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Análises que explicam comportamento de material alternativo foram publicadas na Scientific Reports

 

SÃO CARLOS/SP - Materiais ferróicos são aqueles que apresentam uma ou mais das propriedades físicas - ferroeletricidade, ferromagnetismo (ou antiferromagnetismo) e ferroelasticidade - que têm especial interesse para aplicações em dispositivos eletroeletrônicos como capacitores, sensores, memórias, dentre outros. Atualmente, os materiais mais comuns nessas aplicações são baseados em chumbo, cuja toxicidade é um problema ambiental e para a saúde humana, exigindo o desenvolvimento de alternativas sustentáveis.

Nas últimas décadas, uma família de materiais - os materiais eletrocerâmicos baseados em titanato de sódio e bismuto (BNT) - tem atraído a atenção da comunidade científica como possível alternativa. No entanto, eles apresentam um comportamento dielétrico (de isolamento elétrico) em altas temperaturas muito diferente do encontrado nos materiais tradicionais, e a origem desse comportamento tem gerado controvérsias entre os pesquisadores.

Compreender os mecanismos físicos por trás desse comportamento, bem como sua relação com a temperatura, é fundamental para desenvolver soluções que tenham bom desempenho nas aplicações tecnológicas desejadas. Não é adequado, por exemplo, usar um material com propriedades excelentes, mas que perde essas propriedades justamente na temperatura de uso de um determinado dispositivo.

O Grupo de Materiais Funcionais Avançados do Departamento de Física (DF) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) vem, há pouco mais de cinco anos, atuando justamente na busca por novos materiais ecologicamente corretos para essas aplicações. As pesquisas resultaram, no último mês, na publicação de artigo na Scientific Reports, revista do grupo Nature, relatando resultados que explicam o comportamento anômalo dos materiais baseados em titanato de sódio e bismuto e, assim, abrem caminho para o design desses materiais de forma a otimizá-los aos usos pretendidos.

Além do foco nas questões ambientais, um outro diferencial do grupo de pesquisa da UFSCar é o emprego de técnicas não usuais de caracterização dos materiais. "De modo geral, as propriedades dielétricas, ferroelétricas, piroelétricas, piezoelétricas, são medidas com resposta elétrica, e nós medimos também a resposta mecânica", conta Paulo Sergio da Silva Jr, docente do DF. "Somos pioneiros no Brasil no uso da espectroscopia mecânica na análise de materiais ferróicos, e ela nos ajudou a entender o que estava acontecendo no material a partir de resultados anômalos não reportados anteriormente", registra o pesquisador.

Silva Jr compartilha inclusive uma curiosidade da trajetória da pesquisa. "Um renomado colaborador antigo nosso, quando viu esses resultados pela primeira vez, não acreditou, insistia que eram problemas nas amostras, ou no equipamento", relata o professor da UFSCar.

"Havia uma lacuna na literatura sobre a resposta elétrica desses materiais em uma determinada faixa de temperatura, e a resposta mecânica, combinada às técnicas elétricas, trouxe novas informações que complementaram o estudo", resume Silva Jr. Ou seja, a partir desses resultados, o grupo conseguiu desvendar o comportamento dielétrico do BNT em altas temperaturas. Esse comportamento está relacionado principalmente a um fenômeno chamado de polarização interfacial envolvendo efeitos de cargas espaciais relacionados a defeitos do tipo vacância de oxigênio. Esses defeitos geralmente ocorrem em materiais eletrocerâmicos, sendo que, naqueles com estrutura perovskita, surgem para manter a estabilidade elétrica desses materiais, dependendo da valência dos elementos químicos que ocupam uma determinada posição desta estrutura (sódio ou bismuto que compartilham a posição A da estrutura, no caso do BNT).

