SÃO CARLOS/SP - A Fundação de Amparo ao Esporte do Município de Araraquara (Fundesport) segue colhendo resultados expressivos no cenário esportivo por meio do trabalho desenvolvido com atletas de alto rendimento. Um dos principais destaques do atletismo paralímpico da cidade é o jovem atleta Pablo Fabrício Furlan, que acumula importantes conquistas em competições internacionais.
Especialista nas provas de velocidade e salto em distância, Pablo alcançou um feito marcante em 2017 ao se tornar campeão mundial júnior nas provas de 100 metros rasos e salto em distância. No mesmo ano, o atleta também conquistou o título de campeão pan-americano júnior nas duas provas, consolidando-se como um dos principais nomes da nova geração do atletismo paralímpico.
A trajetória de resultados continuou em 2019, quando Pablo voltou ao pódio no Campeonato Mundial Júnior, conquistando a medalha de prata na prova dos 200 metros e o bronze nos 100 metros. Desde 2017, o atleta também soma participações e medalhas em diferentes edições do Open Internacional de Atletismo Paralímpico, mantendo alto nível competitivo.
Outro destaque é o desempenho técnico do atleta, que possui um dos melhores Índices Técnicos de Competição (ITC) entre os jovens da modalidade, resultado da dedicação aos treinamentos e do acompanhamento especializado oferecido pela equipe técnica da Fundesport.
O diretor executivo da Fundesport, João Henrique Silvestre, ressalta que os resultados são fruto de um trabalho coletivo envolvendo atletas e profissionais da área esportiva.
“O Pablo é um atleta muito dedicado e representa com orgulho Araraquara nas competições. As conquistas dele mostram a importância do trabalho desenvolvido pela Fundesport e por toda a equipe técnica que acompanha nossos atletas diariamente”, destaca.
Silvestre também enfatiza que o desenvolvimento do atletismo paralímpico no município tem sido fortalecido pelo compromisso dos profissionais da modalidade.
“Temos uma equipe técnica preparada e comprometida com a evolução dos atletas. O esporte paralímpico tem um papel fundamental na promoção da inclusão, da superação e no fortalecimento do esporte em nossa cidade”, afirma.
Com resultados expressivos e uma trajetória em constante evolução, Pablo Fabrício Furlan segue como um dos grandes representantes do esporte de Araraquara, reforçando o papel da Fundesport no incentivo ao esporte e na formação de atletas que levam o nome do município para competições nacionais e internacionais.
No último dia 14 de março, o Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo, foi palco da Copa São Paulo fase Aspirantes. A equipe da Fábrica de Campeões/SMESP marcou presença com sete atletas, sob a orientação do Professor Caio Cunha — judoca da equipe oficial de São Carlos em Jogos Regionais e Abertos.
Destaques no Pódio
O desempenho da equipe rendeu três medalhas importantes:
Arianny Christinny Rocetão: Vice-campeã (Adulto até 57kg), somando três vitórias e demonstrando grande controle emocional.
Gabriel Faria Machado: Medalha de bronze (Adulto até 100kg), perdendo a chance de título por detalhes técnicos.
Guilherme Bezerra da Costa: Medalha de bronze, conquistada após quatro lutas intensas.
Superação e Experiência
A competição também foi marcada pela estreia dos irmãos Otto Accorsi Mazari (9 anos) e Mirela Accorsi Mazari (7 anos), que superaram o nervosismo de um grande evento. Já Alice Occhiena Floreoto Bassi (13 anos) e Heron Ulisses da Silva chegaram às quartas de final após excelentes combates.
"Os resultados estão evoluindo a cada competição graças à disciplina do grupo. Teremos ainda o Inter Regional, o Paulista e o Open Ajinomoto, e a expectativa é de conquistas ainda maiores", afirmou o Professor Caio.
