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Radio Sanca Web TV - Quarta, 26 Agosto 2026

SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, abriu oficialmente a 3ª edição do São Carlos Experience, apresentando um balanço da rede de parcerias que a Prefeitura vem construindo com a UFSCar, a USP, a Embrapa e órgãos federais nos últimos anos, e que ajuda a explicar por que a cidade se consolidou como referência nacional em inovação.

O São Carlos Experience reúne centenas de atividades em cinco dias, unindo universidades, poder público, empresas e comunidade em torno de um mesmo objetivo: mostrar o que a cidade produz em inovação e compartilhar isso com quem está de fora. “É difícil explicar o que é o São Carlos Experience porque é muita coisa, mas, resumindo, é um evento feito de centenas de eventos”, descreve Daniel Moreira, organizador da iniciativa. Segundo ele, a proposta vai além da vitrine tecnológica: “A gente une tudo isso com arte, cultura e gastronomia, colocando diferentes experiências no mesmo lugar. É uma iniciativa para dar acesso, democratizar o conhecimento, provocar reflexões e gerar ações para um futuro mais justo, mais saudável e mais sustentável”.

Entre os dados trazidos por Netto Donato, ganhou destaque o investimento de R$ 19,6 milhões em cinco anos, via Fapesp, nos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, que reúnem o IntegraSanca, projeto de inteligência artificial para gestão pública coordenado pela professora Kalinka Castelo Branco (ICMC-USP), e o SHQV (Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida), parceria com o SAAE coordenada pelo professor Emanuel Carrilho (IQSC-USP) para análise de esgoto voltada à saúde pública.

O prefeito também apresentou a meta de 3.763 procedimentos mensais do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), implantado com recursos do PAC do Governo Federal em uma estrutura de 4.100 m² na Unidade Saúde Escola da UFSCar, e o impacto de 6.391 estudantes da rede municipal atingidos pelo projeto “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP).

Netto Donato citou ainda projetos na área de segurança e clima, como o sistema do ICMC-USP, coordenado pelo professor Luís Gustavo Nonato, que usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para prever regiões com maior probabilidade de crimes cruzando dados urbanos e climáticos — ligado ao CeMEAI e ao NInDa, núcleos de pesquisa sediados na cidade —, e o projeto de drones contra incêndios da EESC-USP, coordenado pelo professor Glauco Caurin, que equipa aeronaves com sensores de gases e IA para detectar queimadas em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente.

Completaram o balanço apresentado pelo prefeito o Grupo de Trabalho em Mudanças Climáticas, criado pela Prefeitura em 2026 com a UFSCar, a USP e a Embrapa para traçar um plano de adaptação diante do risco de um super El Niño; o convênio entre a USP e o Ministério das Cidades para apoiar municípios na elaboração de Planos Municipais de Redução de Riscos — que já utiliza até barco-drone para mapear áreas de difícil acesso —; e o convênio de saúde firmado em 2025 entre a UFSCar e a Prefeitura, com vigência de cinco anos, que amplia o atendimento pelo SUS e forma profissionais de medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia.

Para o secretário de Cidade Inteligente e Transparência, Mateus de Aquino, esse tipo de balanço tem um papel que ultrapassa a fronteira do município. “É uma oportunidade para compartilhar a tecnologia, os conhecimentos científicos, não só para o público que é da área, mas também para toda a população de São Carlos”, afirma. Ele destaca ainda o objetivo de engajar quem normalmente não acompanha esse universo: “Vender as experiências de São Carlos para o público interno, para o público que às vezes não consegue ainda ter o tato de conhecer o cenário de inovação que é São Carlos. É para engajar todo mundo, quem está dentro e quem está fora”.

Na educação, o prefeito destacou o projeto “Cidade que Educa”, que já catalogou mais de 190 praças para revitalização, e a iniciativa “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP), que leva tecnologias imersivas a escolas e museus.

Se a ciência e a tecnologia dão o tom técnico ao evento, a cultura entra como elemento de conexão entre as pessoas. “Esses eventos são um temporal de ideias, com muitas experiências e iniciativas interessantes que outros municípios, outras cidades e diferentes grupos apresentam. E cultura é justamente isso: troca, interação e experiências múltiplas entre diferentes atores”, avalia o secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, que destaca a presença de representantes da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Cultura e de secretarias de Turismo de outras regiões na programação.

