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SÃO CARLOS/SP - Como parte das ações voltadas ao Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, a Câmara Municipal de São Carlos realizará no próximo dia 28 de maio uma palestra no Teatro La Salle com Ana Carolina de Oliveira, idealizadora do projeto “Silêncio que Grita”.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Lucão, que destacou a importância de ampliar o debate sobre violência doméstica, abuso infantil e proteção às vítimas. Segundo ele, a escolha da palestrante representa o compromisso do Legislativo com ações de conscientização e fortalecimento das políticas públicas voltadas à defesa das famílias.

Ana Carolina ganhou notoriedade nacional após enfrentar uma tragédia pessoal que comoveu o país. Desde então, passou a atuar em projetos e campanhas de conscientização sobre violência e proteção de crianças e adolescentes.

Para Lucão, levar o tema ao debate público é fundamental para estimular denúncias e fortalecer a rede de apoio às vítimas. “A informação e a conscientização são ferramentas fundamentais. Precisamos preparar a sociedade para identificar sinais, denunciar e acolher as vítimas”, afirmou.

A expectativa é reunir autoridades, educadores, profissionais da rede de proteção, estudantes e a população em geral. A iniciativa integra uma série de ações promovidas durante o Maio Laranja e reforça o posicionamento da Câmara Municipal no enfrentamento à violência e na promoção da dignidade e segurança das famílias são-carlenses.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal das Famílias realizou na noite da última quarta-feira (06/05), no anfiteatro do Paço Municipal, a cerimônia de certificação de 32 famílias participantes do Programa Famílias Fortes. O evento reuniu pais, mães, crianças e autoridades municipais.

Participaram da cerimônia o prefeito Netto Donato, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, o secretário municipal das Famílias, Felipe Victor Martins Neves, o vereador André Rebello e o vereador de Itirapina Gabriel Rebello.

A certificação marcou o encerramento de mais um ciclo do programa, que ao longo de quase dois meses promoveu encontros semanais voltados ao fortalecimento dos vínculos familiares, prevenção ao uso de álcool e outras drogas e desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.

Neste primeiro ciclo de 2026, o programa atendeu famílias em diferentes pontos de aplicação, como na Escolas Municipais de Educação Básica  (EMEBs) Arthur Natalino Deriggi e Ulysses Piccolo, no Projeto Coração e no Projeto Madre Cabrini.

A execução do programa contou com o apoio de diversas secretarias e instituições. A Secretaria Municipal de Educação disponibilizou estrutura física, equipamentos e alimentação. O Fundo Social de Solidariedade contribuiu com a entrega de cestas básicas às famílias certificadas. Já a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal colaborou com o fornecimento de lanches para as turmas realizadas em Organizações da Sociedade Civil.

O secretário municipal das Famílias, Felipe Victor Martins Neves, destacou a transformação vivida pelas famílias durante o programa. “São 32 famílias certificadas que passaram pelo Programa Famílias Fortes e estão transformando suas vidas e o ambiente familiar. Essas famílias passaram quase dois meses com a gente e agora estão mais próximas dos seus filhos, assim como os filhos estão mais próximos dos pais. Hoje eles têm melhores condições de transformar seus lares em ambientes seguros e apropriados para o desenvolvimento de crianças e adolescentes”, afirmou.

O vereador André Rebello ressaltou o papel do acolhimento dentro da proposta do programa. “Esse trabalho vem para ajudar no combate à experimentação do álcool e das drogas. E qual é a metodologia dele? É a do acolhimento. O programa vem para orientar, ensinar e estimular os pais a acolherem os filhos, com o objetivo de fortalecer o vínculo familiar. A gente precisa reaprender a ser família unidade”, disse.

