JERUSALÉM - Apesar de a vitória nas eleições legislativas antecipadas já estar delineada, de acordo com as pesquisas de opinião, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, do partido Likud, vai precisar de apoios para formar governo.
Os resultados oficiais deverão ser anunciados nesta quinta-feira (25).
O Likud surge com larga vantagem em relação ao principal partido da oposição, o Yesh Atid.
Benjamin Netanyahu não deverá conseguir reunir os 61 deputados que precisa para formar um governo com maioria no Parlamento. Pode ficar dependente da posição de Naftali Bennett, que lidera o partido Yamina.
Esta foi a quarta eleição legislativa em dois anos e deve ter sido a de participação mais baixa desde 2009.
As eleições ficaram marcadas pelo lançamento de um foguete a partir da Faixa de Gaza, que atingiu uma área próxima do local onde Netanyahu fazia os últimos apelos ao voto.
*Por RTP
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal, vereador Roselei Françoso, manifestou em nome do Legislativo são-carlense, profundo pesar pelo falecimento do radialista e comunicador Antonio de Oliveira Júnior, corrido nesta segunda-feira (22), “uma perda imensa para as comunidades de São Carlos e Ibaté, que muito o admiravam como cidadão e profissional de grande talento e sucesso”.
Oliveira Júnior, que estava internado no hospital estadual de Américo Brasiliense, foi vítima de complicações de Covid-19. Nome de destaque no radialismo regional, ele trabalhava na Rádio DBC FM onde apresentava o programa “Rodeio DBC”, que ia ao ar de segunda a sexta-feira, no período da tarde e no domingo pela manhã. O radialista, de 59 anos, deixa esposa e duas filhas.
Roselei assinalou que “a consternação se faz acompanhar da solidariedade e apoio a seus familiares e amigos, para que neste momento tão difícil encontrem em Deus a força necessária”. “Oliveira Júnior foi exemplo de dedicação ao trabalho e de lealdade aos muitos amigos e ao público que conquistou com seu carisma; este legado haverá de permanecer”, acrescentou.
O parlamentar também expressou condolências à emissora e enfatizou a importância da união de todos no enfrentamento à doença, cuja expansão em nosso meio assume dimensão de uma tragédia sem precedentes.
EL SALVADOR - Dezenas de pessoas em El Salvador, a maioria membros de organizações sociais e universitários, manifestaram-se nesta segunda-feira (22) para exigir do Congresso "a aprovação urgente" de uma lei que protege a água e evita uma eventual privatização.
“Temos a obrigação de exigir a imediata aprovação de uma lei da água que permita que em nosso país esse líquido vital seja protegido, e que não permita a sua privatização”, disse Adela Bonilla, representante da chamada Aliança Nacional contra a Privatização da Água. “Água não se vende, água se defende!”, gritavam os participantes da passeata, que aconteceu no Dia Mundial da Água.
Em outubro de 2020, o Congresso, controlado por opositores do governo de Nayib Bukele, aprovou uma emenda à Constituição que reconhece o acesso à água como um direito humano. Mas para que a reforma tenha validade e força de lei, ela deve ser ratificada com um mínimo de 56 votos pela legislatura que foi eleita na votação de 28 de fevereiro e assume em maio, na qual Bukele terá maioria.
Adela Bonilla lembrou que uma lei da água também está em discussão no Parlamento, com base em várias propostas, mas esse processo não avança devido às "intenções dos setores empresariais que querem privatizar o serviço de água". No início de 2019, a oposição de direita no Congresso concretizou o projeto da Lei da Água. Uma comissão especial discute a criação de um ente regulador da água que pode permitir a participação do setor privado.
Atualmente, o serviço de abastecimento de água potável é prestado pela estatal Administração Nacional de Aquedutos. Dados da empresa estatal de 2019 indicam que no país, de 6,7 milhões de habitantes, a cobertura de água potável na área urbana chegava a 95,7%, enquanto na área rural era de 41,8%. “Se, como sociedade, não fizermos pressão, esse assunto continuará se ampliando com o tempo e nunca teremos uma lei, é urgente aprová-la”, afirmou uma estudante da Universidade de El Salvador, Lourdes Molina.
Quando o protesto chegou ao Congresso, na capital, San Salvador, a multidão não conseguiu avançar, porque a polícia de choque havia fechado os acessos com arame farpado. Apenas uma comissão de representantes das organizações que participaram da marcha entrou na Assembleia Legislativa para entregar uma petição.
