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EUA - Detalhes de um estudo sobre uma  vacina contra o câncer baseada em RNA mensageiro (mRNA), desenvolvida pela Moderna em parceria com a Merck, foram divulgados antecipadamente nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a eficácia do tratamento. Os resultados, embora considerados amplamente positivos por analistas, ficaram abaixo das expectativas iniciais.

Em agosto, a Moderna anunciou que a vacina havia impedido a recorrência ou a disseminação do melanoma. O resultado foi considerado extraordinário, embora especialistas tenham alertado que seria fundamental conhecer os detalhes do estudo, cuja divulgação estava prevista para sábado, durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO).

O site especializado em câncer OncologyCentral aparentemente publicou parte desses resultados na quinta-feira, segundo capturas de tela compartilhadas na rede social X.

A sociedade médica afirmou que houve uma violação do acordo que proibia a divulgação antecipada dos dados.

Moderna, Merck e ESMO acabaram divulgando os resultados na quinta-feira.

"Reconhecemos plenamente a gravidade da situação e suas possíveis consequências", afirmou uma porta-voz da entidade médica, acrescentando que a organização está investigando o episódio e que "medidas apropriadas estão sendo tomadas".

A vacina reduziu em 38% o risco de disseminação do câncer em pacientes com melanoma de alto risco, em comparação com um tratamento padrão de imunoterapia. Em nota divulgada antes da publicação dos dados completos, o analista Tyler Van Buren, do TD Cowen, afirmou que o resultado, embora favorável, ficou abaixo das expectativas.

Van Buren acrescentou que a deterioração dos resultados entre os estudos de fases intermediária e avançada poderia indicar uma menor probabilidade de sucesso da vacina em casos nos quais o câncer já se espalhou pelo organismo ou em tumores "mais difíceis" de tratar. A Moderna e sua parceira Merck estão estudando a vacina para diversos tipos de câncer.

A vacina também reduziu em 42% o risco de recorrência do melanoma ou de morte no estudo, resultado que Van Buren e outros analistas classificaram como convincente. Representantes do OncologyCentral não responderam aos pedidos de comentários. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

 

 

Estadao Conteudo

Levantamento registra 452 confirmações neste ano, contra 20.096 em 2025; nenhuma morte foi contabilizada.

 

SÃO CARLOS/SP - O balanço epidemiológico de 2026 aponta uma redução expressiva nos casos confirmados de dengue. Até o momento, foram registrados 452 casos positivos, contra 20.096 durante todo o ano de 2025, uma queda de aproximadamente 98%.

De acordo com os dados divulgados, não houve registro de mortes por dengue em 2026. O total de notificações, que inclui casos confirmados, suspeitos aguardando resultados e descartados, também apresentou redução: foram 3.970 neste ano, ante 28.517 em 2025, uma diminuição de 86%.

Em relação a outras doenças transmitidas por mosquitos, não houve confirmações de chikungunya, zika ou febre amarela. Até o momento, foram descartados 244 casos de chikungunya, 228 de zika e três de febre amarela.

Apesar da queda nos indicadores, a prevenção continua sendo importante. A eliminação de recipientes que acumulam água parada e a manutenção de quintais e terrenos limpos ajudam a reduzir os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde atende, em média, de 500 a 800 crianças por semana com ações de promoção e prevenção da saúde bucal nas escolas municipais e estaduais. O trabalho é desenvolvido por meio do Programa Saúde na Escola, uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde e de Educação, e ganha destaque em alusão ao Dia do Cirurgião-Dentista, celebrado em 25 de outubro.

As atividades incluem orientações sobre higiene bucal, ensino da técnica correta de escovação, aplicação tópica de flúor, palestras educativas, informações sobre alimentação saudável e cuidados com os dentes. As ações também contemplam atividades lúdicas, com fantoches e teatros, para estimular o aprendizado e incentivar a adoção de hábitos saudáveis desde a infância.

O programa atende crianças de zero a cinco anos dos Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs), estudantes das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) e alunos de escolas estaduais cadastradas na iniciativa. As equipes são organizadas por regiões e desenvolvem o trabalho ao longo de todo o ano letivo.

