SÃO CARLOS/SP - Uma operação conjunta realizada nesta sexta-feira (17/04), pela Polícia Militar com apoio do Departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Gestão da Cidade e Infraestrutura, vistoriou cinco depósitos de sucata em São Carlos. A ação teve como objetivo apurar denúncias de receptação de fiação furtada e coibir irregularidades administrativas nos estabelecimentos.
Durante a operação, os produtos encontrados foram analisados quanto à procedência e as fichas criminais dos proprietários foram consultadas pela PM. No campo administrativo, o Departamento de Fiscalização verificou a documentação exigida para o funcionamento dos comércios. Dois dos cinco depósitos foram interditados por não possuírem alvará de funcionamento.
O diretor do Departamento de Fiscalização, Rodolfo Penela, destacou a importância da ação integrada. “O trabalho conjunto com a Polícia Militar é fundamental para combater não apenas irregularidades comerciais, mas também problemas de saúde pública”, afirmou.
As operações de fiscalização em depósitos de sucata devem continuar nos próximos meses, como parte da estratégia de enfrentamento ao crime e também de combate à proliferação do mosquito da dengue no município.
Representantes da entidade defenderam ações integradas para enfrentar furtos e dar sequência aos projetos de reestruturação urbana de São Carlos
SÃO CARLOS/SP - A Diretoria da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) se reuniu na quarta-feira, 15, com o prefeito Netto Donato (PP) e integrantes do primeiro escalão do governo municipal para discutir uma pauta voltada ao fortalecimento do comércio, à melhoria da segurança pública e ao avanço de projetos de revitalização do Centro da cidade. Participaram do encontro os secretários Leandro Severo, de Cultura e Turismo; Laurie Lubek, de Gestão Pública e Integração Governamental; e Anderson Rogério Ferrares, secretário municipal adjunto de Conservação e Qualidade Urbana.
Pela ACISC, estiveram presentes a presidente Ivone Zanquim, o vice-presidente Mozart Pedroso, o tesoureiro Hercílio Carvalho e o gerente administrativo e financeiro Alexandre Rosa. Entre os principais pontos debatidos esteve a preocupação com o aumento e o acúmulo de moradores em situação de rua na baixada do Mercado Municipal, tema que, segundo a entidade, tem impactado diretamente a sensação de segurança, a circulação de consumidores e a rotina de comerciantes na região.
A ACISC também solicitou reforço policial com rondas mais frequentes nos grandes centros comerciais de São Carlos, como forma de inibir furtos e roubos nos estabelecimentos. “Nosso objetivo é colaborar com o poder público na construção de soluções que preservem o ambiente comercial, deem mais tranquilidade aos empresários, funcionários e consumidores e ajudem a valorizar os centros comerciais da cidade. A segurança pública é uma demanda urgente para quem vive o comércio no dia a dia”, afirmou a presidente Ivone Zanquim.
Na área cultural, a entidade defendeu apoio da Prefeitura para a ampliação dos enfeites natalinos no fim do ano, associando a decoração a uma programação artística e cultural capaz de impulsionar o movimento no comércio. O secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, destacou que a proposta está alinhada com a ideia de fortalecer a ocupação qualificada do espaço urbano. “Quando unimos decoração, cultura e atrações artísticas, criamos uma cidade mais atrativa, acolhedora e viva. Isso beneficia a população, estimula o turismo interno e gera reflexos positivos para o comércio e para a nossa cidade”, ressaltou.
Outro tema prioritário foi a infraestrutura urbana, com a discussão sobre a continuidade do projeto de reestruturação e revitalização do Centro, abrangendo a baixada do Mercado Municipal, o Calçadão da General, a região da Igreja São Benedito, a Praça Santa Cruz e a Praça dos Voluntários. O prefeito Netto Donato afirmou que a administração está aberta ao diálogo com a ACISC e reconhece a importância de pensar o desenvolvimento urbano de forma integrada. “O Centro de São Carlos precisa de atenção permanente, planejamento e ações articuladas. Essa aproximação com a ACISC é importante para que possamos avançar em medidas que melhorem a mobilidade, a segurança, a conservação dos espaços e a valorização da nossa área comercial”, declarou.