O vereador de Itirapina, Gabriel Rebello, também parabenizou a iniciativa desenvolvida em São Carlos. “Quero parabenizar e agradecer ao prefeito Netto Donato, à primeira-dama Herica e ao secretário Felipe pelo empenho nesse trabalho. Sou da cidade de Itirapina, mas sabemos que quando uma cidade vizinha está organizada e trabalhando para aquilo que é preciso, todas as cidades ao redor ganham”, declarou.

A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, destacou a importância da participação das famílias no projeto. “O anfiteatro está lotado e tenho que agradecer ao secretário Felipe pela condução desse programa. O Fundo Social teve o privilégio de conhecer as cartilhas e entender como tudo funciona, mas quem faz isso acontecer são os participantes. Tive a oportunidade de acompanhar uma turma na EMEB Ulysses Piccolo e foi emocionante ver as famílias envolvidas, mães participando no horário extra porque decidiram valorizar a família. Aprendi desde pequena que primeiro vem Deus, depois a família, depois o trabalho e os estudos. Quando invertemos essa ordem, tudo dá errado”, afirmou.

Encerrando a cerimônia, o prefeito Netto Donato falou sobre a importância do programa e celebrou a presença das famílias no Paço Municipal. “É muito bom estar aqui com vocês. Quero agradecer a presença do vereador André Rebello, do vereador Gabriel Rebello, do secretário Felipe e da minha esposa Herica. É muito importante ver esse primeiro programa chegando à formatura, com o Paço Municipal cheio de crianças e famílias. É aqui que a gente trabalha de manhã, à tarde e à noite para construir uma cidade cada vez melhor”, destacou o prefeito, que também agradeceu às escolas e entidades parceiras do projeto.

BRASÍLIA/DF - A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), projeto de lei que aumenta as penas pelos crimes de estupro, assédio sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O PL nº 3984/25 institui a Lei da Dignidade Sexual e também prevê punição maior para os crimes relacionados a pedofilia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A proposta ainda passará pela análise do Senado.

A lei define que a pena por estupro passa de 6 a 10 anos de reclusão para 8 a 12 anos. Caso o ato resulte em lesão grave, a pena atual de 8 a 12 anos será de 10 a 14 anos. Se resultar em morte da vítima, a reclusão de 12 a 30 anos passa a ser de 14 a 32 anos.

O assédio sexual, cuja pena atual é de detenção de 1 a 2 anos, será punido com pena de detenção de 2 a 4 anos.

O registro não autorizado da intimidade sexual, como fotos e vídeos, atualmente punível com detenção de 6 meses a 1 ano, passa para detenção de 1 a 3 anos.

Foi definido ainda o aumento de um terço a dois terços da pena se os crimes contra a dignidade sexual forem cometidos por razões da condição do sexo feminino; contra pessoa com deficiência ou maior de 60 anos; ou nas dependências de instituição de ensino, hospitalar ou de saúde, de abrigamento, unidade policial ou prisional.

No ECA, o projeto aumenta as penas de reclusão para os seguintes crimes:

  •  vender ou expor registro de pornografia envolvendo criança ou adolescente: de 4 a 8 anos para 6 a 10 anos;
  •  disseminar essa pornografia por qualquer meio: de 3 a 6 anos para 5 a 8 anos;
  •  adquirir ou armazenar por qualquer meio esse tipo de pornografia: de 1 a 4 anos para 3 a 6 anos;
  •  simular participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornografia com montagem ou adulterações: de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos; e
  •  aliciar por qualquer meio de comunicação criança ou adolescente com o fim de praticar com ela ato libidinoso: de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos.

Outras ações

O PL também altera a Lei de Execução Penal ao proibir condenados por estupro ou estupro de vulnerável de usufruírem de visitas íntimas no presídio.

Já na lei que instituiu a campanha Maio Laranja, com ações de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o projeto cria a Semana Nacional de Enfrentamento aos Crimes Sexuais, a ser realizada todos os anos na última semana do mês de maio.

Em relação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o projeto determina que sejam trabalhados conteúdos sobre violência sexual, tratando da compreensão do consentimento e da difusão de canais de denúncia. 

