SÃO CARLOS/SP - Duzentas e sessenta e quatro crianças da Educação Infantil da rede municipal participaram, nesta semana, da ação educativa “Minicidades: Educação para o Trânsito começa na Infância”. A iniciativa foi promovida pelo Departamento de Educação para o Trânsito da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, em parceria com a Honda.
As atividades foram realizadas no CEMEI Regina Aparecida Lima Melchiades, no bairro Bela Vista, e no CEMEI Antônio de Lourdes Rondon, no Maria Stella Fagá. A proposta utilizou uma minicidade e atividades lúdicas para apresentar às crianças conceitos de segurança viária de maneira prática e adequada à faixa etária.
No CEMEI Regina Aparecida Lima Melchiades, a ação ocorreu na terça-feira (4/8), nos períodos da manhã e da tarde, com a participação de 94 crianças. Na quinta-feira (6/8), foi a vez do CEMEI Antônio de Lourdes Rondon, que reuniu 170 alunos nos dois períodos.
Durante as atividades, as crianças puderam vivenciar situações comuns do trânsito e assumir, de forma lúdica, o papel de condutores. A proposta foi reforçar a importância do respeito à sinalização, da responsabilidade e da adoção de comportamentos seguros.
A Honda contribuiu com desenhos, brincadeiras e orientações adaptadas ao público infantil. A atividade também estimulou as crianças a relacionarem o conteúdo aprendido com situações observadas no cotidiano.
Alguns alunos relataram espontaneamente comportamentos de adultos no trânsito, como o uso inadequado de dispositivos de segurança e o desrespeito ao semáforo. Para a diretora do Departamento de Educação para o Trânsito, Ágata Fernanda de Souza, os relatos demonstram a importância de abordar o tema desde os primeiros anos.
“Essas falas mostram a dimensão e a importância desse trabalho. A criança não apenas aprende, ela observa, questiona, reproduz e também pode transformar os hábitos dentro de casa”, afirmou.
Segundo Ágata, além de conhecer as regras de trânsito, as crianças são estimuladas a levar os conhecimentos para suas famílias, contribuindo para a formação de comportamentos mais seguros no trânsito.
Evento online e gratuito reunirá especialistas do Brasil, de Portugal e de Moçambique para discutir os principais desafios da educação contemporânea
SÃO CARLOS/SP - Pensamento crítico na era da inteligência artificial, formação leitora, democracia, diversidade, interculturalidade e inovação pedagógica estarão no centro dos debates do 7º Fórum Internacional Senac de Educadores, promovido pelo Senac São Carlos entre os dias 10 e 13 de agosto. Ao longo de quatro dias, especialistas do Brasil, de Portugal e de Moçambique discutirão como a educação pode responder às transformações sociais, culturais e tecnológicas que impactam escolas, educadores e estudantes.
A programação reúne algumas das principais referências nacionais e internacionais nas áreas de educação, filosofia, comunicação e inovação pedagógica. Entre os temas em debate estão educação midiática, formação cidadã, relações étnico-raciais, leitura e formação humana, saberes indígenas, interculturalidade, inovação pedagógica e os impactos das transformações tecnológicas nos processos de ensino e aprendizagem.
"O evento reúne pesquisadores brasileiros e internacionais para uma reflexão sobre democracia, diversidade e interculturalidade na educação. Serão dias para repensarmos práticas e caminhos diante de temas que atravessam toda a formação de educadores", afirma Fabia Lins, Gerente do Senac São Carlos.
Abaixo a programação:
10/8 - A crise geopolítica e o papel ético da escola na educação de jovens e adultos
Palestrantes: Márcia Tiburi, Francisco Valdean e Nilma Lino Gomes
Mediação: Wilson Krette Júnior, Gerente do Senac Lapa Scipião
11/8 - Soberania curricular na Educação de jovens e adultos: conhecimento local e emancipação
Palestrantes: Gersem Baniwa, Érico Andrade Marques de Oliveira e António Xavier Tomo
Mediação: Carolina Beu da Silva Oliveira, coordenadora da área de Desenho Educacional do Senac São Paulo e facilitadora de temas relacionados à Educação Antirracista
12/8 - A educação do sensível: arte e cultura como práticas emancipatórias
Palestrantes: André Gravatá, Bel Santos Mayer e Maria de Jesus Cabral
Mediação: Glauco Fernando Silva Santos, supervisor Educacional no Senac São Paulo
13/8 - Formar para pensar: geopolítica da informação, cidadania e trabalho na Educação
Palestrantes: Idjarrury Sompré e Alexandre Le Voci Sayad
Mediação: Fernanda Yamamoto, coordenadora de projetos educacionais do Senac São Paulo
Todas as atividades serão gratuitas, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do Senac São Paulo no YouTube, sempre das 15 às 17 horas.
