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Redação

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 Jornalista/Radialista

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PEQUIM - O líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, disse na terça-feira que houve um "compromisso sério" durante uma reunião entre uma delegação bipartidária do Congresso e o presidente da China, Xi Jinping.

A visita tem como objetivo promover os interesses econômicos e de segurança nacional dos Estados Unidos antes de uma possível cúpula entre Xi e o presidente norte-americano, Joe Biden, no próximo mês.

Os Estados Unidos e a China estão em desacordo sobre questões que vão de Taiwan ao comércio, fentanil e direitos humanos. Biden tomou medidas para restringir o acesso da China à tecnologia sensível norte-americana e, ao mesmo tempo, procurou manter os canais de comunicação abertos.

"Houve um compromisso sério com o presidente Xi e outros", disse Schumer durante uma reunião na residência do embaixador dos Estados Unidos em Pequim, Nicholas Burns.

Na semana passada, os Estados Unidos anunciaram ações contra empresas e indivíduos chineses para combater o tráfico da droga mortal fentanil, um dos principais pontos de atrito nas relações entre os países.

Schumer e outros senadores durante a visita disseram que pressionaram as autoridades chinesas sobre a questão.

Schumer disse que "pediu a Xi que nomeasse uma autoridade graduada do lado chinês" responsável pela questão do fentanil, acrescentando que "eles disseram que iriam analisar a questão".

O senador disse na segunda-feira que pediu a Xi que apoiasse Israel após os ataques mortais do Hamas no sábado, acrescentando que estava "desapontado" com o fato de Pequim não ter demonstrado "nenhuma simpatia" pelo país no fim de semana.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China pediu às "partes relevantes" que acabassem com as hostilidades e defendeu a "implementação da solução de dois Estados".

A visita de Schumer à Ásia também inclui paradas na Coreia do Sul e no Japão.

 

 

por Por Antoni Slodkowski e Laurie Chen / REUTERS

JAPÃO - Recentemente, aconteceu o primeiro aniversário de lançamento das placas de vídeo RTX 4080 e RTX 4090 da NVIDIA. Amada por alguns e odiada por muitos, as duas placas estão no topo das requisitos solicitados para a maioria dos jogos de PC.

Apesar do grande número de reclamações por parte dos usuários devido a questões preço e superaquecimento, é inegável que as GPUs NVIDIA são fenômenos em vendas. Tamanho sucesso acendeu um alerta para varejistas japoneses, que avisam a todos que um problema surgirá globalmente em breve: a seca de placas de vídeo.

De acordo com levantamento do portal Techspot, o alerta foi passado por varejistas da região de Akihabara, famoso ponto de tecnologia e entretenimento do Japão. Entre os meses de agosto e setembro, os lojistas detectaram um aumento significativo na procura pelas placas da NVIDIA. Porém, o estoque não acompanhou a alta demanda, desencadeando em problemas de atendimento aos pedidos dos clientes. Uma situação que piorou com o passar do tempo.

 

A culpa seria da inteligência artificial

Anos atrás, a culpa pela escassez de GPUs era atribuída à mineração de criptomoedas. Hoje, muitos apontam que a grande culpada é a alta demanda das placas para serviços de Inteligência Artificial. No último relatório financeiro da NVIDIA, os dados apontam que a divisão de IA da empresa faturou cinco vezes mais em relação ao setor de videogames.

Entretanto, os lojistas também apontam que a fabricante teria cortado o estoque para evitar o excesso de produtos, uma situação vivenciada na série RTX 3000 em 2020.

“A procura pela RTX 4090 é constante”, frase comum dos lojistas de Akihabara sobre a alta demanda dos gamers pelas placas. Pelo visto, nem os 12 mil reais em média no preço de uma RTX 4090 parecem afastar os compradores, algo que também acontece com a RTX 4080. Como consequência, os varejistas japoneses e europeus estão vendendo mais unidades da placa RTX 4070 Ti, que ganhou popularidade devido à escassez dos modelos mais recentes.

