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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Grupo Interdisciplinar de Vigilância em Saúde (GIVISA), do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realizou na tarde desta quinta-feira (11/06), no Paço Municipal, a palestra “Atualizações acerca das Condições Pós-COVID”.

A atividade foi direcionada aos profissionais de saúde da rede municipal e teve como objetivo promover atualização técnica, qualificação da assistência e troca de conhecimentos sobre as condições que podem persistir após a infecção pelo coronavírus, conhecidas como Condições Pós-COVID (CPC).

As apresentações foram conduzidas pelo mestrando Gustavo Diego Magno, pela mestranda Karina Marques Prediger e pela doutoranda Ana Cristina La Scaléa, que abordaram dados epidemiológicos, impactos na saúde da população e estratégias de cuidado e acompanhamento dos pacientes.

Durante a palestra, foram apresentados dados do Ministério da Saúde que apontam que as condições Pós-COVID representam um importante desafio para os sistemas de saúde. Entre os sintomas e impactos mais frequentes estão a redução da capacidade física, comprometimentos da saúde mental, como ansiedade, depressão e alterações do sono, além de limitações funcionais que podem afetar atividades pessoais, domésticas e profissionais.

Também foram destacados os reflexos dessas condições na vida social, familiar e laboral dos pacientes, com prejuízos à produtividade, dificuldade de retorno ao trabalho e redução da qualidade de vida.

Em São Carlos, segundo dados apresentados durante o evento, foram registrados mais de 38 mil casos de COVID-19 entre 2020 e setembro de 2025. A estimativa é que entre 3.800 e 9.500 pessoas possam ter desenvolvido alguma condição persistente relacionada à doença.

Outro tema abordado foi o papel da Atenção Primária à Saúde no acompanhamento desses pacientes. Os profissionais foram orientados sobre a importância do acolhimento humanizado, do monitoramento contínuo dos sintomas, do encaminhamento para atendimento multiprofissional quando necessário e da manutenção dos registros clínicos para acompanhamento da evolução dos casos.

A diretora de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), Lindiamara Soares, destacou a relevância da atualização constante dos profissionais diante dos desafios deixados pela pandemia. “As condições pós-COVID ainda impactam a vida de muitas pessoas e exigem um olhar atento e qualificado da rede de saúde. Capacitações como esta fortalecem o trabalho das equipes, ampliam o conhecimento técnico e contribuem para que possamos oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente aos pacientes que convivem com sintomas persistentes da doença”, ressaltou.

SÃO PAULO/SP - O Instituto Butantan reiterou que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa na Região Sul do país. A informação já havia sido levantada na segunda-feira (8), durante entrevista coletiva do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou a suspensão da imunização com a vacina produzida pelo instituto.

O estudo clínico pretende investigar como populações que não tiveram contato com a dengue reagem à vacinação, com foco nos idosos, avaliando a segurança e comparando a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais. Um dos objetivos é entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto, alvo de estudos anteriores com o imunizante.

A Região Sul do país foi escolhida pela baixa incidência da doença. A maior parte das vagas para voluntários é para pessoas entre 60 e 79 anos. Os testes clínicos serão realizados ao longo de um ano, em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba.

O imunizante teve suspensão de sua aplicação na população, para estudo de casos pontuais em que houve reações adversas graves, com dois óbitos.

"A gente tem de entender a natureza dessa investigação. A vacinação poderá ser retomada e isso depende desse processo de discussão. A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no combate à dengue e devemos basear essa retomada em dados muito rigorosos e criteriosos, e em metodologia científica", declarou o médico Ésper Kallas, diretor do Instituto Butantan, à AgênciaSP, agência estadual de notícias paulista.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, na noite dessa quarta-feira (10), um projeto de lei (PL) que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662, por 20 horas de trabalho semanal.

De autoria da senadora Daniella Ribeiro (PSD/PB), o PL nº 1.365/202 também reajusta de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e as horas extras; assegura um intervalo de dez minutos de descanso a cada 90 minutos trabalhados e determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos só seja ocupada por profissionais das respectivas áreas.

