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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realizou na última sexta-feira (20/02), no auditório do Paço Municipal, um curso de capacitação sobre detecção precoce do câncer bucal, voltado aos profissionais da rede municipal.

A iniciativa teve como objetivo qualificar e aprimorar as habilidades clínicas e técnicas das equipes, com foco na identificação precoce da doença e na melhoria da assistência prestada à população.

A formação foi ministrada pelo professor e cirurgião-dentista Juliano Pacheco, coordenador de pesquisa do Hospital do Câncer de Ribeirão Preto e membro da Câmara Técnica em Laser do CROSP, e pela professora Milena Rodrigues Vasconcelos, mestre e doutora pelo Programa de Oncologia Clínica, Células Tronco e Terapia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).

De acordo com Milena Rodrigues Vasconcelos, a capacitação em diagnóstico precoce do câncer de boca é estratégica para a saúde pública. Segundo ela, a doença ainda é frequentemente diagnosticada em estágios avançados, o que reduz as chances de cura e aumenta a morbidade, os custos hospitalares e o impacto social.

“Quando capacitamos cirurgiões-dentistas e equipes da atenção básica para reconhecer lesões potencialmente malignas e sinais iniciais do carcinoma espinocelular, conseguimos identificar casos suspeitos mais cedo, reduzir a mortalidade, evitar tratamentos mutiladores e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, destacou.

O professor Juliano Pacheco ressaltou que o enfrentamento do câncer exige atuação preventiva e práticas baseadas em evidências científicas. Ele lembrou que, embora o Brasil esteja entre os países com maior número de faculdades de Odontologia, cerca de 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço ainda são diagnosticados tardiamente. “Esse cenário pode ser transformado com a qualificação permanente dos profissionais. Quando a doença é identificada na fase inicial, as taxas de cura podem chegar a 90%”, afirmou.

A diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), enfermeira Lindiamara Soares, ressaltou que a capacitação permitiu aos servidores esclarecer dúvidas e aprofundar conhecimentos sobre a identificação de lesões suspeitas em estágio inicial. Segundo ela, ações como essa fortalecem a rede de atenção básica, contribuem para a redução da mortalidade e evitam tratamentos mais agressivos, garantindo mais qualidade de vida aos pacientes.

IBATÉ/SP - Prefeitura de Ibaté, por meio do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Metropolitana (Cismetro), realizou a contratação de uma clínica especializada em exames de imagem na cidade de Rio Claro para a realização de exames de ressonância magnética.

A iniciativa tem como objetivo zerar a fila de espera, que ultrapassava um ano, garantindo mais agilidade no diagnóstico e no tratamento dos pacientes. Os exames já estão sendo realizados aos sábados, facilitando o atendimento e os pacientes contarão com transporte gratuito oferecido pelo município.

Para o prefeito Ronaldo Venturi, a ação representa um avanço importante na saúde pública. “Estamos trabalhando para zerar filas históricas e oferecer dignidade à população. Zerar a fila da ressonância é um compromisso com quem mais precisa e vamos continuar trabalhando para zerar a fila de todos os exames pendentes”, destacou.

Com a medida, a administração municipal reforça o compromisso de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do atendimento à população ibateense.

SÃO CARLOS/SP - Na última quinta-feira (19), a vereadora Cidinha do Oncológico, que tem atuado na defesa da ampliação do acesso à saúde pública no município, participou de uma reunião com o prefeito Netto Donato para apresentação de proposta de reativação de projeto voltado ao fortalecimento da política municipal de atendimento em saúde às populações em situação de vulnerabilidade social.

