SÃO CARLOS/SP - A Embrapa desenvolveu três protocolos para reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) e aumentar o sequestro de carbono na produção de leite. Denominados Boas práticas para a mitigação da emissão de metano dos bovinos; Boas práticas para a redução da emissão de amônia e óxido nitroso no solo; e Boas práticas de manejo de solos para acúmulo de carbono, eles são resultado de anos de pesquisa e incidem sobre os principais processos geradores de GEE da pecuária de carne e leite, como a aplicação de fertilizantes nos solos e o uso de insumos na produção de alimentos para os animais. A iniciativa representa uma contribuição concreta para a mitigação dos impactos climáticos na agropecuária.
Os protocolos, que fazem parte de um livro publicado pela Embrapa Pecuária Sudeste (veja mais detalhes no último quadro desta matéria), vão contribuir para os objetivos de descarbonização da cadeia leiteira do País e para o atendimento da meta 13 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de combate às mudanças climáticas.
De acordo com a pesquisadora Patrícia Perondi Anchão Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), a atividade leiteira é desafiadora para o produtor. A redução das emissões é mais um fator de preocupação que pecuaristas devem considerar na tomada de decisões nas propriedades para garantir a segurança alimentar das gerações futuras, com menor impacto ambiental, e atendendo ao mercado consumidor, cada vez mais exigente.
Segundo estimativas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de 2024, ano base 2022, o setor agropecuário é responsável por 30,5% das emissões de GEE do Brasil. Dessas, 19% são de metano. Das emissões de metano, 97% são provenientes dos bovinos e, desse montante, 86% do rebanho de corte e 11% do rebanho leiteiro.
Os três protocolos desenvolvidos pela Embrapa estabelecem métodos e tecnologias que podem ser adotados nos sistemas de produção de leite para diminuir as emissões e aumentar o sequestro de carbono. Técnicos e produtores têm à disposição soluções para cooperar na garantia da sustentabilidade do Planeta. “A adoção de tecnologias adequadas para cada tipo de sistema é crucial para desenvolver uma pecuária mais resiliente, sustentável e responsável", destaca o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt.
Saiba mais detalhes sobre os três novos protocolos:
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ARÁBIA SAUDITA - A Arábia Saudita, maior produtor de petróleo do mundo, deseja alcançar a neutralidade de carbono até 2060, anunciou no sábado (23) o príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, a poucos dias do início da COP26, a reunião de cúpula mundial do clima, na Escócia.
O reino, um dos maiores poluentes do mundo, também deseja aderir aos esforços internacionais para reduzir as emissões de metano em 30% até 2030.
De acordo com a ONU, mais de 130 países estabeleceram ou planejam estabelecer o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa a um nível líquido de zero até 2050, um objetivo que a organização internacional considera "imperativo" para preservar um clima habitável.
"Anuncio hoje (sábado) a meta de zero emissões por parte da Arábia Saudita até 2060, graças a uma estratégia de economia circular de carbono", que pretende aumentar a eficiência do uso dos recursos e reduzir o impacto ambiental, declarou Bin Salman, que participa no fórum sobre o meio ambiente "Saudi Green Initiative".
"Me sinto honrado de anunciar estas iniciativas no setor energético que reduzirão as emissões de carbono em 278 milhões de toneladas anuais até 2030, o que praticamente dobra nossos objetivos anunciados até agora", acrescentou o príncipe herdeiro.
- Histórico -
Os objetivos "nos permitirão assegurar uma transição (energética) sustentável, sem risco de sofrer consequências econômicas ou sociais", afirmou o ministro da Energía saudita, Abdelaziz bin Salman.
No dia 8 de outubro, os Emiratos Árabes Unidos, país rico do Golfo aliado da Arábia Saudita, anunciou que pretende alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
Os anúncios sauditas foram feitos um dia depois de o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmar que a situação climática atual é "uma passagem para o desastre" e ressaltar a necessidade de "evitar um fracasso" na COP26, que começará em Glasgow em 31 de outubro, com o objetivo de frear o aquecimento do planeta.
