Estudo com participação da UFSCar aponta recuperação de 1,67 milhão de hectares entre 2011 e 2021
SÃO CARLOS/SP - Um estudo publicado no periódico científico Perspectives in Ecology and Conservation revela que a Mata Atlântica registrou avanço significativo na restauração florestal na última década. Entre 2011 e 2021, cerca de 1,67 milhão de hectares de florestas nativas foram recuperados no bioma, segundo análise baseada em dados da iniciativa MapBiomas.
O processo de recuperação foi mais intenso nos estados de Minas Gerais (26,4%), Paraná (18,6%), Bahia (12,9%) e São Paulo (12,7%). Embora o mapeamento não diferencie áreas que passaram por regeneração natural daquelas que receberam ações de restauração ativa, os pesquisadores indicam que a maior parte do crescimento da cobertura florestal ocorreu por processos naturais.
Segundo Vinicius Tonetti, primeiro autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado no Centro de Ciência para o Desenvolvimento "Estratégia Mata Atlântica", os resultados demonstram que a recuperação da Mata Atlântica em larga escala é possível. "Os dados mostram que restaurar a Mata Atlântica é um caminho viável e necessário para proteger a biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas, mesmo em paisagens com intensa atividade produtiva", afirma. O Centro recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp; processo nº 2021/11940-0), está sediado no Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e tem o professor Paulo Guilherme Molin, do Centro de Ciências da Natureza (CCN), como pesquisador responsável.
A pesquisa também aponta que 75,2% do aumento da cobertura florestal ocorreu em áreas classificadas como "mosaicos de uso", regiões onde há mistura de pequenas lavouras, pastagens e vegetação em regeneração. Esses locais frequentemente incluem pastagens abandonadas ou pouco produtivas, que podem se recuperar naturalmente quando as condições ambientais são favoráveis.
Apesar dos avanços, os pesquisadores alertam que nem toda floresta regenerada permanece preservada ao longo do tempo. A análise mostra que 568 mil hectares de áreas que haviam se recuperado deixaram de existir até 2023, último ano considerado no levantamento. Para Tonetti, o dado reforça a necessidade de políticas públicas e incentivos para garantir a permanência dessas áreas. "O trabalho de restauração não termina quando a floresta começa a crescer. É fundamental proteger as florestas jovens para que elas se consolidem e continuem oferecendo benefícios ambientais", explica.
Entre as medidas apontadas como estratégicas estão pagamentos por serviços ambientais, fiscalização ambiental e políticas específicas para a proteção de florestas secundárias, que são áreas importantes para a conservação da biodiversidade, o armazenamento de carbono e a regulação do ciclo da água.
O estudo também destaca o papel da regeneração natural como uma estratégia eficiente e de menor custo para recuperar grandes áreas. Segundo Tonetti, esse processo depende fortemente da atuação da fauna. "Muitas espécies de árvores tropicais têm sementes dispersas por aves e mamíferos frugívoros. Esses animais transportam e espalham as sementes pela paisagem, favorecendo a regeneração das florestas", afirma. Em pesquisa anterior desenvolvida durante seu doutorado, Tonetti já havia demonstrado a importância desses animais para a recuperação em larga escala da Mata Atlântica.
Ao todo, a pesquisa reuniu 16 cientistas de 14 instituições, entre universidades, organizações não governamentais e coletivos de restauração. Todos os autores integram o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa que articula diferentes atores para promover a recuperação do bioma em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos.O estudo está disponível para leitura na íntegra na plataforma ScienceDirect (em https://www.sciencedirect.com/
Iniciativa registrou marca e desenho industrial do mascote; Agência de Inovação busca parcerias para ampliar materiais
SÃO CARLOS/SP - Como tornar o processo de aprendizagem mais acessível, acolhedor e culturalmente significativo para crianças surdas, desde os primeiros anos de vida?
Esta foi a pergunta que motivou a criação do #CasaLibras, programa desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenado por Vanessa Regina de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs), ambos da UFSCar.