Se nenhum senador apresentar recurso para que a proposta seja votada pelo plenário do Senado, ela seguirá para análise da Câmara dos Deputados. Se aprovadas, as novas regras valerão para os profissionais dos setores público e privado.

No caso do setor privado, o novo piso será reajustado anualmente, com base na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já os municípios, estados e o Distrito Federal poderão aplicar outros indicadores, conforme a legislação local.

Segundo cálculos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, só na rede pública federal, a medida acarretará, em 2027, um impacto de cerca de R$ 7,7 bilhões para os cofres públicos.

Relator da proposta, o senador Fernando Dueire (PSD-PE) classificou a medida como uma "reparação histórica". Em seu parecer, ele argumenta que a valorização financeira dos médicos é condição necessária para o êxito de políticas de interiorização desses profissionais. A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) afirmou que o piso atualmente praticado é insuficiente para a categoria.

Em nota, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, comemorou a aprovação, classificando-a como uma conquista histórica para a categoria, ao avançar no sentido de atualizar a legislação em vigor, que estabelece o piso dos médicos correspondente a três salários mínimos de 2022.

“O Senado analisou e reconheceu que os médicos brasileiros merecem um salário digno. Essa aprovação representa o reconhecimento da importância dos profissionais para o sistema de saúde e para a sociedade brasileira. Trata-se de uma medida de valorização profissional e de justiça”, afirmou.

A aprovação do PL se somou a outras duas decisões de ontem, do Senado, que impactam o Orçamento da União: a aprovação do uso do Fundo Social (FS) do Pré-Sal para financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais ocasionadas por eventos climáticos adversos ou impactos econômicos negativos em razão de conflitos geopolíticos internacionais e a aprovação de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

*Com informações da Agência Senado

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Os casos de Covid-19 apresentaram aumento em São Carlos no mês de maio, segundo dados divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde. Foram registradas 1.188 notificações da doença, com 64 confirmações positivas no período.

Em comparação com abril, quando foram contabilizadas 885 notificações e 45 casos confirmados, houve crescimento tanto no número de pessoas investigadas quanto nas confirmações da doença.

Apesar da elevação dos registros, a situação segue sob controle. De acordo com a Vigilância em Saúde, nenhum óbito por Covid-19 foi registrado no município em 2026.

Os números do ano mostram oscilações mensais. Em janeiro foram confirmados 79 casos, seguido por 47 em fevereiro, 34 em março, 45 em abril e 64 em maio.

Embora o aumento recente acenda um sinal de atenção para as autoridades sanitárias, os indicadores permanecem muito abaixo dos registrados nos períodos mais críticos da pandemia. A orientação continua sendo para que a população mantenha os cuidados básicos de prevenção, especialmente pessoas com doenças crônicas, idosos e indivíduos com imunidade comprometida.

SÃO CARLOS/SP - São Carlos deu mais um passo na implantação do Método Wolbachia, tecnologia inovadora que integra a estratégia do Ministério da Saúde para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. O município foi uma das três cidades do Estado de São Paulo selecionadas, em 2025, para receber a iniciativa, com base nos índices de infestação do vetor registrados na cidade.

A tecnologia utiliza uma bactéria natural chamada Wolbachia, que impede o desenvolvimento adequado dos vírus dentro do mosquito. Quando presente no Aedes aegypti, a bactéria reduz significativamente a capacidade de transmissão dessas doenças. Além disso, a Wolbachia é passada da fêmea para seus descendentes, permitindo que as novas gerações de mosquitos também carreguem essa proteção.

A estratégia consiste na liberação controlada de mosquitos com Wolbachia em áreas previamente definidas. Ao se reproduzirem com a população local, os descendentes passam a carregar a bactéria, aumentando gradativamente sua presença no ambiente. Com o tempo, a população de mosquitos com Wolbachia tende a se estabilizar, tornando o método autossustentável e uma alternativa de longo prazo para o enfrentamento das arboviroses.