Mesmo sendo um problema local, os varejistas japoneses garantem que a falta de estoque das GPUs afetará outros mercados fora da Ásia em breve. Por aqui, seguimos na luta para atualizar nosso setup gamer sem precisar vender um rim…

 

 

por Octávio Ferreira / IGN Brasil

CUBA - A produção agrícola em Artemisa, uma província que costumava ser um dos celeiros de Havana, tem diminuído drasticamente nos últimos anos, uma situação comum em toda a ilha que obriga o governo a importar 100% dos alimentos da cesta básica.

Especialistas têm alertado sobre o risco de insegurança alimentar na ilha socialista, cujo governo distribui grande parte dos alimentos a preços subsidiados por meio de mecanismos de racionamento para os 11 milhões de cubanos.

Um agricultor sexagenário de Artemisa, província vizinha de Havana, que prefere não dar o seu nome, diz que aquelas terras são "divinas", mas "falta adubo, fertilizante, sementes" para trabalhar.

Esse agricultor faz parte de uma cooperativa que costumava receber todos os insumos do governo, mas agora "não temos nada, não nos dão", lamenta enquanto colhe cebolinhas em sua plantação.

"Temos tratores em mau estado, não temos recursos, não há combustível, não estamos recebendo óleo nem pneus. Temos que arar a terra com uma junta de bois", lamenta.

Antes, cada município em Artemisa tinha um centro de coleta para armazenar as colheitas e vendê-las, mas "esses centros quase não existem mais, não há como comercializar nem transportar as colheitas", diz ele.

 

- Queda de 35% -

Em um campo próximo, Jesús, outro camponês que trabalha nessas terras vermelhas e férteis há 40 anos, afirma que o rendimento da malanga, um tubérculo muito apreciado pelos cubanos, caiu pela metade.

Essa plantação "costumava render de quatro a seis sacos por sulco, mas agora é metade disso. A colheita está sujeita à sorte", diz ele, enquanto afunda os pés descalços na terra.

De acordo com dados oficiais, a produção agropecuária diminuiu 35% entre 2019 e 2023. A produção de açúcar, que já foi uma indústria emblemática de Cuba, caiu de 816.000 toneladas na temporada 2020-2021 para 470.000 na temporada 2021-2022, e a maior parte do arroz e feijão, alimentos básicos dos cubanos, está sendo importada.

"Temos uma lei de soberania alimentar e não temos alimentos, estamos prestes a aprovar uma lei de incentivo à pecuária e não temos gado, e temos uma lei de pesca (...) e não há peixe", discursou o presidente Miguel Díaz-Canel perante o parlamento em dezembro.

Em setembro, o ministro da Economia, Alejandro Gil, afirmou que o governo importa "praticamente 100% da cesta básica", em comparação com 80% antes da pandemia de coronavírus.

Às fragilidades estruturais da economia cubana se somam a fraca recuperação do turismo, a segunda maior fonte de divisas antes da pandemia, e o endurecimento das sanções dos Estados Unidos desde 2021.

 

- "Há um risco real" -

Etienne Labande, representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA), admitiu que diante desse cenário, a ameaça de insegurança alimentar é real.

"Há uma escassez de alimentos produzidos localmente, e importar para Cuba é conhecido por ser muito complexo devido ao embargo dos Estados Unidos em vigor desde 1962, então há, de fato, um risco", disse à AFP.

Os problemas se agravaram desde a implementação em 2021 de uma reforma monetária que impulsionou a inflação, atingindo 45,8% entre janeiro e maio - 39% em 2022 -, de acordo com dados oficiais. Para analistas, ela já ultrapassou os três dígitos.

Isso "resultou em aumentos nos preços de bens e serviços básicos e afetou a vulnerabilidade dos lares à insegurança alimentar", afirma o relatório do PMA de 2022.

Desde que assumiu o poder em 2008, o então presidente Raúl Castro iniciou uma reforma agrícola para estimular a produção de alimentos, que incluiu a entrega de terras ociosas para usufruto, o fechamento de fazendas estatais improdutivas e a autorização de vendas diretas para o setor de turismo.

Para Pavel Vidal, economista cubano e acadêmico da Pontifícia Universidade Javeriana de Cali, Colômbia, "se não apostarem em uma lógica de mercado, essas reformas não darão frutos".

