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SÃO PAULO/SP - Nesta semana a Justiça concedeu a prisão domiciliar a um dos maiores traficantes internacionais de drogas do país, Suaélio Martins Leda, que estava preso em Mirandópolis, no Interior de São Paulo. O preso é hipertenso e faz parte do grupo de risco para a Covid-19. De acordo com a determinação do desembargador França Carvalho, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ele passará os próximos 60 dias cumprindo a pena em sua casa.

A jurista e Mestre em Direito Penal, Jacqueline Valles, afirma que, por mais chocante que a notícia possa parecer, do ponto de vista jurídico, ela está correta. No início da pandemia do novo coronavírus, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deliberou a recomendação para que os presos que pertençam ao grupo de risco da doença cumpram a pena em casa até o final da pandemia, seguindo uma série de normas de segurança. A medida vale apenas para aqueles que não tenham cometido crimes violentos. “Por mais danoso que seja o tráfico de drogas, não se trata de um crime cometido com violência e, portanto, condenados pelo crime são beneficiados pela medida”, explica a jurista.

Marcado pela superlotação e pela incapacidade de oferecer atendimento médico a todos os custodiados, o sistema prisional brasileiro não suporta a necessidade de isolamento de doentes e nem dos detentos que fazem parte do grupo de risco. “O Estado é o responsável pela vida dos custodiados. Se ele não tem capacidade para isolar os presos que estão no grupo de risco, tem que encontrar outra maneira de garantir a integridade física deles, por isso o CNJ redigiu essa recomendação”, completa Jacqueline.

Jacqueline reforça que a medida tem tempo limitado e serve não apenas para proteger a saúde dos presos, mas para evitar que eles se transformem em vetores de contaminação para a sociedade. “Um doente dentro de uma cela transmite a doença não só para os outros detentos, mas também para os profissionais do sistema penitenciário que atuam nos presídios. Em um momento em que o Brasil soma mais de 2 milhões de contaminados e mais de 84 mil mortes, todo cuidado tem que ser adotado, é um problema de saúde pública”, argumenta.

A preocupação da jurista se traduz em números: de acordo com o boletim divulgado pelo CNJ no dia 22 de Julho, nos últimos 30 dias, o número de contaminações dobrou e o de mortes cresceu 33% nas prisões brasileiras. Desde o início da pandemia, foram 13.778 casos confirmados da doença, com 136 mortes. “Desde o início da pandemia, 65 servidores do sistema prisional morreram e outros 5.113 foram contaminados. Estamos diante de um grave problema de saúde pública, pois esses servidores transmitem a doença para suas famílias e as pessoas com as quais convivem”, finaliza a jurista.

A ação será feita nos bairros Cidade Aracy II, Parque Novo Mundo, Residencial Abdelnur e Residencial Zavaglia

 

SÃO CARLOS/SP - Os moradores dos bairros Cidade Aracy II, Residencial Abdelnur, Residencial Zavaglia e Parque Novo Mundo selecionados para participarem da quarta e última etapa do “Testar para Cuidar – Programa de Mapeamento da COVID-19” vão passar pela coleta de informações e exame de sangue para saber se teve ou não a COVID-19, no ônibus do Consultório na Rua, da Prefeitura de São Carlos.

Os voluntários do Programa de Mapeamento irão até à casa do morador selecionado para entregar uma senha. O morador selecionado será orientado a ir até o ônibus, que ficará estacionado nas ruas em que as pessoas foram selecionadas. “O objetivo do mapeamento é investigar a incidência da doença na cidade e também sua distribuição pelos diversos bairros. Sentimos que, principalmente na terceira etapa, a adesão dos participantes nesses bairros foi bem baixa, inferior a 50% do esperado.  Entramos em contato com os participantes que não compareceram e muitos nos relataram que não tinham como ir até os pontos de coleta. Decidimos então levar os pontos de coleta até eles, para incentivar a participação”, explica a médica infectologista Carolina Toniolo Zenatti, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência em Saúde (SCIRAS) da Santa Casa e uma das coordenadores do TESTAR PARA CUIDAR.