Além da prevenção, os profissionais realizam levantamentos epidemiológicos para identificar problemas como cáries e perdas dentárias. Quando constatada a necessidade de tratamento odontológico, a família recebe uma orientação por escrito para procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência, garantindo o encaminhamento para a continuidade do atendimento.

De acordo com a supervisora do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), Lilian Almeida Pinheiro, o programa integra diferentes setores da Secretaria Municipal de Saúde, incluindo a Atenção Especializada e o Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial. A proposta é fortalecer as ações preventivas e ampliar o cuidado com a saúde bucal desde os primeiros anos de vida.

A cirurgiã-dentista e matriciadora do projeto, Martinha Marchi, destaca que a escola é um ambiente favorável para a formação de hábitos saudáveis. Por meio de atividades educativas e brincadeiras, as crianças aprendem a escovar os dentes corretamente e recebem orientações que podem ser compartilhadas com as famílias e incorporadas à rotina.

“A saúde bucal é parte fundamental da saúde integral e precisa ser cuidada desde a infância. Nosso trabalho nas escolas vai além de ensinar a escovar os dentes: queremos formar hábitos saudáveis, prevenir doenças e identificar precocemente as crianças que precisam de tratamento. Com a atuação integrada das equipes de Saúde e Educação, levamos informação e cuidado a centenas de crianças todas as semanas, reforçando nosso compromisso com a prevenção e com a qualidade de vida da população”, ressalta Leandro Pilha, cirurgião-dentista e secretário municipal de Saúde.

Atualmente, o serviço prioriza a educação em saúde, a prevenção e a identificação precoce de necessidades odontológicas nas escolas, com encaminhamento dos estudantes para as UBSs quando necessário. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e contribuir para a redução de problemas bucais na infância.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos realizou, no último sábado (24/10), um mutirão de ultrassom transvaginal na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Santa Felícia. Das 60 mulheres agendadas, 51 compareceram para realizar o exame.

A ação integra a estratégia de Oferta de Cuidado Integrado (OCI), que reúne exames e avaliação médica em um único dia, com o objetivo de agilizar o diagnóstico, reduzir o tempo de espera e facilitar a definição do tratamento. Após o ultrassom, as pacientes passam por avaliação ginecológica, permitindo a continuidade do atendimento sem a necessidade de vários retornos à unidade.

Segundo a supervisora da UBS do Santa Felícia, Kátia Stoko, o modelo torna o atendimento mais ágil e completo. A paciente realiza os exames solicitados e retorna ao ginecologista no mesmo dia para avaliação dos resultados e definição da conduta médica.

A diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), Lindiamara Soares, destaca que a iniciativa busca ampliar a resolutividade da assistência e facilitar o acesso das mulheres aos serviços de saúde, concentrando diferentes etapas do atendimento em um único dia.

Este foi o segundo mutirão realizado nesse formato no município. Em setembro, a UBS São José recebeu a primeira ação, também com 60 vagas. Na ocasião, 44 mulheres compareceram para realizar o exame.

“Estamos trabalhando para ampliar o acesso das mulheres aos exames e às consultas especializadas, com mais agilidade e qualidade no atendimento. A Oferta de Cuidado Integrado permite reunir diferentes etapas da assistência em um único dia, facilitando o diagnóstico e a definição do tratamento. Nosso objetivo é reduzir o tempo de espera, dar continuidade ao cuidado e garantir que as pacientes recebam a atenção necessária. Esse trabalho é resultado do empenho das nossas equipes, que buscam diariamente oferecer um atendimento cada vez mais resolutivo à população”, disse o secretário de Saúde, Leandro Pilha.

A iniciativa contou com a participação das equipes de enfermagem e gestão da Secretaria Municipal de Saúde, incluindo profissionais responsáveis pela Saúde da Mulher, pela supervisão da unidade e pelos núcleos de atendimento, além da diretoria do DGCA.

PORTO ALEGRE/RS - Desde a década de 1980, o Brasil registra surtos comprovados de dengue, mas só em 2007 o Rio Grande do Sul teve um caso que não tenha sido importado de outra parte do país. A explicação é simples: como o mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, vive melhor em regiões quentes e úmidas, o clima funcionava como uma barreira de proteção.

Essa defesa natural ficou no passado. Em 2024, ano em que o Brasil registrou um número recorde de casos da doença, o Rio Grande do Sul teve quase 210 mil infecções confirmadas e 281 mortes.

