SÃO CARLOS/SP - Nessa semana, teremos o I Congresso Internacional Humanização dos Cuidados em Dor Pediátrica (HUPEDCARE), em conjunto com o II Congresso de Dor Infantil e Cuidados Paliativos Pediátricos e o II Simpósio de Tecnologias em Saúde Infantil.
O evento será totalmente gratuito e ocorrerá entre os dias 21 e 23 de maio de 2026, em São Carlos (SP). Ele está sendo organizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com apoio de outras universidades brasileiras e da União Europeia pelo programa Erasmus+.
O Congresso já conta com mais de 150 palestrantes e 800 inscritos, incluindo estudantes, médicos, residentes e outros profissionais da saúde de 40 universidades da América Latina, África e Europa, bem como instituições brasileiras de destaque — entre elas, o Laboratório de Bioengenharia do ITA, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês, a USP, a UNIFESP e a UFSCar — compondo um panorama nacional e internacional de excelência em ensino, pesquisa e inovação em saúde.
O evento tem como presidente a Dra. Esther Angélica Luiz Ferreira, médica e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, e tem como objetivo promover a atualização científica, a integração multiprofissional e a discussão de práticas baseadas em evidência no manejo da dor pediátrica, cuidados paliativos e inovações tecnológicas em saúde infantil, com enfoque na humanização do cuidado.
BRASÍLIA/DF - O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou, em votação inicial nesta segunda-feira (11), um parecer que estabelece diretrizes para o uso da IA (inteligência artificial) na educação básica e superior.
A proposta orienta escolas e redes a adotar a tecnologia como ferramenta de apoio, sob supervisão humana, e ainda depende de novas discussões antes de eventual homologação do MEC (Ministério da Educação).
O uso da IA passa a ser classificado por nível de risco. Ferramentas de apoio, como organização de materiais e acessibilidade, entram na categoria de baixo risco. Já sistemas de correção automatizada de avaliações, monitoramento biométrico e seleção de benefícios são considerados de alto risco e exigem supervisão contínua.
Aplicações como vigilância emocional, pontuação social e decisões totalmente automatizadas sobre aprovação, retenção ou desligamento de alunos ficam proibidas.
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Nível de risco - O que é - Exemplos - Regras e exigências
Baixo risco - Uso de apoio, sem impacto relevante sobre decisões acadêmicas ou direitos dos alunos - Organização de materiais; acessibilidade; revisão de texto sem avaliação; planejamento de aulas - Transparência básica, segurança da informação e responsabilidade da instituição
Risco moderado - Ferramentas com interação com alunos ou recomendações, sem decisão automática - Tutores virtuais; feedback formativo; assistentes institucionais; apoio à escrita - Informar uso; registrar sistemas; revisão humana obrigatória; monitoramento; restrição ao uso de dados
Alto risco - Sistemas que afetam diretamente a vida acadêmica ou direitos - Correção automática de provas; monitoramento biométrico; perfilização de alunos; seleção e certificação - Avaliação prévia de impacto; relatório de dados; supervisão contínua; auditoria; direito de contestação
Risco excessivo (proibido) - Aplicações incompatíveis com princípios educacionais - Pontuação social; vigilância emocional; perfilização para punição; decisões automáticas sobre aprovação ou expulsão - Uso vedado
As diretrizes estabelecem que decisões pedagógicas devem permanecer sob responsabilidade de professores. A tecnologia pode auxiliar na personalização do ensino, no acesso a conteúdos e no acompanhamento do desempenho, mas não substitui a mediação em sala de aula.
Também há regras de transparência e governança. Escolas e universidades deverão informar quando sistemas automatizados estiverem em uso, documentar decisões de adoção e garantir revisão humana de conteúdos e resultados, para evitar erros e vieses.
O uso da tecnologia deverá respeitar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), além de princípios de segurança da informação e transparência algorítmica.
Outro eixo é a redução de desigualdades. A recomendação é ampliar políticas de inclusão digital e acesso equitativo, para evitar que a adoção da IA aprofunde diferenças entre redes de ensino.