Os conteúdos devem ser incluídos junto ao ensino sobre prevenção de todas as formas de violência contra a criança ou adolescente e a mulher, já previsto na LDB.

Por fim, o texto aprovado prevê, como efeito automático da condenação por crimes contra a dignidade sexual tipificados no Código Penal, a perda do poder familiar se o crime for cometido contra pessoa igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado.

Se a pena for superior a 4 anos de reclusão, haverá a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo, se for o caso. Será proibida, ainda, a nomeação do condenado para qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena.

O PL é de autoria da deputada Delegada Katarina (PSD-SE), aprovado com o substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

* Com informações da Agência Câmara de Notícias

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Uma importante articulação regional ganhou força nesta semana: vereadores de São Carlos e Descalvado se uniram em uma mobilização conjunta pela duplicação da Rodovia SP-215 (Rodovia Doutor Paulo Lauro), uma das principais ligações entre os municípios da região.

A iniciativa tem como objetivo dar visibilidade à urgência da obra, considerada fundamental para a segurança viária, mobilidade urbana e desenvolvimento econômico local. A rodovia, que recebe intenso fluxo diário de veículos, caminhões e trabalhadores, apresenta trechos críticos que têm registrado acidentes e dificuldades de acesso, especialmente em áreas próximas a bairros residenciais, empresas e condomínios.

Como parte da mobilização, foi lançado um abaixo-assinado online aberto à população, permitindo que moradores, trabalhadores e usuários da via manifestem apoio à duplicação. A proposta é reunir o maior número possível de assinaturas para fortalecer o pleito junto ao Governo do Estado de São Paulo e aos órgãos responsáveis pela infraestrutura rodoviária.

O vereador Bruno Zancheta, de São Carlos, destacou a importância da união regional para dar força à demanda: “A duplicação da SP-215 não é mais uma opção, é uma necessidade urgente. Estamos falando de vidas, de segurança e de desenvolvimento para toda a nossa região. Esse abaixo-assinado é uma ferramenta importante para mostrar que a população está atenta e quer soluções concretas. Quando unimos forças com municípios vizinhos, nossa voz ganha ainda mais peso.”

Já o vereador Jhow do Espetinho, de Descalvado, reforçou o impacto direto da rodovia na rotina da população: “A SP-215 é um eixo fundamental para quem trabalha, estuda e precisa se deslocar diariamente entre as cidades. A falta de duplicação compromete a segurança e o tempo das pessoas. Essa mobilização conjunta mostra que essa não é uma pauta isolada, mas sim uma necessidade regional que precisa ser tratada com prioridade.”

A expectativa dos parlamentares é que, com o engajamento popular e a união política, seja possível acelerar estudos, projetos e investimentos necessários para a duplicação da rodovia, garantindo melhores condições de tráfego, redução de acidentes e mais qualidade de vida para toda a população da região.

A população pode participar da mobilização acessando o link do abaixo-assinado online e contribuindo com essa demanda coletiva.

Link:https://docs.google.com/forms/u/1/d/1AdwRbZfOUNf2VEEctTQ8lRynMiBvgi_y2rfWbhibHn4/edit

BRASÍLIA/DF - O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspendeu por 60 dias os mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), por quebra de decoro. 

A suspensão foi motivada pelo motim realizado pelos parlamentares no plenário da Casa em favor da anistia aos golpistas condenados no contexto do 8 de janeiro de 2023.

O resultado da votação do Conselho de Ética ainda precisa ser confirmado, em plenário, por pelo menos 257 votos. Os deputados alvos das representações ainda podem recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).Relembro o caso

Em agosto de 2025, deputados e senadores da oposição pernoitaram nos plenários do Congresso Nacional, impedindo a realização das sessões, em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, e exigindo a votação do projeto de lei da anistia aos golpistas.