Na Bahia, estado acostumado a temperaturas mais elevadas e com 3 milhões de habitantes a mais, os casos confirmados foram cerca de 163 mil, com 188 óbitos. 

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que isso não ocorre apenas no Rio Grande do Sul. De 2006 a 2024, o número de microrregiões brasileiras com níveis epidêmicos de dengue mais do que dobrou, de 110 para 292, extensão que representa metade do país (54%).

As outras microrregiões (46%) apresentaram incidência de média a baixa, com risco esporádico ou incerto.

A principal explicação para essa mudança está no clima. A pesquisa identificou que a maior frequência de anomalias térmicas é o indicador climático que explica melhor o aumento das taxas de incidência de dengue no longo prazo. O conceito se refere ao registro de temperaturas muito diferentes das habituais em um local por determinado período de tempo.

"O que se observa é que o processo de expansão da área de transmissão da dengue parece ser irreversível. Uma vez introduzidos, o vírus e o vetor, é improvável que se retorne a um cenário de transmissão zero", alertam os autores. 

De acordo com o infectologista Celso Granato, membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, o espalhamento da dengue é uma das maiores provas de como as mudanças climáticas podem incidir sobre as doenças infecciosas. 

A doença tropical tem chegado não somente a regiões mais frias do Brasil, como a países do Hemisfério Norte. Neste momento, a região continental dos Estados Unidos vive o maior surto de dengue da sua história. Casos autóctones também foram registrados neste ano na França e na Itália. 

Granato explica que todas as etapas da vida do mosquito transmissor da dengue são afetadas pelo clima.

"Eles colocam ovos com uma casca muito resistente, que podem permanecer por anos na natureza e se romper quando tem umidade e temperatura alta. E esses mosquitos já podem nascer infectados, porque há a transmissão da fêmea para os ovos".

A temperatura também altera o comportamento dos mosquitos já adultos. 

"Quando está muito calor, eles têm que bater a asinha mais rapidamente para conseguir voar. Então, eles gastam mais energia e precisam picar mais para se alimentar e acabam transmitindo mais a doença também".

Febre do Oropouche

Mas a dengue não é a única doença afetada pelas mudanças climáticas. A febre do Oropouche, que circulava quase exclusivamente na Região Amazônica até 2023, causou mais de 12 mil infecções no ano passado, em 23 estados e no Distrito Federal. 

A relação com o clima ainda está sendo investigada, mas especialistas acreditam que mudanças nos padrões de temperatura e chuvas, em conjunto com a degradação ambiental, tenham contribuído para a expansão da doença. 

Granato chama atenção ainda para surtos que podem ocorrer após eventos extremos, como secas e enchentes, que têm se tornado mais frequentes com as mudanças climáticas. O alerta aumenta com a previsão de que o Brasil seja afetado pelo fenômeno El Niño, que favorece esses eventos.

"No Rio Grande do Sul, após o desastre das chuvas, aumentou muitas vezes a frequência de leptospirose", exemplifica.

A doença é causada por uma bactéria transmitida principalmente pela urina de ratos, que é espalhada durante enchentes. 

"A água da enxurrada também se mistura com o esgoto e pode contaminar a que as pessoas vão beber ou lavar seus alimentos. Há um grande risco de se contaminar com bactérias que causam problemas gastrointestinais e com vírus, como o da hepatite A", complementa o infectologista.

Já as secas representam um perigo diferente e pouco conhecido: "Quando a gente tem incêndio, os animais que dependem da floresta migram para as casas das pessoas que moram perto, principalmente pequenos mamíferos, que têm uma série de doenças que podem passar para o ser humano".

O exemplo mais preocupante é o hantavírus. A cepa que circula no Brasil causa uma síndrome cardiopulmonar bastante grave. Desde 2016, 530 infecções foram confirmadas no país, com 212 mortes, uma taxa de letalidade de 40%. 

"A gente tem vários exemplos anteriores, na Bolívia e no Paraguai, por exemplo. Quando ocorrem queimadas, os roedores infectados entram na casa das pessoas e causam essa doença", alerta Granado. 

