VENEZUELA - Três pessoas diagnosticadas com hantavírus morreram no estado de Anzoátegui, na Venezuela. As ocorrências foram confirmadas na terça-feira, 21 de julho, pelo Ministério da Saúde venezuelano.
As autoridades também investigam as mortes de dois profissionais da área da saúde no estado de Barinas. Segundo a pasta, esses episódios não estão, até o momento, associados aos casos registrados em Anzoátegui, e as causas dos óbitos ainda precisam ser esclarecidas.
Em comunicado, o ministério ressaltou que o hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores em ambientes rurais e agrícolas. A contaminação pode ocorrer pela inalação de partículas provenientes da urina, das fezes ou da saliva desses animais, sobretudo em locais fechados.
A pasta afirmou ainda que não há evidências científicas de transmissão entre pessoas no território venezuelano.
De acordo com o governo, o Sistema Nacional de Saúde permanece em funcionamento para acompanhar a situação e adotar as medidas necessárias. Os resultados conclusivos das investigações deverão ser divulgados posteriormente pelos canais oficiais.
No início deste mês, a Organização Mundial da Saúde informou que poderia considerar encerrado o surto de hantavírus identificado a bordo de um navio de cruzeiro, desde que nenhum novo caso surgisse entre as 54 pessoas que ainda cumpriam quarentena. O total de infecções permanecia estável em 13 havia várias semanas.
O navio Hondius havia partido de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, com passageiros de diferentes nacionalidades, para uma travessia pelo Atlântico Sul. Durante a viagem, três pessoas morreram e outras quatro apresentaram sintomas da doença.
A embarcação seguiu posteriormente para as Ilhas Canárias, onde passageiros e parte da tripulação desembarcaram. A repatriação foi organizada em uma operação que contou com a participação da OMS e das autoridades espanholas.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - São Carlos registrou uma expressiva redução nos casos de dengue em 2026. De acordo com o boletim de arboviroses divulgado nesta quinta-feira (23), o município contabiliza 396 casos confirmados da doença neste ano, número 98% menor do que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram confirmados 19.312 casos.
Outro dado positivo é que, até o momento, nenhuma morte por dengue foi registrada na cidade em 2026.
O levantamento também mostra uma queda significativa nas notificações. Neste ano, foram 3.116 registros entre casos confirmados, descartados e ainda em investigação, contra 25.312 notificações no ano passado, representando redução de 88%.
Em relação às demais arboviroses, a Vigilância em Saúde informou que 171 casos suspeitos de chikungunya foram descartados. Para zika, 154 notificações tiveram resultado negativo, enquanto um caso suspeito de febre amarela também foi descartado.
Apesar da melhora nos indicadores, a orientação das autoridades de saúde é para que a população mantenha os cuidados, eliminando recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos já aplicou 62.571 doses da vacina contra a Influenza desde o início da campanha de imunização. Os dados, divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde, mostram que 31.066 doses foram destinadas aos grupos prioritários, que somam uma população-alvo de 66.427 pessoas, resultando em cobertura vacinal de 46,77%.
Entre os públicos prioritários, os idosos com 60 anos ou mais registram o maior número de vacinados. Foram aplicadas 24.706 doses, o que representa cobertura de 50,40% sobre uma população estimada em 49.017 pessoas.
Já entre as crianças de seis meses a menores de seis anos, a cobertura permanece abaixo do esperado. Até o momento, foram aplicadas 5.261 doses, alcançando apenas 33,70% do público-alvo de 15.610 crianças.
As gestantes apresentam o melhor índice proporcional de vacinação entre os grupos prioritários, com cobertura de 61,06%. Ao todo, 1.099 mulheres receberam o imunizante, de um público estimado em 1.800 gestantes.
“A vacinação contra a Influenza continua sendo a principal forma de prevenção contra os casos graves da doença, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Embora tenhamos alcançado um número expressivo de doses aplicadas, ainda precisamos ampliar a cobertura, especialmente entre as crianças, que apresentam o menor índice de vacinação. A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as unidades de saúde do município. Nossa orientação é para que a população procure a unidade de saúde mais próxima e mantenha a vacinação em dia, contribuindo para a proteção individual e coletiva”, alerta a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide.