A iniciativa surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a partir de uma constatação que vinha aparecendo nas pesquisas conduzidas pela docente com escolas públicas que adotam propostas bilíngues para estudantes surdos. "Eu desenvolvia um estudo com escolas públicas que tinham proposta bilíngue e a pesquisa mostrou a escassez de materiais didáticos em Libras", situa Martins.
Diante desse cenário, a primeira iniciativa foi a produção de contações de histórias em Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas online para professores e estudantes. A ação rapidamente passou a circular entre escolas públicas de diferentes regiões do país. "Quando falamos de entretenimento para crianças surdas, praticamente não há acessibilidade, ainda mais na fase de desenvolvimento de linguagem", observa a professora.
Com o tempo, o que começou como uma atividade emergencial de extensão foi ganhando corpo e passou a integrar de forma mais estruturada as atividades da Universidade. Hoje, o #CasaLibras articula pesquisa, ensino e extensão em torno da produção de conteúdos educativos e culturais em Libras, reunindo vídeos, materiais pedagógicos, formações e ações culturais voltadas às chamadas infâncias surdas.
Os materiais produzidos vêm sendo utilizados por escolas públicas de diversas regiões do Brasil e parte do conteúdo está disponível gratuitamente no canal do Programa no YouTube (youtube.com/@CasaLibrasUFSCar
Acessibilidade e protagonismo surdo
Uma das preocupações centrais do Programa é garantir que os materiais sejam, de fato, acessíveis às crianças surdas - algo que envolve cuidados técnicos que vão além da simples tradução de conteúdos para Libras.
Entre os aspectos considerados estão o enquadramento adequado da janela de Libras nos vídeos, iluminação, contraste de cores, ritmo narrativo e adaptação cultural das histórias. "Não se trata apenas de traduzir. Muitas vezes é necessário adaptar o conteúdo para a cultura surda e pensar visualmente a narrativa", explica a coordenadora.
Outro princípio importante do projeto é o protagonismo de pessoas surdas na produção dos conteúdos. Adultos surdos participam das atividades como artistas, narradores e produtores culturais, ampliando referências e representatividade para as crianças.
Entre as ações que ganharam maior alcance está o Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras, que mobiliza escolas de diferentes regiões do país na produção de trabalhos culturais em Libras. A primeira edição reuniu apenas cinco escolas. Hoje, o campeonato já conta com mais de 60 instituições participantes.
"O principal impacto é a relação que nós estabelecemos entre universidade e educação básica. É impacto na vida das crianças surdas. As famílias relatam que elas acessam o nosso canal e passam a ter um espaço de produção cultural em língua de sinais", afirma Martins.
A próxima edição do campeonato deve ter dois marcos importantes: a quinta edição nacional e a primeira participação internacional, com articulações em andamento com instituições do Uruguai.
Mascote CaLi, proteção institucional e parcerias
O crescimento do Programa também levou à criação de novos elementos de identidade visual voltados ao público infantil. Um deles é o mascote CaLi, personagem que representa o #CasaLibras.
A ideia surgiu durante uma disciplina de estágio. "Um dos estudantes sugeriu trabalhar com bonecos e, em seguida, tivemos a ideia do mascote. O personagem foi desenvolvido com apoio de um bonequeiro e o nome foi escolhido por votação entre estudantes. O CaLi foi pensado com atenção a aspectos visuais e simbólicos ligados à comunidade surda, incluindo o uso de cores associadas à cultura surda e à identidade visual do projeto", detalha Martins.
Com a circulação do mascote em atividades e eventos, escolas passaram a solicitar produtos relacionados ao personagem, como camisetas, materiais pedagógicos e versões do boneco. "As crianças querem levar o CaLi para casa. Mas, para ampliar a escala, é fundamental termos apoios e novas parcerias", observa a professora.
Diante desse interesse crescente, o projeto contou com apoio da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) para solicitar o registro da marca #CasaLibras e do desenho industrial do mascote. A iniciativa garante segurança jurídica e abre caminho para futuras cooperações com empresas e instituições interessadas na produção e difusão dos materiais.
