SÃO CARLOS/SP - Será realizado na Câmara Municipal de São Carlos nesta segunda-feira (29), o ato de lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Mulheres, iniciativa da vereadora Raquel Auxiliadora (PT), com objetivo incentivar, desenvolver e apoiar as discussões e ações relacionadas aos direitos das mulheres.
O evento tem confirmadas as participações de vereadoras, vereadores, representantes de serviços públicos, organizações, movimentos sociais e da deputada estadual Marcia Lia (PT).
A vereadora afirma que a Frente buscará criar mecanismos para que os serviços públicos, as diferentes esferas governamentais, e principalmente a sociedade civil e todas as mulheres, possam ter vez e voz na Câmara Municipal. “Essa é uma pauta urgente e vamos trabalhar para garantir a participação da população no debate e na proposição de ações na defesa dos direitos das mulheres”, explica Raquel.
A Frente Parlamentar terá como atribuições divulgar normas de proteção e defesa das mulheres, estimulando e fiscalizando seu cumprimento; formular diretrizes e incentivar promoção de políticas que visem eliminar a discriminação contra as mulheres; promover debates e audiências; receber e examinar denúncias relativas à discriminação das mulheres e encaminhá-las aos órgãos competentes; elaborar projetos de lei; desenvolver programas e projetos, incentivando a participação social e política das mulheres.
O ato de lançamento será transmitido a partir das 19h, pela Rede Alesp (Canal 8 da NET), pela Rádio São Carlos (AM 1450) e pelo site, Youtube e Facebook oficiais da Câmara Municipal.
BRASÍLIA/DF - O mês de fevereiro foi de mulheres mais resilientes do que homens diante da crise no controle de suas pequenas e microempresas. Um levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostrou que as empresárias demitiram menos e contrataram mais nesse mês. Além disso, recorreram menos a empréstimos no setor financeiro.
No mês passado, 9% das empresárias entrevistadas desligaram funcionários; entre os homens, esse número subiu para 12%. Quando o assunto é contratação, 16% das empreendedoras fizeram contratações, contra 13% de empreendedores.
Questionados sobre empréstimos tomados em fevereiro, 52% dos empreendedores afirmaram a tentativa de obter empréstimo. Entre as mulheres, esse percentual foi um pouco menor, 46%. O Sebrae ouviu 6.228 empresários e empresárias de todo o país entre 25 de fevereiro de 1º de março.
A maioria das mulheres consultadas acredita que o governo deveria estender linhas de crédito (38%), além do auxílio emergencial (31%). Já 11% delas sugeriram o adiamento dos impostos. Entre os homens, 52% entendem que a extensão de linhas de crédito deveria ser a medida tomada pelo governo neste momento do país.
O levantamento também mostra que as mulheres usam mais a internet na condução dos seus negócios. Setenta e quatro por cento das empresárias vendem seus produtos ou serviços de forma digital. Entre os homens, esse percentual cai dez pontos.
“Percebemos que os pequenos negócios mantidos por mulheres seguem a tendência de vendas online e marketing por meio de mídias sociais. Esse movimento já vinha sendo notado, mas foi acelerado com a pandemia”, disse o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
*Por Agência Brasil
Evento é realizado pelo Timeq e objetiva a troca de experiências
SÃO CARLOS/SP - O grupo de estudos Time de Investigação sobre Metodologias do Ensino de Química (Timeq), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desenvolve estudos e debates com base em publicações recentes da área de ensino de ciências, promovendo trocas de experiências entre pós-graduandos, professores e estudantes.
Em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, o grupo realizará na próxima sexta-feira, 12 de maio, às 16 horas, um debate online cujo tema é Mulheres na Ciência.
