BRASÍLIA/DF - O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. O documento pede indiciamento apenas dessas quatro autoridades.
Essas infrações, previstas na Lei 1.079 de 1950, são passíveis de julgamento pelo próprio Senado. O relatório de 221 páginas, apresentado nesta terça-feira (14), pede indiciamento apenas dessas quatro autoridades e ainda precisa ser aprovado pela comissão. Um pedido de vista pode adiar a votação do texto.
“É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”, destacou o relator da CPI, ao considerar a limitação de recursos da comissão.
O senador sergipano alega que o Brasil já testemunhou investigações, julgamentos e condenações de figuras do Executivo e Legislativo, “mas jamais de integrantes das altas cortes da Justiça”.
A assessoria do procurador-geral Paulo Gonet informou que ele não comentaria o assunto. A assessoria do STF não respondeu o contato até a publicação desta reportagem.
No caso do ministro Dias Toffoli, Vieira cita indícios de crimes de responsabilidade previstos no Art. 39, de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.
O relator da CPI lembra que o ministro tinha “relação financeira” com os investigados por meio da empresa Maridt, controlada pelos irmãos de Toffoli e que tem o ministro como sócio.
Essa empresa vendeu a participação em um resort de luxo ao Fundo Arleen, que teria recebido recursos do Fundo Leal, controlado pelo cunhado do Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como um dos operadores do esquema ilegal do Master.
“A hipótese normativa não exige dolo específico, nem a demonstração de que o julgamento foi proferido em favor do beneficiário da relação que gera a suspeição. O tipo consuma-se com o mero ato de julgar encontrando-se em estado de suspeição objetivamente configurado”, escreveu o relator.
O senador Alessandro Vieira cita ainda que o ministro Toffoli assumiu o caso das fraudes do Banco Master após acolher reclamação apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, levando para a Corte investigação que tramitava na 10ª Vara Federal de Brasília.
Além disso, o senador cita decisões “atípicas” de Toffoli durante o período em que conduziu o processo, como “a determinação de lacração e acautelamento no STF dos celulares apreendidos de Vorcaro e de Nelson Tanure, retirando-os do controle pericial da Polícia Federal”.
Sobre o crime de proceder de modo incompatível com suas funções, o relator cita, entre outros fatos, viagens de Toffoli em aeronaves privadas de pessoas próximas a Vorcaro, incluindo uma viagem ao Peru ao lado do advogado de Luiz Antonio Bull, diretor de compliance do Banco Master e também investigado.
“O magistrado que, no mesmo dia de sorteio para relator de caso de grande repercussão, mantém relação pessoal de lazer com patrono de investigado do mesmo processo, age de modo que compromete, de forma irreparável, a aparência de imparcialidade que a função exige.”
Diante dessas revelações pela imprensa, Dias Toffoli abandonou a relatoria do Caso Master no dia 12 de fevereiro de 2026, e negou qualquer relação com o banqueiro Vorcaro. Quem assumiu o caso no STF foi o ministro André Mendonça.
Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, o relator Alessandro Vieira cita as mesmas infrações cometidas por Toffoli, de “proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de proceder de modo incompatível com suas funções.
O senador argumenta que o ministro Moraes teria que se julgar suspeito no Caso Master uma vez que o escritório de advocacia da esposa dele, Viviane Barci de Moraes, manteve contrato com o Banco Master entre fevereiro de 2024 a novembro de 2025, o que comprometeria a imparcialidade do magistrado.
“Recebendo remuneração global de R$ 129 milhões, dos quais R$ 80 milhões foram efetivamente desembolsados [pelo Master], conforme farta documentação financeira e fiscal examinada e consolidada por esta Comissão”, ressaltou Vieira.
Em nota, o escritório de Viviane Barci de Moraes detalhou os serviços prestados ao Banco Master, destacando que nunca conduziu nenhuma causa no Supremo Tribunal Federal (STF). O escritório não confirma os valores do contrato.
