Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Na sexta-feira (16/01), o vereador Moisés Lazarine realizou uma visita institucional ao Fundo Social de Solidariedade do município de São Carlos, onde foi recebido pela diretora da entidade, Sra. Eucimara Jorge Pott. A visita teve como objetivo conhecer de perto a estrutura do Fundo Social e iniciar tratativas para futuras parcerias voltadas à área social e educacional.
Durante o encontro, o vereador percorreu todo o espaço físico do Fundo Social, conhecendo as salas destinadas à realização de cursos, oficinas e demais atividades desenvolvidas pela instituição. Na oportunidade, também pôde compreender de forma detalhada a finalidade do órgão, bem como sua importância no atendimento às demandas sociais da população são-carlense.
A principal pauta dessa primeira conversa foi a proposta de uma parceria para a oferta de um curso de musicalização, que será viabilizado por meio do Projeto Cor Ação, com recursos provenientes de Emenda Impositiva de autoria do vereador Moisés Lazarine. O projeto tem como foco a promoção da inclusão social, o estímulo cultural e o desenvolvimento de crianças e jovens por meio da música.
O vereador destacou a satisfação com a visita e com o acolhimento recebido.
“Fico muito feliz em conhecer de perto o excelente trabalho realizado pelo Fundo Social de Solidariedade. Fui muito bem recebido e saio desta visita ainda mais motivado a contribuir, por meio do nosso mandato, com iniciativas que gerem oportunidades, especialmente para crianças e jovens. A musicalização é uma ferramenta poderosa de transformação social”, afirmou Moisés Lazarine.
A diretora do Fundo Social, Sra. Eucimara Jorge Pott, agradeceu a visita e reforçou a disposição da instituição em estabelecer parcerias que ampliem o alcance das ações sociais no município.
“É sempre muito positivo receber representantes do Legislativo interessados em conhecer nosso trabalho e dialogar sobre novos projetos. O Fundo Social está à disposição para parcerias que beneficiem a população, e agradecemos ao vereador Moisés pela visita e pela iniciativa”, declarou.
A reunião marca o início de um diálogo institucional que poderá resultar em novas ações conjuntas, fortalecendo as políticas públicas de assistência social e promoção cultural em São Carlos.
SÃO CARLOS/SP - O Centro de Robótica da USP (CRob), referência em pesquisas avançadas em robótica, automação e inteligência artificial, ganhará uma nova sede em São Carlos. O lançamento da pedra fundamental aconteceu na manhã desta segunda-feira (19/01) no campus 2 da Universidade de São Paulo e contou com a presença do reitor Carlos Gilberto Carlotti Júnior. Com três andares e cerca de 6,5 mil metros quadrados, o prédio terá investimento de aproximadamente R$ 64,7 milhões e deve ser concluído no início de 2027. A iniciativa, fruto da parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), marca um novo capítulo na trajetória de 14 anos do CRob, que integra diferentes áreas do conhecimento e mantém forte interação com a indústria e a sociedade.
Durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental, o vice-prefeito Roselei Françoso, representando o prefeito Netto Donato, destacou o impacto do empreendimento para o município. “Sem sombra de dúvida, São Carlos se consolida como a capital do conhecimento. É uma alegria muito grande poder participar dessa história, representando o nosso prefeito, em uma universidade que nos enche de orgulho e nos referencia no Brasil e no mundo”.
O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, ressaltou que o novo prédio simboliza valores essenciais da universidade. “Esse prédio representa a interdisciplinaridade, o trabalho conjunto de várias unidades e professores na fronteira do conhecimento, para que as pesquisas possam se transformar em melhorias para a sociedade. A robótica já tem papel estabelecido, mas precisamos aperfeiçoar pesquisas e desenvolver novas aplicações, evitando que o ser humano realize atividades repetitivas ou perigosas”.
Para o diretor da EESC, Fernando Catalano, o centro reforça o papel da cidade como polo científico. “Pela magnitude das pesquisas e desenvolvimentos realizados aqui, o centro representa um avanço muito grande. É um hub de conhecimento, de transferência de tecnologia, importante para o estado, para o Brasil e provavelmente para o mundo”.
