SÃO CARLOS/SP - O Deportivo Sanka mostrou força na Liga Ferreirense de Futsal Adulto ao superar o CAASO por 6 a 1. A vitória levou o time aos 12 pontos e colocou a equipe entre as três melhores da competição.
O resultado deixa o Sanka próximo dos líderes. O Sertãozinho Futsal aparece na primeira colocação, com 15 pontos, seguido pelo Leme Futsal, com 14. Com apenas três pontos separando o terceiro colocado da liderança, a disputa promete ser acirrada nas próximas rodadas.
Além dos pontos conquistados, o placar elástico diante do CAASO reforça o bom momento da equipe. O Deportivo Sanka agora concentra seus esforços na preparação para a sequência do campeonato e na tentativa de se aproximar ainda mais da liderança.
Ainda não há uma nova partida oficialmente marcada. A definição da próxima rodada será divulgada pela organização da Liga Ferreirense de Futsal.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação de São Carlos está realizando encontros com diretores dos Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs) que atendem crianças das Fases 1, 2 e 3 e com coordenadores pedagógicos da Educação Infantil para elaborar, de forma participativa, um Referencial de Qualidade para as creches da Rede Municipal.
A proposta é estabelecer diretrizes que contribuam para o aprimoramento do atendimento oferecido aos bebês e às crianças bem pequenas, considerando as necessidades das unidades e as experiências dos profissionais que atuam diariamente na Educação Infantil.
Os encontros são espaços de estudo, diálogo, escuta e reflexão sobre as práticas desenvolvidas nas escolas. Entre os temas discutidos estão organização dos ambientes, higiene, alimentação, práticas pedagógicas, cuidados, acolhimento e a relação das unidades com as famílias.
O processo também amplia a participação das equipes escolares na elaboração do documento, permitindo reunir diferentes experiências e perspectivas. A intenção é que o Referencial de Qualidade esteja alinhado à realidade da Rede Municipal e possa orientar ações voltadas ao bem-estar, à segurança e ao desenvolvimento integral das crianças.
A iniciativa parte do princípio de que, na primeira infância, educação e cuidado devem caminhar juntos. Por isso, o documento deverá contemplar condições que favoreçam ambientes seguros, acolhedores, estimulantes e adequados às diferentes necessidades dos bebês e das crianças.
Para o secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, a participação dos profissionais é fundamental para a formulação de políticas públicas conectadas à realidade das escolas. “A escuta das equipes contribui para identificar desafios, compartilhar experiências e definir, de maneira conjunta, estratégias para fortalecer a qualidade da Educação Infantil”, avalia o secretário.
Com a iniciativa, a Prefeitura de São Carlos reforça o compromisso com uma Educação Infantil acolhedora, segura, inclusiva e de qualidade, tendo as crianças como prioridade e valorizando a participação dos profissionais e das comunidades escolares na construção das políticas públicas para a primeira infância.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura, está implantando uma nova infraestrutura de drenagem no bairro Cidade Aracy. O investimento na obra é de aproximadamente R$ 617 mil.
De acordo com o secretário Leonardo Lázaro, as intervenções contemplam a instalação de dois dissipadores de energia, cerca de 353 metros de tubulações e ramais, 11 novas bocas de lobo e cinco poços de visita. As obras estão sendo executadas nas regiões da Rua José Lotomullo e da Avenida Arnoldo Almeida Pires.
De acordo com Lázaro, “as melhorias vão otimizar a captação e o escoamento das águas das chuvas na região, além de reduzir a força da água lançada nos pontos de descarga. A expectativa é que as intervenções ajudem a prevenir erosões e danos à infraestrutura urbana do bairro”.
A obra de drenagem no Cidade Aracy representa mais uma etapa dos investimentos da gestão do prefeito Netto Donato no bairro, que vem recebendo intervenções em infraestrutura ao longo da atual administração.
A iniciativa no Cidade Aracy ocorre em meio a um programa mais amplo de investimentos em infraestrutura viária conduzido pela Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura. Na sexta-feira passada (21/08), a pasta deu início a mais uma etapa do programa de recapeamento asfáltico da cidade, a pedido do prefeito Netto Donato. A ação vai contemplar 291 mil metros quadrados de vias, o equivalente a cerca de 36 quilômetros de ruas recapeadas, ou aproximadamente 364 quarteirões, com investimento total estimado em R$ 20 milhões.