Para participar, é necessário preencher o formulário eletrônico (disponível em https://forms.gle/
Será discutido neste encontro o artigo "Mulheres na ciência: um estudo da presença feminina no contexto internacional" (que pode ser conferido no link https://bit.ly/2Oxp8RR), de autoria de Josefa Martins da Conceição, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e Maria do Rocio Fontoura Teixeira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e publicado na Revista de Educação, Ciência e Tecnologia. O Timeq é uma atividade de extensão da UFSCar coordenada pela professora Tathiane Milaré, do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação (DCNME-Ar), do Campus Araras.
Podem participar do grupo estudantes do ensino médio, de graduação ou pós-graduação e professores da educação básica e do ensino superior interessados no ensino de Ciências da Natureza.
Mais informações podem ser obtidas pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo Facebook (facebook.com/timequfscar) ou pelo Instagram (instagram.com/timeq_ufscar).
Lorrana Gomes, advogada especialista em direito na web, fala sobre as leis de proteção à mulher na internet e o que precisa avançar para tornar o ambiente digital mais seguro para elas
SÃO PAULO/SP - As mulheres vêm conquistando novos espaços a cada dia, e no ambiente virtual não é diferente. A presença feminina cresce e acompanha a evolução digital, mas apesar desse avanço, a ocupação nas redes sociais e demais ambientes da web acende um alerta: o quão seguras elas estão virtualmente?
“Assim como na vida real, as mulheres também se sentem desprotegidas no ambiente cibernético. É um local de muita troca de informação, que acaba propiciando ataques de pessoas mal intencionadas”, afirma a advogada especialista em direito cibernético, Lorrana Gomes, do escritório L Gomes Advogados.
Para a especialista, o ambiente digital ainda carece de regulamentação mais protetiva ao público feminino. Ela lembra que, embora haja a Lei Carolina Dieckmann (Lei 12.737, de 2012) - que tem o intuito de definir crimes cibernéticos no Brasil - o número de vítimas de cibercrimes, sobretudo de mulheres que têm as contas e dados invadidos e divulgados sem permissão, não para de crescer.
Um estudo da empresa de segurança da informação Kaspersky revela que o Brasil foi o mais atingido por tentativas de cibercrimes em 2020. Apenas entre fevereiro e março do ano passado, o número de ataques cresceu 120% no país.
SÃO CARLOS/SP - Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Cidadania e Assistência Social, comemora 20 anos de atendimento realizado junto a Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência e da importância enquanto serviço que compõe a rede de atendimento e proteção às mulheres em nosso município.
Criada por meio da Lei Municipal de Nº 12.682/2000 e inaugurada posteriormente em 08/03/2001, nos últimos vinte anos já foram feitos 394 acolhimentos de mulheres e acolhimentos de crianças e adolescentes, em situação de violência ou ameaça de risco de vida.
Por se tratar de serviço de caráter sigiloso em função da gravidade dos casos atendidos, tem como objetivo principal o acolhimento à mulher e seus filhos menores em situação de risco iminente, pelo período necessário a proteção e integridade física, mediante avaliação técnica.
De acordo com a secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Glaziela Solfa Marques, mesmo durante a pandemia o atendimento não parou. “Em virtude da Pandemia da COVID-19 em nosso município, os profissionais técnicos têm se revezado para garantia e manutenção do atendimento necessário e acolhimento contínuo a partir de todas as denúncias que nos chegam através dos diferentes pontos de atendimento de nossa rede socioassistencial”, acrescentou a secretária.
Por se tratar de um serviço sigiloso, os atendimentos as mulheres vítimas de violência em São Carlos se dão por intermédio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), localizado na rua Treze de maio, nº 1.732, no centro. O telefone para contato é o (16) 3307-7799.
SÃO CARLOS/SP - Em toda a história de 156 anos da Câmara Municipal de São Carlos, instalada em 1865, 11 mulheres exerceram o cargo de vereadoras. Todas elas eleitas pelo voto popular, a partir da redemocratização do país em 1947, quando foram realizadas em todo o país eleições municipais para o Legislativo e o Executivo.