O encontro contou com a participação do Dr. Ubiratan Adler, docente do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos, que apresentou uma proposta de reativação do Projeto Integra Rua, atividade de extensão que ofertou atendimento multidisciplinar, inicialmente na Unidade Saúde Escola da UFSCar (USE) e depois na UBS Vila Isabel a pessoas em situação de rua, em colaboração com o Consultório na Rua e com outros equipamentos municipais, como o Centro POP e a Casa de Passagem. A ideia é uma nova versão da atividade, com o objetivo de oferecer um atendimento inicial multidisciplinar a toda a população em situação de rua de São Carlos, durante o mês de julho de 2026 na USE, após as devidas aprovações da UFSCar. Em nova colaboração com o Consultório na Rua, seria possível identificar as necessidades de saúde e as características sociodemográficas e psicossociais dessa população.    

Durante a reunião, foi destacada a importância da retomada e ampliação de iniciativas interinstitucionais, especialmente diante do aumento do número de pessoas em situação de rua no município. Cidinha destaca que, frequentemente, é abordada por moradores da cidade e comerciantes que pedem auxílio para lidar com demandas relacionadas a presença de pessoas em situação de rua em locais públicos.

Segundo estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de 2018, a vulnerabilidade social tem sido apontada como fator agravante para o desenvolvimento e a cronificação de diferentes doenças, o que exige respostas articuladas, humanizadas e integradas por parte do poder público.

O prefeito Neto Donato manifestou-se favorável à construção de mais uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura e a UFSCar, com o objetivo de fortalecer as ações já existentes em São Carlos e ampliar o cuidado integral a essa população. A proposta apresentada ao Prefeito, prevê a oferta de atendimento em saúde, ações de cuidado e levantamento de dados que permitam atuar de forma mais efetiva frente às demandas apresentadas por essa população. 

Para o Dr. Ubiratan, com a reativação do Projeto Integra Rua, será possível garantir um cuidado mais abrangente em saúde que leve à melhoria dos quadros crônicos que geralmente acometem essa população em situação de rua.” “Com isso, haverá uma redução da sobrecarga de atendimento nas próprias unidades de saúde do município. Para viabilizar o Integra-Rua, bem como as atividades da Medicina que já ocorrem na USE, será necessária a retomada dos exames subsidiários, suspensos por motivos alheios à UFSCar. 

Como etapa inicial do projeto, que busca fortalecer os vínculos interinstitucionais, será agendada em breve, nova reunião no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde para apresentação detalhada da proposta e avanço na criação de termo de cooperação técnica entre o Município e a UFSCar.

A iniciativa reforça a importância do apoio institucional e da articulação entre universidade e poder público como estratégias fundamentais para qualificar as ações já realizadas, ampliar o acesso aos serviços e assegurar o direito à saúde às populações mais vulneráveis de São Carlos.

Para o prefeito Netto Donato poder estabelecer novas parcerias evidencia a preocupação de seu governo em buscar soluções para problemas crônicos que afetam o dia a dia da cidade. “Existem questões crônicas em São Carlos, de muitos anos, que exigem a ação conjunta de várias secretarias, a parceria com o que é produzido nas universidades e o papel importante de apoio das entidades religiosas.” 

IBATÉ/SP - O município de Ibaté recebeu, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, uma excelente notícia para a área da saúde. O prefeito Ronaldo Venturi (PSD) recebeu a visita do deputado federal Saulo Pedroso (PSD), que oficializou a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 500 mil para fortalecer os serviços de saúde hospitalar no município.

A reunião contou ainda com a presença do chefe da Assessoria de Relações Institucionais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo, Rômulo Rippa, além dos secretários municipais Fábio Gomes (Governo), Major Luís Fumagale (Segurança Pública), Ivan Lins (Serviços Públicos), da secretária de Educação Rosângela Oliveira (Nova), do secretário adjunto de Finanças Jezer Campos e do vereador Val Construtor (PSD), o qual participou junto com o prefeito da articulação dessa conquista.

O secretário municipal de Saúde, Diângeles Chagas, não conseguiu estar presente devido a uma reunião previamente agendada na própria Secretaria de Saúde.
Durante o encontro, foram discutidos diversos assuntos voltados ao desenvolvimento e ao futuro de Ibaté. Ao final, o deputado federal entregou oficialmente os documentos assinados da emenda, garantindo o repasse de meio milhão de reais para investimentos na saúde.