Pesquisa reforça temas debatidos no Fórum
Os debates desta edição também encontram respaldo em evidências produzidas pelo Panorama EPT, pesquisa longitudinal conduzida pelo Núcleo de Pesquisa e Inovação em Educação Profissional (IEP), que acompanha as trajetórias educacionais e profissionais de estudantes da Educação Profissional e Tecnológica.
Dados do Panorama EPT 2025, pesquisa realizada com estudantes do Senac São Carlos, mostram que 80% dos participantes afirmam sentir pertencimento à escola e 84,71% dizem ter orgulho de estudar na instituição. Já 81,76% reconhecem o interesse dos professores pelo aprendizado dos alunos, evidenciando uma relação baseada no cuidado, na proximidade e no compromisso com a educação.
A pesquisa também aponta que a escola desempenha papel fundamental na construção dos projetos de vida dos estudantes. Para 75,29% a escola faz diferença em seu futuro, enquanto 77,65% acreditam que irão conciliar trabalho e estudos, demonstrando o interesse em continuar sua trajetória de formação e inserção no mercado de trabalho.
Serviço
7º Fórum Internacional Senac de Educadores
De 10 a 13 de agosto de 2026, com transmissões ao vivo pelo canal do Senac São Paulo no YouTube, sempre das 15h às 17h.
Confira a programação completa: https://eventos.sp.senac.br/evento/7o-forum-internacional-senac-de-educadores/
SÃO CARLOS/SP - As escolas municipais de São Carlos registraram avanço acima da média nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Enquanto o Ministério da Educação (MEC) anunciou que o Ideb nacional atingiu os maiores índices da série histórica, 6,3 nos anos iniciais, 5,3 nos anos finais e 4,5 no ensino médio, as Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) da cidade apresentaram resultados ainda mais expressivos.
A média geral do Ideb municipal passou de 6,18, em 2023, para 6,59, em 2025, superando o ritmo de crescimento observado em nível nacional.
Entre as unidades com melhor desempenho, a EMEB Profª Maria Ermantina Carvalho Tarpani e a EMEB Dalila Galli alcançaram índices acima de 7, com crescimento de 0,74 ponto cada. A EMEB Doutor Alcyir Afonso Leopoldino também teve avanço expressivo, de 0,55 ponto. A maioria das escolas manteve trajetória positiva — a exceção foi a EMEB Prof. Ulysses Ferreira Picolo, que registrou queda de 0,24 ponto.
Segundo a chefe de Seção de Desenvolvimento Pedagógico, Curricular e Avaliação Escolar da Secretaria Municipal de Educação, Keity Lúcia de Godoy, o índice referente aos anos iniciais — correspondente aos alunos do 5º ano avaliados — passou de 6,2, em 2023, para 6,5, em 2025, superando tanto a média histórica do município quanto a meta nacional. “Nós ficamos muito felizes porque tivemos grandes avanços. A média esperada, a meta nacional, era de 6 pontos. O Brasil alcançou 6,3 pontos, enquanto nós alcançamos 6,5, ficando acima dessa média”, afirmou.
De acordo com Keity, o resultado é fruto de um trabalho conjunto entre professores, coordenadores e diretores, dentro da adesão ao Programa Alfabetiza Juntos, do Governo do Estado de São Paulo, vinculado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. “Dentro desse programa, existem várias iniciativas, como a formação de professores e a realização de simulados e avaliações, que nos ajudam a fazer um mapeamento de toda a situação das turmas da rede de ensino, permitindo que possamos realizar intervenções pedagógicas com base nesse diagnóstico”, explicou.
A partir desse mapeamento, a Secretaria identifica as defasagens de aprendizagem em cada turma e direciona ações específicas de recomposição, além de reuniões com coordenadores pedagógicos para definir estratégias de avanço nas habilidades ainda deficitárias. “O que nos resta é parabenizar o trabalho de toda a equipe da nossa rede: professores, coordenadores e diretores que se empenharam. Esse resultado é o reflexo de todo o trabalho e dedicação realizados ao longo do ano de 2025”, destacou.
