NICARÁGUA - Milhares de pessoas foram às ruas na Nicarágua, no sábado (11), para demonstrar seu apoio à decisão do presidente Daniel Ortega de libertar e expulsar para os Estados Unidos 222 opositores, acusados de serem "traidores da Pátria".
A marcha governista percorreu as principais ruas de Manágua, onde os participantes, com bandeiras de Nicarágua, Venezuela, Cuba e da governista Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), entoaram palavras de ordem a favor do governo e contra os opositores.
Alguns levavam balões em forma de avião, em referência ao meio utilizado para transportar os opositores para Washington. A expulsão dos 222 aconteceu na quinta-feira, 9 de fevereiro.
No final da marcha, houve um espetáculo musical, onde foi executada uma canção que qualificava os opositores exilados como “golpistas”, “traidores” e “assassinos”.
Entre os libertados e expulsos do país nesta semana estão ex-candidatos à presidência, jornalistas, ex-comandantes guerrilheiros sandinistas, ex-ministros e ex-diplomatas.
Além disso, um tribunal da Nicarágua condenou o bispo católico Rolando Álvarez a 26 anos de prisão, na sexta-feira, um dia depois de ele se recusar a ir para os Estados Unidos com os demais opositores.
Neste domingo (12), o papa Francisco manifestou sua "preocupação" e "tristeza" com a situação na Nicarágua, especialmente o bispo Rolando Álvarez.
“As notícias que chegam da Nicarágua me entristeceram muito”, disse o pontífice argentino, ao final de sua tradicional oração do Ângelus na Praça de São Pedro.
"Não posso deixar de recordar, com preocupação, o bispo de Matagalpa, monsenhor Rolando Álvarez, de quem tanto gosto", acrescentou, "e também as pessoas que foram deportadas para os Estados Unidos".
Francisco disse rezar por todos eles e "por aqueles que sofrem nessa querida nação".
Também pediu aos líderes políticos para seguirem o caminho da “busca sincera da paz, que nasce da verdade, da justiça, da liberdade e do amor, e se alcança através do exercício paciente do diálogo”.
Centenas de opositores foram detidos na Nicarágua no contexto da repressão que se seguiu aos protestos de 2018 contra Ortega. Ele está no poder desde 2007 e foi reeleito sucessivamente.
Alguns nicaraguenses viram a libertação dos opositores como um sinal de boa vontade para com os Estados Unidos, que impuseram sanções a Manágua.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, elogiou a soltura dos opositores e disse que pode abrir caminho para um diálogo com Ortega.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Obras Públicas, instruiu Processo Administrativo para contratação de empresa especializada na execução de serviços de recapeamento asfáltico, no valor de R$ 3,2 milhões, e que contemplará diversas regiões do município.
A maioria dos recursos é proveniente de emendas parlamentares estaduais, totalizando cerca de R$ 2,2 milhões nesta modalidade, além de uma contrapartida de pouco mais de R$ 1 milhão com recursos dos cofres públicos municipais. As verbas estaduais foram destinadas pelos deputados Carlos Sampaio, Fernando Capez, Itamar Borges e Paulinho da Força, bem como da Casa Civil do Governo do Estado.
Neste processo, serão beneficiadas as ruas João Tonissi (Jardim Hikari), José Favoretto, Vicente Petrilli, Luigi Mazziero e Romildo Bruno (Parque Industrial), Luiz Paulino dos Santos, José Geraldo Machado, Bruno Pauka e José Freitas de Souza (Antenor Garcia) e Avenida São Carlos (entre as ruas Raimundo Corrêa e Santa Cruz), em uma área compreendida de 38.332 m².
De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas, João Muller, a junção de forças entre agentes do município e do Estado foi fundamental para a viabilização dos recursos. “Com apoio dos nossos vereadores junto aos deputados estaduais e o respaldo do prefeito Airton Garcia, conseguimos um valor significativo para investimento em recapeamento de vias públicas. Se tudo der certo, dentro do direito administrativo e seus procedimentos, acredito que licitaremos até o final de março e executaremos as obras até o final do primeiro semestre”, disse Muller.