Ao final da reunião, a avaliação foi de que o encontro reforçou a parceria institucional entre a ACISC e a Prefeitura, com o compromisso de manter o diálogo em torno de pautas estratégicas para o município. A expectativa da entidade é de que os temas apresentados tenham encaminhamentos práticos, especialmente nas áreas de segurança e recuperação dos espaços centrais de São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - Uma denúncia anônima resultou na apreensão de drogas e na condução de duas pessoas à delegacia na manhã desta sexta-feira (17), no bairro Cidade Jardim, em São Carlos.
A ocorrência foi registrada na Rua Bernardino Fernandes Nunes, em um imóvel apontado como invadido e suspeito de ser utilizado para o tráfico.
Após contato com um casal que estava no local, os agentes receberam autorização para entrar na residência. Durante a vistoria, o Canil da Guarda Municipal foi acionado para auxiliar nas buscas.
Com o apoio do cão farejador, foram encontradas porções de crack e cocaína escondidas em diferentes pontos da casa, além de dinheiro, celulares e materiais diversos.
Todo o material foi apreendido e encaminhado, junto com os envolvidos, ao Centro de Polícia Judiciária, onde a ocorrência foi registrada e segue sob investigação.
SÃO PAULO/SP - O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia nesta quinta-feira contra três ex-dirigentes do Corinthians, além de um ex-funcionário do clube por fatos ocorridos entre 2018 e 2023, nas gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves.
Como revelou o ge no mês passado, o ex-chefe da segurança João Odair de Souza, conhecido como Caveira, recebeu mais de R$ 3,4 milhões em espécie do Corinthians ao longo de seis anos e não apresentou comprovantes da destinação da maior parte dos recursos.
Por isso, o MP denuncia Caveira pelo crime de apropriação indébita e pede que ele ressarça o clube em R$ 3,4 milhões (valor que deve ser corrigido pela inflação). Nos cálculos da Promotoria, o montante atualizado ultrapassa R$ 7,3 milhões.
Já os ex-diretores financeiros Matías Romano Ávila e Wesley Melo, além do ex-gerente financeiro Roberto Gavioli, foram denunciados pelo mesmo crime, além de omissão relevante. Segundo o MP, eles tinham o dever de fiscalizar e impedir o suposto desvio, mas não o fizeram.
O MP pede que os três ex-dirigentes indenizem o Corinthians por danos morais. A Promotoria quer que os três paguem o correspondente a 75% do valor dos danos materiais (aproximadamente R$ 2,6 milhões, além da correção pela inflação).
Além da condenação criminal, o Ministério Público pede o bloqueio de bens dos denunciados e a quebra de sigilos bancário e fiscal, com o objetivo de rastrear o destino dos recursos e verificar a eventual participação de terceiros no caso.
Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves não foram denunciados nesta etapa do processo. Porém, segundo o MP, a investigação sobre a eventual participação de ambos na dinâmica dos repasses segue em curso, uma vez que parte dos valores era classificada como “adiantamento para a presidência” nas duas gestões. A Promotoria aponta que a relação direta entre Caveira e os então mandatários será analisada em desdobramentos do caso.
Procurado, Matias Ávila afirmou que a denúncia é infundada e sem provas concretas. Os demais dirigentes não responderam ao contato do ge. A reportagem será atualizada caso eles se manifestem.
Entenda o caso
De acordo com a denúncia, os valores em espécie eram repassados periodicamente ao ex-chefe da segurança em geral como adiantamentos para despesas ligadas à presidência, especialmente com serviços de segurança em eventos e outras situações pontuais.
Parte relevante dos depósitos foi feita tanto na conta pessoal quanto na conta da empresa de Caveira, o que, segundo a Promotoria, reforça a tese de desvio de finalidade dos recursos.