Esta reunião de cúpula acontecerá em um momento crucial para determinar os objetivos de redução mundial das emissões de carbono e lutar contra o aquecimento global.
O presidente da COP26, o britânico Alok Sharma, afirmou no Twitter que o anúncio da Arábia Saudita é "histórico" e expressou a esperança "de que estimule os esforços de outros países".
Em março, a Arábia Saudita iniciou uma campanha para limitar a mudança climática e reduzir as emissões poluentes, que incluía por exemplo a plantação de milhões de árvores nas próximas décadas.
- Pressão -
No entanto, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apontou em um relatório recente que apesar dos compromissos em reduzir as emissões de gases de efeito estufa, os planos de produção de carvão, petróleo e gás continuam sendo incompatíveis com as metas do acordo sobre o clima de 2015, que busca limitar o aquecimento global.
Além disso, segundo a BBC, um importante vazamento de documentos mostra que vários países como a Arábia Saudita ou o Japão pediram à ONU que minimize a necessidade de se desprender rapidamente das energias fósseis.
Segundo estes documentos, estes países consideram que o mundo não precisa reduzir seu uso tão rapidamente quanto defende o Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC).
A Arábia Saudita, líder da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), afirma que quer que a metade de sua energia proceda de fontes renováveis até 2030.
Quanto às emissões de carbono, trata-se de um país relativamente importante, pois emite cerca de 600 milhões de toneladas de CO2 ao ano, mais do que a França, mas um pouco menos do que a Alemanha (800 milhões de toneladas).
A gigante energética Saudi Aramco, por sua vez, é examinada com lupa pelos investidores no que diz respeito às emissões de poluentes, comprometeu-se a se tornar uma empresa com emissões zero até 2050.
SÃO PAULO/SP - O impacto ambiental está presente em diversos momentos do cotidiano. Por trás de geladeiras cheias de refrescos, há um alto gasto de energia elétrica e emissões preocupantes de gás carbônico. Segundo a Ambev, equipamentos que resfriam, congelam ou aquecem são responsáveis por, aproximadamente, 7% das emissões de gases de efeito estufa do mundo. E foi pensando nisso que a empresa de produção de bebidas decidiu investir em eco coolers.
Investindo em gases menos poluentes, que não afetam a camada de ozônio, e na redução de consumo energético das geladeiras, a companhia iniciou, ainda em 2008, a transformação de 660 mil refrigeradores comuns para ecológicos. Até então, 70% dessas geladeiras foram transformadas em eco coolers, o que representa 465 mil equipamentos em funcionamento. A meta é que, até 2025, a Ambev alcance 100% de transformação.
No entanto, a empresa já pode se alegrar com os resultados positivos que conquistou até o momento. Os eco coolers, além de reduzir em 33 mil toneladas as emissões de CO2 por ano – o que equivale à captação de carbono realizada por 198 mil árvores -, também geram economia de até 50% no gasto de energia elétrica.
“Temos apostado no desenvolvimento sustentável dos refrigeradores utilizados em pontos de venda e estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes. Com a transformação ecológica destes equipamentos reduzimos as emissões de gás carbônico no meio ambiente, algo que se assemelha ao que 4.360 carros geram em um ano”, conta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de suprimentos e sustentabilidade na Ambev, que também acrescenta a importância da economia circular nesta iniciativa.
Do total de geladeiras ecológicas, 307 mil ganharam nova vida útil sustentável a partir de iniciativas de economia circular. Resumidamente, novos equipamentos nasceram do reaproveitamento de materiais descartados e, com uso de tecnologia, foram transformados em eco coolers. “Transformamos materiais que seriam descartados e demos um novo destino a eles, com implementação de inovação”, completa Figueiredo.
Com a ação, a Ambev reaproveitou 172 toneladas de alumínio, 19 mil toneladas de ferro e 314 toneladas de cobre. Para efeito comparativo, a quantidade de alumínio reutilizado se iguala ao descarte de latinhas em 11 carnavais paulistas, enquanto a quantidade de cobre em fio poderia dar 440 voltas no planeta Terra.
*Por: FORBES
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