SÃO CARLOS/SP - O vereador Jùlio Cesar participa da Marcha pela Liberdade, mobilização que segue em direção a Brasília com previsão de chegada no dia 25 de janeiro e reúne participantes de diversas regiões do país.
O parlamentar afirmou ter ficado contente com o convite feito pelo deputado federal Nikolas Ferreira, destacando a importância do ato como uma manifestação pacífica e legítima.
"Diante de uma manifestação de tamanha relevância nacional, eu me sentiria profundamente incomodado se não tomasse uma atitude concreta. Nunca fui de assistir do sofá e sim de me levantar e agir", declarou o vereador.
O vereador também encaminhou ofício ao presidente da Câmara pedindo o desconto de seu salário referente a esses dias que participará da caminhada.
Ainda afirmou que a Câmara estando em recesso, na há votações ou projetos parados e que seu gabinete estará aberto e funcionando com toda equipe mantendo assim o atendimento normal.
“A política precisa ser clara. Eu vou a Brasília levar nosso grito de indignação.” Afirmou Jùlio Cesar.
BRASÍLIA/DF - No dia 8 de dezembro de 2020, menos de 1 ano após a primeira comunicação oficial sobre as infecções causadas pelo coronavírus, a britânica Margaret Keenan se tornava a primeira pessoa vacinada contra a doença no mundo fora dos ensaios clínicos.
A rapidez, classificada como suspeita por disseminadores de desinformação, na verdade foi uma demonstração do nível de mobilização global para controlar a doença, e uma vitória do acúmulo científico. A avaliação é da diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), Rosane Cuber, uma das pessoas responsáveis por trazer a vacina ao Brasil.
A pesquisadora explica que todas as vacinas, mesmo as vacinas de RNA e as de vetor viral, já eram plataformas estabelecidas, que já tinham sido desafiadas e usadas em outras situações.
"Elas só passaram por uma adequação. Não surgiram do nada. Tem muito acúmulo de pesquisa, muito acúmulo de conhecimento que foi aproveitado pro desenvolvimento rápido de novas vacinas", complementa.
Durante a pandemia, Rosane era vice-diretora de qualidade em Bio-Manguinhos, que é a unidade da Fiocruz responsável pela produção de vacinas, biofarmacos e kits diagnósticos. O instituto trouxe a vacina de Oxford/Astrazeneca para o Brasil, e entregou ao todo 190 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações.
O trabalho no instituto teve início assim que os casos de covid-19 começaram a se espalhar pelo mundo. Em março de 2020, no mesmo mês em que a pandemia foi decretada pela Organização Mundial da Saúde, Bio-Manguinhos inaugurou sua produção de testes para o diagnóstico do vírus.
Em paralelo, outro grupo de trabalho dentro da instituição passou a prospectar vacinas em desenvolvimento, para identificar qual poderia ser trazida ao Brasil por meio de um contrato de transferência de tecnologia.
As negociações com a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca começaram em agosto do mesmo ano e logo exigiram adaptações no instituto, a começar pela construção de um arcabouço jurídico que permitisse a transferência de tecnologia de um produto que ainda não estava pronto.
"A gente conseguiu porque nós paramos todas as outras atividades do instituto. Os grupos todos se voltaram para esse único objetivo de trazer a vacina, com muitos treinamentos diários".
"A gente teve uma mobilização da sociedade civil também muito grande para poder facilitar a compra de equipamentos, insumos, material".
A primeira leva da vacina Oxford/Astrazeneca, com 2 milhões de vacinas prontas, chegou ao Brasil em janeiro de 2021, dias após a aprovação de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A aplicação começou no dia 23 de janeiro.
Já a partir de fevereiro, apenas o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina continuou a ser importado, e o instituto passou a fazer o envaze, a rotulagem e o controle de qualidade nas suas próprias instalações.
Enquanto isso, lembra Rosane, áreas produtivas foram adaptadas para a última etapa da transferência de tecnologia: a produção do IFA em solo nacional. A partir de fevereiro de 2022, a população passou a receber a vacina 100% brasileira.
Rosane Cuber ressalta que todo esse processo foi facilitado pelas capacidades que Bio-Manguinhos já possuía, como principal laboratório público de desenvolvimento de vacinas do Brasil. A diretora explica ainda que a Anvisa acompanhou todo o processo de perto, reforçando a segurança da vacina.