Além do recapeamento, o cronograma prevê 79 mil metros quadrados de fresagem, processo em que uma máquina remove a camada de asfalto já deteriorada para posterior reciclagem. Depois da reciclagem do material, é aplicada uma nova camada asfáltica sobre a via, o que contribui para a qualidade final do serviço.
Encontro inédito reuniu rotarianos para discutir a aplicação da Lei Maria da Penha e homenageou três personalidades que atuam na defesa das famílias e dos direitos das mulheres
SÃO CARLOS/SP - Os quatro clubes de Rotary de São Carlos realizaram, pela primeira vez, uma reunião conjunta dedicada ao enfrentamento da violência contra a mulher e à importância da efetiva aplicação da Lei Maria da Penha. O encontro reuniu rotarianos em torno de um tema de grande relevância social e reforçou a necessidade da participação conjunta do poder público e da sociedade na prevenção e no combate à violência.
Participaram da iniciativa o Rotary São Carlos Bandeirantes, presidido por Marcos Romanelli; o Rotary Inspiração, presidido por Laís de Carvalho; o Rotary Norte, presidido por Claudia Cury; e o Rotary São Carlos, presidido por Omar Motta.
O encontro contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Lucão Fernandes, convidado para um diálogo com os rotarianos sobre as ações de enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvidas no município e na região.
Debate sobre a Lei Maria da Penha
Um dos principais momentos da noite foi a palestra do advogado Dr. Paulo César Scanavez, que abordou aspectos relacionados à Lei Maria da Penha, mecanismos de proteção, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
Durante o encontro, também foram discutidos os desafios para fortalecer a rede de proteção e a importância da integração entre diferentes setores da sociedade para garantir acolhimento, orientação e segurança às vítimas.
A reunião destacou ainda o papel de instituições e organizações da sociedade civil na construção de uma cultura de prevenção e respeito, ampliando o debate para além dos órgãos públicos responsáveis diretamente pelo atendimento às mulheres.
Homenagens
Ao final do encontro, os quatro clubes prestaram homenagem a três personalidades reconhecidas por sua atuação na defesa das famílias, dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência.
O advogado Dr. Paulo César Scanavez foi homenageado pelo trabalho desenvolvido na área de conscientização e defesa das famílias.
Também recebeu homenagem o Dr. Lucas Pinheiro, defensor público e estudioso da Lei Maria da Penha, em reconhecimento à sua atuação na defesa dos direitos das mulheres.
O presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, foi o terceiro homenageado da noite, em reconhecimento às iniciativas de enfrentamento à violência contra a mulher e à ampliação do debate sobre o tema no município.
Entre as ações desenvolvidas está o programa “São Carlos por Elas”, iniciativa que busca mobilizar diferentes setores da sociedade para a prevenção da violência e o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
A proposta também vem inspirando iniciativas em outros municípios. Após São Carlos, foram desenvolvidas ações como o “Ibaté por Elas”, e o movimento também chegou a Américo Brasiliense. Descalvado realizou recentemente um encontro de conscientização durante as ações do Agosto Lilás, enquanto Itirapina se prepara para promover uma atividade voltada ao tema.
“A semente está dando frutos”
Ao receber a homenagem, Lucão Fernandes agradeceu aos quatro clubes de Rotary e destacou a importância do envolvimento da sociedade na construção de políticas e ações de prevenção à violência.
“Eu saio daqui muito emocionado e, acima de tudo, com a certeza de que estamos no caminho certo. Não vejo isso como uma missão cumprida. Pelo contrário, ainda temos muito a fazer. A semente que plantamos em São Carlos está começando a dar frutos e ver outras cidades abraçando essa causa mostra que vale a pena continuar”, afirmou.
O presidente também ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa envolver diferentes setores da sociedade.
“Precisamos envolver toda a sociedade. Quando quatro clubes de Rotary se unem pela primeira vez para discutir esse assunto, isso mostra que a causa está ganhando força. E quanto mais pessoas estiverem dispostas a falar, ouvir e agir, maiores serão as chances de impedir que a violência aconteça”, destacou.
A reunião conjunta dos quatro clubes representa um importante passo para ampliar o diálogo sobre a prevenção da violência contra a mulher e fortalecer a participação da sociedade civil na construção de uma rede de proteção mais integrada.
A iniciativa reforça que o enfrentamento à violência não depende apenas da atuação do poder público, mas também da mobilização de instituições, organizações e cidadãos em torno de informação, prevenção, acolhimento e proteção.