A vacinação contra a gripe segue disponível para toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos segue avançando na modernização da rede municipal de saúde com as obras de reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) e da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Cruzeiro do Sul. O investimento total nas duas unidades supera R$ 750 mil e contempla melhorias estruturais, ampliação dos espaços de atendimento e adequações para oferecer mais conforto, segurança e qualidade aos usuários e profissionais.
Na UBS, estão sendo executadas obras de reforma do telhado, criação de três novas salas de atendimento, ampliação da recepção e da cozinha, modernização dos sistemas de internet e telefonia, revisão das instalações elétricas e hidráulicas, pintura completa, manutenção de portas e janelas, instalação de aparelhos de ar-condicionado, gradil, câmeras de monitoramento e rampa de acessibilidade, além da revitalização da fachada. O investimento é de R$ 300 mil, provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Ivan Valente, viabilizada por meio do vereador Djalma Nery, com contrapartida da Prefeitura.
Na Unidade de Saúde da Família (USF), as intervenções incluem a substituição completa do telhado por telhas termoacústicas (tipo sanduíche), construção de novas salas para coleta de exames e vacinação, adequação das áreas de expurgo e esterilização, implantação de academia ao ar livre, ampliação da cozinha, lavanderia e almoxarifado, além da criação de mais três consultórios. O projeto contempla ainda a reforma do calçamento externo, modernização da recepção e nova identidade visual da fachada. O investimento é de R$ 456.433,83, sendo R$ 399.965,00 oriundos de emenda parlamentar do deputado Ivan Valente, também conquistada pelo vereador Djalma Nery, e o restante de recursos próprios do município.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destaca que as reformas fazem parte do planejamento da administração para fortalecer a Atenção Primária e garantir melhores condições de atendimento à população.
“Estamos investindo na qualificação da nossa rede de Atenção Básica para oferecer unidades mais modernas, acessíveis e preparadas para atender a população com mais conforto e eficiência. Essas intervenções ampliam a capacidade de atendimento, melhoram as condições de trabalho das equipes e proporcionam ambientes mais acolhedores para os usuários. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a saúde pública por meio de investimentos em infraestrutura, garantindo que as pessoas encontrem serviços cada vez mais humanizados e de qualidade perto de suas casas", afirmou Pilha.
Ação dos profissionais permite identificar e eliminar criadouros do Aedes aegypti e orientar moradores sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito
ARARAQUARA/SP - A prevenção da dengue começa dentro de casa e depende da participação de toda a população. Por isso, a Secretaria Municipal da Saúde de Araraquara,, por meio da equipe de Controle de Vetores, orienta os moradores a receberem os agentes de combate às endemias durante as visitas aos imóveis.
Durante a vistoria, os profissionais verificam o intradomicílio, que corresponde à área interna da residência, e o peridomicílio, que abrange as áreas externas. O objetivo é identificar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti — responsável pela transmissão da dengue, da zika e da chikungunya — e adotar as medidas necessárias para interromper o ciclo de reprodução do vetor.
Quando necessário e de acordo com os protocolos técnicos, os agentes podem aplicar larvicida ou produto alternativo nos locais apropriados, evitando que as larvas se desenvolvam até a fase adulta. Os moradores também recebem orientações sobre medidas de prevenção e sobre a importância de eliminar recipientes e outros pontos que possam acumular água.
“A colaboração da população é fundamental para reduzir os riscos de transmissão das arboviroses. Ao permitir a entrada do agente, o morador contribui para a identificação e eliminação de criadouros e para a proteção de sua família e de toda a comunidade”, explica a chefe de unidade de Vigilância Ambiental em Saúde, Juliana Catarina Orizo.
Como identificar o agente de combate às endemias
Os profissionais da equipe de Controle de Vetores utilizam camisa azul e, em sua maioria, colete de identificação. Os moradores devem sempre solicitar a apresentação do crachá funcional antes de permitir a entrada no imóvel.
Em caso de dúvida sobre a visita, o morador pode solicitar que o agente chame o supervisor da área, que estará identificado em um veículo oficial da Prefeitura, ou confirmar a ação pelos telefones oficiais do Controle de Vetores: (16) 3303-3123 e (16) 3303-3124.