O coordenador do CRob, professor Marcelo Becker, lembrou que o prédio já nasce com conteúdo consolidado. “Nosso prédio vai iniciar já cheio de robôs. O recheio está pronto e vamos ampliar a quantidade de oportunidades para os alunos e para as pesquisas, trazendo pesquisadores de ponta do mundo inteiro para cá”.
A professora Kalinka Castelo Branco, vice-coordenadora do CRob e docente do ICMC, reforçou o caráter integrador da nova sede. “Esse prédio é a conjunção de todas as atividades que já vêm sendo realizadas em robótica e inteligência artificial. O que antes era feito em separado, agora será unificado, permitindo que alunos e professores trabalhem juntos. É uma grande conquista para São Carlos, para a USP e para o Brasil”.
BRASÍLIA/DF - Aliados de Jair Bolsonaro (PL) e parte dos integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a decisão do ministro Alexandre de Moraes de mudar o local da prisão do ex-presidente foi um passo inicial para enviá-lo para o regime domiciliar.
Dois integrantes da corte, de diferentes grupos, viram a decisão do magistrado como um gesto nesse sentido porque o novo local, a chamada Papudinha, oferece melhores condições para o político. Para eles, a eventual mudança para que ele cumpra a pena em casa pode ocorrer no curto prazo.
A avaliação é feita ainda que Moraes não tenha dado nenhum indício de que pretende conceder o benefício ao ex-presidente. Na decisão em que determinou a transferência para a Papudinha, o ministro disse que o cumprimento da pena não é uma "estadia hoteleira" ou uma "colônia de férias" e rebateu as críticas dos filhos do ex-presidente sobre as condições da sala de Estado Maior da Polícia Federal.
Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro foi retirado do regime domiciliar e enviado para a Superintendência da PF em Brasília em novembro, após tentar violar a sua tornozeleira eletrônica, segundo ele, por "curiosidade". Seus médicos atribuíram o episódio a confusão mental causada por medicamentos. Segundo especialistas, os remédios usados pelo ex-presidente são seguros e em casos raros podem causar delírio.
Desde que o ex-presidente foi colocado em regime fechado, sua defesa fez uma série de pedidos a Moraes, de Smart TV a redução de ruídos do ar condicionado, e a família tem alardeado supostos riscos à saúde que ele correria fora de casa. A mobilização aumentou após Bolsonaro sofrer uma queda, e os exames detectarem traumatismo craniano leve.
À Folha de S.Paulo um integrante do Supremo, do grupo considerado próximo a Moraes, disse que passou a defender que Bolsonaro possa cumprir a pena em casa pelo receio de o Supremo ser considerado culpado por eventuais complicações na saúde dele.
Esse magistrado avalia ser uma questão de tempo para que o próprio Moraes seja convencido de que isso seria o mais prudente.
A aposta de pessoas próximas ao ex-presidente é similar. Para eles, os demais magistrados serão convencidos da necessidade de mudar o político de regime prisional e pressionarão Moraes para que tome uma decisão nesse sentido.
Essa avaliação ganhou força após a investida da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no tribunal.
Michelle conversou tanto com Moraes como com o ministro Gilmar Mendes. Tarcísio falou com quatro magistrados para pedir a prisão domiciliar.
A decisão de Moraes de transferir o ex-presidente foi tomada após essas conversas. Em rede social, a ex-primeira-dama disse que as novas instalações são "menos prejudiciais à sua saúde" [de Bolsonaro] e lhe trazem "mais dignidade", mas ainda assim, seguiria com o empenho de levá-lo para a casa.
As instalações na unidade no Distrito Federal comportam até quatro pessoas, mas serão usadas exclusivamente por Bolsonaro. O espaço conta com 65 m², sendo 10 m² de área externa, e tem quarto, banheiro, sala, cozinha e lavanderia.
Por isso, a transferência foi vista até dentro do Supremo como um gesto de Moraes. Na sua decisão, o ministro afirmou que o novo local permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de "banho de sol" e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a possibilidade de instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta.
O magistrado também informou que há banheiro com chuveiro de água quente, armários, cama de casal e TV. E, ao invés de um frigobar, agora há uma geladeira.
Na decisão em que ordenou a transferência de Bolsonaro, Moraes também determinou que o ex-presidente seja submetido imediatamente à junta médica oficial, composta por médicos da PF, para avaliação do seu quadro clínico de saúde.