No mês passado, em contato telefônico com o ge, Caveira confirmou que movimentava valores em espécie enquanto era funcionário do Corinthians e justificou a ausência de notas fiscais:
– Aos sábados, domingos e feriados é preciso contratar muitos seguranças freelancers para o clube. Isso também acontecia quando havia protestos no CT ou no Parque São Jorge. Antes de eu assumir (a chefia da segurança) quem fazia isso era a Atual (empresa de vigilância), que cobrava mais ou menos R$ 450, mas pagava R$ 120, R$ 150 ao segurança. Eu conversei com o Andrés sobre isso, e ele mandou eu falar com o jurídico e o Roberto Gavioli (ex-gerente financeiro) – disse Caveira, que prosseguiu:
– Dentro do clube tem uma série de esportes. Vai ter jogo de vôlei, basquete, futebol de salão.... São oito seguranças em cada evento desse. Evento na piscina? 20 seguranças. Teve dia de protesto que eu coloquei mais de 60 seguranças no CT. Muitos deles eram policiais em horários de folga. PM não dá nota fiscal. Eu não podia nem fazer ordem de serviço – argumentou Caveira.
Ainda segundo o ex-funcionário, ele também utilizava o dinheiro recebido em espécie para pagar despesas pequenas ou dar gorjetas quando estava a serviço de Andrés ou Duilio.
Caveira afirma que prestava contas ao departamento financeiro do clube e faz questão de destacar que nunca sofreu contestações do Conselho Fiscal, órgão responsável por analisar as contas do clube.
As apurações sobre dinheiro em espécie entregue a funcionários do Timão começou após o ge revelar gastos para fins pessoais na gestão de Duilio.
De acordo com apuração do Ministério Público, Denilson Grillo, ex-motorista de Duilio, recebeu mais de R$ 1,2 milhão em espécie ao longo de três anos. Há suspeita que empresas de fachada foram utilizadas para justificar os gastos e, assim, desviar o dinheiro do clube.
Por Bruno Cassucci / ge
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a expansão dos jogos de apostas no ambiente digital tem contribuído para o endividamento das famílias brasileiras. Lula defendeu uma regulação mais rígida tanto desse setor como das grandes plataformas digitais, conhecidas como big techs.
As declarações foram dadas nesta sexta-feira (17), em Barcelona, em coletiva de imprensa após o anúncio de uma série de acordos entre os governos do Brasil e da Espanha.
De acordo com Lula, a ausência de regras regulatórias para bets e big techs coloca em risco a saúde mental e financeira da população, a soberania dos países e a própria democracia.
O presidente lembrou que, historicamente, o Brasil sempre adotou como postura a restrição aos jogos de azar, mas que, com o avanço da tecnologia, o cassino acabou “entrando dentro da casa das pessoas” por meio do celular.
Para o presidente, as apostas online estimulam gastos que muitas vezes não cabem no orçamento familiar, aprofundando dificuldades financeiras.
“Uma das coisas que está endividando a sociedade, fazendo com que ela gaste aquilo que não poderia gastar, são as apostas no mundo digital”, disse.
Lula lembrou que o governo brasileiro tem adotados medidas visando proteger as crianças dos efeitos nocivos causados pelo mundo digital.
“Já proibimos o celular nas escolas no ensino fundamental. Muita gente achava que não era bom, mas foi um sucesso extraordinário. As crianças voltaram a se comportar como seres humanos. Voltaram a fazer um monte de brincadeiras, como sempre faziam, e esqueceram um pouco o celular”.
Nesse sentido, garantiu que o governo vai avançar ainda mais na regulação de todas as plataformas que causem qualquer dano à democracia, à soberania e à felicidade das pessoas.
“A internet não é para transmitir ódio, nem mentira. Não é para transmitir violência. Quem acompanha a internet sabe do que eu estou falando”, argumentou.
Na avaliação do presidente brasileiro, avançar com as políticas de regulação do ambiente digital é um desafio a ser enfrentado de forma coletiva, uma vez que o problema atinge a todos países.