Além dos moradores selecionados desses 4 bairros, moradores de outras 14 regiões de São Carlos, em um total de 1.400 pessoas foram convocadas para participar dessa última etapa e receberão visitas até esta sexta-feira (24), às 17h. Alunos do curso de Medicina e de outras áreas da saúde da UFSCar e de outras instituições de ensino, integrantes ou não da ação “Brasil Conta Comigo”, juntamente com profissionais voluntários da área da saúde do HU-UFSCar e Santa Casa estão entregando uma senha com agendamento para a coleta de exame de sangue em um local próximo da residência dos moradores selecionados. Lembrando que todos os profissionais envolvidos no levantamento estão usando os equipamentos de proteção individual necessários. Além disso, todos estão devidamente identificados com uniformes e crachás e contam com apoio da Guarda Municipal.

A coleta de informações e do exame de sangue será realizada no sábado (25) e no domingo (26), com a participação da equipe da Unimed São Carlos e outros profissionais da saúde nos seguintes pontos: escolas municipais, com apoio da Secretaria Municipal de Educação, Hospital Universitário, Ginásio Milton Olaio Filho e Parque do Kartódromo. A Diocese de São Carlos também está dando apoio ao “Testar para Cuidar” e disponibilizou salões paroquiais de 5 igrejas para que o levantamento fosse feito.

 

RELATO DE QUEM PARTICIPOU DO PROGRAMA

A aposentada Maria José Alves Lima Saldanha participou da primeira etapa do TESTAR PARA CUIDAR. Ela mora na Vila Prado. Respondeu ao questionário e fez o teste de sangue que deu positivo. “Em março, eu viajei para Roraima para visitar a minha filha e a minha neta. Quando cheguei lá, comecei a sentir os primeiros sintomas. Febre, diarreia e dores nos olhos. Fiquei internada por 10 dias. Mas lá, não conseguiram diagnosticar o que eu tive”, conta a aposentada. Ela voltou para São Carlos, onde permaneceu em isolamento social. Em junho, depois de passar pelo TESTAR PARA CUIDAR, teve a confirmação da doença. “Dou nota 1 mil para a organização e o atendimento do levantamento. E acho muito importante que as pessoas participem e entendam a gravidade da doença”, comenta.

O “TESTAR PARA CUIDAR – Programa de Mapeamento da COVID-19” é coordenado pela Santa Casa, Prefeitura de São Carlos, Statsol, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Hospital Universitário (HU-UFSCar) e Unimed São Carlos.

 

SERVIÇO:

TESTAR PARA CUIDAR – PROGRAMA DE MAPEAMENTO DA COVID-19

ÔNIBUS “CONSULTÓRIO NA RUA”

SÁBADO (25) E DOMINGO (26) – 8H ÀS 17H

 

ZAVAGLIA

  • Rua Doutor Antonio de Pereira Moraes
  • Rua Antonio Carlos Della Dea
  • Rua Julia Paixão David

 

CIDADE ARACY II

  • Rua Orlando Tavoni
  • Rua José Gallucci
  • Rua Ricardo Nineli
  • Rua Hilário Martins Dias
  • Rua Firmino Brigante
  • Rua Lourenço Mascarin

 

RESIDENCIAL ABDELNUR

  • Rua Salvador Orlandi
  • Rua Francisco de Santi
  • Rua Antonio Gallo
  • Rua Ruy Carlos Cereda
  • Rua Lázaro Rovaldo Orlandi

 

Parque Novo Mundo

  • Rua Linda Marquezini Balestero
  • Rua Vera Lucia Maiuello César
  • Rua Amélia Prataviera
  • Rua Sebastião Machado

 

OUTRAS REGIÕES

VISITAS DOMICILIARES

 