Como a mobilidade de vacâncias de oxigênio no interior do grão e entre grãos do material afeta substancialmente a resposta dielétrica e de condução termicamente estimulada do BNT, desvendar a fenomenologia associada a este mecanismo permitirá um adequado controle e aprimoramento dessas propriedades físicas em altas temperaturas. No estudo da UFSCar, além das técnicas empíricas, os pesquisadores também usaram modelagem matemática para descrever o fenômeno observado.

Assim, está aberta agora, a partir do estudo, uma nova janela de oportunidades para o design de materiais eletrocerâmicos ecologicamente amigáveis que possam ser utilizados em componentes eletrônicos capazes de operar em uma ampla faixa de temperatura sem variações de desempenho.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na modalidade de acesso aberto e, assim, pode ser acessado livremente em Scientific Reports, via https://rdcu.be/cakLA.

A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e, além de Silva Júnior, o artigo tem autoria do também docente do DF Michel Venet Zambrano; de Julio Cesar Camilo Albornoz Diaz, cuja tese de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Física (PPGF) da UFSCar, deu origem aos resultados reportados; e de Jean-Claude M’Peko, docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP).

As videoaulas de reforço foram gravadas nos estúdios cedidos pela USP

 

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a USP (Universidade do Estado de São Paulo), campus São Carlos, lançou nesta quinta-feira (03/12), às 10h, no auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), o Projeto “Educação Para Todos”. O objetivo do Projeto é ampliar o acesso dos estudantes às atividades pedagógicas não presenciais com a transmissão de videoaulas de reforço agora em dezembro pelo canal aberto da TV Educativa de São Carlos (TVE) e pelos canais fechados (TV a cabo) da USP, da Câmara Municipal e da TV Ônix.

Inicialmente foram gravadas dez aulas para cada área do conhecimento, contemplando os estudantes do ensino fundamental I (1º ano ao 5º ano) e estudantes do ensino fundamental II e EJA (6º ao 9º ano). Ainda serão transmitidas “Contação de Histórias”, visando às crianças da Educação Infantil e estudantes de 1º ao 3º ano. As videoaulas foram gravadas pelos professores da Rede Municipal em dois estúdios cedidos pela USP, a transmissão será de 2 horas diárias.

Durante o anúncio, as professoras da rede municipal de Ensino, Juliane Dias Guillen, Rosana Barcella e Luciana França Santana, falaram do desafio de gravar as aulas em estúdio, acrescentando que o material, além de apoiar no ensino dos alunos no ensino a distância, também poderá ser utilizado em salas de aula na pós-pandemia.

De acordo com a secretária de educação, Cilmara Seneme Ruy, o Projeto amplia o acesso dos estudantes às atividades pedagógicas não presenciais, pois seguramente a população que tem acesso à TV é bem maior do que a que tem acesso à internet. “Em razão da pandemia e pela preservação da vida, as aulas presenciais estão suspensas na rede municipal de ensino de São Carlos desde 23 de março. O ensino na rede municipal de ensino de São Carlos passou ser realizado com atividades pedagógicas não presenciais. As escolas municipais estão disponibilizando semanalmente às famílias e estudantes os arquivos das atividades não presenciais através do site da Educação. Para os estudantes que não possuem ou têm dificuldade de acesso à internet, as EMEBs (Escolas Municipais de Educação Básica) preparam quinzenalmente aos estudantes materiais impressos para a realização das atividades pedagógicas. Essas videoaulas só vêm acrescentar as opções de ensino a distância”, explica a secretária de Educação, Cilmara Seneme Ruy.

É importante reforçar junto aos pais ou responsáveis que o ano letivo não acabou e que as atividades pedagógicas continuam acontecendo, todas elas são planejadas pelos professores a partir dos objetivos essenciais de aprendizagem previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste sentido, o incentivo e acompanhamento dos pais ou responsáveis na realização das atividades não presenciais pelos estudantes são fundamentais, pois visa em primeiro lugar, evitar o retrocesso de aprendizagem por parte dos estudantes e a perda do vínculo com a escola, o que pode levar à evasão e ao abandono.

