SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa nesta sexta-feira (5/6), a situação epidemiológica do município para a COVID-19.
São Carlos contabiliza neste momento 192 casos positivos para a doença (25 resultados positivos foram divulgados hoje), com 5 mortes confirmadas. 28 óbitos já foram descartados.
Dos 192 casos positivos, 157 apresentaram Síndrome Gripal e não foram internadas, 35 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 23 receberam alta hospitalar, 7 permanecem internados e 5 positivos foram a óbito. 99 pessoas já se recuperaram totalmente da doença.
1.065 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus, já que hoje foram liberados outros 47 resultados negativos para a doença.
Estão internadas neste momento 22 pessoas, sendo 11 adultos na enfermaria (3 positivos, sendo 1 de outro município e 8 suspeitos, sendo também 1 de outro município); 9 na UTI adulto (6 positivos, 1 residente de outro município e 3 suspeitos). Na enfermaria infantil 2 crianças estão internadas com suspeita da doença, sendo que 1 criança é de outro município. 7 pessoas com resultado negativo para COVID-19 permanecem internadas. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje 50%.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 2.932 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 2.569 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 363 ainda continuam em isolamento.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 797 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 610 tiveram resultado negativo para COVID-19, 140 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 47 pessoas ainda aguardam o resultado.
O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
RIBEIRÃO BONITO/SP - A Prefeitura de Ribeirão Bonito, por meio da Diretoria de Saúde, criou um canal de comunicação com a população com o objetivo de esclarecer dúvidas e receber denúncias no combate ao Novo Coronavírus (Covid-19).
Agora, a pessoa pode mandar sua denúncia, sua dúvida e procurar orientações pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
A Diretora de Saúde, Maria Eliza Lazarini Alboléia, explica sobre esse novo canal. “A Diretoria da Saúde de Ribeirão Bonito, quer te ouvir. Nesse canal você poderá realizar denúncias, reclamações, dúvidas e solicitações pertinentes ao Covid-19”, disse.
As informações serão mantidas em sigilo, como forma anônima. “Colabore com sua saúde e toda a população”, finalizou Maria Eliza.
*Por: PMRB
ARARAQUARA/SP - Na manhã desta sexta-feira (5), a secretária da saúde Eliana Honain e o Comitê de Contingência divulgaram em boletim extraordinário mais números do Covid-19 na cidade de Araraquara.
Segundo informações, 78 pessoas passaram pelos serviços de saúde do município com sintomas suspeitos de coronavírus. Das amostras enviadas para exames, 21 pessoas foram positivadas com a doença.
Araraquara chega ao fim de semana com 344 registros totais de coronavírus, atingindo cerca de 90 bairros.
*Por: Adriana Nagazako / PORTAL MORADA
MUNDO - O primeiro-ministro do Japão, Abe Shinzo, prometeu 300 milhões de dólares em auxílio financeiro para uma organização internacional que pretende desenvolver uma vacina contra o coronavírus.
A promessa de auxílio foi feita numa mensagem de vídeo gravada e enviada a uma conferência online realizada ontem (4) pela Aliança Mundial para Vacinas e Imunização (Gavi). A organização ajuda a imunizar pessoas em países em desenvolvimento.
Segundo Abe, esse total inclui 200 milhões de dólares adicionais, além dos 100 milhões que o Japão já havia prometido no mês passado.
Abe disse que “o desenvolvimento de vacinas está em progresso, coletando a sabedoria de toda a humanidade. Precisamos estar bem preparados para enviá-las rapidamente a países em desenvolvimento assim que elas estiverem disponíveis.”
*Por: NHK - (emissora pública de televisão do Japão) - Tóquio
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa nesta quinta-feira (4/6), a situação epidemiológica do município para a COVID-19.
São Carlos contabiliza neste momento 167 casos positivos para a doença (2 resultados positivos foram divulgados hoje), com 5 mortes confirmadas. 28 óbitos já foram descartados.
Dos 167 casos positivos, 134 apresentaram Síndrome Gripal e não foram internadas, 33 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 23 receberam alta hospitalar, 5 permanecem internados e 5 positivos foram a óbito. 95 pessoas já se recuperaram totalmente da doença.
1.018 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus, já que hoje foram liberados outros 25 resultados negativos para a doença.
