ASSIS/SP - Mais de 320 quilos de crack e cocaína foram apreendidos em um imóvel na quinta-feira (15), em Assis, região de Presidente Prudente, interior de São Paulo. Um homem foi preso em flagrante durante a ação conjunta do Policiamento Rodoviário e da Força Tática do 32º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I).
A abordagem ocorreu após informações repassadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), da Polícia Federal. Com base nos dados, os policiais localizaram a caminhonete suspeita e realizaram a abordagem.
Em seguida, os militares, sentiram o odor de entorpecentes, o que motivou a realização de buscas em um imóvel nas proximidades.
No local, a equipe encontrou 110 tijolos de cocaína, somando 117,8 quilos, e 200 de crack, que pesou 205,9 quilos. Além das drogas, foram apreendidos a caminhonete, três celulares, dinheiro em espécie e dólares.
O homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Marília, onde permaneceu à disposição da Justiça.
SÃO PAULO/SP - O Garota VIP São Paulo já tem seu time de estrelas completo. Com Wesley Safadão no comando, o festival confirma Menos É Mais, Joelma e Rey Vaqueiro para a edição que acontece no dia 28 de novembro, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. Reunindo alguns dos nomes mais populares da música brasileira, o evento promete uma edição marcada pela mistura de ritmos, grandes sucessos e muita energia.
Conhecido por transformar suas apresentações em verdadeiras maratonas musicais, Wesley Safadão chega à capital paulista para comandar mais uma edição do Garota VIP, projeto que se consolidou como um dos grandes eventos de sua carreira e conquistou o público com shows de longa duração e uma atmosfera de celebração.
Para completar a festa, o grupo Menos É Mais leva ao palco o pagode que conquistou o Brasil, enquanto Joelma promete colocar o público para dançar com seus grandes sucessos e a energia contagiante que marca suas apresentações. Representando a força do forró e do piseiro, Rey Vaqueiro completa o encontro, trazendo ao festival a identidade musical que vem impulsionando sua trajetória.
A combinação de artistas reforça a proposta do Garota VIP de reunir diferentes estilos musicais em uma mesma experiência, conectando públicos e gerações em uma noite que promete movimentar o calendário de grandes eventos da capital paulista.
Com o line-up completo anunciado, a expectativa agora fica por conta do encontro desses quatro nomes no palco do Mercado Livre Arena Pacaembu, em uma edição que promete celebrar a diversidade e a força da música brasileira.
Serviço l Garota VIP São Paulo
Data: 28 de novembro de 2026
Local: Mercado Livre Arena Pacaembu – São Paulo (SP)
Atrações: Wesley Safadão, Menos É Mais, Joelma e Rey Vaqueiro
Ingressos: https://virtualticket.com.br/
SÃO CARLOS/SP - Em cerimônia realizada na Universidade de São Paulo, o docente do IFSC/USP), Prof. Dr. Antônio Carlos Hernandes, assumiu a presidência da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), defendendo a valorização do conhecimento científico, o fortalecimento da educação e uma participação mais efetiva da ciência nas decisões que determinam o futuro do País.
A ciência brasileira enfrenta desafios que ultrapassam os limites dos laboratórios, das universidades e dos centros de pesquisa. Num mundo marcado pela velocidade da informação, pelo avanço da inteligência artificial e pela crescente disseminação de notícias falsas, aproximar o conhecimento científico da sociedade tornou-se uma necessidade cada vez mais urgente. Foi precisamente esta preocupação que marcou a cerimônia de posse da nova diretoria e do Conselho Diretor da ACIESP, realizada no dia 9 de outubro, no Auditório da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Universidade de São Paulo (USP).
O encontro reuniu importantes representantes da comunidade científica e acadêmica brasileira, numa cerimônia que assinalou não apenas a renovação da direção da entidade, mas também a reafirmação do papel que a ciência deve desempenhar no desenvolvimento econômico, social e tecnológico do Brasil.
O Prof. Dr. Antônio Carlos Hernandes assumiu a presidência da ACIESP, sucedendo ao docente do IFSC/USP), Prof. Dr. Adriano Andricopulo, responsável pela condução da instituição durante o período de 2023 a 2026. A nova diretoria conta ainda com a Profª Drª Vanderlan da Silva Bolzani, na vice-presidência, o Prof. Dr. Paulo César Vieira, como diretor executivo, e a Profª Drª Maria de Fátima das Graças Fernandes da Silva, na direção financeira.