Segundo Martins, a formalização também permite ampliar as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos educativos. "A comercialização de produtos pode reverter recursos para o próprio projeto e ampliar as possibilidades de produção de materiais. Além disso, parcerias com empresas permitem dar escala a essas iniciativas e fazer com que os conteúdos e personagens cheguem a mais crianças e escolas."
Empresas e instituições interessadas em apoiar o desenvolvimento de materiais, patrocinar ações do projeto ou estabelecer parcerias para produção e difusão do mascote e dos conteúdos do #CasaLibras podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (16) 3351-9433.
SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar terão livro publicado por editora internacional de grande circulação acadêmica. A obra "Teaching and Assessing Mathematics Skills for Special Education Students: Theoretical and Practical Perspectives" ("Ensino e Avaliação de Habilidades Matemáticas para Estudantes de Educação Especial: Perspectivas Teóricas e Práticas") será lançada internacionalmente pela Springer Nature no dia 29 de março de 2026, integrando a série "Springer Texts in Education".
O livro é de autoria de Ailton Barcelos da Costa, doutor em Educação Especial e bolsista de pós-doutorado da Capes no PPGEEs/UFSCar; Alessandra Daniele Messali Picharillo, doutora em Educação Especial e pesquisadora na área; e Nassim Chamel Elias, docente e pesquisador do PPGEEs/UFSCar.
A obra reúne fundamentos teóricos e aplicações práticas voltadas ao ensino e à avaliação de habilidades matemáticas de estudantes da Educação Especial, com ênfase em contextos de Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro do Autismo e Deficiência Visual. O livro dialoga com a formação de professores, práticas inclusivas baseadas em evidências e estratégias acessíveis de ensino e avaliação.
O livro possui 209 páginas, distribuídas em 9 capítulos e um apêndice, que é composto por protocolos de avaliações. Publicada em Inglês e com circulação internacional, a obra já está disponível no catálogo da Springer em pré-venda através do site https://link.springer.com/book/9783032179784.
Para os autores, a publicação reforça a inserção internacional das pesquisas desenvolvidas no PPGEEs, programa de referência nacional na área de Educação Especial, buscando contribuir para aproximar a produção científica brasileira do debate internacional sobre educação inclusiva e ensino de matemática.
A obra contribui, ainda, para ampliar a presença da produção acadêmica brasileira no debate científico global sobre educação inclusiva e educação matemática. "Apesar da importância da matemática para a participação social, autonomia e desenvolvimento acadêmico, o ensino dessa disciplina para estudantes com deficiência ainda é pouco explorado na literatura e na formação de professores", destacam os autores Ailton da Costa e Alessandra Picharillo. "Nesse contexto, a obra contribui ao reunir e sistematizar conhecimentos científicos e pedagógicos sobre o tema, oferecendo subsídios para professores, formadores de professores e pesquisadores interessados no ensino inclusivo de matemática".
Para Costa e Picharillo, um dos principais diferenciais do trabalho é reunir, em um único livro, conhecimentos que atualmente se encontram dispersos em artigos científicos e relatórios de pesquisa, facilitando o acesso de professores e estudantes a esse campo de estudo. "Além disso, a obra combina revisão sistemática da literatura internacional com implicações pedagógicas para a prática docente, incluindo atividades didáticas, estudos de caso, sugestões de oficinas e protocolos de avaliação em matemática. Essa articulação entre pesquisa acadêmica e aplicação pedagógica amplia o potencial de uso do livro na formação inicial e continuada de professores e em cursos de graduação e pós-graduação".
Publicação internacional
Segundo Costa e Picharillo, para conseguir ser publicado numa editora de renome internacional, o livro atendeu a critérios importantes utilizados por editoras acadêmicas internacionais, como relevância científica do tema, contribuição original para a área e potencial de uso no ensino superior. "Os pareceristas destacaram que há escassez de livros didáticos que integrem Educação Matemática e educação inclusiva, sendo necessário atualmente recorrer a diversos artigos e relatórios de pesquisa para acessar esse conhecimento. Nesse sentido, o livro apresenta uma contribuição relevante ao organizar e tornar esse conhecimento mais acessível para professores e formadores de professores", revelam os autores.
