SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos registrou 294 casos confirmados de dengue nas primeiras 15 semanas de 2026, segundo dados divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde nesta quinta-feira (23). Outros três casos ainda aguardam resultado de exames, enquanto 61 foram descartados apenas nesta semana.
O levantamento aponta uma redução expressiva em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 10.786 casos positivos. A queda representa uma diminuição de aproximadamente 97% nos diagnósticos da doença.
Também houve redução no total de notificações, que passaram de 15.138 no ano passado para 2.096 em 2026, uma queda de 86%.
De acordo com a Vigilância em Saúde, o cenário atual indica que a dengue permanece sob controle neste início de ano, sem registro de óbitos até o momento.
Em relação a outras doenças transmitidas pelo mosquito, foram registradas 29 notificações de chikungunya, todas descartadas. Para zika, foram 20 notificações, igualmente descartadas, e não houve registros de febre amarela no período.
As autoridades reforçam a importância da prevenção, com eliminação de criadouros do mosquito, para manter os índices baixos ao longo do ano.
BRASÍLIA/DF - O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença.
A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença.
“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.
O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que os países-sede apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos.
“A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento.
“Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, completou a nota.
Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos:
A Copa do Mundo 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais provenientes de diferentes regiões do mundo.
“Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério no documento.
O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.
O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global, com persistência de surtos em todos os continentes. “Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”.
“Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal em diversas regiões.”
Na região das Américas, o documento aponta um aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos de sarampo, sobretudo nos países-sede da Copa.
Em 2025, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica.
Situação semelhante foi observada no México, que passou de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares.
Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026.
Os três países se encontram com surtos ativos de sarampo, quando há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento. O cenário de agravamento culminou na perda do status da região das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025.
Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.
Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.
“Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério.
Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas.
“O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco de casos e surtos de sarampo seja alto.”
A nota reforça que a vacinação constitui a principal medida de prevenção e controle da doença. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Dados da pasta mostram que, no Brasil, a cobertura da 1ª dose (D1) atingiu 92,66% em 2025, aproximando-se da meta preconizada de 95% em nível nacional. A homogeneidade (indicador da qualidade da cobertura em diferentes localidades) chegou a 64,56%, sendo que 3.596 municípios atingiram a meta de 95%.
Já a cobertura da 2ª dose (D2) atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24%, e 1.963 municípios atingiram a meta de 95%.
“Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou com a chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”, ressaltou o documento.
Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir:
“Em situações em que a vacina não foi administrada no período ideal, ainda assim é recomendável que o viajante receba pelo menos uma dose antes de viajar, até mesmo no dia do embarque”, destacou o ministério.
Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o risco de reintrodução da doença no Brasil é real.
“Justamente no momento em que nós recuperamos o status de zona livre do sarampo, estamos vivenciando um grande surto nas Américas, principalmente na América do Norte. Mas também há casos na Bolívia, na Argentina e no Paraguai”.
“Obviamente que o deslocamento frequente de pessoas faz com que o risco de reintrodução da doença seja real”, disse. “A chance de alguém entrar com sarampo aqui é grande”, completou.
Para Kfouri, o Brasil precisa manter sua população vacinada, o que funciona como uma barreira para a transmissão do vírus, além de realizar uma vigilância bastante ativa para a detecção precoce de casos.
“Casos importados vão acontecer. Em 2025, tivemos 35. Mas esses casos não se traduziram em uma cadeia de doença. Portanto, a gente só teve esses casos. Não temos transmissão mantida entre nós”.
O vice-presidente da Sbim ressaltou a importância de capacitação de todos os profissionais de saúde, não só para o reconhecimento precoce da doença, mas para ações imediatas de isolamento, bloqueio e coleta de exames.
“Que neste momento de aglomeração, que a gente tenha um cuidado ainda maior. Viajar com a vacinação em dia, e estar alerta para os que voltam de lá com sintomas”, disse.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de Araraquara, por meio da Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde, segue atuando de forma intensiva no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Nos últimos dias, as equipes realizaram ações em diversos bairros do município, incluindo Vila Xavier, Jardim Martinez, Yolanda Ópice, Parque dos Pinheiros, Santa Angelina, Valle Verde, Cecap, Jardim das Paineiras, São José, Santana, Parque das Laranjeiras, Jardim Cruzeiro e Jardim das Hortênsias. As equipes também realizaram vistorias em diferentes regiões da cidade, reforçando as ações de prevenção e controle.
As ações consistiram em vistorias realizadas pelos agentes de combate às endemias, com apoio da cooperativa na retirada de materiais inservíveis no entorno e no interior das residências.
O trabalho ocorre de forma contínua e estratégica, por meio de vistorias e orientações realizadas tanto nas ações de rotina (casa a casa) quanto nos bloqueios, com o objetivo de identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito, além de orientar os moradores.