O prefeito Ronaldo Venturi destacou a importância da conquista. “Essa é uma grande vitória para Ibaté. Esse recurso chega em boa hora e vai reforçar ainda mais a nossa rede de saúde, garantindo melhor atendimento e mais qualidade de vida para a nossa população. Seguimos trabalhando com seriedade, buscando parcerias e investimentos que tragam resultados concretos para a cidade”, afirmou.

Após a reunião, as autoridades visitaram a antiga pista de motocross, onde foi apresentado o local ao assessor Rômulo Rippa. Recentemente, o prefeito esteve em São Paulo para assinar o autorizo governamental (convênio) no valor de R$ 500 mil para a construção de um parque linear no espaço, ampliando as áreas de lazer e convivência para a população.

Com novos recursos assegurados para a saúde e avanços em projetos estruturantes, Ibaté segue trilhando um caminho de desenvolvimento e cuidado com as pessoas.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde realizou, na tarde desta quinta-feira (19/02), no auditório do Paço Municipal, uma capacitação voltada ao aprimoramento do sistema de gestão de estoque de insumos e medicamentos nas unidades da rede. A formação contou com a participação de 105 servidores e foi promovida em parceria com os departamentos de Assistência Farmacêutica e de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA).

O objetivo da iniciativa é qualificar os profissionais responsáveis pelos pedidos e pelo controle de materiais, fortalecendo a organização interna, ampliando a eficiência dos processos e reduzindo desperdícios na rede municipal de saúde.

De acordo com a diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial, enfermeira Lindiamara Soares, a proposta surgiu a partir da experiência prática na assistência.

“Como sou enfermeira na rede pública e, até recentemente, estava na assistência direta ao paciente, identifiquei a dificuldade de trabalhar com um sistema que não é intuitivo. Ao assumir o departamento, priorizei a organização dos processos e a qualificação dos profissionais. Por isso, solicitamos ao Departamento de Assistência Farmacêutica essa capacitação, para que os servidores pudessem esclarecer dúvidas e compreender melhor o funcionamento da ferramenta”, explicou.

Segundo Lindiamara, o controle adequado do estoque impacta diretamente na qualidade do atendimento prestado à população. “Quando o estoque, a logística e o quantitativo de insumos estão devidamente mapeados, conseguimos oferecer um cuidado mais eficiente. Evitamos perdas, garantimos a quantidade adequada para os atendimentos, reduzimos reclamações de pacientes e profissionais e diminuímos o desperdício”, afirmou.

O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica, José Vitor dos Santos Bassetto, destacou que o curso também teve caráter de reorientação quanto aos pedidos realizados pelas unidades. “A capacitação abordou as solicitações de medicamentos e materiais feitas ao almoxarifado para uso ambulatorial, além de itens entregues diretamente aos pacientes, como curativos. São pedidos realizados pelas Unidades de Saúde da Família (USFs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais unidades, que passam por triagem antes da liberação”, explicou.

Segundo ele, o aprimoramento do sistema permitirá maior controle e previsibilidade. “Nosso objetivo é garantir o controle de entrada e saída do almoxarifado, evitando tanto a falta de produtos e medicamentos nas unidades quanto o desperdício. Uma gestão eficiente de estoque reflete diretamente na qualidade do serviço prestado à população”, concluiu.

“Nosso objetivo é garantir uma gestão eficiente, transparente e comprometida com resultados. Cada ajuste que fazemos na organização interna reflete em mais agilidade, mais qualidade e mais respeito com quem depende do SUS no nosso município”, finalizou o secretário de Saúde, Leandro Pilha.

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos desenvolve o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência (PCD) e Reabilitação Profissional, voltado aos colaboradores contratados pela instituição que hoje atuam em diversos cargos no hospital. A iniciativa conta também com a participação ativa dos gestores diretos, fortalecendo o acompanhamento, a adaptação das funções e o desenvolvimento profissional de cada colaborador.