Representando o Ministério da Cultura, Tião Soares, diretor nacional das Culturas Tradicionais e Populares, disse ter ficado surpreso com a forma como o evento integra os dois universos. “Fiquei bastante entusiasmado e surpreso pela inovação de um evento que agrega o eixo principal, que é a cultura também. Acho que nosso verdadeiro patrimônio cultural são as pessoas. E a inovação tecnológica também é parte da nossa compreensão de cultura mais abrangente”, afirmou.

Para o prefeito de São Carlos, Netto Donato, “São Carlos mostra, com este evento, que ciência, tecnologia e cultura não são mundos separados. Eles se encontram para transformar a vida das pessoas e projetar nossa cidade como referência nacional em inovação e qualidade de vida”, disse.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação vai liberar a segunda parcela do Programa Dinheiro Direto na Escola Municipal (PDDE Municipal) 2026. O anúncio foi feito pelo secretário de Educação, Roselei Françoso.

“Nós faremos a liberação da segunda parcela do PDDE Municipal”, afirmou o secretário, ao pedir que diretores e diretorias executivas das Associações de Pais e Mestres (APMs) encaminhem a solicitação à Secretaria Municipal de Educação para que o pagamento seja autorizado.

Segundo Roselei, a segunda parcela seguirá os mesmos critérios da primeira, com valor per capita estabelecido pela lei do PDDE, na proporção de 60% para custeio e 40% para capital, além do valor fixo de R$ 3 mil destinado à Sala de Recursos. “A segunda parcela será feita de maneira semelhante à primeira”, explicou.

O recurso será destinado às APMs das unidades escolares que estiverem com as prestações de contas regularizadas e em dia, uma condição reforçada pelo próprio secretário. “Logicamente que tem que estar em dia com a prestação de contas, para que a gente possa avaliar e autorizar o mais breve possível o pagamento da segunda parcela”, disse.

Para o recebimento dos recursos, as Unidades Executoras deverão apresentar ao Departamento Financeiro/Seção de Apoio ao PDDE e PDDEM a documentação prevista, incluindo a Declaração de Adesão ao PDDE Municipal, a declaração de ciência quanto às responsabilidades relacionadas à prestação de contas e o Termo de Compromisso de cumprimento das disposições da lei.

No caso do valor de R$ 3 mil destinado à Sala de Recursos, a Unidade Executora poderá indicar se o recurso será aplicado na categoria econômica de custeio ou de capital. Os demais valores do PDDE Municipal serão distribuídos conforme a legislação vigente, com 60% destinados a despesas de custeio e 40% para despesas de capital. Os repasses da segunda parcela serão realizados ao longo do mês de setembro.

A Secretaria Municipal de Educação destaca a importância da gestão responsável dos recursos públicos pelas unidades escolares, permitindo que os investimentos sejam planejados de acordo com as necessidades de cada escola e convertidos em melhorias concretas para o cotidiano escolar e para os estudantes.

“Esse é o compromisso da Secretaria de Educação e do prefeito Netto Donato, o fortalecimento da autonomia das unidades escolares, a gestão responsável dos recursos públicos e a melhoria das condições de atendimento aos alunos da rede municipal de ensino”, disse Roselei Françoso, que reconheceu o trabalho desenvolvido pelas equipes gestoras e pelas Associações de Pais e Mestres na aplicação dos recursos, destacando que planejamento, responsabilidade e transparência são fundamentais para garantir que os investimentos contribuam efetivamente para uma educação pública cada vez melhor.

Publicado em Política

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação de São Carlos, em parceria com o Conselho Municipal de Educação (CME) e o Fórum Municipal de Educação (FME), promoveu, na última segunda-feira (24/8), um encontro com professores da Educação Especial da rede municipal para discutir a elaboração do novo Plano Municipal de Educação (PME).

A atividade apresentou as etapas de construção do documento, que definirá metas e estratégias para orientar as políticas educacionais do município nos próximos dez anos. O processo foi iniciado a partir da homologação do novo Plano Nacional de Educação (PNE), em abril de 2026.

Durante a formação, os profissionais conheceram o cronograma previsto e participaram de uma dinâmica de trabalho em grupo. A proposta foi identificar objetivos centrais, levantar possíveis causas dos desafios educacionais e discutir metas capazes de contribuir para seu enfrentamento. As contribuições apresentadas foram sistematizadas e serão utilizadas nas próximas fases de elaboração do PME.