Diariamente, equipes estão nas ruas, atuando em diversos pontos da cidade, seja com ações de bloqueio (quando há casos confirmados) ou com vistorias de rotina.
A Vigilância Ambiental em Saúde reforça que a colaboração da população é fundamental para o sucesso dessas ações. Os cuidados com a dengue são uma responsabilidade de todos. Com apenas 10 minutos por semana, o morador pode eliminar possíveis criadouros dentro de casa.
É importante destacar que o combate não deve ocorrer apenas em locais com água parada. A fêmea do mosquito também deposita seus ovos em recipientes secos que possam vir a acumular água. Esses ovos podem resistir por até dois anos e, ao entrarem em contato com a água, voltam a se desenvolver.
A Prefeitura segue empenhada em proteger a saúde da população, contando com o apoio de todos no enfrentamento às arboviroses.
Ressaltamos que é fundamental permitir a entrada dos agentes para a realização das ações de controle e prevenção. Em caso de dúvida, entre em contato com o setor pelos telefones (16) 3303-3123 ou (16) 3303-3124. Para denúncias, a população pode entrar em contato com a Ouvidoria pelos telefones (16) 3303-3115 ou (16) 3303-3104.
SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC), em parceria com a Unimed São Carlos, promove no dia 24 de abril uma ação especial em comemoração ao Dia Mundial da Saúde. O evento será realizado das 14h às 19h, no Campus 1 da FESC, localizado na Vila Nery, na Rua São Sebastião, 2.828, e é totalmente gratuito e aberto à comunidade.
A iniciativa tem como objetivo incentivar hábitos saudáveis e ampliar o acesso a serviços básicos de saúde, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população. Durante a programação, os participantes poderão realizar aferição de pressão arterial, medição de glicemia, exame de bioimpedância e receber orientações de profissionais qualificados em atividades de educação em saúde.
Com o lema “Mude o Hábito”, a ação reforça a importância de pequenas mudanças no cotidiano para a promoção do bem-estar físico e mental, aproximando ainda mais os serviços de saúde da comunidade e fortalecendo o compromisso da FESC e da Unimed São Carlos com a prevenção e o cuidado integral.
SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos foi premiado durante o 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, realizado entre os dias 8 e 10 de abril, em Santos. A conquista ocorreu no âmbito da 22ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios, que reuniu iniciativas inovadoras de todo o estado.
O reconhecimento foi concedido ao projeto “envelheSER na cIDADE: práticas e cuidados em Saúde Mental”, que recebeu o Destaque OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), figurando entre as 20 experiências municipais selecionadas pela relevância e alinhamento com diretrizes internacionais. O trabalho passa a ser referência para o Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta potencial de disseminação para outros países das Américas.
A iniciativa foi desenvolvida pela equipe do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), em parceria com a residência multiprofissional em saúde mental da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O projeto foi fundamentado em dois eixos articulados: oficinas de educação permanente com equipes de Estratégia de Saúde da Família focadas em desafios do envelhecimento e manejo de instrumentos de rastreio geriátrico (10-CS, Katz, Lawton, GDS e GAI). As ações foram realizadas no Centro de Convivência do Idoso
“Roberto Kabbach” e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), com foco no cuidado integral à população idosa, especialmente na área da saúde mental.
Nesta edição, a Mostra registrou número recorde de participação, com 2.702 trabalhos inscritos, evidenciando o compromisso dos municípios paulistas com a qualificação do SUS. Além do prêmio da OPAS, também foram concedidos reconhecimentos em outras categorias, como o Prêmio David Capistrano e menções honrosas.
“Receber esse reconhecimento em um evento tão importante para a saúde pública é motivo de muito orgulho para São Carlos. O projeto ‘envelheSER na cIDADE’ mostra que é possível avançar no cuidado com a saúde mental da nossa população idosa de forma humanizada, integrada e inovadora. Esse prêmio reforça o compromisso das nossas equipes com a qualidade do SUS e evidencia que estamos no caminho certo, construindo políticas públicas que fazem a diferença na vida das pessoas e que podem, inclusive, servir de referência para outras cidades e países”, disse o secretário de Saúde Leandro Pilha, parabenizando a equipe.
A diversidade e a qualidade dos projetos apresentados reforçam a capacidade dos municípios em desenvolver soluções inovadoras e eficazes para os desafios da saúde pública, contribuindo para a melhoria do atendimento à população.
Representaram São Carlos na premiação a chefe de Seção de Apoio à Saúde Mental, Carmen Pereira, além das profissionais Carolina Squassoni, do CAPS II, e Amanda Peres, do CAPSiJ.
SÃO CARLOS/SP - Com o aumento dos casos de acidentes envolvendo escorpiões em São Carlos, autoridades médicas e da Secretaria de Saúde intensificaram as orientações à população, destacando a importância da rapidez no atendimento e da prevenção para evitar mortes, especialmente entre crianças.
