SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos promoveu a entrega de ovos de Páscoa à Rede Municipal de Ensino, que reúne 62 escolas, e para 17 entidades filantrópicas conveniadas com o município. A ação tem como objetivo celebrar a data e proporcionar um momento de alegria às crianças atendidas pelo sistema público municipal de educação e pelas instituições parceiras. Ao todo, são 17,5 mil unidades a serem distribuídas.
A entrega foi organizada pela Secretaria Municipal de Educação. Além dos ovos tradicionais, também foram disponibilizadas versões adaptadas para crianças com restrições alimentares, garantindo que todos possam participar da comemoração.
O secretário de Educação, Roselei Françoso, destacou o caráter inclusivo da iniciativa. “Nosso compromisso é com todas as crianças da rede municipal. A Páscoa é um momento especial e queremos que cada aluno receba seu ovo ou chocolate, independentemente de restrições alimentares. É uma forma de celebrar e reforçar valores de união e partilha”, afirmou.
O prefeito Netto Donato ressaltou a importância da ação para a comunidade escolar. “A entrega dos ovos de Páscoa é um gesto simbólico, mas que tem grande significado para nossas crianças. É uma demonstração de cuidado e atenção da administração municipal, que busca sempre valorizar nossos alunos e fortalecer o vínculo com as famílias”, disse.
BRASÍLIA/DF - Desde a sua criação há dois anos, o Programa Pé-de-Meia reduziu o abandono escolar no ensino médio em 43%. Em 2024, a taxa de evasão era de 6,4% e caiu para 3,6%, no ano passado.
O anúncio foi feito pelo ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã desta quarta-feira (1º), em Fortaleza, durante a cerimônia de inauguração da primeira fase das obras do campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará.
O presidente Lula afirmou que seu governo tem feito investimentos no setor da educação que não vinham sendo priorizados em gestões anteriores.
“Na história da humanidade, nenhum país se desenvolveu no planeta Terra sem antes investir na formação do seu povo, que dá conhecimento, cidadania e, inclusive, dá soberania."
O Pé-de-Meia funciona como uma poupança para incentivar a permanência de jovens nos estudos até a conclusão do ensino médio. O ministro da Educação – que deixará o cargo até sábado (4) para concorrer nas eleições de outubro – reforçou que o objetivo é que nenhum aluno fique fora da escola pública em todo o país.
Camilo Santana destacou a importância do incentivo financeiro na queda de quase metade do número de estudantes que abandonam os estudos antes de concluírem a educação básica.
“Os alunos do Pé-de-Meia sabem o que significa o programa. Muitos colegas [deles] tiveram que abandonar a escola para ajudar no orçamento familiar e melhorar a vida de seus pais.”
O MEC também afirma que o Pé-de-Meia é responsável pela redução da taxa de reprovação escolar em 33% no mesmo período (2024 e 2025).
O ministro da Educação também comemorou a queda de 27,4% do atraso escolar (distorção idade-série).
“Isso significa que o aluno está passando de ano. Somente no 3º ano do ensino médio, a distorção idade-série dos alunos caiu 63%.”
Desde sua criação, o Pé-de-Meia já beneficiou 5,6 milhões de estudantes, o que corresponde a mais da metade (54%) do total de alunos do ensino médio público do país.
Confira o número de beneficiários por unidade da federação.
O investimento do governo federal na chamada Poupança do Ensino Médio totalizou R$ 18,6 bilhões ao longo dos anos letivos de 2024 e 2025.
O Ministério da Educação esclarece que a participação no Pé-de-Meia ocorre de forma automática para os estudantes matriculados na rede pública de saúde e com inscrições ativas no Cadastro Único (CadÚnico).
Considerando todas as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores do Pé-de-Meia podem chegar a R$ 9,2 mil por aluno.
O estudante pode consultar os status de pagamentos (rejeitados ou aprovados), informações escolares e regras do programa na página eletrônica do Pé-de-Meia, com login da plataforma digital Gov.br.
