SÃO PAULO/SP - O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca de tainha (Mugil liza), na modalidade arrasto de praia, deve ser suspensa a partir desde domingo (7).
De acordo com o ministério, a medida é necessária após o país atingir o limite coletivo de 90% da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026.
A cota de 8.168 toneladas foi definida em uma portaria conjunta entre os ministérios da Pesca e do Meio Ambiente.
“A medida possui caráter preventivo e tem por objetivo evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade”, informou a pasta.
Conforme as orientações do ministério, os barcos que estão no mar devem realizar o desembarque do pescado no prazo de 24 horas após a captura.
Após o período, os pescadores poderão retomar a pesca das demais espécies.
O procedimento adotado pelo ministério foi consolidado a partir de informações que constam no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha.
Por terminação de lei, empresas pesqueiras devem reportar ao governo a quantidade de pescado que foi retirada do mar.
AGÊNCIA BRASIL
ITÁLIA - Uma equipe de mergulhadores voluntários registrou um encontro raro com um tubarão-branco durante uma operação no Mar Mediterrâneo, próximo à costa da Itália. Acredita-se que as imagens captadas sejam as primeiras gravações subaquáticas de um exemplar adulto da espécie em seu habitat natural nessa região.
De acordo com a fundação Healthy Seas, que divulgou o vídeo, o encontro aconteceu em maio, em uma área marítima localizada entre a Sicília e a Tunísia. Na ocasião, a equipe realizava uma missão de remoção de redes de pesca abandonadas no fundo do mar.
Foi durante essa operação que os mergulhadores conseguiram registrar o que pode ser o primeiro vídeo subaquático já feito de um tubarão-branco adulto no Mar Mediterrâneo em seu ambiente natural. Embora a espécie já tenha sido filmada anteriormente na superfície dessas águas, nunca havia sido registrada debaixo d’água na região.
"Ele nadou ao nosso redor e depois virou-se para nos encarar de frente, retornando em nossa direção. Parecia claramente curioso, e não agressivo. Estava muito tranquilo, como se tivesse a postura de quem manda ali embaixo. Quando começamos a soltar algumas bolhas pela boca, ele acelerou e desapareceu no azul", relatou Derk Remmers, mergulhador responsável pelas imagens, em entrevista ao jornal The Independent.
"Todos nós ficamos um pouco chocados — e muito surpresos. Meus dedos estavam tremendo, isso é certo. Era um animal grande e não esperávamos encontrar algo assim", confessou.
O tubarão-branco é um dos maiores predadores marinhos conhecidos e também é considerado uma das espécies potencialmente mais perigosas para os seres humanos. O animal pode atingir até 6,5 metros de comprimento e ultrapassar duas toneladas de peso. Em média, a espécie vive cerca de 30 anos.
por Notícias ao Minuto Brasil
RIO DE JANEIRO/RJ - O Projeto Cavalos Marinhos vai abrir ao público o Espaço Educativo entre os dias 1º e 3 de junho, das 9h às 14h, na Universidade Santa Ursula, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Os interessados em participar do evento Cavalos Marinhos de Portas Abertas devem fazer a inscrição gratuitamente por formulário.
Com esse evento, o projeto participa da primeira edição do Rio Nature & Climate Week. Esse encontro internacional, que se estenderá até o dia 6 de junho, discutirá temas relacionados ao meio ambiente e mudanças climáticas, visando acelerar a criação de políticas públicas e a ação concreta entre governos, setor privado, sociedade civil, ciência e comunidades.
Há 23 anos o projeto se dedica à conservação desses animais e dos ecossistemas em que eles habitam, baseando-se em conhecimento técnico-científico.
A instituição também procura fomentar o desenvolvimento econômico e sustentável das regiões, respeitando o contexto social de cada uma delas e tendo em vista os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
A coordenadora geral do Projeto Cavalos Marinhos, Natalie Freret-Meurer descreve o Espaço Educativo como uma imersão no mundo do cavalo-marinho.
“Tem modelos de cavalos-marinhos, tem uma árvore de manguezal, tem jogos e tem também o nosso laboratório com animais vivos que a gente reproduz em cativeiro. Tem filhotes, tem jovens e adultos. Então, a pessoa realmente entra aqui para mergulhar no mundo desses animais”.