A participação dos professores da Educação Especial busca garantir que o planejamento municipal contemple as especificidades da educação inclusiva e as necessidades dos estudantes público-alvo da Educação Especial.

Para o secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, a construção do plano deve envolver diferentes profissionais e segmentos da comunidade escolar. Segundo ele, a participação coletiva é importante para que as metas definidas estejam alinhadas à realidade e às necessidades de São Carlos.

O encontro integra o processo de elaboração do novo Plano Municipal de Educação e reforça o compromisso do município com um planejamento participativo, com diálogo entre os profissionais da rede e o fortalecimento de uma educação pública inclusiva e de qualidade.

Publicado em Educação

SÃO PAULO/SP - A Casas Bahia realiza mais um leilão virtual de geladeiras, fogões, lavadoras de roupa, purificadores de água e outros eletrodomésticos. Interessados nos 330 lotes de produtos podem enviar lances até 4 de setembro.

Lances devem ser feitos por meio da plataforma Kwara. Em caso de arremate, o pagamento será feito via PIX ou cartão de crédito.

Cada lote de produtos tem um prazo de término diferente. O primeiro, com uma máquina lava e seca, será encerrado às 15h; o último, com duas centrífugas de roupas, vai até 16h31.

Leilões como este ocorrem desde antes do pedido de recuperação judicial da empresa de varejo. Segundo a Casas Bahia, a venda dos produtos não está relacionada à crise.

"A companhia informa que os leilões são uma prática recorrente e estão relacionados a produtos do DAT (Departamento de Assistência Técnica). A operação segue normalmente nas lojas físicas e no e-commerce, com foco na continuidade do atendimento e na experiência dos consumidores", afirmou a varejista em relação a outro leilão, finalizado nesta terça (25).

Neste edital, há a previsão de produtos com avarias, riscos e amassados; sinais de uso e desgaste; sujeira; ausência de peças, componentes, acessórios ou manuais; produtos com senhas e bloqueios; produtos sem funcionamento e até itens classificados como sucata.

A Kwara orienta os interessados a verificar as condições do produto no site ou por meio de visita presencial ao galpão na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo. Segundo o edital, não há possibilidade de troca.

Segundo Thiago da Mota, CEO da Kwara, a recuperação judicial aumentou muito a procura por "leilões Casas Bahia", e há alertas de sites falsos e pagamentos desviados. Ele recomenda conferir se o leilão está efetivamente no domínio oficial da Kwara, verificar o edital e nunca fazer pagamento para terceiros fora das instruções oficiais.

CUIDADOS AO PARTICIPAR DE UM LEILÃO VIRTUAL
- Ler edital e descrição individual do lote;
- Verificar a condição do produto, inclusive com visita ao local de armazenamento. Itens podem não podem estar sem peças/acessórios ou não ter sido testados;
- Considerar taxas e custos de retirada, que podem encarecer a compra;
- Verificar o local de retirada e as regras de acesso a ele;
- Compreender que o lance pode depender da aprovação do vendedor;
- Acessar o leilão por canais oficiais e conferir os dados do leiloeiro para evitar golpes;
- Não fazer pagamentos a terceiros.

 

 

 por Folhapress

Publicado em Economia

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal realizou no último sábado (22/08) mais uma edição da Feira de Adoção de Animais no Canil Municipal. A ação é promovida pelo  Departamento de Controle e Defesa Animal com o objetivo de incentivar a adoção responsável e proporcionar novos lares aos animais acolhidos pelo município.

Durante a feira, 19 animais foram adotados, sendo 17 cães e dois gatos. Todos os animais disponibilizados para adoção receberam os cuidados necessários antes de serem encaminhados aos novos tutores, incluindo castração, vacinação e microchipagem, contribuindo para a saúde, segurança e bem-estar dos pets.

Com as novas adoções realizadas no sábado, São Carlos já contabiliza 366 animais adotados em 2026. O resultado é fruto das ações permanentes desenvolvidas pelo município para incentivar a guarda responsável, reduzir o abandono e ampliar as oportunidades de adoção dos animais acolhidos pelo Canil Municipal.