De acordo com o secretário de Governo, Netto Donato, além deste processo que será aberto, a Prefeitura tem mais três licitações em andamento para recapeamento asfáltico. “Vamos atender ruas e bairros como Valparaíso, Jardim São Rafael, Jardim Tangará, Jardim Paulistano e Jóquei Club, com investimento aproximado de mais R$ 2,1 milhões na somatória dos três processos”, explicou Donato.
O prefeito Airton Garcia disse que até o fim do seu segundo mandato quer recapear mais de 90% das vias da cidade. “Também estamos aguardando R$ 15 milhões via DesenvolveSP para levar o serviço de recape para outras regiões da cidade”, finalizou o prefeito de São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - O grupo de trabalho “Acervo Digital e Câmara Sem Papel”, composto por servidores, diretores e vereadores da Câmara Municipal de São Carlos realizou a primeira reunião. O grupo debateu sobre o fluxo dos processos, através de interface digital, com a Prefeitura, a certificação digital das assinaturas e biometria dos vereadores, e as adaptações necessárias no plenário e na rotina dos 21 gabinetes.
Fazem parte do grupo de trabalho “Acervo Digital e Câmara Sem Papel” Marquinho Amaral, vereador e presidente da Câmara, Fábio Zanchin, vereador, Rodrigo Venâncio, secretário geral, Kleber Luchesi, chefe de gabinete, Mateus de Aquino, diretor de Comunicação, e os servidores Milton Rios, Emílio Brenha, Christiano dos Santos.
O vereador Fábio Zanchin destacou que a digitalização irá melhorar o processo de tramitação dos projetos e será benéfico para o município. “A câmara sem papel é um projeto muito importante, pelo seguinte, a prefeitura já está sendo digitalizada e nós vamos fazer isso na Câmara Municipal, para a economia de papel, de pessoal, a economia vai ser muito bem vinda para a cidade de São Carlos. É um projeto muito importante para a cidade de São Carlos e vamos implantar isso o mais rápido possível para o bem de todos”.
“Na eleição da mesa diretora prometemos que uma das nossas metas nesses dois anos é terminar de uma vez por todas com o uso de papel pelo poder legislativo, isso fará com que ele se torne mais transparente, mais ágil e que possa cada vez mais estar oferecendo para a população de São Carlos uma economia que será revertida em melhorias, obras, serviços, e ajudar as entidades do 3º setor. A Câmara Municipal está passando, e passará, por um processo de mudança, de modernização e também de aproximação com a população de São Carlos, uma das nossas metas é a câmara sem papel e temos outras que em breve estaremos anunciando a todos vocês”, concluiu Marquinho Amaral.
ÁFRICA - O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa declarou na quinta-feira um estado de desastre a nível nacional num esforço para enfrentar a crise energética que o país tem vindo a enfrentar há meses.
A medida dará ao governo sul-africano poderes adicionais para responder à crise, incluindo a capacidade de implementar procedimentos de aquisição de emergência e novos regulamentos, informou o SABC News.
A este respeito, a empresa nacional de energia, Eskom, começará a adquirir energia a produtores privados, e comprará cerca de 300MW aos países vizinhos.
"Isto permitir-nos-á fornecer as medidas práticas que precisamos de tomar para ajudar uma série de empresas a assegurar o fornecimento ininterrupto de energia eléctrica. Permitir-nos-á isentar infraestruturas críticas tais como hospitais e estações de tratamento de descargas de carga", disse Ramaphosa num discurso televisivo.
De acordo com o presidente sul-africano, o país deve dar uma resposta eficaz à crise energética, razão pela qual alguns dos seus ministros de gabinete estarão "dia e noite" à procura de soluções, de acordo com o jornal.
"Esta crise é uma crise existencial para o nosso país e temos de enfrentar esta crise sem demora. A coordenação para enfrentar a crise da eletricidade é um instrumento importante de que preciso, pelo que teremos ministros concentrados dia e noite nesta crise que temos vindo a enfrentar", disse ele.
As centrais eléctricas do país estão a sofrer cortes de energia e as avarias estão a tornar-se mais frequentes. Entretanto, a Eskom está a lutar financeiramente para manter as suas turbinas de gás de ciclo combinado em funcionamento. A empresa também foi anteriormente obrigada a encerrar algumas das suas centrais eléctricas, o que agravou a situação.