Em resposta, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu o afastamento de 14 deputados envolvidos no motim.Já o corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética a suspensão dos mandatos dos três parlamentares que tiveram os processos analisados.

Votação

Após nove horas de debates, o Conselho de Ética aprovou, nesta terça-feira (5), os pareceres apresentados contra os deputados alvos das representações.

No caso do deputado Pollon, foram 13 votos contra quatro. Já Van Hattem e Zé Trovão tiveram a suspensão aprovada por 15 votos contra quatro.  

O deputado Zé Trovão classificou a decisão como perseguição, dizendo que tomaria novamente a Mesa: 

“E digo mais, se for preciso tomar a Mesa novamente, em algum momento da história, para defender quem me elegeu, assim eu o farei.”
Já o deputado Marcos Pollon destacou que nunca teria quebrado o decoro durante seu mandato.

“Sempre mantive um debate de alto nível. Só que a humanidade grita mais alto para quem tem sangue correndo nas veias. O grau de injustiça que nós estamos vendo no nosso país é absurdo”, lamentou.

Por sua vez, o deputado Marcel van Hattem destacou que o motim no plenário da Câmara teria sido uma manifestação pacífica.

“Assim como foi feito no Senado – Senador Girão, Senador Sergio Moro esteve aqui conosco dando solidariedade também –, onde nada aconteceu. Nós vimos lá, sim, bom senso, respeito à democracia, respeito à oposição. Aqui nós estamos vendo a mais pura e simples perseguição”, destacou em sua defesa.

 

 

por Agência Brasil

OSASCO/SP - A Secretaria Municipal das Famílias de São Carlos participou, na última terça-feira (5/5), do II Encontro Nacional de Cidades Inclusivas para Famílias Sustentáveis, realizado em Osasco (SP). O evento reuniu representantes de municípios que integram a rede de cidades comprometidas com a promoção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares.

As cidades participantes fazem parte do grupo que aderiu à chamada Declaração de Veneza, documento que estabelece diretrizes para a construção de políticas mais acolhedoras às famílias. A iniciativa conta com a participação da organização Family Talks, ligada à Associação de Desenvolvimento da Família (ADEF), entidade da sociedade civil que atua na defesa de pautas relacionadas ao fortalecimento familiar.

São Carlos passou a integrar a rede internacional em agosto de 2024, assumindo o compromisso de desenvolver e compartilhar ações voltadas à melhoria da qualidade de vida das famílias.

Durante o encontro, foram realizados quatro painéis temáticos: “Família, Parentalidade e Prevenção das Violências”; “Família, Longevidade e Acessibilidade”; “Família, Saúde e Bem-estar”; e “Família, Trabalho e Proteção da Infância”.

O secretário municipal das Famílias de São Carlos, Felipe Neves, participou como palestrante no painel “Família, Saúde e Bem-estar”, no qual apresentou experiências desenvolvidas em São Carlos. Segundo ele, o município tem avançado na implementação de políticas públicas com foco na intersetorialidade. “Destacamos a importância da integração entre diferentes áreas para a efetividade das políticas familiares e como conseguimos aplicar esse conceito na prática”, afirmou.

De acordo com o secretário, a participação no encontro também possibilitou a troca de experiências com outras cidades. Ele destacou que a presença de São Carlos no evento reforça as ações desenvolvidas pela administração municipal e contribui para ampliar a visibilidade do município no cenário nacional.

FAMÍLIAS FORTES - Em São Carlos a Prefeitura desenvolve Programa Famílias Fortes. A iniciativa tem como objetivo promover o bem-estar familiar por meio do fortalecimento de vínculos e do desenvolvimento de habilidades de vida, até o momento, 52 famílias já foram beneficiadas. Ao longo de dois meses, as famílias frequentaram encontros semanais voltados ao fortalecimento das relações familiares, com foco na prevenção de comportamentos de risco entre crianças e adolescentes, especialmente o uso de álcool e outras drogas. Todos serão certificados pela administração municipal.

