e preparado para situações de alta complexidade.

Avaliação ocorre ao longo de janeiro e funciona como indicador para o reforço das ações de controle do Aedes aegypti

 

ARARAQUARA/SP - As equipes da Divisão de Controle de Vetores da Secretaria Municipal da Saúde iniciam esta semana a primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. O levantamento tem como objetivo identificar os bairros com maior presença de focos com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O trabalho será feito em toda a cidade ao longo do mês. As regiões são divididas em quadras e os imóveis são sorteados dentro de cada quarteirão para fins de amostragem. Após a coleta e a análise das amostras, é calculado o Índice de Breteau (IB), que relaciona o número de imóveis inspecionados à quantidade de recipientes com larvas encontradas, permitindo avaliar o grau de infestação. Segundo o Ministério da Saúde, o índice considerado ideal é igual ou inferior a 1; valores entre 1 e 3,9 caracterizam situação de alerta, e índices acima de 4 indicam risco de surto.

A avaliação é realizada a cada quatro meses, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro. Na medição mais recente, feita em outubro de 2025, Araraquara registrou IB geral de 1,2, classificado como situação de alerta. Algumas áreas, no entanto, atingiram números preocupantes, como Bueno de Andrada, cujo índice chegou a 8,89, caracterizado como risco de surto.

De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Alessandra Cristina do Nascimento, a ADL funciona como um importante indicador para o reforço das ações de controle do Aedes aegypti. “O resultado permite localizar áreas com maior concentração de larvas e identificar quais tipos de recipientes são os criadouros predominantes em cada região. Com esses dados, o município pode intensificar mutirões e campanhas de forma estratégica, priorizando as áreas onde o risco de surto é maior”, explica.

Para 2026, a principal preocupação é a circulação crescente do sorotipo 3 (DENV-3) do vírus da dengue. Segundo Alessandra, esse sorotipo não circulava de forma predominante no Estado e no País há muitos anos. “Embora os sorotipos 1 e 2 tenham sido predominantes em epidemias anteriores, a população possui baixa imunidade ao DENV-3, o que significa que grande parte da população está vulnerável a ele", destaca a subsecretária.

Em 2025, foram registrados 17.186 casos de dengue em Araraquara.

SÃO CARLOS/SP - Em 2025, 78 gestantes em situação de vulnerabilidade encontraram apoio, acolhimento e novas perspectivas por meio da atuação integrada da Santa Casa de São Carlos. O resultado é fruto de um trabalho contínuo da Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, que passou a reunir mensalmente profissionais da saúde e da assistência social do município para cuidar dessas mulheres de forma completa.

A iniciativa surgiu após a médica responsável pela maternidade, Dra. Bruna Elias Parreira Lopes Ferraz, perceber um aumento significativo de gestantes vivendo situações de fragilidade social durante o atendimento diário. A partir dessa realidade, foram organizados encontros regulares para discutir cada caso e garantir que essas mulheres tivessem acesso a acompanhamento, orientação e serviços essenciais para elas e suas famílias.

A assistente social Luciana Ribeiro acompanha diretamente os casos e participa de todas as reuniões. Para ela, o trabalho em conjunto faz toda a diferença na vida dessas gestantes.

“Muitas chegam apenas com problemas e sem enxergar saída. Quando mostramos que existe uma rede preparada para acolher e orientar, elas entendem que não estão sozinhas. O retorno das famílias mostra o quanto esse trabalho realmente transforma vidas.”

Participam desse cuidado integrado serviços de assistência social, saúde mental, proteção à infância e unidades de saúde do município, com a Santa Casa atuando como referência no atendimento hospitalar e materno-infantil.

Para o provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior, os resultados mostram a importância de unir esforços para cuidar além do atendimento hospitalar.

“Quando as instituições trabalham juntas, o cuidado deixa de ser pontual e passa a acompanhar essas mulheres ao longo de todo o processo, oferecendo mais segurança e reais chances de mudança.”

SÃO CARLOS/SP - O balanço epidemiológico de 2025 aponta um cenário preocupante em relação às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Ao longo do ano, foram contabilizadas 31.553 notificações suspeitas de dengue. Desse total, 20.429 casos foram confirmados, enquanto 11.105 acabaram descartados após investigação.

A dengue também foi responsável por 24 óbitos confirmados no período. Outros 26 óbitos chegaram a ser investigados, mas foram descartados após análise clínica e laboratorial.