"Além disso, os revisores reconheceram que a proposta apresenta um plano estruturado de conteúdo e possui potencial de interesse para um público internacional, especialmente em cursos de formação de professores e programas de pós-graduação", completam.
Público-alvo
O público-alvo, segundo a editora, inclui professores e estudantes, tanto em nível de Brasil como internacionalmente, para cursos de Licenciatura em Educação Especial, tanto presenciais quanto na modalidade de educação a distância, e para estudantes de pós-graduação lato sensu na área de Educação Especial e Inclusão. Poderá também ser utilizado em cursos de Licenciatura em Matemática.
O livro pode ser utilizado diretamente em disciplinas relacionadas ao Ensino de Matemática para Pessoas com Deficiência, bem como parcialmente em disciplinas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, Deficiência Intelectual e Deficiência Visual. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) também pode servir como referência em disciplinas que abordam essas temáticas, além de contribuir para pesquisadores interessados na interface entre educação matemática e educação inclusiva.
Lançamento e informações
O livro terá lançamento mundial inicialmente em Inglês no dia 29 de março de 2026 no site da Editora Springer Nature. "No entanto, de acordo com o contrato firmado, a editora se compromete, a partir de um mês após o lançamento mundial do livro, a procurar uma editora no Brasil para lançar uma tradução da obra em Português", esclarecem os autores.
Mais informações sobre o livro podem ser solicitadas diretamente, via e-mail, com os pesquisadores Ailton Barcelos da Costa (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), Alessandra Daniele Messali Picharillo (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) e Nassim Chamel Elias (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).
SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, esteve no Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Carmelita Rocha Ramalho, na Vila Prado, para avaliar as condições da unidade e determinar providências imediatas de limpeza e manutenção. A visita ocorreu na segunda-feira (09/03) e resultou em ações já implementadas, além de um cronograma de novas intervenções.
Segundo Roselei, algumas medidas foram adotadas de imediato. “Nós já realizamos a troca de toda a areia da escola e fizemos também a limpeza da piscina. Tive a oportunidade de conversar com professores, equipe técnica, auxiliares e cuidadores, para verificar os principais apontamentos da unidade”, afirmou.
O secretário destacou que a escola, apesar de antiga, é acolhedora e precisa de ajustes estruturais. “Pedimos um levantamento para recuperar algumas portas, verificar a questão da estrutura e instalar redes na quadra esportiva. A escola tem uma longa história no bairro, é bonita e acolhedora, mas precisa de medidas de recuperação. Já determinamos o orçamento para realizar os principais serviços”, explicou. “Quem visitar a escola vai perceber que já fizemos a limpeza da piscina e temos agora um cronograma para seguir com outras intervenções”, complementou o secretário.
Roselei informou ainda que aguarda o orçamento da empresa prestadora de serviços para dar sequência às obras de substituição das portas e recuperação de ambientes internos.
SÃO CARLOS/SP - O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE), sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), promoveu, nos dias 25 e 26 de fevereiro, o II Encontro de Pesquisadores da rede - evento online que reuniu apresentações de mais de 20 pesquisadores vinculados a mais de 10 instituições brasileiras para apresentar projetos e resultados de pesquisas.
A abertura foi conduzida por Andréia Schmidt, coordenadora da Diretoria de Pesquisa do INCT-ECCE e professora da Universidade de São Paulo (USP), que situou o evento como um panorama da produção científica atual e das perspectivas futuras do Instituto. A coordenadora-geral, Deisy das Graças de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da UFSCar, destacou o potencial do encontro para ampliar trocas e fortalecer colaborações entre os mais de 60 cientistas da rede e seus bolsistas.
As apresentações percorreram um espectro amplo: da pesquisa básica - com estudos sobre responder relacional, memória e rastreamento ocular - à ciência aplicada com impacto direto em políticas públicas. Entre os destaques esteve o estudo longitudinal Conecta, novo projeto da terceira fase do INCT-ECCE, que investigará os efeitos de dispositivos digitais no desenvolvimento de crianças pré-escolares, tema urgente diante dos debates regulatórios em curso no Brasil e no mundo.
