SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realiza, no próximo sábado (28/03), mais uma edição do Mutirão de Combate à Dengue, desta vez no bairro São Carlos VIII, na região leste do município. A ação ocorre das 8h às 13h e envolve equipes da Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias.
Ao longo da semana, o bairro já recebe serviços preparatórios dentro do programa São Carlos Mais Bonita, como tapa-buracos, capinação, limpeza de bueiros e retirada de entulhos e resíduos sólidos de áreas públicas. “No sábado, a força-tarefa será intensificada com a operação cata-treco, que contará com seis caminhões de carga seca, dois basculantes e o apoio de retroescavadeira”, explica Mariel Olmo, secretário de Conservação e Qualidade Urbana.
Durante o mutirão, agentes de combate às endemias irão percorrer as residências para vistoria e eliminação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. As equipes também orientarão os moradores sobre medidas preventivas e os principais sintomas da doença.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, a cidade registra atualmente uma média de 15 a 17 casos semanais, número inferior ao observado no mesmo período do ano passado. Apesar disso, ela reforça a importância da participação da população. “A maior parte dos focos do mosquito está dentro das residências, em recipientes que acumulam água parada. Por isso, a colaboração dos moradores é fundamental para evitar o aumento dos casos”, destaca a diretora, lembrando que no sábado os moradores já podem deixar os inservíveis na frente das residências.
“O mutirão no São Carlos VIII é mais uma ação estratégica da Prefeitura no enfrentamento à dengue. Temos intensificado o trabalho de prevenção, com limpeza urbana, eliminação de criadouros e orientação à população, porque sabemos que o combate ao mosquito depende de um esforço coletivo. A dengue é uma doença séria e pode evoluir rapidamente. Por isso, é fundamental que cada morador faça a sua parte, mantendo quintais limpos e eliminando qualquer recipiente que possa acumular água. Nosso objetivo é agir de forma preventiva, evitando que os casos aumentem e protegendo a saúde da população. Seguiremos com essas ações em todas as regiões da cidade”, afirma o secretário de Saúde, Leandro Pilha
A ação também conta com o apoio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). O local de concentração das equipes será na Praça Cônego Alberico Volpe.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, informou nesta sexta-feira (20/03) que a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) entre adolescentes de 9 a 14 anos ainda não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde no município. A meta nacional é imunizar 90% desse público.
De acordo com os dados divulgados, a cobertura vacinal atual é de 72,82% entre meninas e 64,30% entre meninos, índices considerados abaixo do esperado pelas autoridades de saúde.
Entre o público feminino, os percentuais mais elevados foram registrados nas faixas etárias de 10 a 14 anos, com destaque para adolescentes de 14 anos (88,35%) e 12 anos (87,49%). Já entre as meninas de 9 anos, a cobertura é significativamente menor, com 7,16%.
No público masculino, apenas os adolescentes de 12 anos atingiram a meta, com 90,16% de cobertura. As demais faixas etárias apresentam índices inferiores, como 4,96% entre meninos de 9 anos, 65,64% aos 10 anos, 70,45% aos 11 anos, 82,69% aos 13 anos e 77,42% aos 14 anos.
A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, principais responsáveis por verrugas genitais e diferentes tipos de câncer. A imunização é realizada em dose única.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforça a importância da vacinação precoce. “Falar de prevenção é cuidar de quem mais precisa da nossa atenção: nossas crianças e adolescentes. A imunização é uma oportunidade de proteger os jovens contra doenças graves e evitáveis”, destacou.
Em virtude do número de faltosos o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de vacinação até 19 anos para aqueles que não receberam a vacina contra o HPV na idade recomendada até 30 de junho de 2026.
Para receber a dose, é necessário apresentar a carteira de vacinação e, no caso de menores de idade, estar acompanhado por um responsável.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Carlos, por meio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), realiza nesse sábado (21/03) e no domingo (22/03),mais dois mutirões para realização de exames de ultrassom obstétrico na Santa Casa de São Carlos, unidade contratualizada pelo município para esse serviço com objetivo de reduzir a fila de espera por esse tipo de procedimento.
A SMS reforça a importância da presença das pacientes nos horários marcados, uma vez que a ausência compromete o acompanhamento adequado do pré-natal e impede que outras gestantes sejam atendidas. No primeiro mutirão, realizado no dia 7 de março, foram registradas 43 ausências dos 90 exames agendados.
