Jornalista/Radialista
EUA - Um novo estudo, publicado na revista Nature, aponta que as mudanças climáticas representam um significativo risco de extinção para os anfíbios. Mas mais do que um cenário catastrófico, a publicação aponta um caminho para evitar esse desfecho aos animais.
O estudo tomou como base dados que foram divulgados na Avaliação Global de Anfíbios (GAA2), realizada em 2004, e que aponta que dentre os vertebrados, os anfíbios figuram entre os animais que mais estão ameaçados de extinção.
Ao incluir outras 2286 espécies no novo levantamento, realizado em junho de 2022, o número de anfíbios ameaçados de extinção saltou para mais de 8 mil. Esse valor ainda representa um aumento de 39,9% em relação ao estimado em 2004.
O que explica a gradual extinção dos anfíbios
Ao considerar quais teriam sido as principais causas por trás da extinção gradual entre os anos de 1980 e 2004, o estudo destaca a difusão de doenças e a perda do habitat natural: 91% da degradação dos animais teria ocorrido apenas por estes dois motivos.
Já as alterações climáticas, potencializadas nos anos atuais, respondem por 39% da deterioração desde 2004. Já a perda de habitat representa um perigo expressivo a partir desse mesmo período, aparecendo com 37%. Ou seja, apesar de ser necessário investir em medidas de conservação, ainda é importante buscar meios de controlar, ou mesmo reverter, as mudanças climáticas.
No mapa abaixo, é possível observar a distribuição das espécies que estão ameaçadas, e a América aparece em destaque. Enquanto a maior parte dos anfíbios está localizada nas Ilhas do Caribe e na região dos andes; no Brasil, essas espécies estão mais concentradas na interior da Mata Atlântica.

Atuais fatores de risco para os anfíbios
Ao considerar os riscos presentes diante das espécies ameaçadas em meio à perda de habitat, a agricultura representa o maior perigo, que impacta 77% das espécies; a extração de madeira e plantas, aparece com 53%. A modificação da paisagem para o desenvolvimento de infraestrutura urbana, por sua vez, está com 40%.
Por serem animais que utilizam a pele para respirar, os anfíbios apresentam uma maior tendência de perder água e calor. Ou seja, diante do aumento das temperaturas, eles se encontram numa situação muito mais delicada que muitos mamíferos e aves, e como concluiu o estudo, pelo conjunto dos motivos abordados, são os animais que sofrem com o maior risco de extinção no decorrer do tempo.
Com diversas dinâmicas percebidas em meio às mudanças climáticas, muitas vezes relacionadas entre si, é importante ter em mente que além da elevação das temperaturas globais e mesmo e das secas prolongadas, a perda do habitat desses animais deve ser igualmente encarada como um potencial risco.
RAFAEL FARINACCIO / MEGA CURIOSO
WASHINGTON - A produção nas fábricas dos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em setembro, apesar das greves na indústria automobilística que reduziram a produção de veículos, o que é mais uma evidência de que a economia saiu do terceiro trimestre com ímpeto.
A produção industrial aumentou 0,4% no mês passado, informou o Federal Reserve nesta terça-feira. Os dados de agosto foram revisados para baixo, mostrando uma queda de 0,1% na produção das fábricas, em vez de um aumento de 0,1%, conforme informado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters previam que a produção das fábricas aumentaria 0,1%.
A produção caiu 0,8% em uma base anual em setembro. Ela ficou inalterada no terceiro trimestre. A produção industrial de bens duráveis cresceu a uma taxa anualizada de 2,3%, que foi compensada por um ritmo de declínio de 2,4% na produção não durável.
A produção de veículos automotores e peças aumentou 0,3% no mês passado, depois de ter caído 4,1% em agosto.
Apesar do bom desempenho do mês passado, o setor de manufatura continua limitado pela desaceleração da demanda por produtos devido às taxas de juros mais altas. Desde março de 2022, o Federal Reserve aumentou sua taxa de juros de referência em 5,25 pontos percentuais para a faixa atual de 5,25% a 5,50%.