Em nível nacional, o número de municípios com Ideb abaixo de 4,9 caiu de 1.097, em 2023, para 442, em 2025. Nesse cenário, São Carlos aparece à frente da curva, com diversas escolas já superando a marca de 7 pontos — patamar considerado de excelência pelo indicador.
Os dados também refletem consistência no fluxo escolar: a taxa se manteve próxima de 1 na quase totalidade das unidades, o que indica baixos índices de evasão.
Segundo o secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, os resultados reforçam a importância de manter a Educação como prioridade da gestão municipal. “Esse avanço é reflexo da valorização que temos dado à Educação em São Carlos. É um trabalho que envolve todos os agentes da Secretaria — professores, coordenadores, diretores e equipe técnica — em torno de um mesmo objetivo: garantir que nossos alunos aprendam cada vez mais. Vamos continuar concentrando esforços para que esses índices sigam avançando”, afirmou.
Confira os resultados por escola (números de 2023 e 2025)
EMEB Profª Maria Ermantina Carvalho Tarpani: 6,3 → 7,04 (+0,74)
EMEB Dalila Galli: 6,5 → 7,24 (+0,74)
EMEB Doutor Alcyir Afonso Leopoldino: 6,7 → 7,25 (+0,55)
EMEB Angelina Dagnone de Melo: 6,8 → 7,21 (+0,41)
EMEB Antonio Stella Moruzzi : 6,6 → 7,05 (+0,45)
EMEB Afonso Fioca Vitali (Caic): 5,6 → 6,1 (+0,5)
EMEB Prof. Ulysses Ferreira Picolo: 5,5 → 5,26 (-0,24)
SÃO CARLOS/SP - A Escola Estadual Visconde da Cunha Bueno, situada no Distrito de Santa Eudóxia, atingiu a expressiva nota 7,8 no IDEB 2025, integrando com destaque a lista de unidades públicas de São Carlos que lideram as maiores pontuações. O Ministério da Educação (MEC) divulgou os índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), dados que indicam a melhora geral dos estudantes, bem como o avanço da proficiência em português e matemática em todas as etapas avaliadas.
Essa conquista histórica é celebrada com imenso orgulho, refletindo o compromisso de toda a comunidade escolar junto a Unidade Regional de Ensino de São Carlos. Tal patamar é fruto direto da dedicação conjunta da diretora e professora Ana Silvia, que conduz a gestão com liderança inspiradora; de todo o corpo docente, que capacita os estudantes com competência; da equipe gestora e pedagógica, responsável pelo suporte estratégico; dos funcionários da merenda e da limpeza, que mantêm o ambiente acolhedor e seguro; e, sobretudo, dos estimados alunos, cujos esforços e disciplina tornaram este resultado brilhante possível.
O IDEB desempenha um papel fundamental no cenário nacional ao monitorar a qualidade do ensino e orientar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento educacional do país. Num contexto em que a educação pública se consolida como a principal ferramenta de transformação social, inclusão e mobilidade para milhões de brasileiros, alcançar índices tão expressivos reforça o poder transformador da rede pública. Ver notas como essa em uma instituição situada a 40 quilômetros da sede do município é um claro testemunho de que a competência pedagógica, quando abraçada por todos, rompe barreiras geográficas e se torna motivo de profundo orgulho e reconhecimento regional.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação iniciou, na última terça-feira (4/8), na Fundação Educacional São Carlos (FESC), a formação que dará início à elaboração do novo Plano Municipal de Educação (PME). A primeira etapa reuniu a equipe técnica da pasta para apresentar as diretrizes metodológicas que vão orientar a construção do documento, responsável por definir as metas e estratégias da educação no município para os próximos dez anos.
Durante a capacitação foram discutidos os princípios que orientam a elaboração dos planos decenais de educação, com destaque para o alinhamento entre os planos Nacional, Estadual e Municipal de Educação, além da necessidade de um diagnóstico técnico da rede de ensino como base para o planejamento das políticas públicas.
Também foram abordados temas como participação social, governança, financiamento, monitoramento e avaliação das ações previstas no plano. Outro destaque foi a apresentação dos 18 desafios nacionais que servirão de referência para o novo Plano Nacional de Educação, abrangendo áreas como educação infantil, alfabetização, educação inclusiva, valorização dos profissionais, educação profissional e tecnológica, infraestrutura, conectividade e financiamento da educação básica.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o novo Plano Municipal será elaborado de forma participativa, envolvendo gestores, professores, demais profissionais da rede e representantes da comunidade escolar. A proposta é construir um documento alinhado às necessidades do município e capaz de orientar o desenvolvimento da educação pública na próxima década.