“Espero que o mundo tenha consciência de que este é um problema da humanidade. Precisamos regular tudo que for digital, para que a gente dê soberania aos nossos países, de forma a não permitir intromissões vindas de fora, sobretudo no ano eleitoral. Mundo afora, estão sendo criadas verdadeiras fábricas ou fazendas de mentiras”, acrescentou.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição?
A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso.
“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.
Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.
O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas.
Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.
Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.
A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo.
“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes", orienta a professora Ahiram Cardoso.
Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.
“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”
O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado.
Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A 3ª edição da Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil (OPMBr) – Edição Anos Finais do Ensino Fundamental está com inscrições abertas até 17 de maio para os docentes das redes públicas de educação.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a competição educacional tem o objetivo de valorizar o trabalho desses profissionais e suas práticas pedagógicas inovadoras no ensino da matemática.
O reconhecimento também deve contribuir para o fortalecimento da aprendizagem da matemática na educação básica pelos estudantes.
Para participar da 3ª OPMBr – Anos Finais, os professores do ensino fundamental II precisam, primeiramente, conferir se a rede pública de ensino onde atuam aderiu ao Compromisso Nacional Toda Matemática (CNTM) firmado com o MEC, pela plataforma Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec).
Podem se inscrever todos os professores de matemática do 6º ao 9º ano (EF II) com contrato efetivo ou vínculo temporário, que estejam em salas de aula da rede pública de ensino.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo portal oficial da olimpíada.
A Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil é estruturada em três fases, sendo duas primeiras classificatórias e eliminatórias e a terceira apenas classificatória:
A premiação está agendada para 7 de dezembro.
O regulamento completo está disponível no site oficial da olimpíada.
AGÊNCIA BRASIL
IRANDUBA/AM - Um projeto pioneiro, de uma fábrica de gelo abastecida por luz solar, entrou em funcionamento neste mês de abril na comunidade ribeirinha de Santa Helena do Inglês, no município de Iranduba, Amazonas. Além de superar desafios logísticos e diminuir custos, a inovação possibilita a diminuição das emissões de gases de efeito estufa na produção do pescado para a região amazônica.
Com capacidade de gerar uma tonelada de gelo ao dia e de armazenar até 20 toneladas, o complexo, chamado Gelo Caboclo, inclui poço artesiano para abastecimento exclusivo de água de boa qualidade, sem interferir no consumo da comunidade, e uma pequena usina de placas fotovoltaicas e baterias de lítio capazes de manter a produção de forma ininterrupta.
Pescador da terceira geração de uma família que tem a profissão como uma das principais fontes de subsistência, Nelson Brito, aos 49 anos, comemora a autonomia que a fábrica de gelo trouxe para mais de 30 famílias da região.
“Aqui, a principal forma de subsistência hoje é a pesca e o turismo. Antes, tinha o corte de madeira, que o turismo substituiu, mas a pesca continua, com apetrechos mais modernos, como rede que não prende o peixe pequeno e, agora, o Gelo Caboclo”, diz.
Segundo Nelson, até a fábrica ficar pronta, o gelo era comprado em Manaus, a uma distância de cinco horas na velocidade da embarcação pesqueira, o que fazia do investimento uma aposta que já começava com a despesa do combustível, da mão de obra contratada e da perda pelo derretimento. “Se a gente precisava de uma tonelada, comprava três, para garantir a manutenção do pescado até o fim da pesca. Se naquele mês não desse peixe, perdia tudo”, conta.
A solução veio a partir de uma força-tarefa que reuniu organizações sociais, iniciativa privada, governos e a própria comunidade em um esforço para solucionar a demanda, existente na maioria das comunidades ribeirinhas da Amazônia que vivem da pesca: a logística para a manutenção do pescado do rio até o consumidor.
A busca pela demanda partiu da organização social Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que mobilizou o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), outra organização social responsável por gerir o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Foi por meio do PPBio que a empresa Positivo, de hardware e componentes eletrônicos, entrou com o aporte de R$ 1,3 milhão como investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), em troca de benefícios fiscais. Mais R$ 200 mil em baterias foram entregues pela UCB Power, totalizando um custo de R$ 1,5 milhão em investimentos.