A programação incluiu ainda investigações sobre prevenção da contaminação por mercúrio em populações vulneráveis da Amazônia, neurociência educacional, mitigação de viés racial e intervenções baseadas em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência auditiva. A gravação do evento já está disponível e pode ser acessada no YouTube (https://www.youtube.com/
Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desde 2009, o INCT-ECCE investiga aprendizagem humana e não humana para desenvolver tecnologias de alfabetização, inclusão e comunicação. Mais informações em https://www.inctecce.ufscar.br
Texto: Vanessa Ayres Pereira, psicóloga, pós-graduanda e bolsista de Jornalismo Científico/Fapesp vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE).
SÃO PAULO/SP - Os pré-selecionados da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) do primeiro semestre de 2026 devem entregar a documentação que comprove as informações prestadas no momento da inscrição, diretamente na instituição privada de educação superior em que foram selecionados até esta sexta-feira (13).
O estudante pode comparecer à faculdade privada para entregar a documentação ou encaminhá-la virtualmente, por meio eletrônico disponibilizado pela instituição.
O resultado da segunda chamada foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 2 de março, e pode ser acessado o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Prouni.
A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade do curso) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas.
Para os candidatos com 18 anos ou mais que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025 e precisam do certificado de conclusão do Ensino Médio, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou um novo sistema que emite o comprovante de conclusão da educação básica.
Entre as exigências, é preciso ter alcançado 450 pontos em cada área do conhecimento do Enem 2025, além de ter obtido 500 pontos na redação.
Neste ano, estão sendo ofertadas 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas de ensino superior de todo o país.
O MEC comemora que a edição de 2026 é a maior da história do Prouni, com 22 anos de existência.
O requisito para ter a bolsa integral do programa é comprovar a renda familiar menor ou igual a um salário-mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar não pode ultrapassar três salários-mínimos por pessoa.
Quem está de olho nas vagas remanescentes e não foi selecionado na primeira e segunda chamadas, deverá manifestar interesse em participar da lista de espera do Prouni, nos dias 25 e 26 de março de 2026, também, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
Todas as informações sobre as regras do processo seletivo estão no Edital nº 2/2026.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, esteve na manhã desta segunda-feira (09/03), no Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Homero Frei, no bairro Santa Felícia, após relatos de pais sobre a presença de escorpiões na unidade. A visita resultou em uma série de providências imediatas para garantir a segurança das crianças e tranquilidade das famílias.
Roselei destacou que, apesar da preocupação, nenhuma criança foi picada. “Isso demonstra a atenção e o cuidado dos professores, da direção e de toda a equipe escolar. Eles têm feito um trabalho constante de orientação e vigilância, o que tem sido fundamental para evitar acidentes”, afirmou.
Entre as ações já realizadas estão a dedetização do espaço, acompanhada por técnicos da Vigilância Epidemiológica e da Unidade Controle de Zoonoses e Endemias, a substituição da areia dos espaços de recreação, a pintura com tinta óleo em todo o perímetro da escola, a ampliação da área de aceiro externa e a troca de telas em galerias de águas pluviais e esgoto. Além disso, a Secretaria estuda a contratação de um funcionário exclusivo para a varredura diária, reforçando a prevenção.
Durante a visita, o secretário ressaltou o empenho coletivo no enfrentamento do problema. “É um trabalho de muitas mãos. Temos professores atentos, agentes educacionais comprometidos, direção atuante e o apoio constante da Vigilância. Todos estão unidos para combater os escorpiões e garantir um ambiente seguro para nossas crianças”, disse.
Roselei também destacou a importância da orientação contínua aos alunos. “Sabemos que as crianças, por vezes, não percebem o risco. Por isso, o trabalho das professoras em alertá-las sobre o perigo é essencial. Essa conscientização, somada às medidas de manutenção e limpeza, tem sido decisiva para evitar qualquer incidente”, explicou.
De acordo com a supervisora da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias, médica veterinária Luciana Marchetti, a ocorrência de escorpiões no CEMEI Homero Frei é uma situação já acompanhada pelo órgão.
