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SÃO CARLOS/SP - Empreendedoras, mães e batalhadoras, as mulheres são protagonistas no comércio de São Carlos. No mês de março, em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos) homenageia singelamente a importância da mulher no contexto empresarial e conta a história das comerciantes, as diretoras e associadas da entidade: Ivone, Luciane, Gabriela, Silvana, Lídia, Josiene e Esther. Empreendedoras, elas encontraram suas paixões em ambiciosos projetos de vida, e são grandes exemplos a todas as mulheres que desejam alcançar a satisfação profissional.

Ivone Zanchim é a vice-presidente da ACISC, ela conta que ao lado do esposo, no ano de 1977 iniciou a atividade empresarial e, desde então, com muito amor ao empreendedorismo, seriedade e credibilidade fortaleceu os trabalhos. “Tenho o espírito empreendedor enraizado em minhas percepções e ações. A mulher possui posição de destaque nos negócios, pois tem uma visão mais ampla e sensível. Ela transmite segurança e confiabilidade nos seus atos e palavras, e atua com maior profissionalismo e seriedade frente aos desafios do cotidiano”, enalteceu Ivone.

Para as mulheres que desejam seguir na profissão, ela recomenda dedicação para superar todas as dificuldades. “Os desafios são imensos, mas as conquistas também. Com sabedoria e parcimônia superamos os momentos difíceis”, completou.

Com um espírito dinâmico e sempre em busca de novos desafios, a Luciane Mattos Umschaden se interessou pelo varejo. “Fiquei quase um ano consultando e estudando o mundo das franquias.  Em outubro de 2014 fechei contrato com a Avatim que é uma franquia sediada em Ilhéus-BA, na época com 34 lojas espalhadas pelo território nacional. Acho que minhas pesquisas e estudos me levaram para o lugar certo. Hoje a Avatim possui 160 lojas em todo o país e tem crescido exponencialmente mesmo com todos os entraves da pandemia”, explicou Luciane.

Uma dica para as mulheres que querem empreender segundo ela é estudar o ramo que escolheram. “Hoje muitas instituições conseguem dar essas orientações e a internet também ajuda. Às vezes não dá certo como planejado inicialmente, mas mudamos a rota e seguimos.  A população de forma geral precisa de pessoas que acreditem e que possam contribuir com geração de novos negócios e consequentemente emprego e renda”, acrescentou Luciane.

A Gabriela Sant’ana passou numa seleção na Escola Quintal para atuar como professora em 1999. Com o nascimento do seu filho em 2002, pediu demissão para se dedicar à maternidade, e em 2004, a convite de sua sócia Marilandi Degani fundadora da escola em 1982, tornou-se sócia proprietária. “Nós mulheres somos capazes de fazer “mil” coisas ao mesmo tempo, cuidamos da empresa, filhos, casa e compromissos pessoais. Então, se nos unirmos nessa liderança feminina nas empresas, as nossas relações interpessoais e profissionais serão muito mais fortalecidas e ouvidas de uma forma mais sensível e delicada”, relatou.

Como dica profissional, Gabriela diz que as mulheres precisam ter paixão, foco e sonhos.  “Nunca inicie um negócio para fazer dinheiro, mas para ser único e fazer a diferença, o resto é consequência. Tem uma frase que eu gosto muito: escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida”, completou.

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Para a Silvana Tofanelli o potencial feminino está se consolidando cada vez mais, diante das empresas e negócios. “Em um momento da vida onde passava por mudanças, pesquisei várias opções de negócios, e optei pela abertura de uma loja de moda íntima feminina, sendo um universo de opções, por conta do posicionamento e vaidade feminina. Acreditei na oportunidade de causar uma experiência de realizações dentro desse universo. Apesar das dificuldades que passamos no comércio em geral estou firme e forte”, salientou a empresária.

Um conselho da Silvana para as mulheres que querem atuar como empreendedoras é acreditar em seus sonhos e instintos. “Não deixem de estar com os pés no chão, de pesquisar e criar as condições necessárias para execução do projeto. E principalmente ame o que faz”.