Intervenção recuperou a capacidade de produção do poço, que passou de 80 m³/h para 170 m³/h, reforçando o abastecimento da região.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) finalizou, às 9h desta quinta-feira, 27 de agosto, a manutenção preventiva na bomba submersa do poço tubular profundo localizado no Centro de Produção, Reservação e Distribuição do Boa Vista.
AMPLIAÇÃO DA VAZÃO DO POÇO – Com a conclusão dos serviços, a vazão do poço, que estava em aproximadamente 80 m³/h, foi restabelecida para 170 m³/h. O resultado representa a recuperação do desempenho do equipamento e de sua capacidade de produção, proporcionando maior segurança e regularidade ao sistema de abastecimento da região.
A recuperação da vazão também garante maior flexibilidade operacional ao sistema. Como o Centro de Produção, Reservação e Distribuição do Boa Vista está interligado a outros centros de produção, o aumento da capacidade do poço permite que, quando necessário, o SAAE realize manobras nas redes de distribuição para auxiliar o abastecimento de diferentes regiões, contribuindo para maior estabilidade do sistema.
BAIRROS CONTEMPLADOS – A melhoria beneficia diretamente os bairros Bela Vista, Vila Boa Vista, Jardim Botafogo, Jardim Cruzeiro do Sul, Estrada do Matadouro, Jardim Bicão, Jardim Beatriz, Jardim Social Belvedere, Jardim das Rosas, Jardim das Torres, Jardim das Torres (Prolongamento), Jardim Gonzaga, Jardim Martinelli, Jardim Pacaembu, Jardim Medeiros, Jardim Paulista, Jardim Santa Tereza, Mirante de Bela Vista, Monte Carlo, Prolongamento do Jardim Medeiros, Recreio dos Bandeirantes, Redenção, Santa Madre Cabrini, São Carlos Vl, Vila Carmem, Vila Conceição, Vila Monte Carlo, Vila Morumbi, Vila Pelicano, Vila Prado e Vila Sônia.
MANUTENÇÃO PREVENTIVA – O presidente do SAAE, Derike Contri, ressaltou que a Autarquia vem investindo em ações preventivas para garantir maior segurança e eficiência ao sistema de abastecimento. “Estamos investindo em manutenção preventiva justamente para nos anteciparmos a possíveis problemas e garantirmos mais segurança operacional. Neste caso, conseguimos recuperar a vazão do poço, que passou de 80 para 170 m³/h. É um resultado muito importante, que reforça o abastecimento da região e amplia nossa capacidade de realizar manobras no sistema sempre que necessário”, destacou.
SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos promoveu uma série de atividades pelo Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno. Os encontros reuniram profissionais para discutir a amamentação e o cuidado com mães e recém-nascidos.
As palestras foram ministradas pelos médicos Vitor Hugo Ribeiro, Juliana Dias e Renata Castro, além da professora Sayonara Felix, do Instituto Focar. Os temas incluíram hipoglicemia neonatal, aleitamento materno nos primeiros mil dias de vida e o papel dos profissionais no apoio às mães.
Neste ano, as atividades tiveram como eixo a sustentabilidade e a ideia de fortalecer práticas que já fazem parte da assistência. A proposta também levou a discussão para diferentes áreas do hospital, segundo a enfermeira do Banco de Leite, Karine Silva.
“O tema deste ano foi a sustentabilidade, fortalecer o que já temos. Tivemos palestras que envolveram todo o pessoal da assistência, da Maternidade, da UTI Neonatal, da Pediatria e da área administrativa. Foi importante para discutir por onde podemos melhorar o atendimento, o que mais incentivar e como tratar tudo isso.”
Para o provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, o incentivo ao aleitamento materno precisa fazer parte da assistência desde os primeiros momentos após o nascimento.
“Quando uma mãe recebe orientação e encontra profissionais preparados para ajudá-la, ela tem mais condições de seguir com a amamentação. Esse cuidado começa na maternidade e envolve toda a equipe que acompanha a família.”
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O serviço oferece atendimento gratuito para mulheres que estão amamentando, com orientações sobre amamentação, ordenha, armazenamento e descongelamento do leite. Também realiza acompanhamento de doadoras, fornece os materiais necessários para a coleta e faz a retirada do leite em domicílio.