A formação da população de segurança dos cavalos-marinhos da espécie brasileira cavalo-marinho de focinho longo, do Projeto Cavalos Marinhos, é inédita no Brasil. Ela ressalta a importância da conservação desses animais que estão desaparecendo de algumas praias do país e se encontram ameaçados de extinção em todo o planeta devido à destruição de habitat, captura acidental pela pesca industrial e captura para comércio de aquários.
“A gente faz essa reprodução em cativeiro. Tem todos os animais rastreados geneticamente. Então, a gente sabe exatamente qual é a composição genética. E, se for necessário fazer introdução em ambiente natural, a gente consegue fazer. Então é o primeiro projeto que faz essa estruturação de população de segurança tão bem organizada em termos de mapeamento genético, em termos de reprodução direcionada e tudo mais”, explicou Natalie.
A atividade é desenvolvida com apoio do Programa Socioambiental da Petrobras.
Ao mesmo tempo, o Projeto Cavalos Marinhos continua com o programa de formação de jovens guardiões protetores desse animal dedicando-se, simultaneamente, à formação de mulheres pescadoras para que desenvolvam outras atividades econômicas.
“A gente acabou de formar uma turma em São Pedro da Aldeia para que elas possam atuar com biojoias feitas de escamas de peixe. As pescadoras coletam as escamas, tratam esse material e fazem biojoias como alternativa de renda, principalmente agora no defeso (época de proteção para a reprodução)”.
Somente em 2024, o programa calcula que impactou dois milhões de pessoas. “De lá para cá, a gente vem trabalhando com as mulheres, com as crianças. Nas unidades de conservação, a gente dá formação para gestores, educadores ambientais, para que eles possam multiplicar esse conhecimento também do cavalo-marinho. Temos formação também para professores do ensino infantil”.
Criado no Rio de Janeiro em 2002, o Projeto Cavalos Marinhos desenvolve ações de pesquisa e monitoramento nas baías de Guanabara, Ilha Grande e Sepetiba, além de Búzios, Arraial do Cabo e Laguna de Araruama, na Região dos Lagos. Em dezembro de 2025, o projeto se expandiu e chegou aos estados de São Paulo e Espírito Santo, com monitoramentos nas praias de Ubatuba (SP), Vitória e Aracruz (ES).
No mesmo período, o projeto se integrou à Rede de Conservação Águas da Guanabara (Redagua) que, desde 2019, reúne outros quatro projetos apoiados pelo Programa Petrobras Socioambiental. São eles: Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ.
“Se eu tivesse que pontuar, diria que os maiores ganhos são desde pescadores até moradores de regiões que não deixam que outras pessoas capturem os cavalos-marinhos. São pessoas que se apaixonaram pelo animal e resolvem ajudar nessa luta. E algumas populações de cavalos-marinhos já começaram a melhorar”, manifestou Natalie.
Nos últimos dois anos, seis regiões com populações de cavalos-marinhos foram monitoradas mensalmente pelo projeto no estado do Rio de Janeiro. Mais de 100 pescadores foram atendidos e mais de 20 oficinas capacitaram mulheres caiçaras, agentes de unidades de conservação, jovens e professores da educação infantil.
Os biólogos do projeto fazem o monitoramento da população dos cavalos-marinhos em todo o estado do Rio de Janeiro e parte do Espírito Santo e São Paulo e desenvolvem pesquisas de análise genética e comportamental. O objetivo é compreender mecanismos comportamentais, identificar as diferentes composições genéticas das populações de cavalos-marinhos do território fluminense, analisar o impacto da pesca artesanal e estabelecer as áreas prioritárias para a conservação desses animais.
AGÊNCIA BRASIL
DINAMARCA - As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.
A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.
Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.
A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.
O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.
Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia.
“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.
Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.
Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril.
O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.
“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima", disse o diplomata André Corrêa do Lago.
Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.
Sobre o chamado “regime climático", que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.
A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.
“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.
A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono.
AGÊNCIA BRASIL
PONTAL DO PARANÁ/PR - A oceanógrafa Fernanda Possatto apresenta uma bancada repleta de lixo plástico encontrado em 14 praias do litoral do Paraná. Segundo ela, esses são os resíduos fáceis de se ver. No entanto, a pesquisa dela destaca outra preocupação presente no mar, muito mais difíceis de se visualizar: os microplásticos.