No interior, a Lídia Maria Mendes Lima viu a oportunidade de abrir uma franquia no ramo de serviços de lavanderia. Em seguida apareceu a oportunidade de prestar serviços para uma empresa de aviação, instalada na cidade. “Daí pra frente eu segui na administração de duas lavanderias. Hoje as mulheres estão no mesmo nível que os homens, basta ter oportunidade. Para aquelas que desejam seguir no empreendedorismo indico ter resiliência e persistência”, declarou Lídia.

Aos 14 anos de idade, a Josiene Scomparin Dressano sentiu a necessidade de se inserir no mercado de trabalho. Responsável e atenta, ela conquistou experiência e aos 17 anos foi emancipada para poder tocar seu próprio negócio. “A minha família sempre foi um apoio e a minha fé em Deus a minha maior gratidão.  Tudo isso junto me ajuda a acordar todos os dias e seguir confiante. A mulher cada vez mais ganha espaço no mercado de trabalho. Em muitas situações é ela o arrimo de família. Tanto que, atualmente, a força de trabalho feminino cresceu 8%. Embora elas representem força no mercado de trabalho, o salário ainda é injusto”, disse a empreendedora.

Josiene aconselha força, coragem e determinação às mulheres que querem seguir carreira no empreendedorismo. “Os valores fazem toda a diferença em qualquer segmento de trabalho. A minha bandeira é a certeza de que tudo passa, e esse momento atual também vai passar. A minha confiança em Deus é a certeza da minha escolha”, completou.

No que diz respeito aos negócios, Esther Luiza Pelosi Casemiro afirma que a mulher é peça fundamental pela sua intuição, criatividade e inteligência em dominar soluções certeiras. “Comecei muito cedo como estilista de bonecas, tive meu ateliê de costura mais tarde aos 17 anos, onde produzi muitas noivas e madrinhas e me realizei com minhas criações. Hoje divido os trabalhos na ótica, pois descobri o quanto é fascinante esse mundo de saúde visual”, comentou.

Para ela toda mulher tem um potencial dentro de si. “Seja uma empreendedora, sonhe amadureça esse sonho, comece confiante e se torne uma grande mulher de negócios”.

O presidente da ACISC, José Fernando Domingues, o Zelão, por sua vez, ressalta a importância da data e reforça que o reconhecimento deve ser feito no dia a dia. 

“O simbolismo da data serve para reforçar os esforços que as mulheres vêm realizando ao longo das décadas para ter o seu reconhecimento. Em nome das diretoras da associação parabenizo todas as mulheres pelas conquistas e pelas trajetórias de sucesso”, finalizou Zelão.

ADN Construtora e Incorporadora é exemplo de empresa que contrata cada vez mais colaboradoras, inclusive na liderança das obras

 

SÃO CARLOS/SP  – É fato que as mulheres ocupam cada vez mais cargos que antes eram relacionados ao sexo masculino, como é o caso da construção civil. Segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), são mais de 40 mil mulheres inscritas na regional da entidade no Estado de São Paulo. A mão de obra feminina qualificada caminha para renovar esse mercado, e a ADN Construtora e Incorporadora é exemplo de empresa que investe em suas colaboradoras.

Já são mais de 100 mulheres nas mais variadas funções da companhia, sendo que 12 exercem cargos de liderança. Paula Jansen está entre elas. Diretora de desenvolvimento imobiliário na empresa, ela acredita que o fortalecimento da mão de obra feminina começa com a valorização entre as próprias mulheres. “Fui a primeira funcionária da ADN e, durante a minha trajetória profissional, eu era a única mulher na mesa na maioria das reuniões. Assim como era a única mulher no comando em grande parte das visitas às obras. Por isso, agradeço a todas as mulheres que cruzei e que abriram portas ao longo do tempo.”

Paula também ressalta que, hoje, enquanto líder, oferece as ferramentas e as condições para que mais mulheres trilhem o melhor caminho e possam desempenhar de forma plena as suas capacidades profissionais. Inclusive, a diretora conta que já contratou dezenas de engenheiras que foram promovidas, aumentaram a produtividade da empresa e fizeram a ADN crescer. “Essas mulheres passaram a contratar outras colaboradoras, seguindo um ciclo fundamental de empoderamento feminino.”

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Para a analista de contas Gabrielle Melo, que está na empresa há 7 anos, a valorização profissional conta muito para o crescimento no número de colaboradoras dentro da construção civil. “Gosto muito do setor e pretendo continuar minha atuação na área, sempre com foco em progredir”, diz.