A solenidade teve início com uma apresentação do quarteto de cordas da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicações e Artes da USP, seguindo-se os pronunciamentos das autoridades e os atos de transmissão da presidência e posse dos novos dirigentes.
Uma academia que nasceu em São Carlos
A história da ACIESP possui uma ligação particularmente significativa com a cidade de São Carlos, reconhecida nacionalmente pela sua vocação científica e tecnológica.
Foi precisamente em São Carlos, no dia 8 de outubro de 1974, que um grupo de pesquisadores deu início à trajetória da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Passados 52 anos, a instituição continua a reunir cientistas de reconhecida competência, contribuindo para a valorização da pesquisa e para o fortalecimento das instituições científicas paulistas.
Ao recordar essa origem, o novo presidente destacou que a renovação da diretoria representa também uma oportunidade para reafirmar os princípios que orientam a atuação da Academia: a excelência científica, a responsabilidade institucional e, sobretudo, o compromisso de fazer com que o conhecimento produzido pelos pesquisadores alcance efetivamente a população.
A referência à fundação da ACIESP em São Carlos reveste-se de especial importância, considerando a contribuição histórica das instituições de ensino e pesquisa instaladas na cidade para o desenvolvimento científico brasileiro.
Antônio Carlos Hernandes defende ciência mais próxima da população
No seu discurso de posse, Antônio Carlos Hernandes reconheceu a extraordinária capacidade científica do Estado de São Paulo, sustentada por universidades de excelência, institutos de pesquisa, centros de inovação e uma comunidade de pesquisadores que atua nas mais diferentes áreas do conhecimento.
Entretanto, advertiu que essa capacidade convive com problemas que exigem respostas urgentes, particularmente aqueles relacionados com a circulação de informações falsas e com a perda de confiança da sociedade no conhecimento científico.
Para o novo presidente “O combate à desinformação deverá constituir uma das prioridades da ACIESP nos próximos anos. A propagação de informações falsas sobre a vacinação, por exemplo, demonstra que conquistas científicas construídas ao longo de décadas podem ser comprometidas quando a população deixa de confiar nas evidências produzidas pela investigação científica”.
Hernandes salientou, contudo, que “Enfrentar a desinformação não significa exigir uma confiança incondicional nos cientistas. Pelo contrário, implica explicar à população como o conhecimento é produzido, reconhecer as incertezas próprias da investigação e estabelecer um diálogo permanente com a sociedade”.
Entre as prioridades anunciadas para a nova gestão estão o fortalecimento da educação e da divulgação científica, a articulação entre pesquisadores e instituições e a elaboração de documentos independentes, fundamentados em evidências, capazes de contribuir para a formulação de políticas públicas.
A Academia pretende igualmente ampliar a discussão sobre questões que deverão marcar as próximas décadas, incluindo as mudanças climáticas, o envelhecimento da população, a inteligência artificial, a energia, os novos materiais, a saúde e as transformações no mundo do trabalho.
Ao concluir o seu pronunciamento, Hernandes sintetizou a dimensão dessa responsabilidade numa afirmação particularmente significativa: “O futuro não será construído apenas pela ciência, mas será muito difícil construí-lo sem ela”, afirmou.
Helena Nader alerta para os riscos dos cortes na educação e na pesquisa
Um dos pronunciamentos mais contundentes da cerimônia foi proferido pela presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), professora Helena Nader, que manifestou preocupação com os desafios enfrentados pela ciência brasileira e com as consequências das políticas que reduzem os investimentos na educação e na investigação científica.
Na sua intervenção, Nader destacou que a capacidade científica alcançada pelo Estado de São Paulo não surgiu por acaso, mas resulta de décadas de investimentos públicos continuados nas universidades, nas instituições de pesquisa e nas agências de financiamento, particularmente a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A presidente da ABC criticou a visão que considera os recursos destinados à ciência e à educação como despesas, em vez de investimentos estratégicos para o desenvolvimento nacional.