“Este é um ano diferente, mas que não está perdido. Mais do que nunca, é preciso garantir, a cada estudante, o acesso à escola, a permanência nela e a aprendizagem”, acrescentou a secretária de Educação de São Carlos.

Para o professor Vanderlei Salvador Bagnato, pesquisador e atual diretor do IFSC/USP, o Instituto de Física já realiza um programa de aulas pela internet e pela TV já há mais de duas décadas com sucesso absoluto. “Os estudantes, tendo o material disponível para ir além das aulas, ajuda muito. Hoje a realidade é diferente, as aulas pela TV e internet não constitui algo para complementar o que é repassado em sala de aula, mas para transmitir instrução e educação para os alunos que estão impedidos de frequentar a sala de aula em virtude da crise sanitária da pandemia. Se antes essas aulas ajudavam a complementar, a esclarecer dúvidas, agora elas são essenciais. As aulas pela televisão são democráticas porque a TV é um instrumento de comunicação que mais chega aos lares de São Carlos”, avalia Bagnato.

O superintende da TVE, Luiz Antônio Garmendia, destacou que o projeto faz parte de uma soma de ideias e esforços que começaram em abril quando as primeiras aulas da Fundação Educacional de São Carlos começaram a ser transmitidas. “A partir da ideia do nosso conteúdo de ensino, em setembro fomos procurados pela Secretaria Municipal de Educação e unimos esforços com outras instituições para viabilizar o projeto, só que agora, voltado para os alunos da rede pública de ensino.  O resultado são 10 conteúdos inéditos, que serão exibidos e também reprisados em um segundo momento, até que os novos programas sejam gravados e exibidos”, explicou ele.

Os programas do projeto educação para todos, passam a ser exibidos a partir da próxima segunda-feira (7/12). Os alunos podem acompanhar as aulas de segunda a sexta, a partir das 15 horas, logo após o programa Repórter Brasil Tarde, na TVE, sintonizada no canal 51.1 para TV aberta, canal 12 da NET, ou no canal 8 da C-Lig. Também serão transmitidas pela TV Câmara (canal 8 da NET) e pela TV Ônix (canal 26 da NET).

Evento no dia 10/12 é aberto ao público e pretende encaminhar propostas de políticas públicas

 

SÃO CARLOS/SP - A cidade de São Carlos tem sido afetada por inundações, em decorrência de chuvas torrenciais combinadas à falta ou deficiência de políticas públicas ambientais e urbanísticas. Diante desse cenário, o Departamento de Ciências Ambientais (DCAm) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza, no dia 10 de dezembro, o encontro online "Inundações em São Carlos/SP: da crise persistente ao planejamento de uma cidade saudável". O objetivo é discutir o problema das inundações que afetam algumas regiões do Município, de modo a apresentar propostas de projetos, planos e políticas públicas.
O webinário, aberto a toda a população, será o primeiro evento de um ciclo de palestras e encontros para discussão da temática, abrindo espaço para discussões interdisciplinares, com envolvimento de profissionais de diversas áreas e de representantes da sociedade. 

Programação
A abertura tem início às 8h30. Às 9 horas, será realizada a Mesa 1 - Aspectos Ambientais; das 10h40 às 12h10, acontece a Mesa 2 - Aspectos urbanísticos. No período da tarde, das 14 às 15h30, ocorre a Mesa 3 - Aspectos jurídicos e, na sequência, das 15h40 às 17h10, a Mesa 4 - Gestão de desastres. A parte final será destinada à sessão de síntese das discussões e sugestões de encaminhamento. 
"O Departamento de Ciências Ambientais da UFSCar abre esse importante canal de participação e espera que a população venha discutir o problema de forma a contribuir com a busca das melhores soluções, dentro de um processo democrático participativo", convidam os organizadores. A intenção é redigir um documento propositivo para subsidiar as ações e a reflexão política e técnica sobre o tema. 
O webinário é gratuito e sem necessidade de inscrição prévia. A transmissão ao vivo acontece pelo canal do DCAm no YouTube (https://cutt.ly/2hx01Ah). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

SÃO CARLOS/SP - Os professores da Rede Pública Municipal estão realizando na tarde desta quinta-feira (3) um buzinaço com mais de 200 carros, em frente a Secretária de Educação de São Carlos.