Endereço: Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 588 – Vila Pureza
Atendimento: todos os dias, das 7h às 18h
Telefone: (16) 3509-1175
Encontro apresentou detalhes da iniciativa marcada para 13 de setembro, que terá mil vagas, percursos de 5 e 10 quilômetros e arrecadação destinada às atividades da APAE São Carlos
SÃO CARLOS/SP - A presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Ivone Zanquim, e o gerente Executivo e Financeiro da entidade, Alexandre Rosa, receberam a coordenadora da APAE São Carlos, Gabriela Ishikawa Boniholi, o diretor de Esportes, Marcos Amaro, e o secretário municipal de Esportes, Fernando Carvalho, para uma reunião sobre a realização da 1ª Corrida e Caminhada do Bem da APAE. O evento será promovido no dia 13 de setembro, em São Carlos, e terá mil vagas disponíveis.
Durante o encontro, os representantes apresentaram à direção da ACISC os objetivos, a estrutura e a importância social da iniciativa, organizada pela APAE São Carlos em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes. A programação terá caminhada de 5 quilômetros e corridas de 5 e 10 quilômetros, com concentração, largada e chegada nas proximidades do SESC.
O secretário municipal de Esportes, Fernando Carvalho, destacou que a parceria com a APAE amplia o alcance social das políticas públicas ligadas ao esporte e estimula a participação da população. “É uma iniciativa que reúne esporte, saúde, inclusão e solidariedade. A Secretaria está empenhada em contribuir para que a estrutura necessária seja oferecida e para que São Carlos receba um evento seguro, organizado e aberto à participação de toda a comunidade”, afirmou.
A Corrida e Caminhada do Bem pretende reunir esporte, qualidade de vida, inclusão social e solidariedade, além de ampliar a visibilidade do trabalho desenvolvido pela APAE no município. Os recursos obtidos com as inscrições serão destinados à manutenção das atividades da instituição nas áreas de educação, saúde e assistência social.
A coordenadora Gabriela Ishikawa Boniholi destacou que a realização do evento também representa uma oportunidade de aproximar a comunidade da entidade. “O principal objetivo é dar mais visibilidade à instituição e obter recursos financeiros para continuarmos realizando nossas ações do dia a dia. Esses eventos também são importantes para colocar a sociedade a par do nosso trabalho”, afirmou.
A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, ressaltou a importância de iniciativas que aproximem diferentes setores da sociedade em torno de causas de interesse coletivo. “A APAE desenvolve um trabalho de enorme relevância para São Carlos, atendendo centenas de famílias e oferecendo serviços essenciais. A Corrida e Caminhada do Bem é uma oportunidade de mobilizar a sociedade, as empresas e a comunidade em uma ação que alia saúde, inclusão e solidariedade”, declarou.
Para o gerente Executivo e Financeiro da ACISC, Alexandre Rosa, a participação do setor empresarial pode contribuir para ampliar a estrutura e o alcance da iniciativa. “Eventos como esse mostram como a união entre entidades, poder público, empresas e população pode gerar resultados positivos. A participação dos empresários, seja por meio de apoio, parceria ou divulgação, ajuda a fortalecer uma ação que terá impacto direto no trabalho realizado pela APAE”, afirmou.
A estrutura preparada para o dia da prova prevê fornecimento de água, frutas e apoio aos participantes. Na retirada do kit, cada inscrito deverá doar um litro de leite. A arrecadação será destinada, em conjunto com o Fundo Social, ao atendimento de demandas sociais. O kit dos participantes contará com camiseta, sacolinha e medalha.
Segundo o diretor de Esportes, Marcos Amaro, o percurso de 5 quilômetros foi planejado para receber pessoas com diferentes níveis de preparação física, enquanto a prova de 10 quilômetros terá trajeto mais desafiador, passando por parte da região central e por uma extensa área da Avenida São Carlos. A organização também trabalha na definição do esquema de segurança com os setores de trânsito, Guarda Municipal e Polícia Militar. “Queremos fazer um grande evento para São Carlos. Quem não corre poderá caminhar, ajudar na divulgação ou colaborar como voluntário. Será um domingo de qualidade de vida, saúde e participação em uma causa justa”, declarou.
Todos os participantes que concluírem os percursos receberão medalha. As provas de 5 e 10 quilômetros terão ainda premiação geral e por faixas etárias. A programação contará também com categorias destinadas às pessoas com deficiência, com condições específicas de inscrição e premiação, reforçando a proposta inclusiva do evento.
