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Em distanciamento social decretado desde março, o Brasil ainda vive uma série de impedimentos para a realização dos eventos. Mesmo sem a opção da realização das grandes festas, muitos casais não abriram mão de oficializar a união e encontraram saídas criativas para casar.

 

SÃO PAULO/SP - A pandemia afetou em cheio o desejo de quem deseja subir ao altar neste ano. No entanto, em alguns estados, como São Paulo, as celebrações voltaram a ser permitidas, mas com restrições e protocolos. De acordo com uma pesquisa exclusiva realizada pelo site iCasei entre 10 e 16 de agosto com 1.600 casais, 30,5% disseram considerar mudar o formato da celebração para uma comemoração menor, somente com a família, ou realizar a união civil para se casarem ainda em 2020.

Já 62% dos casais não querem optar por um novo formato para o casamento e preferem adiar para 2021, mantendo o planejamento original da oficialização civil e da festa. E somente 7,44% pensam em se casar no civil e cancelar a festa. Só no iCasei, mais de 11 mil casais pretendem subir ao altar ainda em 2020. Para 2021, já são mais de 8 mil casamentos marcados, sendo 41% nos primeiros quatro meses do ano.

Aos casais que tiveram que adiar, o maior prejuízo, até o momento, é a frustração de esperar mais um ano para a realização de um sonho. Na opinião do celebrante de casamentos, Marco Aurélio Nogueira, “mesmo sabendo que adiar a cerimônia foi a melhor decisão para trazer segurança a saúde dos convidados, muitos noivos se sentem ansiosos com a situação e explicam que não é fácil perder o controle das coisas, mas, acima de tudo, o amor prevalece!”

De fato, a pandemia desconfigurou os sonhos de muitas pessoas, senão de todas. Ao ressignificar a vida, podemos olhar para os sonhos e responder: adiar ou “repaginar”? Segundo Marco Aurélio, “nem todo sonho precisa ser adiado. Muitas pessoas que estavam com data marcada para o casamento me perguntaram se deveriam adiar ou fazê-lo com poucas pessoas. Eu disse a algumas que, para mim, o importante era o ato do sacramento, e não a festa”.

Ele conta que “algumas fizeram o casamento somente com o celebrante e mais duas testemunhas, o sonho foi repaginado. Há sonhos que precisarão ser adiados e planejados no tempo, e há outros que podem se tornar realidade só mudando alguns detalhes”, explica.

Diante deste ano tão atípico, o celebrante de casamentos deixa um “conselho a todos que tiveram que adiar um dos dias mais importantes de suas vidas: tenha força, foco e fé. Existe um tempo determinado para todas as coisas, e tudo está no controle do Criador. Logo, voltaremos, com muita aglomeração, emoção e abraços. Afinal, sonhos podem até ser adidos, mais jamais cancelados! Tudo passa”, finaliza.

 

SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta sexta-feira (04/12) mais duas mortes por COVID-19 no município, totalizando neste momento 64 óbitos.

Trata-se de uma mulher de 89 anos, internada em 21/11, com resultado positivo para COVID-19 e que morreu na noite desta quinta-feira (03/12). Também foi registrado o óbito de uma mulher de 94 anos que deu entrada nesta quinta (03/12) na urgência e emergência já com parada cardiorrespiratória, realizado exame, o resultado foi positivo para o novo coronavírus.

São Carlos contabiliza neste momento 4.564 casos positivos para COVID-19 (48 resultados positivos foram divulgados hoje), com 64 óbitos confirmados e 92 descartados.

Dos 4.564 casos positivos, 4.232 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 4 óbitos sem internação, 328 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 255 receberam alta hospitalar e 60 positivos internados foram a óbito. 4.262 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 17.329 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (122 resultados negativos foram divulgados hoje).