Foi colocada uma coroa de flores, em alusão a um falecimento e também foram colocadas mensagem como: Luto pela educação de São Carlos, Desvalorização dos Profissionais da Educação, Desvalorização dos Profissionais da Educação Especial, Atribuição Justa para Todos, entre outras mensagens

O objetivo deste buzinaço é mostrar em forma de protesto, que os professores da Rede Pública Municipal merecem respeito e querem diálogo, uma vez que a decisão de fechar as 48 salas de aula partiu da Secretária e não foi aberto espaço para que os professores pudessem opinar sobre tal decisão, apenas foram comunicados do fato.

Outro ponto que os professores querem discutir com a Secretária é com relação a informação que circula de que irão modificar o tempo das aulas, passando para 60 minutos, o que irá impactar na vida dos professores P3, desta forma ele querem que a Secretaria abra um diálogo com os servidores públicos da área da educação para que possam juntos chegar a um denominador comum.

Em nota a Secretaria respondeu o seguinte: 

A Secretaria Municipal de Educação de São Carlos esclarece que não tem por objetivo fechar salas da educação infantil (creches) em 2021. Seria um contrassenso considerando a política de ampliação de vagas realizada nos últimos quatro anos com a construção de 5 novas escolas e novas salas.

A atribuição de aulas ocorrerá normalmente no dia 14 de dezembro, para toda a Rede Municipal de Ensino.

Diante da pandemia do novo coronavírus, respeitando todas as orientações sanitárias, a Secretaria orientou todos os diretores e supervisores escolares para que realizem um trabalho ativo e determinado para completar as matrículas e oferecer à comunidade as vagas necessárias até o mês de fevereiro.

Em 2020 foram matriculados na educação infantil 12.200 alunos, um aumento 41,9% se comparado ao número de vagas ofertadas em 2017. Já no ensino fundamental eram atendidos 5.592 alunos em 2017, passando esse ano para 6.283 matriculados, um aumento na rede de 12,4%. Na Educação de Jovens e Adultos (EJA) o aumento no número de vagas foi de 12,6%, passando de 461 alunos para 519.

No total a expansão da rede municipal de ensino foi de 29,7% (2017/2020). Em 2017 a rede atendia 14.697 alunos na educação infantil e no ensino fundamental, hoje são 19.066. A partir de 2017 foram abertas 2.060 novas vagas na educação infantil e 527 no ensino fundamental.

A Secretaria Municipal de Educação reafirma o compromisso com a oferta de vagas.

SÃO CARLOS/SP - Na tarde de ontem, quarta-feira (2) aconteceu uma reunião com todos os diretores de todas as escolas municipais, na Secretaria Municipal de Educação, onde foram informados de que seriam fechadas 48 salas em diversas escolas e o motivo deste fechamento, seria a falta de alunos.

Os professores da rede pública municipal ficaram enfurecidos com a notícia e estão organizando um buzinaço para esta quinta-feira (3) em frente a Secretaria de Educação, às 15h, e a concentração dos professores será realizada às 14h30 no estacionamento do SINDSPAM (Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos e Dourado).

Outra situação que enfurece os professores é que circula a informação de que irão modificar o tempo das aulas, passando para 60 minutos, o que irá impactar na vida dos professores P3.