Um levantamento conduzido pela pesquisadora aponta que 93,6% de uma amostra de peixes coletados em feiras e mercados do litoral paranaense apresentam microplásticos no trato digestivo.
Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentaram partículas. A maior contaminação ocorreu em peixes demersais, que vivem em contato direto com o fundo do mar. Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros (mm), vestígios de produtos feitos com plástico e que foram consumidos pelos peixes examinados.
“Isso não significa que os peixes não podem ser ingeridos, porque a gente não está falando de saúde alimentar ainda, mas isso já é um indício de que a gente precisa estudar melhor esses impactos”, disse ela a jornalistas na sede da Associação Mar Brasil, uma organização sem fins lucrativos.
“A gente não está falando ainda de risco para saúde humana porque hoje a gente não come o trato, não come o estômago, a gente come o músculo”, tranquiliza.
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A pesquisadora Fernanda Possatto, do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), fala sobre o trabalho com resíduos de lixo no mar - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A sede da Mar Brasil fica na cidade de Pontal do Paraná, em uma praia de frente para a turística Ilha do Mel. A organização desenvolve o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras.
Perto dali, há ambientes com características diversas, como a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; áreas contínuas de manguezais; e o Porto de Paranaguá, que atrai constantemente frotas de navios.
A pesquisadora Fernanda defende a necessidade de novos estudos para identificar o efeito do microplástico nos peixes.
“Quanto dos componentes tóxicos que existem desse microplástico presente no estômago pode ser absorvido pelos tecidos musculares das espécies de peixes?”, indaga.
Ela cita que outros estudos apontaram que os fragmentos podem liberar substâncias tóxicas que resultam na alteração da fecundidade dos animais e surgimento de tumores.
“Tudo isso ainda está sendo analisado e estudado.”
Os microplásticos são fragmentos do material maior, o plástico, que sob efeito do tempo e da irradiação solar, se quebram em micropartículas e acabam ficando na água, no solo e no ar, chegando à cadeia alimentar.
Essas partículas podem surgir de lixo no mar, como embalagens e garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, aliás, são fontes de elementos químicos presentes nesses fragmentos.
Uma pesquisa brasileira chegou a encontrar microplásticos em placentas e cordões umbilicais.
A Organização Mundial da Saúde reconhece que o mundo enfrenta problemas relacionados à presença de microplástico e defende mais pesquisas sobre o efeito dos fragmentos na saúde humana.
Os estudos do Rebimar identificaram a presença do microplástico também em aves que têm contato com o mar. Foram analisadas gaivotas e corujas-buraqueiras. O levantamento foi feito por meio de análise de material regurgitado (expelido do estômago ou do papo) pelas aves vivas.
Em 69% delas, foram notados fragmentos. “Se você nota que a cada dez indivíduos, sete têm microplástico, é muito alto”, pontua a oceanógrafa.
Fernanda Possatto, que trabalha com pesquisas ligadas ao lixo no mar, contextualiza que o microplástico é encontrado tanto em áreas com bastante presença humana, como nos arredores do Porto de Paranaguá, com em áreas preservadas ambientalmente.
Para ela, é um indicativo de que “fronteira geográfica não existe para a questão do plástico”. Ela explica que os fragmentos são transportados por correntes, ventos e marés.
“Tudo isso influencia na presença. Faz com que seja um problema sistêmico.”
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Expedição da equipe de pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) conduz captura para monitoramento de tartarugas-verdes, na Ilha das Cobras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A oceanógrafa acrescenta que a pesquisa pode fornecer informações para que autoridades públicas tracem limites para a presença de microplástico em humanos.
“A gente não tem hoje um índice que nos diz se 1 microplástico por metro cúbico de água é aceitável”, exemplifica. “Estamos em um processo de construção desses índices.”
Para a pesquisadora do Rebimar, caminhos para mitigar o problema do microplástico no meio ambiente passam por ações da indústria e consumo consciente do plástico.
“Não tem uma solução única. A gente tem que pensar em vários leques de atuação, desde a sensibilização com a educação ambiental até a fonte mesmo que é a produção do plástico.”
Outra ponta do projeto ambiental é o monitoramento de tartarugas-verdes, uma das sete espécies desses animais marinhos do mundo e uma das cinco registradas no Brasil.