A professora Elydia Benetti (1906-1965) foi a primeira vereadora a ocupar assento na Câmara, na legislatura de 1948 a 1951. Somente 26 anos mais tarde o Legislativo são-carlense voltou a ter representação feminina, em 1977, com a posse da professora Mirjam Schiel.
Com relação à Presidência da Casa, até hoje somente uma mulher exerceu o cargo em toda a história, a professora Diana Cury, no biênio 2005-2006. Laíde das Graças Simões, eleita para cinco legislaturas, é a vereadora com maior número de mandatos.
A legislatura em que o maior número de vereadoras esteve presente foi entre 2001-2004, quando cinco mulheres ocupavam as cadeiras do Legislativo Municipal: Diana Cury, Géria Maria Montanari Franco, Julieta Lui, Laíde das Graças Simões e Silvana Donatti.
Atualmente, três vereadoras exercem o cargo na Câmara, eleitas para o mandato de 2021 a 2024: Cidinha do Oncológico, Professora Neusa e Raquel Auxiliadora. Em um total de 21 cadeiras, as três mulheres representam aproximadamente 14%.
Veja quem foram e o período em que exerceram o cargo as vereadoras de São Carlos:
1. Elydia Benetti
Nascimento 19/8/1906
Falecimento: 21/1/1965
Profissão: professora
Mandato: 1º. de janeiro de 1948 a 31 de dezembro de 1951
2. Mirjam Schiel
Nascimento 31/10/1942
Profissão: professora
Mandato:
1º. de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983
3. Julieta Lui
Nascimento: 13/06/1952
Profissão: professora
Mandatos:
1º. de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992
1º. de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996
1º. de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000
1º. de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
4. Maria Regina Silva Bortolotti
Nascimento: 23/11/1945
Profissão: professora universitária
Mandato:
1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996
5. Diana Cury
Nascimento: 06/09/1943
Profissão: professora
Mandatos:
1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
(Presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de 1º/1/2005 a 31/12/2006)
6. Géria Maria Montanari Franco
Nascimento: 23/04/1948
Profissão: funcionária pública
Mandatos:
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
7. Laíde das Graças Simões
Nascimento: 15/05/1952
Profissão: funcionária pública
Mandatos:
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012
1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016
1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020
8. Silvana Donatti
Nascimento: 26/04/1959
Profissão: secretária
Mandato:
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
9. Maria Aparecida Rodrigues dos Santos (Cidinha do Oncológico)
Nascimento: 10/05/1952
Profissão: funcionária pública
Mandatos:
1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016
1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020
1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024 (em andamento)
10. Neusa Valentina Golineli
Nascimento: 22/04/1961
Profissão: professora
Mandato:
1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024 (em andamento)
11. Raquel Auxiliadora dos Santos
Nascimento: 19/07/1983
Profissão: professora
Mandato:
1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024 (em andamento)
SÃO PAULO/SP - Anualmente, no dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher, data essa que simboliza uma luta histórica das mulheres por direitos iguais e melhores condições de trabalho e, atualmente, também pelo fim do machismo, da violência contra mulher, do assédio e do feminicídio.
Com o passar dos anos, vimos que a figura da mulher tem ganhado cada vez mais força e destaque na sociedade, o que reforça a importância do mês de março para celebrarmos essas conquistas. Entretanto, mesmo com grandes avanços, o machismo ainda é presente nos nossos dias, principalmente, em profissões dominadas pelo sexo masculino, o que acontece também no mundo do empreendedorismo.
Determinadas áreas ainda possuem certa resistência sobre mulheres ocupando grandes cargos, ou que gerenciam sua própria carreira, como é o caso das mulheres empreendedoras. Empreender não é tarefa fácil, ainda mais quando se é mulher, um verdadeiro paradoxo, pois uma vez que somos consideradas multifunções e polivalentes, ao invés de as empresas olharem isso como uma qualidade para o mercado de trabalho, geralmente, olham com desconfiança, acreditando que as mulheres não darão conta de tantas funções, e, por isso, somos desacreditadas.