Em relação à chikungunya, o município registrou 643 notificações ao longo do ano. A grande maioria, 637 casos, foi descartada. Apenas cinco confirmações ocorreram, sendo duas classificadas como importadas e três como autóctones. Um caso seguia em investigação até o fechamento do levantamento.

Já a zika apresentou 574 notificações em 2025, porém nenhuma delas foi confirmada, sendo todos os casos descartados.

O levantamento também apontou registros de febre amarela. Foram três notificações, das quais duas foram descartadas e uma resultou em óbito confirmado, reforçando a importância da vacinação e da vigilância permanente.

SÃO CARLOS/SP - O ano de 2025 terminou com indicadores mais favoráveis no enfrentamento da Covid-19 em São Carlos, segundo dados oficiais do Departamento de Vigilância em Saúde. Durante o período, foram feitas 13.880 notificações, das quais 1.909 resultaram em diagnósticos positivos. Ao todo, cinco pessoas morreram em decorrência da doença.

Os óbitos ocorreram nos meses de janeiro, abril, outubro, novembro e dezembro, todos envolvendo pacientes com idade avançada e comorbidades. O perfil das vítimas reforça o alerta para a necessidade de cuidados contínuos com grupos mais vulneráveis, mesmo em um cenário de menor circulação do vírus.

A evolução mensal dos casos mostrou comportamento irregular ao longo do ano. O primeiro bimestre concentrou os maiores volumes, com 494 casos em janeiro e 571 em fevereiro. Entre abril e julho, os números permaneceram baixos, com registros inferiores a 25 casos mensais. Já no último trimestre, houve novo aumento, especialmente em outubro, quando foram confirmados 229 casos.

Ao comparar os dados com 2024, observa-se uma redução significativa na gravidade da pandemia no município. No ano passado, São Carlos registrou quase seis mil casos positivos e 18 óbitos, com picos expressivos nos primeiros meses do ano. Em 2025, apesar da circulação do vírus, o impacto foi menor, indicando avanços no controle da doença e na resposta do sistema de saúde.

A Vigilância em Saúde segue monitorando os indicadores e reforça a importância da vacinação e da adoção de medidas preventivas, especialmente durante períodos de maior incidência.

BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso do medicamento polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo, que é uma lesão da medula espinhal ou coluna vertebral.

No anúncio feito, na segunda (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (à esquerda, na foto), destacou que a pesquisa será um marco importante para quem sofreu uma lesão medular e também para as suas famílias.

“Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, disse Padilha.

Pesquisa em universidade pública

O ministro considera que o produto é uma inovação radical e com tecnologia 100% nacional. Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

Segundo Padilha, a pesquisa já apresentou resultados promissores na recuperação de movimentos. Nesta primeira fase, o estudo da polilaminina será realizado em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.

Essas pessoas incluídas no estudo devem ter indicação cirúrgica ocorrida a menos de 72 horas da lesão. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa responsável.  Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu os recursos para a pesquisa básica.

Prioridade

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a aprovação do início do estudo clínico da polilaminina foi priorizada pelo comitê de inovação da agência com o objetivo de acelerar pesquisas e registros de amplo interesse público.

“Uma pesquisa 100% nacional, que fortalece a ciência e saúde do nosso país”, afirmou Leandro Safatle.

A pesquisa com a proteína polilaminina, presente em diversos animais, inclusive nos seres humanos, visa avaliar a segurança da aplicação do medicamento e identificar possíveis riscos para a continuidade do desenvolvimento clínico.

A empresa patrocinadora será responsável por coletar, monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo a segurança dos participantes.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, participou nesta segunda-feira (05/01/26) da entrega da reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Azulville. A obra recebeu investimento total de R$ 335.682,19 e tem como objetivo melhorar as condições de atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecer mais conforto aos servidores da unidade.

A cerimônia contou com a presença da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, do vice-prefeito Roselei Françoso, do secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, do presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, além dos vereadores André Rebello, Bruno Zancheta, Dé Alvim, Elton Carvalho e Moisés Lazarine.

Durante o ano de 2025, o prédio da UBS do Azulville foi utilizado temporariamente para os atendimentos do Centro Municipal de Especialidades (CEME), que também passou por processo de modernização. Nesse período, os usuários cadastrados na unidade foram atendidos na UBS da Vila Isabel, garantindo a continuidade dos serviços. Com a conclusão das obras no CEME, a Secretaria Municipal de Saúde reorganizou os atendimentos e deu início à reforma completa da UBS do Azulville.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, a unidade realiza mais de 2,3 mil atendimentos por mês e conta com uma equipe formada por três clínicos gerais, um pediatra, dois ginecologistas, um psiquiatra, dois dentistas, duas enfermeiras, seis técnicos de enfermagem e dois auxiliares administrativos. Segundo ele, a reforma proporcionou melhores condições de trabalho e mais conforto para pacientes e profissionais.