As gestantes são encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs). As equipes confirmam a presença da paciente sempre um dia antes do exame de acordo com o cadastro. O último mutirão do mês acontece no dia 28 de março, totalizando 270 ultrassons obstétricos
De acordo com a diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial, Lindiamara Soares, o exame é fundamental para o acompanhamento da gestação. “O ultrassom obstétrico é um dos exames mais importantes durante o pré-natal, pois permite acompanhar, de forma segura e não invasiva, o desenvolvimento do bebê e a saúde da gestante ao longo da gravidez. Ele deve ser realizado em diferentes fases do pré-natal. No primeiro trimestre para confirmação da gravidez e avaliação inicial. No segundo para análise detalhada da anatomia do bebê e no terceiro para acompanhamento do crescimento e posição fetal”, ressalta a diretora.
“Nosso compromisso é garantir que todas as gestantes tenham acesso a esse tipo de exame, dentro de um acompanhamento humanizado e eficiente, por isso optamos pelos mutirões. O diagnóstico precoce faz toda a diferença para que possamos agir rapidamente, quando necessário, e assegurar melhores desfechos para mãe e filho. Além do aspecto clínico, sabemos que o ultrassom também tem um papel importante no vínculo familiar, tornando esse momento ainda mais especial. Por isso, seguimos trabalhando para fortalecer a rede de atenção à saúde da mulher, ampliando o acesso e a qualidade dos serviços oferecidos no município”, finaliza Pilha.
Foram agendados 180 ultrassons obstétricos, sendo 90 para o sábado (21) e 90 para o domingo (22).
SÃO CARLOS/SP - O Vereador Bruno Zancheta esteve na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Felícia para acompanhar a troca de plantão diurno/noturno. A visita faz parte de uma agenda contínua de fiscalização e acompanhamento da rede pública de saúde do município.
Desde o início de seu primeiro mandato, o parlamentar já percorreu todas as unidades de saúde da cidade, incluindo as três UPAs Santa Felícia, Vila Prado e Cidade Aracy, para entender a real necessidade de cada unidade.
Durante a visita, Bruno Zancheta conversou com profissionais da saúde e ouviu munícipes sobre os principais desafios enfrentados no dia a dia da unidade. Entre os pontos mais críticos identificados está a necessidade urgente de uma reforma geral na estrutura da UPA, que apresenta sinais visíveis de desgaste ao longo dos anos.
“A UPA Santa Felícia precisa, com a maior brevidade possível, de uma reforma completa. Estamos falando de um equipamento essencial para a cidade, que precisa oferecer dignidade aos pacientes e condições adequadas de trabalho para os profissionais. Essa é uma demanda urgente”, destacou o vereador.
Outro ponto levantado foi a necessidade de manutenção e melhoria da iluminação externa da unidade, visando aumentar a segurança de pacientes, acompanhantes e servidores, especialmente no período noturno.
Além das questões estruturais, o parlamentar reforçou a importância da ampliação de leitos psiquiátricos no município. Segundo ele, a crescente demanda por atendimento em saúde mental exige atenção prioritária do poder público.
“Temos observado um aumento significativo na procura por atendimento em saúde mental. A ampliação de leitos psiquiátricos em nosso município é fundamental para garantir acolhimento adequado, evitar sobrecarga nas unidades de urgência e oferecer um tratamento mais humanizado para quem precisa”, afirmou.
Por fim, Bruno Zancheta enalteceu o trabalho dos profissionais da saúde que atuam na UPA Santa Felícia e reafirmou seu compromisso com a melhoria contínua dos serviços públicos.
SÃO CARLOS/SP - O auditório do Museu da Ciência “Mário Tolentino” recebeu, na tarde desta quinta-feira (19/03), o 2º Encontro Interprofissional para o Enfrentamento da Tuberculose, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio do Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC), iniciativa que reuniu profissionais da saúde, pesquisadores e gestores para discutir estratégias de diagnóstico, tratamento e prevenção da doença em São Carlos.
A coordenadora do CAIC, Cíntia Martins Ruggiero, destacou que o objetivo principal do encontro é informar e sensibilizar tanto a população quanto os profissionais de saúde sobre a importância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento. “Hoje temos 45 pacientes em acompanhamento e já registramos 16 novos casos apenas neste ano. É fundamental lembrar que a tuberculose não foi erradicada e continua sendo uma preocupação de saúde pública”, afirmou.