As diretrizes preveem ainda a inclusão progressiva de conteúdos sobre IA nos currículos. A proposta é que estudantes aprendam não apenas a usar ferramentas, mas a compreender como funcionam, seus limites e riscos, com foco no desenvolvimento do pensamento crítico.
Na educação básica, a implementação deve ser gradual e considerar o desenvolvimento dos alunos, com foco em autonomia e uso equilibrado da tecnologia. No ensino superior, o foco recai sobre a preparação profissional e o uso da IA em contextos complexos, com respeito à integridade acadêmica.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, três das principais universidades do país (USP, Unicamp e Unesp) estão criando protocolos para o uso da IA cuja principal regra é a transparência. A utilização deve ser combinada entre professores e alunos e declarada nas pesquisas e nos demais trabalhos acadêmicos.
No parecer do CNE, a formação de professores aparece como condição para a implementação, com incentivo à capacitação contínua e ao desenvolvimento de competências digitais.
O conselho reconhece que a adoção ocorre em um momento de desigualdades estruturais e orienta que redes de ensino adaptem a implementação às suas condições, em regime de cooperação federativa.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, por meio da Seção de Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI), realiza neste sábado, 9 de maio, das 8h30 às 13h30, o 1º Sábado Letivo da EJA, com o tema “África-Brasil: Saberes, Identidades, Territórios e Cuidado”.
O encontro acontecerá no Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira “Odette dos Santos”, localizado na Rua Dona Alexandrina, nº 844, no centro, reunindo estudantes, educadores e parceiros em uma proposta pedagógica integrada, fundamentada no diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. O evento será aberto ao público.
A programação contará com oficinas temáticas que abordarão história e cultura afro-brasileira; saberes ancestrais e práticas culturais, como a confecção de bonecas abayomi; quintal de casa, com foco em ervas e plantas medicinais; cuidado e saúde, com a participação de médico e enfermeira; além de atividades relacionadas ao mundo do trabalho, empregabilidade e direitos sociais, incluindo orientações sobre a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).
Além das oficinas, o evento contará com espaços de circulação e interação, como o “Varal da EJA”, com exposição de produções desenvolvidas pelos estudantes nas unidades escolares, e o espaço “Sabores e Saberes”, com degustação voltada à valorização da cultura alimentar afro-brasileira e indígena.
Durante o encontro, os estudantes da EJAI apresentarão produções desenvolvidas ao longo das atividades escolares, reforçando o protagonismo dos educandos e incentivando a troca de experiências entre alunos, educadores e comunidade.
O 1º Sábado Letivo da EJAI tem como objetivo proporcionar uma experiência educativa integrada, valorizando os conhecimentos, trajetórias e vivências dos estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos. A iniciativa busca aproximar os conteúdos pedagógicos das realidades culturais, sociais e territoriais dos educandos, fortalecendo o vínculo com a escola e incentivando a permanência e continuidade dos estudos.
A ação também pretende ampliar o acesso a práticas educativas significativas e promover reflexões sobre identidade, cultura, cuidado, trabalho, direitos e ancestralidade, destacando as relações entre África e Brasil. Além disso, o evento visa fortalecer as ações intersetoriais e o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e políticas públicas, reafirmando o compromisso da Educação Municipal com uma formação inclusiva, humanizada e socialmente referenciada.
A iniciativa conta com a colaboração das unidades escolares que ofertam a EJA no município, entre elas a Escola Municipal de EJA “Austero Mangerona” e as EMEBs Arthur Natalino Deriggi, Dalila Galli e Carmine Botta, além das ações desenvolvidas pelo Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) e pelo Programa Brasil Alfabetizado (PBA).
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos inaugurou na manhã desta sexta-feira (08/05) o novo Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Profº Silvio Padovan, no bairro Ipê Mirim, região sul da cidade. A unidade é a 63ª escola da rede municipal de ensino e começa a funcionar ainda neste mês.
A cerimônia contou com a presença do prefeito Netto Donato, do vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, vereadores, representantes da comunidade escolar, familiares do homenageado e moradores da região.
o novo CEMEI recebeu o nome do professor Silvio Padovan, educador da rede municipal que faleceu em um acidente. a homenagem foi proposta pela ex-vereadora professora Neusa.