Além de proporcionar um novo lar aos animais, a adoção responsável também contribui para a redução da população de cães e gatos em situação de abandono e fortalece as políticas públicas de proteção e bem-estar animal.

O Departamento de Controle e Defesa Animal orienta que as pessoas interessadas em adotar um animal procurem o Canil Municipal para conhecer os pets disponíveis e receber as orientações necessárias sobre o processo de adoção.

O Canil Municipal está localizado na Estrada Municipal Cônego Washington José Pera, nº 3.800, no bairro Água Fria, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Publicado em Cidadania

SÃO CARLOS/SP - Uma das principais queixas da população em relação à zeladoria urbana sempre foi a demora no recolhimento dos resíduos após os serviços de capinação e roçagem, já que o material precisava ser ensacado e aguardar uma segunda equipe para transporte até a destinação final. Para agilizar essa etapa, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Gestão de Cidade e Infraestrutura, incorporou um caminhão compactador às equipes de zeladoria urbana.

Segundo o secretário Leonardo Lázaro, o veículo será responsável por coletar diretamente os resíduos provenientes da roçagem, conhecidos como massa verde, sem a necessidade de ensacamento prévio do material.

“A zeladoria na cidade tem avançado dia a dia, e agora nós vamos conseguir acelerar ainda mais os serviços de limpeza e roçagem na cidade, porque está à disposição das equipes um caminhão compactador. Esse caminhão compactador vai ser responsável por coletar todo aquele resíduo proveniente da roçagem, que nós chamamos de massa verde”, explicou o secretário.

De acordo com o secretário de Gestão de Cidade e Infraestrutura, o novo processo elimina uma etapa que antes demandava mais tempo e mão de obra: antes, era necessário ensacar todo o material e aguardar uma segunda equipe passar para içar e transportar os resíduos até a destinação final. Com o caminhão compactador, os próprios ajudantes de campo já podem depositar o material diretamente no equipamento, sem ensacamento.

“Isso acelera o processo, diminui a movimentação e traz um pouco mais de segurança e conforto para os trabalhadores. E com isso a cidade ganha como um todo, porque nós podemos acelerar o processo de limpeza sem deixar nenhum resíduo para trás”, afirmou o secretário.

O caminhão compactador pode ser identificado nas ruas por um adesivo com os dizeres "São Carlos Mais Bonita", que sinaliza o veículo responsável por agilizar os serviços de limpeza da cidade.

Publicado em Outras Notícias

EUA - A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, apagou evidências sobre assédio e exploração sexual de menores "em mais de uma ocasião", disse Jason Sattizahn, ex-pesquisador de integridade e segurança da unidade de realidade virtual da big tech.

O testemunho de Sattizahn faz parte de uma ação contra a big tech nos Estados Unidos por práticas abusivas com o objetivo de viciar usuários jovens. Segundo Sattizahn, houve ordem direta para exclusão de "rastros documentais" que colocassem as marcas em risco.

A empresa rejeita as acusações dos 29 estados americanos que integram o processo. "Pesquisas não mostraram uma ligação clara entre o uso de redes sociais por adolescentes e a falta de bem-estar", afirmou o advogado da companhia Paul Schmidt.

Segundo depoimento de Sattizahn, publicado no último dia 18, a Meta começou a tratar as investigações sobre danos ligados às redes sociais "como riscos para a marca", desde o vazamento de relatórios internos no fim de 2021 pela delatora Frances Haugen.

Na época, vazaram estudos internos com conclusões sobre efeitos nocivos das redes sociais na saúde mental de adolescentes.

Nos documentos internos entregues à corte do estado do Novo México, a companhia disse que mantinha um trabalho de pesquisa de ponta para identificar problemas relevantes. "É desanimador ver esse trabalho tirado de contexto e usado para a construção de uma narrativa falsa", disse a big tech.

Embora a Meta tenha afirmado que continuaria com as investigações sobre danos a crianças, Sattizahn afirmou que a empresa começou a impor uma série de barreiras ao seu trabalho. Qualquer pesquisa sobre verificação de idade passou a envolver "forte interferência do time jurídico".

A política sistemática de supervisão jurídica criou um "funil de manipulação", afirmou o ex-funcionário. "A presença obrigatória de advogados em todas as fases da investigação científica servia para silenciar os cientistas, e os relatórios eram rotineiramente alterados."

