Jornalista/Radialista
RÚSSIA - A Rússia pediu na terça-feira a todos os militares ucranianos que "deponham as armas" imediatamente e deu um ultimato aos que defendem a cidade de Mariupol para que acabem com "resistência insensata".
"Não desafiem a sorte, tomem a decisão correta, a de acabar com as operações militares e deponham as armas", afirmou o ministério da Defesa da Rússia em uma mensagem às forças ucranianas.
"Nos dirigimos a todos os militares do exército ucraniano e aos mercenários estrangeiros: um destino pouco invejável os aguarda devido ao cinismo das autoridades de Kiev", insistiu o ministério.
Em um trecho do comunicado que se refere aos que resistem na zona industrial de Azovstal, em Mariupol, o exército russo promete que "salvarão suas vidas' caso se rendam.
De modo concreto, a nota propõe um cessar-fogo a partir do meio-dia de terça-feira, para que entre "14H00 (8H00 de Brasília) e 16H00 (10H00 de Brasília), hora de Moscou, todas as unidades do exército ucraniano sem exceção e todos os mercenários estrangeiros saiam (de Azovstal) sem armas nem munições".
"Pedimos às autoridades de Kiev que mostrem bom senso e ordenem aos combatentes que acabem com sua resistência insensata", afirmou o ministério da Defesa russo.
BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro desafiou o ministro do Supremo Tribunal Federal e atual vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, a prendê-lo ou cassá-lo por desconfiar do sistema de votação, além de criticar o TSE chamando-o de um grupo fechado, o "TSE futebol clube".
"O grande problema que a gente tem é o Tribunal Superior Eleitoral. Virou lá um grupo fechado, TSE futebol clube. O que se fala é lei", disse.
"Há poucas semanas o Alexandre de Moraes falou que quem desconfiar do processo eleitoral vai ser cassado e preso. Ô, Alexandre, eu estou desconfiado. Vai me prender? Vai cassar meu registro? Que democracia é essa? Nós podemos desconfiar de tudo, quando desconfia a gente aperfeiçoa", acrescentou.
Procurada, a assessoria de imprensa do Supremo informou que não deve comentar as declarações do presidente, dadas em entrevista a um repórter da CNN Brasil no último sábado. A assessoria do TSE não respondeu de imediato a pedido de comentário.
Em outubro passado, ao barrar uma ação que queria cassar a chapa Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão, Alexandre de Moraes --que vai presidir o TSE durante as eleições-- disse que não iria tolerar a repetição da prática de disseminação de notícias falsas no pleito de 2022 e alertou que a conduta, se ocorrer, poderá levar à prisão dos envolvidos e à cassação do registro da candidatura dos envolvidos.
FRANÇA - A seleção brasileira masculina de futebol Sub-17 quebrou um jejum de 38 anos ao conquistar o bicampeonato no Torneio de Montaigu (França), de forma invicta, depois de desbancar a Argentina na final, com vitória por 2 a 0. A dupla palmeirense Endrick (atacante) e Luís Guilherme (meia) decidiram para os brasileiros, e Augustín Ruberto descontou para os hermanos na disputa do título, na tarde de segunda-feira (18). Em 2018 o Brasil também chegou à final em Montaigu, mas perdeu nos pênaltis para Portugal. O primeiro título foi conquistado em 1984. 

É CAMPEÃO! #SeleçãoSub17 venceu a Argentina por 2 a 1 e conquistou o Torneio de Montaigu. Valeu, garotada!! ??? pic.twitter.com/TClAraok5F
— CBF Futebol (@CBF_Futebol) April 18, 2022
A vitória sobre a Argentina corou uma campanha exitosa da seleção no torneio francês. Sem perder nenhum jogo, o ataque brasileiro somou 11 gols, cinco deles marcados por Endrick, artilheiro da competição, que balançou a rede em quatro partidas. O meia Guiherme anotou outros três gols.
Na edição deste ano, a seleção Sub-17, comandada pelo técnico Phelipe Leal, goleou o México na estreia por 4 a 0, empatou em 2 a 2 com a Holanda, e superou a Inglaterra por 3 a 0 antes de chegar à final contra a Argentina.