A formação terá continuidade nas próximas etapas, quando será estendida a toda a rede municipal de ensino. A iniciativa busca fortalecer o planejamento educacional e ampliar a participação da comunidade na definição das metas que irão nortear as políticas públicas do setor em São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - O Trichoderma harzianum é um fungo bem conhecido na área da pesquisa agrícola que vem sendo utilizado como agente de biocontrole - combate fitopatógenos (organismos que podem causar doenças às plantas), estimula o crescimento e aumenta a absorção de nutrientes. Mas ele tem um problema: a sua fragilidade após o armazenamento, principalmente com o contato com fertilizantes químicos. Poucos sobrevivem.
Para solucionar este problema, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Embrapa Instrumentação criaram uma matriz polimérica biodegradável à base de celulose para encapsular o fungo, protegendo-o por meio de um revestimento, aumentando sua durabilidade.
O trabalho foi conduzido por Cristiane Farinas, da Embrapa Instrumentação e docente credenciada no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPGEQ), junto com Aline Ferreira, mestra e atual doutoranda, e Mariana Brondi, egressa do doutorado, ambas também do PPGEQ. Para o desenvolvimento dos estudos, foram consideradas as características do fungo e, com a a união de insumos, foi possível a aplicação simultânea, o que não ocorria antes pela incompatibilidade entre os componentes.
De uma forma resumida, foi feito o encapsulamento do fungo Trichoderma harzianum em uma matriz polimérica de carboximetilcelulose (CMC), um derivado da celulose, reforçado com nanocristais de celulose (CNC). Nessa solução são adicionados os esporos do fungos e, em seguida, borrifada sobre os grânulos de fosfato monoamônico (MAP).
Depois de secos com ar quente e controlado, é formado um um filme fino e uniforme ao redor do fertilizante, resistente e biodegradável que envolve os esporos do fungo, protegendo-os contra condições adversas, incluindo os fertilizantes químicos. Com o passar do tempo, o filme se degrada e libera, de forma gradual, os esporos no solo, protegendo as plantas.
Como parte da pesquisa, os testes mostraram que, após três meses de armazenamento em temperatura ambiente, os esporos encapsulados mantiveram alta taxa de sobrevivência. Por outro lado, os não encapsulados registraram perda de vitalidade em até mil vezes. O próximo passo é levar a pesquisa à escala comercial e validar o seu desempenho em diferentes culturas e condições de campo.
Esse estudo está no artigo "Encapsulation of Trichoderma harzianum in Carboxymethyl Cellulose Reinforced with Nanocellulose for Delivery as Fertilizer Coatings", tendo Ferreira como primeira autora, publicado na revista ACS Agricultural Science & Technology em fevereiro de 2026. O trabalho científico foi apresentado na 20ª edição do Congresso Europeu de Biotecnologia, organizado pela Federação Europeia de Biotecnologia (EFB) e realizado na Antuérpia (Bélgica), em junho deste ano. A tecnologia também foi pauta de reportagem da Embrapa.
A pesquisa contou com recursos financeiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA).
SÃO CARLOS/SP - Professores da rede municipal de ensino participaram, na última segunda-feira (3/8), de uma formação sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovida pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A atividade foi realizada durante o Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) e teve como tema "Autismo Além do Rótulo: Neurobiologia, Comportamento e Manejo de Crises".
A capacitação foi ministrada pelo professor Isaias de Oliveira, licenciado em Educação Especial, Pedagogia e Letras/Libras, psicopedagogo, professor da Educação Especial e especialista em Autismo, suas comorbidades e Análise do Comportamento Aplicada.
Durante o encontro, os educadores aprofundaram conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro da pessoa com TEA e compreenderam como aspectos neurobiológicos influenciam o comportamento, a comunicação, a interação social e a forma como esses estudantes percebem e respondem aos estímulos do ambiente escolar.
Além da abordagem científica, a formação apresentou estratégias práticas para prevenção e manejo de crises, com foco na antecipação de situações desafiadoras, organização dos ambientes e adoção de intervenções baseadas em evidências. Os participantes também receberam orientações e exemplos aplicáveis ao cotidiano escolar, visando tornar o atendimento mais seguro, acolhedor e eficaz.