Segundo o pesquisador, os usuários com idades entre 13 e 17 anos foram classificados como público sensível. "Se um estudo científico pretendesse recrutar voluntários dessas faixas etárias, ou se houvesse uma suspeita razoável de que eles pudessem estar presentes no grupo de teste, a pesquisa sofria limitações severas sobre o que se podia perguntar ou registrar", afirmou.

Sattizahn disse que ele mesmo recebeu ordens para apagar dados de investigações sobre assédio e exploração sexual de menores nas plataformas da empresa. Quando ele registrava um relato na Alemanha, onde estava alocado em março de 2023, de uma mãe e seu filho, de menos de dez anos, sobre assédio direcionado à criança e solicitações de fotos nuas, houve uma interrupção por ordem da chefia.

"A minha gerente direta e uma advogada da Meta me ordenaram explicitamente que apagasse e eliminasse de forma absoluta todos os dados recolhidos sobre os danos sexuais sofridos por menores naquele estudo", relatou o ex-funcionário. Foi essa situação que o fez buscar as autoridades.
O relato do ex-funcionário é central para o argumento da acusação de que a big tech promove publicamente esforços de segurança enquanto internamente oculta riscos para os consumidores.

A Meta contestou a legalidade do depoimento de Sattizahn com o argumento de que as comunicações entre a empresa e seus advogados estão sob sigilo. As funcionárias envolvidas no caso disseram que as recomendações ao pesquisador visavam garantir o respeito às leis locais de proteção de dados e às políticas de privacidade da própria plataforma.

Reportagem recente da revista Wired mostrou que as imagens de abuso sexual infantil não só persistem, mas também foram disseminadas por aplicativos de IA que tiram as roupas das pessoas sem consentimento. O TTP (Tech Transparency Project, Projeto para Transparência Tecnológica) identificou mais de 50 anúncios em imagem e vídeo com esse tipo de abuso, segundo a publicação especializada.

A entidade confirmou o trabalho à reportagem e disse que já enviou os conteúdos criminosos às autoridades.

Para a diretora do TTP Katie Paul, o material contradiz o esforço da big tech para se promover como um lugar seguro para menores de idade, com ferramentas de proteção como "as contas de adolescente".

Paul menciona como exemplo as ações publicitárias da empresa com influenciadores. A empresa diz que trabalha com influenciadores "há anos" e divulga suas ferramentas de segurança por exigência regulatória.

"Se a Meta está revisando, aprovando e fazendo dinheiro com anúncios que colocam crianças em perigo, isso torna mais difícil para que a empresa argumente que é capaz de proteger meninos e meninas", afirmou a diretora.

A Meta removeu os conteúdos ainda no dia 5 de agosto, após contato da Wired. "A maioria desses anúncios teve alcance mínimo e muitos deles foram desativados antes que a revista os enviasse. Muitos desses anúncios também são anteriores à nossa tecnologia de IA [inteligência artificial] mais recente para detecção de violações já no upload", disse a empresa em nota.

De acordo com o comunicado, a Meta removeu, no ano passado, mais de 36 milhões de publicações com referências à exploração sexual de menores, além de ter mobilizado esforços contra apps de remoção de roupas.

Também em depoimento no caso dos 29 estados americanos contra a Meta, o ex-diretor de engenharia Arturo Béjar afirmou que a diretriz interna da big tech era "priorizar lucros em vez de segurança no design das plataformas".

Em conferência com acionistas no último dia 29, o CEO da big tech, Mark Zuckerberg, disse que monitora riscos legais e regulatórios que podem causar impacto significativo nos resultados financeiros da companhia.

"Seguimos observando escrutínio em relação a pautas ligadas a jovens em diversos mercados, com diversos julgamentos sobre o tema agendados para este ano nos EUA, os quais podem resultar em perdas materiais", afirmou Zuckerberg.

Ele fez referência também ao veto ao Instagram e ao Facebook em diversos países. O tema também está em pauta no Congresso brasileiro, no projeto de lei nº 94 de 2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

 

por Folhapress

Publicado em Ciência & Tecnologia

HOLANDA - A Mercedes começou o ano como favoritíssima aos dois títulos e fez jus às expectativas no início do campeonato, ao vencer as seis primeiras corridas da F1 2026. No entanto, a escuderia alemã perdeu a folga que tinha na ponta durante as provas, e o chefe de equipe Toto Wolff atribui a queda de desempenho à falta de atualizações no carro.