Estão internadas neste momento 40 pessoas, sendo 23 adultos na enfermaria (10 positivos, 9 suspeitos e 4 negativos). Na UTI adulto estão internadas 11 pessoas (8 positivos, 2 suspeitos e 1 negativo). Na enfermaria 5 crianças estão internadas, 3 com resultado negativo e 2 com suspeita da doença. Na UTI pediátrica 1 criança está internada com resultado negativo para COVID-19. Oito pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 32,1% (9 pessoas estão internadas em leitos de UTI/SUS). Na enfermaria/SUS estão internadas 18 pessoas. Na rede particular 10 pessoas estão internadas na enfermaria e 3 na UTI.

 

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 23.772 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 21.198 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 2.574 ainda continuam em isolamento domiciliar.

A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre - mesmo que referida -, calafrios ou dor de garganta ou dor de cabeça ou tosse ou coriza ou distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos), sendo que 14.585 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 11.484 tiveram resultado negativo para COVID-19, 2.906 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 195 aguardam resultado de exame.

O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

BELO HORIZONTE/MG - Para tentar conter a alta no número de casos de covid-19, a prefeitura de Belo Horizonte (MG) determinou uma “lei seca”. A partir de segunda-feira, 7, fica proibido o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes.

O decreto, publicado hoje, 4, no Diário Oficial, também altera o funcionamento do comércio na capital mineira. Padarias e lanchonetes poderão funcionar diariamente, entre 5h e 22h, com consumo no local liberado, exceto de bebidas alcoólicas).

Já restaurantes, cantinas, sorveterias, bares e similares podem funcionar de segunda a sábado, entre 11h e 22h, para consumo no local, exceto de bebidas alcoólicas.

A venda de bebidas alcoólicas nestes estabelecimentos para consumo em casa está permitida.

Até ontem, Belo Horizonte somava 55.039 casos confirmados do novo coronavírus e 1.675 mortes em decorrência de complicações da doença.

 

 

*Por: CATRACA LIVRE

Neurocientista luso-brasileiro, membro da Federação Européia de neurociência, Fabiano de Abreu alerta para o perigo que estamos correndo mediante a saúde mental 

 

SÃO PAULO/SP - Que a covid-19 poderia trazer consequências além da própria doença já todos esperávamos. A conjetura socioeconômica alterou por conta de todas as restrições e os longos períodos de confinamento fizeram os seus estragos. Já no início da pandemia o neurocientista Fabiano de Abreu alertou para as consequências que ela traria para a saúde mental e, nove meses depois ele reforça o alerta.

"Neste momento começamos a sentir as consequências a médio prazo e haverá muita gente que não saberá lidar com a realidade. No mês passado, no Japão, suicidaram-se mais pessoas do que aquelas que morreram durante todo o ano por covid-19.", alerta o cientista.

Este padrão encontrado no Japão pode alargar-se a outros países uma vez que todos estão a receber um impacto muito semelhante.

"O aumento dos suicídios deu-se especialmente entre as camadas mais jovens da população e, as mulheres foram o grupo crescente. Socialmente sabemos que infelizmente estes serão os grupos que mais depressa perdem a sua estabilidade econômica e de empregabilidade durante uma crise.", explica Abreu.

O neurocientista relembra ainda que o Japão devia ser tomado como um alerta.

"Toda essa atmosfera negativa mexe com os mensageiros neuronais que estabilizam e nos equilibram emocionalmente. Quando não cuidados, levam a problemas que podem chegar à depressão. O suicídio, como alguns dizem, não é um ato covarde e sim uma falta de razão mediante ao "bloqueio" de informações de regiões do cérebro. Essa doença mundial, que interfere na saúde mental, precisa ser vista de forma urgente ou perderemos mais vidas do que qualquer pandemia vista até hoje.", explica.

Segundo Fabiano de Abreu, "o Japão foi até branco nas suas medidas restritivas quando comparado a outros países europeus ou americanos, portanto, devemos esperar aumentos noutros lugares do mundo. Infelizmente o Japão não é caso único mas os dados boa países asiáticos são mais divulgados quando se trata deste tema."

Em jeito de conclusão Abreu destaca que " infelizmente ainda não damos a importância merecida à saúde mental das populações. Principalmente em situações como aquela que vivemos em que muitos mais transtornos podem surgir.”.