A equipe agradeceu o apoio fundamental da Prefeitura Municipal, que viabilizou o transporte para a competição, garantindo a participação dos atletas no evento oficial da Federação Paulista de Judô.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos mais uma vez mostra sua força como celeiro de talentos esportivos. Entre os destaques está Eiki Martello, jovem atleta que vem se consolidando como um dos principais nomes do skate amador no país. Com disciplina, dedicação e paixão pelo esporte, ele já participou de mais de 40 campeonatos em diferentes estados, acumulando resultados expressivos e experiência que o colocam em evidência no cenário nacional.
Entre suas conquistas, chamam atenção o título de campeão estadual do Rio de Janeiro, vencido de forma invicta em todas as etapas, e o primeiro lugar no Campeonato Nacional LAB, também conquistado sem derrotas nas três fases da competição. Mais do que medalhas, o skate tem sido fundamental em sua formação pessoal, ensinando valores como respeito, persistência, foco e superação.
O talento de Eiki o levou a integrar a Seleção Brasileira Júnior de Skateboarding, levando o nome de São Carlos para um novo patamar e reforçando o potencial dos atletas formados na cidade. Mas a paixão pelo skate não é só dele: seus irmãos também brilham nas pistas. Kemily Leiva Martello, de apenas 10 anos, já é campeã estadual na categoria mirim, enquanto Kevin Leiva Martello, de 12, figura entre os 20 melhores iniciantes do Brasil.
Unidos pelo mesmo sonho e pelo amor ao esporte, os três jovens mostram como o incentivo desde cedo pode transformar vidas e abrir caminhos para o futuro. A história da família Martello é exemplo de dedicação, união e superação, além de evidenciar a importância de políticas públicas e iniciativas que apoiem o esporte como instrumento de desenvolvimento social.
Assim, São Carlos segue celebrando e apoiando talentos que levam o nome da cidade cada vez mais longe, provando que o skate é muito mais do que um esporte: é uma ferramenta de transformação e inspiração.
IBATÉ/SP - O karatê de Ibaté mostrou sua força na 3ª Fase Regional do Campeonato Paulista, realizada na cidade de Santana do Parnaíba.
Representando o município, atletas do Projeto Oficina de Karatê, da Secretaria Municipal de Esporte, Cultura e Turismo, participaram com sete competidores e conquistaram importantes resultados.
Ao todo, foram conquistadas quatro medalhas, com destaque para o ouro de Herbert Paiva, na categoria sub-21 +84 kg. A atleta Flávia Scopim garantiu a medalha de prata na categoria júnior +66 kg.
O pódio também contou com duas medalhas de bronze, conquistadas por Júlia Alves, na categoria sub-21 +68 kg, e Weverton Araújo, na categoria júnior +78 kg, reforçando o bom desempenho da equipe ibateense.
O evento reuniu cerca de 2.052 atletas, de 185 academias, sob organização da Federação Paulista de Karatê, evidenciando o alto nível técnico da competição.
O secretário municipal de Esporte, Cultura e Turismo, Giliardi Nishihara, conversou com os atletas e prestou apoio na saída para a viagem que resultou nas medalhas. Junto com ele também esteve o secretário adjunto Djairo Lima.
Agora, o foco dos atletas já está na próxima competição: a Copa Wado Cup Internacional, que será realizada em Jaú e contará com competidores de países como Estados Unidos, Itália, Equador e Brasil.
SÃO PAULO/SP - Presente nas últimas convocações da seleção brasileira, Hugo Souza não foi chamado pelo técnico Carlo Ancelotti para os amistosos contra França e Croácia, marcados para os dias 26 e 31 de março.
Após divulgar a última lista antes da convocação final para a Copa do Mundo de 2026, Ancelotti justificou a ausência do goleiro do Corinthians. O italiano convocou Alisson, Bento e Ederson.
— Não tem posição 100% fechada. Como eu disse, a evolução é contínua em cada jogo para cada atleta. Mas pensamos que Alisson, Bento e Ederson são os melhores nesse momento — resumiu.