Das últimas seis corridas, a Mercedes venceu apenas duas e viu Ferrari e McLaren, duas equipes que investiram bastante em atualizações de seus carros nas últimas provas, entrarem de vez no páreo. Depois da vitória de Lando Norris no GP da Holanda de domingo (23), Wolff afirmou que o time alemão não tem como investir tanto quanto os adversários neste momento.

– Não temos dinheiro para fazer desenvolvimentos no carro. Eu disse antes que estamos tentando dividir isso de forma equilibrada ao longo da temporada, com base nos nossos cálculos de quando podemos trazer as maiores atualizações e otimizar os pontos do campeonato. Mas simplesmente não conseguimos fazer o que não podemos fazer – disse.

Na Fórmula 1, cada equipe tem um teto de gastos estipulado pela categoria em 215 milhóes de dólares (cerca de R$ 1,1 bilhão, na atual cotação). A F1 afirma que o recurso foi introduzido para tentar manter o campeonato mais competitivo, além de assegurar a estabilidade dos times a longo prazo.

O teto inclui todo o dinheiro gasto em pesquisa e desenvolvimento do carro, incluindo a confecção de novas partes aerodinâmicas. Os salários dos funcionários também entram na conta, com exceção dos três mais bem pagos e dos pilotos.

Por causa disso, as equipes precisam ser criteriosas na hora de escolher quando vão levar à pista as atualizações nos carros. Ao lado da Williams, a Mercedes é a equipe que menos levou modificações para as corridas na temporada, enquanto Ferrari e McLaren estão entre os times com mais mudanças.

A equipe britânica, por exemplo, introduziu grandes mudanças no MCL40 tanto em Budapeste (última corrida antes das férias) quanto em Zandvoort. A melhora no desempenho levou a McLaren a duas vitórias seguidas, ambas com Norris.

Com a diferença no ritmo de atualizações entre as equipes do topo do pelotão, Wolff afirmou que a disputa na parte de cima da tabela tem sido mais difícil do que estava no início do ano.

– Por isso é uma corrida de desenvolvimento. Se você levar uma atualização, cada um dos times do topo terá pelo menos alguns décimos, e é isso que você perde. Então, sim, o passeio tem sido um pouco mais difícil do que no começo do ano.

Em julho, o gestor da Mercedes chegou a ironizar o número de atualizações da Ferrari e afirmou que a escuderia ficaria "sem dinheiro logo". Em Zandvoort, Toto cutucou mais uma vez as equipes adversárias e, além disso, deu a entender que o time alemão ainda tem margem para investir na parte final do campeonato – uma grande atualização já está sendo planejada, mas ainda sem data definida para introdução.

– Bem, você verá perto do final da temporada se eles vão conseguir instalar tanta coisa no carro quanto fazem agora. Alguém pode ter uma estratégia diferente gastando mais no começo e no meio do ano do que no final – disse o austríaco.

As mudanças na ordem das equipes também mudaram a percepção de Kimi Antonelli, líder do campeonato, sobre o carro da Mercedes. Embora as Flechas de Prata ainda comandem as disputas de pilotos e construtores, o italiano acha que o time alemão não tem o carro mais veloz da F1 neste momento.

– Claramente, nós não somos mais o carro mais rápido do grid. Somos o segundo ou terceiro, provavelmente – pelo menos na corrida de hoje. E a McLaren deu um grande passo, especialmente depois da Hungria, depois do grande pacote de atualizações que eles trouxeram. Mas estou confiante, a equipe está trabalhando muito duro nesse pacote que está vindo e quer se assegurar de que vai dar certo quando for introduzido – analisou.

 

 

Por Redação do ge

Publicado em Esportes

Evento marcou oficialmente o início da campanha de Elton Carvalho a deputado estadual e reforçou parceria com o deputado federal Marcos Pereira em ações destinadas a São Carlos e região

 

SÃO CARLOS/SP - Aconteceu nesta quarta-feira o lançamento oficial da candidatura de Elton Carvalho a deputado estadual por São Paulo, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O evento contou com a presença do deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos e candidato à reeleição.