A obra foi executada pela empresa HS Lopes Construtora, com investimento de R$ 3,3 milhões, supervisionada pela Secretaria Municipal de Gestão da Cidade e Infraestrutura, com apoio da Secretaria Municipal de Educação.
Segundo o vice-prefeito e secretário de Educação, Roselei Françoso, nesta primeira etapa, a unidade atenderá 60 crianças de 4 a 6 anos em período integral. A previsão é de que, a partir do próximo ano, o atendimento seja ampliado para crianças de 4 meses a 3 anos.
“O novo CEMEI foi planejado para oferecer acolhimento, segurança e qualidade no atendimento às nossas crianças. A unidade conta com cinco salas de aula, incluindo berçário, sala multiuso e estrutura preparada para futuras ampliações, em um espaço moderno de 860 metros quadrados construídos em uma área total de 1.575 metros quadrados. Essa entrega reforça o compromisso da administração municipal com a expansão da educação infantil e com o atendimento das famílias da região sul. Somada a outras unidades já existentes, como o CEMEI Carminda Nogueira de Castro Ferreira, a EMEB Ulysses Ferreira Picolo e o CEMEI Renato Jansen, esta nova escola amplia a capacidade de atendimento e fortalece toda a rede municipal de ensino no bairro e adjacências”, ressaltou o secretário de Educação.
Roselei também informou que o CEMEI deve iniciar as atividades nas próximas semanas, após a conclusão do processo de matrículas.
Durante a inauguração, o vereador Bruno Zancheta, representando o presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, destacou a importância da ampliação da rede de ensino infantil na região sul do município. “Hoje é um dia muito importante para a região sul. A inauguração deste novo CEMEI representa mais acesso à educação de qualidade, mais tranquilidade para as famílias e mais oportunidades para nossas crianças. A educação infantil é a base de toda formação e investir nessa etapa significa investir no futuro da cidade”.
“Estamos entregando uma escola moderna, preparada para atender nossas crianças com conforto, segurança e qualidade. Esse investimento demonstra o compromisso da administração municipal com a educação e com o crescimento da cidade, especialmente na região sul, que vem se desenvolvendo cada vez mais. Nosso objetivo é ampliar vagas, oferecer estrutura adequada e garantir que as famílias tenham um atendimento digno e próximo de casa. Também prestamos uma homenagem muito especial ao professor Silvio Padovan, cuja trajetória na educação municipal merece todo o reconhecimento”, finalizou o prefeito Netto Donato que acompanhou a apresentação dos alunos do Centro Municipal de Extensão e Atividades Recreativas – CeMEAR, projeto da Secretaria Municipal de Educação, sob a coordenação do professor Paulo Vinicius Pereira.
Também participaram da solenidade a dirigente regional de Ensino, Débora Costa Blanco, os familiares do homenageado A filha Nicole, a mãe Lurdes e a irmã Silmara), os vereadores Edson Ferraz e Dé Alvim, além da equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação e a ex-vereadora Professora Neusa.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos se prepara para entregar uma nova unidade de ensino infantil à comunidade. O Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Sílvio Padovan, localizado no Residencial Ipê Mirim, na região sul da cidade, será inaugurado nesta sexta-feira, 8 de maio, a partir das 8h.
Na primeira fase de funcionamento, o espaço terá capacidade para atender 120 crianças de 4 a 6 anos em período integral. A partir do próximo ano, o atendimento será ampliado para incluir bebês a partir dos 4 meses até os 3 anos. O prédio conta com cinco salas de aula, incluindo berçário, além de uma sala multiuso e estrutura planejada para futuras expansões. A unidade ocupa um terreno de 1.575 m², com 860 m² de área construída.
A obra, realizada pela empresa HS Lopes Construtora Ltda., recebeu investimento de R$ 3,3 milhões e foi supervisionada pela Secretaria Municipal de Gestão da Cidade e Infraestrutura, com apoio da Secretaria de Educação. O novo CEMEI homenageia o professor de educação física Sílvio Padovan, que atuou na rede municipal e faleceu em um acidente.