E se geralmente já conseguimos fazer do limão uma limonada, a pandemia só aflorou essa virtude. Diversas empresas faliram em consequência do isolamento social, o que fez com que muitas famílias perdessem total ou parcialmente suas rendas. Além disso, muitas famílias tiveram que buscar rendas extras para superar essa fase e driblar a crise, então, seja por necessidade ou vocação, as mulheres resolveram empreender, e acreditem, segundo dados da Rede de Mulheres Empreendedoras, o número de brasileiras à frente do próprio negócio cresceu 40% em 2020.
E nós, como sociedade, devemos reconhecer e fortalecer cada vez mais a importância do sexo feminino nos mais diversos espaços e que nós somos igualmente capazes e inteligentes como os homens. E isso é perceptível. A pandemia fez com que parte da população começasse a trabalhar em home office, o que trouxe ainda mais tarefas para todas. Em grande parte, muitas são mães, cuidam da casa, dos filhos, e no caso das empreendedoras, gerenciar seu próprio negócio é uma grande responsabilidade e lidar com tudo nem sempre é tarefa fácil.
As mulheres também devem reconhecer e valorizar essa força e importância em si mesma, algo complicado por vivermos em uma sociedade onde o questionamento sobre nossa capacidade é constante. Autoestima e autoconhecimento são fundamentais para nos dar confiança, todos os dias, mesmo diante das diversidades.
Por isso, além do mês de março, é preciso que tenhamos esse olhar cuidadoso e celebrar nossas pequenas e grandes conquistas diariamente, pois de degrau em degrau vamos ganhando nosso espaço e conquistando um mundo igualitário para todos.
Que no mês da mulher tenhamos mais consciência, empatia e sororidade a todas que estão se desdobrando para cuidar de tudo em meio a essa pandemia.
*Dora Ramos é consultora contábil com mais de 30 anos de experiência. Empreendedora desde os 21 anos, é CEO da Fharos Contabilidade e Gestão Empresarial.
SÃO PAULO/SP - Pesquisador e neurocientista Fabiano de Abreu explica como os padrões de conexões entre os neurônios são diferentes entre os dois gêneros e revela quem é mais inteligente
As diferenças físicas entre homens e mulheres vão além do que se pode ver. Sistemas reprodutores diferentes, disposição de órgãos, hormônios e até desenvolvimento de glândulas são algumas delas, porém, nada é mais complexo e singular do que as diferenças que existem entre os cérebros femininos e masculinos.
O pesquisador Fabiano de Abreu, doutor em neurociências e neuropsicólogo listou algumas dessas diferenças cerebrais que, segundo ele, são capazes de explicar as mudanças nos comportamentos dos homens e das mulheres.
“Os homens têm cerca de 30% mais conexões entre os neurônios do que as mulheres. Enquanto o cérebro dos homens é cerca de 12% maior, o fluxo sanguíneo e a proporção de substância cinzenta das mulheres são mais avantajados que os deles”, afirma.
“As mulheres têm maior densidade de neurônios nas regiões relacionadas à linguagem, já os homens na região da lógica e espacial. Quando a mulher fala, os dois lados dos lobos frontais são ativados, enquanto no homem, apenas o lado esquerdo”, completa.
Então, é possível definir qual cérebro é mais inteligente? Abreu, que é doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Neurociência e Psicologia, afirma que não.
“O que define a inteligência é o QI de cada pessoa e seu desenvolvimento cognitivo. Podemos dizer que o homem tem a região da lógica mais bem desenvolvida e a mulher tem um melhor desenvolvimento cognitivo. Ambos estão relacionados à inteligência”, afirma.
Abreu ainda explica que o hipocampo (região relacionada à memória) das mulheres é maior do que dos homens. Já a amígdala (reguladora das emoções e memórias relacionadas a emoção, comportamentos sociais e excitação sexual) é menor, cerca de 10% na comparação com o cérebro deles.