“Estamos monitorando essa situação e prestando apoio técnico à escola, com orientações sobre medidas preventivas e ações voltadas à segurança de toda a comunidade escolar. Sabemos que a localização da unidade pode favorecer o aparecimento desses animais, por isso nossas recomendações incluem a criação de barreiras físicas, manutenção predial adequada e, principalmente, ações de prevenção de acidentes. A equipe escolar também tem se mostrado bastante comprometida, realizando vistorias antes da entrada das crianças e orientando os alunos sobre os riscos e sobre a importância de avisar imediatamente um adulto caso encontrem um escorpião. Esse trabalho conjunto tem apresentado resultados positivos, tanto que não registramos nenhum acidente envolvendo crianças”.
É importante destacar que esse é um esforço integrado entre a Secretaria Municipal de Educação, a comunidade escolar, a Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias e também a Secretaria de Conservação e Qualidade Urbana, responsável pela limpeza e manutenção das áreas no entorno da escola
A médica veterinária ressalta ainda que a presença de escorpiões e os casos de picadas vêm aumentando a cada ano no Estado de São Paulo, e que o enfrentamento desse problema exige a participação de toda a sociedade, tanto na adoção de cuidados com o ambiente quanto no cumprimento das medidas de prevenção.
SÃO CARLOS/SP - Na última sessão ordinária da Câmara Municipal de São Carlos, o vereador Gustavo Pozzi destacou como está sendo o primeiro mês da Escola Estadual Arlindo Bittencourt como Cívico-Militar.
Professor da rede pública estadual de ensino desde 2012 e atuando nos últimos 2 anos na escola, o vereador destacou que já é notável a melhora no ambiente escolar, principalmente no comportamento dos alunos dentro da escola, assim como o tratamento com os professores, diretores e servidores da escola.
“É uma experiência, a princípio, que está sendo exitosa. Falo como professor, que já existe uma melhora no relacionamento dos alunos com os professores dentro da sala de aula. Estamos tendo um ganho muito importante no Estado de São Paulo com esse modelo de ensino que está sendo implantado em 100 escolas em todo o Estado.”, destacou o vereador.
O vereador ainda destacou que além da visível melhora dentro do ambiente escolar, é possível notar um aumento na segurança no entorno da escola, onde os agentes também estão atentos as movimentações ao redor da escola, durante a entrada e saída dos estudantes.
SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), através do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CePOF – CEPIx USP e INCT CNPq), realizou, entre os dias 2 e 13 de fevereiro, o “Curso de Férias em Espectroscopia Óptica Avançada – Teoria e Prática”, iniciativa que reuniu, principalmente, alunos de graduação interessados em aprofundar os seus conhecimentos em uma das áreas centrais da pesquisa científica moderna.
Com mais de oitenta alunos inscritos, foram selecionados vinte jovens que participaram de atividades que ocorreram diariamente em dois períodos, pela manhã e à tarde, totalizando quatro horas de aulas e práticas laboratoriais por dia.
Durante o curso, os participantes revisaram conceitos fundamentais sobre a interação entre luz e matéria, abordando, entre outros temas, dos fundamentos clássicos aos aspectos quânticos, incluindo atividades práticas com técnicas consideradas essenciais na área, como absorção UV-Vis, emissão óptica e fluorescência molecular, além do uso de instrumentação avançada, como, por exemplo, monocromadores, espectrômetros e sistemas de aquisição em diferentes configurações experimentais.
Os participantes ainda tiveram contato com métodos modernos de análise, como medidas de tempo de vida, TCSPC, espectroscopia Raman e FTIR, espalhamento elástico e inelástico, técnicas de polarização e processos multifóton.
Preparando os estudantes para os desafios da ciência
Com o objetivo de proporcionar uma experiência próxima da realidade científica, preparando estudantes para aplicar as ferramentas aprendidas em projetos de iniciação científica e pesquisas em laboratórios especializados, a iniciativa reuniu não só alunos de graduação do próprio IFSC/USP, como também outros oriundos de outras unidades da USP São Carlos, da UNESP e UFSCar.