Fonte: (EUROPA PRESS)
Pedro Santos / NEWS 360
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou ontem (9) para os Estados Unidos onde se encontrará com o presidente norte-americano, Joe Biden, em Washington. A reunião vai ocorrer hoje (10) à tarde, na Casa Branca, e segundo a Presidência, marca a retomada das relações entre os dois países, que em 2024 vão completar 200 anos de diplomacia. Geraldo Alckmin assume a Presidência da República na ausência do titular.

Antes, também estão previstos encontros do presidente brasileiro com o senador Bernie Sanders, com deputados do partido Democrata e com representantes da Federação Americana de Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO).
“Queremos construir relações de parceria e crescimento entre nossos países, pelo desenvolvimento da nossa região, debater ações pela paz no mundo e contra as fake news”, escreveu Lula em publicação nas redes sociais.
Bom dia. Hoje embarco aos EUA, onde me reunirei com o presidente @POTUS na Casa Branca. Queremos construir relações de parceria e crescimento entre nossos países, pelo desenvolvimento da nossa região, debater ações pela paz no mundo e contra as fake news.
— Lula (@LulaOficial) February 9, 2023
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a pauta do encontro com Biden terá três temas centrais: democracia, direitos humanos e meio ambiente. Os dois presidentes devem discutir como os dois países podem continuar trabalhando juntos para promover a inclusão e os valores democráticos na região e no mundo.
Lula e Biden foram eleitos e assumiram seus mandatos em contextos similares, de denúncias de supostas fraudes eleitorais e em meio a tentativas de golpe. Assim como as invasões e depredações às sedes dos Três Poderes, de 8 de janeiro, o Capitólio, sede do Legislativo dos Estados Unidos, foi atacado em janeiro de 2021 por radicais insatisfeitos com a derrota eleitoral do ex-presidente Donald Trump.
Ao falar, nesta terça-feira (7), sobre os preparativos da viagem do presidente, o secretário das Américas do Itamaraty, embaixador Michel Arslanian Neto, lembrou que Lula conversou recentemente com Biden, por telefone, em duas oportunidades. A primeira, quando foi declarado vencedor das eleições presidenciais em outubro do ano passado, e a segunda, no dia 9 de janeiro, um dia após os atos golpistas em Brasília.
“Os dois países estão experimentando desafios semelhantes, uma preocupação comum com o tema da radicalização, violência política, com o tema do uso das redes [sociais] para a difusão de desinformação e discurso de ódio. Então, com as duas principais democracias do mundo se reunindo em seu mais alto nível, será uma oportunidade ímpar para que enviem uma mensagem de forte apoio a processos políticos, sem recursos a extremismos, à violência e com o uso adequado das redes sociais”, destacou o embaixador.
Já na área ambiental e de mudanças do clima, o Brasil pretende se apresentar como ator ativo e comprometido com suas obrigações de reativar os instrumentos de proteção ambiental, mas também pretende buscar engajamento dos países envolvidos, para cumprimento de suas obrigações em termos de financiamento na área climática.
Sobre a pauta relacionada a direitos humanos, devem ser debatidos temas como o combate à fome e à pobreza em âmbito global, os direitos dos povos indígenas e o combate ao racismo, além da integração dos dois milhões de brasileiros que vivem nos Estados Unidos – maior comunidade do Brasil no exterior.
A secretária do Departamento do Interior dos Estados Unidos, Deb Haaland, foi líder da delegação norte-americana na posse de Lula, em nome do presidente Joe Biden. Haaland é responsável pelas políticas dos povos indígenas em seu país, e quando esteve em Brasília, encontrou a presidente da Funai, Joenia Wapichana.
Na esfera econômica, o governo brasileiro busca a dinamização de investimentos, em particular na transição energética e geração de energia limpa, e uma maior integração das cadeias produtivas. Ambos os líderes conversarão, igualmente, sobre as principais questões da agenda internacional, como paz e segurança e governança no G-20.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil e principal destino das exportações de produtos industrializados. No ano passado, o intercâmbio total entre os dois países foi de cerca de US$ 88,7 bilhões, valor inédito na série histórica. Além disso, é o país com o maior estoque de investimentos no Brasil, estimado em US$ 123 bilhões.
A viagem do presidente Lula atende a convite do presidente Joe Biden. Ele ficará hospedado na Blair House, residência oficial onde o presidente dos Estados Unidos recebe os convidados mais importantes.
