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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - O Centro Municipal de Cultura Afro-Brasileira “Odette dos Santos” recebeu mais de 60 alunos e educadores da Escola Educativa que mergulharam em um passeio que uniu aprendizado, reflexão e valorização da diversidade.

Durante a visita, os participantes conheceram os diferentes espaços do Centro e tiveram contato direto com a riqueza da história e da cultura afro-brasileira. A atividade reforçou a importância da preservação da memória e do pertencimento histórico, aproximando os jovens de um legado que ajuda a construir a identidade nacional.

A programação contou também com a palestra “Racismo e suas Implicações na Sociedade”, ministrada por Carmelita Maria Silva, chefe de Seção de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania. O encontro promoveu reflexões sobre igualdade racial, respeito às diferenças e combate às diversas formas de discriminação.

Para a secretária Adjunta, Ana Paula Vaz, a escola tem papel essencial na formação cidadã ao incluir em seu cotidiano pedagógico o respeito às culturas e às memórias coletivas dos diversos grupos étnicos que compõem a sociedade brasileira.

Já a secretária Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, Gisele Santucci, destacou. “O combate à discriminação e ao racismo é essencial para a promoção da tolerância, do respeito mútuo e da construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática para todos”.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Esporte realizou no último sábado (30/05), a abertura da 13ª edição do Campeonato Municipal de Futebol Menor 2026. A primeira rodada aconteceu no Clube de Campo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e reuniu atletas, familiares e a comunidade.

Neste ano, a competição conta com a participação de 50 equipes e mais de 1.200 atletas, distribuídos nas categorias Fraldinha (Sub-11), Dentinho (Sub-13), Dente de Leite (Sub-15) e Dentão (Sub-16).

A rodada de abertura foi disputada pela categoria Fraldinha Sub-11, com a participação das equipes C.E. Multi Esportes B, Jovens Talentos, R.F. Sports/Country Club, Flamingo, Salesianos/Chuteira de Ouro B e Nave Sal da Terra. Durante os jogos, o C.E. Multi Esportes B venceu o Jovens Talentos por 7 a 0. Na sequência, o Flamingo derrotou o R.F. Sports/Country Club pelo placar de 5 a 0. Fechando a primeira rodada, o Salesianos/Chuteira de Ouro B venceu a equipe Nave Sal da Terra por 8 a 1.

Realizado desde 2012, o Campeonato Municipal de Futebol Menor se consolidou como uma das principais competições esportivas de base da cidade, tendo sido interrompido apenas nos anos de 2020 e 2021 em razão da pandemia da COVID-19.

 A diretora de Esporte de Base, Neusa Valentina Golinelli, destacou a participação das famílias e a importância social do evento. “A abertura foi marcada pela presença das famílias, dos amigos e da comunidade, que vieram prestigiar nossas crianças e adolescentes. É um evento que tem um impacto muito positivo para a comunidade, pois promove a convivência, o desenvolvimento dos atletas e fortalece os valores do esporte desde a base”, afirmou.

O secretário municipal de Esporte, Fernando Carvalho, ressaltou a dimensão da competição e o compromisso da administração com o incentivo ao esporte. “Estamos muito felizes em dar início a mais uma edição deste campeonato, que já faz parte da história esportiva de São Carlos. São mais de 1.200 atletas envolvidos em uma competição que promove inclusão, disciplina, cidadania e qualidade de vida. Investir no esporte de base é investir no futuro da nossa cidade”, destacou.

O prefeito Netto Donato também enfatizou a relevância do campeonato para a formação das crianças e adolescentes. “O esporte é uma ferramenta poderosa de transformação social. Ver tantos jovens participando, aprendendo valores importantes e representando suas equipes é motivo de orgulho para São Carlos. Nossa gestão continuará apoiando iniciativas que promovam oportunidades, desenvolvimento e bem-estar para nossas crianças e jovens”, disse o prefeito.

