Pesquisadores pedem indicação de local e data da ocorrência
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de iniciação científica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), ainda em fase inicial, pretende investigar os efeitos da descarga elétrica proveniente de raios na fauna do solo. Segundo os pesquisadores, invertebrados podem responder a campos elétricos formados por linhas de transmissão de alta voltagem, mas não há estudos verificando diretamente o efeito de raios em organismos de solo como formigas, aranhas, besouros e outros.
O estudo será conduzido pela graduanda do curso de bacharelado em Gestão e Análise Ambiental, Marcela de Oliveira Gonçalves, com orientação dos docentes Vandoir Bourscheidt e Marcel Okamoto Tanaka, ambos do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm). Para realizar o trabalho, os pesquisadores procuram locais que tenham sido atingidos por raios em São Carlos e região nos últimos meses; dessa forma, gostariam de contar com a ajuda da comunidade para encontrar um local adequado, uma vez que, para o estudo proposto, o raio precisa ter atingido diretamente o solo não pavimentado. Seriam locais de interesse, portanto, lavouras, pastagens, e outras áreas descobertas.
Qualquer pessoa que obtenha a informação requisitada pode participar da pesquisa. Para isso, basta informar o local e a data da ocorrência para a estudante Marcela Gonçalves, pelo WhatsApp (69) 98467-2802 ou pelo e-mail marcelaoliveira@
BRASÍLIA/DF - Sonhos, expectativas e escolhas. Tudo isso deve vir à tona, entre 22 e 25 de janeiro, para quem deseja ingressar em uma universidade pública no ano que vem. É nesse período que os estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vão concorrer a 264.254 vagas em 127 instituições públicas, para o primeiro ou até para o segundo semestre de 2024, via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o principal portão de entrada no ensino superior gratuito no Brasil. As datas e as informações foram divulgadas nesta sexta (29), pelo Ministério da Educação.
O resultado do processo seletivo está previsto para ser divulgado no dia 30 de janeiro, pelo Portal Único de Acesso. A matrícula dos selecionados deve ocorrer no período de 1º a 7 de fevereiro de 2024.
Uma novidade nesta edição é que o Sisu terá somente uma etapa de inscrição de candidatos às vagas nas instituições participantes para o ano. Serão ofertadas vagas de cursos com início previsto das aulas para o primeiro e o segundo semestre de 2024. Ingressar no segundo semestre leva em conta as vagas disponíveis e a ordem de classificação dos candidatos.
Segundo o MEC, o candidato não poderá escolher em qual semestre irá ingressar, já que isso depende da classificação no curso. Se selecionado, o candidato deverá realizar a matrícula na universidade no período indicado no edital.
O ingresso do estudante no curso, no entanto, dependerá da sua colocação em relação às vagas disponíveis e da ocupação efetiva das vagas pelos estudantes que estiverem mais bem colocados no curso pretendido. Assim, será a classificação do candidato que definirá o início do seu curso, no primeiro ou segundo semestre, conforme edital específico de cada instituição de ensino superior.
A condição para participar do processo seletivo do Sisu é que o candidato tenha participado da edição de 2023 do Enem e não tenha zerado a prova de redação. Quem participou do exame como treineiro não pode concorrer às vagas pelo Sisu.
O edital prevê que o candidato possa se inscrever no processo seletivo do Sisu em até duas opções de vaga.
Uma novidade no Sisu deste ano é que todos os candidatos se inscrevam primeiramente na modalidade de ampla concorrência .
Em seguida, é prevista a reserva de vagas ofertadas pela Lei de Cotas e pelas políticas de ações afirmativas das instituições de ensino. A ideia é que beneficie os candidatos realmente demandantes de política compensatória para acesso ao ensino superior.
Outra novidade é que a lista de espera possa ser utilizada durante todo o ano pelas instituições de educação superior participantes, para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas na chamada regular.
Segundo o MEC, o candidato que não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse em participar da lista de espera, no período de 30 de janeiro a 7 de fevereiro, também pelo Portal Único de Acesso.
Inscrição: 22 a 25 de janeiro de 2024.
Resultado: 30 de janeiro de 2024.
Matrícula dos selecionados: 1º a 7 de fevereiro de 2024.
Manifestação de interesse na lista de espera: 30 de janeiro a 7 de fevereiro de 2024.