*Por: AFP
SÃO PAULO/SP - O governo de São Paulo realiza coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, 22, no Palácio dos Bandeirantes, para detalhar medidas de combate ao coronavírus no Estado, que completa uma semana na fase emergencial do Plano SP. Assista abaixo:
Estoque de oxigênio
Em reunião com empresários nesta manhã, o governador João Doria teria mobilizado a iniciativa privada para aumentar a produção e distribuição de oxigênio no Estado. De acordo com o governo, a Ambev vai criar uma usina de oxigênio em Ribeirão Preto nos próximos 10 dias e pretende doar integralmente a produção diária de 120 cilindros de oxigênio. Ao mesmo tempo, a Copagaz utilizará a sua frota para o transporte e logística dos cilindros, atendendo as redes estadual, municipal, filantrópica e privada.
Hospital covid
O vice-governador Rodrigo Garcia anunciou que Hospital de Vila Penteado, na Zona Norte da capital, passará a atender apenas pacientes do coronavírus, com 196 novos leitos, sendo 141 de enfermaria e outros 55 de UTI. A unidade faz parte da expansão anunciada pelo governo no início do mês.
Leitos para o coronavírus
Garcia afirma que o governo federal continua descumprindo a decisão do Supremo Tribunal Federal para financiar leitos de UTI em São Paulo e que, até o momento, a verba repassada para o Estado cobre apenas 20% dos leitos.
Entrega de vacinas
Nesta manhã, o Instituto Butantan entregou mais 1 milhão de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde, totalizando 25,6 milhões de doses repassadas até agora ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Mais cedo, o secretário estadual da Saúde Jean Gorinchteyn afirmou que São Paulo seguirá as novas recomendações do Ministério da Saúde para não reservar doses da vacina contra o coronavírus para uma segunda aplicação. Ou seja, a nova diretriz prioriza a primeira aplicação dos imunizantes, sem guardar a segunda dose necessária para a vacinação completa
*Por: João Ker / ESTADÃO
SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Roselei Françoso (MDB), foi convidado pelo Instituto Inova a visitar as obras do Centro de Inovação e Tecnologia em Saúde (CITESC), uma parceria público-privada que nasceu há 11 anos.
Durante a visita, realizada na sexta-feira (19), o presidente foi recepcionado pelo presidente do Conselho Administrativo do Instituto Inova, Marcelo da Paz, pela presidente executiva do Inova, Bruna Boa Sorte, e pelo relações institucionais do Instituto, Emiliano Saran.
Roselei aproveitou para discutir com os representantes do Instituto Inova perspectivas para o futuro da economia pós-pandemia. “Agora, estamos focados em encontrar soluções para salvar vidas, mas não podemos deixar de pensar num segundo momento, que é o de retomar o crescimento econômico”, observou.
O CITESC tem a missão de acelerar resultados de pesquisas científicas em áreas médicas e farmacêuticas com o objetivo de se tornar uma referência na área da saúde quanto à produção de equipamentos, serviços, validação, licenciamento, acesso a mercados e comercialização de produtos inovadores.
A Prefeitura de São Carlos, as universidades instaladas no município, Instituto Inova e governo federal são parceiros do CITESC. “A meta aqui é abrigar, desenvolver e fomentar projetos com perfil de extensão, aplicação de ciência, tecnologia e inovação em saúde”, explica Marcelo da Paz, diretor administrativo do Instituto Inova, responsável pela gestão do Citesc.
A construção do prédio encontra-se na fase final. Ao todo serão 10 mil metros quadrados, dos quais 4,7 mil serão concluídos nesta primeira fase. A obra recebeu recursos municipais, do Ministério da Ciência e Tecnologia e Finep e recursos do grupo Encalso Damha.
“Eu vi nascer este projeto quando trabalhei na Prefeitura e agora posso acompanhar sua conclusão. Fico feliz de saber que estamos prestes a colocar o CITESC para funcionar e no que depender da Câmara Municipal daremos todo o apoio necessário”, frisou o presidente.
Seminário – Durante a visita, o presidente da Câmara e os representantes do Inova iniciaram as discussões para realizar um seminário que irá debater e apontar saídas para a economia depois da pandemia.
“São Carlos reúne todas condições para construirmos saídas para a economia”, destacou Bruna Boa Sorte, “e o Instituto Inova está pronto para colaborar no que for preciso”, frisou. “Ao mesmo tempo em que dedicamos esforços para auxiliar o sistema de saúde a sair do colapso, precisamos iniciar um plano para o pós-pandemia”, observou Roselei.