A Secretária de Educação se manifestou sobre o caso, e afirmou que a maioria das salas afetadas são as dos bebês e que isso poderá ocorrer se em até março de 2021 as salas não estiverem com alunos matriculados, e segundo a Secretária, o motivo da baixa procura seria a indefinição do retorno as aulas presenciais no ano que vem.

Com informações do Site São Carlos Dia e Noite

BRASÍLIA/DF - Os representantes de universidades privadas preencheram mais da metade da agenda de encontros com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, com dirigentes do ensino superior aos longos dos 4 primeiros meses dele à frente do cargo.

Sua gestão começou em 16 de julho – mas ele ficou afastado quase 10 dias para tratar-se de covid-19– e até 25 de novembro, foram 32 encontros com emissários de empresas de ensino particular e 25 com representantes de universidades públicas. Onze das reuniões envolviam faculdades ligadas a instituições religiosas. Ribeiro é pastor.

Dos 3 ministros que passaram no Ministério da Educação na gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), ele é o único que se encontrou com mais representantes de instituições de ensino superior privadas do que públicas. A comparação foi feita com os 4 primeiros meses de gestão de cada ministro.

O aumento de dirigentes de entidades particulares não foi à toa. A pandemia e as propostas de reforma tributária do governo preocupam as entidades, que passaram a se movimentar nos bastidores. O principal destino foi o MEC. Além da pasta, o Ministério da Economia, a Presidência da República e parlamentares também estão sendo procurados.

 

Pautas

Os dirigentes de entidades públicas são contra a reforma tributária.  Se aprovada, eles relatam que aumentará a tributação do ensino superior para até 12% por causa da CBS (Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços), que deve ser a substituta dos atuais Pis e Cofins. Atualmente pagam, em média, 3,75%.

Segundo o diretor-executivo da Abmes (Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior), Sólon Caldas, essa mudança, caso seja aplicada, irá tornar as mensalidades mais caras.

Outro ponto é o Prouni. A reforma altera a base de cálculo e retira 2 impostos. Atualmente, contam IR, Contribuição Social, PIS e Cofins. Ficarão apenas os 2 primeiros, já que os outros foram unificados e não foram incluídos no cálculo do programa. O temor é que, somado à crise financeira que atingiu o país, o número de alunos caia. A isso, também há a expectativa de perda de alunos, decorrente de eventual aumento nas mensalidades.

Os representantes também pedem a criação do Fies emergencial. Em 2014, foram 730 mil estudantes. Em 2020, apenas 40.000. Com a crise, entidades temem fechar as portas.

Também teve destaque nas reuniões com o ministro o tema das aulas remotas. A portaria 544, que permitiu a modalidade, vence em 31 de dezembro junto ao decreto da calamidade. Foi prorrogada. Mas os reitores pedem mais clareza sobre o processo. Na captação de alunos, relatam, faculdades se dizem rendidas ao não ter como responder sobre como será o procedimento em 2021.

Faculdades e universidades interessadas em abrir as portas ou ampliar cursos têm ido com parlamentares ao encontro de Milton Ribeiro. Em 11 de novembro, Pastor Eurico (Patriotas-PE) encontrou o ministro com pessoas que pretendem abrir uma faculdade.

Por último, pedem que a educação seja transforma numa atividade essencial atividade essencial para poderem continuar funcionando.

“Por que levamos para o MEC? Porque precisamos do apoio dele para convencer o governo que essa reforma tributária é péssima para o setor, que desonera o governo em R$ 225 bilhões”, diz Sólon Caldas, que esteve com o ministro em 28 de agosto.

 

INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS

Foram basicamente 2 motivos que levaram ao aumento dos encontros com representantes. A origem de pastor do ministro e o fato de que aquelas que, além de confessionais, são filantrópicas, terão aumento na tributação com a reforma tributária. Hoje, as filantrópicas não pagam PIS e Cofins.

“Com a reforma, terão de pagar 12%”, diz Sólon Caldas.