Desde o ano passado, equipes da Vigilância em Saúde de São Carlos participam de reuniões técnicas e capacitações promovidas pelo Ministério da Saúde para preparar a implantação da tecnologia. Entre as primeiras etapas realizadas estiveram o mapeamento das regiões com maior incidência de dengue e a análise das condições ambientais e urbanas do município.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, o trabalho agora avança para a fase de planejamento operacional e definição das áreas prioritárias para a liberação dos mosquitos, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Na semana passada, agentes de combate às endemias e profissionais da Vigilância em Saúde participaram de uma capacitação voltada à realização de uma pesquisa de base junto à população dos bairros contemplados pelo programa. Ao todo, 14 agentes foram treinados para aplicar os questionários, além da equipe do próprio departamento.

Segundo Denise Gomide, o levantamento tem como objetivo avaliar o grau de conhecimento da população sobre o Método Wolbachia e identificar a percepção dos moradores em relação à iniciativa, uma vez que a participação popular é considerada fundamental para o sucesso da estratégia.

A pesquisa será realizada entre os dias 8 e 12 de junho e deverá ouvir 602 moradores distribuídos em dezenas de bairros da cidade, incluindo Arnon de Melo, Centro, Chácara São João, Planalto Verde, Santa Angelina, Jd. Acapulco, Jd. Alvorada, Jd. Bandeirantes, Jd. Beatriz, Jd. Centenário, Jd. Cruzeiro do Sul, Jd. Gonzaga, Jd. Medeiros, Jd. Real, Jd. São João Batista, Jd. Martinelli, Antenor Garcia, Belvedere, Presidente Collor, Jd. Santa Tereza, Tangará, Cidade Aracy, Mirante do Bela Vista, Morada dos Deuses, Núcleo Residencial Silvio Villari, Pq. Anhembi, Pq. Paraiso, Maria Stella Fagá, Santa Felícia, Itamarati, Zavaglia, Eduardo Abdelnur, Ipê Mirim, Itatiaia, Romeu Tortorelli, Vida Nova São Carlos, São Carlos I, São Carlos II, São Carlos III, São Carlos VIII, Vila Arnaldo, Vila Brasília, Vila Costa do Sol, Vila Elisabeth, Vila Faria, Vila Jacobucci, Vila Lutfalla, Vila Marques, Vila Mercedes, Vila Monte Carlo, Vila Monteiro, Vila Morumbi, Vila Nery, Vila Rancho Velho, Vila São José e Vila Vista Alegre.

Experiências já desenvolvidas em municípios brasileiros demonstraram resultados positivos após a implantação da tecnologia. Estudos apontam redução significativa nos casos de dengue e outras arboviroses, além da diminuição dos custos relacionados a atendimentos médicos e internações.

O Ministério da Saúde destaca que o Método Wolbachia é uma estratégia segura, sustentável e alinhada às práticas modernas de controle biológico adotadas em saúde pública. A expectativa é que, aliada às ações já desenvolvidas pelo Departamento de Vigilância em Saúde e ao engajamento da população, a tecnologia contribua para reduzir a circulação da dengue em São Carlos.

Apesar da inovação, a diretora de Vigilância em Saúde reforça que a eliminação dos criadouros continua sendo essencial para o combate ao mosquito. Segundo ela, cerca de 85% dos focos do Aedes aegypti são encontrados dentro das residências, tornando indispensável a colaboração da população na eliminação de recipientes com água parada, na limpeza de terrenos e no descarte correto de resíduos.

“Essas medidas são complementares às ações tradicionais de controle do vetor. O sucesso no enfrentamento da dengue ainda depende da participação de todos os moradores”, ressalta Denise Martins Gomide.

SÃO CARLOS/SP - Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal contra a Influenza, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Carlos promove nesta semana uma ação especial de vacinação com horário estendido. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Vila Isabel e Santa Felícia permanecerão abertas até as 19h nesta terça-feira (9/6) e quinta-feira (11/6), facilitando o acesso da população que não consegue comparecer às unidades durante o expediente convencional.