Fungos

Outra ameaça pouco conhecida é a das doenças fúngicas. Na última edição do Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, a professora da Universidade Federal do Espírito Santo Sarah Gonçalves Tavares alertou que as mudanças climáticas estão levando os fungos a se adaptarem e, com isso, alguns passam ser nocivos aos humanos. 

"A gente tem uma temperatura corporal média de 37 graus Celsius, e 95% dos fungos que estão no ambiente não conseguem crescer nessa temperatura. Mas a temperatura do meio-ambiente tem aumentado, e os fungos estão se adaptando a isso. Então, essa barreira que a gente tem acaba sendo rompida".

A professora explica que a mudança de temperatura é uma das "engrenagens" desse processo, assim como o aumento de raios ultravioleta e outras alterações ecológicas, que se somam e propiciam a emergência de determinados fungos como patológicos. 

"A gente tem micro-organismos que estavam no meio-ambiente e não eram causadores de doenças em seres humanos, mas eles foram se adaptando a vários tipos de estresse ao longo do tempo e começaram a surgir, principalmente, em pacientes em tratamento intensivo".

O maior exemplo é a Candida auris, identificada pela primeira vez na década de 1990 em áreas alagadas de países asiáticos, depois em regiões rurais e, por fim, em cidades. Ele apresenta duas características muito perigosas: consegue sobreviver em altas temperaturas e resistir por muito tempo no meio ambiente. 

"Uma pessoa sadia dificilmente vai desenvolver uma infecção por esse tipo de fungo, mas os pacientes imunodeprimidos são vulneráveis", complementa Sarah. Por isso, os surtos de Candida auris têm acontecido em unidades hospitalares, com letalidade entre 40 e 60%". 

 

O primeiro registro de infecção pelo fungo no Brasil foi em 2020, na Bahia. De lá para cá, foram 24 ocorrências em 15 estados, todas em unidades de saúde. Dos 146 pacientes colonizados, 56 morreram. Quando o fungo chegou a corrente sanguínea, provocando infecção generalizada, a letalidade chegou a 82%. 

Um exemplo mais recente é o Trichophyton indotineae, uma espécie de fungo que causa problemas de pele, identificada pela primeira vez em 2022.

"Ele já emergiu com resistência a antifúngicos, porque provavelmente estava exposto a isso no meio ambiente, e o remédio acaba selecionando cepas isoladas que são resistentes", conta a professora da Ufes.

Fungos resistentes não respondem aos tratamentos tradicionais, logo, são muito mais difíceis de serem combatidos. As mudanças climáticas também interferem indiretamente nesse processo: eventos extremos aumentam a vulnerabilidade das plantações, o que leva os agricultores a aplicarem mais fungicidas, acelerando a seleção de cepas resistentes. 

Alterações ambientais causadas pelo clima também podem contribuir para a dispersão de fungos que normalmente existem em áreas delimitadas. Um exemplo é o Aspergillus, que se desenvolve melhor em regiões quentes e úmidas, e tem avançado para outros lugares, após mudanças nos padrões de temperatura e umidade, inclusive no Brasil.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC), em parceria com o Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), levou informação e orientação sobre saúde articular para a comunidade com a realização da palestra "Dores no Joelho: Prevenção e Cuidados". O evento foi realizado nos dois campi da instituição, no Campus 1, na Vila Nery, e no Campus 2, na Vila Prado, garantindo acesso a alunos, colaboradores e moradores de diferentes regiões da cidade.

Com destaque na promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida, os encontros reuniram especialistas e acadêmicos da área de fisioterapia, que detalharam os principais fatores responsáveis por dores e desconfortos nos joelhos, entre eles desgaste natural, sobrecarga, postura inadequada, falta de fortalecimento muscular e hábitos que comprometem a saúde das articulações ao longo do tempo.

Os participantes puderam conferir estratégias práticas de prevenção, exercícios de fortalecimento e mobilidade, além de orientações sobre alimentação, peso corporal e atividades que ajudam a preservar a independência funcional e a disposição no dia a dia. O momento também foi dedicado a responder dúvidas individuais, com atenção personalizada de profissionais e estudantes da área.

Durante a ação, foi apresentado o trabalho desenvolvido pela UFSCar no atendimento e na pesquisa clínica voltada a pessoas com dores no joelho e diagnóstico de artrose, também conhecida como osteoartrite. Por meio do Departamento de Fisioterapia, a universidade oferece acompanhamento gratuito, com métodos modernos e baseados em evidências científicas, integrando ensino, pesquisa e extensão em benefício da população de São Carlos e região.