Fabiano de Abreu é precursor no estudo do comportamento humano e a inteligência com relação ao uso da internet. Também tem artigos científicos publicados em revistas científicas internacionais sobre a fadiga, doenças mentais da atualidade, inteligência e terapia. 

Referência: https://www.dn.pt/mundo/japao-mais-suicidios-num-mes-do-que-mortes-por-covid-19-em-todo-o-ano-13089581.html

 

Biografia / Formações 

Fabiano de Abreu Rodrigues

Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de L'Homme de Paris

Doutor e Mestre em Ciências da Saúde com ênfase em Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University

Mestre em Psicanálise Freudiana e Lacaniana pelo Instituto e Faculdade Gaio

Especialização em Propriedades Elétricas dos Neurônios em Harvard

Especialização em Nutrição Clínica pela TrainingHouse

Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos

Pós Graduação em Neurociência pela Faveni

 

Neurocientista, Neuropsicólogo, Psicólogo, Psicanalista, Jornalista e Filósofo - integrante da SPN - Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS - Federation of European Neuroscience Societies - PT 30079. 

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Segundo o governador, 46 milhões de doses da CoronaVac já estarão disponíveis no Estado de São Paulo até o primeiro dia do ano que vem.

 

SÃO PAULO/SP - O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quinta-feira (3), em coletiva de imprensa, que o Estado começará a vacinação contra a covid-19 no próximo mês de janeiro.

 Segundo Doria, 46 milhões de doses da CoronaVac — vacina contra a covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac — já estarão disponíveis em São Paulo até o dia 1º de 2021.

Após a chegada da segunda remessa da vacina nesta quinta, como informou o governador, o Estado tem disponibilidade de 1,12 milhão de doses neste momento.

Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas afirmou na coletiva que, com a chegada de hoje dos 600 litros para a produção de um milhão de doses da vacina, o Estado terá, pela primeira vez no país, a matéria-prima "que permitirá a produção da primeira vacina contra o coronavírus em solo nacional já a partir de segunda-feira da próxima semana".

 Outra confirmação durante a coletiva foi a de que, a partir desta sexta-feira (4), se iniciará o aumento da fiscalização da fase amarela do Plano SP, com o adicional de 1.000 fiscais. Como informou o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, os agentes irão às ruas estabelecimentos para evitar aglomerações, conferir o uso de máscaras e o respeito ao distanciamento social.

Durante a coletiva, João Doria ainda aproveitou para tecer críticas ao governo de Jair Bolsonaro, que indicou que a imunização contra a covid-19 iniciará em março.

“Se o Ministério da Saúde tiver juízo, competência e a visão de que a vacina é para todos os brasileiros, poderá oferecer a outros estados [antes do previsto”, disse Doria, que afirmou sentir indignação com o governo federal diante da previsão para março de 2021.

“É surpreendente essa indiferença, esse distanciamento [com a população], essa falta de compaixão com a vida dos brasileiros. Por que iniciar a imunização em março quando podemos fazer em janeiro?”, questionou o governador.

Por R7

O índice da última semana supera as médias registradas no ápice da pandemia

 

SÃO CARLOS/SP - A média móvel de casos de COVID-19 em São Carlos vem subindo desde o último feriado prolongado, segundo análise feita pelo Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência em Saúde (SCIRAS) da Santa Casa.

De 9 de março a 13 de julho, a média móvel de São Carlos foi aumentando paulatinamente até chegar ao índice 30 (o que significa 30 novos casos de COVID-19 registrados, em média, por dia).  De agosto a 26 de outubro, a média móvel oscilou entre 12 e 30. No dia 2 de novembro, o índice caiu para 3 (por conta do feriado prolongado, não foram feitos testes). De lá para cá, a média móvel disparou, chegando a 32 no dia 29 de novembro.