Por estar localizada em uma Unidade de Desenvolvimento Sustentável, o licenciamento também foi viabilizado pela FAS. Depois de pronta, a fábrica foi entregue a um gestor.
“Com assessoria e assistência técnica, a gente também traz uma preocupação de capacitar as pessoas para a gestão do empreendimento, para que ele se torne sustentável do ponto de vista econômico. Então fizemos uma seleção e a própria comunidade escolheu o gestor, que é quem assume o negócio”, diz Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS.
O gestor é irmão caçula de Nelson e também pescador, Demétrio Júnior, que viu no projeto a oportunidade de melhorar a própria renda e ainda ajudar a comunidade. “Com a fábrica de gelo, o pescador agora pode ir atrás do peixe primeiro e só comprar o gelo se conseguir pescar. Então, ele não corre o risco de ter uma despesa inútil”, diz.
De acordo com Demétrio, na temporada de pesca será possível atender a 70% da demanda dos pescadores e os outros 30% poderão ser resolvidos com uma complementação comprada em Manaus durante a venda do pescado. “Outras cadeias produtivas também vão se beneficiar fora dessa temporada, como o turismo, que utiliza esse gelo para armazenar o seu pescado antes de servir aos clientes, e a agricultura familiar, que precisa para armazenar a goma da tapioca”, diz.
Com a oportunidade de gerar renda o ano inteiro, a fábrica também traz o desafio de pagar os custos da manutenção da usina, do poço artesiano e de equipamentos de fabricação do gelo. Para dar conta desses custos, Demétrio Júnior já pensa em soluções que aumentem mais ainda as facilidades de quem trabalha longe de um centro urbano.
“A gente já está estudando outras fontes de receita para agregar valor ao comércio, além do gelo. Então, vamos vender também mantimentos para os pescadores”, diz.
Além de desonerar a cadeia produtiva da pesca artesanal, o Gelo Caboclo também diminui a pegada de carbono deixada pelas emissões de gases de efeito estufa durante parte do deslocamento das embarcações movidas por combustível fóssil.
Sem ter como neutralizar plenamente essas emissões, o projeto se preocupou em fazer uso de energia limpa e garantir segurança energética à atividade de geração de renda.
“A energia que chega pela rede falta sempre. Com as chuvas constantes da região, é comum cair uma árvore sobre a linha e a gente passar dias até que ela seja restabelecida”, diz Nelson Brito.
Segundo Valcléia Lima, o acesso à energia ainda é um desafio na Amazônia como um todo, por isso o projeto pioneiro foi desenvolvido para também servir como modelo a ser replicado em outras comunidades ribeirinhas que tenham a pesca como fonte de renda.
“Historicamente, na Amazônia, a gente tem um problema sério de energia. Um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente mostra que quase 1 milhão de amazônidas não têm acesso à energia e a energia é habilitadora para a atividade de geração de renda, então, para a gente realizar isso só é possível quando temos parceiros que acreditam nesse trabalho e tornam isso realidade”,conclui.
*A repórter viajou a convite da Fundação Amazônia Sustentável (FAS)
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Hospital Graacc, especializado em tratamento de crianças com câncer, já conta com um novo acelerador linear, equipamento usado para radiografia de última geração. A expectativa é que o aparelho aumente a capacidade de tratamento de 150 para 250 pacientes por mês.
O equipamento, da marca Elekta, modelo Versa HD, custa cerca de R$ 9 milhões e substituiu o acelerador antigo da instituição, com ganhos em precisão, qualidade e rapidez de tratamento. Também permite a realização de sessões mais breves e específicas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na unidade na quinta-feira (16) e explicou as vantagens desse tipo de aquisição e sua relação com o atual programa de financiamento de terapias de alto custo realizado pelo Ministério.
“Vamos chegar esse ano pela primeira vez com pelo menos um aparelho destes em cada estado do Brasil. O último que falta é no estado de Roraima, mas os equipamentos já estão lá e a gente vai inaugurar esse ano”, disse Padilha.