A força feminina está, inclusive, nas obras e stands de vendas da ADN Construtora e Incorporadora. São mais de 50 mulheres atuando somente nesse ramo, como Ana Carolina Sgroi, engenheira civil na empresa e responsável por gerenciar as construções em Mococa (SP). “Nunca sofri nenhum tipo de preconceito por ser mulher, minha equipe sempre me respeitou muito”, afirma.

Ana Carolina acredita que o número crescente de mulheres no setor é uma tendência, pois vê muitas estagiárias na construtora. “Quando iniciei a faculdade, tinha medo de ser minoria entre os homens, mas o jogo está virando. Para as meninas que sonham em cursar engenharia civil, só posso dizer que vale a pena.”

Em 2021, a ADN Construtora e Incorporadora completa 10 anos de história. Durante todo esse período, o apoio das funcionárias, que dia após dia somam esforços em uma parceria de muito trabalho e confiança, prova que a construção civil é, sim, lugar de mulher.

EUA - Nesta quarta-feira, 24, o Google abre inscrições para o seu programa de treinamento e capacitação para mulheres que buscam desenvolver suas carreiras ou negócios no meio digital. O Cresça com o Google para Mulheres (“Women Will”) acontece em sua primeira edição on-line no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, com a presença de convidadas como as executivas Rachel Maia e Sofia Esteves. As inscrições são gratuitas.

Serão lançadas duas trilhas de conhecimento: uma voltada às mulheres que querem empreender e evoluir seus próprios negócios e outra para mulheres que buscam desenvolver suas carreiras. Nesta primeira trilha serão compartilhadas técnicas de gestão, liderança feminina, técnicas de vendas, finanças e, ainda, formas de construir sua marca pessoal. Já a segunda vai abordar temas como autoconhecimento, técnicas de entrevistas, apresentação pessoal e dicas para acelerar seu crescimento e alcançar objetivos profissionais.

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A programação inclui a participação de Susana Ayarza (Diretora de Marketing do Google Brasil), Rachel Maia (CEO e Fundadora da RM Consulting), Paula Bellizia (VP de Marketing do Google Brasil), Sofia Esteves (fundadora  do Grupo Cia de Talentos), além de palestrantes especialistas da Rede Mulher Empreendedora.

Para saber mais, confira a agenda completa abaixo:

Cresça com o Google para Mulheres que querem Empreender

 

  • Liderança para empreendedoras
  • Networking: Construindo redes de relacionamento
  • Desenvolva uma marca forte para o seu negócio
  • Aprenda a vender o seu peixe
  • Organização financeira como um hábito de vida
  • Trajetória empreendedora de Rachel Maia

Cresça com o Google para Mulheres que querem desenvolver suas carreiras

 

  • Autoconhecimento para escolhas profissionais
  • Comunicação eficaz para conversas profissionais
  • Melhorando a sua apresentação pessoal
  • Usando a sua experiência como diferencial no mercado de trabalho
  • Como se preparar  para entrevistas de emprego
  • Mudança de Carreira e a história Inspiracional de Sofia Esteves

“A pandemia afetou negativamente a todos, mas especialmente as mulheres. São muitas as que têm que fazer dupla jornada em casa, trabalhando e cuidando da família”, diz Susana Ayarza, diretora de Marketing do Google Brasil. “Com o Cresça, queremos mostrar histórias inspiradoras e garantir que todas as mulheres terão acesso ao conhecimento e às ferramentas necessárias para inovar em seus negócios e desenvolver suas carreiras por meio do digital”.

As inscrições podem ser feitas a partir desta quarta-feira, 24, na nova plataforma de treinamentos on-line do Cresça com o Google em g.co/TreinamentosCresca.

O conteúdo do treinamento estará disponível a partir do dia 8, às 9h.