Estão internadas neste momento 19 pessoas, sendo 10 adultos na enfermaria (3 positivos, sendo 1 de outro município e 7 suspeitos, sendo também 1 de outro município); 7 na UTI adulto (3 positivos e 4 suspeitos). Na enfermaria infantil 2 crianças estão internadas com suspeita da doença. 5 pessoas com resultado negativo para COVID-19 permanecem internadas. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje 38,9%
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 2.886 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 2.516 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 370 ainda continuam em isolamento.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 765 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 583 tiveram resultado negativo para COVID-19, 117 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 65 pessoas ainda aguardam o resultado.
O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
SÃO CARLOS/SP - A Rádio Sanca foi procurada pelos internautas Dre Castro, Daia Rossi e Luiz Cioto para relatar a superlotação nos ônibus do transporte coletivo de São Carlos.
Nosso jornalista Ivan Lucas, fez o jornal ‘Café com Notícias’ desta última 4ª feira (03), andando dentro de um ônibus superlotado onde em plena pandemia do Covid-19, infectologistas e autoridades recomendam o isolamento social e o distanciamento. Assista ao vídeo abaixo.
A linha foi do Samambaia até Estação Fepasa, onde teoricamente não seria uma linha lotada, porém não seria lotada se exixtisse mais ônibus circulando.
“Tinha ônibus 13h30, 15h, 16h eles tiraram e do que adianta usar máscaras e álcool em gel se deixam apenas um ônibus para todas essas pessoas que vocês estão vendo” afirmou passageira.
“As autoridades falam de distanciamento, mas não dão condições para que essas pessoas possam ir e vir de seus trabalhos com segurança e sem correr risco de contaminação do Covid-19” afirmou Daia Rossi.
Nos comentários do vídeo no facebbok muitas pessoas reclamaram do transporte coletivo de São Carlos. “Pega a linha 27 as 17:00hrs e faz a transmissão” disse um internauta, “Pega lá no Aracy ll as 6:30/ 7:00 da manhã as linhas 40, 41..., ai vc vai ver o que é lotado” afirmou outra, “Isso mesmo Ivan Lucas Gonçalves mostra a realidade!!!” falou mais uma internauta.
“Quem fiscaliza essa situação? Porque o povo corre risco de contrair o vírus e leva-lo pra suas casas, ou seja, aumentar significativamente o número de contaminados pelo coronavírus. Os idosos teoricamente estão em casa e os alunos estão sem aulas e a prefeitura está repassando o subsídio ou não para empresa? O povo merece respeito!” ponderou o jornalista Ivan Lucas.
A Prefeitura de São Carlos publicou no Diário de Oficial do dia 29 de abril deste ano, um decreto prorrogando a operação da Suzantur no transporte público por mais 210 dias, valendo dês do dia 1º de junho. O prazo pode ser estendido por mais tempo até a conclusão da licitação. A Suzantur opera sem contrato em São Carlos há três anos.
O aúdio não ficou bom, mas as imagens falam por si.
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa nesta quarta-feira (3/6), a situação epidemiológica do município para a COVID-19. São Carlos contabiliza neste momento 165 casos positivos para a doença (3 resultados positivos foram divulgados hoje), com 5 mortes confirmadas. 28 óbitos já foram descartados. Dos 165 casos positivos, 132 apresentaram Síndrome Gripal e não foram internadas, 33 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 22 receberam alta hospitalar, 6 permanecem internados e 5 positivos foram a óbito. 94 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 990 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus, já que hoje foram liberados outros 36 resultados negativos para a doença. Estão internadas neste momento 15 pessoas, sendo 10 adultos na enfermaria (4 positivos, sendo 1 de outro município e 6 suspeitos, sendo também 1 de outro município); 4 na UTI adulto (3 positivos e 1 suspeito). Na enfermaria infantil 1 criança está internada com suspeita da doença. 4 pessoas com resultado negativo para COVID-19 permanecem internadas. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje 22,3%.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 2.851 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 2.486 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 365 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 730 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 555 tiveram resultado negativo para COVID-19, 115 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 60 pessoas ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
Este ano, todos foram apanhados de surpresa pelo que já é considerado um dos maiores males da história.
SÃO CARLOS/SP - Não apenas a saúde de nossa sociedade e a vida de nossos cidadãos está em constante risco, como também a própria economia: existe a necessidade premente de proteger toda a sociedade, não só em termos daquilo que a une de forma particular, como, por exemplo, os laços familiares e sociais, mas também das estruturas que consolidam seu crescimento - segurança, saúde, enquadramento social, educação, etc..