“A iniciativa estabelece a força da parceria entre FESC e UFSCar, unindo duas instituições de referência no município para levar conhecimento científico até a comunidade. O objetivo é não apenas orientar sobre como evitar problemas, mas também mostrar que existem caminhos de cuidado e tratamento acessíveis, que podem transformar a rotina e a saúde das pessoas”, disse o presidente da FESC, Eduardo Cotrim.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, realizou, nos dias 21, 22 e 23 de outubro, a oficina temática “Manejo de caso de sífilis: o que preciso saber?”. A atividade aconteceu no Auditório do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Departamento de Enfermagem da universidade e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A capacitação foi planejada para atender cerca de 150 profissionais de saúde do município.

A oficina reuniu profissionais das redes pública e privada, incluindo médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas e técnicos de enfermagem, além de trabalhadores de maternidades, hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A programação incluiu discussões de casos clínicos em grupos e orientações baseadas na atualização dos protocolos de atendimento à sífilis, que serão disponibilizados à rede de saúde.

A supervisora do Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC), Cintia Ruggiero, destacou a importância da atualização dos profissionais e do diagnóstico precoce.

“Nesta oficina, discutimos casos em grupos, com profissionais das redes pública e privada, utilizando como referência o protocolo de sífilis atualizado, que será disponibilizado para a rede. Para o diagnóstico, é importante identificar a infecção precocemente. O município disponibiliza testes rápidos em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e no CAIC”, explicou.

A professora do Departamento de Enfermagem da UFSCar e coordenadora do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS), Mellina Yamamura Calori, ressaltou que a capacitação faz parte do trabalho de atualização dos protocolos relacionados à sífilis e a outros agravos. A atividade também foi realizada no contexto do Outubro Verde, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da doença.

Segundo Mellina, a participação de profissionais de diferentes serviços é fundamental para garantir a continuidade do atendimento. “Temos profissionais de várias categorias, como médicos, cirurgiões-dentistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além das equipes do serviço de referência. Um diferencial desta capacitação é a participação dos profissionais das UPAs, que também precisam estar atualizados. Muitas vezes, quando chega o fim de semana, uma pessoa em tratamento procura o pronto atendimento para receber a medicação. Por isso, é fundamental fortalecer o vínculo entre as UPAs, a Vigilância Epidemiológica, a Atenção Primária à Saúde e a universidade”, destacou.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforçou o alerta para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da sífilis. “A orientação é que a população procure uma unidade de saúde para realizar o teste, especialmente após uma possível exposição à infecção ou diante de sinais e sintomas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a transmissão e prevenir complicações, inclusive durante a gestação”.

São Carlos registrou 417 casos de sífilis adquirida em 2025, aumento de 21,9% em relação a 2024. Em 2026, até 6 de outubro, foram contabilizados 282 registros. Entre as gestantes, foram registrados 111 casos em 2025, uma redução de aproximadamente 9% em relação aos 122 casos de 2024. Já a sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, chegou a 22 casos em 2026, superando o total de 21 registros de todo o ano de 2025.

A Secretaria ressalta que os dados de 2026 são parciais e, por isso, não devem ser comparados diretamente com os números de anos completos.

Estudo com participação de pesquisadores do IFSC/USP desenvolve sensor capaz de identificar, em cerca de 30 minutos, proteínas associadas à bactéria causadora da doença

 

SÃO CARLOS/SP - A busca por métodos mais rápidos, simples e acessíveis para o diagnóstico da tuberculose ganhou uma nova possibilidade com um trabalho desenvolvido por pesquisadores ligados ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP). O estudo apresenta um sensor baseado em nanopartículas capaz de reconhecer proteínas características da bactéria responsável pela doença, produzindo uma resposta em aproximadamente 30 minutos.

O trabalho, publicado na revista científica “Talant”, é assinado por Nayla Naomi Kusimoto Takeuti, Thales Rafael Machado, Isabella Sampaio e Prof. Valtencir Zucolotto, e foi desenvolvido no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano) do citado Instituto.