O Ministério da Saúde também vai ampliar o custeio de equipamentos, com aumento do valor pago por sessão para as unidades que fazem atendimentos de alto custo ou tratamentos de câncer. O aumento para esse tipo de radioterapia será de 30%, dentro do programa Agora Tem Especialistas.
“Para nós, o maior impacto é na qualidade do atendimento, além de ser mais moderna é uma máquina mais rápida e é mais precisa. A quantidade de radiação que a criança acaba recebendo é bem menor, assim como os efeitos colaterais. A precisão do feixe radioativo é da ordem de milímetros, o que é decisivo quando você pensa numa criança”, explicou o CEO do Hospital Graac, André Negrão.
A equipe atende hoje cerca de 15 pacientes com o aparelho recém instalado, com a perspectiva retomar o atendimento a 150 pacientes. O potencial é atender até 250 pacientes por mês quando a máquina estiver plenamente operacional.
Os aparelhos modernos permitirão também um volume maior de atendimento nas outras unidades, como o Hospital São Paulo, da Unifesp, que também inaugurou um aparelho pelo programa Agora Tem Especialistas hoje.
Apenas neste programa foram 13 aceleradores lineares, de um total de 20 aparelhos avançados para tratamento de câncer. Isso leva a uma expectativa maior de formação de quadros técnicos especializados.
“São profissionais como médicos residentes, fisioterapeutas, enfermeiros e radiologistas, que aprendem cada vez mais em centros especializados como esse”, ponderou Padilha.
Padilha ressaltou que houve aceleração da capacidade de diagnósticos com um convênio baseado em telemedicina junto ao hospital A.C. Camargo, da capital paulista.
“Algumas regiões demoravam seis meses para fechar um diagnóstico. Hoje os dados são enviados, analisados por um anatomopatologista, que é um médico especializado que faz a leitura da biópsia, com experiência no diagnóstico do câncer, e esse resultado demora cerca de duas semanas” comemorou o ministro, ressaltando que o tratamento mais rápido também significa mais chance de sobrevivência.
AGÊNCIA BRASIL
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ARAÇATUBA/SP - Na quarta audiência pública do Orçamento de 2027, os deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo ouviram pedidos por investimentos em saúde e em obras viárias para a cidade de Araçatuba e região. A reunião foi realizada na noite de quinta-feira (16) pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento (CFOP), e aconteceu na Câmara Municipal do município, que conta com cerca de 200 mil habitantes. Na área da saúde, munícipes, lideranças locais e vereadores de diferentes municípios cobraram a destinação de verbas para manutenção e reforma das unidades da região, além da necessidade de criação de unidades de saúde inclusivas, com estrutura acessível e atendimento preparado para pessoas com deficiência. O vereador de Buritama, Wallison Roberto da Silva, por exemplo, pediu investimentos para a Santa Casa do município. "Temos uma população de 17 mil pessoas. Porém, nos finais de semana a nossa população triplica. Peço aos deputados que destinem uma verba generosa à nossa Santa Casa, para que possamos continuar atendendo a população e os turistas", disse. A vereadora de Araçatuba, Solange Nery, destacou a ausência de um núcleo especializado para o atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). "Atendemos não só Araçatuba, mas 40 municípios da região. E temos uma fila gigantesca de crianças sem atendimento. Essas crianças precisam de cuidado", alertou. Representantes da Associação Ser Criança, entidade que realiza diagnósticos do transtorno do espectro autista (TEA) e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), também fizeram um apelo para a área. "Antes de ter um transtorno, eles são cidadãos de direito", afirmou a fundadora e diretora da associação, Vanessa Delai Dias Bogaz. Os parlamentares presentes na audiência reconheceram a necessidade de mais investimentos em uma saúde inclusiva. "Vamos colocar mais