Pelo menos três vezes ao ano, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) capturam e analisam a saúde das tartarugas. Desde 2014, foram feitas 435 capturas, sendo 313 indivíduos, ou seja, cerca de 120 foram observadas mais de uma vez.
A bióloga Camila Domit, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR, revela que 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral paranaense tinham lixo no trato digestivo.
“É assustador”, enfatiza ela. “Dependendo da quantidade de lixo, pode levar o animal a óbito”, esclarece.
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A pesquisadora Camila Domit instala dispositivo para monitoramento em uma tartaruga-verde como parte do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), no Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Camila acrescenta que, além da quantidade, o tipo de resíduo é uma complicação.
“A gente encontra uma série de plásticos rígidos que causam rompimento, lesões mais graves no trato digestivo desses animais”, descreve.
Os estudos da UFPR e do Rebimar mostram que cerca de mil tartarugas são encontradas mortas anualmente nas praias monitoradas. De cada dez, sete são vítimas de interação com a pesca.
A bióloga relaciona o lixo no mar com a vulnerabilidade das tartarugas.
“O animal come o lixo, fica debilitado, fica mais flutuando porque não consegue defecar, não consegue se alimentar bem e, então, a interação com a pesca acontece”, detalha.
O projeto utiliza tecnologias como rastreamento por satélite e acústico para acompanhar trajetos e costumes dos animais marinhos.
De acordo com Camila Domit, as evidências científicas do Rebimar fornecem subsídios para que autoridades tomem decisões que favorecem a preservação dos animais.
Ela lembra que o conhecimento científico dessas pesquisas contribuiu para que a Ilha das Cobras, na Baía do Paranaguá, fosse transformada em parque estadual para conservação da espécie.
“Quando você tem dados científicos, o processo da gestão é muito melhor”, conclui.
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Tartaruga-verde monitorada pelo Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), na Ilha das Cobras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Rebimar faz parte do Programa Socioambiental da Petrobras desde 2009 e conta com aporte de R$ 6 milhões para um período de quatro anos, que pode ser habilitado para novo ciclo de investimento.
A gerente setorial de integração de projetos ambientais da estatal, Michele Cardoso, destaca o caráter de continuidade do apoio.
“É importante ter nessa carteira de projetos parcerias de longo prazo que dão essa robustez e solidificam os compromissos do programa”, diz.
*Repórter e fotógrafo viajaram a convite da Petrobras.
AGÊNCIA BRASIL
CHINA - Um urso de um zoológico na China surpreendeu visitantes ao abrir sozinho uma garrafa de Coca-Cola e beber todo o refrigerante de uma vez.
O episódio aconteceu no dia 12 de maio, no Parque Jinjiangshan, na cidade de Dandong, e foi registrado em vídeo. As imagens viralizaram nas redes sociais pela habilidade do animal.
No vídeo, após um visitante jogar a garrafa para dentro do recinto, o urso aparece segurando o refrigerante com as duas patas e usando a boca para abrir a tampa antes de beber a Coca-Cola.
Segundo o site What’s The Jam, um porta-voz do parque afirmou que o animal aprendeu sozinho a abrir garrafas.
“Ninguém ensinou ele. O urso aprendeu sozinho”, disse o representante do zoológico, acrescentando que “a saúde do urso está ótima” e que ele continua seguindo “uma dieta à base de peixes”.
As imagens também mostram outras garrafas vazias espalhadas pelo local, indicando que provavelmente não era a primeira vez que o animal consumia refrigerante.
Após a repercussão do caso, os responsáveis pelo parque afirmaram que irão reforçar as medidas contra a alimentação irregular dos animais, para impedir que visitantes continuem oferecendo bebidas e alimentos inadequados.
O Parque Jinjiangshan é considerado o maior parque da cidade de Dandong e fica localizado na encosta sul da montanha Jinjiang.
O animal que aparece nas imagens é um urso-negro-asiático, espécie de porte médio conhecida pela pelagem preta brilhante. Esses animais são nativos do nordeste da China e vivem em florestas montanhosas, alimentando-se de frutas, nozes, insetos e pequenos animais, como peixes.
Na natureza, a espécie enfrenta ameaças como perda de habitat e caça ilegal.
por Notícias ao Minuto
BRASÍLIA/DF - As etapas estaduais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca serão realizadas no mês de junho em diversos estados. O objetivo é mobilizar pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais, pesquisadores e demais atores envolvidos na cadeia produtiva do pescado no país.