A importância da pesquisa fica mais evidente diante de um dos principais obstáculos enfrentados no combate à tuberculose: o tempo necessário para confirmar a doença. A tuberculose é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, que atinge principalmente os pulmões. Segundo o artigo, mais de 10 milhões de pessoas adoecem anualmente e mais de um milhão morrem em decorrência da enfermidade.

Embora existam diferentes formas de investigação da doença, o cultivo de amostras de secreção pulmonar continua sendo uma importante referência para o diagnóstico. O problema é que o resultado pode demorar várias semanas e o procedimento depende de infraestrutura especializada. É justamente nesse intervalo de tempo que novas tecnologias podem fazer a diferença, principalmente quando se pensa em testes de triagem rápidos e de menor complexidade.

Um material conhecido com uma nova função

A proposta dos pesquisadores parte de um material chamado hidroxiapatita, um composto de cálcio e fósforo bastante conhecido na área biomédica e empregado, por exemplo, em aplicações relacionadas à reparação e regeneração de tecidos duros. Neste estudo, porém, partículas extremamente pequenas desse material ganharam outra função: passaram a atuar como a base de um sensor para reconhecer sinais associados à tuberculose.

A ideia pode ser explicada de maneira relativamente simples. Os pesquisadores produziram nanopartículas de hidroxiapatita modificadas para que fossem capazes de emitir luz quando estimuladas. Em seguida, prepararam a superfície dessas partículas para receber anticorpos capazes de reconhecer duas proteínas — CFP10 e ESAT6 — produzidas pela bactéria da tuberculose.

Essas proteínas funcionam como uma espécie de “assinatura” da presença do microrganismo. Quando o conjunto CFP10/ESAT6 encontra os anticorpos presentes nas nanopartículas, ocorre uma alteração na luz emitida pelo material. Essa mudança pode ser medida e utilizada como sinal da presença do alvo procurado.

Em outras palavras, em vez de esperar o crescimento da bactéria durante vários dias ou semanas, a estratégia procura reconhecer diretamente uma marca deixada pelo agente causador da doença.

Um aspecto interessante está no próprio comportamento das nanopartículas. Os pesquisadores conseguiram fazer com que o material produzisse o sinal luminoso necessário sem depender da incorporação de outros componentes usados tradicionalmente para gerar fluorescência. Isso simplifica a estrutura do sensor e poderá contribuir, no futuro, para o desenvolvimento de sistemas menos complexos.

Resultado em 30 minutos

Nos experimentos realizados em laboratório, o sensor conseguiu distinguir amostras contendo as proteínas procuradas das utilizadas como controle. Os pesquisadores compararam tempos de reação de 30 minutos e uma hora e observaram que o período de meia hora proporcionou boa diferenciação entre as amostras e resultados mais consistentes.

O sistema apresentou uma faixa de funcionamento entre 300 e 500 nanogramas por mililitro e conseguiu detectar concentrações a partir de aproximadamente 132 nanogramas por mililitro, com resposta em 30 minutos.

É justamente a rapidez que chama a atenção. O próprio estudo compara a tecnologia com outros sensores já descritos na literatura. Alguns conseguem identificar quantidades menores das proteínas, mas podem exigir duas horas, nove horas ou até procedimentos preparatórios. O dispositivo desenvolvido pelos pesquisadores apresenta, neste estágio, menor capacidade de detectar concentrações muito pequenas, mas compensa parcialmente essa limitação pela rapidez e simplicidade do processo.

Isso significa que o trabalho não apresenta ainda um substituto pronto para os exames atualmente empregados nos serviços de saúde. Trata-se de uma prova de conceito, ou seja, uma demonstração de que o princípio funciona e merece ser aperfeiçoado.

Simplicidade pode ser uma vantagem

Outra característica importante é a composição do material. A hidroxiapatita é formada por elementos abundantes e compatíveis com sistemas biológicos. Além disso, a preparação das nanopartículas pode ser realizada em meio aquoso e não necessita de estruturas sofisticadas para produzir o sinal luminoso utilizado na detecção.

Segundo os autores, essas características tornam a plataforma interessante para futuras estratégias de diagnóstico rápido e de menor custo, especialmente em situações nas quais o tempo necessário para obter uma resposta pode interferir diretamente nas decisões clínicas. A mesma tecnologia poderá, inclusive, ser adaptada futuramente para reconhecer outras moléculas de interesse.