O secretário de Educação, Roselei Françoso, destacou que os preparativos já estão em fase final. “Logo após as matrículas, a unidade iniciará suas atividades. Tenho convicção de que, em até 20 dias, a escola estará em pleno funcionamento”.
O prefeito Netto Donato ressaltou a importância da nova unidade para a região sul da cidade. “Investir na educação infantil é garantir que nossas crianças tenham acesso a um futuro melhor. O CEMEI Sílvio Padovan será um espaço de acolhimento, aprendizado e desenvolvimento”.
A região sul já conta com outras unidades de ensino infantil, como o CEMEI Carminda Nogueira de Castro Ferreira, a EMEB Ulysses Ferreira Picolo e o CEMEI Renato Jansen, fortalecendo o atendimento educacional às famílias locais.
BRASÍLIA/DF - Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência).
Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais.
O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lucrativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
O objetivo do estudo é coletar informações para fundamentar o novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, uma iniciativa do governo federal, que será lançado nesta quinta-feira (7), pelo canal de YouTube do MEC.
Coordenador do estudo, o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC, considera que lidar com situações de violências é uma questão complexa e que exige preparo, apoio e ações bem planejadas.
Uma dificuldade específica, cita ele, é a naturalização da violência.
“Em alguns casos, adultos da escola veem agressões como ‘brincadeiras’. Isso diminui a gravidade das situações e pode levar à omissão, justamente quando os estudantes mais precisam de apoio e intervenção”, diz em entrevista à Agência Brasil.
O coordenador contextualiza ainda que muitas escolas estão em contextos marcados por violência “fora de seus muros”. Além disso, completa, “há dificuldades em envolver as famílias e a comunidade, o que aumenta a pressão sobre a escola para lidar sozinha com esses desafios”.
Adriano Moro relata ainda que outra dificuldade é o uso genérico do termo bullying.
“É um fenômeno com suas especificidades, é uma violência grave, precisa de atenção. Contudo, ao não ser nomeada corretamente, a violência vivenciada acaba escondendo problemas específicos, como racismo, capacitismo, xenofobia ou violência de gênero.”
O bullying é uma palavra originada na língua inglesa e define uma forma de violência física ou psicológica, geralmente de forma repetida, causando danos físicos, sociais e emocionais ao estudante vítima. Um ou mais agressores fazem uso de xingamentos, apelidos pejorativos e outras formas de intimidação, humilhação, agressão ou discriminação.
Para o representante da FCC, o clima escolar positivo contribui diretamente para enfrentar as violências, porque cria as condições para que a escola deixe de atuar apenas de forma reativa e passe a agir de maneira mais preventiva, intencional e colaborativa.
“Quando há confiança, respeito e escuta entre estudantes e adultos, fica mais fácil identificar problemas, nomear corretamente as violências e agir com mais responsabilidade e justiça”, destaca.
Na busca por entender como é o gerenciamento do clima entre alunos, profissionais de ensino e famílias, a pesquisa constatou que:
Os pesquisadores procuraram saber como é a organização da unidade de ensino para chegar a um ambiente escolar positivo.
O levantamento revela que mais da metade delas (54,8%) nunca realizaram diagnóstico estruturado do clima escolar.
Para os responsáveis pela pesquisa, o diagnóstico é “etapa essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem”.
Foi identificado ainda que mais de dois terços (67,6%) das unidades de ensino possuem equipe responsável por ações de melhoria do clima escolar.
Nas 32,4% que não contam com essa equipe, as ações ficam sob responsabilidade direta da gestão.
Adriano Moro pontua que muitas escolas vivenciam sobrecarga dos profissionais.
“A gestão escolar costuma lidar com muitas urgências ao mesmo tempo”, aponta. Dessa forma, as equipes atuam mais para resolver problemas imediatos do que para preveni-los de forma planejada.
O pesquisador classifica como “muito forte” a relação entre clima escolar positivo e desempenho pedagógico.
Segundo ele, o clima nos colégios influencia diretamente tanto o bem-estar das pessoas quanto o processo de ensinar e aprender.
“Para que a aprendizagem aconteça com qualidade e equidade, é fundamental que os estudantes se sintam acolhidos”, diz.