"A gente já tem uma história muito grande de fazer transferência de tecnologia e de produzir aqui. Então, realmente, só foi possível porque Bio-Manguinhos tinha capacidade instalada. A gente já tem vacinas que são completamente nacionalizadas, que são produções nossas de muitos anos. E que possibilitaram não só um conhecimento técnico, mas também uma capacidade industrial instalada"
A produção da vacina pela Fiocruz foi interrompida com o fim da pandemia, depois que outras vacinas mais modernas passaram a ser adquiridas pelo Ministério da Saúde. O imunizante produzido pelo instituto foi o mais utilizado no Brasil em 2021, ano em que a imunização começou no Brasil. Especialistas estimam que 300 mil vidas foram poupadas apenas neste primeiro ano
“Só o fato da gente ter conseguido contornar e bloquear a covid no Brasil, isso por si só já bastaria como legado. Mas, além disso, esse processo nos deixou qualificados e com a estrutura fabril pronta para outros produtos que são importantes também para os SUS” afirma a diretora de Bio-Manguinhos.
Uma das heranças diretas desse período é a pesquisa para criar uma terapia avançada para o tratamento da atrofia muscular espinhal (AME), doença rara e degenerativa que leva à perda da força muscular, afetando a mobilidade e até a deglutição e a respiração. Os medicamentos disponíveis chegam a custar R$ 7 milhões.
A terapia criada por Bio-Manguinhos utiliza uma plataforma de vetor viral, a mesma utilizada na vacina de Oxford/Astrazeneca. A Anvisa já autorizou os estudos clínicos para verificar a eficácia do medicamento, que devem começar este ano.
“São terapias caríssimas e que a gente vai conseguir fazer uma redução aí significativa de custo pro SUS”, reforça Rosane.
Este ano também começam os testes em humanos de uma vacina contra a covid-19 utilizando a tecnologia de RNA mensageiro, a mesma utilizada na vacina da Pfizer, por exemplo. Rosane Cuber explica que a plataforma já estava sendo estudada no instituto para o tratamento do câncer, mas a criação de vacinas de mRNA durante a pandemia abriu os horizontes de pesquisa também para essa finalidade.
“Covid é um vírus que veio para ficar. Hoje, ele não é mais pandêmico, mas a gente ainda tem surtos. Se eu produzo essa vacina nacionalmente, eu reduzo o preço, e tem uma questão de soberania. Com uma vacina 100% nacional, você não precisa depender de ninguém”, defende Rosane Cuber.
O desempenho do instituto da Fiocruz durante a pandemia também aumentou a sua projeção global. Bio-Manguinhos é um dos seis laboratórios no mundo escolhidos como centro de produção pela Coalização para Inovações em Preparação para Epidemias. Isso significa que, se uma nova epidemia ou pandemia acontecer, o laboratório brasileiro será acionado e receberá informações em primeira mão para desenvolver e produzir vacinas para toda a América Latina.
O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz também foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde como hub regional para o desenvolvimento de novos produtos com a plataforma de rna mensageiro. Rosane destaca a importância desse reconhecimento, considerando que Bio-Manguinhos é um laboratório público.
“O nosso direcionamento não é o lucro, mas sim aquilo que é lucro para sociedade. A gente faz entregas para a população brasileira”
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal de São Carlos prendeu, na manhã desta terça-feira (20), um homem de 26 anos com mandado de prisão em aberto durante uma ação de patrulhamento no bairro Botafogo I. A ocorrência foi registrada às 10h11, na região da Avenida Tranquedo de Almeida Neves com a Rua Santa Tereza.
Segundo a corporação, a equipe do Canil intensificava a presença na área para reforçar a segurança e inibir crimes patrimoniais quando realizou a abordagem. Questionado sobre sua identificação, o indivíduo forneceu dados falsos aos agentes.
Diante da suspeita, os guardas municipais efetuaram consultas aos bancos de dados do Escudo São-Carlense e da Muralha Paulista, confirmando que o homem era procurado pela Justiça.
Após a verificação, o suspeito recebeu voz de prisão e foi levado ao Centro de Polícia Judiciária, onde a Polícia Civil lavrou o boletim de ocorrência por captura de condenado. Concluídos os procedimentos, ele foi encaminhado à Cadeia Pública, permanecendo à disposição do Poder Judiciário.
SÃO CARLOS/SP - Um veículo furtado na tarde de segunda-feira (19) foi recuperado poucas horas depois, com apoio da Guarda Municipal de São Carlos. A ocorrência foi registrada por volta da meia-noite desta terça-feira (20), na Rua Luiz Luchesi Filho, no bairro São Carlos VIII.
Conforme apurado, o proprietário do automóvel havia comunicado o furto à Polícia Civil após o crime ocorrido na Vila Marina. Mais tarde, ao ser avisado por um conhecido sobre a possível localização do carro, ele acionou a Guarda Municipal para prestar apoio na verificação.