A iniciativa integra as ações da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos voltadas ao fortalecimento da educação inclusiva, por meio da qualificação contínua dos profissionais e do aperfeiçoamento das práticas pedagógicas destinadas ao atendimento de estudantes com deficiência, especialmente daqueles com Transtorno do Espectro Autista.
De acordo com o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, Rafael Almeida, a formação continuada é fundamental para consolidar uma educação inclusiva.
“A inclusão acontece quando conhecimento e sensibilidade caminham juntos. Ao oferecer formações como esta, buscamos proporcionar aos profissionais ferramentas para compreender melhor o aluno com Transtorno do Espectro Autista e atuar de forma mais acolhedora, segura e eficaz. Essa parceria com a Secretaria Municipal de Educação fortalece nosso compromisso de construir uma escola mais inclusiva", destacou.
A ação reforça o compromisso da administração municipal com a construção de uma rede de ensino mais inclusiva, acessível e preparada para atender às diferentes necessidades dos estudantes, garantindo o direito à aprendizagem, à participação e ao desenvolvimento de todos.
SÃO PAULO/SP - O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.
Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.
Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%.
Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.
Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).
Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).
Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).
"Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação", avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.
Ela acrescenta que "a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”.
“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas", defende.
Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.
“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.
Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital.
"As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual", disse.
Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).
Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.
Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.
É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.
No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).
Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).
Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.
AGÊNCIA BRASIL
Escassez de talentos qualificados desafia o setor: 98% das empresas brasileiras relatam dificuldades para preencher vagas de tecnologia
SÃO CARLOS/SP - O Senac São Carlos amplia sua oferta de títulos para o Ensino Médio Técnico com o lançamento do Ensino Médio Técnico em Inteligência Artificial, que contará com vagas 100% gratuitas. As inscrições para as bolsas de estudo que integram o Programa Senac de Gratuidade, destinado àqueles com renda familiar de até dois salários mínimos federais por pessoa, poderão ser realizadas no dia 3 de agosto, a partir das 12h, pelo portal do Senac São Paulo.
Durante a formação, os alunos desenvolvem conhecimentos em lógica de programação, desenvolvimento de algoritmos, linguagens de programação, banco e análise de dados, além de aprender a criar, testar e implementar aplicações que utilizam Inteligência Artificial. O curso também aborda conceitos de aprendizado de máquina (Machine Learning), automação de processos, desenvolvimento de chatbots, computação em nuvem, segurança da informação e o uso ético e responsável da IA.
Segundo a peesquisa Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências, desenvolvida pela Ford em parceria com o Datafolha, o setor de tecnologia no Brasil enfrenta um cenário desafiador: 98% das empresas têm dificuldade para encontrar profissionais qualificados, uma realidade que freia o crescimento e a inovação. Ainda segundo o estudo, para 72% das empresas, a falta de conhecimento técnico é um dos principais desafios enfrentados, seguido pela ausência de experiência (54%).
Nesse contexto, iniciativas voltadas à formação técnica ganham ainda mais relevância ao aproximar os estudantes das competências demandadas pelo mercado. Ao oferecer uma formação alinhada às transformações tecnológicas e às necessidades das empresas, o novo curso contribui para preparar os jovens para oportunidades profissionais em um setor em constante expansão.
Além de preparar os estudantes para uma área em constante crescimento, o Ensino Médio Técnico do Senac proporciona uma formação que promove o fortalecimento do desenvolvimento pessoal, acadêmico e profissional. Dados do Panorama EPT 2025, pesquisa realizada com estudantes do Senac São Carlos, mostram que 80% dos participantes afirmam sentir pertencimento à escola e 84,71% dizem ter orgulho de estudar na instituição. Já 81,76% reconhecem o interesse dos professores pelo aprendizado dos alunos, evidenciando uma relação baseada no cuidado, na proximidade e no compromisso com a educação.
A pesquisa também aponta que a escola desempenha papel fundamental na construção dos projetos de vida dos estudantes. Para 75,29% a escola faz diferença em seu futuro, enquanto 77,65% acreditam que irão conciliar trabalho e estudos, demonstrando o interesse em continuar sua trajetória de formação e inserção no mercado de trabalho.
O ambiente escolar também se destaca pela por promover uma convivência segura, inclusiva e respeitosa. Entre os participantes da pesquisa, 88,24% afirmam sentir-se seguros na escola, enquanto 92,35% reconhecem as ações voltadas à diversidade e à inclusão, aspectos que contribuem para uma experiência educacional acolhedora e para a formação de cidadãos preparados para os desafios acadêmicos, profissionais e sociais.