“Quando os estudantes se sentem respeitados e não têm medo de errar, eles aprendem melhor e desenvolvem suas habilidades com mais confiança”, sustenta.
A pesquisa da FCC ouviu escolas em dez estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo, de março a julho de 2025.
O levantamento da FCC e do MEC é divulgado na mesma semana em que o governo federal recriou grupo de trabalho (GT) para subsidiar política de combate ao bullying e ao preconceito na educação.
O GT é formado por áreas técnicas do MEC e tem prazo inicial de 120 dias para apresentar um relatório com as conclusões e propostas elaboradas.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC) realizou, na tarde de quarta-feira (29/04), a sua 15ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor, no Campus 1 – Vila Nery. O encontro reuniu membros titulares e suplentes do colegiado para deliberar pautas estratégicas ligadas à gestão institucional, programas e planejamento.
Entre os principais pontos, foi apreciado e aprovado o relatório anual das atividades da FESC, incluindo os relatórios administrativo, financeiro e pedagógico referentes ao exercício de 2025. Os conselheiros também analisaram e aprovaram o balanço e as demonstrações contábeis do período, reforçando o compromisso da Fundação com a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Outro destaque foi a apresentação da execução orçamentária e financeira do primeiro trimestre de 2026, permitindo o acompanhamento das ações e do desempenho institucional já no início do exercício.
A reunião também marcou avanços importantes na organização dos programas da Fundação, com a aprovação dos novos regimentos internos da Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI) e do Centro Esportivo Cultural (CEC). “As mudanças fortalecem e modernizam as diretrizes de funcionamento dessas iniciativas, ampliando o alcance e a qualidade dos serviços oferecidos à população e com a realização da reunião, a FESC reafirma seu compromisso com o aprimoramento contínuo da gestão, o fortalecimento de seus programas e a oferta de serviços cada vez mais qualificados para São Carlos”, disse o presidente da Fundação, Eduardo Cotrim.
SÃO CARLOS/SP - Explorar o Cerrado brasileiro, registrar espécies e ainda aprender sobre biodiversidade de forma interativa, essa é a proposta do “Panorama Cerrado”, um jogo educativo gratuito para PC que convida o público a vivenciar uma experiência imersiva no segundo maior bioma da América do Sul.
Desenvolvido pelo Espaço Interativo de Ciências (EIC/CIBFar/IFSC/USP), com recursos financeiros da FAPESP, o jogo combina entretenimento e educação em um formato inovador, denominado “GameTur”. A proposta vai além do jogo tradicional: o usuário pode escolher entre participar de uma missão investigativa ou simplesmente passear virtualmente pelo Cerrado, explorando suas paisagens, espécies e curiosidades.
No modo “Jogo”, o usuário assume o papel de um produtor de documentários. Sua missão é percorrer diferentes ambientes do Cerrado, registrar imagens da fauna e flora e, ao final, produzir um documentário com as cenas captadas durante a jornada. A experiência é guiada por objetivos que orientam a exploração e estimulam a observação científica.
Para apoiar essa jornada, o jogo oferece ferramentas interativas como um caderno com informações sobre as espécies, um mapa para localização no ambiente, um sistema de objetivos e um espaço para armazenar as gravações realizadas. A narrativa é conduzida por um especialista virtual, que introduz o jogador aos aspectos gerais do bioma e orienta a exploração.
Já no modo “Passeio” a experiência é mais livre: o usuário assume o papel de um turista e pode explorar o ambiente em seu próprio ritmo, com foco na contemplação e no aprendizado, utilizando um mapa interativo que facilita a identificação de espécies.
Mais do que entreter, o “Panorama Cerrado” busca despertar a consciência ambiental, especialmente entre os jovens, ao destacar a riqueza da biodiversidade e a urgência da preservação de um dos biomas mais ameaçados do país. A proposta é aproximar o conhecimento científico da linguagem digital presente no cotidiano dos usuários, tornando a aprendizagem mais acessível e significativa.
O desenvolvimento do jogo envolveu uma equipe multidisciplinar de especialistas e estudantes das áreas de tecnologia e ciências da natureza, que realizaram visitas a campo em regiões de Cerrado próximas a São Carlos (SP). O resultado é uma representação digital que inclui modelagens 3D de espécies e diferentes fitofisionomias do bioma.