Durante a reunião com a ACISC, também foi apresentada a dimensão do trabalho mantido pela APAE São Carlos. A instituição possui mais de 500 alunos matriculados na Escola Rotary de Educação Especial, mantém atendimentos na área da saúde por meio de convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS) e desenvolve projetos de assistência social, entre eles o Centro Dia. A entidade conta ainda com mais de 300 funcionários e registra crescimento na demanda por atendimentos e avaliações diagnósticas.
A organização da corrida busca ainda parceiros para colaborar com água, frutas e outros materiais necessários ao evento, além de voluntários para auxiliar nas atividades. A proposta é consolidar a Corrida e Caminhada do Bem no calendário esportivo de São Carlos, fortalecendo a mobilização da comunidade em torno das ações desenvolvidas pela APAE.
As inscrições podem ser encontradas pela busca por “Corrida do Bem APAE” na internet, enquanto informações e atualizações são divulgadas pelo perfil “corrida_caminhada_do_bem”, no Instagram. A programação integra as ações relacionadas ao Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre os direitos e a inclusão das pessoas com deficiência, e busca ampliar o envolvimento da sociedade com um trabalho que atende centenas de famílias em São Carlos.
Método desenvolvido por pesquisadores brasileiros e europeus consegue identificar padrões visuais com alta precisão e menor necessidade de treinamento computacional
SÃO CARLOS/SP - Uma nova abordagem de inteligência artificial pode tornar os computadores mais eficientes na identificação de texturas presentes em imagens — capacidade importante para distinguir materiais, superfícies e padrões visuais mesmo quando existem mudanças de iluminação, posição, tamanho ou condições de captura da fotografia.
Batizada de “VORTEX”, a técnica foi apresentada por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) Universidade Estadual Paulista (UNESP) e do KTH Royal Institute of Technology (Suécia), um trabalho liderado pelo docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Odemir M. Bruno, e publicado recentemente na revista científica “Neurocomputing”.
O reconhecimento de texturas pode parecer uma tarefa simples para uma pessoa. Ao olhar uma fotografia, somos capazes de perceber diferenças entre tecido, madeira, metal, folhas, pedras ou outros materiais. Para um computador, entretanto, essa distinção pode ser bastante complicada, principalmente quando as imagens são produzidas em condições diferentes.
Mudanças na iluminação, no ângulo da câmera ou no tamanho dos elementos fotografados podem dificultar o reconhecimento. O desafio aumenta quando a fotografia apresenta vários objetos, fundos diferentes ou sobreposições. Para colocar o novo método à prova em situações variadas, os pesquisadores utilizaram nove conjuntos de imagens, desde fotografias mais simples e controladas até imagens obtidas em condições próximas das encontradas no mundo real.
Uma nova maneira de “olhar” para a imagem
Durante anos, uma das principais tecnologias utilizadas para esse tipo de tarefa foram as chamadas redes neurais convolucionais, sistemas de inteligência artificial especialmente desenvolvidos para trabalhar com imagens.
Mais recentemente, outra geração de sistemas ganhou espaço. Conhecidos como transformadores visuais, eles analisam diferentes partes de uma imagem e procuram estabelecer relações entre essas regiões. É justamente nessa tecnologia que o “VORTEX” se apoia.
Em termos simples, o método procura aproveitar informações obtidas em diferentes etapas da análise de uma fotografia. Em vez de considerar apenas o resultado final do processamento, ele reúne diferentes níveis de informação para construir uma descrição mais completa da textura observada.
Essa característica é particularmente importante porque reconhecer uma textura é diferente de reconhecer um objeto. Para identificar um carro, por exemplo, a posição de suas partes — rodas, faróis, portas — é importante. Em uma textura, por outro lado, o que interessa muitas vezes é a repetição de determinados padrões, independentemente do local exato onde aparecem na imagem.
O “VORTEX” foi desenvolvido justamente para valorizar essas características gerais da textura, reduzindo a importância da posição específica de cada detalhe.
Outro aspecto relevante é que o sistema pode aproveitar modelos de inteligência artificial que já foram previamente treinados, sem a necessidade de realizar um novo treinamento completo desses grandes modelos. A estratégia reduz a complexidade do processo e pode ser especialmente interessante quando existem poucas imagens disponíveis para ensinar o computador.
Testes com milhares de imagens
Os pesquisadores submeteram a técnica a nove bancos de imagens utilizados internacionalmente para avaliar sistemas de reconhecimento de texturas. Eles incluem desde superfícies fotografadas em condições controladas até imagens mais complexas, encontradas em situações cotidianas.