“A prevenção da dengue depende da participação de todos. Receber o agente de combate às Endemias é uma atitude simples que contribui para a eliminação de criadouros e para a proteção da saúde de toda a cidade”, reforça Juliana.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, assinou nesta segunda-feira (20/07), com a Unimed São Carlos, um Termo de Cooperação para aumentar o número de doenças rastreadas a partir do Teste do Pezinho.
Após a assinatura do termo a Unimed vai passar a fornecer exames não padronizados no SUS como a dosagem de G6PD, exame de sangue para diagnosticar deficiências que causam anemia hemolítica (destruição dos glóbulos vermelhos) e do Painel Genético para erros inatos do Metabolismo (EIM) que identifica distúrbios que causam falhas no processamento de moléculas pelo organismo, geralmente resultando em sintomas neurológicos, hepáticos e gastrointestinais em recém-nascidos e lactentes.
A cooperação também prevê apoio no transporte das amostras até o Instituto Jô Clemente, em São Paulo, responsável pela realização dos exames.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, explicou que as maternidades públicas e particulares realizam a coleta das amostras do Teste do Pezinho, que posteriormente são encaminhadas à Vigilância Epidemiológica. “O nosso setor é responsável pelo cadastramento dos recém-nascidos, orientação às famílias e monitoramento dos resultados dos exames”.
Segundo a Denise Martins Gomide, o Teste do Pezinho Básico é composto por seis diagnósticos: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo congênito, Fibrose cística, Anemia falciforme e demais hemoglobinopatias, Hiperplasia adrenal congênita e Deficiência de biotinidase. Já Teste do Pezinho MAIS, que São Carlos passa a oferecer agora, detecta, além das mencionadas, mais quatro doenças: Deficiência de G6PD, Galactosemia, Toxoplasmose congênita e Leucinose.
O presidente da Unimed São Carlos, o médico anestesista Bolívar Soares Mendjoud, destacou que a ampliação do teste do pezinho permitirá ampliar de seis para dez o número de doenças congênitas rastreadas nos recém-nascidos. Segundo ele, a inclusão de enfermidades mais prevalentes aumenta as chances de diagnóstico precoce e de início imediato do tratamento, contribuindo para melhores resultados clínicos.
Mendjoud também ressaltou a importância da parceria entre a Unimed e a Prefeitura para fortalecer a assistência à população. "Essa união entre os setores público e privado amplia o acesso à saúde e beneficia diretamente os moradores de São Carlos”.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou que a ampliação do Teste do Pezinho representa um avanço significativo na assistência à saúde neonatal. Segundo ele, a possibilidade de identificar um número maior de doenças ainda nos primeiros dias de vida aumenta as chances de intervenção precoce, favorecendo o tratamento e reduzindo o risco de complicações que podem comprometer o desenvolvimento da criança.
Pilha também agradeceu ao presidente da Câmara Municipal, vereador Lucão Fernandes, pela destinação de uma emenda parlamentar de R$ 250 mil, que viabilizou a contratação do Instituto Jô Clemente por 12 meses para a realização dos exames, além de reconhecer a parceria da Unimed São Carlos com o poder público, considerada fundamental para ampliar o acesso ao teste.
O presidente da Câmara, Lucão Fernandes, reafirmou o compromisso de manter a iniciativa nos próximos anos. Segundo ele, a intenção é destinar uma nova emenda parlamentar para assegurar a continuidade do Teste do Pezinho ampliado, garantindo que crianças com doenças raras tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento no tempo adequado.
EXAME - O Teste do Pezinho é um exame de triagem neonatal, estratégia em Saúde Pública, que possibilita o diagnóstico de doenças genéticas, metabólicas, imunológicas e infecciosas, por meio da análise de gotas de sangue colhidas do calcanhar do bebê.
Essas doenças (assintomáticas ao nascimento), se não tratadas adequadamente e em tempo oportuno, podem causar prejuízos irreversíveis para a vida da criança, podendo levar ao desenvolvimento da deficiência intelectual. Em casos graves, a falta ou atraso no tratamento pode levar a incapacidade de desenvolvimento, retardo mental e ou morte prematura.