 

 

*Por: ISTOÉ DINHEIRO

Pesquisa vai verificar qualidade de vida, do sono, fadiga e saúde mental em mulheres sadias e com doenças reumatológicas

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de mestrado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem por objetivo levantar dados sobre como as mulheres estão enfrentando o período de distanciamento social causado pela pandemia da Covid-19, com avaliação da qualidade de vida e do sono, fadiga e saúde mental, comparando mulheres sadias com aquelas que têm doenças reumatológicas. O estudo é realizado pelo mestrando Gabriel Bernardi, sob orientação de Paula Regina Mendes da Silva Serrão, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar.
De acordo com o pesquisador, o distanciamento social é uma medida de segurança necessária nesse momento da pandemia do novo Coronavírus, mas a queda no convívio social, a diminuição das atividades de lazer e a interrupção de atendimentos em algumas unidades de saúde são fatores que podem gerar queda na qualidade de vida da população em geral. Além disso, o próprio ineditismo da atual pandemia causa, segundo Bernardi, aumento da ansiedade e até um estado depressivo nas pessoas. "Mulheres com doenças reumatológicas - fibromialgia, artrose, artrite, osteoporose, lombalgia, lúpus etc - têm um perfil psicossocial que as tornam ainda mais suscetíveis a terem alterações na qualidade de vida, diante do cenário atual", acrescenta o mestrando.
A principal hipótese do estudo é que existam mudanças provocadas pelo distanciamento social na qualidade de vida, do sono, fadiga e saúde mental tanto de mulheres saudáveis quanto das acometidas por doenças reumatológicas. Considerando isso, a partir da pesquisa será "possível gerar protocolos de saúde para intervir nesses aspectos. Intervenções que busquem amenizar esses efeitos negativos e, após a pandemia, preparar o sistema de saúde a dar enfoque para questões além das físicas", afirma Bernardi quanto à aplicação dos resultados do levantamento.
Para realizar a pesquisa estão sendo convidadas voluntárias, a partir de 18 anos, que tenham, ou não, doenças reumatológicas, de qualquer região do País. As participantes precisam responder a este questionário online (https://bit.ly/34Ppqcq), que leva cerca de 15 minutos, e ficará disponível até março de 2021. Mais informações sobre a pesquisa podem ser solicitadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (18) 99797-9515. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 36469420.1.0000.5504).

 

BRASÍLIA/DF - O medo do desemprego entre as mulheres é bem superior ao dos homens, mostra indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quarta-feira (14). O Índice de Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida é uma publicação trimestral da CNI e nesta edição entrevistou 2 mil pessoas em 127 municípios do país, entre os dias 17 e 20 de setembro.

O indicador de medo do desemprego no público feminino ficou em 62,4 contra 46,8 no público masculino, uma diferença de 15,6 pontos. O medo do desemprego também é maior entre os jovens, especialmente aqueles na faixa dos 16 aos 24 anos (57,9), e o da faixa seguinte, entre 25 e 34 anos (57,3). Esse indicador também é maior entre a população que reside no Nordeste (61,2) e os que recebem até um salário mínimo (65).

Apesar dos graves impactos econômicos da pandemia de covid-19, o medo do desemprego na população em geral ficou em 55 pontos, uma queda de 1,1 ponto na comparação com dezembro de 2019.

"A partir do fim do primeiro trimestre de 2020, as medidas de proteção adotadas no período contribuíram para conter o desemprego e aumentar a segurança no emprego. Possivelmente, a transferência de renda às famílias também contribuiu para esse resultado. Por fim, a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas nos últimos meses tem impactado positivamente a formação de expectativas dos agentes, que, em um primeiro momento, esperavam por uma recuperação econômica mais lenta", avalia a CNI.

 

Satisfação com a vida

Já o índice de satisfação com a vida cresceu ligeiramente entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, passando de 68,3 para 68,5 pontos. A satisfação com a vida aumenta à medida que a renda também aumenta. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, esse valor é 72,8 pontos, enquanto quem tem renda de até um salário mínimo registrou pontuação de 65,7.

O indicador também é melhor entre os homens (70 pontos) na comparação com as mulheres (97,1).

 

 

*Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

BRASÍLIA/DF - Levantamento realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela ONU Mulheres sobre direitos políticos das mulheres coloca o Brasil em 9º lugar entre 11 países da América Latina. Os dados fazem parte do projeto Atenea, analisa 40 indicadores categorizados em oito dimensões relacionadas ao tema e, a partir desses dados, calcula o Índice de Paridade Política (IPP).

Segundo o documento, o país está entre os piores indicadores da América Latina no que diz respeito aos direitos políticos das mulheres e à paridade política entre homens e mulheres. Pela análise dos indicadores, o Brasil atingiu 39,5, acima apenas de Chile e Panamá. Os países que alcançaram os maiores índices foram: México (66,2), Bolívia (64) e Peru (60,1).