O estudo também avaliou a estabilidade do material. Depois de sete dias armazenado sob refrigeração, o sinal apresentou redução de apenas 5%. No 14º dia, a queda chegou a aproximadamente 11%, indicando que ainda será necessário aperfeiçoar as condições de armazenamento antes de pensar em uma aplicação prática em larga escala.

Da bancada para uma possível aplicação clínica

Como ocorre frequentemente em pesquisas dessa natureza, há uma distância considerável entre um resultado obtido em laboratório e a transformação da tecnologia em um exame disponível em hospitais, clínicas ou unidades básicas de saúde.

Os próprios pesquisadores destacam essa limitação. Até o momento, a capacidade de o sensor reconhecer especificamente o alvo desejado foi comparada com apenas uma proteína utilizada como controle negativo. Será necessário ampliar os testes com outras proteínas, substâncias presentes em amostras biológicas e, posteriormente, materiais mais próximos daqueles encontrados em situações clínicas reais.

Também serão necessários estudos sobre estabilidade, armazenamento, transporte e desempenho em condições práticas antes de qualquer perspectiva de aprovação e comercialização da tecnologia.

Ainda assim, os resultados mostram um caminho promissor. Ao transformar minúsculas partículas de um material já conhecido pela Medicina em elementos capazes de “avisar” quando encontram uma determinada proteína, os pesquisadores demonstram como a nanotecnologia pode aproximar áreas aparentemente distantes — Física, Química, Biologia e Medicina — em torno de um problema concreto de saúde pública.

Mais do que apresentar um novo sensor, o trabalho realizado aponta para uma possibilidade particularmente relevante: desenvolver ferramentas capazes de reconhecer sinais de uma doença de maneira mais rápida, simples e potencialmente acessível.

No caso da tuberculose, uma enfermidade que continua atingindo milhões de pessoas em todo o mundo, reduzir o tempo entre a suspeita e a identificação da doença poderá representar, no futuro, muito mais do que um avanço tecnológico. Poderá significar antecipar decisões médicas, acelerar o encaminhamento dos pacientes e contribuir para interromper a cadeia de transmissão.

Confira, no link, o estudo original publicado na revista científica internacional “Talanta” - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/10/3324218.pdf

EUA - Uma mãe que teve o filho de apenas 18 meses declarado morto após um afogamento revelou detalhes do momento em que descobriu que a criança ainda estava viva, cerca de cinco horas depois de ter sido levada ao necrotério de um hospital no Arizona, nos Estados Unidos.

O caso aconteceu em 8 de fevereiro deste ano, mas voltou a ganhar repercussão após Alexus Fiordilino conceder uma entrevista à emissora KNXV, afiliada da ABC News, na quarta-feira (21).

O pequeno Vincent foi encontrado inconsciente na piscina da casa da família e levado ao Centro Médico Mercy Gilbert, na cidade de Gilbert.

Segundo a mãe, durante a despedida, ela chegou a acreditar que o filho ainda estava respirando. No entanto, o médico responsável pelo atendimento, Aryan Toosi, teria explicado que os movimentos eram apenas os últimos suspiros da criança e que novas tentativas de reanimação poderiam prolongar seu sofrimento.

"Como mãe, você não quer ouvir isso. Eu não queria que ele sofresse. Parecia que tinham feito tudo o que podiam", contou Alexus.

O médico declarou a morte de Vincent às 18h20, no horário local, naquele domingo, dia da realização do Super Bowl.

Bebê foi encontrado vivo horas depois no necrotério

Cerca de cinco horas após a declaração de óbito, enquanto Alexus e o marido, Angelo, prestavam depoimento às autoridades, um detetive comunicou uma descoberta inesperada.

Um funcionário do Instituto Médico Legal do Condado de Maricopa, que havia ido ao hospital buscar o corpo da criança, percebeu que Vincent ainda apresentava sinais de vida.

"Meu marido e eu gritamos de alívio. Louvamos ao Senhor. Choramos. Passar de ouvir que ele tinha morrido para descobrir que não tinha é uma sensação inexplicável", relatou a mãe.

Apesar do alívio, Alexus questiona o fato de o menino ter permanecido durante horas sem receber atendimento médico.