Até sexta-feira (24) – 8h às 17h

APLICAÇÃO DE QUESTIONÁRIOS E COLETA DO EXAME DE SANGUE

Sábado (25) e Domingo (26) - 8h às 17h

SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta quinta-feira (23/07) os números no município da COVID-19. São Carlos contabiliza neste momento 1.166 casos positivos para a doença (38 resultados positivos foram liberados hoje), com 19 mortes confirmadas e 1 ainda suspeita. 57 óbitos já foram descartados até o momento. A Vigilância ainda aguarda o resultado da sorologia do homem de 37 anos que foi a óbito na própria residência aqui na cidade. Dos 1.166 casos positivos, 1.061 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 1 óbito sem internação, 104 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 70 receberam alta hospitalar, 16 estão internados, 1 paciente de São Carlos está internado em outro município e 18 positivos internados foram a óbito. 719 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 4.439 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (103 resultados negativos foram liberados hoje). Estão internadas neste momento 28 pessoas, sendo 15 adultos na enfermaria (11 positivos – sendo 1 de outro município, 3 suspeitos, 1 negativos); na UTI adulto hoje estão internadas 10 pessoas (10 positivos - sendo 6 de outros municípios). Na UTI uma criança está internada com suspeita da doença. Duas crianças estão na enfermaria, uma com suspeita da doença e outra já com exame positivo para COVID-19. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 55%. Na rede privada nenhum paciente está internado neste momento na UTI. Já na enfermaria 1 paciente está internado com suspeita da COVID-19.

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 7.256 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 5.681 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 1.575 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 3.741 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 2.806 tiveram resultado negativo para COVID-19, 717 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 218 pessoas ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma oficialmente nesta quarta-feira (22/07) mais duas mortes por COVID-19 no município, totalizando até esse momento 19 óbitos. Um homem de 82 anos internado morreu ontem a noite, porém já com resultado positivo para COVID-19. Também morreu hoje uma mulher de 65 anos com exame positivo para a doença. São Carlos contabiliza neste momento 1.128 casos positivos para a doença (44 resultados positivos foram liberados hoje), com 19 mortes confirmadas e 1 ainda suspeita. 57 óbitos já foram descartados até o momento. A Vigilância ainda aguarda o resultado da sorologia do homem de 37 anos que foi a óbito na própria residência aqui na cidade. Dos 1.128 casos positivos, 1.024 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 1 óbito sem internação, 103 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 69 receberam alta hospitalar, 16 estão internados, 1 paciente de São Carlos está internado em outro município e 18 positivos internados foram a óbito. 712 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 4.336 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (89 resultados negativos foram liberados hoje). Estão internadas neste momento 30 pessoas, sendo 18 adultos na enfermaria (11 positivos – sendo 1 de outro município, 3 suspeitos, 4 negativos); na UTI adulto hoje estão internadas 9 pessoas (9 positivos - sendo 4 de outros municípios). Na UTI uma criança de outro município está internada com resultado negativo para a doença. Duas crianças estão na enfermaria, uma com suspeita da doença e outra já com exame negativo para COVID-19. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 50%. Na rede privada nenhum paciente está internado neste momento na UTI. Já na enfermaria 2 pacientes estão internados, sendo um com suspeita da COVID-19 e outro com resultado negativo para a doença.

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 7.128 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 5.557 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 1.571 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 3.607 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 2.703 tiveram resultado negativo para COVID-19, 692 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 212 pessoas ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

BRASÍLIA/DF - O novo exame do presidente Jair Bolsonaro, divulgado nesta quarta-feira (22), feito para verificar se ele ainda está com covid-19, teve resultado positivo. “O presidente Jair Bolsonaro segue em boa evolução de saúde, sendo acompanhado pela equipe médica da Presidência da República”, informou em nota a Secretaria Especial de Comunicação Social.