O Teste é um direito da criança assegurado por lei, e a coleta deve ser realizada preferencialmente na maternidade, antes da realização da alta hospitalar, de modo a garantir que todas as crianças tenham seu exame realizado. Essa coleta deve ocorrer após as 48 horas e 1 minuto do nascimento até o 5° dia de vida do bebê, independentemente de sua condição clínica.
Graças ao Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN – é disponibilizado para os recém-nascidos o diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ação acontece das 9h às 13h e é aberta à população a partir dos seis meses de idade; CTA também oferecerá testes rápidos gratuitos para HIV, hepatites B e C e sífilis
ARARAQUARA/SP - A Secretaria Municipal da Saúde realiza neste sábado (25) uma ação de vacinação contra a influenza na Praça Santa Cruz. O atendimento acontece das 9h às 13h e será destinado à população em geral a partir dos seis meses de idade.
A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população à imunização durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.
Além da vacinação, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) também estará presente na ação, oferecendo testes rápidos gratuitos para HIV, hepatites B e C e sífilis.
A vacina contra a gripe faz parte do Calendário Nacional de Vacinação como imunizante de rotina desde 2025 e é considerada a forma mais eficaz de prevenção contra a doença. Em 2026, a formulação foi atualizada para oferecer proteção contra três cepas do vírus influenza: H1N1, H3N2 e tipo B. Como o vírus sofre mutações frequentes, a vacinação deve ser realizada todos os anos.
Além de reduzir o risco de adoecimento, a imunização contribui para diminuir complicações, internações e mortes causadas pela influenza, bem como para reduzir a sobrecarga dos serviços de saúde durante a temporada de doenças respiratórias.
A vacina não é indicada para crianças menores de seis meses, pessoas que apresentaram febre nas últimas 24 horas e pessoas com histórico de alergia grave ao ovo.
SERVIÇO:
Vacinação contra a influenza
Data: sábado, 25 de julho
Horário: das 9h às 13h
Local: Praça Santa Cruz
Público-alvo: população em geral a partir dos seis meses de idade
Não podem receber a vacina: pessoas que apresentaram febre nas últimas 24 horas; pessoas com histórico de alergia grave ao ovo; crianças menores de seis meses
BRASÍLIA/DF - Apesar de reconhecerem que sintomas como presença de sangue nas fezes e mudança no fucionamento do intestino por mais de um mês podem ser graves, os brasileiros podem estar adiando a busca por assistência médica. A presença desses dois sinais está entre os principais indicativos do câncer colorretal e deve ser investigada o quanto antes.

Esse é o alerta de um levantamento divulgado pelo Hospital A. C. Camargo e da Nexus, que ouviu mais de 2 mil pessoas sobre o câncer colorretal e seus sintomas.
Segundo as respostas colhidas no estudo, oito em cada dez entrevistados declararam ter consciência de que esses dois sintomas podem ser graves. Cerca de 67% dos entrevistados concordam que esses sintomas podem indicar a doença, e 24% concordam muito com essa afimação. Ainda assim, quase metade não procura assistência médica com rapidez.
A pesquisa indicou que 9% dos entrevistados já notaram a presença de sangue nas fezes. Desses, 59% buscaram atendimento médico imediatamente, mas 40% não tiveram essa reação:
Dois em cada três entrevistados (67%) nunca ouviram falar do exame “Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes” (PSO), o principal recurso para identificar sinais da doença antes de sintomas evidentes. Apenas 11% já realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram.
O desconhecimento chega a 85% entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, e também é maior do que a média entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e que estudaram apenas até o ensino fundamental (72%).
A pesquisa também mostra que apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve a doença, sendo 15% um parente muito próximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram que nunca tiveram contato com pacientes desse tipo de câncer.
O líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A. C. Camargo Cancer Center, Samuel Aguiar, reforçou que, diante do aumento de casos da doença no Brasil, é importante não ignorar sinais como sangramento, alteração no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente.
“Também é necessário realizar exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orientação médica e histórico familiar. O diagnóstico precoce do câncer colorretal está diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que reforça o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detecção da doença ainda em estágio inicial”, ressaltou Aguiar.