Integram a comitiva, a primeira-dama Janja Lula da Silva e os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Fazenda, Fernando Haddad; do Meio Ambiente, Marina Silva; e da Igualdade Racial, Anielle Franco. Também acompanham o presidente o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; o líder do governo no Senado, Jacques Wagner; e o assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim.
O retorno ao Brasil está previsto para sábado (11).
Os Estados Unidos são o terceiro país visitado por Lula, desde que assumiu o mandato. Em janeiro, ele esteve na Argentina e no Uruguai, onde tratou das relações bilaterais entre os países, a integração da América Latina e o fortalecimento do Mercosul, o bloco econômico composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Também estão previstas viagens para China e Portugal nos próximos meses. Lula também recebeu convite do presidente da França, Emmanuel Macron, para visitar o país.
Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - A secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Vanessa Soriano, e o presidente da Progresso e Habitação de São Carlos (Prohab), Rodson Magno do Carmo, estiveram em São Paulo em reunião com o chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Cel. Roberto Antônio Diniz, debatendo assuntos de interesse do município de São Carlos.
A pauta principal teve como base o andamento do projeto “Vida Longa”, que consiste na construção de 22 moradias para idosos na modalidade república em um convênio da Prefeitura de São Carlos com o Governo do Estado, que investirá na cidade por intermédio desta iniciativa.
Conforme Vanessa Soriano, secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, os trabalhos estão em ritmo avançado. “O programa “Vida Longa” diz respeito a um convênio que nós assinamos há algum tempo e que permite o repasse de mais de R$ 3,5 milhões para a construção de 22 moradias para idosos com vínculos familiares fragilizados ou rompidos e que têm autonomia para suas atividades diárias. Neste convênio, o Governo do Estado entra com a construção e o mobiliário e a Prefeitura com equipe e manutenção. Atualmente, este processo está 64% concluído, com previsão de entrega para junho deste ano, então fomos acertar os últimos detalhes. Ficamos felizes que a nossa cidade seja contemplada em mais uma grande obra do governo Airton Garcia”, destaca Vanessa.
Já o presidente da Prohab, Rodson Magno do Carmo, recordou das articulações que fez ainda enquanto vereador para auxiliar na viabilização do projeto. “Esta é uma conquista muito importante que tivemos em parceria com o deputado federal Fernando Marangoni, que nos apoiou para que São Carlos fosse beneficiada. Trata-se de uma espécie de condomínio fechado, com estrutura moderna e equipado, e a Prohab está acompanhando todas as etapas da obra”, disse Rodson.
VATICANO - O papa Francisco fez um apelo na quarta-feira (8) por solidariedade internacional com Turquia e Síria, dois dias após o terremoto devastador que provocou mais de 11.200 mortes.
"Encorajo todos a se solidarizarem com estes territórios, alguns deles já martirizados por uma longa guerra", disse o pontífice ao final da audiência geral.
Francisco também pediu orações para os integrantes das equipes de emergência, que enfrentam condições meteorológicas adversas e rodovias com graves danos.
"Oremos juntos para que estes irmãos e irmãs possam avançar diante da tragédia", afirmou.
"Meus pensamentos estão voltados neste momento para as populações da Turquia e da Síria, muito afetadas pelo terremoto que provocou milhares de mortos e feridos", acrescentou.
"Com emoção eu rezo por eles e expresso minha proximidade com estas populações, com as famílias das vítimas e todos os que sofrem com esta calamidade devastadora".
O pontífice também pediu que a comunidade internacional não esqueça o "sofrimento do povo ucraniano, tão martirizado por este frio, sem luz, sem calefação e em guerra".
Na segunda-feira, o líder da Igreja Católica expressou condolências à Turquia e Síria, ao mesmo tempo que expressou "profunda tristeza" com as consequências do terremoto de 7,8 graus de magnitude.
As equipes de emergência na Turquia e Síria enfrentam horas "cruciais" nesta quarta-feira para encontrar sobreviventes entre os escombros.
SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta esteve na segunda-feira (06) acompanhando a pavimentação da estrada municipal “José Baio”, via que dá acesso ao Aracê de Santo Antônio. As obras de pavimentação desta via estão sendo executadas pela empresa Bandeirantes e devem ser finalizadas ainda esta semana.