Bolsonaro tem 65 anos e está em tratamento desde o último dia 7, quando teve o diagnóstico positivo para o novo coronavírus. Desde então, ele segue em isolamento no Palácio da Alvorada, onde tem se reunido com ministros por videoconferência. Na semana passada, ele chegou a fazer um novo teste, que ainda detectou a presença ativa do vírus.

 

 

*Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil

Pesquisa abarcará cerca de 1 milhão de profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia

RIO DE JANEIRO/RJ - A Fiocruz lança nesta quarta-feira (22/7) a pesquisa nacional Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil”. O objetivo do estudo é conhecer as condições de vida e trabalho de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas que atuam diretamente na assistência e no combate à pandemia do novo coronavírus. De acordo com Boletim Epidemiológico Especial nº 22 do Ministério da Saúde, até o dia 11 de julho, foram registrados 180 mil casos de Covid-19 em profissionais de saúde de todo o país, com 163 óbitos. A pesquisa tem parceria dos Conselhos Federal de Enfermagem e Conselho Federal de Medicina.

O estudo liderado pela Fiocruz conhecerá a realidade das condições de trabalho dos profissionais na linha de frente da Covid-19 buscando compreender o ambiente e a jornada de atividade, o vínculo com a instituição, a vida do profissional na pré-pandemia e as consequências do atual processo de trabalho, envolvendo aspectos físicos, emocionais  e psiquícos desse contingente profissional.

“Mesmo diante de um cenário de pandemia, observamos denúncias e relatos de profissionais que estão em situação de precarização do vínculo de trabalho, salários atrasados, insegurança e sobrecarga de trabalho que geram stress, adoecimento e desgastes físicos e psíquicos. Conhecer a realidade desse profissional contribuirá para o direcionamento de ações, estratégias e políticas públicas que promovam a melhoria das condições de trabalho das categorias atuantes no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. A participação dos profissionais é muito importante para delinearmos o cenário atual”, afirma a pesquisadora da Fiocruz Maria Helena Machado, coordenadora do estudo.

As profissões mais registradas dentre os casos confirmados de Síndrome Gripal por Covid-19 foram técnicos e auxiliares de enfermagem (62.633), seguidos dos enfermeiros (26.555) e médicos (19.858). No universo da pesquisa, a distribuição dos óbitos se deu da seguinte forma: técnicos e auxiliares de enfermagem (64), médicos (29) e enfermeiros (16). Foram contabilizadas cinco mortes em fisioterapeutas.

O questionário será respondido on-line e leva de 10 a 15 minutos para ser totalmente preenchido. A identidade do participante será preservada.

Contexto da Pesquisa

O Brasil conta hoje com um robusto sistema de saúde. O SUS, com mais de 200 mil estabelecimentos de saúde (ambulatorial ou hospitalar), possui cerca de 430 mil leitos e emprega diretamente mais de 3 milhões e 500 mil profissionais da saúde, sendo 2 milhões de médicos e profissionais que compõem a equipe de enfermagem. Na linha de frente do combate à Covid-19, o universo da pesquisa abarca os médicos (intensivista, infectologista, pneumologista, radiologista, clínico, cirurgião geral, anestesista, patologista, generalistas), a equipe de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem) e fisioterapeutas (cardiorrespiratórios), que estão no atendimento da atenção primária em saúde e na rede hospitalar de referência em Covid-19 em todo o país.

Além das entidades profissionais - Conselho Federal de Enfermagem e Conselho Federal de Medicina -, outras instituições também são coparticipantes da pesquisa: Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed-RJ); Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (ICS/UFPA); Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais (Nescon/UFMG); Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (Feluma); Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA/CE); Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp). Conta ainda com o apoio do Conass, Conasems, Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (Assobrafir) e Associação Brasileira de Medicina de Urgência (Abramurgem).

A pesquisa Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil tem financiamento do Edital Inova Covid-19, cujo objetivo é apoiar propostas de geração do conhecimento nas áreas definidas pela Fiocruz como prioritárias para a pandemia da Covid-19, visando acúmulo de conhecimento necessários ao entendimento da doença em seus diversos aspectos.