Se precisar de ajuda, o estudante ainda conta com outros canais de atendimento, como o Fale Conosco, no telefone 0800-616161.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Biblioteca Pública Municipal Euclides da Cunha realiza, no dia 8 de abril, às 14h, um encontro especial do clube de leitura e literatura para crianças com a participação da escritora, jornalista e documentarista Gabriela Romeu.
Durante a atividade, a autora conversa com o público sobre o livro Irmãs da Chuva, publicado pela Editora Peirópolis. A proposta é promover o contato das crianças com a literatura contemporânea brasileira, incentivando a leitura e a formação de novos leitores por meio do diálogo direto com a autora.
Com mais de 25 anos de atuação, Gabriela Romeu desenvolve projetos voltados às infâncias, conectando cultura, território e educação. Em sua trajetória, atuou no jornal Folha de S.Paulo, onde editou o caderno Folhinha e coordenou o projeto Mapa do Brincar, vencedor do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo.
Autora de diversas obras voltadas ao público infantil, com indicações e premiações como o Prêmio Jabuti e reconhecimento da FNLIJ, a escritora também integra a APCA e organiza a coleção Fora de Cena, pela Companhia das Letrinhas.
A ação integra as atividades culturais promovidas pela biblioteca, com foco na valorização da leitura, da literatura e no fortalecimento do acesso à cultura no município.
Serviço
Data: 8 de abril
Horário: 14h
Local: Biblioteca Pública Municipal Euclides da Cunha
Endereço: Rua Antonio de Almeida Leite, 535 – Vila Prado
Classificação: Livre
SÃO CARLOS/SP - O Cine São Carlos promove, no próximo sábado (28/03), uma sessão especial dedicada à exibição de curtas-metragens produzidos por estudantes do curso de Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A mostra será realizada na sala 1, das 17h às 20h30, com entrada gratuita.
Ao todo, serão apresentados oito trabalhos de conclusão de curso (TCC) da turma 022: Petricor, dirigido por Athos Rubim e Luiza Lain; Pelo Tempo que Durar, de Sara Ospedal; Tubarões, de Luiz Carlos Mendonça Barralho e Vinicius João; Visceral, de Rebecca Prates; Lilian, de Guilherme Veronese; Interstício, de Bruno Lúcio e Willian Lima; e Peçonhenta, de Alex Kreibich.
A iniciativa reúne produções desenvolvidas ao longo da formação acadêmica e marca um momento importante para os novos realizadores. Além de representar a etapa final do curso, os curtas-metragens também funcionam como espaço de experimentação artística, incentivo a novos talentos e reflexão sobre temas contemporâneos, aproximando o público do cinema nacional.
De acordo com João Pedro Peres de Carvalho, representante da comissão organizadora da mostra, o evento ocorre em um contexto favorável ao audiovisual brasileiro, que vem conquistando reconhecimento internacional. “A mostra abre uma importante oportunidade de valorização da produção audiovisual como expressão cultural e artística, além de aproximar o público da cidade do que é produzido na universidade e incentivar o olhar para o cinema brasileiro desde a sua formação”, destacou.
Ele também ressalta a relevância de São Carlos no cenário cinematográfico, ao sediar um dos cursos mais reconhecidos do país na área de Imagem e Som. Para os organizadores, a realização da mostra em um espaço simbólico como o Cine São Carlos fortalece o intercâmbio entre realizadores e público, contribuindo para a difusão do audiovisual no cotidiano.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, enfatizou que o município vive um momento de destaque no setor, impulsionado pela recente certificação junto às Film Commissions, que integra São Carlos à rede estadual de cidades-locação. “Receber a mostra dos curtas de uma universidade como a UFSCar é motivo de orgulho. A cidade se consolida como um polo importante de produção audiovisual, um setor promissor, com impacto cultural, turístico e econômico”, afirmou.
A mostra conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e reforça a valorização da produção local, além de ampliar o acesso da população ao cinema produzido no ambiente universitário.
A programação completa e as sinopses dos filmes podem ser consultadas no Instagram, pelo perfil @cais.ufscar.