Retomada após 16 anos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Conferência possibilita a participação social na construção de políticas públicas para os setores pesqueiro e aquícola.
Além das etapas estaduais e distrital, estão previstas conferências livres e temáticas e uma etapa virtual. A etapa nacional presencial, será realizada em Brasília (DF), de 11 a 13 de novembro.
As datas das conferências nos demais estados serão divulgadas em breve.
Confira as datas das 13 conferências já confirmadas pelos governos estaduais:
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - As porções isoladas de vegetação nativa cresceram de 2,7 milhões, em 1986, para 7,1 milhões, em 2023, em todo o país, conclui um novo estudo do Mapbiomas divulgado nesta quarta-feira (13).
O aumento de 163%, em 38 anos, demonstra como o desmatamento no Brasil transformou grandes extensões contínuas de cobertura verde em pequenos fragmentos remanescentes.
Os dados são do Módulo de Degradação, uma plataforma desenvolvida pelo MapBiomas, que permite a análise, integração de dados e monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil. Pela primeira vez, a fragmentação - processo de divisão de grandes extensões de vegetação nativa – foi analisada.
Além do aumento na quantidade, os pesquisadores também constataram a diminuição do tamanho dos fragmentos. Enquanto no início da série histórica a média de tamanho dos fragmentos era de 241 hectares, em 2023 eles encolheram para um tamanho médio de apenas 77 hectares.
Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Dhemerson Conciani, que coordena o Módulo de Degradação, os dados preocupam porque o tamanho dos fragmentos de vegetação nativa tem relação direta com a quantidade e variedade da fauna e da flora presente.
“Cada vez que diminui o tamanho de um fragmento de vegetação nativa, mais problemas aparecem: aumenta o risco de extinções locais das espécies, diminui a chance de recolonização por indivíduos vindos de outros fragmentos vizinhos e maior é a proporção do efeito de borda [perda de características naturais mais presentes nas margens próximas às áreas degradas]”, analisa Conciani.
De acordo com o estudo, quase 5% da vegetação nativa do Brasil, o equivalente a 26,7 milhões de hectares, está em fragmentos menores que 250 hectares. E as pequenas porções isoladas estão mais presentes na Mata Atlântica, onde elas respondem por quase 28% da vegetação nativa remanescente - ou 10 milhões de hectares.
Em quantidade absoluta de fragmentos, a Mata Atlântica e o Cerrado são os que mais possuem porções isoladas de vegetação nativa, sendo 2,7 milhões em cada bioma. Para Natalia Crusco, coordenadora técnica de Mata Atlântica no MapBiomas, o avanço da fragmentação nos dois biomas ocorre por razões diferentes.
“Enquanto no Cerrado o aumento no número de fragmentos está associado ao avanço do desmatamento e à divisão de grandes remanescentes de vegetação nativa em áreas menores; na Mata Atlântica, parte desse aumento também pode ser explicada por um processo no sentido oposto ao desmatamento, ou seja, pelo surgimento de múltiplas áreas de recuperação da vegetação secundária”.
Nos biomas Amazônia, Caatinga, Pampa e Pantanal o número de fragmentos foi de respectivamente quase 662 mil, 600 mil, 324 mil e 45 mil, em 2023.
Ao longo dos 38 anos observados, Pantanal e a Amazônia foram os que sofreram mais fragmentação, com aumento de 350% e 332%, respectivamente. No Pampa, o número de porções isoladas cresceu 285% e no Cerrado aumentou 172%.
Caatinga e Mata Atlântica variaram menos, mas ainda tiveram aumento de fragmentação de suas vegetações com crescimentos de 90% e 68%, respectivamente.
Em redução de fragmentos, a Amazônia foi a mais impactada. As porções de vegetação nativa no bioma encolheram 82% ao longo do período estudado.
Enquanto em 1986, a média de tamanho dos fragmentos era de 2.727 hectares; em 2023, essa média caiu para 492 hectares.
Os dados trazidos pelo Módulo de Degradação permitiram uma nova análise aos pesquisadores: a identificação de distúrbios no dossel de formações florestais - cobertura formada pelas copas das árvores mais altas - em toda a Amazônia Legal.