Pilha também anunciou que, ao longo de 2026, outras 10 unidades de saúde do município passarão por reformas, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Saúde da Família (USFs) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Felícia.

Para o vice-prefeito Roselei Françoso, a obra atende a uma antiga reivindicação dos moradores da região do Azulville, Jardim De Creci e Castelo Branco. A unidade atende, em média, mais de 120 pessoas por dia, inclusive com sessões de fisioterapia.

O prefeito Netto Donato destacou que a entrega da UBS do Azulville faz parte de um programa contínuo de revitalização da rede municipal de saúde. Segundo ele, além das reformas, o município tem ampliado as unidades com a criação de novos espaços, como consultórios e salas de atendimento, visando aprimorar a qualidade dos serviços prestados à população.

A reforma da UBS do Azulville incluiu pintura interna e externa, ampliação da infraestrutura física e criação de novos ambientes, como sala de coleta, consultório ginecológico com banheiro, sala de fisioterapia e consultório odontológico. Também foram executados serviços de reforma da cobertura, substituição de 12 portas, revisão das instalações hidráulicas, ampliação das redes elétrica e lógica e pavimentação dos calçamentos internos e externos.

 

SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue da Santa Casa de São Carlos está com estoque crítico e necessita, com urgência, de doações dos tipos sanguíneos O negativo e A negativo. A baixa nos estoques pode comprometer o atendimento a pacientes que dependem de transfusões, especialmente em situações de urgência e emergência.

Mesmo sendo um período de fim de ano, quando tradicionalmente há redução no número de doadores, a necessidade por sangue permanece constante. Diante desse cenário, a Santa Casa reforça o pedido de apoio da população para ajudar a manter os estoques em níveis seguros e garantir a continuidade dos atendimentos.

O Banco de Sangue estará aberto nesta sexta-feira, dia 02, das 8h às 11h45, e no sábado, dia 03, das 8h às 10h45.

Para doar, é necessário realizar agendamento prévio, apresentar documento oficial de identidade com foto e informar alguns dados pessoais no momento do atendimento. O agendamento pode ser feito pelo telefone (16) 3509-1230.

EUA - Na era digital, a informação circula em velocidade recorde, mas nem sempre com qualidade ou responsabilidade. Redes sociais, aplicativos de mensagens e portais sensacionalistas criaram um ambiente fértil para a disseminação de boatos, exageros e notícias falsas, especialmente quando o assunto envolve saúde pública. Ao longo da história, surtos reais ou supostamente misteriosos já provocaram episódios de histeria coletiva, fenômeno que hoje ganha nova dimensão com o alcance quase ilimitado da internet.

Um dos exemplos mais conhecidos ocorreu em 1518, na cidade de Estrasburgo, então parte do Sacro Império Romano-Germânico. Centenas de pessoas passaram a dançar de forma incontrolável por dias, algumas até a morte, no episódio que ficou conhecido como a “Praga da Dança”. Historiadores apontam causas como estresse extremo, fome e crenças religiosas, mas o medo coletivo foi determinante para amplificar o surto.

Séculos depois, em 1938, nos Estados Unidos, a transmissão radiofônica de “A Guerra dos Mundos”, de Orson Welles, causou pânico em massa. Embora não fosse uma epidemia biológica, o evento mostrou como uma narrativa alarmista, apresentada como fato, pode gerar reações desproporcionais, com pessoas acreditando em uma invasão alienígena real.

Já no campo da saúde, surtos como o da “gripe suína”, em 2009, e do Ebola, entre 2014 e 2016, foram acompanhados por ondas de desinformação. Em muitos países, o medo foi maior do que o risco real para a maioria da população, levando a comportamentos extremos, discriminação e colapso de serviços de saúde locais. Estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que boatos e informações falsas dificultaram o controle dessas crises.

Mais recentemente, durante a pandemia de Covid-19, a chamada “infodemia” se tornou um problema global. Curandeirismos, teorias conspiratórias e notícias falsas sobre vacinas se espalharam tão rápido quanto o próprio vírus, alimentando desconfiança e pânico. Pesquisas acadêmicas indicam que a exposição contínua a manchetes alarmistas aumenta a ansiedade coletiva e pode levar à histeria em massa, mesmo quando os dados científicos apontam cenários mais equilibrados.