No local indicado, o veículo foi encontrado abandonado. A equipe orientou a vítima e acompanhou o deslocamento até a Central de Polícia Judiciária, onde foram adotadas as medidas administrativas necessárias para encerrar o registro de furto.
O dono do carro informou que houve apenas a subtração de uma caixa de ferramentas. Concluídos os trâmites, o automóvel foi oficialmente restituído ao proprietário.
SÃO CARLOS/SP - Na sexta-feira (16/01), o vereador Moisés Lazarine realizou uma visita institucional ao Fundo Social de Solidariedade do município de São Carlos, onde foi recebido pela diretora da entidade, Sra. Eucimara Jorge Pott. A visita teve como objetivo conhecer de perto a estrutura do Fundo Social e iniciar tratativas para futuras parcerias voltadas à área social e educacional.
Durante o encontro, o vereador percorreu todo o espaço físico do Fundo Social, conhecendo as salas destinadas à realização de cursos, oficinas e demais atividades desenvolvidas pela instituição. Na oportunidade, também pôde compreender de forma detalhada a finalidade do órgão, bem como sua importância no atendimento às demandas sociais da população são-carlense.
A principal pauta dessa primeira conversa foi a proposta de uma parceria para a oferta de um curso de musicalização, que será viabilizado por meio do Projeto Cor Ação, com recursos provenientes de Emenda Impositiva de autoria do vereador Moisés Lazarine. O projeto tem como foco a promoção da inclusão social, o estímulo cultural e o desenvolvimento de crianças e jovens por meio da música.
O vereador destacou a satisfação com a visita e com o acolhimento recebido.
“Fico muito feliz em conhecer de perto o excelente trabalho realizado pelo Fundo Social de Solidariedade. Fui muito bem recebido e saio desta visita ainda mais motivado a contribuir, por meio do nosso mandato, com iniciativas que gerem oportunidades, especialmente para crianças e jovens. A musicalização é uma ferramenta poderosa de transformação social”, afirmou Moisés Lazarine.
A diretora do Fundo Social, Sra. Eucimara Jorge Pott, agradeceu a visita e reforçou a disposição da instituição em estabelecer parcerias que ampliem o alcance das ações sociais no município.
“É sempre muito positivo receber representantes do Legislativo interessados em conhecer nosso trabalho e dialogar sobre novos projetos. O Fundo Social está à disposição para parcerias que beneficiem a população, e agradecemos ao vereador Moisés pela visita e pela iniciativa”, declarou.
A reunião marca o início de um diálogo institucional que poderá resultar em novas ações conjuntas, fortalecendo as políticas públicas de assistência social e promoção cultural em São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - O Centro de Robótica da USP (CRob), referência em pesquisas avançadas em robótica, automação e inteligência artificial, ganhará uma nova sede em São Carlos. O lançamento da pedra fundamental aconteceu na manhã desta segunda-feira (19/01) no campus 2 da Universidade de São Paulo e contou com a presença do reitor Carlos Gilberto Carlotti Júnior. Com três andares e cerca de 6,5 mil metros quadrados, o prédio terá investimento de aproximadamente R$ 64,7 milhões e deve ser concluído no início de 2027. A iniciativa, fruto da parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), marca um novo capítulo na trajetória de 14 anos do CRob, que integra diferentes áreas do conhecimento e mantém forte interação com a indústria e a sociedade.
Durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental, o vice-prefeito Roselei Françoso, representando o prefeito Netto Donato, destacou o impacto do empreendimento para o município. “Sem sombra de dúvida, São Carlos se consolida como a capital do conhecimento. É uma alegria muito grande poder participar dessa história, representando o nosso prefeito, em uma universidade que nos enche de orgulho e nos referencia no Brasil e no mundo”.
O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, ressaltou que o novo prédio simboliza valores essenciais da universidade. “Esse prédio representa a interdisciplinaridade, o trabalho conjunto de várias unidades e professores na fronteira do conhecimento, para que as pesquisas possam se transformar em melhorias para a sociedade. A robótica já tem papel estabelecido, mas precisamos aperfeiçoar pesquisas e desenvolver novas aplicações, evitando que o ser humano realize atividades repetitivas ou perigosas”.
Para o diretor da EESC, Fernando Catalano, o centro reforça o papel da cidade como polo científico. “Pela magnitude das pesquisas e desenvolvimentos realizados aqui, o centro representa um avanço muito grande. É um hub de conhecimento, de transferência de tecnologia, importante para o estado, para o Brasil e provavelmente para o mundo”.