Ato será amanhã, dia 19 de abril, com um abraço simbólico nos três hospitais
SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos, Santa Casa de Araraquara e o Hospital Carlos Fernando Malzoni (HCFM) de Matão, unem forças e participam da Campanha “Chega de Silêncio” da CMB (Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos), que vai ocorrer na próxima terça-feira (19) em todo o país. No total 1.824 instituições de todo Brasil estarão unidas nesse dia para alertar à sociedade para a grave crise financeira da maior rede hospitalar do SUS e pedir ajuda para a sustentabilidade desses hospitais filantrópicos.
Por isso, nessa terça-feira (19), esses três importantes e grandes hospitais filantrópicos responsáveis pelo atendimento SUS da região vão promover um ato com um abraço simbólico. O ato em Matão e São Carlos será às 16h30, e na Santa Casa de Araraquara, às 17h30.
De acordo com a definição do dicionário, abraço é a “ação de envolver algo ou alguém com os braços, mantendo essa pessoa ou coisa próxima ao peito; amplexo. Mas também “demonstração de carinho, de amor, de afeto ou de amizade, geralmente feita após uma mensagem verbal ou escrita: um enorme abraço”.
“Será um gesto de demonstração de reconhecimento da importância dos serviços de saúde prestados a todos, de respeito e afeto para com os profissionais que se dedicam a salvar vidas, e principalmente de reflexão de que cada um de nós tem sua responsabilidade para a manutenção e sobrevivência desses hospitais que representam cerca de 60% do atendimento ao SUS no Brasil” – destaca Rogério Bartkevicius, diretor Geral da Santa Casa de Araraquara.
A mobilização tem como objetivo o pedido de socorro e de recursos para a sobrevivência e manutenção dos atendimentos. O subfinanciamento da remuneração dos serviços SUS, que é abaixo do custo, é a principal causa da crise e do endividamento dessas instituições.
Desde o início do plano real, em 1994, a tabela SUS e seus incentivos foi reajustada, em 93,77%, enquanto o INPC (índice de preços ao consumidor) foi de 636,07%, o salário mínimo em 1597,79%, o gás de cozinha em 2.415,94%, dados da CMB. “Este descompasso brutal representa R$ 10,9 bilhões por ano de desequilíbrio econômico e financeiro na prestação de serviço ao SUS, de todo o segmento. Desta forma se não houver políticas imediatas, consistentes, de subsistência para estes hospitais, dificilmente nossas portas se manterão abertas e a desassistência da população é fatal” - afirma o presidente da CMB, Mirocles Véras.
Rogério Bartkevicius explica que a crise que o hospital atravessa é exclusivamente financeira. “Essa questão com o SUS, é um problema da saúde pública e que impacta a maioria das Santas Casas do país”. De acordo com ele, a pandemia da Covid-19 agravou ainda mais a situação, isso somado a fatores, como a alta nos custos de insumos hospitalares.
“O gasto mensal com medicamentos e materiais médicos aumentou, respectivamente, em média, 45% e 65% em relação aos valores praticados antes da pandemia de Covid-19. A indisponibilidade de remédio, como a Dipirona, por exemplo, que antes eram adquiridos por R$ 0,74 a unidade, hoje é comprado por R$ 6,80”, ressalta Rogério.
A Santa Casa de São Carlos acumula um déficit econômico e financeiro nas suas operações SUS de aproximadamente 2 milhões de reais por mês.
“O nosso hospital atende cerca de 400 mil habitantes de São Carlos e outras 5 cidades (Porto Ferreira, Descalvado, Dourado, Ibaté e Ribeirão Bonito). Pacientes que dependem dos serviços prestados pela Santa Casa, que é um hospital privado e filantrópico. Sem a destinação de recursos como ficará a situação dessas pessoas atualmente atendidas aqui?” - destaca o Provedor da Santa Casa de São Carlos, Antônio Valério Morillas Júnior.
Já o Hospital Carlos Fernando Malzoni (HCFM) de Matão também enfrenta dificuldades financeiras devido ao subfinanciamento da tabela SUS. Por exemplo, o SUS paga R$ 37,95 por uma ultrassonografia, R$ 10,00 por uma consulta médica, R$ 4,11 por um hemograma completo, valores muito abaixo do que os hospitais gastam na realidade. A pandemia também impactou o HCFM com o aumento do uso de medicamentos e insumos hospitalares. Os preços de Epis, equipamentos de proteção individual, dispararam.
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