A organização do campeonato conta com a participação do secretário municipal de Esporte, Fernando Carvalho, da diretora de Esporte de Base, Neusa Valentina Golinelli , e dos técnicos das Escolas Municipais de Esporte, Fernando Camargo Barbosa e Francisco Martins.

As próximas rodadas, com a participação das demais categorias, acontecerão nos meses de junho e agosto.

SÃO CARLOS/SP - A vereadora Raquel Auxiliadora lançou o Processo Participativo e Educativo de Escolha de Nomes de Rua 2026, iniciativa que une educação cidadã, memória coletiva e participação popular em São Carlos.

A proposta convida professoras, professores, profissionais da educação e estudantes a refletirem sobre os nomes das ruas da cidade: quem é homenageado no espaço público, quais histórias são lembradas e quais trajetórias ainda seguem invisibilizadas.

Para apoiar as atividades, o mandato elaborou um caderno pedagógico gratuito, com sugestões de práticas, perguntas disparadoras, orientações para docentes, relação com a BNCC e critérios para construção das propostas.

Raquel apresentou o material ao secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, e à dirigente regional de ensino, professora Débora Gonzalez Costa Blanco, fortalecendo o diálogo com as redes municipal e estadual.

Cada turma, escola ou grupo poderá sugerir coletivamente uma homenagem a uma pessoa já falecida, conforme a legislação. O processo dará prioridade a trajetórias de mulheres, mulheres negras e indígenas, educadoras, profissionais da educação, lideranças populares e pessoas com contribuição relevante para São Carlos.

As sugestões serão analisadas pelo Conselho Popular do mandato e depois encaminhadas para votação pública. As duas propostas mais votadas poderão virar nomes de ruas por meio de projeto de lei.

As inscrições seguem abertas até 25 de junho pelo site:
https://raquelauxiliadora.com.br/nomes-de-ruas-2026

“Os nomes das ruas também contam a história de uma cidade. Queremos que essa escolha seja mais democrática, educativa e representativa”, afirma Raquel.

BRASÍLIA/DF - Um pacote com mudanças que beneficiam partidos políticos meses antes do início da campanha eleitoral foi aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 19 e pode afetar a capacidade de fiscalização da Justiça Eleitoral.

O projeto de lei teve uma tramitação relâmpago e foi votado menos de três horas após a primeira leitura do texto, que terminou com um placar de 367 votos favoráveis contra 86. A proposta segue agora para o Senado.

As benesses incluem afrouxamento das regras para pagamento de multas e diminuição do prazo de prescrição de processos administrativos. Também preveem proibição de bloqueios no fundo partidário e no fundo eleitoral no semestre das eleições e autorização para disparo de mensagens.

Especialistas ouvidos pela Folha apontam que as reformas podem atingir a atuação da Justiça Eleitoral e criticam a suavização das punições. Alguns ponderam que parte da norma consolida entendimento sobre a individualização das punições a diretórios municipais, estaduais e nacionais já pacificado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O projeto prevê também que as mudanças passem a valer desde agora nos processos em curso e, retroativamente, em processos já arquivados. Segundo os especialistas, essa vigência pode ser considerada inconstitucional.

VIGÊNCIA E APLICAÇÃO

Do jeito que está, o PL prevê que as novas regras vigorariam imediatamente, o que pode violar o princípio da anualidade. A regra geral é que as mudanças que atingem diretamente o processo eleitoral valem apenas para eleições que ocorram um ano após o início da vigência da norma.

Embora o projeto não altere a Lei das Eleições, mas apenas a Lei dos Partidos Políticos, algumas regras podem não valer para 2026, afirma Luiz Eduardo Peccinin, advogado eleitoral e doutor pela UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Além disso, as alterações que amenizam as multas, diminuem os prazos prescricionais e extinguem sanções de partidos que tenham se fundido valeriam para processos em curso ou transitados em julgado.

Segundo Ricardo Vita Porto, advogado e presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, esse ponto merece atenção. Aplicação retroativa de prazos a processos já transitados em julgado pode "tensionar a garantia constitucional da coisa julgada".