O Programa é conduzido por uma Comissão formada por profissionais das áreas de Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Núcleo de Capacitação de Pessoas e SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho), que atua diariamente para garantir que o acolhimento e a adaptação às atividades tenham resultados positivos, promovendo um ambiente inclusivo, seguro e preparado para o desenvolvimento de cada profissional.

No setor de Relacionamento Médico, a trajetória de Maria Eduarda de Aguiar demonstra como o programa se concretiza na prática, com planejamento, acolhimento e respeito às individualidades. Maria Eduarda é diagnosticada com Síndrome de Sotos, condição genética que pode impactar o desenvolvimento cognitivo e o processo de aprendizagem, exigindo estratégias específicas de adaptação no ambiente de trabalho.

Desde o início, o setor de Relacionamento Médico estruturou um ambiente preparado para sua integração. Lucas Salvador, que acompanha o trabalho no setor, explica que a prioridade foi garantir conforto e segurança na rotina. “Quando a Maria Eduarda começou aqui no setor, nossa prioridade número um foi criar um espaço de acolhimento, onde ela se sentisse bem e confiante. Sabendo da dificuldade dela com números, desenvolvemos um cronograma baseado em cores, com uma planilha que diferencia as tarefas visualmente. Isso facilitou muito o dia a dia e tem dado excelentes resultados.”

Além da organização visual das atividades, o processo de aprendizagem foi construído de forma gradual. Primeiro, Maria Eduarda compreendeu o funcionamento do setor, para depois assumir atividades com maior nível de complexidade, sempre com acompanhamento e diálogo.

Maria Eduarda destaca que o preparo do ambiente foi essencial para sua adaptação. “Eu me senti muito acolhida por saber que o ambiente de trabalho foi preparado para a minha chegada. Isso tornou mais fácil começar a trabalhar e me sentir confortável. Recebi um material explicando as regras e as tarefas, tudo separado por cores e números. Como tenho dificuldade com números, isso me ajudou muito. Me senti mais à vontade para me expressar e para desempenhar minhas atividades.”

Ela também compartilha sua experiência pessoal. “Cada pessoa com Síndrome de Sotos pode apresentar características diferentes. No meu caso, houve impacto no meu processo de aprendizagem. Demorei mais para aprender a ler e a escrever, mas com apoio e paciência é possível evoluir e conquistar espaço.”

O provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, reforça que o programa representa o compromisso institucional com a inclusão. “O Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência e Reabilitação Profissional demonstra que inclusão se faz com responsabilidade, acompanhamento e envolvimento das lideranças. Não se trata apenas de abrir vagas, mas de criar condições reais para que cada colaborador desenvolva seu potencial e se sinta parte da nossa missão.”

A Santa Casa possui diversas vagas abertas em diferentes áreas. Interessados podem encaminhar currículo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e participar dos processos seletivos. A instituição reforça que profissionais com deficiência são bem-vindos e incentivados a se candidatar.

MALTA - Um estudo científico alerta que o aumento global das temperaturas deve provocar, ao longo dos próximos anos, mais infecções pelo vírus Chikungunya, transmitido por mosquitos, e que provoca dores nas articulações. 

Essa infecção viral é comum em regiões de clima tropical, onde há milhões de casos de infecção por Chinkungunya todos os anos. Segundo o estudo, ela pode vir a se espalhar por mais 29 países, incluindo grande parte do continente europeu.

A situação na região sul da Europa é a mais alarmante. A pesquisa, publicado no Journal of Royal Society Interface e divulgada na quarta-feira (18) pelo jornal britânico Guardian, identifica Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal como os seis países sob maior risco de epidemias associadas ao Chikungunya. 

Transmitido por mosquitos Aedes, principalmente os das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus, que sobrevivem e se reproduzem em ambientes quentes, o vírus não tem, pelo menos por enquanto, o mesmo impacto nos países mais ao norte da Europa. 

No entanto, segundo o autor principal do estudo, Sandeep Tegar, citado pelo Guardian, “é apenas uma questão de tempo” até que essa realidade se altere e que a doença também se expanda para essas regiões.