"Ele ficou sozinho durante cinco horas e meia. Como alguém pode fazer isso com um bebê?", desabafou.

Criança sofreu lesão cerebral grave

Vincent sobreviveu, mas sofreu uma lesão cerebral grave e permanente, segundo informações divulgadas pelos advogados da família.

O menino recebeu alta hospitalar em abril, mas continua apresentando comprometimentos neurológicos significativos.

De acordo com os representantes legais dos pais, a criança não consegue andar sozinha e ainda não recuperou a capacidade de falar.

A família questiona a conduta do médico responsável por declarar o óbito e sustenta que o período em que Vincent permaneceu no necrotério teria contribuído de maneira significativa para o agravamento de suas lesões.

Os advogados argumentam que os danos provocados pela ausência de atendimento durante aquelas horas podem ter sido ainda maiores do que os decorrentes do afogamento.

Os pais pretendem entrar com uma ação judicial contra os responsáveis pelo atendimento médico.

Médico e hospital se pronunciam

Em comunicado enviado à ABC News na quinta-feira (22), um advogado de Aryan Toosi afirmou que o profissional lamenta a situação enfrentada pela criança e seus familiares.

"Os pensamentos do médico estão com o jovem paciente e sua família", declarou, acrescentando que Toosi deseja que Vincent continue se recuperando.

O representante afirmou ainda que o compromisso do médico com a qualidade do atendimento sempre esteve relacionado à intenção de proporcionar segurança, conforto e recuperação aos pacientes.

"Devido ao processo judicial pendente e às leis de privacidade dos pacientes, não podemos comentar os detalhes do atendimento prestado neste momento", explicou.

A Dignity Health, responsável pela administração do hospital, também se manifestou.

A instituição classificou o episódio como uma situação comovente, mas afirmou que não poderia divulgar informações sobre o caso por questões de privacidade.

"A segurança dos pacientes e a prestação de cuidados excepcionais são nossas maiores prioridades", declarou a empresa.

Polícia não encontrou indícios de crime por parte dos profissionais

O Departamento de Polícia de Gilbert informou que a investigação não identificou evidências de conduta criminosa por parte dos profissionais de saúde envolvidos.

Por esse motivo, nenhuma acusação criminal foi apresentada contra os funcionários do hospital.

"Este caso está agora sendo encaminhado à Procuradoria-Geral para análise", informou um porta-voz da polícia.

Inicialmente, as autoridades também haviam recomendado que os pais fossem acusados de maus-tratos infantis por suposta negligência relacionada ao afogamento.

Entretanto, a Procuradoria do Condado de Maricopa decidiu não apresentar acusações.

Segundo os promotores, a residência possuía diversas fechaduras de segurança para crianças e outras medidas de proteção.

Vários adultos estavam presentes na casa no momento do incidente, e todos acreditavam que outra pessoa estava supervisionando Vincent.

A investigação também não encontrou provas de que os pais apresentassem sinais evidentes de incapacidade para cuidar da criança, embora ambos tenham admitido o consumo de maconha naquela manhã.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

TAMBAÚ/SP - A Prefeitura de Tambaú, por meio da Coordenadoria Municipal de Saúde, realiza nesta terça-feira (27) uma palestra especial em alusão à campanha Outubro Rosa, com foco na prevenção e nos cuidados com a saúde da mulher. O evento está marcado para as 19h30, no Centro Cultural do município.

A palestra será conduzida pelo médico ginecologista e obstetra Dr. José Henrique Pazin, que abordará temas relacionados à saúde feminina. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação e incentivar as mulheres a manterem os cuidados com a saúde e a atenção à prevenção do câncer de mama.

Além da programação informativa, o encontro contará com sorteio de brindes e cascata de chocolate, como forma de tornar o momento mais acolhedor para as participantes.

A Prefeitura convida a população a participar da atividade e a compartilhar o convite com familiares e amigas. A campanha Outubro Rosa reforça a importância da conscientização, do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico para a saúde da mulher.

Serviço

  • Evento: Palestra Outubro Rosa e Saúde da Mulher

  • Data: terça-feira, 27 de outubro

  • Horário: 19h30

  • Local: Centro Cultural de Tambaú

  • Palestrante: Dr. José Henrique Pazin, ginecologista e obstetra

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