BRASÍLIA/DF - Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.
A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.
O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.
Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”
“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.
Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”
A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.
“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”
O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.
“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.
Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”
No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.
A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.
Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.
As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.
AGÊNCIA BRASIL
Município faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e atingiu as metas propostas para a edição de 2025
ARARAQUARA/SP - Araraquara foi contemplada com o Selo Ouro na edição 2025 do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, como participante do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) do Ministério da Educação. A premiação reconhece esforços e iniciativas no desenvolvimento de políticas públicas que garantam a aprendizagem e o direito de cada criança a uma alfabetização de qualidade no tempo adequado. A cerimônia de entrega do emblema está prevista para acontecer em março, em Brasília (DF).
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem como objetivo alfabetizar todas as crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, além de recompor a aprendizagem de alunos do 3º, 4º e 5º ano afetados pela pandemia.
De acordo com Fernando Diana, secretário municipal da Educação, a conquista é fruto do trabalho coletivo de uma rede que acredita na educação como prioridade. "Agradeço a todos(as) professores(as) alfabetizadores(as), diretores(as) de escola, diretores(as) adjuntos(as), coordenadores(as) pedagógicos(as), AEPs, supervisores (as) de ensino, equipe técnica da SME, equipe de PEAPEs e nossos profissionais de apoio, que diariamente dedicam tempo, conhecimento e sensibilidade para garantir que nossas crianças aprendam com a dignidade e excelência que merecem".
O secretário destaca, ainda, que a participação das famílias é fundamental para fortalecer o vínculo entre escola e comunidade, contribuindo para o desenvolvimento dos estudantes. "Essa conquista é de Araraquara, das nossas escolas, das nossas crianças e de todos que acreditam que a alfabetização na idade certa é a base para uma educação com equidade", completa.
Araraquara já havia conquistado o Selo Ouro na edição 2024, e conseguiu acompanhar a elevação dos critérios de avaliação exigidos em 2025, atingindo 131 dos 150 pontos possíveis, e alcançando a meta do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
"Seguiremos avançando, juntos, com responsabilidade e compromisso, para que nossa educação municipal continue sendo referência e motivo de orgulho para toda a cidade", finaliza Fernando Diana.
SÃO CARLOS/SP - O Programa Alfabetiza Juntos SP premiou duas escolas da rede municipal de São Carlos pelo desempenho nas metas de alfabetização. A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Antônio Stella Moruzzi, no Jardim Tangará, e o Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Doutor Alcyr Afonso Leopoldino, no Jardim Araucária, foram reconhecidos na segunda edição do prêmio.
Cada unidade receberá R$ 100 por aluno matriculado, o que representa R$ 54 mil para a EMEB Moruzzi (540 estudantes) e R$ 47,7 mil para o CEMEI Alcyr (477 alunos). Os recursos serão aplicados em melhorias para as escolas, fortalecendo a infraestrutura e o apoio pedagógico.
Durante a cerimônia realizada no Memorial da América Latina, em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas destacou a importância da alfabetização na idade certa. “Você não chega ao topo de uma escada sem subir o primeiro degrau. Se investirmos na fluência leitora e na alfabetização na idade certa, essa base vai facilitar os desafios que temos hoje, como o combate à defasagem e à evasão escolar. Quando chegarem ao Ensino Médio, esses alunos serão completamente diferentes, performando muito mais e topando novos desafios”.
O secretário estadual da Educação, Renato Feder, também ressaltou o impacto da iniciativa. “Nosso compromisso é garantir que cada criança tenha acesso a uma educação de qualidade desde os primeiros anos. O Alfabetiza Juntos SP mostra que, quando unimos esforços com os municípios, conseguimos resultados concretos. A entrega de livros didáticos para a educação infantil é mais um passo para fortalecer essa base e preparar nossos alunos para os desafios futuros”.