Vieira cita ainda a mensagem que Vorcaro supostamente teria enviado à Moraes no dia da prisão, apesar de o ministro negar que teve conversas com o banqueiro investigado.
“Essa conduta, se confirmada pelo conjunto probatório que a comissão reuniu, é das mais graves e incompatíveis com a função de magistrado.”
Outra conduta criticada pelo relator foi o das conversas de Moraes com o Banco Central, que o ministro do Supremo sustenta que foram limitadas ao caso da sanção do governo de Donald Trump contra ele, por ter julgado a tentativa de golpe de Estado no Brasil.
O senador sergipano argumenta que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em depoimento à Comissão, “não afirmou que não tratou do Banco Master” com Moraes, “mas sim que alegou limitações em falar devido ao sigilo bancário”.
No dia 27 de dezembro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido para investigar Alexandre de Moraes e sua esposa no caso do Banco Master por “absoluta ausência de lastro probatório mínimo que sustente a acusação formulada”.
O relator da CPI Alessandro Vieira ainda cita a apuração determinada pelo ministro Moraes do vazamento de informações da Receita Federal sobre dados fiscais e bancários de ministros da Corte.
“Em vez de declarar suspeição e afastar-se dos feitos — configura uso abusivo do cargo para fins de autopreservação institucional, incompatível com a honra e a dignidade exigidas de Ministro do STF”, escreveu o relator.
O ministro Moraes abriu inquérito, por ofício e sem provocação do PGR, para investigar o vazamento de dados na Receita. Vazar dados fiscais e bancários é crime. A apuração surgiu após a imprensa revelar ligações entre familiares de ministros do Supremo e o Banco Master.
Apesar de criticada pelo Ministério Público e por juristas e especialistas, a abertura de inquéritos de ofício por um ministro do Supremo está prevista no Regimento Interno, que em seu Artigo 43.
O relator da CPI ainda cita supostas viagens de Moraes em jatos executivos “associados a empresas com participação de Daniel Vorcaro”. O ministro nega qualquer viagem em aviões ligados ao banqueiro investigado.
“As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, declarou o gabinete do ministro.
Assim como fez com os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o relator da CPI Alessandro Vieira aponta que há indícios de que ministro do STF Gilmar Mendes procedeu de forma incompatível com o cargo.
Vieira critica a decisão do ministro que suspendeu a quebra de sigilos da Maridt, empresa da família de Toffoli, durante a CPI do Crime Organizado.
“[Gilmar Mendes] determinou que órgãos como o Banco Central, a Receita Federal e o Coaf se abstivessem de encaminhar quaisquer dados, bem como ordenou a imediata inutilização ou destruição de informações já enviadas.”
Ao suspender a quebra de sigilo da Maridt, Mendes argumentou que o ato não poderia ter sido aprovado na CPI em bloco, nem de forma simbólica.
“Não se pode perder de perspectiva que a quebra de sigilo não constitui ato ordinário de investigação, mas medida de caráter excepcional”, escreveu Mendes.
Para o relator, o ministro Gilmar Mendes operou uma “manobra processual” para suspender a quebra desses sigilos.
“A conduta que se esperaria de qualquer magistrado da Corte seria a de máxima cautela e distanciamento em relação a atos que pudessem ser interpretados como proteção corporativa”, justificou o relator.
Em relação ao procurador-geral da República, o relator da CPI Alessandro Vieira disse que há indícios de que Paulo Gonet agiu com negligência “no cumprimento de suas atribuições”, conforme infração prevista no Art. 40 da Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade.
Para Vieira, o PGR foi omisso nos casos envolvendo Toffoli e Moraes com o Banco Master.
“Quando os indícios reunidos são robustos, públicos, documentados e convergentes ao ponto de tornar qualquer avaliação contrária manifestamente irrazoável, a omissão do PGR deixa de ser exercício legítimo de discricionariedade e passa a configurar a omissão típica do art. 40, 3, da Lei nº 1.079/1950.”
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos recebeu, na manhã desta segunda-feira (13), representantes do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos e uma comissão de servidores em greve para discutir uma nova proposta de reajuste salarial.