Com uma proposta que alia ensino de qualidade, inovação tecnológica e desenvolvimento humano, o Ensino Médio Técnico em Inteligência Artificial oferece aos jovens a oportunidade de concluir a educação básica já com uma formação técnica alinhada às demandas do mercado e às transformações da sociedade.
"O Ensino Médio Técnico em Inteligência Artificial representa mais um passo do Senac São Carlos no compromisso de oferecer uma educação conectada às transformações da sociedade e às necessidades do mercado de trabalho. Nosso objetivo é formar jovens protagonistas, capazes de utilizar a tecnologia para criar soluções, resolver problemas e construir projetos de vida consistentes”, comenta Fabia Lins, Gerente do Senac São Carlos.
Os interessados em conhecer a estrutura, a metodologia de ensino e os diferenciais do Ensino Médio Técnico do Senac São Carlos podem agendar uma visita à unidade e vivenciar de perto o ambiente de aprendizagem que prepara estudantes para o presente e o futuro.
Confira o cronograma:
• Total de vagas: 160 vagas
• Total de bolsas: 80 bolsas integrais pelo Programa Senac de Gratuidade, 20 vagas para cada título e cada turno
• Inscrições para bolsistas: a partir de 3 de agosto
• Inscrições para pagantes: a partir de 17 de agosto
• Início das aulas: 26 de janeiro de 2027
• Matrículas: on-line, por ordem de chegada
• Visitas presenciais: agendamento pelo site, a partir de 30 de julho
•Informações:www.sp.senac.br/ensinomediotecnico
Serviço:
Inscrições Ensino Médio Técnico 2027 | Senac São Carlos
Inscrições: www.sp.senac.br/ensinomediotecnico
Senac São Carlos
Endereço: Rua Episcopal, 700 – Centro – São Carlos/SP
Informações: https://www.sp.senac.br/senac-sao-carlos
SÃO CARLOS/SP - São Carlos tem registrado avanços significativos na segurança viária. Entre 2023 e 2025, o município reduziu em 25% o número de mortes no trânsito, passando de 35 óbitos em 2023 para 26 em 2025, segundo dados do Infosiga-SP, essa queda reflete o impacto das campanhas educativas e preventivas promovidas pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, que tem intensificado ações voltadas à conscientização da população.
Nos últimos dez anos, a média anual de mortes na cidade foi de 29,6. O perfil das vítimas revela um impacto social expressivo: mais da metade dos óbitos (50,2%) concentrou-se na faixa etária de 20 a 44 anos, atingindo diretamente a população economicamente ativa. Os homens representam 83% das vítimas fatais, e motociclistas e passageiros de motos respondem por 33% dos casos. Os finais de semana aparecem como os períodos mais críticos, concentrando 22,4% das ocorrências.
A Secretaria tem investido em iniciativas diversificadas. O projeto Minicidade, por exemplo, já atendeu quase mil crianças em Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIS), ensinando noções básicas de segurança viária por meio de atividades lúdicas. A estratégia é formar multiplicadores mirins que levam a mensagem de respeito às regras de trânsito para dentro das famílias.
Campanhas como “PARE! Sua Vida Não Tem Retorno”, realizadas em pontos críticos identificados por mapas de calor do Infosiga, abordaram centenas de motoristas e motociclistas. Já o Maio Amarelo de 2026 mobilizou mais de 1.200 pessoas em atividades interativas no Mercado Municipal, incluindo simulações de embriaguez, experiências imersivas com realidade virtual e demonstrações de resgate.
Outro destaque foi a série de palestras sobre alcoolemia, que detalharam os limites legais e os efeitos fisiológicos do álcool no organismo. A abordagem científica reforçou a seriedade do tema e desmistificou a ideia de que “beber pouco não faz mal.
O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, destacou que os resultados refletem uma política pública consistente. “Estamos construindo uma cultura de respeito e responsabilidade nas vias. A redução dos acidentes mostra que investir em prevenção e conscientização dá resultado. Nosso objetivo é salvar vidas e transformar São Carlos em referência de mobilidade segura. Ao envolver crianças, trabalhadores e motociclistas em diferentes contextos, conseguimos ampliar o alcance da educação e provocar mudanças reais de comportamento”, disse.
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