“Nenhum estudo define se o tamanho da amígdala está relacionado ao fato dos homens serem mais agressivos e impulsivos. Essas características têm mais relação com o hormônio testosterona. Já nas mulheres, o estrogênio tende a deixá-las mais delicadas na comparação com eles. Essas condições comportamentais, entretanto, estão relacionadas diretamente a quantidade de testosterona recebida no útero, por parte da mulher”, explica.
A principal diferença entre os dois gêneros é o cromossomo Y, que afeta a anatomia e o comportamento. Entretanto, de acordo com o pesquisador, os hormônios são responsáveis por grandes diferenças entre os dois.
“Nas mulheres há um sistema mais robusto nos neurotransmissores serotonina, dopamina e GABA, com maior concentração no sangue, como é o caso da serotonina, quando deprimidas, têm menor concentração e por isso a prevalência de depressão e transtornos alimentares”, finaliza.
Em suas conclusões, o doutor define a discussão que sempre existiu de quem seria mais inteligente.
"A discussão de quem é mais inteligente, se o homem ou a mulher, já não cabe mais nos dias de hoje. Por mais que a sociedade busque motivos para tentar comparar, seja para uma tentativa real de igualdade ou para um aproveitamento de uma possível desigualdade como argumento. Já é claro que as profissões estão de acordo com as facilitações intelectuais assim como desenvolvimento e adaptação para inclusão. Os hormônios foram responsáveis por um domínio masculino em quase todo período evolutivo humano, mas a evolução do hormônio também está relacionada ao processo evolutivo assim como nosso cérebro. De acordo com a evolução e desenvolvimento intelectual finalmente estamos chegando a uma nova transformação, onde ambas inteligências se integram para uma nova evolução cujo resultado apenas supomos, mas mediante a nossa lógica atual, num córtex pré-frontal mais bem desenvolvido, podemos dizer que é necessária. O mais forte se determinou na evolução, mas a definição de forte em músculos não define o forte no emocional, como não define o mantenimento da espécie. Nossa sobrevivência é um resultado desta “parceria" homem e mulher e nos “encaixes” da inteligência e personalidade e assim vamos nos moldando de acordo com essa evolução e seu tempo. As diferenças nos cérebros e na produção de hormônios determinam as distinções comportamentais assim como hábitos, personalidades e funções de cada gênero na sociedade. A plasticidade cerebral e as nuances relacionadas às variações na condição intelectual e produção hormonal deixa a caracterização dessas diferenças dos gêneros de acordo com o indivíduo, diluindo assim a diferença e determinando-a de forma singular independente do gênero." conclui.
Este tema de Fabiano de Abreu, faz parte do seu mais novo estudo que está em análise na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Texto completo: https://politica.
Sobre o autor
Fabiano de Abreu Rodrigues é doutor e mestre em Ciências da Saúde nas áreas de Neurociências e Psicologia, com especialização em Propriedades Elétricas dos Neurônios (Harvard). É membro da Mensa International, a associação de pessoas mais inteligentes do mundo, da Sociedade Portuguesa de Neurociência e da Federação Europeia de Neurociência. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), considerado o principal cientista nacional para estudos de inteligência e alto QI.
BRASÍLIA/DF - Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que a pandemia de covid-19 reduziu a proporção de mulheres no empreendedorismo. De acordo com o levantamento, no terceiro trimestre de 2020 havia cerca de 25,6 milhões de donos de negócio no Brasil. Desse universo, aproximadamente 8,6 milhões eram mulheres (33,6%) e 17 milhões, homens (66,4%).
Em 2019, a presença feminina correspondia a 34,5% do total de empreendedores, o que representou perda de 1,3 milhão de mulheres à frente de um negócio entre um ano e outro. A principal explicação para esse resultado foi a necessidade de as mulheres se dedicarem mais às tarefas domésticas durante a pandemia, um reflexo do machismo estrutural na sociedade.