Durante a reunião, o sindicato apresentou uma reivindicação de aumento de 7%, sendo 3,81% referentes à recomposição da inflação medida pelo IPCA e 3,19% de ganho real. A categoria também defendeu a manutenção da cesta básica atual, rejeitando a substituição por vale-alimentação de R$ 400, além de sugerir o adiamento da discussão sobre o Plano de Carreira para 2027. Segundo a Prefeitura, os pedidos estão em análise.
A administração municipal destacou benefícios já concedidos aos servidores, como o tíquete-refeição de R$ 1.260, pagamento retroativo do tempo de serviço congelado pela Lei Complementar 173/2020, manutenção de benefícios durante licenças e possibilidade de conversão de férias em dinheiro. O impacto financeiro estimado dessas medidas ultrapassa R$ 49 milhões, considerando diferentes áreas.
Uma audiência de conciliação entre as partes está marcada para o dia 16 de abril, às 14h, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na capital paulista, na tentativa de buscar um acordo e encerrar o impasse.
Levantamento da Prefeitura aponta que, na saúde, 118 dos 1.248 servidores aderiram à greve, sem prejuízo no funcionamento das UBSs, UPAs e do SAMU. Já na educação, a adesão foi mais significativa, com 803 dos 1.642 professores paralisados, além de 99 merendeiras. Outros setores também registraram participação menor no movimento.
Por decisão do TJSP, a greve não pode comprometer totalmente os serviços públicos, sendo obrigatória a manutenção de ao menos 70% do efetivo em atividade. A Justiça também autorizou o desconto salarial dos dias não trabalhados, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
A Prefeitura reforçou que segue aberta ao diálogo com os servidores, destacando a importância de garantir a continuidade dos serviços essenciais à população.
SÃO PAULO/SP - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, usou imagens do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para criticar o governo Lula em seu perfil do X neste domingo, 12. A publicação causou reação de integrantes do governo.
No vídeo, Flávio cita o endividamento das famílias e define a situação como uma "crise grave". "Isso significa comer menos, significa panela vazia. E quase 20% desses brasileiros não estão conseguindo pagar nem a conta de água", afirma, enquanto a imagem de fundo mostra cenas de 2021, em que pessoas recolhem alimentos em um caminhão de lixo em Fortaleza (CE). Na época, em meio à pandemia de covid-19, o material foi divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo em reportagem sobre o avanço da fome no País.
Em reação ao conteúdo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que as imagens correspondem ao período da gestão de Jair Bolsonaro. "E aí, Flávio Bolsonaro, vai se retratar?", questionou no X. O vídeo segue publicado no perfil do senador.
A ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR), chamou a publicação de Flávio Bolsonaro de "micão". "Fila do osso? Só se for no governo Bolsonaro. Quem precisa de inimigo com um filho desses, hein?", escreveu no Instagram.
Em junho de 2022, dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de covid-19 mostraram que mais de 33 milhões de pessoas não tinham o que comer no País durante o período pandêmico, patamares registrados pela última vez nos anos 1990. Em 2025, o Brasil voltou a deixar o Mapa da Fome da ONU, embora cerca de 7 milhões ainda enfrentem insegurança alimentar grave.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro. Pela primeira vez, o adversário supera numericamente o petista.
Em uma possível disputa de segundo turno, Flávio teria 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou menos, o que configura empate técnico.
por Estadao Conteudo
SÃO CARLOS/SP - Em um encontro pautado pela colaboração, o presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Lucão Fernandes, recebeu a visita da presidente da Câmara Municipal de Ibaté, Viviane da ONG, e da vice-presidente Ivani do Cruzado. O principal tema da reunião foi a articulação de ações conjuntas para combater a violência doméstica na região.