O evento também contou com a participação do professor titular da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP e presidente da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose, Ricardo Alexandre Arcêncio. Ele ressaltou que a tuberculose ainda é considerada uma doença negligenciada, especialmente em países com altos índices de desigualdade social, como o Brasil. “Estamos na 19ª posição mundial em número de casos. O Estado de São Paulo concentra grande parte deles, e municípios do interior, como São Carlos, são considerados prioritários no combate à doença”, explicou.
Arcêncio lembrou que o tratamento disponível é o mesmo há mais de 40 anos e que a falta de interesse da indústria farmacêutica em desenvolver novos medicamentos reflete a negligência em relação à doença. Ele também alertou para a necessidade de maior capacitação dos profissionais de saúde, já que o tema ainda é pouco abordado na formação acadêmica.
“A tuberculose é uma doença antiga, mas que continua exigindo atenção permanente. Os dados apresentados hoje mostram que precisamos manter um olhar atento, especialmente para o diagnóstico precoce e para a adesão ao tratamento. Cada paciente acompanhado representa uma vida que precisa de cuidado, acolhimento e acompanhamento contínuo. Do ponto de vista da Vigilância em Saúde, nosso papel é fortalecer as estratégias de identificação dos casos, ampliar a busca ativa de sintomáticos respiratórios e garantir que a informação circule de forma clara e acessível, tanto para os profissionais quanto para a população”, ressaltou a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide.
Entre os sintomas que devem chamar a atenção da população estão tosse persistente por mais de duas semanas, perda de peso e falta de apetite. O professor reforçou que qualquer unidade de saúde do SUS está preparada para realizar o diagnóstico e oferecer tratamento gratuito.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde informou que uma criança diagnosticada recentemente com diabetes tipo 1 recebeu atendimento emergencial na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Botafogo, em São Carlos.
Mesmo sem cadastro prévio na unidade, o enfermeiro responsável realizou a entrega imediata de 50 seringas para aplicação de insulina, assegurando que o tratamento não fosse interrompido e evitando possíveis complicações de saúde.
Durante o atendimento, a mãe foi orientada sobre a necessidade de formalizar o cadastro do paciente, etapa considerada fundamental para garantir o acompanhamento contínuo e o fornecimento regular dos insumos necessários.
A Secretaria também informou que houve um episódio de desrespeito ao profissional durante a ocorrência, o que resultou no registro de um boletim de ocorrência por injúria.
Em nota, a pasta reforçou que o Sistema Único de Saúde garante atendimento universal, mas destacou a importância de seguir os procedimentos administrativos para manter a organização e qualidade dos serviços. O órgão ainda manifestou apoio aos servidores da rede pública.
Novo espaço fortalece a produção de enxoval, valoriza profissionais e incorpora práticas sustentáveis ao dia a dia hospitalar
SÃO CARLOS/SP - A Unimed São Carlos inaugurou, na última segunda-feira (17/03), seu novo setor de Costura Hospitalar, um projeto estratégico que fortalece a autonomia na produção de enxoval hospitalar, amplia a eficiência operacional e contribui para a geração de empregos no município.
Idealizado em 2025 pela gestão dos hospitais, o projeto nasce com o objetivo de qualificar ainda mais os processos internos, garantindo maior agilidade no atendimento das demandas e assegurando padrões elevados de qualidade e segurança assistencial. Com a estrutura própria, o hospital passa a confeccionar itens como campos cirúrgicos, lençóis, fronhas e peças privativas para colaboradores.
Além dos ganhos operacionais, a iniciativa também se destaca pelo impacto social, ao valorizar a profissão de costureira, cada vez mais escassa no mercado, e criar novas oportunidades de trabalho.
Outro diferencial do projeto é o compromisso com a sustentabilidade. Alinhado às práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança), o setor promove o reaproveitamento de materiais utilizados em processos hospitalares, como o SMS (material empregado na esterilização de caixas cirúrgicas), que passa a ser transformado em bags e outros itens de apoio. Da mesma forma, enxovais retirados de uso ganham novas finalidades, reduzindo o descarte e incentivando a economia circular.