dinheiro para a causa do autismo, vamos ajudar a atender pessoas que participam desta questão tão nobre", incentivou o deputado estadual Dirceu Dalben (PSD), seguido do deputado Gilmaci Santos (Republicanos), presidente da CFOP: "Vamos estudar uma forma de a gente, no orçamento, arrumar uma maneira de contemplar de maneira específica essa causa. É um compromisso nosso". Melhorias em infraestrutura Outra demanda da região é o investimento em obras viárias, como duplicação, pavimentação e melhorias em rodovias e estradas vicinais. Nalva de Oliveira, munícipe de Araçatuba, destacou a necessidade de duplicação da rodovia Caram Rezek. "Não é uma obra qualquer. É uma obra que aguardamos há anos, e que vem sendo palco de acidentes e muitas vítimas fatais", disse. A duplicação da rodovia Eliezer Montenegro Magalhães, que interliga Jales e Araçatuba, também esteve no pacote de cobranças dos moradores de Araçatuba e região. Já Paulo Soares, suplente de deputado federal, alertou sobre o asfaltamento da estrada rural do Baixão de Serra, vicinal estratégica para o escoamento de cana-de-açúcar e conexão entre Santa Maria da Serra, Barra Bonita, Dois Córregos e Mineiros do Tietê. "Essa é uma demanda antiga da região central do estado. É uma questão de segurança, de logística e de desenvolvimento econômico", argumentou. O vereador de Santa Albertina, Luiz Donizeti Barbosa, apontou a necessidade da realização de obras no trevo do município, que liga à cidade de Jales e empreendimentos locais. "A gente fica triste de bater nessa tecla e não ver resultado", lamentou. Presente à reunião, a presidente da Câmara Municipal de Araçatuba, Edna Flor, comemorou a realização do evento em seu município. "Este é um momento em que nós podemos sair do discurso e ir para a prática. Colocar no orçamento recursos para atender as demandas da nossa comunidade". Além dos assuntos citados, também houve demandas nas áreas da habitação, agricultura, cultura e educação, com a ampliação das escolas e da oferta de aulas em período integral. Novamente este ano, a Comissão de Finanças da Alesp conta com recursos próprios no Orçamento estadual para destinar aos municípios participantes das audiências públicas. Durante o encontro, os deputados Gilmaci Santos (Republicanos), Luiz Claudio Marcolino (PT), Enio Tatto (PT), Dirceu Dalben (PSD) e Fábio Faria de Sá (Podemos) anunciaram repasses para 19 municípios da região, sendo eles: Santa Albertina, Santa Fé do Sul, Planalto, Magda, Santo Antonio do Aracanguá, Rinópolis, Andradina, Buritama, Bilac, Torrinha, Murutinga do Sul, Turiúba, Brejo Alegre, Bálsamo, Nova Castilho, Lourdes, Coroados, Cardoso e Monções. Cada cidade vai receber R$ 150 mil. A cidade-sede da reunião, Araçatuba, receberá R$ 300 mil, totalizando R$ 3,15 milhões para a região. "As audiências públicas servem para discutirmos o dinheiro do estado de São Paulo. Um orçamento grande, que vai chegar em R$ 400 bilhões. Essa é a oportunidade para ouvir a população", ressaltou o deputado estadual Enio Tatto (PT). A medida - que ressalta o dinamismo, comprometimento com a população e importância das audiências públicas a cada ano que passa - tem a chancela do presidente do Parlamento Paulista, o deputado André do Prado. Os valores serão votados ao final do ano pelo Plenário da Alesp e repassados oficialmente em 2027. O Orçamento Entre abril e maio, os deputados integrantes da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Alesp estarão em 17 cidades de diferentes regiões do Estado para ouvir, diretamente dos cidadãos, quais são as principais demandas dos municípios paulistas. Todo o trabalho produzido durante esses encontros será incorporado à Lei Orçamentária Anual (LOA). Esse documento prevê a arrecadação estadual e fixa as despesas do ano seguinte. Dessa forma, é o instrumento pelo qual são previstos e planejados os investimentos em diversas áreas, como Saúde, Educação, Segurança Pública, entre outras. |
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