Depois disso, ele decidirá se mantém o ex-presidente na Papudinha ou determina a sua transferência para um hospital penitenciário. Essa avaliação antecede a análise do novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 autoriza a criação de 78.674 vagas e o provimento de 85.128 cargos nos três Poderes. A medida abre espaço para novos concursos públicos e para a recomposição do quadro de servidores ao longo do ano.
O total de cargos a serem providos inclui tanto vagas atualmente abertas quanto aquelas que devem surgir em 2026 em razão de aposentadorias, falecimentos ou exonerações. Já a criação de cerca de 78 mil novos cargos representa a ampliação do quadro de pessoal e passou a valer após a aprovação do Orçamento, por envolver aumento de despesa.
Ao todo, as despesas previstas para 2026 com concessão de vantagens, reajustes salariais e alterações na estrutura das carreiras somam R$ 8,3 bilhões. Desse total, R$ 4,2 bilhões estão destinados ao Poder Executivo federal, enquanto R$ 2,7 bilhões irão para o Judiciário.
Cerca de R$ 2,2 bilhões serão direcionados ao provimento de cargos efetivos na área de educação, além de R$ 2,4 bilhões para outras funções fora desse setor. No Judiciário, o maior impacto orçamentário será na Justiça Eleitoral, com custo estimado de R$ 274 milhões para o preenchimento de vagas.
Distribuição das vagas
Os números incluem tanto cargos efetivos, preenchidos por servidores concursados, quanto funções comissionadas, que não exigem concurso público. Do total autorizado, 75.509 vagas criadas e 79.872 cargos a serem providos concentram-se no Executivo federal.
A maior parte das autorizações está voltada à área de educação, especialmente para universidades e institutos federais, com previsão de provimento de 22.580 vagas para professores e técnicos-administrativos. Fora desse setor, estão previstos cerca de 48 mil cargos com provimento imediato.
A LOA também autoriza o preenchimento de 8.209 vagas para recomposição de efetivo no Exército, na Marinha e na Aeronáutica, além de cargos para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e para o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
No Poder Judiciário, estão previstas a criação e o provimento de 6.983 vagas. A maior parte será destinada à Justiça Eleitoral, que terá suas atividades intensificadas em função das eleições deste ano. Também é esperado o provimento de cargos no Legislativo, no Ministério Público e na Defensoria Pública da União.
Concursos em ano eleitoral
Com a proximidade das eleições, cresce a preocupação sobre a realização de concursos públicos, publicação de editais e nomeação de novos servidores. Segundo Eduardo Cambuy, professor do Gran Concursos, não há proibição para a realização de concursos em ano eleitoral.
“A vedação é em relação à nomeação e à posse, e mesmo assim apenas nos três meses que antecedem a eleição”, explica. Na prática, as nomeações ficam proibidas entre o fim de junho e o início de julho. De acordo com Cambuy, a regra serve como salvaguarda da legislação eleitoral para evitar o uso dessas medidas como instrumento de campanha.
Com isso, a expectativa é de que o primeiro semestre concentre maior volume de atividades relacionadas a concursos públicos. A proibição de nomeações durante o período eleitoral atinge, em regra, todos os Poderes e órgãos da administração pública, mas há exceções, especialmente no Judiciário. Nesses casos, se o concurso tiver sido homologado antes do início do período de restrição, o tribunal pode realizar nomeações e posses mesmo nos três meses que antecedem a eleição.
Para os demais Poderes, a regra é mais rígida. Ainda que o concurso já esteja homologado, as nomeações e posses ficam proibidas. Há exceções também para reposições decorrentes de aposentadoria, morte ou exoneração. “Quando você repõe servidores que se aposentaram ou deixaram o cargo, isso não configura campanha eleitoral, é apenas reposição”, afirma o especialista.
Entre os concursos que devem concentrar maior atenção em 2026, Cambuy destaca o Concurso Nacional Unificado (CNU), no Executivo. “A expectativa é que seja homologado até abril ou, no máximo, maio, para que as convocações ocorram ainda nesse período”, diz.
Outro destaque é o concurso do Banco do Brasil. Por se tratar de uma sociedade de economia mista, o banco segue regras próprias, mas, segundo o professor, também sofre influência do calendário eleitoral, especialmente devido ao envolvimento político de seus dirigentes.
por Folhapress
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