Com base em uma análise sobre o impacto da temperatura no tempo de incubação do vírus no Aedes albopictus, os cientistas concluíram que a temperatura mínima que permite infecção fica na casa dos 2,5 graus Celsius (°C). 

O patamar é substancialmente menor do que o apontado por estudos anteriores. Já a temperatura máxima favorável à transmissão da doença varia entre os 13°C e os 14°C.

Até o momento, estimava-se que a transmissão da infecção só ocorreria em temperaturas mínimas de 16 °C a 18 °C. Os novos dados indicam que o risco de surtos de chikungunya poderá abranger mais regiões e se prolongar por períodos mais longos do que se previa.

A infecção pelo vírus Chikungunya provoca dores intensas e debilitantes nas articulações, que podem se prolongar por vários anos. A doença é potencialmente fatal em crianças e idosos.

O Chikungunya não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa, mas de acordo com um artigo publicado no portal do Hospital da Luz e redigido pelo médico Saraiva da Cunha, já foram documentados casos de “transmissão de mãe para filho na gravidez e no perinatal e na sequência de transfusões de sangue contaminado”.

O vírus, detetado pela primeira vez em 1952 no Planalto Makonde, na Tanzânia, atingiu em grande escala a França e a Itália, no ano passado. Ambos os países registraram centenas de casos de infecção, após vários anos com poucas ocorrências em toda a Europa.

Aquecimento global

Os invernos frios da Europa costumavam ser uma barreira à atividade dos mosquitos Aedes, mas devido ao aquecimento global, a realidade agora é outra e estes atuam durante todo o ano no Sul da Europa. Os cientistas prevêm que, nos próximos anos, a situação tende a piorar e que os surtos de infecções sejam cada vez mais intensos.

Em declarações ao jornal Guardian, os autores do estudo mostraram-se alarmados com os resultados da análise. Sandeep Tegar, do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia (UKCEH) aponta para o ritmo galopante de aumento nas temperaturas na Europa que, segundo afirmou, “é aproximadamente o dobro” da média global. Considerando que “o limite inferior de temperatura para a propagação do vírus é muito importante”, as novas estimativas são chocantes.

De acordo com a Dra. Diana Rojas Alvarez, que lidera a equipe da Organização Mundial da Saúde sobre vírus transmitidos por picadas de insetos e carrapatos, a doença transmitida pelo Chikungunya pode ser devastadora, com até 40% das pessoas afetadas a sofrerem de artrite ou dores agudas, mesmo cinco anos após a contaminação.

Apesar do clima ter um enorme impacto na propagação destes casos, a Dra. Alvarez disse ao Guardian que é também responsabilidade da Europa “controlar estes mosquitos para que não se espalhem ainda mais”.

A dirigente da OMS alerta para a necessidade de educar a comunidade europeia sobre a eliminação de água parada – onde os mosquitos se reproduzem – e para a importância de usar roupas compridas e de cores claras para a prevenção de picadas, bem como o uso de repelente.

Além disso, ela faz um apelo às autoridades de saúde para que criem sistemas de vigilância para a doença.

Paralelamente, o principal autor do estudo, Sandeep Tegar afirma que a pesquisa conduzida por sua equipe fornece ferramentas necessárias para que as autoridades locais saibam quando e onde agir.

 

 

por Agência Brasil

BRASÍLIA/DF - Agora todos os receituários para prescrição de medicamentos controlados podem ser impressos em gráficas pelos próprios profissionais prescritores e pelas instituições de saúde. A norma foi aprovada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado.

Até então, alguns desses receituários — como os de cor amarela — eram impressos exclusivamente pela autoridade sanitária local. Com a publicação da resolução, a impressão de todos os modelos pode ser feita pelos próprios prescritores e pelas instituições.

Em nota, a Anvisa informou que a medida integra um conjunto de ações de desburocratização e simplificação do acesso da população brasileira a medicamentos e reforçou que a norma não elimina a exigência de impressão nem a obrigatoriedade de numeração fornecida pela autoridade sanitária local.