Esses episódios mostram que o medo, quando alimentado por desinformação, pode ser tão contagioso quanto uma doença. Em um mundo hiperconectado, o desafio não é apenas combater vírus biológicos, mas também fortalecer o senso crítico da população. Verificar fontes, confiar em informações científicas e evitar o compartilhamento impulsivo são atitudes essenciais para impedir que o pânico coletivo se torne mais uma epidemia da era digital.

BRASÍLIA/DF - A onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal, no Rio de Janeiro, São Paulo e em outros seis estados ao redor, no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), deve se estender até esta terça-feira (30). Para essas áreas, o órgão emitiu aviso vermelho, de grande perigo, o que significa temperaturas 5º C acima da média por mais de 5 dias e alta probabilidade de risco à vida, danos e acidentes.

Com aumento do calor extremo, resultado especialmente das mudanças climáticas induzidas pelo homem, uma série de medidas são necessárias para diminuir o impacto na saúde. De acordo com o clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento dos Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luiz Fernando Penna, esse quadro tem potencial de gerar a falência térmica do corpo.

"Essa é uma emergência médica caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40º C", explicou o profissional de saúde.

Se o corpo apresentar esses sinais e sintomas, é necessário buscar atendimento médico de imediato, advertiu o médico.

Na avaliação do médico do Sírio, o impacto do calor na saúde é subestimado. "Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica", alertou.

Quando está muito quente, Penna explica que o corpo humano trabalha no limite. O organismo aumenta a sudorese, o que faz acelerar os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos. "Esses mecanismos, porém, têm limite. E, quando falham, instala-se a falência térmica", explicou.

O calor extremo também agrava o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica.

Pessoas que fazem uso de diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos também precisam redobrar a atenção. Os medicamentos podem aumentar a dilatação ou descontrolar a regulação térmica natural do corpo. 

"Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa", acrescentou o médico.

As altas temperaturas interferem ainda no sono, prejudicando o humor, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade, já que afetam o tempo de descanso, a memória e a tomada rápida de decisões.

Para essas situações, não basta se hidratar, é preciso se proteger, evitar a exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e não fazer exercícios físicos. Aqueles trabalhadores que não podem evitar sair no calor extremo, como profissionais da construção civil, de entregas e da coleta de lixo, devem fazer pausas frequentes nas horas mais quentes, recomenda.

"Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas", explica Fernando Penna. "Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria". 

A recomendação do coordenador de pronto-socorro é evitar situações de riscos e reconhecer sinais precoces de falência térmica para evitar o colapso.

No Rio de Janeiro, já foi comprovado por pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, de fevereiro de 2025, que as altas temperaturas estão relacionadas ao aumento da mortalidade. O risco é maior para idosos e pessoas com alguma doença, como diabetes e hipertensão, além de Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias. O trabalho da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) analisou mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024.

"A maioria dos estudos sobre calor e mortalidade concentra suas análises em doenças cardiovasculares e respiratórias", disse, em nota, o pesquisador João Henrique de Araujo. "Todavia, há estudos que relatam esses efeitos também para doenças metabólicas, do trato urinário e doenças como Alzheimer, sobre as quais dissertamos", acrescenta.

O que fazer em casos de calor *

  •  Antes de planejar suas atividades, procure saber quão quente e úmido será o dia;
  •  saiba como obter ajuda, anote telefones e informações sobre o serviço de saúde ou de ambulância - para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), ligue 192;

Mantenha sua casa fresca

  •  Sempre que possível, proteja a casa da entrada de calor, feche portas, janelas e cortinas durante as  horas mais quentes e abra de noite para refrescar;
  •  use ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, se disponíveis; mas sem exagerar na regulagem do frio para não causar choque térmico

Proteja-se do calor

  •  Não saia durante os horários mais quentes;
  •  quando estiver ao livre, use protetor solar, chapéus e guarda-chuvas;
  •  evite permanecer em ambientes fechados e sem circulação de ar, onde o calor se acumula e pode ser mais intenso do que ao ar livre.

Mantenha-se fresco e hidratado

  •  Beba mais água, recuse bebidas alcoólicas acreditando que vai relaxar, o álcool acelera a desidratação;
  •  use tecidos respiráveis, roupas escuras e pesadas retêm calor e dificultam a ventilação;
  •  cuidado com banhos gelados, que provocam efeito rebote e fazem o corpo aumentar a produção de calor.

* Fonte: Unicef e Hospital Sírio-Libanês

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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