De acordo com dados o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incidência entre os brasileiros. Esse tipo de câncer é o mesmo que levou á morte da cantora Preta Gil, em julho do ano passado, depois de dois anos de tratamento.
AGÊNCIAA BRASIL
Parceria entre Ciesp São Carlos e Norden tem como foco prevenção, apoio às empresas da região e a promoção da qualidade de vida dos trabalhadores
SÃO CARLOS/SP - A disputa por profissionais qualificados tem feito a saúde ocupar um lugar cada vez mais estratégico dentro das empresas, já que a mão de obra é um dos principais ativos do setor. E o acesso a serviços de qualidade, mais do que um benefício, tornou-se um diferencial para atrair, reter e cuidar dos colaboradores. Com esse entendimento, o Ciesp São Carlos e o Norden oficializaram, nesta terça-feira (14), uma parceria voltada ao fortalecimento do ambiente de negócios e ao desenvolvimento regional.
Para o diretor titular do Ciesp, Paulo Giglio, iniciativas desse tipo refletem o papel da entidade de conectar a indústria a parceiros capazes de gerar impactos positivos para toda a sociedade. "No fundo, queremos transformar essa parceria em uma questão social. Quando fortalecemos as empresas, geramos mais empregos, renda e desenvolvimento para a cidade. O Ciesp é um meio para construir esse tipo de resultado", explicou.
A aproximação entre os setores de saúde e indústria ocorre de forma natural, já que ambos desempenham papéis estratégicos no desenvolvimento do interior paulista. "A indústria sempre foi um setor muito relevante para os serviços de saúde. Nosso propósito é cuidar das pessoas não apenas quando elas adoecem, mas também na prevenção e na promoção do bem-estar, e boa parte da vida acontece dentro do ambiente de trabalho, por isso faz sentido estarmos próximos das empresas”, ressaltou o diretor-executivo do Norden, Antonio Pinotti.
Fundador da instituição, Pinotti observa que as cidades do interior, mesmo com forte desenvolvimento econômico, ainda convivem com um descompasso entre a demanda por serviços de saúde e a oferta de serviços disponíveis. Para ele, regiões industrializadas exigem soluções cada vez mais completas e de maior qualidade, acompanhando o nível de exigência das empresas e de seus colaboradores.
Além de facilitar o relacionamento entre empresas e serviços de saúde, a parceria prevê o desenvolvimento de ações voltadas à prevenção, orientação e promoção da qualidade de vida nas indústrias. "O modelo tradicional do plano de saúde costuma limitar o relacionamento entre empresa e operadora aos momentos de renovação do contrato. Nós acreditamos em uma atuação mais próxima nas empresas durante todo o ano, apoiando campanhas de prevenção, esclarecendo dúvidas e contribuindo para o bem-estar dos colaboradores", afirmou Pinotti.
Compreender a rotina das empresas é fundamental para propor soluções mais alinhadas às necessidades da indústria. "Nas visitas que realizamos às empresas, ouvimos as demandas dos empresários e dos profissionais de recursos humanos. A partir dessa escuta, buscamos desenvolver alternativas que facilitem o acesso dos colaboradores aos serviços de saúde sem comprometer a rotina das organizações", explicou o diretor comercial do Norden, Edilson Pappis.
A tecnologia também faz parte dessa estratégia. Segundo Gabo Morales, diretor do NLAB – o setor de tecnologia do Norden –, ferramentas digitais facilitam a rotina, aproximando o colaborador das informações de que precisam para cuidar da saúde. "A tecnologia precisa facilitar a vida das pessoas. Desde a criação do Norden, buscamos investir em soluções que aproximem o cliente do serviço de saúde e ofereçam mais autonomia no dia a dia", relatou.
Para o Ciesp, a parceria reforça uma estratégia cada vez mais forte na atuação da entidade, a de aproximar a indústria de instituições que contribuam para tornar o setor mais competitivo, inovador e preparado para os desafios do presente. A Diretoria Regional do Ciesp São Carlos inclui as cidades de Analândia, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Dourado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro e Trabiju, além de São Carlos.
RIO DE JANEIRO/RJ - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, que é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.
O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.
Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento.
Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo.
O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem.
Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.
Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar.
AGÊNCIA BRASIL
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