— Até maio isso pode mudar, mas estamos de olhos abertos. Os jogadores que não estão nessa lista e querem ir para a Copa tem que jogar bem, trabalhar bem e estar bem. Não tem outra maneira de convencer a comissão técnica — concluiu.
Ausente da lista da Seleção, Hugo Souza mantém a condição de titular absoluto no Corinthians. Em 2026, já disputou 16 partidas e soma 1.622 minutos em campo.
Além disso, protagonizou momentos importantes, como nas quartas de final do Paulistão, contra a Portuguesa, quando defendeu três pênaltis na disputa que garantiu a classificação.
O goleiro de 27 anos tem o desejo de voltar ao futebol europeu.
Além disso, a norma determina que o Hino também seja cantado anualmente no dia útil anterior a 7 de Setembro, data da Independência do Brasil, conforme a antiga lei já determinava.
Goleiros: Alisson (Liverpool), Bento (Al-Nassr) e Ederson (Fenerbahçe).
Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Leo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).
Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Gabriel Sara (Galatasaray).
Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Junior (Real Madrid).
Por Redação do ge
CHINA - A temporada de 2026 já teve duas provas finalizadas, mas Max Verstappen ainda não se adaptou ao novo regulamento e aos novos carros da Fórmula 1. Sexto colocado na Austrália, na semana passada, o holandês voltou a reclamar das regras da categoria depois de não concluir o GP da China, no último domingo (14), por causa de problemas mecânicos. O tetracampeão chamou de “piada” a forma como as corridas deste ano têm se desenhado e disse não entender como alguns torcedores aprovaram as mudanças.
– É terrível. Se alguém realmente gosta disso, não entende nada de corridas. Não é nem um pouco divertido. Parece que estamos jogando Mario Kart. Você usa um impulso para ultrapassar um adversário, mas fica sem bateria na reta seguinte e é ultrapassado de volta. Parece uma piada para mim – disse Verstappen, de 28 anos, em conversa com jornalistas após o GP da China.
Em 2026, os carros da F1 são menores e mais leves, com o objetivo de deixar as corridas mais ágeis. Porém, as mudanças que mais geraram controvérsia giram em torno dos motores: por meio da gestão da bateria, os pilotos agora contam com o Modo Ultrapassagem, botão para ser usado em disputas diretas, e o botão de impulso, cuja carga é administrada de forma livre pelos atletas.
Tudo isso está ligado ao aumento da potência do motor elétrico, que agora representa quase metade da força das unidades de potência. No entanto, o sistema de recuperação de energia do dispositivo depende de técnicas de direção executadas pelos pilotos, e o gerenciamento dessa energia assume protagonismo nas provas, o que tem sido alvo de críticas.
O número de ultrapassagens aumentou nas primeiras corridas de 2026. Só na Austrália, foram 120, bem mais do que no ano passado. Na China, Lewis Hamilton e Charles Leclerc, companheiros de Ferrari, travaram uma dura batalha pelo terceiro lugar, por exemplo, e o britânico levou a melhor. Nada disso, porém, mudou a insatisfação de Verstappen.
Até agora, a Mercedes foi quem melhor se adaptou ao novo regulamento, com carros que sobraram nos GPs da Austrália e da China. A Red Bull, por outro lado, ainda luta para ter competitividade. Verstappen e Hadjar, juntos, somaram 12 pontos (oito do holandês e quatro do francês), 39 a menos do que George Russell, líder do campeonato de pilotos.
Acostumado a estar entre os primeiros do grid, Verstappen, que tem quatro títulos da F1 e foi vice-campeão no ano passado, garante que suas reclamações não são feitas apenas por causa do desempenho ruim nas pistas.
– Eu diria o mesmo se estivesse ganhando, porque penso na corrida como um produto. Não é por estar chateado com a minha posição. Preciso lutar ainda mais agora, o que me dá condições de realmente entender a dinâmica das provas – garantiu o holandês, que chegou a cair para a 16ª posição depois da largada do GP da China.