Os testes avaliaram, por exemplo, a capacidade de reconhecer texturas diante de alterações de iluminação, rotação da imagem e diferenças de escala, além de materiais fotografados em ambientes pouco controlados.
Os resultados mostram que o “VORTEX” conseguiu igualar ou superar métodos considerados referência na área em diferentes situações. Em alguns dos conjuntos de imagens mais desafiadores, o método estabeleceu novos resultados de referência.
Um dos destaques ocorreu no banco de imagens conhecido como DTD, considerado pelos pesquisadores um dos testes mais difíceis utilizados no estudo. Nessa avaliação, uma das configurações do “VORTEX” alcançou 87,6% de precisão, o melhor resultado relatado pelos autores para aquele conjunto de dados. A técnica também estabeleceu novos resultados de referência nos conjuntos FMD e GTOS-Mobile.
Os experimentos também revelaram que não existe necessariamente uma única tecnologia superior em todas as situações. Métodos anteriores continuaram apresentando resultados competitivos em alguns tipos de imagens mais controladas. O “VORTEX”, porém, mostrou vantagem principalmente em conjuntos de fotografias com maior diversidade e menor controle sobre as condições em que as imagens foram produzidas.
Menor necessidade de processamento
Além da precisão, os pesquisadores avaliaram o custo computacional do novo método.
Essa questão é importante porque sistemas modernos de inteligência artificial podem exigir computadores potentes, grandes quantidades de memória e longos períodos de treinamento. Quanto maior o modelo, maior pode ser também o consumo de recursos.
Uma das vantagens do “VORTEX” é justamente evitar um novo treinamento completo do sistema de análise de imagens. O método aproveita conhecimentos que já existem no modelo e concentra-se em extrair e organizar as informações necessárias para distinguir as texturas.
Em uma das comparações apresentadas no estudo, a configuração que alcançou o melhor resultado no conjunto DTD utilizou consideravelmente menos recursos computacionais que um dos principais métodos concorrentes. Os autores destacam que essa combinação entre desempenho e custo torna a abordagem interessante para diferentes condições de utilização.
Em um teste prático realizado pelos pesquisadores, uma versão do “VORTEX” processou as características de uma imagem de 224 por 224 pixels em cerca de 4,5 milésimos de segundo, utilizando um computador equipado com uma placa gráfica de alto desempenho.
Aplicações podem ir além das fotografias comuns
A capacidade de reconhecer texturas automaticamente possui aplicações em diferentes setores. Um sistema desse tipo pode auxiliar máquinas a distinguir materiais e superfícies ou identificar pequenas diferenças visuais difíceis de perceber em análises convencionais.
Os próprios pesquisadores apontam dois campos que poderão ser investigados no futuro: imagens médicas e sensoriamento remoto, como imagens obtidas por satélites ou outros sistemas de observação. Nessas áreas, padrões de textura podem fornecer informações importantes para diferenciar estruturas e regiões presentes nas imagens.
Os autores também pretendem investigar como o “VORTEX” se comporta quando existem poucas imagens previamente identificadas disponíveis para o aprendizado do sistema. Outra possibilidade é adaptar a técnica para trabalhar melhor com imagens de alta resolução e combinar diferentes tipos de inteligência artificial.
O estudo indica, portanto, uma mudança possível na maneira como computadores podem ser ensinados a interpretar detalhes visuais. Em vez de construir e treinar sistemas inteiramente novos para cada problema, a proposta é aproveitar grandes modelos já existentes e encontrar formas mais eficientes de extrair deles as informações necessárias.
Nesse cenário, o “VORTEX” funciona como uma espécie de novo olhar para uma inteligência artificial que já aprendeu a enxergar: reorganiza o que o sistema observa para que padrões, superfícies e texturas ganhem destaque.
Os resultados obtidos nos nove conjuntos de imagens mostram que essa estratégia pode competir com algumas das melhores técnicas disponíveis atualmente, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de treinamento adicional.
Para os pesquisadores, o caminho abre novas possibilidades para o uso de modelos modernos de inteligência artificial em tarefas nas quais reconhecer não apenas o que aparece em uma imagem, mas também como é a sua superfície, pode fazer toda a diferença. Eles apontam alguns campos que poderão ser investigados no futuro, como imagens médicas, biotecnologia e sensoriamento remoto (imagens obtidas por satélites ou outros sistemas de observação.