Serviço

Lançamento da pesquisa Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil

Dia 22/7/2020

Link da pesquisa: www.bit.ly/PesquisaFiocruz

Paciente permanece sob cuidados na enfermaria do Hospital

 

SÃO CARLOS/SP - O caminhoneiro Paulo Sérgio Bolonha, de 52 anos, morador de São Carlos, recebeu alta, na última semana, da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh). Após 43 dias, o paciente foi transferido para a enfermaria de Clínica Médica do HU para finalizar o tratamento.
Lucimar Retto da Silva de Avó, Chefe do Setor de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do HU, conta que a evolução do paciente está sendo satisfatória, mas que seu tratamento inspira cuidados. "É um paciente com uma série de comorbidades. A equipe teve bastante receio de como seria a evolução do quadro. A dedicação de todos possibilitou este resultado positivo. Do ponto de vista hospitalar, o mais importante foi o aprendizado em relação à prática de todos dos protocolos e fluxos previamente definidos", afirma. Ela também destaca a interação dos diferentes profissionais envolvidos no cuidado do paciente, como as equipes médica, de enfermagem e de fisioterapia, além do suporte das equipes do Centro de Material e Esterilização, do laboratório e da farmácia.  
Para Bolonha, o distanciamento da família é o mais difícil de enfrentar, apesar do contato familiar por vídeo possibilitado pela equipe do HU. "O que mais sinto falta é da minha família. Fiquei muito tempo desacordado, não lembro muita coisa enquanto estive na UTI, mas fiquei muito satisfeito com o cuidado que tiveram comigo e só tenho a agradecer pelo atendimento", diz. O paciente ainda não tem previsão de alta, mas os profissionais do Hospital Universitário estão confiantes que em breve ele poderá ir para casa. 

Covid-19 no HU-UFSCar
A UTI do Hospital Universitário da UFSCar possui 10 leitos exclusivos para Covid-19. As vagas são reguladas pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) da Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos. O Hospital também possui 44 leitos para atender casos leves e moderados da doença e todos os atendimentos são referenciados pela rede pública de saúde. Os 10 leitos da UTI do HU ampliaram o atendimento do Hospital em casos de alta complexidade e, hoje, pacientes graves podem ser tratados com segurança e tecnologia adequadas. 
Desde o início da pandemia, o HU atendeu mais de 1,8 mil pessoas na área exclusiva de Covid-19 e teve, ao todo, 133 pacientes que testaram positivo para a doença. Nesta terça-feira, 21 de julho, o HU está com 19 internados, sendo 14 em enfermaria e cinco pacientes na UTI.

SÃO PAULO/SP - Dias atrás ouvi em uma reunião algo que me chamou muito a atenção e que gostaria de pensar mais a respeito. Ainda que timidamente, estamos prestes a sair do período de quarentena, flertando com o que seria um retorno a vida “normal”. Sem entrar no mérito de que este seja ou não o momento certo ou mais seguro, o que me chamou a atenção foi justamente a ideia de ser impossível simplesmente retomarmos nossas vidas e tocarmos o barco, segundo uma das participantes da minha reunião.

Os argumentos se desencontravam constantemente naquela conversa, uns afirmando que era possível sim voltarmos para nossa “vida velha”, e outros dizendo que nada voltará a ser como era antes, ou seja, aquela vida pré-pandemia não existe mais, portanto, impossível ser acessada novamente pois teremos uma “vida nova” a ser vivida daqui para frente. Achei curioso que esses argumentos tenham sido colocados de forma tão contraditória: “vida velha” versus “vida nova”, pois não acredito que as coisas precisem ser colocadas dessa forma, talvez exista uma terceira via mais conciliadora.