Verstappen já levou as críticas à organização da F1 e à FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Agora, o holandês e os colegas de Red Bull terão mais de 10 dias para buscar soluções e melhorar o desempenho dos carros da equipe. A próxima corrida será o GP do Japão, no dia 29 de março, às 2h (de Brasília).
Por Redação do ge
IBATÉ/SP - Nos dias 7 e 8 de março, foi realizada na cidade de Joinville (SC) a 1ª etapa do Circuito E100cia de Skate Old School, competição destinada a skatistas a partir de 35 anos. O evento reuniu cerca de 60 atletas de diversos estados brasileiros.
Representando o município de Ibaté, o atleta Edison Adriano, conhecido como Edison Gibi, de 51 anos, competiu na categoria Grand Legend (50+) e conquistou o 1º lugar, sagrando-se campeão da etapa. Além de atleta, Edison Gibi também é professor de skate no município.
Pódio – Categoria Grand Legend (50+)
? 1º lugar: Edison Gibi – Ibaté/SP
? 2º lugar: Vanderlei Serpa – Blumenau/SC
? 3º lugar: Sandro Drosan – Carapicuíba/SP
O atleta agradeceu o apoio da Secretaria Municipal de Esportes de Ibaté e da empresa JT Ecobio, que contribuíram para viabilizar sua participação na competição.
Os próximos compromissos de Edison Gibi já estão definidos. Em junho, ele participará do campeonato Vans Old Is Gold, em Curitiba, considerado um dos maiores eventos de skate old school do país. Já em agosto, o atleta disputará a 2ª etapa do Circuito E100cia, que será realizada em Novo Hamburgo (RS).
Voltado para os direitos da pessoa com deficiência intelectual, a organização reforça parcerias e traz mudanças organizacionais
SÃO PAULO/SP - O ano de 2026 marca mais uma etapa no crescimento das Olimpíadas Especiais Brasil (OEB), representação nacional do movimento global Special Olympics, focado no desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual por meio do esporte.
“A causa da pessoa com deficiência intelectual é urgente e a demanda pelos nossos trabalhos é cada vez mais crescente. Neste ano, queremos ampliar e trazer mais participantes para os eventos, mobilizar mais voluntários e aliados, fazer mais parcerias, respondendo à altura ao que a sociedade espera da OEB”, comenta Douglas Pereira, presidente da OEB.
Atualmente, a organização contabiliza 44 mil atletas participando de treinamentos e competições nas modalidades: atletismo, badminton, basquete, bocha, ciclismo, futebol, ginástica rítmica, handebol, hóquei sobre a grama e indoor, judô, natação e águas abertas, tênis, tênis de mesa e vôlei de praia, além da dança esportiva – modalidade que está sendo introduzida neste ano – em 14 estados mais o Distrito Federal, além de atuações pontuais em outros estados. Mas, em 2026, a intenção é reforçar a atuação onde já está presente, alcançar e se fixar em outras localidades.
“Temos o desafio de levar a OEB outros territórios. Por isso, neste ano, devemos marcar presença em mais dois ou três estados, principalmente, na região Norte, onde ainda não tivemos ações ou somente situações muito pontuais. Queremos criar um polo por lá para que haja atividades de forma recorrente”, comenta.
Calendário 2026
Como forma de garantir oportunidades de competição aos mais de 44 mil atletas treinando semanalmente, a OEB anuncia oficialmente seu calendário esportivo deste ano. Serão mais de 400 eventos regionalizados, muitos deles realizados com instituições parceiras, como é o caso das APAEs e Pestalozzis. Além disso, serão mais 30 competições principais, como Circuitos de Tênis, Ligas de Basquete 3x3 e Torneios de Natação.