Confira, no link, o original desta pesquisa - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/08/1-s2.0-S092523122601249X-main-ODEMIR-BRUNO.pdf
“Quantum Universe” será realizada de 31 de agosto a 30 de setembro, com experiências interativas, holografia, realidade virtual e jogos que ajudam a desvendar fenômenos da física quântica
SÃO CARLOS/SP - Um universo no qual partículas desafiam nossa percepção da realidade, probabilidades substituem certezas e fenômenos aparentemente estranhos ajudam a explicar a natureza. Tudo isso estará mais próximo do público em São Carlos com a exposição “Quantum Universe”, que será aberta no dia 31 de agosto, Biblioteca da Prefeitura do Campus USP São Carlos, localizada na Área 2 do campus USP São Carlos.
A mostra, que poderá ser visitada até 30 de setembro de 2026, todos os dias entre as 09h00/12h00 e13h00/16h00, convida os visitantes a descobrir, de maneira acessível e interativa, alguns dos princípios da física quântica e sua importância para a ciência e a tecnologia contemporâneas.
A física quântica revolucionou a maneira como compreendemos a natureza e está na origem de diversas tecnologias presentes em nosso cotidiano. Embora seus conceitos muitas vezes pareçam distantes ou abstratos, eles têm influência direta sobre avanços científicos e tecnológicos que transformaram — e continuam transformando — a sociedade.
É justamente essa aparente distância entre o mundo quântico e a vida cotidiana que a Quantum Universe procura reduzir. A iniciativa é do Estúdio de Mídia, Cultura e Ciência (E=mc²), do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), e tem como objetivo criar pontes entre temas da ciência contemporânea e diferentes públicos, estimulando a curiosidade, o pensamento científico e novas formas de compreender a realidade.
Ciência para ver, experimentar e descobrir
Mais do que simplesmente apresentar conceitos científicos, a exposição aposta na participação dos visitantes. A programação reúne painéis interativos, atividades lúdicas e experiências imersivas, utilizando recursos como holografia, realidade virtual e jogos.
A mostra também apresenta um documentário que destaca a participação do Brasil nos primórdios do desenvolvimento desses conhecimentos, acrescentando uma perspectiva histórica à experiência.
A proposta é transformar a visita em uma oportunidade para experimentar, observar e, sobretudo, fazer perguntas: o que torna o mundo quântico tão diferente daquele que percebemos em nosso cotidiano? Como fenômenos que acontecem em escalas extremamente pequenas ajudam a explicar o funcionamento da natureza? E de que maneira conhecimentos construídos ao longo de décadas de pesquisa continuam abrindo caminhos para novas tecnologias?
Para o coordenador da iniciativa, o docente do IFSC/USP, Prof. Dr. Guilherme Matos Sipahi, a exposição também representa uma oportunidade de ampliar o diálogo entre a universidade e a sociedade. “A intenção é aproximar os visitantes de temas científicos de fronteira por meio de uma experiência de divulgação científica concebida para diferentes perfis de público”, destaca o docente.
A Biblioteca da Prefeitura do Campus USP São Carlos, na Área-2, torna-se, assim, um ponto de encontro entre ciência, educação e comunidade, favorecendo a participação de estudantes, professores, famílias e demais pessoas interessadas em conhecer um pouco mais sobre um dos campos mais fascinantes da ciência moderna.
Visitas de escolas e grupos
Escolas, professores, instituições e grupos organizados poderão realizar agendamento prévio para visitar a exposição por meio do site do “Estúdio E=mc²” - https://emc2.ifsc.usp.br/ .
A exposição “Quantum Universe” conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação de Apoio à Física e Química (FAFQ).
Estudantes norte-americanos e brasileiros desenvolvem técnicas que combinam imagens em infravermelho, análise da microcirculação e aprendizado de máquina para identificar alterações provocadas pela doença antes do surgimento dos sintomas
SÃO CARLOS/SP - Identificar alterações provocadas pelo diabetes muito antes de a doença ser diagnosticada pelos métodos convencionais é um dos objetivos de pesquisas desenvolvidas por um grupo de jovens pesquisadores da Texas A&M University, dos Estados Unidos, em colaboração com colegas do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica (CEPOF), sediado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).