A vacina contra a gripe está disponível para toda a população a partir dos seis meses de idade. A medida busca aumentar a proteção dos moradores contra os vírus respiratórios, especialmente durante o período de temperaturas mais baixas, quando há maior circulação desses agentes infecciosos.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, o município ainda registra baixa adesão entre os grupos prioritários da campanha. Entre os dias 28 de março e 3 de junho, foram aplicadas 43.714 doses, sendo 26.687 destinadas aos grupos prioritários, que somam uma população alvo de 66.427 pessoas. Isso representa uma cobertura vacinal de 40,17%, índice considerado abaixo da meta recomendada pelas autoridades de saúde.

Os dados revelam diferenças importantes entre os grupos. Entre as crianças de 6 meses a menores de 6 anos, apenas 3.518 doses foram aplicadas, o que corresponde a uma cobertura de 22,54%, demonstrando baixa adesão. Já entre as gestantes, foram aplicadas 858 doses, alcançando 47,67% da população alvo. O grupo dos idosos com mais de 60 anos apresentou melhor desempenho, com 22.311 doses aplicadas e cobertura de 45,52%, ainda assim insuficiente para garantir ampla proteção coletiva.

Denise reforça a importância da imunização, especialmente para crianças, gestantes e idosos, que apresentam maior risco de desenvolver complicações decorrentes da gripe. “A combinação de temperaturas mais baixas e ar seco favorece a circulação dos vírus respiratórios e aumenta o risco de agravamento dos quadros gripais, tornando a vacinação ainda mais necessária”, destacou.

A influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório e possui alta capacidade de transmissão. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, contribuindo para a redução de complicações, internações e mortes causadas pela doença, além de diminuir a pressão sobre os serviços de saúde durante os períodos de maior incidência de síndromes respiratórias.

Normalmente, a vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs) ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. Excepcionalmente nos dias 9 e 11 de junho, as UBSs Vila Isabel e Santa Felícia atenderão das 7h30 às 19h exclusivamente para aplicação da vacina contra a Influenza.

Para receber a dose, basta apresentar um documento oficial com foto e, se possível, a carteira de vacinação.

ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara, por meio da Divisão de Vigilância Ambiental – Controle de Vetores, segue atuando de forma permanente no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e outras arboviroses.

Na última semana, as equipes de agentes de combate às endemias realizaram ações intensificadas em diversas regiões do município, especialmente em áreas onde foram confirmados casos positivos de dengue. Os trabalhos contemplaram bairros das regiões da Vila Xavier, Jardim Imperial, Santa Angelina, Jardim Universal e Jardim Eliana.

Nessas localidades, foi realizada a delimitação de uma área de, no mínimo, 300 metros ao redor dos imóveis com casos confirmados da doença. As equipes efetuaram vistorias em diversas residências da área delimitada para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito. Durante as ações, foram encontrados e eliminados focos com larvas, além da remoção de materiais inservíveis e recipientes com potencial para acumular água. Posteriormente às vistorias, e quando é alcançada a abertura de, no mínimo, 80% dos imóveis da área delimitada, as equipes iniciam o bloqueio químico por meio da nebulização, com o objetivo de eliminar mosquitos adultos possivelmente infectados e reduzir o risco de transmissão da doença.

Além das ações de bloqueio, a Vigilância Ambiental iniciou o trabalho de intensificação nas áreas denominadas 1.4 e 1.5, localizadas na região norte do município, abrangendo bairros como Chácara Velosa, Jardim Adalgiza, Jardim Imperador, Jardim Zavanella e arredores. A medida foi adotada em razão dos índices apontados pelo ADL (Avaliação de Densidade Larvária), que identificou elevada infestação do mosquito na região.

Com a conclusão do segundo ciclo de visitas e o início do terceiro ciclo de trabalho, a Divisão de Vigilância Ambiental já contabiliza mais de 188 mil imóveis trabalhados em todo o município. As ações incluem vistorias, orientação aos moradores e eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, contribuindo para a redução da infestação do mosquito e da transmissão das arboviroses.

A Vigilância Ambiental reforça que a maior parte dos criadouros é encontrada dentro dos imóveis, tornando fundamental a inspeção semanal de quintais, calhas, ralos, vasos de plantas, caixas d'água e demais recipientes que possam acumular água.