“O calendário esportivo é muito importante, porque dá oportunidade de os atletas colocarem em prática o que aprenderam em seus treinamentos no dia a dia e ter reconhecido o seu valor como atleta de Olimpíadas Especiais, ao apresentar seu desenvolvimento físico, técnico, tático e intelectual. O planejamento engloba o crescimento anual no número de eventos, cidades, instituições, atletas e parceiros, técnicos, familiares e voluntários”, afirma Teresa Leitão, diretora nacional de esportes da OEB.
Teresa complementa: “Temos o desafio dos Jogos Regionais, que serão realizados no Sudeste, Sul e Nordeste, para que possamos ter a equipe que vai representar o Brasil nos Jogos Mundiais no Chile, em 2027. As competições acontecerão no segundo semestre.” Além da delegação brasileira, os Jogos Mundiais reunirão sete mil atletas do mundo todo e é o segundo maior evento esportivo, considerando a quantidade de pessoas envolvidas, só perdendo para as Olimpíadas.
AUSTRÁLIA - Nos últimos anos era fácil apostar nos grandes protagonistas da F1: em 2024, Max Verstappen já chegou mostrando que defenderia o tetracampeonato. A McLaren, em 2025, também confirmou o favoritismo. Na temporada 2026, porém, o novo regulamento técnico da categoria promete bagunçar o grid, ainda que Mercedes e Ferrari tenham dado bons sinais nos testes.
Na quinta-feira, a partir das 22h, você acompanha ao vivo o primeiro e o segundo treino livre do GP da Austrália no sportv 3. A transmissão das sessões de sexta-feira começa às 22h30 também no sportv 3. A primeira corrida da temporada 2026 da Fórmula 1 no circuito de Melbourne será transmitida ao vivo pela TV Globo, pelo sportv 3 e pelo ge a partir da 0h15 na madrugada de sábado para domingo.
Com a chegada de novas regras, tudo volta à estaca zero na F1, e as equipes possuem as mesmas oportunidades - para errar ou acertar. O exemplo recente mais marcante é da Mercedes, coadjuvante em 2013 e protagonista em 2014 quando a categoria adotou os motores V6 turbo. Antes, a Red Bull dominava, detentora de quatro títulos consecutivos liderada por Sebastian Vettel.
Atualmente, quem ocupa o posto de equipe a ser batida na F1 é a McLaren. O time acertou nas melhorias em seus últimos dois carros e levou os Mundiais de construtores em 2024 e 2025 No último ano, ainda fez de Lando Norris campeão.
No entanto, o time e o piloto inglês esbarram em uma F1 totalmente nova em 2026. A categoria promoveu diversas mudanças em seu carro, que está menor e com muitas novidades aerodinâmicas; e no próprio motor, mais sustentável, mais eletrificado e com novos mecanismos que prometem fomentar as disputas na pista.
Quem desponta em 2026?
As especulações em torno da Mercedes e da Ferrari começaram no shakedown de Barcelona, na Espanha, em janeiro. A equipe alemã completou impressionantes 500 voltas e começou a chamar atenção por seu motor - que, por sinal, está na mira da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) após queixas das rivais por uma suposta brecha que lhe garantiria até 0s3 de vantagem.
A equipe também apresentou um bom ritmo nas duas rodadas de testes de pré-temporada no Bahrein. George Russell e Andrea Kimi Antonelli lideraram três dos seis dias de atividades no Circuito de Sakhir, embora a equipe tenha sofrido com dois problemas na unidade de potência e teve que trocá-las.
- Em termos de compreensão da ordem competitiva, eu diria que este teste confirmou que a Ferrari e a Mercedes parecem ser as equipes a serem batidas - declarou Andrea Stella, chefe da McLaren.
Antonelli ainda registrou a segunda volta mais rápida de toda a pré-temporada, 0s8 atrás do 1m31s992 de Charles Leclerc. E assim como em Barcelona, a escuderia foi a que mais andou: ao todo, 432 voltas.