Ao todo, participaram do levantamento os seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru e Uruguai.

 

Brasil

Segundo o documento, uma das particularidades do caso brasileiro, “que apresentou desafios específicos, é o seu sistema partidário, bastante fragmentado e com grande número de partidos”. Em 2018, 30 partidos foram eleitos. Esse foi o maior número de siglas representadas na Câmara dos Deputados desde a redemocratização do país.

“Além de serem muitos, os partidos têm alta autonomia para sua organização, majoritariamente concentrada nas lideranças partidárias, o que gera um universo muito amplo”, aponta o levantamento.

“Outra particularidade é que o Brasil passou recentemente por mudanças institucionais nos organismos de políticas para mulheres e nas respectivas agendas. Por exemplo, a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres do Governo Federal, criada em 2003 como órgão vinculado à Presidência da República, passou por uma série de transformações, até que chegasse ao desenho atual, de constituir uma das secretarias do atual Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (2019)."

O diagnóstico ressaltou ainda que, embora o Brasil seja uma unidade, para efeitos de comparação regional no âmbito do Atenea, sua organização federativa permite variações nas realidades locais.

“Ainda assim, verifica-se, no país, uma notável concentração de autoridade no governo federal, sendo a União o principal financiador das políticas públicas, além de ser a instância que define a regulamentação e coordena as ações estatais, principalmente na articulação entre os distintos níveis de governo”, argumentou o estudo.

O levantamento destaca ainda que a Constituição Federal de 1988 incluiu o princípio da igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, “mas ele não se traduz em garantias constitucionais específicas para a paridade política”.

“Do mesmo modo, a adesão, e até mesmo a ratificação, em alguns casos, de instrumentos internacionais, ainda não gerou, no Brasil, dispositivos legais específicos para garantir a igualdade entre mulheres e homens, uma vida livre da violência baseada no gênero, ou a prevenção e punição do assédio e da violência política”, afirma a publicação.

Por outro lado, a maior pontuação do país é alcançada no indicador da participação das mulheres nas eleições.

“Considerado o universo dos eleitores registrados e que estão identificados por sexo, as mulheres correspondem a 52,5% das pessoas registradas como eleitoras no país. Entre as pessoas que efetivamente votaram nas eleições de 2018, as mulheres responderam por 52,9%. No caso dos homens, a taxa de registro eleitoral é de 47,5%, mas o comparecimento foi de 47,1%. Há, portanto, uma diferença de 5,8 pontos percentuais entre as taxas de comparecimento de mulheres e homens”, ressalta o levantamento.

 

Diagnóstico

Para a ONU Mulheres, o diagnóstico elaborado pelo estudo aprofunda a discussão dos desafios à participação política das mulheres no país.

“O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer em direção à paridade de gênero e, para isso, é fundamental que ocorram mudanças institucionais, sejam estabelecidos compromissos sólidos e atuação coordenada entre distintas entidades, para que seja possível produzir e incrementar avanços em cada uma das oito dimensões abordadas”, afirma a representante da ONU Mulheres no Brasil, Anastasia Divinskaya.

O Atenea é um mecanismo criado para acelerar a participação política das mulheres em países da América Latina e do Caribe, criado em 2014 com o objetivo de gerar mudanças mais sustentáveis para alcançar a paridade de gênero na esfera política.

O projeto reúne informações sistemáticas, periódicas, comparáveis e sensíveis a gênero sobre a presença de mulheres nas diferentes áreas de participação política, e apresenta recomendações para mudanças que possam contribuir para uma superação das desigualdades.

 

Recomendações

A partir das evidências resultantes da aplicação do Índice de Paridade Política, e das informações e análises complementares apresentadas no diagnóstico, foram apresentadas recomendações para que se torne possível produzir, incrementar e aperfeiçoar avanços em cada uma das dimensões abordadas.

- Impulsionar ações que promovam o acesso das mulheres negras e indígenas ao poder político a partir de uma perspectiva interseccional, enfrentando o sério déficit existente em termos de raça/cor/etnia e as barreiras/fatores impostas pelo racismo estrutural.

- Promover e intensificar o controle público sobre os partidos políticos, com ações de fiscalização e punição diante do descumprimento da legislação de cotas.