Ao invés de contrapor a vida velha com a vida nova, sugerindo que todos nós entramos em um novo mundo onde pouco se aproveita do anterior, gosto de pensar nas nossas vidas como um fluxo contínuo que se torna mais fluído quanto mais conseguimos nos ajustar e darmos novas respostas a novos problemas ou ainda darmos novas respostas a antigos problemas.

Vejo então que é possível sim voltarmos a nossa vida velha desde que ela já contemple uma dinâmica de adaptações e evoluções que tenha nos permitido chegar “bem” até a pandemia. Que tenha permitido também que enfrentássemos esse período da forma mais saudável possível e que agora nos permita olhar para frente esfregando as palmas das mãos e nos perguntando o que virá a seguir. Essa vida velha, diríamos, está bem alinhada com as novas demandas de um mundo pós-pandemia.

Mas e se a vida velha já era uma vida inadaptada e com dificuldades de lidar com os problemas do cotidiano?

Então já era, mesmo antes da pandemia, necessário rever algumas posturas para que a vida seguisse seu curso de forma fluída e positiva. Se fazer escolhas equilibradas e coerentes já era difícil mesmo antes da pandemia, possivelmente não será mais fácil agora. Neste caso, ainda que haja uma vida nova, esta não poderá ser vivida por limitações impostas por um determinado modo de ser.

Agora, se as experiências pelas quais se passou ao longo dos últimos meses mudaram a forma de se enxergar o mundo e sua forma de fazer escolhas nele, ótimo! A verdadeira mudança da vida velha para a vida nova aconteceu e então habilita qualquer um a viver novas e melhores possibilidades de escolhas e, portanto, de vida.

Por fim, no meu modo de ver, a pandemia por si só não tem o poder de transformar vidas velhas em vidas novas. Esse poder está nas nossas mãos e pode ser acessado a qualquer momento, sempre pode, precisando apenas de um grande “gatilho” para ser disparado. A pandemia apenas tem nos oferecido constantes oportunidades de transição e cabe a cada um, dentro das suas possibilidades, aceitar e viver a nova ou velha vida que puder.

E você, que vida pretende viver na era pós-covid?

 

 

*Por: Denilson Grecchi - consultor Grupo Bridge. Pai dos pequenos Sophia, Lucca e Matteo! Adora tecnologia, uma boa história e não perde a oportunidade de dar um rolé com sua motoca. Psicólogo e Mestre, faz parte do time de consultores do Grupo Bridge.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, anunciou nesta terça-feira (21/07) que será montada uma unidade especial de saúde, a partir do próximo mês, no Ginásio Milton Olaio Filho para receber pacientes com síndrome gripal. Será uma espécie de covidário, local reservado para a recepção de pacientes com sintomas de COVID-19. O Ginásio também já recebeu infraestrutura para funcionar como um hospital de campanha, caso seja necessário novos leitos de enfermaria na cidade. O Milton Olaio Filho tem capacidade para até 120 leitos de enfermaria, portanto de baixa e média complexidade, porém até o momento nenhum foi montado já que a Santa Casa possui 24 leitos e o Hospital Universitário 44 leitos de enfermaria/SUS. Assim que a unidade do Ginásio Milton Olaio estiver atendendo, todos os pacientes que procurarem as demais unidades de saúde com sintomas leves e moderados de síndrome gripal serão referenciados para o Ginásio Milton Olaio Filho, local onde passarão por consulta médica e se necessário por testes para comprovar a presença do vírus no organismo. Os casos graves com indicação de internação serão enviados para Santa Casa ou Hospital Universitário. Quem for direto a unidade do Milton Olaio também será atendido. A medida foi tomada, entre outros motivos, para que os casos de baixa complexidade não lotem o Serviço de Urgência da Santa Casa e das Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s). “Na reunião que tivemos com a Santa Casa ficou definido que o referenciamento do hospital não será efetivado neste momento. Por outro lado nos comprometemos a fortalecer a atenção básica, por isso optamos em fazer o atendimento de síndrome gripal em um único local”, explica o secretário de Saúde, Marcos Palermo. Esse redirecionamento no atendimento para pacientes com suspeita de coronavírus vai possibilitar a instalação de novos leitos de UTI/SUS na Santa Casa. “No total serão instalados 14 novos leitos dos 16 previstos, 2 já entraram em funcionamento devido ao aumento do índice de internação. Hoje estamos com 10 leitos no Hospital Universitário e 10 na Santa Casa, mas a ideia é que mais 14 leitos sejam montados na Santa Casa. Estamos dependendo do termo aditivo e do crédito do Ministério da Saúde”, afirma Palermo que garantiu que as UPA’s também estão sendo fortalecidas. A contratação dos profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares) para atender na nova unidade será por meio de uma empresa da área de saúde contatada desde o início da pandemia pela Secretaria de Saúde, porém que os serviços serão utilizados somente agora. Serão montadas salas de medicação, estabilização, consultórios e para recepção dos pacientes. Todos os custos já estão sendo orçados pela pasta. “Essas mudanças são necessárias para não atender em um mesmo espaço, pacientes com suspeita de COVID-19, e aqueles que procuram as unidades por outras doenças”, finaliza o secretário de Saúde. A previsão é de que a unidade do Ginásio Milton Olaio Filho inicie os atendimentos em 30 dias, já que é necessária a montagem dos mobiliários, aquisição de insumos e equipamentos de proteção para dar início aos trabalhos. Até o início das atividades os casos de síndrome gripal continuam sendo atendidos nas unidades básicas e de pronto atendimento.

SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos confirma nesta terça-feira (21/07) os números da COVID-19 no município. São Carlos contabiliza neste momento 1.084 casos positivos para a doença (29 resultados positivos foram liberados hoje, com 17 mortes confirmadas e 1 suspeita. 57 óbitos já foram descartados até o momento. Dois resultados de exames foram negativos para COVID-19: do homem de 87 anos que no boletim do dia 19/7 constou como de outro município, porém feita a investigação a VIGEP constatou que a residência da família atualmente é em São Carlos e do homem de 65 anos que teve alta recentemente, mas foi internado novamente no último dia 19/7 e morreu ontem. A Vigilância ainda aguarda o resultado da sorologia do homem de 37 anos que foi a óbito na própria residência aqui na cidade. Dos 1.084 casos positivos, 984 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 1 óbito sem internação, 99 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 66 receberam alta hospitalar, 17 estão internados, 1 paciente de São Carlos está internado em outro município e 16 positivos internados foram a óbito. 696 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 4.247 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (56 resultados negativos foram liberados hoje). Estão internadas neste momento 31 pessoas, sendo 15 adultos na enfermaria (8 positivos, 3 suspeitos, 4 negativos); na UTI adulto hoje estão internadas 13 pessoas (13 positivos - sendo 5 de outros municípios). Na UTI uma criança de outro município está internada com suspeita da doença. Duas crianças estão na enfermaria, uma com suspeita da doença e outra já com exame negativo para COVID-19. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS está hoje em 70%. Na rede privada nenhum paciente está internado neste momento na UTI. Já na enfermaria 1 paciente com suspeita da COVID-19 está internado.

NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 6.980 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 5.449 pessoas já cumpriram o período de isolamento de 14 dias e 1.531 ainda continuam em isolamento. A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal (febre, acompanhada de um ou mais sintomas como tosse, dor de garganta, coriza, falta de ar). 3.481 pessoas já realizaram coleta de exames, sendo que 2.615 tiveram resultado negativo para COVID-19, 669 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos positivos). 197 pessoas ainda aguardam o resultado. O boletim emitido diariamente pela Vigilância Epidemiológica de São Carlos contabiliza as notificações das unidades de saúde da Prefeitura, Hospital Universitário (HU), Santa Casa, rede particular e planos de saúde.

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