As falas dos pilotos e chefes servem como termômetro neste início de temporada. Russell, na ocasião do lançamento oficial do W17 (carro de 2026 da equipe), declarou que a Mercedes está em sua melhor fase desde 2021, último ano em que disputou o Mundial.
A Ferrari andou menos nos testes do Bahrein, completando apenas 324 voltas - mais de 100 atrás da Mercedes. Porém, o time completou uma extensa quilometragem de 444 voltas em Barcelona e, assim como a rival alemã, destacou-se nas simulações de corrida durante as sessões em Sakhir.
A escuderia italiana teve algumas questões; Hamilton sofreu uma falha com o chassi e em um teste de captação de combustível; ele se despediu dos testes tendo feito só cinco voltas na sessão matinal do quinto dia. Por outro lado, o time saiu do Bahrein com a volta recorde de toda a bateria de testes, registrada por Leclerc; além disso, ele ainda foi o mais rápido no segundo dia da pré-temporada.
Tudo indica que a Ferrari conseguiu fazer um bom trabalho com o carro, o SF-26, e o próprio motor, o que também teria colocado sua cliente Haas em um bom lugar no pelotão intermediário. Desde meados de fevereiro, Hamilton, Leclerc e o chefe Frederic Vasseur têm dado declarações muito positivas - o heptacampeão chegou a dizer que o espírito vencedor da equipe italiana está de volta.
A Ferrari ainda chegou no penúltimo dia de testes com uma solução inovadora: uma asa traseira que gira em 180º adicionais. A novidade gerou até brincadeiras por parte de Vasseur, que batizou o dispositivo de "Macarena".
Com as mudanças de regulamento passou a ser necessário acelerar o carro por mais tempo para manter altas as rotações do motor e garantir que ele esteja pronto pra partida. Os pilotos passaram a praticar as largadas no fim de cada dia de testes; em um deles, Hamilton disparou à frente dos demais. A Ferrari teria feito seu motor com um turbo menor, que diminuiria o atraso na resposta do dispositivo.
O último momento de protagonismo da Ferrari foi em 2022, quando Leclerc disputou com Verstappen; a Mercedes, por sua vez, não ocupa os holofotes desde a antológica rivalidade do holandês da Red Bull contra Hamilton em 2021. Ambas foram eclipsadas pela evolução da própria Red Bull, beneficiada com a introdução dos carros com efeito solo em 2022, e pelo posterior crescimento da McLaren.
E a atual campeã?
A McLaren chegou a ser a mais rápida no primeiro dia de atividades da F1, com Lando Norris. Após as sessões em Sakhir, Oscar Piastri, piloto do time, chegou a declarar que a pré-temporada foi tranquila para o time e que todos estão "um pouco mais otimistas". O australiano, porém, reforçou que a equipe não deve estar liderando o pelotão, embora possa ter potencial para estar na parte da frente da tabela.
As simulações de corrida indicam que a equipe de Woking pode estar andando perto das rivais bem-cotadas, embora seja difícil precisar em qual ordem o time esteja. A possibilidade da Mercedes ter acertado em seu motor também seria benéfica para a McLaren, que é cliente da montadora alemã.
Verstappen terá chances?
Sob comando do chefe Laurent Mekies, a Red Bull precisa adaptar-se ao seu novo motor: a equipe trabalha com a Ford, que reforça os trabalhos já desenvolvidos pela Red Bull Powertrains - a divisão de unidades de potência do time austríaco. As primeiras avaliações de Verstappen sobre a parceria foram positivas; mas apesar do ritmo otimista no Bahrein, a equipe andou pouco, o que preocupa.
Na tabela de voltas mais rápidas, a Red Bull aparece com a quarta, registrada por Verstappen. Quem levou a pior foi Isack Hadjar, novo colega do holandês: em um dia ele chegou a dar só 13 voltas com um vazamento de água no motor. Em outro, sofreu uma falha hidráulica e também não pôde pilotar.