- Além da dimensão eleitoral, é preciso implementar transformações que garantam às representantes a efetividade no exercício do poder político no mandato, combatendo a divisão sexual do trabalho político.

- Promover ações de enfrentamento à violência política contra as mulheres nas suas diversas formas e meios de manifestação.

- Impulsionar o fortalecimento de lideranças políticas por meio de alianças entre diferentes redes e atores comprometidos com a igualdade de gênero (movimentos feministas e de mulheres, legisladores, jornalistas, academia, organismos internacionais, etc).

 

 

*Por Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

São Carlos faz parte do programa pela Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda

 

SÃO CARLOS/SP - O Governo de São Paulo anunciou, no último dia 31 de agosto, a abertura de 20 mil vagas exclusivas para mulheres em cursos online gratuitos na área de Tecnologia da Informação (TI). As capacitações fazem parte do SP TECH, novo programa de qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho do Estado em parceria com os municípios.

Com quatro opções de cursos online, as mulheres terão a oportunidade de profissionalização na área de Tecnologia da Informação com rapidez; participantes também terão acesso facilitado a programa de crédito. Todas as aulas serão realizadas no formato online, no modelo de Ensino à Distância (EAD), sem que as participantes precisem sair de casa.

De acordo com o secretário municipal de Trabalho, Emprego e Renda de São Carlos, Walcinyr Bragatto, podem participar mulheres a partir dos 16 anos, alfabetizadas e domiciliadas no estado de São Paulo. “Caso o número de inscrições seja superior ao número de vagas, serão priorizadas as mulheres desempregadas, com baixa renda ou com deficiência”, ressalta Bragatto.

As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas até o dia 4 de setembro pelo site www.cursosviarapida.sp.gov.br. As aulas começarão no próximo dia 14 de setembro e poderão ser feitas remotamente, da própria casa da mulher que se inscrever.

A convocação das candidatas ocorrerá por e-mail. Para receber o certificado, a estudante deve completar a carga horária total do curso e atingir 7,5 de média nas avaliações. 

São quatro opções de cursos introdutórios, oferecidos na plataforma da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Com duração de 80 horas, que podem ser concluídos em três meses, os cursos são: Lógica de Programação, Banco de Dados, Desenvolvedor Web e Desenvolvedor Mobile. 

Todos os cursos oferecem um módulo de empreendedorismo em parceria com o SEBRAE, possibilitando acesso a crédito em condições especiais no Banco do Povo. 

Após conclusão dos módulos introdutórios, haverá opções de cursos mais avançados, com matérias conduzidas pela própria estudante. São eles: Ciência de Dados, Desenvolvimento Web/Front-End, Desenvolvimento Web/Back-End e Desenvolvimento Web/Full-Stack. Esses cursos serão oferecidos voluntariamente pelas empresas Alura e Digital Innovation One.

Parceria com o SENAC - Além das 20 mil vagas do SP Tech, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico também firmou parceria com o SENAC para oferecimento de 500 vagas em cursos avançados, preferencialmente para mulheres. Os cursos são em diversas áreas de TI, com duração de 40 e 200 horas. As aulas virtuais serão ao vivo, com material didático e vinculados a uma unidade fixa do SENAC. A preferência é para mulheres que tenham feito os cursos virtuais introdutórios do SP Tech.

Os cursos serão oferecidos em 16 municípios: São Paulo (5 unidades), São Carlos, Araraquara, Bebedouro, Guarulhos, Rio Claro, Itu, Sorocaba, Presidente Prudente, São Vicente, Jundiaí, Osasco, Santos, São José dos Campos, São João da Boa Vista e Sorocaba.

Para esses cursos as inscrições também devem ser feitas até o dia 4 de setembro também pelo site www.cursosviarapida.sp.gov.br.

As mulheres estão, cada vez mais, presentes no setor de tecnologia, sobretudo nos mercados que envolvem jogos. Desde a idealização e produção até o monitoramento de público. Do último censo do Ministério da Cultura, divulgado em 2014, para o atual, deste ano, a participação delas na indústria dos games passou de 15% para 20,7%, um crescimento de 38%. Representando apenas um quinto do total. Para virar o jogo, contra o público masculino que ainda é maioria na indústria, elas estão investindo o tempo no aprimoramento profissional com cursos.