Desde sua fase inicial, o setor já produziu mais de 1.000 peças, demonstrando sua capacidade produtiva e relevância para o dia a dia hospitalar.
Durante a inauguração, o diretor dos hospitais e vice-presidente da Unimed São Carlos, Ricardo Castro, destacou a importância do projeto para a instituição. “É uma grande satisfação entregar mais essa iniciativa, que traz benefícios assistenciais e operacionais, além de valorizar profissionais e contribuir com práticas sustentáveis”, afirmou.
A gerente administrativa dos hospitais, Vanessa Marolla, também celebrou a conquista. “É um projeto que nasceu dentro da nossa equipe, foi abraçado pela diretoria e hoje se concretiza, trazendo mais qualidade, eficiência e orgulho para todos nós”, ressaltou.
Com a inauguração do setor de Costura Hospitalar, a Unimed São Carlos reforça seu compromisso com a inovação, o cuidado com as pessoas e o desenvolvimento sustentável, investindo continuamente em soluções que impactam positivamente colaboradores, cooperados, pacientes e toda a comunidade.
Estão previstos cerca de 435 procedimentos com foco na saúde da mulher
SÃO CARLOS/SP - O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promoverá, no dia 21/03 (sábado) o “Dia E - Ebserh em Ação”, o maior mutirão do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado à Saúde da Mulher, vinculado ao Programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS).
No primeiro Dia E de 2026 serão realizados cerca de 435 procedimentos, incluindo 276 exames, 16 cirurgias e 143 consultas especializadas, com procedimentos de contracepção: inserção de implante subdérmico e DIU (Dispositivo Intrauterino). Também estão previstos mais de 43 mil procedimentos em toda Rede Ebserh.
O Dia E visa a redução de filas nas principais especialidades, aumentando o acesso da população a atendimento especializado no SUS, e ocorrerá, de forma simultânea, em todos os 45 hospitais universitários federais da Rede Ebserh, reafirmando seu papel na assistência à saúde pública.
Balanço 2025
O ano passado (2025) contou com três edições do Dia E, somando mais de 900 atendimentos só no HU-UFSCar e quase 100 mil em toda a Rede Ebserh. No primeiro mutirão de 2025, dia 05/07, foram realizados 156 atendimentos no HU-UFSCar e mais de 12 mil procedimentos em toda Rede Ebserh. No segundo mutirão, dia 13/09, foram realizados 321 atendimentos no HU-UFSCar e mais de 34 mil, na Rede Ebserh. Já no último mutirão do ano passado, dia 13/12, foram realizados 443 procedimentos no HU-UFSCar e mais de 52 mil em toda a rede.
Rede Ebserh
O HU-UFSCar faz parte da Rede Ebserh desde outubro de 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
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Escolas municipais de educação infantil e ensino fundamental exibiram vídeo educativo e realizaram atividades direcionadas com os alunos
ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara, somando esforços das secretarias municipais da Saúde, da Educação e de Comunicação, produziu um vídeo educativo com informações sobre o ciclo de vida do mosquito Aedes aegypti, os sintomas da dengue e as medidas de prevenção da doença. O material foi exibido para os alunos da rede municipal de ensino, desde a educação infantil até o 9º ano. O objetivo é aumentar a conscientização e que os estudantes possam aplicar os conhecimentos em casa e na comunidade.
A professora especialista em aperfeiçoamento pedagógico - Ciências, Lívia Maria Vieira Pereira, destaca que ações como essa são essenciais para prevenção e controle da doença. "Com elas, os estudantes se tornam multiplicadores, levando o conhecimento para suas casas, famílias e demais locais de convivência, além de aprofundar sua relação com o meio ambiente urbano".
Todas as atividades foram planejadas de acordo com a idade e nível de ensino de cada turma. Para os pequenos, o tom é mais lúdico, fazendo uso de desenhos, pinturas e brincadeiras de "caça ao mosquito" na unidade escolar. Já os maiores se envolveram na confecção de cartazes e até mesmo encenação de peça de teatro. "Dentro da escola trabalhamos desde a educação infantil com atividades lúdicas, gincanas, reconhecimento do meio, criação de cartazes e várias outras. Assim as crianças aprendem sobre o ciclo de vida do mosquito, os riscos da doença e a prevenção da dengue", afirma Lívia.