IRÃ - O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou à China para um encontro com seu homólogo, Wang Yi, nesta quarta-feira (6), cerca de uma semana antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também viajar ao país asiático para um encontro com o líder do regime, Xi Jinping.

A reunião entre os chefes das relações diplomáticas ocorre a convite de Pequim, que vê risco de sua matriz energética ser prejudicada em decorrência da guerra no Irã. A maior parte do petróleo que passa pelo estreito de Hormuz, que se tornou o epicentro da tensão devido ao fechamento pelo país persa, tem como destino a China.

É a primeira visita de Araghchi ao país desde o início do conflito. O Ministério das Relações Exteriores do país persa afirmou que a ida do iraniano ocorre para "dar continuidade a consultas diplomáticas" e conversar sobre as relações bilaterais e internacionais.

Segundo da agência iraniana Isna, Araghchi falou sobre o andamento das negociações com os EUA, e declarou que o país só aceitará "um acordo justo e abrangente". "Faremos todo o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações", disse.

Já o chanceler chinês, segundo relato de Pequim, declarou que o fim das hostilidades é "imperativo", e que "apoia o Irã na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais". As autoridades teriam ainda discutido a questão nuclear, com Wang reconhecendo o direito do país persa do desenvolvimento pacífico de energia atômica.

A nota chinesa diz ainda que Araghchi teria afirmado que a reabertura do estreito está próxima de acontecer, uma afirmação que não se repetiu no relato da agência iraniana.

A China tem se colocado como imparcial no conflito, ao passo que condenou em diversas ocasiões as ações conjuntas dos EUA e de Israel contra a soberania iraniana. Pequim se apresenta como ator capaz de auxiliar na desescalada da guerra, afirmando que apoia as negociações entre os envolvidos.

Nesta segunda-feira (6), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu à China que intensifique seus esforços diplomáticos para que o país persa abra Ormuz à navegação internacional.

Pequim tem grande influência sobre o Irã, uma vez que é um dos poucos países que mantêm relações diplomáticas com Teerã, com ampliação da cooperação política e econômica nos últimos anos. O Irã, por sua vez, é parte estratégica da expansão do programa chinês Cinturão e Rota, visto que está posicionado em uma região que conecta a Ásia a outros países do Oriente Médio e à Europa.

Os movimentos de Washington tentam fazer com que a China também se responsabilize pelas negociações pela reabertura do trecho, sob o argumento de que as refinarias do país ignoram sanções e recebem petróleo iraniano, da dependência do abastecimento da cadeia energética chinesa em relação ao óleo que passa por Ormuz e das trocas entre os regimes.

Como instrumento de pressão, em abril, os EUA impuseram sanções à refinaria independente chinesa Hengli Petrochemical, acusada de comprar petróleo iraniano, ampliando a lista de empresas chinesas sancionadas em decorrência da negociação com os persas.

Em contrapartida, a China utilizou pela primeira vez um instrumento criado para neutralizar imposições que considera violações das leis internacionais ou restrições ao comércio, fazendo com que as empresas não tenham obrigação de cumprir a decisão americana contra as refinarias.

A expectativa é que Wang e Araghchi tenham discutido o fechamento de Hormuz e que o lado chinês tenha feito a consulta para preparar Pequim para a chegada de Trump na próxima semana.

Bessent já havia adiantado que o fechamento do estreito faria parte da mesa de negociação entre Trump e Xi no encontro entre os dois, previsto para 14 e 15 de maio. O americano vai ao país em mais um capítulo da trégua comercial entre China e EUA, iniciada na última reunião entre eles, em outubro, na Coreia do Sul.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão de Cidade e Infraestrutura, promoveu, na tarde desta terça-feira (05/05), no auditório Sérgio Mascarenhas, na Embrapa Instrumentação Agropecuária, a audiência pública sobre o Plano Diretor. Especialistas, produtores e representantes da Prefeitura se reuniram para discutir como o campo, responsável por grande parte da riqueza natural e alimentar da cidade, deve ser incorporado ao planejamento urbano e ambiental.