O secretário de Educação de São Carlos, Roselei Françoso, celebrou a conquista. “Tivemos a honra de participar da entrega do Prêmio Excelência Educacional 2025, um reconhecimento importante ao trabalho sério e comprometido realizado pela nossa rede municipal de ensino. Essa conquista é resultado da união de esforços e da dedicação de muitas pessoas. Quero parabenizar nossas crianças, que são as protagonistas dessa história, e também todos os professores, coordenadores pedagógicos, diretores, equipes escolares e famílias que contribuem diariamente para fortalecer a educação em nosso município, além do prefeito Netto Donato pela oportunidade que me deu para compartilhar esse momento tão especial para a educação de São Carlos”, afirmou.
Roselei fez questão de destacar as duas escolas premiadas. “Faço um reconhecimento especial às escolas Doutor Alcyr Affonso Leopoldino e Antônio Stella Moruzzi, que se destacaram e representam com muito orgulho a qualidade do ensino em São Carlos. Este prêmio reforça que estamos no caminho certo, valorizando a educação e construindo um futuro ainda melhor para nossas crianças”.
Na edição de 2025, o governo de São Paulo premiou 1.111 escolas municipais, destinando R$ 32,5 milhões ao Prêmio Excelência Educacional. O cálculo é feito a partir do Índice de Excelência Educacional (IEE), que considera a proficiência em língua portuguesa e matemática no 2º e 5º anos do Ensino Fundamental, além das taxas de aprovação, reprovação e evasão. Os resultados mostram avanços significativos: em matemática, a média das redes municipais no 2º ano passou de 165,1 pontos em 2023 para 180,1 pontos em 2025, enquanto no 5º ano subiu de 213,7 para 223,5. Em língua portuguesa, os alunos do 2º ano evoluíram de 171,1 pontos para 178,4, e os do 5º ano de 199,9 para 205,5. Outro dado relevante é que 76,5% das crianças do 2º ano foram classificadas como leitoras iniciantes ou fluentes, contra 74% em 2023, mostrando que três em cada quatro estudantes já dominam habilidades essenciais de leitura.
Além da premiação, o governo anunciou a distribuição de livros didáticos para a educação infantil, ampliando o apoio às redes municipais e reforçando o compromisso com a alfabetização na idade certa.
IBATÉ/SP - A rede municipal de ensino de Ibaté está com matrículas abertas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade voltada para pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos na idade regular e desejam retomar a trajetória escolar.
No município, a escola responsável por atender os alunos da modalidade EJA na rede municipal é a Escola Neusa Milori Freddi, que oferece ensino para os anos iniciais do Ensino
Fundamental, organizados em duas etapas:
Termo I: correspondente do 1º ao 3º ano
Termo II: correspondente ao 4º e 5º ano
Já os alunos que cursam a EJA pela rede estadual são atendidos na Escola Estadual Segundo Carlos Lopes.
Para garantir o acesso à educação, a Prefeitura disponibiliza aos estudantes da EJA, transporte escolar para aqueles que residem a mais de 2 quilômetros de distância da escola.
A Educação de Jovens e Adultos é uma oportunidade importante para quem deseja retomar os estudos, ampliar conhecimentos e conquistar novas oportunidades pessoais e profissionais.
Os interessados podem procurar a unidade escolar para obter mais informações e realizar a matrícula.
Estudo com participação da UFSCar aponta recuperação de 1,67 milhão de hectares entre 2011 e 2021
SÃO CARLOS/SP - Um estudo publicado no periódico científico Perspectives in Ecology and Conservation revela que a Mata Atlântica registrou avanço significativo na restauração florestal na última década. Entre 2011 e 2021, cerca de 1,67 milhão de hectares de florestas nativas foram recuperados no bioma, segundo análise baseada em dados da iniciativa MapBiomas.
O processo de recuperação foi mais intenso nos estados de Minas Gerais (26,4%), Paraná (18,6%), Bahia (12,9%) e São Paulo (12,7%). Embora o mapeamento não diferencie áreas que passaram por regeneração natural daquelas que receberam ações de restauração ativa, os pesquisadores indicam que a maior parte do crescimento da cobertura florestal ocorreu por processos naturais.