BRASÍLIA/DF - Com o anúncio de aposentadoria antecipada de 3 magistrados nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro passa a ter 9 indicações pendentes ao STF (Supremo Tribunal Federal) e aos tribunais superiores até dezembro de 2022, quando termina seu mandato.
Por lei, a idade para aposentadoria compulsória de integrantes do Poder Judiciário é 75 anos. Eles podem optar por sair antes. Mas só recebem a aposentadoria integral se cumpridos os requisitos do Regime Próprio do Serviço Público.
O presidente da República tem a prerrogativa de selecionar um sucessor para esses ministros. O indicado precisa ter mais de 35 e menos de 65 anos, reputação ilibada e notável conhecimento jurídico. No STF, respeitados os critério básicos, a escolha do presidente é mais livre. Não é necessário que o selecionado seja um juiz, um advogado ou até mesmo ter formação acadêmica na área do direito.
No STJ (Superior Tribunal de Justiça), no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e no STM (Superior Tribunal Militar), Bolsonaro tem de escolher 1 nome a partir de uma lista tríplice formada pelas respectivas Cortes. Mas tanto no Supremo como nesses tribunais, o indicado precisa ser aprovado pelo Senado Federal.
Já o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não tem composição fixa. A cada 2 ou 4 anos, ocorrem mudanças no plenário para manter o caráter apolítico das Cortes eleitorais. O presidente da República também escolhe 2 nomes, entre advogados indicados pelo STF, mas não há aposentadorias para o Tribunal.
Aposentadorias em 2021
Nefi Cordeiro, 57 anos, comunicou sua saída do STJ em 2 de março. Ao Poder360, o magistrado disse que a decisão se deu depois de “sucessivas intercorrências médicas e novos eventos”. “Repensei os caminhos. Está tudo bem”, afirmou.
Em 4 de março, Brito Pereira, de 68 anos, anunciou seu pedido de aposentaria do TST. O comunicado foi feito durante sessão, por videoconferência, na Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais.
O ministro Márcio Eurico Amaro, de 68 anos, despediu-se do TST em 5 de março. Amaro, que era integrante do Tribunal desde 2007, foi homenageado no Órgão Especial da Corte Trabalhista.
Seis das 9 indicações pendentes de Bolsonaro já estavam previstas quando ele assumiu o governo. São para o lugar de: Napoleão Nunes Maia Filho (STJ); Marco Aurélio (STF); Felix Fischer (STJ); Renato Paiva (TST); Emmanoel Pereira (TST); e de Luis Carlos Gomes (STM). Celso de Mello, do STF, também estava na lista. Deixou o Supremo no ano passado.
O chefe do Executivo também pode escolher integrantes para os tribunais regionais federais.
*Por: Nathan Victor / PODER360
SÃO CARLOS/SP - A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Carlos, presidida pelo vereador Lucão Fernandes (MDB) e composta pelos vereadores Cidinha do Oncológico (PP) e Sérgio Rocha (PTB), protocolou na Câmara Municipal uma indicação de Projeto de Lei, sugerindo ao Prefeito Municipal Airton Garcia à implementação de restrição ao transporte de passageiros em ônibus e em quaisquer outros meios de transporte coletivo em pé, nos horários de pico compreendido entre 5 e 9 horas e 17 e 20 horas, enquanto perdurar a pandemia do Coronavírus. O Projeto prevê multa a ser aplicada pela autoridade competente, designada para fiscalização no cumprimento desta obrigação legal.
“Estamos preocupados com o estágio que se encontra esta pandemia e o transporte coletivo acaba sendo um ponto de aglomeração de pessoas nos horários de pico. A nossa intenção com essa indicação é sensibilizar o prefeito a obrigar a empresa que realiza o transporte público na cidade a colocar mais ônibus nestes horários, para que assim todos os passageiros possam seguir o seu destino sentados e não amontoados como observamos em algumas linhas”, justificou Lucão.
A indicação será analisada pelos vereadores na sessão da próxima terça-feira (23)
SÃO CARLOS/SP - O vice-prefeito de São Carlos, Edson Ferraz, representando o prefeito Airton Garcia, participou na tarde deste domingo (21/03), de reunião virtual organizada pelo secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Marco Vinholi, com gestores públicos dos municípios paulistas.