O chefe-geral da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini, lembrou que a instituição já participa do Plano Diretor desde os anos 80 e reforçou a necessidade de olhar para todo o território. “A área rural precisa ser contemplada. A Embrapa procura sempre se aproximar do homem do campo e da Prefeitura para pensar o futuro da agricultura no município”, disse.

O pesquisador e ex-presidente da Embrapa, Sílvio Crestana, trouxe dados que revelam a dimensão do rural em São Carlos: 85% da área do município é ocupada pelo campo, responsável por 30% da água que abastece a cidade e por alimentos que chegam à merenda escolar. “Embora apenas 2% da população viva no campo, é dali que saem energia, água e alimentos. O rural tem uma importância enorme e precisa estar no plano diretor”, destacou.

O agricultor Flávio Marchesin, do Sítio São João, relata o papel na recuperação ambiental da bacia do Ribeirão Feijão, manancial que abastece São Carlos. “É gratificante poder ajudar na conservação desse recurso vital e mostrar os benefícios da agricultura sustentável”, afirmou.
Já Ricardo Santos Silva, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), apresentou resultados do Programa Balde Cheio, que apoia pequenos produtores na produção de leite e queijo artesanal com inspeção oficial. “A ideia é mostrar casos de sucesso e motivar outros agricultores a multiplicarem essa experiência”, explicou.

O chefe da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, reforçou que não há desenvolvimento pleno sem integrar comércio, indústria, serviços e agropecuária. “Sociedade urbana e rural são uma só. Precisamos unir forças para que todos os setores contribuam para a prosperidade do município”, afirmou.

O assessor do prefeito Netto Donato, João Muller, destacou que quase 90% do território de São Carlos é rural. “O Plano Diretor não legisla apenas sobre a área urbana, mas sobre todo o município. Fechamos essa fase com chave de ouro, ouvindo especialistas e produtores para garantir um crescimento equilibrado e sustentável”, disse.

BRASÍLIA/DF - Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira (5) mostra que 42% dos entrevistados aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 52% desaprovam. Outros 6% não souberam ou não responderam. Na avaliação do governo, 28% consideram a gestão péssima, 20% a classificam como ruim e 23% como regular. Para 14%, o governo é ótimo; para 13%, bom. Outros 2% não souberam ou não responderam.

O levantamento aponta ainda que 40% dos entrevistados avaliam que a economia piorou no governo Lula em comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para 31%, a economia melhorou, enquanto 25% dizem que a situação está igual. Outros 4% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03627/2026.

Avaliação das instituições

O instituto também mediu o nível de confiança dos entrevistados em instituições. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem índice de desconfiança de 55%, enquanto 36% afirmam confiar na Corte. Outros 9% não souberam ou não responderam. O dado surge em meio a críticas ao tribunal, especialmente por parte da direita bolsonarista e de setores do Congresso, além da repercussão do caso Banco Master.

O Congresso Nacional apresenta o maior nível de desconfiança: 62% dizem não confiar no Legislativo, ante 32% que afirmam confiar.

A imprensa também aparece com saldo negativo: 52% dizem não confiar nos veículos de comunicação, enquanto 40% afirmam confiar. As Forças Armadas são a única instituição com confiança maior que desconfiança: 48% confiam, ante 44% que não confiam. Os que não souberam ou não responderam somam 6% no caso do Congresso e 8% nos casos da imprensa e das Forças Armadas.

Donald Trump e eleições brasileiras

A pesquisa também perguntou sobre um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato à Presidência do Brasil. Para 35%, esse apoio teria efeito negativo; 26% consideram que seria positivo; e 32% avaliam que seria indiferente. Outros 7% não souberam ou não responderam.