“Assim, prescritores e instituições devem continuar solicitando previamente essa numeração junto à autoridade sanitária competente e, a partir de 13 de fevereiro, poderão providenciar a impressão dos receituários em gráfica”, destacou a agência no comunicado.

A Anvisa ressaltou ainda que a resolução não altera outras regras estabelecidas por autoridades sanitárias locais. Em caso de dúvidas sobre exigências complementares relacionadas ao procedimento de impressão, a orientação é consultar a autoridade sanitária da respectiva localidade.

De acordo com a agência, os modelos de receituários anteriormente publicados nos anexos da Portaria nº 344/1998 deixam de ser válidos para novas impressões a partir desta sexta-feira. Os novos modelos a serem utilizados podem ser consultados na página do Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR).

Receituários impressos até 12 de fevereiro de 2026 continuam válidos por tempo indeterminado.

A norma prevê ainda que, até junho, a Anvisa disponibilize uma ferramenta no SNCR que permite a emissão eletrônica de todos os receituários de medicamentos controlados.

“Até a disponibilização dessa funcionalidade, não há mudanças quanto à emissão eletrônica”.

“Para a emissão de notificações de receita em formato eletrônico, será necessário aguardar a implementação da ferramenta”, informou a agência.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - O cenário das arboviroses em São Carlos em 2026 aponta maior incidência de dengue em comparação às demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Conforme dados atualizados da Vigilância Epidemiológica, 98 casos da doença foram confirmados até agora.

Além das confirmações, 16 notificações seguem em análise laboratorial. Por outro lado, 410 casos suspeitos já foram descartados. Não há registro de mortes relacionadas à dengue neste ano no município.

Enquanto isso, as demais arboviroses apresentam números reduzidos. Foram registradas 26 notificações de chikungunya, mas todas foram descartadas após investigação. O mesmo ocorre com a zika, que contabilizou 20 notificações, igualmente descartadas. Para febre amarela, não houve registros de suspeitas ou confirmações em 2026.

A Vigilância Epidemiológica destaca que, apesar do número relativamente controlado de casos confirmados, o período exige atenção redobrada da população, especialmente durante os meses mais quentes e chuvosos, quando há maior proliferação do mosquito transmissor. A prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar novos casos.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde realizou na tarde desta sexta-feira (13/02), uma ação de combate à Dengue na Rodoviária de São Carlos. A iniciativa foi coordenada pelo Departamento de Vigilância em Saúde, por meio da Equipe de Combate à Endemias e teve como foco a orientação da população sobre medidas preventivas contra a doença.

Durante a atividade, agentes distribuíram panfletos e abordaram transeuntes com informações sobre a importância de eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela.

De acordo com a líder da Vigilância Epidemiológica, Leidiane Lara Amorim Prataviera, o período de chuvas intensas no início do ano acendeu o alerta para o aumento de casos no município. “Estamos com aumento de casos de dengue na cidade. O intuito dessa ação é orientar os munícipes e buscar eliminar a proliferação do mosquito”, destacou.

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A Vigilância Epidemiológica reforça que os principais sintomas da dengue incluem febre alta entre 39°C e 40°C, dor de cabeça, dores musculares e articulares, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, coceira leve e náuseas. A orientação é que, ao apresentar esses sinais, o paciente procure atendimento em uma unidade de saúde.

Segundo o Boletim de Arboviroses divulgado em 10 de fevereiro de 2026, o município já contabiliza 72 casos confirmados de dengue neste ano. Outros nove casos aguardam resultado de exame e 45 foram descartados. Até o momento, não há registro de óbitos. Também não houve notificações de Chikungunya, Zika ou Febre Amarela.

A Prefeitura orienta que denúncias ou alertas sobre possíveis criadouros do mosquito podem ser feitos ao Controle de Zoonoses e Endemias pelo telefone (16) 3307-7405.

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