Bruno Zancheta tem cobrado a pavimentação dessa via desde o início de seu primeiro mandato no legislativo e também no ano de 2022 através de documentos protocolados e falas no legislativo. Em razão das enchentes que atingiram nossa cidade e da pavimentação de um lado da via, a finalização deste serviço se tornou ainda mais necessária.
"Tenho lutado muito pela pavimentação da estrada municipal José Baio, atendendo pedido de munícipes e unindo forças, vencemos! Me posicionei na Tribuna da Câmara e protocolei uma série de documentos e agora fomos contemplados. Quem ganha com isso é a população que sofria há muitos anos com a precariedade das vias. Agradeço a Prefeitura por atender o nosso pedido", disse o parlamentar.
BRASÍLIA/DF - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impôs sigilo sobre a íntegra das imagens dos atos de vandalismo registradas pelo sistema de câmeras do Palácio do Planalto, alegando riscos para a segurança das instalações presidenciais.
No entanto divulgou oficialmente trechos editados dessas imagens que não permitem analisar a atuação e eventual omissão das forças de segurança no dia 8 de janeiro dentro do palácio, além de priorizar passagens que ligam a imagem dos ataques mais fortemente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O governo Lula também chegou a impor sigilo na lista de convidados para a recepção no Itamaraty após a posse do petista, no dia 1º de janeiro. A medida, no entanto, gerou desgaste, e a lista, foi com mais de 3.500 nomes, foi posteriormente divulgada.
O argumento original para a imposição do sigilo era que o evento tinha "caráter reservado" e que a divulgação poderia "prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as relações internacionais" do país.
A principal razão para o desgaste é que Lula criticou em diferentes ocasiões o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela decretação de sigilo em informações do governo federal.
A reportagem pediu via Lei de Acesso à Informação a íntegra das imagens registradas pelas câmeras de segurança internas e externas do sistema do Palácio do Planalto referentes ao domingo em que manifestantes golpistas vandalizaram os prédios dos Três Poderes.
Além do Planalto, os apoiadores do ex-presidente Bolsonaro avançaram sobre as forças de segurança e invadiram o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal).
Ao negar acesso à íntegra das imagens, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), comandado pelo general Gonçalves Dias, afirma não ser "razoável" por divulgar informações que exponham métodos, equipamentos, procedimentos operacionais e recursos humanos da segurança presidencial.
"Dessa forma, presente pedido de informação não pode ser atendido, haja vista que as imagens do sistema de vídeo monitoramento do Palácio do Planalto são de acesso restrito, considerando que sua divulgação indiscriminada traz prejuízos e vulnerabilidades para a atividade de segurança das instalações presidenciais", diz a resposta.
Em outro trecho, afirma: "Caso seja facultado o acesso às informações solicitadas, a eficiência, como princípio constitucional da administração pública, e o interesse público de prevenir ações adversas contra as autoridades protegidas pelo GSI/PR ficam desamparados".
O gabinete ainda acrescenta que as imagens solicitadas já estão sendo utilizadas no âmbito de processo investigatório para a elucidação dos eventos do dia 8 de janeiro. Cópias dos vídeos foram encaminhadas para o Exército e para a PF (Polícia Federal), que apuram o episódio.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, policiais utilizam uma mistura de inteligência artificial e trabalho manual para identificar os criminosos. No Planalto, foram coletadas imagens de 22 câmeras do sistema de TV interno.
Esses terabytes de imagens são analisados pela inteligência artificial para servir na montagem da dinâmica do ocorrido e para identificar os envolvidos. O sistema identifica, quadro a quadro, todas as faces encontradas.
Para isso, a inteligência desenvolvida pela PF demarca 512 pontos em cada uma das faces.
Esses apontamentos são comparados com os rostos identificados pelo mesmo processo nas fotos dos presos tiradas na hora da detenção, em bancos de imagens do governo, vídeos extraídos de celulares e outros bancos da corporação.
Na apuração da PF, as cenas de locais onde o estrago foi maior e algumas específicas, como a quebra do relógio de dom João e da depredação do quadro de Di Cavalcanti, estão sendo priorizadas.
Os trechos divulgados pelo governo focam especialmente os momentos de vandalismo e contribuíram para a identificação dos golpistas.