Segundo Vinicius Tonetti, primeiro autor do estudo e pesquisador de pós-doutorado no Centro de Ciência para o Desenvolvimento "Estratégia Mata Atlântica", os resultados demonstram que a recuperação da Mata Atlântica em larga escala é possível. "Os dados mostram que restaurar a Mata Atlântica é um caminho viável e necessário para proteger a biodiversidade e enfrentar as mudanças climáticas, mesmo em paisagens com intensa atividade produtiva", afirma. O Centro recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp; processo nº 2021/11940-0), está sediado no Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e tem o professor Paulo Guilherme Molin, do Centro de Ciências da Natureza (CCN), como pesquisador responsável.
A pesquisa também aponta que 75,2% do aumento da cobertura florestal ocorreu em áreas classificadas como "mosaicos de uso", regiões onde há mistura de pequenas lavouras, pastagens e vegetação em regeneração. Esses locais frequentemente incluem pastagens abandonadas ou pouco produtivas, que podem se recuperar naturalmente quando as condições ambientais são favoráveis.
Apesar dos avanços, os pesquisadores alertam que nem toda floresta regenerada permanece preservada ao longo do tempo. A análise mostra que 568 mil hectares de áreas que haviam se recuperado deixaram de existir até 2023, último ano considerado no levantamento. Para Tonetti, o dado reforça a necessidade de políticas públicas e incentivos para garantir a permanência dessas áreas. "O trabalho de restauração não termina quando a floresta começa a crescer. É fundamental proteger as florestas jovens para que elas se consolidem e continuem oferecendo benefícios ambientais", explica.
Entre as medidas apontadas como estratégicas estão pagamentos por serviços ambientais, fiscalização ambiental e políticas específicas para a proteção de florestas secundárias, que são áreas importantes para a conservação da biodiversidade, o armazenamento de carbono e a regulação do ciclo da água.
O estudo também destaca o papel da regeneração natural como uma estratégia eficiente e de menor custo para recuperar grandes áreas. Segundo Tonetti, esse processo depende fortemente da atuação da fauna. "Muitas espécies de árvores tropicais têm sementes dispersas por aves e mamíferos frugívoros. Esses animais transportam e espalham as sementes pela paisagem, favorecendo a regeneração das florestas", afirma. Em pesquisa anterior desenvolvida durante seu doutorado, Tonetti já havia demonstrado a importância desses animais para a recuperação em larga escala da Mata Atlântica.
Ao todo, a pesquisa reuniu 16 cientistas de 14 instituições, entre universidades, organizações não governamentais e coletivos de restauração. Todos os autores integram o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa que articula diferentes atores para promover a recuperação do bioma em larga escala, com benefícios ambientais, sociais e econômicos.O estudo está disponível para leitura na íntegra na plataforma ScienceDirect (em https://www.sciencedirect.com/
Iniciativa registrou marca e desenho industrial do mascote; Agência de Inovação busca parcerias para ampliar materiais
SÃO CARLOS/SP - Como tornar o processo de aprendizagem mais acessível, acolhedor e culturalmente significativo para crianças surdas, desde os primeiros anos de vida?
Esta foi a pergunta que motivou a criação do #CasaLibras, programa desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e coordenado por Vanessa Regina de Oliveira Martins, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs), ambos da UFSCar.
A iniciativa surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, a partir de uma constatação que vinha aparecendo nas pesquisas conduzidas pela docente com escolas públicas que adotam propostas bilíngues para estudantes surdos. "Eu desenvolvia um estudo com escolas públicas que tinham proposta bilíngue e a pesquisa mostrou a escassez de materiais didáticos em Libras", situa Martins.
Diante desse cenário, a primeira iniciativa foi a produção de contações de histórias em Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponibilizadas online para professores e estudantes. A ação rapidamente passou a circular entre escolas públicas de diferentes regiões do país. "Quando falamos de entretenimento para crianças surdas, praticamente não há acessibilidade, ainda mais na fase de desenvolvimento de linguagem", observa a professora.