SÃO CARLOS/SP - Segundo um estudo realizado pela empresa Homo Ludens e apresentado pelo Ministério da Cultura, o número de mulheres na indústria de games brasileira triplicou nos últimos 6 anos. A pesquisa também mostra que há pouca diversidade de gênero e etnia entre os estúdios. Dos 2.731 trabalhadores da indústria, menos de 10% são negros (234), 0,8% são indígenas (24), e 0,4% são pessoas trans (12%). Dos 375 estúdios nacionais levantados pelo estúdio, apenas oito tem mulheres negras como sócias.

De olho nesse cenário, a Full Sail University aposta na formação do público feminino voltada para o mercado de games e entretenimento. Para isso, tem como referência no Brasil, desde 2016, a Community Outreach Director, Carol Olival.

A especialista em gerar resultados e promover mudanças na vida das pessoas tem realizado, desde o início da pandemia de Covid-19, lives com grandes talentos do setor de games, com o intuito de inspirar novos profissionais e dar um gás naqueles que já atuam no mercado de tecnologia e entretenimento.

Para Carol, com ou sem isolamento, a indústria de tecnologia criativa seguirá se reinventando. "O setor sempre vai criar conteúdos inovadores para entrar em contato com os gamers por diferentes canais, aumentando, cada vez mais, a demanda e, consequentemente, as vagas e oportunidades de negócios", conclui.

A instituição oferece uma vasta programação de serviços gratuitos como tour ao vivo pelo campus da universidade, que acontece todas às segundas-feiras, às 19 horas, além de lives diárias sobre jogos digitais, plataformas de redes sociais, mercado de publicidade e propaganda e storytelling.

Mas é no webinar com a Carol Olival que é possível entender as plataformas digitais, e também aprender como usá-las na criação de um post com a utilização da ferramenta Spark, da Adobe.

Outro atrativo é o Brazilians in Tech, painel que está sendo desenvolvido uma vez por mês com brasileiros que fizeram trajetória inspiradora no setor de tecnologia. O evento tem como mediador do encontro Luís E. García, VP of Emerging Technologies.

 

Para desenvolver jogos é preciso estudar:

 A oportunidade dentro da crise originou a busca por cursos da área. Para ajudar quem está tendo que se reinventar neste momento de crise e turbinar os alunos que estão confinados em casa, a Full Sail University, localizada na Flórida (EUA), criou um cardápio de webinars gratuitos, em português e inglês, para todos interessados por conteúdo dentro do mercado de games, animação, música, design, artes e 3D.

Os encontros terão entre 60 e 90 minutos de duração e serão realizados na plataforma zoom. Os temas trabalhados incluem mercado de jogos digitais, plataformas de redes sociais, mercado de publicidade e propaganda, storytelling, entre outros.

A universidade registrou, também, aumento de participação dos brasileiros nos painéis e cursos on-line gratuitos. Eles saltaram de 240 em agosto do ano passado para 3.118 em agosto de 2020, sendo que a presença feminina nessas atividades cresceu 25%. Muitas delas já trabalham com freelancer e estão utilizando o conteúdo gratuito.

Mediante a demanda, a universidade liberou pela primeira vez para o Brasil o curso vocacional gratuito de game designer que já contabiliza 100 inscritos.

A universidade mantém, também, um canal no Telegram, onde posta diariamente todas as atividades que acontecerão no próprio dia. Para fazer parte desse grupo basta acessar o link https://t.me/fullsailbrazilcommunity

 

Serviço:

 Confira cursos, eventos e palestras disponibilizados online.

http://www.experienciafullsail.com.br/

Para mais informações sobre os programas, cursos, estúdios da Full Sail University e também bolsas de estudo e desenvolvimento de carreiras, visite o site http://www.fullsail.edu.

 

Sobre a Full Sail: Localizada na Flórida (EUA), a Full Sail University é reconhecida como uma das mais importantes universidades na indústria do entretenimento. A instituição oferece mais de 90 cursos, voltados para as áreas de entretenimento, media, artes e tecnologia.  Todos eles de associados, bacharelados e mestrados, além dos Labs, curso de verão intensivo com duração de uma semana. Hoje conta com mais de 16 mil estudantes de 73 países diferentes. A universidade já formou profissionais cujos projetos foram reconhecidos nas principais premiações do segmento, como Grammy’s e Oscars.