“Os números começaram a subir logo depois do feriado prolongado de Finados e aniversário de São Carlos, provavelmente porque muita gente viajou ou passou a folga em lugares com aglomeração. E a gente sente os reflexos disso agora. Assim como em outras cidades do interior e também na capital paulista, onde já houve aumento das internações. Então, não é hora de relaxar e sim de reforçar as medidas de segurança, como uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento social”, explica a infectologista e coordenadora do SCIRAS/Santa Casa, Carolina Toniolo Zenatti.

Na Santa Casa, a taxa de ocupação dos leitos de UTI COVID vinha se mantendo entre 15 e 30% desde 12 de outubro. Mas na última semana, chegou a 51%. De 21 a 28 de outubro, foram registrados 5 óbitos.

Apesar disso, a taxa de letalidade da Santa Casa é 18%. Isso quer dizer que em cada 10 pacientes diagnosticados com COVID-19 que recebem tratamento no hospital, menos de 2 faleceram. O que contribuiu para que São Carlos se tornasse o município com menor número de mortes no Estado, segundo o último levantamento da Comissão de Estudos Epidemiológicos para enfrentamento da Covid-19 da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

“Nós contamos hoje com 14 leitos de UTI e 14 leitos de enfermaria na ALA COVID. Além de 24 leitos que montamos recentemente numa nova ala que, numa eventual necessidade, também podem ser usados. Também contamos com uma equipe altamente capacitada formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas, que trabalham incansavelmente para garantir o melhor atendimento aos nossos pacientes. A baixa letalidade é resultado disso”, afirma o gerente médico da Santa Casa, Roberto Muniz Júnior.

Mas o gerente médico da Santa Casa reforça que a população também precisa fazer parte dessa força-tarefa contra a COVID-19. “Temos estrutura e profissionais qualificados, mas é preciso que a população também colabore e faça a sua parte. Diferentemente de outros lugares do país, aqui em São Carlos não faltaram leitos para atendimento. Mas a população também ajudou respeitando as medidas de segurança e de isolamento social. E essa parceria precisa continuar acontecendo”, reforça.

SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta quarta-feira (02/12) mais uma morte por COVID-19 no município, totalizando neste momento 61 óbitos.
Trata-se de uma mulher de 87 anos, internada em 29/11 com resultado positivo para COVID-19 e óbito ocorrido nesta quarta (02/12).
Uma mulher de 77 anos, da cidade de Dourado, internada em hospital de São Carlos desde 13/11 também morreu nesta quarta (02/12). Como estabelece o protocolo do Ministério da Saúde o óbito será contabilizado para a cidade de origem da paciente.
São Carlos contabiliza neste momento 4.454 casos positivos para COVID-19 (62 resultados positivos foram divulgados hoje), com 61 óbitos confirmados e 92 descartados.
Dos 4.454 casos positivos, 4.123 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 3 óbitos sem internação, 328 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 252 receberam alta hospitalar e 58 positivos internados foram a óbito. 4.171 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 17.056 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (114 resultados negativos foram divulgados hoje).
Estão internadas neste momento 42 pessoas, sendo 24 adultos na enfermaria (11 positivos, 6 suspeitos e 7 negativos). Na UTI adulto estão internadas 15 pessoas (13 positivos, 1 suspeito e 1 negativo). Na enfermaria 2 crianças estão internadas com resultado negativo para COVID-19. Na UTI pediátrica 1 criança está internada com suspeita da doença. Oito pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 46,4% (13 pessoas estão internadas em leitos de UTI/SUS). Na enfermaria/SUS estão internadas 16 pessoas. Na rede particular 10 pessoas estão internadas na enfermaria e 3 na UTI.