Por Luiz Cláudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
Inscrições estão abertas e podem ser feitas pela Internet
SÃO CARLOS/SP - Acontece de 29 de julho a 2 de agosto de 2024, a XI Bienal da Matemática, promovida desde 2002 pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e considerada um dos eventos mais importantes de divulgação e disseminação do conhecimento matemático no Brasil.
A edição, que será realizada no campus sede da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), marca o retorno do evento ao Estado de São Paulo depois de uma década. A Bienal é composta por atividades diferenciadas, criativas e desafiadoras, fomentando a investigação e a curiosidade entre os seus participantes.
Nesta edição, acontecem palestras didáticas sobre os famosos sete Problemas do Milênio, selecionados pelo Clay Mathematics Institute em 2000, para celebrar a Matemática no novo milênio. O evento, que envolve a participação de centenas de atuantes na área de Matemática, também contará com minicursos, oficinas, mesas-redondas e exposições voltadas para estudantes e professores dos mais variados níveis e modalidades de ensino.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas até 15/7/2024. Já o prazo de submissão de trabalhos será entre 2/1 até 24/4. Mais informações e as inscrições em https://sbm.org.br/xi-
BRASÍLIA/DF - A maioria dos estudantes, professores e gestores de escolas que começaram a implementar o Novo Ensino Médio disse estar insatisfeita com o novo modelo. Os jovens também reclamam que o ofertado pelas redes de ensino não tem correspondido ao que é demandado. Os resultados fazem parte de pesquisa que está sendo realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A pesquisa entrevistou 2,4 mil professores, gestores e estudantes que atuaram ou estudaram em escolas públicas estaduais que implementaram o Novo Ensino Médio na 1ª série no ano de 2022. As entrevistas foram feitas de forma presencial ou por telefone, entre 23 de junho e 6 de outubro de 2023.
Os dados divulgados são apenas uma parte da pesquisa cujo relatório final deverá ser concluído em janeiro de 2024.
Os resultados mostram que 56% dos estudantes, 76% dos docentes e 66% dos gestores estão insatisfeitos com as mudanças promovidas pelo Novo Ensino Médio. Na outra ponta, 40% dos estudantes, 17% dos docentes e 26% dos gestores disseram estar satisfeitos. Os demais estavam ausentes, não sabem ou não responderam.
O novo modelo, aprovado em 2017, começou a ser implementado em 2022 e causou uma série de polêmicas. Após uma consulta pública, o modelo está sendo novamente discutido no Congresso Nacional e poderá ser votado pela Câmara dos Deputados esta semana.
Pelo Novo Ensino Médio, parte das aulas passa a ser comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está em dar ênfase às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, no entanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.
A pesquisa mostra que 86% dos estudantes elegeram a Formação Técnica e Profissional como uma das áreas de seu interesse, mas apenas 27% dos gestores informaram ofertar disciplinas ou cursos deste tipo em suas escolas.
Para os gestores, o maior desafio para a implementação, apontado por 74% dos entrevistados, é a formação continuada para docentes e gestores. Dois a cada três gestores (67%) apontaram também como desafio a adequação da infraestrutura. A mesma porcentagem considera um desafio a obtenção de apoio técnico e aquisição e elaboração de material didático.
Os professores também consideram a formação que receberam inadequada. Para 59% deles, a formação para implementar a BNCC foi inadequada e para 64% a formação para implementar os itinerários formativos deixou a desejar.
Segundo a coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, a pesquisa foi feita para subsidiar as tomadas de decisão do Ministério da Educação (MEC) e os estados.
“Eu acho que essa pesquisa traz justamente isso, subsídios para melhorar. Não é porque implementou e se gastou muitos recursos para implementar dessa forma que não se pode mudar. Tem que ir avaliando e ir melhorando”, defende.
Rebeca Otero ressalta que é preciso levar em consideração esse descompasso entre o que está sendo possível ofertar e o que está sendo demandado para que sejam criadas condições para melhor atender tanto estudantes quanto os professores e gestores.
“Para além da disputa política que a gente vê em cima do tema, temos que ver que são estudantes, são os nossos jovens, e é a vida deles que está em jogo, e a dos profissionais, dos docentes e gestores. É importante trazer a voz deles nesse momento”, ressalta Rebeca Otero.
Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
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