Objetivo é capacitar os participantes para o atendimento de mulheres em situação de violação de direitos

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas, até o dia 12 de agosto, as inscrições para o Curso de Capacitação para Atendimento Psicossocial de Mulheres (Cassia), que é gratuito e visa capacitar os participantes para o atendimento de mulheres em situação de violação de direitos. A iniciativa é parte de um projeto de pesquisa e intervenção desenvolvido por Maiana Pereira dos Santos, aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob orientação de Sabrina Mazo D’Affonseca, docente do Departamento de Psicologia (DPsi) e pesquisadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (LAPREV) da Instituição.
O curso surgiu a partir de uma demanda social, que mostra que a violência incidida sobre mulheres independe de classes sociais, origens, escolaridade ou raça e se apresenta de diversas formas: física, moral, psicológica, patrimonial e sexual. Além disso, esse fenômeno evidencia desigualdades - muitas vezes naturalizadas - entre gêneros. O estudo do tema ganha destaque a partir de lutas de movimentos feministas e promoveu mudanças nos paradigmas jurídicos e de políticas públicas. Dentre os mecanismos de enfrentamento e prevenção a esse tipo de violência está a capacitação de profissionais das redes de atenção especializada e não especializada à mulher, o que se configura como o objetivo do curso.
Podem participar profissionais que atuam nas redes socioassistenciais do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), da cidade de São Carlos. O curso tem início previsto para o dia 26 de agosto, com a realização de seis encontros virtuais a cada 15 dias. As atividades incluem discussões online síncronas, exercícios de estudo e produção de trabalho final, contabilizando 30 horas de dedicação. Ao final, os participantes receberão certificado emitido pela Pró-Reitoria de Extensão (ProEx) da UFSCar.
Profissionais interessados devem preencher este formulário online (https://bit.ly/31cXkVq), até 12 de agosto. Após esse período, a pesquisadora entrará em contato com os inscritos para mais informações. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Entenda o que acontece com a reserva ovariana com o passar do tempo

SÃO PAULO/SP - Todas as mulheres já nascem com uma quantidade de óvulos para toda sua vida fértil e, com o passar dos anos, este número vai diminuindo gradualmente com o envelhecimento ovariano.

Esse processo é definido como a perda da saúde reprodutiva dos ovários e óvulos, e está associado a um declínio no número de folículos, que são liberados durante o ciclo menstrual onde dentro de um deles o óvulo amadurece. “Toda mulher nasce com um número determinado de folículos, em torno de 1 a 2 milhões, que vai diminuindo ao longo da vida. Para se ter uma ideia, essa diminuição é tão considerável que a mulher entra na adolescência com uma média de apenas 500 mil folículos na reserva ovariana”, afirma Fernando Prado, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana da Clínica Neo Vita.

Por isso é comum algumas mulheres, ao tentar engravidar, serem diagnosticadas com baixa reserva ovariana. Os hormônios tornam-se insuficientes, falta ovulação, diminui a fertilidade, as menstruações se tornam irregulares, depois escassas e vão cessando até desaparecem completamente de forma irreversível marcando o início da menopausa, geralmente por volta dos 51 anos. “A reserva ovariana é o principal marcador da fertilidade da mulher. Seu processo de envelhecimento é muito natural, por isso sempre reforçamos que a gravidez deve acontecer até os 35 anos, porque, após essa idade, os números de óvulos caem dificultando o processo de uma gestação natural e, após os 40 anos, aumentam os riscos de síndrome genética”, complementa.

Mesmo o envelhecimento ovariano tendo causas naturais e genéticas existem outros fatores que podem influenciar negativamente neste processo como o estresse, distúrbios psicológicos, cansaço e tensões, uso de drogas, bebidas, cigarro, hábitos alimentares inadequados e noites mal dormidas. “Não existe nenhum tratamento para reposição dos óvulos perdidos, por isso o ideal é congelar ainda na fase que os folículos estão bem ativos. Com esse procedimento as chances de engravidar são as mesmas da idade que a mulher tinha quando fez a coleta dos óvulos, já que ele ajuda a restaurar o potencial fértil feminino no futuro, se tornando uma opção para mulheres que queiram realizar o desejo de ser mãe, mesmo que tardiamente”, finaliza Prado.

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