Os recortes das imagens das câmeras de segurança foram inicialmente divulgados no dia 15 de janeiro pelo programa Fantástico, da TV Globo. Na sequência, todos os veículos de imprensa que requisitaram oficialmente os vídeos tiveram acesso ao mesmo conteúdo.
Em uma das imagens de maior repercussão, um manifestante golpista usando uma camiseta com o rosto de Jair Bolsonaro estampado joga no chão o relógio histórico que foi trazido ao Brasil por dom João 6º.
Fontes que tiveram acesso a mais imagens das câmeras de segurança, no entanto, apontam que esse não foi o único manifestante a vandalizar o relógio.
O item histórico chegou a ser recolocado no lugar, mas depois uma nova turba o jogou no chão novamente. O governo, no entanto, preferiu divulgar apenas a imagem do homem com a camiseta do ex-presidente.
Os trechos divulgados também mostram os manifestantes golpistas circulando livremente, avançando sobre diversas áreas do Palácio do Planalto, sem serem confrontados pelas forças de segurança.
A maioria deles veste camisetas com as cores verde e amarela alguns também aparecem nas imagens carregando bandeiras do Brasil.
Os manifestantes chegam a ter tempo para recarregar os telefones celulares nas tomadas do palácio e fazem ligações e transmissões ao vivo.
Em apenas um dos trechos divulgados, um agente das forças de segurança aparece por poucos segundos, do lado de fora do Planalto, tentando dialogar com um manifestante pela janela.
O papel do Gabinete de Segurança Institucional durante a invasão do Planalto tornou-se um ponto de grande discussão dada a facilidade encontrada pelos manifestantes, além de o órgão ter virado alvo de críticas internas.
O GSI não preparou um esquema de segurança para os atos e há dúvidas sobre a atuação de seus agentes para tentar conter a invasão.
A reportagem questionou a Secretaria de Comunicação Social do governo por que apenas trechos editados foram divulgados e quais os critérios para selecionar quais trechos se tornaram públicos.
Também foi questionado por que apenas o trecho da destruição do relógio pelo manifestante com a camiseta de Bolsonaro foi divulgado, sendo que outras pessoas também vandalizaram o item histórico.
O governo não respondeu os questionamentos específicos e apenas reenviou a resposta dada pelo GSI para negar o pedido via Lei de Acesso à Informação.
por RENATO MACHADO E MARIANNA HOLANDA / FOLHA de S.PAULO
MARROCOS - O Parlamento do Marrocos aprovou a criação de uma comissão para reavaliar as relações com o Parlamento Europeu depois que o Parlamento Europeu aprovou uma resolução crítica à situação da liberdade de imprensa no país, bem como ao suposto esquema de suborno de Rabat para ganhar influência em Bruxelas.
A Câmara dos Deputados de Marrocos indicou em comunicado publicado no seu site que esta comissão vai integrar representantes das duas câmaras do Parlamento e sublinhou que a decisão surge “após uma discussão aprofundada” sobre a reavaliação das relações com a União Europeia Parlamento.
Também esta quarta-feira, 08, terá lugar uma «importante reunião de estudo e informação sobre os ataques e falsas acusações feitas contra Marrocos por alguns partidos do Parlamento Europeu», sem adiantar mais detalhes sobre o assunto.
O Parlamento marroquino anunciou a 23 de janeiro a sua decisão de «reavaliar» as relações com o Parlamento e sublinhou que «toma nota com grande espanto e profunda consternação» desta resolução do Parlamento Europeu. Afirmou ter «prejudicado gravemente a confiança entre as duas instituições legislativas».
A este propósito, qualificou de “perigosa” à deriva traçada pelo Parlamento Europeu, lamentando que o Parlamento Europeu “tenha sido conduzido por certos círculos hostis» no âmbito de «uma campanha de falsas acusações dirigida a um parceiro tradicional e credível.”
O texto aprovado pelo Parlamento Europeu apelava ao respeito pela liberdade de expressão e dos meios de comunicação social, denunciava a utilização do programa de espionagem 'Pegasus' e exigia ainda “um julgamento justo” dos jornalistas detidos Omar Radi, Sulaiman Raisuni e Taufik Buachrine.
Fonte: (EUROPA PRESS)
Daniel Stewart / NEWS 360
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