A população também pode colaborar com as ações de combate ao mosquito denunciando imóveis com possíveis criadouros.As denúncias podem ser realizadas por meio da Ouvidoria da Dengue pelos telefones (16) 3303-3115 e (16) 3303-3104.

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP)), Universidade Federal de São Carlos, Embrapa Instrumentação e Universidade Federal de Ouro Preto apontam resultados promissores obtidos em laboratório para o combate ao câncer de ovário, em estudo publicado na revista internacional ACS Omega.

A pesquisa investigou compostos metálicos à base de cobre coordenados a ligantes nitrogenados e identificou substâncias com elevada atividade antitumoral, indicando um possível caminho para o desenvolvimento de terapias mais eficazes no futuro.

Os pesquisadores desenvolveram cinco variações desses compostos e avaliaram seus efeitos em diferentes tipos de câncer, incluindo ovário, pulmão e mama. Entre os resultados, um dos compostos se destacou ao apresentar desempenho significativamente superior ao da cisplatina — um dos principais medicamentos utilizados atualmente na quimioterapia — especialmente no combate ao câncer de ovário.

De acordo com o estudo, a substância atua diretamente em processos fundamentais das células cancerígenas. O composto reduz a capacidade de proliferação tumoral, interfere na formação de novas colônias celulares e provoca alterações internas capazes de induzir a destruição dessas células. Os resultados também sugerem mecanismos múltiplos de ação, incluindo interação com o DNA e comprometimento de processos celulares essenciais para a sobrevivência tumoral.

Outro aspecto considerado relevante pelos pesquisadores foi a forte atividade observada mesmo em baixas concentrações. Nessa condição, o composto já foi capaz de reduzir significativamente a formação de colônias de células cancerígenas, característica considerada importante para limitar a progressão do tumor.

Além da atividade citotóxica, os pesquisadores investigaram parâmetros biológicos relacionados à proliferação celular e interação com biomoléculas, permitindo uma compreensão mais ampla do potencial terapêutico desses compostos.

A pesquisa reuniu especialistas de diferentes áreas, incluindo química inorgânica, cristalografia, biofísica e biologia celular. Segundo os autores, os resultados representam um avanço relevante, embora ainda preliminar, já que os testes foram realizados exclusivamente em ambiente laboratorial.

Os próximos passos envolvem estudos mais complexos para avaliar o comportamento dessas substâncias em organismos vivos. Somente após essas etapas será possível determinar se os compostos poderão futuramente ser transformados em medicamentos seguros e eficazes para uso clínico.

Assinam esta pesquisa os cientistas Alexandre B. de Carvalho (primeiro autor e pesquisador correspondente); Marcos V. Palmeira-Mello; Paulo N. de Souza; Saulo H. Mendes Abe; José Balena G. Filho; Marcelo B. Andrade; Rodrigo S. Corrêa; Alzir A. Batista e Javier Ellena (pesquisador correspondente).

Esta pesquisa contou com os apoios da FAPESP, FAPEMIG, CNPq e CAPES.

Confira no link o original desta pesquisa

https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c11889

CONGO - Cinco pacientes se recuperaram de um tipo raro de Ebola, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) no último domingo, 31, durante uma visita a Bunia, no leste do Congo, cidade que está no epicentro do surto.

"Quatro pessoas receberão alta hoje e uma recebeu alta anteontem", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a inauguração de um novo centro de tratamento de ebola em Bunia, capital da província de Ituri.

"É claro que ainda estamos trabalhando em vacinas e tratamentos, mas isso não significa que as pessoas não possam se recuperar do ebola", acrescentou.

A OMS informou na sexta-feira, 29, que um paciente se recuperou do vírus Bundibugyo, o tipo atual de ebola, para o qual não existe tratamento ou vacina aprovados. Esta foi a primeira recuperação documentada de um paciente com Bundibugyo confirmado durante o surto atual.

A organização de saúde afirmou que os dados oficiais mais recentes mostram 906 casos suspeitos e 223 mortes suspeitas. O país vizinho, Uganda, confirmou nove casos e uma morte, segundo o Ministério da Saúde ugandense, na sexta-feira.