A médica Nayara Veloni, coordenadora da UPA Vila Prado, explicou como deve ser feito o encaminhamento em situações de emergência. “Crianças, adolescentes e adultos devem ser levados diretamente à Santa Casa, que é o hospital de referência que possui o soro disponível”.
Ela destacou que o risco para os menores é maior devido ao peso corporal reduzido. “O veneno se espalha mais rápido no organismo da criança, podendo atingir órgãos vitais em pouco tempo. Por isso, o atendimento imediato é fundamental”, disse. Nayara lembrou ainda que a Santa Casa é referência não apenas para escorpiões, mas também para outros animais peçonhentos, como cobras e aranhas.
No caso dos adultos, o médico faz a triagem, avalia os sintomas e, se necessário, aplica o antídoto, mas isso é feito apenas na Santa Casa”, explicou.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, reforçou a importância da agilidade no atendimento. “Pessoas picadas por escorpiões ou outros animais peçonhentos devem ser levadas direto à Santa Casa, sem necessidade de passar antes por uma UPA. Quanto antes começar o tratamento, maiores são as chances de sucesso”, afirmou. Ele ressaltou que o município tem trabalhado em conjunto com a Santa Casa para evitar mortes na região.
Além das orientações médicas, a Secretaria de Saúde reforça medidas de prevenção: manter quintais limpos, evitar acúmulo de entulhos, sacudir roupas e calçados antes de usar, vedar frestas em paredes e pisos, e preservar inimigos naturais dos escorpiões, como corujas, lagartos e sapos.
Em caso de picada a recomendação é simples: lavar o local com água e sabão. Não é indicado fazer torniquetes, cortes, perfurações ou aplicar qualquer tipo de substância no local, pois essas práticas podem agravar o quadro.
Nem todos os casos exigem o uso do soro. O tratamento é indicado principalmente para situações moderadas ou graves, conforme avaliação médica. Por isso, a ida rápida ao hospital é fundamental para definir a conduta adequada.
De acordo com a Santa Casa de São Carlos esse ano foram atendidas 13 pessoas, sendo 4 crianças, com picadas de escorpião confirmadas, ou seja, situações em que o animal foi efetivamente visualizado.
A presença desses animais pode ser notificada na Unidade Controle de Zoonoses e Endemias, na Rua Conde do Pinhal, 2.161, ou pelo telefone (16) 3419-8203.
SÃO PAULO/SP - O Hospital Graacc, especializado em tratamento de crianças com câncer, já conta com um novo acelerador linear, equipamento usado para radiografia de última geração. A expectativa é que o aparelho aumente a capacidade de tratamento de 150 para 250 pacientes por mês.
O equipamento, da marca Elekta, modelo Versa HD, custa cerca de R$ 9 milhões e substituiu o acelerador antigo da instituição, com ganhos em precisão, qualidade e rapidez de tratamento. Também permite a realização de sessões mais breves e específicas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na unidade na quinta-feira (16) e explicou as vantagens desse tipo de aquisição e sua relação com o atual programa de financiamento de terapias de alto custo realizado pelo Ministério.
“Vamos chegar esse ano pela primeira vez com pelo menos um aparelho destes em cada estado do Brasil. O último que falta é no estado de Roraima, mas os equipamentos já estão lá e a gente vai inaugurar esse ano”, disse Padilha.
O Ministério da Saúde também vai ampliar o custeio de equipamentos, com aumento do valor pago por sessão para as unidades que fazem atendimentos de alto custo ou tratamentos de câncer. O aumento para esse tipo de radioterapia será de 30%, dentro do programa Agora Tem Especialistas.
“Para nós, o maior impacto é na qualidade do atendimento, além de ser mais moderna é uma máquina mais rápida e é mais precisa. A quantidade de radiação que a criança acaba recebendo é bem menor, assim como os efeitos colaterais. A precisão do feixe radioativo é da ordem de milímetros, o que é decisivo quando você pensa numa criança”, explicou o CEO do Hospital Graac, André Negrão.
A equipe atende hoje cerca de 15 pacientes com o aparelho recém instalado, com a perspectiva retomar o atendimento a 150 pacientes. O potencial é atender até 250 pacientes por mês quando a máquina estiver plenamente operacional.
Os aparelhos modernos permitirão também um volume maior de atendimento nas outras unidades, como o Hospital São Paulo, da Unifesp, que também inaugurou um aparelho pelo programa Agora Tem Especialistas hoje.
Apenas neste programa foram 13 aceleradores lineares, de um total de 20 aparelhos avançados para tratamento de câncer. Isso leva a uma expectativa maior de formação de quadros técnicos especializados.