Entre 1988 e 2024, foi detectado algum sinal de distúrbio, ao longo de, pelo menos, um mês, em 24,9 milhões de hectares, área equivalente a 7% da cobertura de floresta na Amazônia Legal. Na prática, são clareiras resultantes de secas, ventos, incêndios, corte seletivo de madeira, efeito de borda ou outras perturbações.
Segundo os pesquisadores, o corte seletivo de madeira é uma das principais causas de distúrbio de dossel na Amazônia Legal. Durante o período estudado, foram identificados 9,7 milhões de hectares com indícios de corte seletivo.
Fatores como fragmentação, efeito de borda, fogo e corte seletivo nem sempre resultam em desmatamento com a terra exposta, mas degradam os biomas. O detalhamento da plataforma do Mapbiomas aponta que 24% de toda a vegetação nativa remanescente do Brasil está exposta a pelo menos um vetor de degradação, uma área equivalente a 134 milhões de hectares.
Segundo Dhemerson Conciani, o maior entendimento desses dados fortalece a formulação e implementação de políticas públicas para redução das emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação.
“Ao detectar a degradação de forma precoce é possível reverter esse processo e estabelecer áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa e consequente conservação das funções e serviços ambientais de ecossistemas”, conclui o pesquisador.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi atualizada nesta terça-feira (28). A revisão iniciada em 2024, incluiu novas 100 espécies e excluiu o mesmo número, mantendo 490 espécies classificadas.
Peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e mais centenas de espécies que vivem no continente e no mar brasileiro foram analisados em relação ao risco de extinção e, conforme a atual situação, foram classificados como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR).
Segundo o ministro de Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a atualização é o resultado de uma robusta análise técnica para identificar a efetiva situação da fauna brasileira a partir de um esforço conjunto de governos, academia, sociedade civil e setor econômico.
“O objetivo, a partir desta iniciativa, é mobilizar ações para que as espécies atualmente pressionadas por diversos fatores tenham suas populações recuperadas”, reforça.
A nova lista substitui a versão de 2014 e foi revisada a partir de critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), adotados para a avaliação do tamanho das populações, distribuição geográfica, condições de conservação dos habitats e pressões como captura e poluição.
Além da lista, o Ministério do Meio Ambiente publicou também regras e restrições para proteção das espécies classificadas e recuperação de suas populações. São medidas como a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento e, ainda, diretrizes para a elaboração de planos de recuperação.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, já estão sendo revisados alguns planos de recuperação de espécies reclassificadas, como o pargo (Lutjanus purpureus), que passou de VU para EN, na lista.
Com o novo enquadramento, a espécie terá as medidas de proteção e manejo intensificadas com o objetivo de reduzir as pressões causadas pela sobrepesca e captura intensiva de indivíduos jovens.
Segundo Capobianco, esse é um esforço que terá gestão compartilhada como o Ministério da Pesca e Aquicultura, objetivando a recomposição das populações e a continuidade da atividade econômica.
“Quando falamos em sustentabilidade na pesca, falamos em garantir equilíbrio: proteger a espécie, respeitar a ciência e assegurar que a atividade pesqueira continue gerando alimento, renda e desenvolvimento para o Brasil. O pargo tem grande importância econômica, mas só haverá futuro para essa cadeia se houver responsabilidade no presente”, reforça o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
AGÊNCIA BRASIL
TEXAS - Dois tornados atingiram o norte do Texas e deixaram pelo menos duas pessoas mortas, seis feridas e dezenas de famílias desalojadas. A informação é do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS).
Tempestades severas atingiram os condados de Wise e Parker no sábado. O fenômeno deixou um rastro de destruição e forçou a saída de ao menos 20 famílias de suas casas.
O tornado mais forte atingiu ventos de até 217 km/h no condado de Wise. Classificado como EF-2, o fenômeno tocou o solo por cerca de dois quilômetros, arrancou árvores e destelhou residências.
Um morador morreu após ter sua casa pré-fabricada arrancada da base. Segundo a emissora NBC, a força dos ventos destruiu completamente a estrutura onde a vítima vivia na região de Runaway Bay.
Um segundo tornado, com ventos de até 169 km/h, atingiu o condado de Parker. O fenômeno destruiu construções metálicas, árvores e ao menos duas casas na região de Springtown.
A segunda morte confirmada ocorreu por causa da forte corrente de ventos em Parker. O serviço de meteorologia associou o óbito à intensidade da tempestade que atingiu o local.
por Folhapress
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