Advertiu ainda que a desvalorização dessas áreas compromete não apenas a competitividade econômica, mas também a soberania tecnológica e a própria qualidade da democracia.
Na sua avaliação “Um país que não produz conhecimento e depende permanentemente de tecnologias desenvolvidas no exterior acaba por perder autonomia nas decisões que condicionam o seu futuro”.
Helena Nader relacionou igualmente a fragilização da educação com o crescimento da desinformação e com as dificuldades de formação de cidadãos capazes de distinguir fatos de opiniões e evidências de manipulações.
Para a cientista, a missão da nova diretoria da ACIESP ultrapassa a preservação da excelência acadêmica. É necessário garantir que a comunidade científica tenha participação efetiva nos espaços onde são tomadas as decisões políticas e administrativas, seja no âmbito municipal, estadual ou nacional.
Inteligência artificial representa novo desafio para a ciência
A importância crescente da inteligência artificial foi outro dos temas abordados durante a solenidade.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, professor Vahan Agopyan, destacou a trajetória da ACIESP e o reconhecimento conquistado pela instituição ao longo de mais de cinco décadas.
Ao comentar os desafios tecnológicos contemporâneos, Agopyan chamou a atenção para a necessidade de compreender os impactos da inteligência artificial, uma ferramenta poderosa, mas que também apresenta riscos significativos. Na sua perspectiva “A comunidade científica deverá participar ativamente da discussão sobre a utilização responsável dessas tecnologias, procurando assegurar que os seus benefícios sejam efetivamente colocados ao serviço da sociedade”.
O secretário salientou que São Paulo dispõe de um ambiente favorável à ciência, à tecnologia e à inovação, mas advertiu que os desafios futuros exigirão preparação, capacidade de adaptação e uma atuação coordenada entre as instituições científicas e os responsáveis pelas políticas públicas.
Universidade e sociedade precisam caminhar juntas
Representando a Universidade de São Paulo, a professora Liedi Légi Bariani Bernucci, vice-reitora, destacou a importância de tornar mais visível o trabalho desenvolvido nas universidades e nos institutos de pesquisa.
Segundo a docente, embora as instituições acadêmicas e as agências de financiamento desempenhem um papel fundamental no apoio à ciência básica, aplicada e à inovação, permanece o desafio de demonstrar à sociedade a importância concreta desse trabalho.
A aproximação entre pesquisadores e população, especialmente entre os mais jovens, constitui uma condição essencial para fortalecer a valorização social da ciência e enfrentar os movimentos de desinformação.
Nesse contexto, a vice-reitora reconheceu o papel desempenhado por instituições como a ACIESP e a Academia Brasileira de Ciências na divulgação do conhecimento e na defesa da atividade científica.
A cerimônia contou ainda com a presença do presidente da FAPESP, professor Marco Antônio Zago, além de representantes de universidades, instituições de pesquisa e entidades ligadas à ciência e à tecnologia.
Um novo ciclo para a ciência paulista
A posse da nova diretoria da ACIESP acontece num momento em que a produção de conhecimento científico assume importância decisiva para enfrentar problemas que afetam diretamente a vida da população.
Questões relacionadas com a saúde pública, o ambiente, a produção de energia, a transformação digital e o desenvolvimento econômico exigem respostas cada vez mais fundamentadas na investigação científica.
Mas a mensagem central transmitida durante a cerimônia foi igualmente clara: não basta produzir ciência de qualidade. É indispensável que esse conhecimento seja compreendido, valorizado e utilizado pela sociedade.
Ao iniciar um novo ciclo institucional, a Academia de Ciências do Estado de São Paulo assume, assim, o desafio de fortalecer a sua presença no debate público, ampliar a divulgação científica e contribuir para que as decisões que condicionam o futuro do País sejam orientadas pelo conhecimento e não pela desinformação.
Para São Carlos, cidade onde a Academia nasceu há 52 anos, esta renovação representa também a continuidade de uma história intimamente ligada à construção de um dos mais importantes ambientes científicos do Brasil.
Mais do que uma simples mudança de dirigentes, a cerimônia reafirmou uma convicção partilhada pelos participantes: investir em ciência, educação e tecnologia significa investir na autonomia, no desenvolvimento e no futuro da sociedade brasileira.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.