A reunião abordou a criação de estratégias integradas que visam fortalecer o apoio e a proteção às vítimas, além de otimizar os recursos disponíveis para enfrentar esse problema. Durante o encontro, as representantes de Ibaté sugeriram a realização de uma audiência pública inspirada no movimento São Carlos por Elas, que tem mobilizado diversos setores da sociedade em prol da proteção das mulheres. A ideia é replicar o modelo em Ibaté, criando um ambiente de debate e conscientização social com base em dados regionais.
Outro ponto importante discutido foi o atendimento às vítimas de violência doméstica. Atualmente, os casos registrados em Ibaté são encaminhados para a Santa Casa de São Carlos, o que evidencia a interdependência entre os municípios e a necessidade de ações integradas para ampliar a rede de apoio e acolhimento.
As vereadoras também propuseram a criação de um movimento regional, com o objetivo de unificar os esforços e compartilhar informações para desenvolver estratégias mais eficazes no combate à violência contra a mulher.
Lucão Fernandes ressaltou a importância da iniciativa, destacando a relevância do movimento São Carlos por Elas. “Fico muito feliz em ver que o movimento está inspirando outras cidades da região a adotar políticas públicas efetivas para proteger as mulheres. O caminho é a união e o trabalho conjunto”, afirmou.
Viviane da ONG e Ivani do Cruzado aproveitaram a oportunidade para convidar Lucão Fernandes a participar da audiência pública em Ibaté, que ocorrerá em maio, com data a ser definida após aprovação no Legislativo municipal.
Essa iniciativa reforça o papel das Câmaras Municipais na criação de políticas públicas regionais e evidencia a importância de ações integradas e contínuas no enfrentamento da violência doméstica.
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, destacou como “um avanço necessário e estratégico” a sanção de três novas leis pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltadas ao fortalecimento do combate à violência contra a mulher. Para ele, as medidas representam não apenas um endurecimento legal, mas também um alinhamento com a realidade enfrentada diariamente por milhares de brasileiras.
As novas legislações incluem o monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica, a tipificação do crime de vicaricídio — quando filhos ou familiares são atacados para atingir emocionalmente a mulher — e a criação do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.
Segundo Lucão, o conjunto das medidas amplia a capacidade do Estado de agir de forma mais preventiva e punitiva. “Essas leis mostram que o Brasil está atento às diferentes formas de violência. O monitoramento eletrônico, por exemplo, é uma ferramenta concreta de proteção. Já o reconhecimento do vicaricídio como crime específico traz luz a uma violência extremamente cruel, que precisa ser combatida com rigor”, afirmou.
O presidente da Câmara também fez questão de relacionar os avanços nacionais com as ações locais desenvolvidas por meio do movimento “São Carlos por Elas”. A iniciativa, que reúne poder público, instituições religiosas, escolas, Ministério Público e sociedade civil, tem como foco a conscientização e o enfrentamento à violência de gênero.
“Não adianta apenas termos leis mais duras se não houver mudança de cultura. E é exatamente isso que o ‘São Carlos por Elas’ vem construindo: uma rede de conscientização que começa a dar os primeiros resultados”, destacou.
De acordo com Lucão, já é possível observar maior engajamento da população e das instituições no debate sobre o tema, além de uma ampliação das ações educativas. “Estamos levando essa discussão para dentro das escolas, das igrejas e da sociedade como um todo. Esse é o caminho para atacar as causas da violência, como bem pontuou o presidente Lula ao falar da importância da educação e da formação dos jovens.”
O parlamentar reforçou ainda que o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação contínua e integrada entre os entes públicos e a sociedade. “A Câmara Municipal seguirá sendo protagonista nesse debate, apoiando iniciativas, promovendo políticas públicas e fortalecendo parcerias. Proteger as mulheres não é apenas uma pauta institucional, é um compromisso coletivo.”
Lucão finalizou ressaltando que a combinação entre legislação eficiente e mobilização social é o que permitirá avanços concretos. “Quando unimos leis fortes com conscientização, começamos a transformar realidades. E São Carlos está dando um exemplo importante nesse sentido.”
SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) voltou a chamar a atenção para a situação do transporte coletivo em São Carlos, destacando os frequentes atrasos e falhas na prestação do serviço. A cobrança foi feita durante a sessão plenária da última terça-feira, quando o parlamentar utilizou a tribuna para relatar as dificuldades enfrentadas diariamente pela população.
De acordo com o vereador, diversas linhas têm apresentado problemas recorrentes, com ônibus que atrasam significativamente ou, em alguns casos, sequer passam nos horários previstos. A situação tem causado transtornos para trabalhadores, estudantes e demais usuários que dependem do transporte público para cumprir compromissos essenciais.
“O transporte coletivo é um serviço fundamental para a cidade. Ele garante o direito de ir e vir da população, especialmente daqueles que mais precisam. Quando há atrasos ou falhas, estamos falando de pessoas que chegam atrasadas ao trabalho, perdem consultas médicas ou enfrentam prejuízos no dia a dia”, destacou Bruno Zancheta.
O parlamentar reforçou que seguirá acompanhando de perto a situação e cobrando providências dos responsáveis, com o objetivo de garantir mais eficiência, pontualidade e respeito aos usuários do transporte coletivo no município.
SÃO CARLOS/SP - Na manhã da última quarta-feira (08), o vereador Gustavo Pozzi acompanhou a operação Tapa Buraco na avenida Sallum, Vila Prado. Ao longo de toda a via existiam buracos que estavam comprometendo a circulação segura dos munícipes com seus veículos pela via.
“Tapar os buracos em vias importantes da cidade, como a avenida Sallum, garante a segurança dos munícipes que passam com seus veículos na via, não correndo o risco de passar por um buraco e ter avarias em seus carros. Parabéns as equipes de trabalho que tem se esforçado para atender toda a demanda da cidade”, destacou o vereador durante o acompanhamento da operação.
A operação tapa buraco está seguindo um cronograma em todas as regiões da cidade, recuperando a malha asfáltica de diversas vias que estão comprometidas. Além disso, as condições climáticas influenciam nesse cronograma, já que em dias chuvosos é inviável fazer o trabalho.
A Prefeitura Municipal de São Carlos iniciou recentemente o programa “São Carlos Mais Bonita”, onde diversos serviços de zeladoria têm acontecido, ao mesmo tempo, em diversos pontos da cidade.
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Um deles prevê monitoramento eletrônico de agressores em caso de violência doméstica.
O segundo projeto tipifica crime de vicaricídio, assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. Já o terceiro projeto sancionado cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.
Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, Lula destacou que a legislação precisa estar atenta e atualizada para lidar com os diversos tipos de violência praticados contra as mulheres.
“Toda lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou Lula ao defender, também, leis que levem o tema para o campo da educação, focada nos jovens, de forma a favorecer uma melhor formação comportamental.
“Se a gente não cuidar da causa, a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de alguém que não cumpre nenhuma regra. O desafio é muito sério”, completou presidente da República.
Lula lembrou que os mais jovens têm, por meio das novas tecnologias, cada vez mais acesso a informações que nem sempre são as mais adequadas. Nesse sentido, reiterou a importância de o país avançar na regulação das redes sociais e de determinados conteúdos inapropriados que circulam pela internet.
“Quem dera essas informações [difundidas nas redes sociais] fossem para uma boa formação; que fossem coisas educacionais e produtivas para criarmos um novo homem e uma nova mulher”, discursou o presidente ao lamentar que haja mais facilidades para se acessar coisas ruins do que boas nesses meios.
Para o presidente, a falta de controle das plataformas digitais é um dos fatores de incentivo à violência e ao não cumprimento de regras.
“Precisamos evitar que os crimes aconteçam. Se a gente não brigar com as plataformas para cuidar disso, não é pai e mãe que vão conseguir cuidar. Não é, até porque pai e mãe têm muitos outros afazeres, e nem sempre estão dentro do quarto, deitados na cama com o filho, vendo o que ele está fazendo [nas redes sociais]. O desafio é muito grande”, completou.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, esteve nesta semana ao lado do secretário municipal de Esportes e Lazer, Fernando Carvalho, em uma série de visitas técnicas aos campos de futebol da cidade que passam por importantes intervenções.