Para o ex-ministro da Educação Cristovam Buarque, Milton Ribeiro tem comportamento corporativo ao dedicar 20% da sua agenda de encontros a universidades confessionais.

“Acho que é corporativismo de receber a sua turma. Você não é ministro para continuar seu doutorado”, disse ao referir-se à tese de Ribeiro, que aborda o calvinismo na educação brasileira.

 

INSTITUIÇÕES PÚBLICAS

Por outro lado, o presidente do Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica), Jadir Pela, disse que não tem conseguido agenda com o ministro. Entre as pautas estaria entender o plano do governo sobre a educação profissional, Orçamento e nomeação de reitores.

Jadir explicou que quando o ministro assumiu houve uma reunião virtual. Naquele momento, foi solicitada uma agenda presencial, mas ainda não obteve retorno.

“Falou na conversa inicial que seria o ministro do diálogo, mas isso não tem acontecido. A impressão é de que as instituições públicas não são prioridade. Estamos jogados à própria sorte”, disse.

O ex-ministro Ricardo Vélez Rodriguez, que teve a maior parte das suas agendas com representantes do ensino privado, contou ao Poder360 que tinha como meta alterar a forma como os reitores são escolhidos nas instituições públicas. Atualmente, a escolha é resultado de uma lista tríplice de funcionários da entidade. Ele queria adotar modelo semelhante ao do ITA, que faz chamada pública para o cargo.

“Procurei os reitores e parlamentares. Foram bastante receptivos. Minha ideia era que as universidades públicas fizessem parte e melhorassem os locais onde estão instaladas. Houve simpatia. Mas pelo jeito o processo parou“, contou ao Poder360.

O MEC foi procurado com mais de 24 horas de antecedência à publicação destas informações para dizer o que a pasta pretende fazer a respeito dos pedidos das entidades privadas. O Poder360 não recebeu resposta.

 

 

*Por: Guilherme Waltenberg / PODER360

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Renda (SMTER) promoveu na noite da última segunda-feira (30/11), de forma virtual, a entrega dos certificados aos alunos da segunda turma do curso de Analista de Redes Sociais, realizado somente pela internet através da Plataforma ZOOM, no período de 05 de outubro a 25 de novembro.
O secretário municipal de Trabalho, Emprego e Renda, Walcinyr Bragatto, afirmou que a qualificação profissional oferecida “atinge excelentes resultados, inclusive muitos que se formaram já conseguiram oportunidades de trabalho e alguns com atividades próprias. É uma satisfação para nós”, ressaltou Bragatto.
Ministrado pela professora Karina Olívio de Souza o curso teve carga horária de 50 horas e ofereceu 20 oportunidades de qualificação online totalmente gratuita.
Segundo o aluno Mário Humberto Ferreira dos Santos, o curso é um grande acerto da SMTER, resultado do zelo e competência do corpo técnico e sensibilidade do secretário Bragatto em atender essa demanda de qualificação profissional.
O aluno Paulo de Souza Oliveira agradeceu a professora pela dedicação, empenho e profissionalismo na condução das aulas. “Estou certo que ainda teremos muitas oportunidades de ampliar nossos conhecimentos. Nosso reconhecimento a sua incansável vontade de nos encorajar e encarar a realidade com força e preparo”, disse ele.
Osni José Rapelli destacou que “ao longo do curso, percebeu, que a professora era especial. “Realmente sempre preocupada, respondendo todas as perguntas, fornecendo um feedback e sempre com uma mensagem de incentivo em cada passo, isso fez com que sempre tivesse ânimo para retornar para a próxima aula. Foram superados o medo, o desespero e surgiu a confiança para começar a entender como o processo funcionava e ver a possibilidade de fazer a diferença junto às redes sociais, com consciência e capacidade”.
Victória Pavão Duarte ressalta que foi muito prejudicada pela quarentena, pois era freelance na área de eventos. “Decidi fazer o curso e consegui ampliar minha clientela com vendas de produtos cosméticos. Foi um sucesso, após as aulas, as pessoas voltaram a aparecer, voltei a me conectar com as clientes”.
A aluna Cristina Jesus Santos explicou que o curso ensinou ela utilizar as ferramentas do WhatsApp e do Facebook de maneira adequada e eficiente. “O curso nos mostrou que somos nós que nos limitamos, e nos ajudou a quebrar essas barreiras com muita didática, carinho e educação”.
Ruttiman Castillo Amado, esclarece que “foi uma grande oportunidade de aprendizado, esclarecimento de dúvidas e contribuição significativa para alcançar nossos objetivos”.
“O curso de analista de redes sociais foi realmente excelente. A iniciativa é maravilhosa”, finalizou Marta Silvia Fargetti.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a USP (Universidade do Estado de São Paulo), campus São Carlos, lança nesta quinta-feira (03/12), às 10h, no auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), localizado na rua São Sebastião, 2.828, na Vila Nery, o Projeto “Educação Para Todos”. O objetivo do Projeto é ampliar o acesso dos estudantes às atividades pedagógicas não presenciais com a transmissão de videoaulas de reforço agora em dezembro pelo canal aberto da TV Educativa de São Carlos (TVE) e pelos canais fechados (TV a cabo) da USP, da Câmara Municipal e da TV Ônix. Inicialmente foram gravadas dez aulas para cada área do conhecimento, contemplando os estudantes do ensino fundamental I (1º ano aos 5º anos) e estudantes do ensino fundamental II e EJA (6º ao 9º ano). As aulas remotas na rede municipal de ensino serão transmitidas até 23 de dezembro.
O projeto será lançado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato, pesquisador e atual diretor do IFSC/USP, o Instituto de Física e pela secretária municipal de Educação, Cilmara Seneme Ruy.