Ver empresas promissoras, profissionais talentosos e investimentos de vidas lutando para viver o dia a dia, é certamente, uma situação que ninguém esperava nem desejava. Não há dúvida que praticar a proteção pessoal e evitar os chamados contatos de curta distância são essenciais para se evitar o contágio generalizado; muitos estão contribuindo com isso. A doença é grave e mata em torno de 10% das pessoas contaminadas, muitas delas pertencentes aos designados grupos de riscos. O pânico vem do fato que uma grande maioria precisa de tratamento para se recuperar, envolvendo assistência hospitalar especial, sendo que se muitas pessoas forem contaminadas ao mesmo tempo, o desastre pode ser catastrófico devido à nossa incapacidade de dar assistência a todos.

A situação deve ficar mais controlada quando tivermos a vacina, mas enquanto isso não ocorre “não podemos simplesmente ajoelhar e esperar a guilhotina da peste cortar nosso pescoço”, diz o diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Vanderlei Bagnato.
O Instituto, seguindo a mesmo caminho trilhado pela Universidade de São Paulo como um todo, vem prosseguindo suas atividades regulares acadêmicas e de pesquisa de forma controlada e absolutamente segura para seus alunos, funcionários e professores. Todos os professores estão ministrando seus cursos online no sentido de continuar fazendo aquilo que é o melhor que a instituição oferece à sociedade - a educação. Além disso - e de forma controlada -, o IFSC/USP continua seu percurso nas inúmeras pesquisas que até aqui estavam em desenvolvimento, tendo, a partir da pandemia, agregado outras que certamente deverão contribuir para solução dos problemas causados pelo novo coronavirus. “A COVID-19 não vai parar o IFSC/USP, mas sim o Instituto vai contribuir para parar a COVID-19”, diz Vanderlei Bagnato, referindo-se ao grande esforço que todos professores estão fazendo para continuar a formação de profissionais que serão extremamente necessários após esta crise, bem como para as contribuições que os pesquisadores vem fazendo para combater a COVID-19.
Sistemas para descontaminação de ambientes e objetos, técnicas analíticas que ajudam nos diagnósticos e desenhos de novas moléculas para novos medicamentos, são alguns dos esforços que estão sendo desenvolvidos no Instituto, colocando seus pesquisadores como soldados fiéis contra esta terrível doença. “Não há duvida que a situação é estranha e incerta, mas as instituições de ensino e pesquisa não podem fechar suas portas. A tecnologia existe para trabalhar em nosso favor, mesmo nos momentos de crise. Certamente, a política de contribuir para o país e para a sociedade tem sido a constante de todas instituições cientificas nacionais. Os profissionais que estamos formando, certamente serão os protagonistas da recuperação e nosso desafio é formá-los de forma integral, mesmo em épocas como esta que se vive”, enfatiza Bagnato.
A sociedade pode contar com IFSC/USP!
*Por: Rui Sintra - IFSC/USP
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa nesta terça-feira (2/6), a situação epidemiológica do município para a COVID-19. São Carlos contabiliza neste momento 162 casos positivos para a doença (5 resultados positivos foram divulgados hoje), com 5 mortes confirmadas. 28 óbitos já foram descartados. Dos 162 casos positivos, 130 apresentaram Síndrome Gripal e não foram internadas, 32 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 21 receberam alta hospitalar, 6 permanecem internados e 5 positivos foram a óbito. 90 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 954 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus, já que hoje foram liberados outros 10 resultados negativos para a doença. Estão internadas neste momento 16 pessoas, sendo 10 adultos na enfermaria (4 positivos e 6 suspeitos); 5 na UTI adulto (2 positivos e 3 suspeitos, sendo que 1 suspeito é de outro município). Na enfermaria infantil 1 criança está internada com suspeita da doença. 7 pessoas com resultado negativo para COVID-19 permanecem internadas. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 33,4%.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 2.816 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 2.463 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 353 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 698 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 519 tiveram resultado negativo para COVID-19, 112 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 67 pessoas ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.
Com dificuldade de acesso aos serviços básicos providos pelo Estado, moradores das mais de 13 mil comunidades carentes no Brasil buscam suas próprias soluções para conter o vírus e ajudar sua população
SÃO PAULO/SP - O mundo passa por uma crise sem precedentes que tem exposto problemas estruturais e exigido soluções imediatas dos gestores públicos, do setor privado, além da colaboração da população. No Brasil, a pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19) trouxe à tona a desigualdade social e levantou uma questão ainda mais importante para a vida nas cidades: como conter o avanço do vírus e oferecer soluções à população das comunidades carentes?
Segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)* divulgado no último dia 19 de maio, o Brasil possui 5.127.747 domicílios em aglomerados subnormais, conhecidos por várias denominações, de acordo com a região, como: favela, invasão, grota, baixada, comunidade, mocambo, palafita entre outros. A pesquisa apresenta também, as distâncias entre as comunidades e unidades de saúde.
Dos 13.151 aglomerados subnormais do País, somente 827 (6,29%) estavam a mais de cinco quilômetros de unidades de saúde com suporte de observação e internação. No entanto, a pesquisa não investigou se as unidades de saúde próximas de aglomerados possuem estrutura para atendimentos relacionados ao coronavírus.
Ausência do poder público
Para o enfrentamento da COVID-19, é preciso considerar as características socioeconômicas e geográficas dessas áreas, como a falta ou o acesso limitado ao saneamento e à coleta de lixo, o custo dos produtos de higiene pessoal, o tipo de emprego (trabalho informal, subempregos, empregos com impossibilidade de se trabalhar de casa e vínculos empregatícios mais frágeis etc.).
Outro elemento a ser considerado é a natureza densa e/ou desordenada de boa parte dessas ocupações, o que limita a efetividade da recomendação de isolamento social para enfretamento à pandemia além de ser um limitador de acesso de ambulâncias para casos de maior gravidade. “Os problemas expostos pela pandemia são sistêmicos e integrados. A falta de saneamento impacta diretamente no aumento da mortalidade e as comunidades só existem pela falta de moradia. Estamos lidando com muitos problemas simultâneos em comunidades onde já existe uma ausência muito grande do poder público” comenta o CEO da Urban Systems, Thomaz Assumpção.
Segundo Assumpção, a pandemia deverá acelerar o processo de urbanização e auxílio do poder público à população das comunidades carentes. “Precisamos lembrar também que a escassez de moradia se alastra pelo País e já inicia a criação de comunidades não apenas nas grandes metrópoles. Essas, precisam ser integradas ao desenvolvimento urbano e o poder público precisa, em vez de negar, oferecer um plano de ajuda e urbanização delas para atender esses problemas”, explica.
Buscando as próprias soluções
Enquanto o auxílio mais efetivo do Estado não vem, os próprios moradores das comunidades se mobilizam na busca de soluções. No último dia 24 de abril, o portal de notícias Ecoa, do grupo UOL * reuniu quatro lideranças comunitárias para o debate ao vivo: “Enfrentamento do coronavírus nas favelas brasileiras”, mediado pela escritora e pesquisadora Bianca Santana, colunista do canal. Os entrevistados deram exemplos de como a população de favelas e periferias está se organizando, se informando e criando soluções para poder se alimentar, higienizar e se isolar do coronavírus.
Participaram da conversa, Anna Karla Pereira, cofundadora da Frente Favela Brasil; Christiane Teixeira, líder comunitária de Coroadinho (MA); Gilson Rodrigues, líder comunitário de Paraisópolis (SP) e Isabela Souza, diretora do Observatório das Favelas, que destacaram o fortalecimento de processos comunitários. “Se álcool gel não é uma realidade aqui, então a gente distribui garrafas pet com água e sabão para as pessoas”, disse Anna Karla Pereira, cofundadora da Frente Favela Brasil, organização com atuação a partir das favelas do Coque e Ibura, na capital no Recife (PE).
Outro exemplo vem de Paraisópolis, em São Paulo (SP), onde três ambulâncias foram alugadas (a um custo diário de R$ 5.000) para poder dar conta da demanda não atendida pelo setor público. Já Isabela Souza, nascida e criada na favela da Maré no Rio de Janeiro (RJ) e atualmente diretora do Observatório de Favelas, explica que a organização mantém conversas diárias com especialistas para buscar soluções pensando na perspectiva da periferia. “Na medida em que uma favela chega a ser uma cidade, por mais que as comunidades busquem e se empenhem em soluções importantes, não só em tempos de pandemia, mas com projetos voltados à arte e ao esporte, sem uma intervenção externa não é possível resolver todos esses problemas. Portanto é necessário um esforço conjunto do poder público, com auxílio do privado, para acelerar a urbanização e inclusão dessas comunidades na vida das cidades”, finaliza Assumpção.
Conteúdo elaborado pela Redação Urban Systems.
Fontes:
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
“Enfrentamento do coronavírus nas favelas brasileiras” – Ecoa/UOL
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