Durante a agenda, foram vistoriados espaços tradicionais do futebol amador são-carlense, como os campos do Zuzão, Vila Isabel, São João Batista, Chico Preto e Água Vermelha. As ações incluem a substituição dos gramados e melhorias estruturais nos vestiários, garantindo melhores condições de uso para atletas e equipes.
Lucão fez questão de destacar a importância das obras e parabenizou o secretário Fernando Carvalho pelo trabalho realizado. “Essa reforma sim é um gol de placa. Estamos vendo de perto um investimento que valoriza o esporte de base e dá dignidade aos nossos atletas”, afirmou.
O presidente também relembrou que, no ano passado, a Câmara Municipal recebeu diversos integrantes de equipes amadoras da cidade, que reivindicavam melhores condições para a prática esportiva. Segundo ele, as melhorias atendem diretamente a essas demandas. “A Câmara ouviu esses pedidos e hoje vemos que eles estão sendo atendidos com seriedade e compromisso”, completou.
Lucão ainda aproveitou a ocasião para parabenizar o prefeito Netto Donato pelo apoio às ações voltadas ao esporte no município. “Quando há união entre Legislativo e Executivo, quem ganha é a população. E o esporte é uma ferramenta fundamental de inclusão social, saúde e formação cidadã”, destacou.
As intervenções nos campos reforçam o compromisso da administração municipal com o fortalecimento do esporte amador, promovendo mais oportunidades para atletas e incentivando a prática esportiva em todas as regiões da cidade.
Proposta denomina biblioteca de escola municipal e reconhece trajetória de mais de 30 anos dedicados à educação
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos aprovou por unanimidade o projeto de lei de autoria do vereador Edson Ferraz (MDB) que denomina a biblioteca da EMEB Ulysses Ferreira Picolo, no bairro Eduardo Abdelnur, como “Biblioteca Mayra Ribeiro Porto Ferreira”.
A iniciativa presta homenagem a Mayra, profissional que marcou a educação no município com uma trajetória de dedicação à leitura, ao conhecimento e à formação de gerações de estudantes.
Nascida em São Carlos, em 10 de outubro de 1949, Mayra formou-se em Biblioteconomia pela tradicional escola da cidade, na turma de 1970. Iniciou sua carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, e posteriormente retornou ao município, onde também atuou na Escola de Engenharia de São Carlos, atual CDCC.
Aprovada em concurso público, ingressou na rede estadual de ensino e passou por unidades em Casa Branca e Itirapina, até se consolidar na Escola Estadual Dr. Álvaro Guião, onde permaneceu por quase 35 anos, até sua aposentadoria em 2004.
Reconhecida pelo compromisso com a educação, Mayra foi a última bibliotecária do quadro da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, função que acabou sendo extinta posteriormente. Ao longo de sua carreira, destacou-se não apenas pelo atendimento aos alunos, mas também pelo cuidado com o acervo, inclusive na recuperação de obras raras pertencentes ao patrimônio escolar.
Segundo o vereador Edson Ferraz, a homenagem é um reconhecimento justo à história de quem dedicou a vida à educação.
“Estamos falando de uma profissional que viveu a educação no dia a dia, que incentivou a leitura e contribuiu diretamente para a formação de muitos jovens. Dar o nome dela a uma biblioteca é algo simbólico e extremamente coerente com sua trajetória”, destacou.
Mayra faleceu no dia 5 de abril de 2026, aos 76 anos. Deixou familiares, amigos e um legado importante na área educacional, sendo lembrada pela dedicação, pela discrição e pelo compromisso com o ensino.
Com a aprovação unânime no Legislativo, o projeto segue agora para sanção do prefeito. Após a oficialização, o nome passará a integrar o espaço escolar, perpetuando a memória de uma profissional que fez da educação sua missão de vida.
A iniciativa também reforça a importância de valorizar educadores que, muitas vezes longe dos holofotes, desempenham papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e preparada.
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