A reunião remota tratou de diversos assuntos urgentes relacionados ao avanço da COVID-19 no estado de São Paulo. O foco do debate girou em torno de quatro eixos principais: abertura de mais leitos de UTI, aumento abusivo dos preços de medicamentos para intubação e a falta desses medicamentos no mercado brasileiro, a distribuição de mais vacinas para o interior e medidas restritivas mais rígidas.
Participaram da reunião mais de 500 prefeitos, dos 645 municípios do estado. O presidente da Associação Paulista de Municípios (APM), Fred Guidoni, também participou da reunião. A palavra foi aberta aos representantes dos municípios, porém nem todos puderam colocar suas reivindicações, por isso vai ser agendada uma nova reunião virtual com Vinholi.
“Como não deu tempo para falarmos na reunião de hoje, já ficamos inscritos para o próximo encontro virtual que deve acontecer ainda nesta semana. “O secretário pediu união de todos os gestores para o compartilhamento de alternativas e práticas com melhor resolutividade na batalha contra a COVID-19. Vinholi disse que o Governo do Estado está providenciando mais leitos e que amanhã também será realizada uma reunião na capital com uma grande empresa do setor para resolver a questão do oxigênio. Quanto aos medicamentos afirmou que está em tratativa com o Governo Federal para que esses medicamentos sejam disponibilizados aos municípios, uma vez que o problema atinge neste momento muitas cidades”, explicou Edson Ferraz, vice-prefeito.
Ferraz afirmou, ainda, que São Carlos estuda novas medidas restritivas. “Hoje vários prefeitos expuseram suas realidades e deram sugestões, mas pediram medidas regionais. Não adianta fechar uma cidade e fazer com que as pessoas se desloquem para a cidade mais próxima. Por isso estamos estudando medidas viáveis e que serão anunciadas com o tempo necessário para que os são-carlenses se organizem. Não queremos promover mais aglomerações com anúncios sem planejamento”, afirmou o vice-prefeito.
O secretário Marcos Vinholi encerrou a reunião garantindo que o Estado continuará sendo parceiro dos municípios e reforçou a importância do distanciamento social em todas as cidades.
Em São Carlos 12.568 pessoas já foram contaminadas, com 186 mortes registradas.
MYANMAR - Foi com uma marcha pacífica de profissionais de saúde que, ao amanhecer deste último domingo (21), se deu início a mais um dia de protestos em Myanmar. Os manifestantes juntaram-se cedo nas ruas ainda desertas para evitar mais confrontos violentos com as forças de segurança. Mais de 240 pessoas morreram em manifestações desde que se deu o golpe militar em fevereiro.
Desafiando a repressão militar de Myanmar, médicos e outros profissionais de saúde da cidade de Mandalay deram início a mais um dia de manifestações contra o golpe de Estado de fevereiro, com uma marcha pacífica enquanto o sol nascia, numa tentativa de minimizar o risco de confronto com as forças de segurança.
Cerca de 100 médicos, enfermeiras, estudantes de medicina e farmacêuticos, vestiram batas brancas compridas, seguiram em fila por uma estrada principal em Mandalay e gritaram slogans, proclamando a sua oposição ao golpe de Estado de 1 de fevereiro que atingiu o governo civil eleito de Aung San Suu Kyi.
"Fracasso do regime militar, é a nossa causa", gritavam os manifestantes, que saíram à rua ao amanhecer. "Salvem a nossa líder! Salvem o nosso futuro", clamavam também.
Mandalay tem sido um dos grandes centros de oposição ao golpe militar. Mas, nas últimas semanas, o número de manifestantes diminuiu com a intensificação dos confrontos com as forças segurança que começou a usar munições reais contra as multidões e matando civis em protesto.
Embora a marcha matinal de hoje não tenha enfrentado a violência das forças de segurança birmanesas, já há relatos de pelo menos um manifestante que foi morto a tiro na cidade de Monywa, segundo o site de notícias Myanmar Now e várias publicações nas redes sociais.
A vítima foi baleada na cabeça enquanto ajudava a montar as barricadas para o protesto marcado para este domingo.
Ataques não humanos
Considerando a escalada da violência, a população da antiga Birmânia, determinada a resistir e a lutar pelo fim de mais um regime militar, tem inovado nas formas de se manifestar contra o golpe de Estado.