"Na crise, cuidados com idosos e crianças foram muito mais necessários. Primeiro, porque as crianças estavam fora das escolas e, segundo os idosos estavam demandando mais cuidados por serem grupo de risco para a covid. Por motivos culturais, essas tarefas sempre recaem muito mais sobre a mulher. O que era precário ficou muito pior", diz Renata Malheiros, coordenadora nacional do Projeto Sebrae Delas, que fortalece o empreendedorismo feminino.
Em pesquisa anterior, o Sebrae já havia observado uma perda maior para as mulheres nos negócios do que para os homens. Do total de empreendedoras atingidas pela pandemia, 75% delas registraram perda de faturamento mensal, enquanto que, para os homens, essa perda foi um pouco menor (71%).
"O tempo que as mulheres dedicam às empresas é, em média, 17% menor do que os homens", afirma Malheiros. Outro dado que aponta a desigualdade de gênero no ambiente de negócios é que, apesar de as mulheres serem 16% mais escolarizadas do que os homens, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as empresas lideradas por mulheres faturam, em média, menos do que empresas lideradas por homens. Uma das razões disso é que as mulheres costumam empreender em setores como alimentos, bebidas, moda e beleza, que são segmentos de menor valor agregado na produção e de baixa inovação.
"Cadê as mulheres nas exatas, nas engenharias, nas ciências, em setores fortes em inovação e tecnologia? É uma presença bem inferior à dos homens ainda, porque as mulheres são ensinadas culturalmente que determinadas áreas não são para elas, e isso traz reflexos nessas escolhas", afirma a coordenadora do Sebrae Delas.
A maternidade também é um fator que, no Brasil, cria dificuldades para as mulheres se manterem no mercado de trabalho e no mundo dos negócios. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), de 2019, mostrou que metade das mães que trabalham é demitida ou pede demissão até dois anos depois que acaba a licença, devido à mentalidade de que os cuidados com os filhos são praticamente uma exclusividade delas.
É o caso da empresária Renata Matos Zamperlini, de Campo Grande (MS). Dona de uma loja que vende roupas infantojuvenis, ela começou vendendo de porta em porta enquanto ainda era executiva em uma empresa privada. Com o nascimento do filho Davi e a necessidade de dedicar mais tempo em casa, ela abriu mão da carreira profissional e passou a se dedicar integralmente à estruturação de seu negócio.
"Eu queria ter esse horário mais flexível para poder dar conta das demandas de casa também", explica. Esse tipo de decisão, motivada por alguma necessidade, é mais comum para as mulheres do que para os homens. De acordo com Renata Malheiros, do Sebrae, 42% dos empreendimentos das mulheres são por necessidade e não por oportunidade, enquanto que para os homens, esse número é menor (34%). "O empreendedorismo por necessidade é mais precário, porque normalmente a pessoa não tem alternativa e não se planeja".
No caso de Renta Zamperlini, a aposta deu certo e ela prosperou no negócio a partir de 2018, quando chegou a abrir uma loja física na capital sul-matogrossense. Mas veio a pandemia e a empresária acabou pisando no freio, encerrando as atividades presenciais e focando as vendas no delivery. Com o filho de 7 anos o tempo todo dentro de casa, as tarefas se multiplicaram. "Meu filho Davi foi alfabetizado ao longo de 2020 por meio de aula online, de manhã e à tarde, e eu precisei ficar dando esse suporte, além de cuidar de casa, do almoço, da loja. Me senti bastante sobrecarregada. Eu brinco que a mulher acaba tendo que ser como um polvo, com muitos braços para dar conta das demandas".
Para a empresária Brunna Campos, de Taboão da Serra (SP), a pandemia também afetou fortemente os negócios no início. Dona de uma empresa de marketing e propaganda em sociedade com o marido, ela temeu que os clientes cortassem os serviços.
"Foi uma fase bem difícil. Passamos os dois primeiros meses achando que teríamos que reduzir equipe, mas no final do ano a gente se recuperou e acabou contratando mais três pessoas", comemora.