Evento será online nos dias 3 e 4 de dezembro, aberto a todas as pessoas interessadas

 

SÃO CARLOS/SP - Nesta semana, nos dias 3 e 4 de dezembro, acontece a "VII Jornada de Estudos em Gerontologia - estratégias de promoção do envelhecimento ativo", realizada pelo Observatório do Envelhecimento Ativo, programa de extensão da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O evento é online, gratuito e aberto a todas as pessoas interessadas. O tema central dessa edição será "Desafios do envelhecer em tempos de pandemia" e contará com convidados da própria UFSCar e de outras instituições.
Além de ser um espaço de reflexão e disseminação da cultura acadêmica sobre o processo de envelhecimento ativo, a Jornada propõe, no contexto da pandemia de Covid-19, o diálogo entre diferentes públicos sobre as estratégias de promoção dos processos de envelhecimento ativo e saudável, em áreas como trabalho, tecnologia, esporte, arte, cultura e lazer, dentre outras. 

Programação
Todas as atividades serão transmitidas pelo YouTube, a partir das 9 horas, com intervenções artísticas. No dia 3 de dezembro, as palestras começam às 9h15 e as apresentações "Conselhos de direitos das pessoas idosas" e "Desafios do cuidado à saúde em tempos de pandemia" poderão ser acompanhadas neste link (https://bit.ly/2V5NNNi). Já palestra "Universidades sênior em tempos de pandemia" acontece neste link (https://bit.ly/3q51wlO), a partir das 17 horas.
No dia 4, as palestras "Impactos da Covid-19 na população idosa" e "Estratégia Brasil Amigo da pessoa idosa" estarão disponíveis neste link (https://bit.ly/33jPn2J), a partir das 9h30, e a roda de conversa "Contribuições dos bacharéis em Gerontologia para os tempos de pandemia" poderá ser acessada aqui (https://bit.ly/3mbblMr), às 17 horas. A programação completa e os palestrantes estão no site do evento (https://jornadageronto.wixsite.com/7edicao).
Não há necessidade de inscrições prévias e a organização disponibilizará link para confirmação de presença e emissão de certificado em cada atividade.
A promoção do evento conta com o apoio do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Gerontologia Social (NIEPGS/CNPq), do Departamento de Gerontologia (DGero), da Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD) e da Pró Reitoria de Extensão (ProEx) da UFSCar.