A produção utilizou ferramentas como “Unity 3D”, “Blender” e “Figma”, garantindo uma experiência interativa rica e visualmente envolvente.
O “Panorama Cerrado” está disponível para download gratuito e pode ser utilizado tanto em contextos educacionais quanto para entretenimento.
A iniciativa reforça o potencial dos jogos digitais como ferramentas de aprendizagem, estimulando habilidades cognitivas como atenção, memória e planejamento — enquanto conecta o usuário a uma das maiores riquezas naturais do Brasil.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Educação, se prepara para entregar mais uma unidade de ensino infantil à população. O Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Sílvio Padovan, localizado no Residencial Ipê Mirim, na região sul da cidade, será inaugurado no próximo dia 8 de maio.
Nessa primeira etapa, a escola terá capacidade para 120 atendimentos de crianças de 4 a 6 anos em período integral. No próximo ano, serão contempladas também as crianças a partir dos 4 meses até 3 anos. O prédio conta com cinco salas de aula, incluindo berçário, uma sala multiuso e estrutura planejada para futura expansão. A unidade ocupa um terreno de 1.575 m², com 860 m² de área construída.
A obra, executada pela empresa HS Lopes Construtora Ltda., teve investimento de R$ 3,3 milhões e foi supervisionada pela Secretaria Municipal de Gestão da Cidade e Infraestrutura, com apoio da Secretaria de Educação. O novo CEMEI homenageia o professor de educação física Sílvio Padovan, que contribuiu com a rede municipal e faleceu em um acidente.
O secretário de Educação, Roselei Françoso, destacou que os preparativos já estão em andamento para a inauguração e início das atividades. “Iniciamos a limpeza para a inauguração do CEMEI Sílvio Padovan, que deve atender as crianças do Ipê Mirim e do Abdelnur em período integral. A inauguração será no dia 8 de maio, com a presença do prefeito Netto Donato e da equipe da Educação. Logo após as matrículas, teremos o funcionamento da unidade já com as crianças. Tenho convicção de que, dentro de 20 dias no máximo, a escola estará em pleno funcionamento”, afirmou.
A região sul de São Carlos já conta com outras unidades de ensino infantil, como o CEMEI Carminda Nogueira de Castro Ferreira, a EMEB Ulysses Ferreira Picolo e o CEMEI Renato Jansen.
BRASÍLIA/DF - O prazo para os interessados em solicitar a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta quinta-feira (30).
A data também vale para o candidato que obteve a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem de 2025 e não compareceu às provas nos dois dias de aplicação, em novembro passado, se desejar solicitar nova isenção para o exame.
Os dois procedimentos devem ser feitos exclusivamente na Página do Participante do exame, com o login no portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prevê a gratuidade para quem se enquadra nos seguintes perfis:
Para justificar a ausência no exame do ano passado, os documentos aceitos que comprovam as condições declaradas estão listados no edital do Enem 2026 que trata de cada uma das situações que podem ser justificadas na última edição do exame. Confira aqui.
De acordo com o novo calendário, a divulgação do resultado dos pedidos de isenção ocorrerá em 13 de maio. O período de recursos para quem tiver o pedido negado estará aberto entre 13 e 19 de maio. O resultado final dos recursos sairá em 25 de maio.
O Inep esclarece que não enviará qualquer tipo de correspondência à residência do participante para informar quaisquer resultados da justificativa de ausência no Enem 2025 e da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição no Enem 2026.
É obrigação do participante acessar a Página do Participante do Enem e consultar o resultado.
Independentemente do resultado do pedido de isenção, o estudante precisará fazer a inscrição no Enem em período a ser anunciado no futuro edital do exame neste ano.
A inscrição no Enem é obrigatória, mesmo para quem solicitou a isenção e teve o deferimento concedido.
O candidato que teve o pedido do recurso de isenção negado em definitivo em 25 de maio, deverá pagar a taxa para se inscrever no exame.
O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame.
AGÊNCIA BRASIL
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