 

 

AFP

ISRAEL - Israel intensificou nesta terça-feira (10) os ataques aéreos à Faixa de Gaza. O ministro da Defesa israelense informou que prepara uma ofensiva total, inclusive terrestre, à região.

“Começamos a ofensiva pelo ar, depois iremos também pelo solo. Estamos controlando a área desde o Dia 2 e estamos na ofensiva. Isso só vai se intensificar”, disse Yoav Gallant. 

O Hamas revida os ataques com disparo de foguetes e ameaça executar mais de 150 reféns se Israel continuar a bombardear casas de civis palestinos. 

Os membros do gabinete político do Hamas, Jawad Abu Shammala, e Zakaria Abu Maamar, foram mortos em um ataque aéreo em Khan Younis, de acordo com uma autoridade do Hamas, conforme reportagem da Agência Reuters. Foram os primeiros líderes do Hamas mortos desde que Israel começou a atacar o grupo. 

Síria e Líbano 

Forças israelenses atiraram morteiros contra a Síria nesta terça-feira. Informações, de acordo com a Agência Reuters, é que uma facção palestina havia disparado três foguetes contra Israel. 

Os israelenses também responderam com mísseis aos disparos de foguetes vindos do Líbano. Segundo a força de segurança israelense, 15 foguetes saíram do sul do Líbano, sendo que quatro foram interceptados e dez caíram em áreas abertas, de acordo com reportagem da TV Brasil.  

Os episódios elevam a preocupação para uma escalada da violência com a entrada de grupos extremistas no confronto, como o Hezbollah, do Líbano. 

Mortos  

Estima-se que mais de 1,8 mil pessoas morreram desde o início do conflito entre Israel e Hamas, sendo mil em Israel e 830 na Faixa de Gaza. A maioria das mortes é de civis. 

Ao menos 200 mil palestinos deixaram suas casas e comunidades tentando escapar das consequências da contraofensiva de Israel contra o grupo Hamas na Faixa de Gaza, no Oriente Médio.  Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), o número de palestinos deslocados já representa quase 10% dos cerca de 2,2 milhões de pessoas que vivem em Gaza – um estreito pedaço de terra de cerca de 41 quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de largura, banhada pelo Mar Mediterrâneo e controlada pelo Hamas. 

Comunidade internacional 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira que o país vai garantir que Israel possa se defender dos ataques. De acordo com ele, pelos menos 14 norte-americanos estão entre os mortos no conflito, e outros são mantidos prisioneiros pelo Hamas.  "Esse é um ato de pura maldade", disse Biden.

A Suécia informou que irá suspender a ajuda aos territórios da Palestina.  Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o envio imediato de US$ 20 milhões para os palestinos.  Já o governo alemão diz que pôr fim ao apoio ao povo palestino seria um erro.  

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza alertou que a falta de suprimentos médicos vai levar os hospitais locais à uma "situação catastrófica". A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ajuda humanitária urgente à região e apelou à libertação imediata de todos os reféns.  

A Organização Mundial da Saúde solicita a criação de um corredor humanitário para levar bens à população que vive na Faixa de Gaza. O governo de Israel recusou um pedido para levar alimentos e suprimentos médicos para a Faixa de Gaza, disse Hussein Al-Sheikh, secretário-geral do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), na terça-feira (10).

Brasil  

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, da EBC, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que está em viagem oficial ao Camboja, reafirmou a posição diplomática do governo brasileiro sobre o conflito no Oriente Médio.   

"A posição do Brasil é de que os atos violentos devem ser interrompidos, deve haver uma cessação de hostilidades. E, evidentemente, que nós condenamos a violência e o derramamento de sangue", destacou o chanceler, ao comentar que vem mantendo conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escalada de violência na Faixa de Gaza, e também sobre a operação de repatriação de cidadãos brasileiros. 

Este mês de outubro, o Brasil ocupa a presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Uma reunião de emergência foi realizada no fim de semana, convocada pela presidência temporária brasileira, mas não houve consenso. 

Ainda no fim de semana, em nota, o Palácio do Itamaraty defendeu o compromisso com a solução de dois Estados, com Palestina e Israel convivendo em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas. 

 

 

 

* Com informações da TV Brasil, Agência Reuters e do repórter Pedro Rafael Vilela, da Agência Brasil 

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