Por Lucia Mutikani / REUTERS
TELAVIVE - O presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou hoje, 18, em Telavive, ao lado do primeiro-ministro israelita, que a explosão num hospital de Gaza que provocou centenas de mortos terá sido da responsabilidade de grupos palestinianos.
"Com base no que vi, parece que foi feito pela outra parte, não por vocês", disse Biden numa conferência de imprensa conjunta com Benjamin Netanyahu, pouco depois de ter chegado a Israel.
Biden apoiou assim a versão das autoridades israelitas, que atribuíram aos combatentes palestinianos a responsabilidade pela explosão no hospital anglicano Al Ahli, no norte da Faixa de Gaza, na terça-feira.
A explosão matou pelo menos 500 pessoas, segundo o grupo islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e por Israel.
Israel negou ter bombardeado o hospital e atribuiu a explosão a um disparo falhado do grupo palestiniano Jihad Islâmica, que também responsabilizou o exército israelita pelo ataque.
"Fiquei profundamente triste e chocado com a explosão ocorrida ontem [terça-feira] no hospital de Gaza", disse Biden a Netanyahu.
"Temos também de ter em conta que o Hamas não representa todo o povo palestiniano e só lhe trouxe sofrimento", acrescentou, citado pela agência francesa AFP.
Biden deverá encontrar-se com as famílias das vítimas do ataque dos comandos do Hamas em solo israelita, em 07 de outubro, que Israel disse ter provocado 1.400 mortos.
"Os americanos estão de luto consigo", disse Biden a Netanyahu.
Israel respondeu ao ataque do Hamas com bombardeamentos contra a Faixa de Gaza que já mataram mais de três mil pessoas e ameaçou invadir o território para aniquilar o grupo islamita.
Netanyahu considerou que a visita de Biden em plena guerra mostra "o seu profundo compromisso com Israel, com o futuro do povo judeu e com o Estado judeu".
"Tal como o mundo civilizado se uniu para derrotar os nazis e se uniu para derrotar o Estado Islâmico, deve unir-se para derrotar o Hamas", afirmou, repetindo uma frase que tem usado nos contactos com outros líderes estrangeiros.
Biden deveria também participar numa cimeira na Jordânia com o rei Abdullah II e os presidentes do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, mas Amã cancelou a cimeira após a explosão no hospital.
POR LUSA
LISBOA - A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou, esta quarta-feira, que deteve, no passado dia 10 de outubro, através do cumprimento de dois mandados de detenção, dois suspeitos da prática do crime de furto qualificado.
Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP revela que os detidos são uma mulher e um homem, com 30 e 50 anos, respetivamente.
As detenções "surgem no âmbito de uma investigação que teve o seu início no mês de abril, na sequência de uma denúncia do furto de cerca de 224 mil euros que se encontravam guardados no interior de um cofre e que teriam sido furtados por [um] familiar do denunciante".
"Foi assim possível proceder à identificação dos agora detidos e proceder à sua localização num parque de campismo do concelho de Lisboa, verificando-se que tinham já utilizado parte da verba furtada na compra de diversos artigos, bem como de estupefacientes", lê-se.
Realizada uma busca domiciliária, a PSP apreendeu 12 578,43 euros, uma autocaravana, avaliada em cerca de 44 mil euros, uma viatura, no valor de cerca de 20 mil euros, 128,4 doses de cocaína, 95,3 doses de heroína, 39,4 doses de MDMD, 11,18 doses de haxixe, duas pistolas de ar comprimido, um drone, um macaco hidráulico, um gerador elétrico, uma viola, um par de binóculos e um casaco.
Presentes perante a competente Autoridade Judiciária no Tribunal Judicial da Comarca Lisboa Norte – Núcleo de Loures, foi aplicada a ambos a medida coação de Prisão Preventiva.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.