Por não ter filhos, Brunna conta que é mais fácil se dedicar integralmente à vida profissional, mas ela percebe como a sobrecarga de trabalho tem afetado a vida de outras mulheres. "Uma das minhas colaboradoras, que era representante comercial, tem três filhos, sendo dois pequenos, e com a pandemia ela teve que virar mãe em tempo integral dentro de casa. Não conseguia mais trabalhar nem por telefone".
Para enfrentar um desafio tão estrutural, segundo Renata Malheiros, é preciso o envolvimento de toda a sociedade. "Precisamos estimular que os homens discutam essas questões e que as mulheres se articulem em rede para melhorar portfólio, se capacitar e desenvolver novas habilidades. As empresas e instituições também precisam se adaptar, criando brinquedotecas com cuidadores em tudo que é canto, por exemplo, para que a mulher tenha suporte com os filhos para poder se dedicar ao trabalho. Pela minha experiência, trabalhar em rede é sempre a melhor forma de conseguir coisas difíceis".
Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o Sebrae realiza nesta segunda-feira (8) um evento virtual. Serão três painéis focados em temas relacionados à digitalização dos micro e pequenos negócios e ao empreendedorismo feminino. A transmissão começa às 10h no canal do Sebrae no Youtube .
Voltado para as mulheres empreendedoras, o Sebrae Delas apoia o empreendedorismo feminino por meio do desenvolvimento de competências. Segundo a instituição, é um programa de aceleração, com o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios liderados por mulheres. Entre 2019 e 2020, mais de 10 mil donas de pequenos negócios já foram atendidas. O programa oferece cursos, workshops e consultorias para mulheres de todo o país. O Sebrae Delas também incentiva o contato entre as empreendedoras, para que elas construam uma rede de apoio e compartilhamento de problemas e soluções na gestão empresarial.
Apesar de identificar a persistente desigualdade de gênero nos negócios, a pesquisa do Sebrae mostrou que as mulheres estão mais tecnológicas do que os homens: 76% delas fazem uso das redes sociais, aplicativos ou internet na venda de seus produtos e serviços, enquanto 67% dos homens utilizam esses canais. Além disso, os homens estão mais endividados do que as mulheres: 38% deles têm dívidas/empréstimos, mas estão em dia, contra 34% delas. Já as mulheres são mais cautelosas em relação a contrair dívidas. Segundo o levantamento, 35% delas disseram que não têm dívidas, contra 30% dos homens.
A maior parte dos homens tem também mais empréstimos bancários (46%) do que as mulheres (43%). As dívidas com impostos e taxas foram citadas por 16% dos homens e 13% das mulheres. A maior parte das mulheres (51%) disse que não buscou empréstimo bancário para a sua empresa desde o começo da crise, enquanto 54% dos homens buscaram.
*Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - Ser mulher é enfrentar um desafio diferente todos os dias. É superar barreiras, muitas vezes, invisíveis. Apesar de serem a maioria da população brasileira (51,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE), elas ainda enfrentam cenários desiguais, seja na divisão das tarefas domésticas ou nos ganhos no mercado de trabalho. Muitas vezes, elas assumem tripla jornada. Saem para trabalhar, cuidam da casa, dos filhos. Em vários lares, elas são arrimo e sustentam sozinhas suas famílias. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), em 2018, 45% dos domicílios brasileiros eram comandados por mulheres.
Mas, apesar de liderarem casas e assumirem as contas, as mulheres ainda têm de lidar com a discriminação. Estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra que 90% da população mundial ainda tem algum tipo de preconceito na questão da igualdade de gênero em áreas como política, economia, educação e violência doméstica.
Segundo o estudo, que analisou dados de 75 países, cerca de metade da população considera que os homens são melhores líderes políticos do que as mulheres, e mais de 40% acham que os homens são melhores diretores de empresas. Além disso, 28% dos consultados consideram justificado que um homem bata na sua esposa. Apesar da longa jornada enfrentada por elas ao longo da história, os números mostram que ainda há muito a caminhar.