Ela enfatiza, ainda, que a conscientização sobre a dengue na ajuda a criar cidadãos mais conscientes e responsáveis. "Precisamos aprender a desenvolver uma cidadania ativa e tomar ações para manutenção de saúde de forma coletiva, cuidando dos nossos bairros, locais de trabalho e moradia", completa a professora.
SÃO PAULO/SP - A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo, na semana passada, acendeu novamente o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais como uma barreira para proteger quem ainda não pode ser imunizado.
A bebê ainda não tinha idade para receber a vacina, já que o calendário do Sistema Único de Saúde prevê a aplicação da primeira dose da tríplice viral aos 12 meses, o que garante a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Aos 15 meses, as crianças devem receber uma dose da tetra viral, que reforça a imunidade contra essas três doenças e acrescenta a catapora na lista.
De acordo com o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, quando a cobertura está alta, os bebês mais novos ficam protegidos pela barreira criada por quem já se vacinou.
"A vacina do sarampo também impede a infecção e a transmissão com alta efetividade. Ela tem essa capacidade, que a gente chama de esterilizante. Além de prevenir que a pessoa contraia a doença, ela também evita que essa pessoa seja um portador e transmissor do vírus", explica Kfouri.
A bebê diagnosticada com sarampo viajou com a família para a Bolívia em janeiro. O país vizinho vive um surto de sarampo desde o ano passado, e a alta cobertura também é essencial para impedir que casos importados como esse iniciem surtos dentro do Brasil.
"O sarampo é uma doença de altíssima transmissibilidade, especialmente entre os não vacinados. A imunização em altas taxas é o que funciona como barreira na circulação do vírus. Mas se isso não acontecer, não é nem necessário que alguém viaje e contraia o vírus lá fora. Basta ficar aqui, com tanta gente vindo de outros países onde há surto, que o risco é o mesmo", alerta o vice-presidente da Sbim.
No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta.
Os bebês vacinados dentro do tempo ficam protegidos ao longo da vida, mas crianças e adultos que não têm comprovante de vacinação devem receber a vacina. Dos 5 aos 29 anos, recomenda-se duas doses, com intervalo de um mês. Dos 30 aos 59 anos, é necessária apenas uma dose. A vacina só não pode ser tomada por gestantes e pessoas imunocomprometidas.
O caso na bebê em São Paulo foi o primeiro registro da doença no país neste ano, mas, no ano passado, outras 38 infecções foram confirmadas, a maior parte com origem importada.
Ainda assim, o país segue com o certificado de área livre da doença, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2024, porque, felizmente, não há transmissão sustentada de sarampo no nosso território.
No entanto, o Brasil já havia conquistado esse certificado antes, em 2016, e acabou perdendo em 2019, após surtos que começaram com casos importados.
O continente americano vive uma situação preocupante com relação à doença. No ano passado foram registrados 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Já este ano, somente até o dia 5 de março, foram 7.145 infecções confirmadas. Isso significa que, em apenas dois meses, foi detectada quase metade de todos os casos do ano passado. A situação é mais grave no México, Estados Unidos e Guatemala.
Kfouri reforça que, independentemente do país, a grande maioria dos casos ocorreu em pessoas não vacinadas, principalmente crianças menores de 1 ano. E, ao contrário do que muita gente pensa, não se trata de uma doença inofensiva da infância:
"Nos surtos, em geral, para cada 1 mil casos da doença, a gente costuma ter um óbito, mas estamos registrando uma proporção muito maior. No ano passado, foram quase 15 mil casos nas Américas, com quase 30 óbitos. As complicações mais comuns são pneumonia ou quadros neurológicos, como encefalite".
O principal sintoma da doença é o surgimento de manchas vermelhas pelo corpo e febre alta, mas ela também costuma causar tosse, coriza, irritação nos olhos e mal-estar. O vice-presidente da Sbim complementa que a infecção pelo vírus também causa um efeito secundário perigoso: a supressão do sistema imunológico.
"Durante três a seis meses após a infecção pelo sarampo, o nosso sistema de defesa não funciona corretamente, e a gente fica mais vulnerável a ter outras doenças oportunistas infecciosas, que também podem ser graves", alerta Renato Kfouri.
AGÊNCIA BRASIL
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