O coordenador do CRob, professor Marcelo Becker, lembrou que o prédio já nasce com conteúdo consolidado. “Nosso prédio vai iniciar já cheio de robôs. O recheio está pronto e vamos ampliar a quantidade de oportunidades para os alunos e para as pesquisas, trazendo pesquisadores de ponta do mundo inteiro para cá”.
A professora Kalinka Castelo Branco, vice-coordenadora do CRob e docente do ICMC, reforçou o caráter integrador da nova sede. “Esse prédio é a conjunção de todas as atividades que já vêm sendo realizadas em robótica e inteligência artificial. O que antes era feito em separado, agora será unificado, permitindo que alunos e professores trabalhem juntos. É uma grande conquista para São Carlos, para a USP e para o Brasil”.
Material ajuda o candidato a entender as regras e a participar da seleção
SÃO CARLOS/SP - Para facilitar a vida das pessoas interessadas em estudar na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Instituição lançou um Guia simplificado (bit.ly/guia-sisu-ufscar-2026) com as principais informações referentes ao ingresso na graduação via Sistema de Seleção Unificada (SiSU) em 2026.
Os editais de ingresso geralmente são bem extensos e muitas vezes são difíceis de entender. Pois esse Guia tem a missão de ajudar os candidatos a entender as regras do edital de um jeito fácil e rápido. O material apresenta: o cronograma completo da seleção com as principais etapas e datas; as modalidades de reserva de vagas e como participar de cada uma delas; os documentos necessários para inscrição; e um passo a passo completo do processo seletivo em 2026.
O Guia foi produzido pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) em parceria com a Coordenadoria de Ingresso (CIG) e está disponível na íntegra em bit.ly/guia-sisu-ufscar-2026.
Além do Guia, a UFSCar conta com uma Central de Atendimento específica para tirar dúvidas sobre o ingresso na graduação via SiSU. O endereço da Central de Atendimento é https://www.ingresso.ufscar.
SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos sedia, na próxima sexta-feira (23/01), uma Oficina de Atualização em Arboviroses promovida pelo Departamento Regional de Saúde - DRS-III de Araraquara. A atividade será realizada a partir das 13h, no auditório do Paço Municipal, e é direcionada a médicos da chamada Região Coração, que engloba os municípios de Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira e São Carlos.
A oficina tem como objetivo promover a atualização técnica e o alinhamento de condutas clínicas frente às arboviroses. Entre as enfermidades mais conhecidas estão Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Amarela, todas associadas a vetores como o mosquito Aedes aegypti.
De acordo com o DRS-III de Araraquara, o tema é considerado estratégico para a saúde pública regional, contribuindo para o fortalecimento da assistência e para a qualificação do atendimento prestado à população. A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destaca a importância da participação dos profissionais. “Diante do cenário epidemiológico atual, a participação dos médicos é fundamental para qualificarmos ainda mais o cuidado aos pacientes”, afirmou.
Em São Carlos, em 2026, foram registrados até o momento sete casos confirmados de dengue. Outros oito casos aguardam resultado de exame e 34 foram descartados, sem registro de óbitos. Para Chikungunya, Zika e Febre Amarela não houve notificações até o momento.
Já em 2025, o município contabilizou 20.429 casos positivos de dengue, com 24 óbitos confirmados. No mesmo período, foram registrados cinco casos positivos de Chikungunya — sendo dois importados e três autóctones. Em relação à Zika, não houve confirmações. Para Febre Amarela, foram notificadas três ocorrências, com dois casos descartados e um óbito confirmado.
“Receber essa oficina em São Carlos reforça o compromisso do município com a qualificação permanente dos nossos profissionais de saúde. As arboviroses continuam sendo um grande desafio para a saúde pública, especialmente em períodos de maior circulação do mosquito transmissor. Atualizar condutas, trocar experiências e alinhar protocolos com toda a região é fundamental para garantir diagnósticos mais rápidos, tratamento adequado e, principalmente, a redução de complicações e óbitos. Investir em capacitação é investir diretamente na proteção da população”, ressalta Leandro Pilha, secretário municipal de Saúde.
SÃO CARLOS/SP - Proposta dos vereadores Bruno Zancheta e Elton Carvalho também veda que empresas com sócios condenados firmem contratos com a Administração Municipal.
Os vereadores Bruno Zancheta e Elton Carvalho (Republicanos) protocolaram na Câmara Municipal de São Carlos um Projeto de Lei que visa endurecer as regras para o acesso ao serviço público na cidade. A proposta proíbe pessoas condenadas por crimes de maus-tratos aos animais de ocuparem cargos públicos ou firmarem contratos com a Administração Direta e Indireta.