Apesar de instalações de saúde mais bem organizadas e da chegada de novos ajudantes, o vírus continua a se espalhar mais rapidamente do que a resposta humana, afirmou no sábado, 30, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que pediu a expansão imediata dos testes, o envio mais rápido de profissionais humanitários e o acesso contínuo a suprimentos médicos.

Os perigos enfrentados pelos profissionais de saúde foram agravados pela revolta dos moradores contra os rigorosos protocolos médicos para o tratamento dos corpos das vítimas, que entram em conflito com os ritos funerários locais. Os moradores já realizaram pelo menos três ataques contra centros de saúde.

Tedros enfatizou a importância do envolvimento da comunidade na resposta ao surto durante a inauguração do novo centro de tratamento no domingo.

"Se você procurar atendimento em um centro de saúde ao apresentar sintomas, poderá receber o apoio necessário e se recuperar. Portanto, o essencial é procurar ajuda o mais cedo possível e obter o suporte necessário", afirmou o diretor-geral da OMS.

"Podemos deter o ebola e qualquer pessoa infectada pode se recuperar. Mas a regra é que isso é responsabilidade de todos e todos os cidadãos devem se envolver", acrescentou.

Os ataques na região perpetrados pelas Forças Democráticas Aliadas, um grupo rebelde aliado ao Estado Islâmico, e por uma coligação de milícias étnicas também dificultaram a resposta.

Combatentes da ADF mataram sete pessoas no sábado em Beni, província de Kivu do Norte, uma área também afetada pelo surto, disseram o exército congolês e grupos da sociedade civil.

A doença também foi relatada em Kivu do Norte e Kivu do Sul, ao sul de Ituri, onde o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, controla muitas cidades importantes, incluindo Goma e Bukavu.

"A mensagem final que gostaríamos de compartilhar com a comunidade de Ituri é que há esperança", disse Pierre Akilimali, Gerente de Incidentes do Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo, durante a inauguração no domingo.

"Com o tratamento sintomático que estamos oferecendo atualmente, estamos vendo os pacientes se recuperarem", acrescentou Akilimali.

"Temos muita esperança. O vírus aqui não é tão complexo quanto aqueles que enfrentamos no passado e, com o apoio de todos os nossos parceiros, acreditamos que conseguiremos controlar este surto o mais rápido possível", disse Davin Ambitapio, outro médico do centro de tratamento.

 

 

 por Estadao Conteudo

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região (Crefito-3), realizou na última sexta-feira (29/05) uma capacitação em políticas públicas com o tema “Gestão de Filas de Espera e Ferramentas Tecnológicas do Cuidado”. O encontro aconteceu no Paço Municipal e reuniu profissionais da saúde, gestores públicos, representantes de instituições de ensino e municípios da região.

A capacitação teve como objetivo promover a qualificação dos profissionais e gestores, apresentando estratégias voltadas à otimização do atendimento à população por meio do uso de ferramentas tecnológicas e do aprimoramento dos processos de organização das filas de espera no sistema público de saúde.

Representando o Crefito-3 participaram o presidente da entidade, Dr. Jeferson Gonçalves Azevedo, além das delegadas Dra. Thaís Hiraishi Couto Silva, Dra. Camila Baione e Dra. Carol Martinez, delegada e coordenadora da subsede de Ribeirão Preto.

A atividade também contou com a presença de representantes dos municípios de Araraquara e Santa Lúcia, além de representantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Durante o evento foram debatidas práticas voltadas à modernização da gestão pública, com a apresentação de experiências e metodologias que contribuem para tornar os serviços de saúde mais eficientes, humanizados, acessíveis e resolutivos.

Para a diretora de Gestão do Cuidado Ambulatorial, Lindiamara Soares, a capacitação reforça a importância da inovação e da qualificação permanente dos profissionais da área.

“Essa capacitação foi uma oportunidade importante para discutirmos soluções inovadoras para um dos grandes desafios da gestão pública em saúde, que é a organização das filas de espera e a ampliação do acesso da população aos serviços. A parceria com o Crefito-3 trouxe experiências e conhecimentos que podem contribuir diretamente para o aperfeiçoamento dos nossos processos”, destacou.

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