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Pesquisas da UFSCar avaliam eficácia do laser na redução de sintomas da menopausa Foto: Fapesp

Pesquisas da UFSCar avaliam eficácia do laser na redução de sintomas da menopausa

Escrito por  Ago 31, 2025

Estudo com animais aponta para a diminuição da pressão arterial com uso da tecnologia

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que a aplicação de LASER na região abdominal é capaz de combater a hipertensão provocada pela diminuição na produção dos hormônios femininos que acontece naturalmente na menopausa. O estudo, coordenado pelo professor Gerson Rodrigues, do Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) da Instituição, foi feito em animais e comprovou o efeito hipotensivo do LASER vermelho de baixa intensidade. Outro estudo clínico em andamento está sendo feito com mulheres na menopausa e tem resultados promissores quanto ao uso do laser no combate a sintomas desse período.

A menopausa é o momento na vida de uma mulher em que ocorre a cessação definitiva da menstruação, sinalizando o fim da sua fase reprodutiva. Este processo é natural e ocorre, em média, por volta dos 45 aos 55 anos, e traz sintomas como ondas de calor, alterações de humor, irritabilidade, redução da densidade óssea, dentre outros. Nessa fase há uma grande diminuição da produção de hormônios, principalmente do estrogênio, que tem um papel importante na proteção do sistema cardiovascular, ajudando a manter os vasos sanguíneos saudáveis e regulando a pressão arterial. Esse declínio pode desencadear o desenvolvimento de hipertensão arterial, bem como outras doenças cardiovasculares durante a menopausa.

Neste cenário, a pesquisa da UFSCar foi realizada com 26 ratas, com 70 dias de idade, que foram divididas em três grupos: controle, ovariectomizadas (que passaram por cirurgia de retirada dos ovários) e ovariectomizadas tratadas com fotobiomodulação duas vezes por semana durante duas semanas. A fotobiomodulação é a técnica que utiliza luz de diferentes comprimentos de onda para promover efeitos terapêuticos em células e tecidos. Os resultados indicaram que, nos modelos animais, a fotobiomodulação feita por LASER vermelho de baixa intensidade reduziu a pressão arterial, melhorou a função do endotélio - camada de células que reveste internamente os vasos sanguíneos - e diminuiu o estresse oxidativo. "Pudemos notar também que a aplicação da fonte de luz levou à elevação do óxido nítrico, gás produzido naturalmente pelo organismo que tem papel crucial na regulação da pressão arterial, pois atua como vasodilatador, relaxando os vasos e facilitando o fluxo sanguíneo, além de outros efeitos benéficos ao sistema cardiovascular", explica Rodrigues.

O trabalho foi parte da tese de doutorado de Nayara Formenton da Silva, defendida no Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas UFSCar/Unesp. A coleta de dados foi feita pelos doutorandos Nayara Formenton da Silva, Luis Henrique Oliveira de Moraes e Camila Pereira Sabadini, com contribuição no desenho experimental e correção pela aluna de doutorado Rita Cristina Cotta Alcântara e pela pós-doc Patricia Corrêa Dias. A pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e os resultados da investigação foram publicados na revista Lasers in Medical Science (https://bit.ly/4lV0LY9).

Um outro estudo clínico, realizado pela doutoranda Rita Alcântara, sob orientação de Gerson Rodrigues, foi feito com mulheres na menopausa e investigou o efeito do LASER vermelho nos sintomas da menopausa e marcadores sanguíneos. "A aplicação do LASER foi feita de forma não invasiva, pela iluminação da artéria radial, técnica conhecida como ILIB. Os resultados preliminares são animadores, principalmente quanto à melhora dos sintomas, e os resultados serão publicados em breve", comemora o docente.

De acordo com mapeamento realizado pelo Instituto de Longevidade, 30 milhões de mulheres vivem a fase do climatério e da menopausa no Brasil. Diante disso e do aumento da longevidade feminina - muitas mulheres vivendo além dos 80 anos - o professor Gerson destaca que é essencial investir em tratamentos que promovam saúde e qualidade de vida durante e após a menopausa. "Se comprovada a eficácia do LASER na redução da pressão arterial e de sintomas como ondas de calor e alterações de humor, essa tecnologia pode representar uma alternativa segura e não hormonal para cuidar da saúde cardiovascular e emocional nessa fase. Isso é especialmente relevante num cenário em que mulheres passam até um terço de suas vidas no período pós-reprodutivo, exigindo abordagens inovadoras e acessíveis para garantir bem-estar duradouro", conclui Rodrigues.

A pesquisa com animais foi aprovada pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFSCar (Registro: 6449201120) e o estudo com as mulheres foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade (CAAE: 76839123.6.0000.5504).

Redação

 Jornalista/Radialista

Website.: https://www.radiosanca.com.br/equipe/ivan-lucas
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