Com o tempo, o que começou como uma atividade emergencial de extensão foi ganhando corpo e passou a integrar de forma mais estruturada as atividades da Universidade. Hoje, o #CasaLibras articula pesquisa, ensino e extensão em torno da produção de conteúdos educativos e culturais em Libras, reunindo vídeos, materiais pedagógicos, formações e ações culturais voltadas às chamadas infâncias surdas.
Os materiais produzidos vêm sendo utilizados por escolas públicas de diversas regiões do Brasil e parte do conteúdo está disponível gratuitamente no canal do Programa no YouTube (youtube.com/@CasaLibrasUFSCar
Acessibilidade e protagonismo surdo
Uma das preocupações centrais do Programa é garantir que os materiais sejam, de fato, acessíveis às crianças surdas - algo que envolve cuidados técnicos que vão além da simples tradução de conteúdos para Libras.
Entre os aspectos considerados estão o enquadramento adequado da janela de Libras nos vídeos, iluminação, contraste de cores, ritmo narrativo e adaptação cultural das histórias. "Não se trata apenas de traduzir. Muitas vezes é necessário adaptar o conteúdo para a cultura surda e pensar visualmente a narrativa", explica a coordenadora.
Outro princípio importante do projeto é o protagonismo de pessoas surdas na produção dos conteúdos. Adultos surdos participam das atividades como artistas, narradores e produtores culturais, ampliando referências e representatividade para as crianças.
Entre as ações que ganharam maior alcance está o Campeonato Artístico-Literário do #CasaLibras, que mobiliza escolas de diferentes regiões do país na produção de trabalhos culturais em Libras. A primeira edição reuniu apenas cinco escolas. Hoje, o campeonato já conta com mais de 60 instituições participantes.
"O principal impacto é a relação que nós estabelecemos entre universidade e educação básica. É impacto na vida das crianças surdas. As famílias relatam que elas acessam o nosso canal e passam a ter um espaço de produção cultural em língua de sinais", afirma Martins.
A próxima edição do campeonato deve ter dois marcos importantes: a quinta edição nacional e a primeira participação internacional, com articulações em andamento com instituições do Uruguai.
Mascote CaLi, proteção institucional e parcerias
O crescimento do Programa também levou à criação de novos elementos de identidade visual voltados ao público infantil. Um deles é o mascote CaLi, personagem que representa o #CasaLibras.
A ideia surgiu durante uma disciplina de estágio. "Um dos estudantes sugeriu trabalhar com bonecos e, em seguida, tivemos a ideia do mascote. O personagem foi desenvolvido com apoio de um bonequeiro e o nome foi escolhido por votação entre estudantes. O CaLi foi pensado com atenção a aspectos visuais e simbólicos ligados à comunidade surda, incluindo o uso de cores associadas à cultura surda e à identidade visual do projeto", detalha Martins.
Com a circulação do mascote em atividades e eventos, escolas passaram a solicitar produtos relacionados ao personagem, como camisetas, materiais pedagógicos e versões do boneco. "As crianças querem levar o CaLi para casa. Mas, para ampliar a escala, é fundamental termos apoios e novas parcerias", observa a professora.
Diante desse interesse crescente, o projeto contou com apoio da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) para solicitar o registro da marca #CasaLibras e do desenho industrial do mascote. A iniciativa garante segurança jurídica e abre caminho para futuras cooperações com empresas e instituições interessadas na produção e difusão dos materiais.
Segundo Martins, a formalização também permite ampliar as possibilidades de desenvolvimento de novos produtos educativos. "A comercialização de produtos pode reverter recursos para o próprio projeto e ampliar as possibilidades de produção de materiais. Além disso, parcerias com empresas permitem dar escala a essas iniciativas e fazer com que os conteúdos e personagens cheguem a mais crianças e escolas."
Empresas e instituições interessadas em apoiar o desenvolvimento de materiais, patrocinar ações do projeto ou estabelecer parcerias para produção e difusão do mascote e dos conteúdos do #CasaLibras podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (16) 3351-9433.
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