"O exército e a polícia aumentaram a violência nas últimas semanas na tentativa de obter o controle da situação, mas os protestos e a resistência continuam", disse ao Myanmar Now o coordenador residente da ONU em Myanmar, Andrew Kirkwood. "São liderados por médicos, enfermeiras, professores, motoristas de caminhão e agricultores que se uniram sob este movimento de desobediência civil".
Além da marcha dos profissionais de saúde ao amanhecer, os engenheiros em Mandalay organizaram o que foi denominado de "ataque não humano", uma tática cada vez mais popular que envolve o alinhamento de placas e objetos nas ruas ou outras áreas públicas como representantes dos manifestantes humanos.
Entretanto, ao longo do dia manifestantes saíram às ruas e em quase 20 locais diferentes de Myanmar houve protestos "à luz de velas". Em algumas cidades, apareceram até monges budistas a segurar velas, enquanto a população tentava desenhar no chão a saudação de protesto de três dedos com as chamas das velas.
Estas manifestações aconteceram depois de a Associação de Assistência para Prisioneiros Políticos, um grupo de monitorização, ter confirmado que pelo menos 247 pessoas já foram mortas desde que começaram os protestos em todo o país. Praticamente todas as vítimas foram baleadas na cabeça pelas forças de segurança, adianta a organização.
Os dados revelam ainda que 2.345 pessoas foram presas ou acusadas, incluindo 50 jornalistas que estavam cobrindo os protestos, e pelo menos 1.994 estão ainda detidas ou são procuradas pelas autoridades.
*Por Inês Moreira Santos - Repórter da RTP
TANZÂNIA - A vice-presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de Estado nesse país da África Oriental, após a morte do presidente John Magufuli na quarta-feira (17). Ela tomou posse em cerimônia transmitida pela televisão, na capital econômica do país, Dar es Salaam. Participaram da cerimônia membros do governo e ex-presidentes, icomo Jakaya Kikwete.
De acordo com a Constituição da Tanzânia, a vice-presidente deve ocupar agora a presidência do país até ao fim do mandato de Magufuli, em 2025.
Foi Suluhu Hassan quem anunciou a morte de Magufuli na noite de quarta-feira, em um discurso à nação que pôs fim a semanas de especulação sobre a ausência do chefe de Estado, reeleito em outubro, que não era visto desde fevereiro.
Natural do arquipélago semiautônomo de Zanzibar, cujas relações com a Tanzânia continental são historicamente tensas, Suluhu Hassan já era a primeira vice-presidente da história do seu país, tendo concorrido ao lado de Magufuli quando ele chegou ao poder, em 2015.
"Posso parecer educada e posso não gritar quando falo, mas o mais importante é que todos compreendam o que estou a dizer e que que as coisas sejam feitas como eu digo", afirmou Suluhu Hassan em 2020.
Nascida em 27 de janeiro de 1960 em Zanzibar, com pai professor e mãe dona de casa, Suluhu Hassan é mestre em Desenvolvimento Económico Comunitário pela Universidade Livre da Tanzânia e pela Universidade do Sul de New Hampshire, nos Estados Unidos da América.
Iniciou a sua carreira profissional no governo de Zanzibar, onde trabalhou de 1977 a 1987, desempenhando funções administrativas e, mais tarde, como responsável pelo desenvolvimento.
Ainda no arquipélago semiautônomo, juntou-se ao Programa Alimentar Mundial e, mais tarde, dirigiu a associação de organizações não governamentais (ONGs) locais durante dois anos.
A carreira política teve início em 2000, com a nomeação para deputada no Parlamento de Zanzibar pelo partido presidencial Chama Cha Mapinduzi (CCM), que ainda hoje se mantém no poder. Por esse partido viria a ser eleita para a Assembleia Nacional tanzaniana. Ao longo da carreira política, Suluhu Hassan desempenhou várias vezes o cargo de ministra. Primeiro em Zanzibar, de 2000 a 2010, como ministra das Mulheres e Juventude, depois do Turismo e Comércio, e, em nível nacional, foi ministra dos Assuntos Sindicais, do ex-presidente Jakaya Kikwete.
A muçulmana, de 61 anos, junta-se assim a Sahle-Work Zewde, presidente da Etiópia, embora essa última desempenhe papel mais cerimonial.
Magufuli morreu na quarta-feira, aos 61 anos, devido a doença cardíaca em Dar es Salaam, capital econômica da Tanzânia.
* Com informações da RTP - Rádio e Televisão de Portugal
Por Agência Brasil*
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