Pedro Kraus, oriundo de Campo Grande (MS) e aluno do último ano do Bacharelado em Física (IFSC/USP), não hesitou em se inscrever no curso. “Estou investindo muito em óptica e fotônica, inclusive estou a fazer iniciação científica nessa área, e estou trabalhando principalmente em espectroscopia. Dessa forma, entendi que participar deste curso seria muito útil, atendendo a que estou trabalhando a fundo na espectroscopia óptica durante este semestre. Em relação ao conteúdo do curso, está sendo diferente do que eu esperava, no sentido positivo, já que participei de inúmeros experimentos que para mim foram novidade, além de várias informações muito valiosas”, destaca o aluno.
Júlia Bernardes Coelho, oriunda de Araguari (MG) está cursando o 3º ano do Bacharelado em Física Biomolecular também no IFSC/USP. “Eu sempre vejo na minha iniciação científica os meus colegas trabalhando com espectroscopia e eu não entendia direito todo esse processo, nem entendia a importância que ela tinha como um método analítico para estudar as interações entre a matéria e a radiação. Quando eu soube que ia ter este curso e que a programação seria teórica e prática, achei que seria uma ótima oportunidade para ficar por dentro dessa área e tirar todas as dúvidas”, pontua a aluna.
Segundo o Prof. Sebastião Pratavieira, “Este foi o primeiro curso desse tipo que oferecemos, que acabou sendo um aprendizado também para nós, docentes — tanto na organização quanto em entender melhor o que funciona para os alunos quando juntamos teoria com prática de laboratório”, relata o docente, acrescentando que a espectroscopia óptica é uma área muito ampla, com muitas técnicas e aplicações diferentes.
“No IFSC/USP temos várias linhas de pesquisa, básicas e aplicadas, que dependem diretamente dessas ferramentas. Então faz bastante sentido criar um curso de férias que apresente esse “panorama” e, ao mesmo tempo, coloque os estudantes para medir, analisar e interpretar dados de verdade. Além disso, nossos laboratórios de ensino já contam com diversos experimentos e instrumentação que permitem esse tipo de atividade prática, e foi muito bom poder usar essa estrutura para aproximar os participantes do cotidiano de um laboratório de pesquisa”, conclui o professor.
A expectativa é que cada aluno tenha saído dessa iniciativa com algo realmente útil, com uma base mais sólida, mais segurança para lidar com instrumentação e, principalmente, uma visão mais clara de como essas técnicas entram na formação.
Ao final, os participantes receberam certificados emitidos pela USP, reconhecendo a formação complementar obtida durante este curso, que teve como professores: Sebastião Pratavieira, Euclydes Marega Junior, Vanderlei Salvador Bagnato e Francisco Eduardo Gontijo Guimarães.
SÃO CARLOS/SP - O prefeito Netto Donato e o vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, participaram, na noite de terça-feira (03/03), da entrega de kits escolares na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Angelina Dagnone de Melo, localizada no bairro Santa Felícia.
Os materiais foram entregues diretamente aos pais dos alunos, que estavam reunidos com os docentes da unidade. A ação faz parte de um esforço maior da administração municipal para garantir que todos os estudantes da rede tenham acesso aos recursos necessários para um ano letivo com qualidade.
Cerca de 7 mil kits escolares foram adquiridos pela Prefeitura. Só na EMEB Angelina, foram distribuídas 761 unidades. Todas as escolas da Rede Municipal de Educação já receberam os produtos a serem entregues aos alunos. O prefeito Netto Donato destacou o impacto da iniciativa. “Estamos investindo naquilo que realmente transforma vidas: a educação. Esses kits representam não apenas material escolar, mas também o nosso compromisso em oferecer condições iguais para que cada criança possa aprender e se desenvolver”.
O secretário Roselei Françoso reforçou o caráter comunitário da entrega. “Fizemos questão de estar aqui pessoalmente para entregar os materiais e conversar com os pais. Esse contato direto fortalece a parceria entre a escola, a família e a administração municipal, sempre em benefício da educação”.
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