O texto não se limita apenas a indivíduos. O impedimento se estende a pessoas jurídicas, caso seus sócios, dirigentes ou administradores possuam condenações criminais relacionadas à crueldade animal.
Para garantir a eficácia da lei, a prefeitura passaria a exigir uma certidão judicial específica. O documento serviria como comprovante de inexistência de condenações por maus-tratos, seguindo o mesmo rito das certidões cíveis e criminais que já fazem parte dos processos de contratação e nomeação no município.
Segundo os autores da proposta, a iniciativa está fundamentada nos princípios da moralidade e da probidade administrativa.
"Não é aceitável que pessoas condenadas por atos de crueldade contra animais mantenham qualquer vínculo com o poder público. A administração precisa dar exemplo e adotar critérios éticos claros", destacou o vereador Bruno Zancheta.
O vereador Elton Carvalho ressaltou que a medida acompanha a evolução do direito animal no Brasil. "A proteção animal é uma pauta séria e necessária. Ao impedir que condenados por maus-tratos prestem serviços ao município, São Carlos reafirma seu compromisso com uma sociedade mais justa e responsável", afirmou.
Intervenção integra o programa Rios Vivos, da SP Águas, e deve retirar mais de 20 mil m³ de sedimentos, melhorando a captação e a qualidade da água.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE), em parceria com a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), órgão do Governo do Estado de São Paulo, inicia nesta terça-feira, 20 de janeiro, o desassoreamento na Captação de Água Superficial do Ribeirão do Feijão. A previsão é que os serviços se estendam por aproximadamente 30 dias.
A ação integra o programa Rios Vivos, do Governo do Estado de São Paulo, implementado pela SP Águas, com o objetivo de manter condições adequadas de disponibilidade e qualidade das águas superficiais para múltiplos usos, além de contribuir para a atenuação de eventos climáticos extremos. Esta é a segunda vez consecutiva que o município de São Carlos é qualificado para o programa.
O PROGRAMA
O programa Rios Vivos, liderado pela SP Águas — agência vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística — tem como propósito melhorar a qualidade da água dos rios nos municípios paulistas, por meio da revitalização dos cursos d’água, com a remoção de sedimentos, gerando benefícios ao meio ambiente e à população.
A SP Águas executa a limpeza dos cursos d’água sem custo para o município, enquanto o SAAE e a Prefeitura de São Carlos ficam responsáveis por indicar o local adequado para descarte dos resíduos, providenciar o licenciamento ambiental e realizar a manutenção do entorno dos rios.
Desde 2022, o programa já revitalizou 253 rios, minimizando enchentes e melhorando a qualidade da água em 158 cidades. O investimento executado no período foi de R$ 207,4 milhões. Em São Carlos, desde 2023, o investimento estimado foi de R$ 2,5 milhões, contemplando, no ciclo anterior, o Córrego do Monjolinho, a captação do Espraiado e os córregos Tijuco Preto, Santa Maria do Leme e Galdino.
BENEFÍCIOS PARA A POPULAÇÃO
Neste novo ciclo do programa em São Carlos, a SP Águas realizará intervenções no Córrego do Gregório, com foco na prevenção de inundações, e também no Ribeirão do Feijão, visando melhorar a qualidade e a disponibilidade hídrica, já que este é o principal manancial de abastecimento da cidade. O início do serviço no Córrego do Gregório está previsto para o dia 2 de fevereiro, podendo ser antecipado.
A estimativa da SP Águas é de que sejam retirados mais de 20 mil metros cúbicos de sedimentos no local, que atualmente dificultam a captação e provocam danos ao sistema de bombeamento. Após a intervenção, haverá melhora na disponibilidade de água e aumento da resiliência do sistema, preparando o Ribeirão do Feijão para enfrentar períodos de estiagem prolongada, com benefício direto à população.
Com a limpeza, os rios ganham maior capacidade de escoamento, o que auxilia no combate a enchentes, além de garantir maior disponibilidade de água de qualidade para o abastecimento público.
IMPACTOS TEMPORÁRIOS NO ABASTECIMENTO
A Captação de Água Superficial do Ribeirão do Feijão é responsável por aproximadamente 30% da água distribuída no município. Durante o período de desassoreamento, poderá ocorrer redução de pressão nas redes de distribuição, especialmente nas seguintes regiões: Região Central, Vila Nery, Vila Prado, Vila Alpes, Cidade Aracy, CEAT e Parque Novo Mundo, além de localidades próximas.
O SAAE já está adotando medidas operacionais e realizando manobras para que os impactos sejam minimizados e pede a colaboração de toda a população, com o uso consciente da água durante o período de execução dos serviços.
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