Publicadas pela EdUFSCar, obras podem ser adquiridas no site da Editora

 

SÃO CARLOS/SP - Passados pouco mais de dois séculos do surgimento do presidencialismo nos Estados Unidos, o sistema é hoje um modelo que se disseminou em várias democracias vigentes no mundo. Uma das principais preocupações dos "pais fundadores", dentro desse sistema, é garantir uma relação de autonomia e equilíbrio do poder a partir da sua descentralização entre o Executivo e o Legislativo. Por isso, as relações entre esses poderes se tornou e, ainda é, uma importante agenda de pesquisa na Ciência Política mundial.
De forma a contribuir com a discussão teórica e metodológica sobre este tema, a partir de pesquisas que tratam de aspectos ainda pouco explorados ou fenômenos recentes na conjuntura política brasileira, a cientista política e professora do Departamento de Ciências Sociais (DCSo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Simone Diniz organizou dois livros que acabam de ser lançados pela Editora da UFSCar (EdUFSCar).
O primeiro, intitulado "Atuação Parlamentar - Ensaios sobre atividades legislativas na Câmara dos Deputados", foi organizado juntamente com Pedro Floriano, docente do DCSo, e é resultado de trabalhos de pesquisa e aulas conduzidas por eles em disciplinas da graduação em Ciências Sociais e da pós-graduação em Ciência Política na Universidade.
"Passamos sei meses relendo a principal literatura sobre o comportamento legislativo e a Câmara Federal no País e desafiamos os estudantes a transpor aquelas reflexões com temáticas vigentes a partir de um arcabouço empírico. Para tanto, fizemos uma parceria com o projeto 'SigaLei', que nos forneceu os dados que trabalhamos nos capítulos, e estimulamos os discentes a refletirem e escreverem sobre essas temáticas", explicou Diniz. 
Para Floriano, a publicação demonstra como a sala de aula pode ser um lugar de aprendizado e experiência. "Além de conhecerem a literatura, os estudantes aprenderam sobre escrita acadêmica e os passos da pesquisa, permitindo uma formação enriquecedora que agora, por meio deste livro, poderá ser dividida com os leitores e pesquisadores interessados", afirma.
O segundo livro, denominado "O Sistema Presidencialista - Perspectivas analíticas nos EUA e no Brasil", foi organizado por Diniz juntamente com a professora Gleidylucy Oliveira, do DCSo, e buscou cobrir de forma didática uma outra ponta desse processo: as reflexões sobre o presidencialismo.
O livro transita entre os debates do caso típico norte-americano e como ele chega até a América Latina. "Entendemos que esse é um momento crucial para revisitarmos a literatura canônica sobre o poder presidencial e seus limites, e como essas abordagens que nascem no contexto norte-americano são transpostas para a realidade brasileira. Além disso, sugerimos novas temáticas para tratar o presidencialismo no Brasil a partir da literatura internacional, como a análise dos conteúdos das agendas presidenciais, de seus discursos e a questão orçamentária", aponta Diniz. O livro contou com a contribuição, em dois capítulos, dos pesquisadores Gabriel Casalecchi e Carolina Justo, também do DCSo.
Para Oliveira, "foi um trabalho coletivo, entre professores, pesquisadores e estudantes, que agora, em forma de livro, pode transpor as paredes da sala de aula e chegar em vários espaços de discussão e de ação política. Esse é o nosso papel enquanto cientistas e docentes: fazer circular o conhecimento e refletir sobre questões práticas do nosso cotidiano."
Os livros podem ser adquiridos no site da EdUFSCar (www.edufscar.com.br).

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