Considerado marco histórico na luta das mulheres por mais oportunidades e reconhecimento, o 8 de março foi instituído como Dia Internacional da Mulher, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975.
Muitos historiadores relacionam a data a um incêndio ocorrido, em 1911, em Nova York, no qual 125 mulheres morreram em uma fábrica têxtil. A partir daí, protestos sobre as más condições enfrentadas pelas mulheres trabalhadoras começaram a ganhar espaço.
Mais de um século depois, as mulheres seguem na luta por igualdade de direitos.
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A juíza brasileira Martha Halfeld é a primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Apelações da ONU - UN Photo/Loey Felipe
Para a juíza Martha Halfeld, primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Apelações da Organização das Nações Unidas, não há mais espaço para a ideia de “concessão masculina”. Tudo o que as mulheres conseguiram, ao longo da história, foi com base em muito trabalho, dedicação e suor. Na visão da juíza, o 8 de março deve ir muito além de flores ou presentes.
"Oferecer a rosa, pode ser visto como: eu te concedo uma assistência. Eu, homem, te concedo aquilo. Hoje, não existe mais espaço para eu concedo. Não, nós conquistamos. E nós conquistamos com muito trabalho um espaço de perfeita igualdade em termos intelectuais, pelo menos. Temos tanta capacidade intelectual quanto qualquer homem”, afirma Halfeld que permanece na presidência da Corte até janeiro de 2022 e segue na ONU até 2023.
Para conquistar um espaço na academia e na literatura, a mineira Conceição Evaristo sabe o quanto teve de lutar. Sua primeira arma foi o livro, que a acompanhou desde a infância pobre vivida em Belo Horizonte. "Eu não tinha muita coisa em termos materiais. Brinquedo era uma coisa rara, passear era uma coisa muito rara, viajar muito menos. Então, o livro vem preenchendo um vazio. A escola onde estudei os meus primeiros anos primários tinha uma biblioteca muito boa. Desde menina, eu sempre gostei de leitura.”, conta.
Segunda de nove irmãos, a escritora foi criada pela mãe e por uma tia. Conceição, que trabalhou como empregada doméstica e lavadeira, foi a primeira da família a conseguir um diploma universitário.
Depois da graduação, veio o mestrado, o doutorado e as aulas em universidades públicas. Em paralelo aos estudos, ela se dedicava a outra paixão: a escrita. Seus contos e poemas foram publicados na Série Caderno Negros, na década de 1990, e seu primeiro livro, o romance Ponciá Vicêncio, foi publicado em 2003.
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Para escritora Conceição Evaristo, o 8 de março é um momento de reflexão e vigília constante - Marcello Casal JrAgência Brasil
Em 2019, foi a homenageada do Prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira. "Foi preciso um prêmio me legitimar. Enquanto eu não ganhei o Jabuti, as pessoas não acreditaram que estavam diante de uma escritora negra”, afirma.
Reconhecida como uma das escritoras brasileiras mais importantes da atualidade, Conceição conta que as barreiras que teve de enfrentar por toda sua vida foram o combustível para suas obras.
"A minha escrita é profundamente contaminada pela minha condição de mulher negra. Quando eu me ponho a criar uma ficção, eu não me desvencilho daquilo que eu sou. As minhas experiências pessoais, as minhas subjetividades, o lugar social que eu pertenço, isso vai vazar na minha escrita de alguma forma.”
Para ela, o 8 de março é uma data para ser celebrada, mas também um momento de reflexão e de vigília constante. "Todas as mulheres precisam ficar alertas àquilo que é do nosso direito, àquilo que nós temos de reivindicar sempre porque nada, nada nos é oferecido, tudo é uma conquista”, conclui.
*Por Ana Graziela Aguiar – Repórter da TV Brasil
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