Eamonn Smith, porta-voz do grupo norte-americano, explicou parte do trabalho desenvolvido pela equipe e destacou o potencial das novas tecnologias para reconhecer sinais precoces da doença. As pesquisas envolvem diferentes abordagens, entre elas o diagnóstico por neuromatriz e uma versão modificada da terapia de ventosas, utilizada para avaliar a perfusão e a reperfusão sanguínea.
“Um dos projetos busca utilizar uma câmera infravermelha para identificar possíveis alterações na microvasculatura de pessoas com diabetes, comparando-as com indivíduos que não apresentam a doença. Para isso, estamos reunindo o maior número possível de imagens, que posteriormente serão utilizadas por um programa computacional para treinar um modelo de aprendizado de máquina capaz de reconhecer diferenças sutis entre os dois grupos”, destaca Eamonn Smith.
A importância dessa abordagem está justamente na possibilidade de antecipar a identificação da doença. Segundo Smith, alterações na microvasculatura, na perfusão sanguínea e nas respostas nervosas estão entre os primeiros efeitos associados ao diabetes e podem surgir até dez anos antes de um diagnóstico efetivo, ou seja, antes mesmo da manifestação dos sintomas mais evidentes.
O trabalho, contudo, ainda enfrenta desafios técnicos. Smith avalia que a investigação vem avançando e considera sólida a teoria que orienta os experimentos, embora reconheça a necessidade de aperfeiçoamentos. “Um dos principais obstáculos é eliminar sombras, interferências e outros artefatos capazes de comprometer a qualidade das imagens obtidas pela câmera infravermelha”, pontua o pesquisador.
Para aprimorar o sistema, Smith e Daniel, este último também aluno da Texas A&M University, realizam testes com simuladores conhecidos como phantoms. Nesses experimentos, utilizam um meio líquido preparado para reproduzir determinadas características da dispersão da luz na pele humana.
O objetivo é testar novas configurações para a câmera e, por meio de experimentos sucessivos, encontrar maneiras de reduzir os efeitos do espalhamento da luz, permitindo visualizar com maior precisão as estruturas de interesse.
Apesar dos desafios e de reconhecer que ainda há um caminho considerável até a obtenção de resultados conclusivos, Smith identifica perspectivas importantes para futuras aplicações da pesquisa. “O aperfeiçoamento dos dispositivos desenvolvidos pelas diferentes equipes poderá contribuir para identificar pessoas em estado de pré-diabetes e, dessa forma, permitir que medidas preventivas e tratamentos sejam adotados mais precocemente”.
Mais do que antecipar um diagnóstico, a proposta abre perspectivas para preservar a saúde e a qualidade de vida dos pacientes. Em muitos casos, o diabetes é identificado quando determinadas alterações no organismo já estão instaladas. Reconhecer sinais iniciais da doença poderá ampliar as possibilidades de intervenção e contribuir para que o indivíduo permaneça saudável por mais tempo.
A pesquisa desenvolvida conjuntamente pelos jovens norte-americanos e brasileiros demonstra, assim, como a integração entre técnicas de imagem, análise da microcirculação e aprendizado de máquina pode abrir novos caminhos para a detecção precoce do diabetes. Ainda em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento, o trabalho aposta na tecnologia para enfrentar um dos grandes desafios relacionados à doença: identificá-la antes que seus efeitos comprometam significativamente a saúde e a qualidade de vida dos pacientes.
Intercâmbio científico entre Brasil e Estados Unidos
A permanência dos estudantes norte-americanos no IFSC/USP faz parte de um programa de cooperação mantido pelo CEPOF, por meio do qual grupos de jovens pesquisadores do Instituto e da Texas A&M University realizam intercâmbios para trabalhar conjuntamente em temas científicos de elevada complexidade.
Neste projeto, o desafio consiste em desenvolver métodos capazes de avaliar um indivíduo antes do surgimento do diabetes, investigando aspectos como a integridade vascular e neurológica e a capacidade de irrigação sanguínea.
Além de sua relevância científica e de seu potencial impacto na área da saúde, a iniciativa também poderá gerar oportunidades de inovação e empreendedorismo. Entre as perspectivas futuras está a criação de condições para o surgimento de startups, inclusive nos Estados Unidos, bem como para o estabelecimento de parcerias com empresas brasileiras.
Dessa forma, o projeto ultrapassa os limites da pesquisa acadêmica e reforça a importância da cooperação internacional entre jovens cientistas, aproximando universidades, centros de pesquisa e empresas na busca por tecnologias capazes de contribuir para a prevenção e o diagnóstico precoce do diabetes.
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