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 23.461 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 20.871 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 2.590 ainda continuam em isolamento domiciliar.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (quadro respiratório agudo, caracterizado por pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre - mesmo que referida -, calafrios ou dor de garganta ou dor de cabeça ou tosse ou coriza ou distúrbios olfativos ou distúrbios gustativos), sendo que 14.119 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 11.213 tiveram resultado negativo para COVID-19, 2.849 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 280 aguardam resultado de exame.
O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

Ministro da Saúde destacou, em audiência no Congresso Nacional, que primeiro lote terá 15 milhões de doses e, ao longo do ano, serão 260 milhões

BRASÍLIA/DF - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quarta-feira (2) que o Brasil vai receber, entre janeiro e fevereiro, 15 milhões de doses da vacina contra a covid-19 do laboratório AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em audiência no Congresso Nacional, Pazuello destacou que o contrato prevê, com a AztraZeneca, o escalonamento da produção que disponibilizará 100 milhões de doses ao país e transferência tecnológica. Isso permitirá ao Brasil produzir no segundo semestre de 2021 mais 110 milhões a 160 milhões de doses. O valor do contrato é de R$ 1,9 bilhão.

"Entre janeiro e fevereiro, já começam a chegar 15 milhões de doses da Aztrazenica Oxford com a Fiocruz", disse Pazuello. "No primeiro semestre, chegaremos a 100 milhões. No segundo semestre, já com a tecnologia transferida, podemos produzir com a Fiocruz até 160 milhões de doses a mais. Só aí, são 260 milhões de doses", explicou.


Mais 42 milhões de doses

O ministro destacou a participação do Brasil no consórcio Covax Facility, no valor de R$ 2,5 bilhões, que reúne dez laboratórios e que pode garantir ao país mais 42 milhões de doses, totalizando mais de 300 milhões de doses de vacinas já acordadas e comercializadas.

Pazuello destacou que poucos laboratórios internacionais têm condições de atender a alta demanda do Brasil.

 "São muito poucas as fabricantes que têm a quantidade de cronograma de entrega efetivo para o nosso país. "Os números são pífios", disse Pazuello. "A maioria fica com número muito pequeno para o nosso país."

O ministro ressaltou que o governo só vai aplicar vacinas que forem aprovadas pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária).

 Início da pandemia

Segundo Pazuello, à medida em que forem encontradas soluções melhores, mais eficazes comprovadamente para salvar mais vidas com mais eficiência no tratamento, a pasta não tem medo de mudar.

“Aprendemos com os erros do início da pandemia, quando foram fechadas as UBSs [Unidades Básicas de Saúde], deixando de atender a população desde o início dos sintomas. Em vez de fazer a triagem correta, havia o medo de contaminação. O que é preciso é triar pessoas com sintomas para um lado, pessoas com outras doenças para outro lado, com os médicos e as equipes médicas paramentadas, tomando seus cuidados. Deixamos, com isso, de atender a população desde o início”, disse.

Na avaliação do ministro, o acompanhamento precoce, o diagnóstico clínico do médico, mudou muito o resultado final do tratamento. “E isso não é demérito de A e mérito de B. É aprendizado do sistema, é aprendizado dos nossos médicos e dos nossos gestores, que estão vendo”, advertiu.

Pazuello considerou o lockdown em várias cidades como um erro. Para o ministro, a medida foi implementada sem planejamento, sem conhecimento real da pandemia, somente com base no medo. “Isso também não pode ser condenado. As pessoas não tinham o conhecimento de tudo, os gestores não tinham o conhecimento de tudo. Nós vemos que hoje se toma muito mais cuidado em se fazer um lockdown, em se fazer um afastamento social mais agressivo. É o conhecimento”, disse.

Validade de testes

Questionado sobre os testes RT-qPCR para o diagnóstico da doença, estocados no Aeroporto de Guarulhos, com validade entre dezembro deste ano e janeiro de 2021, o ministro esclareceu que a validade de itens que compõem esses kits vão além desse prazo e podem chegar ao final de 2023.

“Sobre a caixa do kit, quando chegou, à época foi feito um registro inicial com a Anvisa e a empresa, dando uma validade pequena de oito meses, emergencial, para iniciar o uso. Essa validade inicial seria e será renovada, porque todos os componentes dos testes, como foi apresentado na Comissão Externa da Câmara, têm a validade muito mais estendida. Nós sempre soubemos disso. Isso não é uma novidade”, explicou Pazuello, acrescentando que o processo de revalidação já começou há muito tempo e que as discussões com a empresa e com a Anvisa são anteriores, não são de agora.