“São profissionais como médicos residentes, fisioterapeutas, enfermeiros e radiologistas, que aprendem cada vez mais em centros especializados como esse”, ponderou Padilha.
Padilha ressaltou que houve aceleração da capacidade de diagnósticos com um convênio baseado em telemedicina junto ao hospital A.C. Camargo, da capital paulista.
“Algumas regiões demoravam seis meses para fechar um diagnóstico. Hoje os dados são enviados, analisados por um anatomopatologista, que é um médico especializado que faz a leitura da biópsia, com experiência no diagnóstico do câncer, e esse resultado demora cerca de duas semanas” comemorou o ministro, ressaltando que o tratamento mais rápido também significa mais chance de sobrevivência.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta protocolou um requerimento solicitando informações detalhadas sobre a distribuição de insulina na rede pública de saúde do município. A iniciativa tem como objetivo garantir transparência, eficiência no atendimento e, principalmente, assegurar que pacientes que dependem do medicamento tenham acesso contínuo e adequado ao tratamento.
A insulina é essencial para pessoas com diabetes, sendo fundamental para o controle da glicemia e para a prevenção de complicações graves da doença, como problemas cardiovasculares, renais e neurológicos. A falta ou irregularidade no fornecimento pode colocar em risco a saúde e a qualidade de vida de muitos pacientes, tornando indispensável uma gestão eficaz por parte do poder público.
O parlamentar busca esclarecer pontos como a regularidade no abastecimento, a quantidade disponível nas unidades de saúde, possíveis faltas registradas e quais medidas estão sendo adotadas para evitar a interrupção no fornecimento.
Segundo o vereador, a preocupação é garantir dignidade e segurança aos munícipes que dependem do medicamento diariamente: “A insulina não é um medicamento qualquer, ela é vital para milhares de pessoas. Precisamos garantir que não falte e que o acesso seja sempre seguro e eficiente. Estou acompanhando de perto essa situação para que possamos cobrar melhorias e soluções concretas”, destacou Bruno Zancheta.
A iniciativa reforça o papel fiscalizador do Legislativo e demonstra a atenção do vereador às demandas da área da saúde, especialmente no cuidado com pacientes que necessitam de acompanhamento contínuo.
SÃO CARLOS/SP - A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2026 está em andamento em São Carlos e, entre os dias 28 de março e 14 de abril, já foram aplicadas 13.445 doses. Do total, 9.974 doses foram destinadas aos grupos prioritários, que somam uma população-alvo de 66.427 pessoas, resultando em uma cobertura vacinal de 15,01% até o momento. A campanha segue até o dia 30 de maio, quando a vacina será disponibilizada para toda a população.
Entre os grupos prioritários, os idosos com mais de 60 anos tiveram maior adesão: foram aplicadas 8.831 doses, alcançando 18,02% de cobertura. Já as crianças de 6 meses a menores de 6 anos receberam apenas 854 doses, o que corresponde a 5,47% da população-alvo. As gestantes tiveram cobertura de 16,06%, com 289 doses aplicadas.
Apesar da mobilização inicial, incluindo o Dia D em 28 de março e a oferta da vacina em diversas unidades de saúde e postos volantes, os números ainda estão abaixo da meta nacional de 90% de cobertura. Em 2025, por exemplo, foram aplicadas 79.792 doses, com cobertura de 55,41% entre os grupos prioritários.
A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforçou que o objetivo da campanha é reduzir complicações, internações e mortes causadas pelo vírus influenza, especialmente em grupos vulneráveis. “Vacinar-se é um ato de cuidado individual e coletivo, que protege não só quem recebe a dose, mas toda a comunidade”.
A Secretaria Municipal de Saúde lembra que, desde 2025, crianças, gestantes e idosos podem se vacinar durante todo o ano, e não apenas durante o período da campanha.
A imunização acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) de São Carlos, com exceção da USF do Cruzeiro do Sul, que está em reforma. O atendimento é das 7h30 às 16h30.
SÃO CARLOS/SP - A situação da Covid-19 em São Carlos segue estável neste início de 2026. Segundo dados do Departamento de Vigilância em Saúde, o mês de março registrou 34 casos positivos, dentro de um total de 313 notificações.
O número representa continuidade na redução observada desde o início do ano, quando janeiro teve 79 confirmações e fevereiro registrou 47 casos.
Um dos principais destaques do boletim é a ausência de óbitos relacionados à doença neste ano, diferentemente de 2025, quando foram registradas cinco mortes, todas envolvendo pacientes com comorbidades.
O histórico do ano passado também mostra oscilações nos casos, com picos no início e no final do ano, contrastando com o cenário mais controlado atual.
Mesmo com indicadores positivos, a Vigilância em Saúde ressalta a importância da prevenção e do acompanhamento contínuo dos casos para evitar novos aumentos.
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