Durante o encontro, Marcos Pereira destacou a parceria construída com Elton Carvalho e os recursos destinados ao município de São Carlos ao longo dos últimos anos. Segundo o deputado, foram mais de R$ 4 milhões destinados ao município, principalmente para áreas como saúde, infraestrutura e promoção social.

Marcos Pereira destaca parceria com Elton Carvalho

Em sua fala, Marcos Pereira ressaltou que a atuação conjunta tem como objetivo transformar as demandas apresentadas pelo município em ações e investimentos concretos.

“Enviamos recursos para mais de 600 colonoscopias, ultrassons, aparelhos auditivos e óculos de grau, além de cirurgias gerais, como hérnias, vesícula e outros procedimentos. Minha parceria em Brasília é ouvir o Elton, entender as demandas e fazermos o melhor por São Carlos e região. Conte conosco sempre, Elton, e que sua campanha seja vitoriosa”, afirmou Marcos Pereira.

O deputado também reforçou a disposição de continuar trabalhando em Brasília em conjunto com Elton Carvalho, caso ambos sejam eleitos.

Elton Carvalho agradece apoio e destaca atuação em Brasília

Elton Carvalho agradeceu a presença e o apoio de Marcos Pereira, destacando a abertura do parlamentar para ouvir as demandas de São Carlos e buscar recursos para atender às necessidades da população.

“Agradeço imensamente ao presidente Marcos Pereira por tudo o que tem feito por São Carlos. É um deputado que sempre nos ouve, entende nossas necessidades e trabalha para que os recursos cheguem efetivamente à ponta, beneficiando diretamente a população. Essa parceria tem produzido resultados concretos e queremos continuar trabalhando dessa forma. Conte conosco sempre, Marcos”, declarou Elton.

O lançamento marcou o início oficial da caminhada eleitoral de Elton Carvalho rumo à ALESP e reforçou a proposta de ampliar a articulação entre o município, a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional em busca de investimentos para São Carlos e região.

Publicado em Política

EUA - Uma menina de 8 anos morreu no Lousiana, nos Estados Unidos da América, depois de contrair uma rara infecção por ter nadado em um  lago junto à sua casa. Lillian Smart, residente en Ruston (Louisiana), morreu este sábado, um dia depois de comemorar o seu 8.º aniversário.  

"Ontem à noite, a Lillian passou dos nossos braços para os braços de Jesus", anunciou a família. 

"As lesões no cérebro eram muito graves para que o seu corpinho conseguisse recuperar. Todos fizeram tudo o que puderam para a manter aqui. Estamos devastados e, sinceramente, não sabemos o que fazer agora", detalharam numa publicação nas redes sociais.

Na origem da morte de Lillian está a contração da bactéria "Naegleria fowleri". Trata-se de uma ameba de vida livre conhecida como "ameba comedora de cérebros", que vive em águas doces, mornas ou quentes (como lagos, rios e fontes termais) e em piscinas mal tratadas.

Morte e tragédia

A infecção pode acontecer quando a água contaminada entra pelo nariz e a ameba chega ao cérebro, refere o 20 minutos.

Lillian estava internada há vários dias. Segundo a sua mãe detalhou a imprensa, ela foi ao hospital depois de apresentar febres altas e problemas de visão. A menina sofreu uma inflamação cerebral e encontrava-se numa unidade de cuidados intensivos.

Vale destacar que o próprio Departamento de Saúde do Louisiana tinha informado, no dia 19 de agosto, que um residente do mesmo Estado tinha contraído esta doença, informando que a exposição tinha se verificado provavelmente enquanto nadava no lago Claiborne, situado a cerca de 48 quilômetros a noroeste de Ruston. 

"Trata-se de uma infecção muito rara, mas normalmente fatal", alertou o mesmo departamento, citado pela CNN internacional.

As infeções por "Naegleria fowleri" são extremamente raras, havendo apenas 180 casos confirmados entre 1937 e 2025, de acordo com o Departamento de Saúde da Louisiana, refere a mesma publicação norte-americana. O estado registou apenas três casos durante esse período.

Ciências biológicas

Embora a maioria dos casos tenha se concentrado nos estados do Sul e do Centro devido ao clima mais quente, estudos recentes sugerem que as alterações climáticas estão aquecendo as águas nos estados do Norte e do Centro-Oeste, alargando as áreas onde a ameba pode ser encontrada.

 

 

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