O Ministério da Saúde nega que sejam 6,68 milhões de testes estocados como divulgado pela imprensa. Segundo a pasta, 2,8 milhões de testes terão o período de validade estendido.

Por R7

SÃO PAULO/SP - Anúncio de volta de restrições vai diminuir horário de funcionamento e capacidade de estabelecimentos. Programação de volta às aulas segue igual

Com o retorno de todo o Estado de São Paulo para a Fase 3 - Amarela do Plano São Paulo, os estabelecimentos comerciais no estado de São Paulo fecharão mais cedo a partir desta quarta-feira (2). A medida, porém, não alterará a programação de volta às aulas, e as escolas não serão fechadas. 

O anúncio da reclassificação aconteceu nesta segunda-feira (30), um dia depois das eleições municipais, durante coletiva de imprensa com o governador João Doria (PSDB). A medida foi tomada diante do aumento de internações e casos,  registrado desde o início de novembro.

Com base na reclassificação, a decisão final de abrir ou fechar serviços e comércios em casos mais graves ficará sob responsabilidade das prefeituras. Na capital, nem mesmo cinemas ou teatros serão fechados com a reclassificação. 

Veja as regras da fase amarela

Shoppings centers

Ocupação máxima limitada a 40% da capacidade do local.

Horário reduzido (10 horas).

Praças de alimentação (ao ar livre ou em áreas arejadas).

Adoção dos protocolos geral e setorial específico.

Comércio e serviços

Ocupação máxima limitada a 40% da capacidade do local.

Horário reduzido (10 horas).

Adoção dos protocolos geral e setorial específico.

Bares e restaurantes

Somente ao ar livre ou em áreas arejadas.

Ocupação máxima limitada a 40% da capacidade do local.

Horário reduzido (10 horas).

Consumo local até 17h.

Consumo local até as 22h (se a região estiver a ao menos 14 dias seguidos na fase amarela).

Adoção dos protocolos padrões e setoriais específicos.

Salões de beleza e barbearias

Ocupação máxima limitada a 40% da capacidade do local.

Horário reduzido (10 horas).

Adoção dos protocolos geral e setorial específico.

Academias

Ocupação máxima limitada a 30% da capacidade do local.

Horário reduzido (10 horas).

Agendamento prévio com hora marcada.

Permissão apenas de aulas e práticas individuais, mantendo-se as aulas e práticas em grupo suspensas.

Adoção dos protocolos geral e setorial específico.

Eventos e atividades culturais

Ocupação máxima limitada a 40% da capacidade do local.

Obrigação de controle de acesso, hora marcada e assentos marcados.

Venda de ingressos de eventos culturais em bilheterias físicas, desde que respeitados protocolos sanitários e de distanciamento.

Assentos e filas respeitando distanciamento mínimo.

Proibição de atividades com público em pé.

Por R7

MUNDO - Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio estimam que os custos das medidas para o combate à Covid-19 na Olimpíada remarcada para o ano que vem ficarão em torno de 100 bilhões de ienes (960 milhões de dólares), noticiou a Kyodo News nesta última segunda-feira.

Um dia antes, a mídia japonesa relatou que os custos totais do adiamento dos Jogos por um ano seriam de cerca de 200 bilhões de ienes.

Quando instado a comentar a reportagem da Kyodo, um porta-voz dos organizadores disse à Reuters que um anúncio será feito em um relatório provisório após conversas entre a Tóquio-2020, o governo metropolitano de Tóquio e o governo japonês na quarta-feira.

O último orçamento oficial fornecido pelo comitê organizador em dezembro de 2019, meses antes de o evento ser adiado devido à pandemia de Covid-19, foi de 12,6 bilhões de dólares.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que espera pagar 800 milhões de dólares de custos adicionais resultantes do atraso, mas os organizadores japoneses não apresentaram uma cifra específica.

O comitê organizador da Tóquio-2020 deve anunciar oficialmente um orçamento ajustado antes do final do ano.

 

 

*Por Jack Tarrant / REUTERS

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