MULTAS E PARCELAS

As novas regras incluem também uma limitação ao valor da multa e flexibilização nas condições de pagamentos. Antes restritas a 20% do valor questionado, as sanções terão limite absoluto de R$ 30 mil. Além disso, o prazo de pagamento foi estendido para 180 meses, ou seja, 15 anos.

Segundo a advogada Carla Nicolini, também membro da comissão da OAB-SP, as mudanças ajudam a não comprometer as atividades de diretórios partidários regionais em municípios menores. Entretanto, ela pondera sobre a possibilidade de enfraquecimento de mecanismos de controle e fiscalização de recursos que vêm dos cofres públicos.

FUSÃO E INCORPORAÇÃO

Se a norma passar a valer, a fusão de partidos geraria suspensão de processos judiciais e administrativos das legendas anteriores até a nomeação do novo representante. Além disso, o partido criado não estará sujeito a punições aplicadas por irregularidades da prestação de contas.

Segundo Ricardo Vita Porto, como houve incentivo à redução do número de partidos nos últimos anos, muitas das legendas que se fundiram carregaram passivos das siglas anteriores. O projeto permitiria que obrigações financeiras sejam assumidas sem paralisar os partidos por sanções herdadas, diz.

PRESCRIÇÃO

O exame das contas passa a ter um prazo máximo de três anos. Após esse período, os processos serão extintos. As penalidades que incluem bloqueio no fundo partidário ou suspensão do órgão partidário terão prazo máximo de cinco anos. Com o fim desse prazo, essas sanções são prescritas automaticamente.

Há, também, a aprovação tácita de contas não questionadas pela Justiça Eleitoral. O parecer técnico é considerado automaticamente favorável, caso erros ou inconsistências não sejam apontadas no prazo de um ano após o protocolo.

Esse é um dos pontos que merecem atenção, pois "pode transformar a morosidade em benefício", diz Ricardo Vita Porto.

BLOQUEIO DE FUNDOS

A nova regra veda o bloqueio de repasses dos fundos no semestre das eleições. A medida proíbe suspensões por dívidas antigas ou falta de contas, garantindo recursos às siglas durante o pleito.

Como explica Luiz Eduardo Peccinin, a norma já valia desde 2015. O projeto apenas explicita que a vedação também se aplica ao fundo eleitoral e que órgãos partidários não podem ser suspensos nesse período.

Porto afirma que tais bloqueios acontecem, por exemplo, por penhoras em condenações judiciais. Segundo ele, há uma incompreensão sobre a natureza dos partidos, que são tratados como "uma empresa com filiais, quando na verdade cada órgão partidário possui personalidade jurídica, CNPJ e gestão próprios".

DISPARO EM MASSA DE MENSAGENS

Com a regra, partidos podem registrar números de telefone oficiais para o envio de mensagens a eleitores. O uso de bots para contatos cadastrados não configuraria disparo em massa, desde que haja opção de descadastramento e a finalidade seja eleitoral.

Carla Nicolini afirma que o projeto busca diferenciar comunicação partidária institucional de práticas ilícitas de disparo em massa associadas à desinformação eleitoral. "A controvérsia jurídica deverá se concentrar na delimitação entre comunicação partidária legítima e eventual utilização abusiva dessas ferramentas em contexto eleitoral", diz.

Porto afirma que a expressão "disparo em massa" não corresponde ao que o projeto propõe. "O que se cria é um canal oficial, registrado perante a Justiça Eleitoral, para comunicação com eleitores que previamente consentiram em receber mensagens e que podem se descadastrar", diz.

Segundo Peccinin, esse é um exemplo das regras que dizem respeito diretamente ao processo eleitoral e, com base no princípio da anuidade, não devem valer em 2026.

Além disso, o presidente Lula (PT) já afirmou que vai vetar o trecho que permite os disparos em massa de mensagens, caso aprovado pelo Senado.

 

 

por Folhapress

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