O tema se relaciona ao impacto recente da política externa americana no cenário brasileiro. No ano passado, tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros foram usadas politicamente por Lula, que adotou discurso de defesa da soberania nacional e viu sua popularidade crescer a partir da metade de 2025.

Escala 6x1 e bets

O levantamento também mediu a opinião sobre temas em debate no Congresso. A redução da escala de trabalho 6x1 tem apoio de 71% dos entrevistados, enquanto 23% são contra e 6% não souberam ou não responderam. A proposta tramita na Câmara e pode ser votada ainda em maio.

A proibição de propagandas de apostas esportivas também tem apoio majoritário: 63% aprovam, 31% desaprovam e 6% não souberam ou não responderam.

A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais é aprovada por 69% dos entrevistados, enquanto 20% são contra e 11% não souberam ou não responderam.

Já a redução da maioridade penal para 16 anos registra o maior apoio: 90% são favoráveis, 8% contrários e 2% não souberam ou não responderam.

 

 

 por Estadao Conteudo

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, voltou a demonstrar atenção e preocupação diante do avanço dos casos de violência doméstica, feminicídio e abuso sexual infantil. Em discurso na tribuna, ele destacou a gravidade do cenário atual e reforçou o compromisso do Legislativo com ações concretas de enfrentamento e conscientização.

Durante sua fala, Lucão trouxe à tona um caso recente ocorrido no município, no bairro Parque Primavera, que chocou a população: a prisão em flagrante de um homem suspeito de estuprar a própria filha, uma criança de apenas 10 anos. O presidente ressaltou que a interrupção do crime só foi possível graças à atitude de uma vizinha, evidenciando a importância da participação da sociedade na proteção das vítimas.

O parlamentar também citou episódios recentes registrados no estado de São Paulo, incluindo um caso de estupro coletivo envolvendo crianças que causou forte impacto até mesmo em autoridades da segurança pública. Segundo ele, o próprio secretário estadual, com mais de três décadas de experiência na polícia, relatou não ter conseguido assistir ao vídeo do crime até o fim, tamanho o grau de violência.

Lucão ainda chamou atenção para os dados mais recentes: no primeiro trimestre de 2026, o estado de São Paulo registrou um aumento de 41% nos casos de feminicídio. Para ele, os números reforçam a urgência de ações preventivas e de fortalecimento da rede de proteção às mulheres e crianças.

Nesse contexto, o presidente destacou a promulgação da Lei 15.398/2026, ocorrida no dia 4 de maio, como um avanço importante no enfrentamento à violência. A legislação tem como foco a prevenção e a atuação antecipada, buscando evitar que situações de risco evoluam para casos extremos.

Como parte das iniciativas da Câmara, Lucão anunciou a realização de uma palestra no próximo dia 28 de maio, no Teatro La Salle, com Ana Carolina de Oliveira, idealizadora do projeto Silêncio que Grita. A escolha da palestrante, segundo ele, não é por acaso.

Ana Carolina ganhou notoriedade nacional após uma tragédia pessoal que marcou o país, e desde então tem atuado na conscientização sobre violência doméstica e abuso infantil. Para o presidente, trazer alguém com vivência real sobre o tema é uma demonstração clara de que a Câmara está engajada não apenas no debate, mas na construção de políticas públicas efetivas.

“A informação e a conscientização são ferramentas fundamentais. Precisamos preparar a sociedade para identificar sinais, denunciar e acolher as vítimas”, destacou.

A iniciativa integra as ações do Maio Laranja, campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. De acordo com Lucão, o objetivo é ampliar o debate, fortalecer a rede de proteção e estimular a participação da população.

A realização da palestra e o posicionamento firme do Legislativo indicam uma atuação cada vez mais ativa da Câmara Municipal de São Carlos no enfrentamento à violência, reforçando o compromisso com a segurança, a dignidade e a proteção das famílias.

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