O pelotão intermediário
Rumores apontam que a Haas viria com mais força dentre as equipes do meio do grid. Além do reforço com o motor Ferrari, o time foi o terceiro que mais andou em Sakhir - 404 voltas, 28 a menos que a Mercedes.
A Alpine também não deve estar muito atrás: reforçada com o motor Mercedes em uma parceria que substitui o antigo acordo com a Renault, a equipe chegou a registrar a quinta volta mais rápida dos testes. Nenhuma delas também teve problemas flagrantes ao longo das sessões.
A Williams, "melhor do resto" em 2025, chega sob alerta. A equipe perdeu o shakedown em Barcelona por atrasos na conclusão do carro e, embora tenha conseguido dar muitas voltas em Sakhir, o ritmo não se sobressaiu. A equipe ainda estaria enfrentando problemas com excesso de peso, chegando a 30 kg além do limite, mas a informação foi negada pelo chefe James Vowles.
A Audi de Gabriel Bortoleto, que assume o espólio da Sauber e produz seus próprios motores, sofreu bastante já no shakedown de Barcelona - com falhas hidráulicas e na caixa de câmbio. O diretor técnico Mattia Binotto declarou que o time possuía uma "lista muito longa" de problemas a resolver.
As quebras seguiram na primeira semana no Bahrein. Mas, na segunda rodada, o time pareceu ter adquirido mais estabilidade. A equipe alemã despediu-se das atividades com o sétimo melhor tempo e, nas palavras do próprio Bortoleto, conseguiu resolver praticamente todos seus entraves.
Cadillac e Aston Martin em baixa
A recém-chegada Cadillac e a Aston Martin saíram em baixa do Bahrein. A primeira sofreu com sucessivas quebras ao longo dos dias, com Valtteri Bottas e Sergio Pérez a bordo, além de ter dado só 266 voltas no decorrer dos seis dias.
- Somos muito realistas em relação ao desempenho e à dificuldade de gerar esse desempenho. Mas acredito que agora temos uma plataforma na qual podemos começar a avançar. Isso é o máximo que se poderia pedir de uma equipe nova, a não ser que aconteça um milagre - declarou o chefe Graeme Lowdon, após a primeira rodada da pré-temporada.
A situação da Aston Martin preocupa mais. Na primeira semana em Sakhir, Lance Stroll disse que a equipe estaria 4s atrás das rivais. O chefe de equipe recém-chegado e lendário projetista da F1, Adrian Newey, afirmou que ainda em 2025 eles estavam pelo menos quatro meses atrasados no projeto de 2026 - o que explica o fato do time ter perdido parte do shakedown em Barcelona.
Tudo que está ruim pode piorar. E no caso da Aston Martin, os problemas se agravaram na segunda semana em Sakhir: na quinta-feira, uma falha na bateria deixou Fernando Alonso parado no meio da pista e encerrou as atividades do time mais cedo.
No dia seguinte, Lance Stroll só conseguiu dar stints curtos e, após seis voltas, a Aston Martin decidiu empacotar suas coisas e deixar o Circuito de Sakhir - também pelo fato de já estar sem peças de reposição para o motor.
O problema do AMR26, modelo deste ano da equipe, não está apenas no carro - o primeiro projetado por Newey. O motor da Honda, nova parceira da Aston Martin que veio para substituir a Mercedes, peca em potência.
A marca teria sido prejudicada com pouca expertise e mão de obra pelo fato de, em 2021, ter encerrado parte de suas operações na F1 apesar de seguir como parceira da Red Bull Powertrains. A unidade de potência japonesa ainda estaria operando em uma rotação abaixo do ideal, embora Alonso tenha negado esta informação.
Na tabela de tempos do Bahrein, a Aston Martin divide as últimas colocações com a Cadillac; para completar, deu apenas 128 voltas no decorrer da pré-temporada, o que impede que o time colete dados necessários para estudar melhorias.
Por Breno Peçanha e Bruna Rodrigues / ge
ARARAQUARA/SP - A Fundesport Araraquara dá a largada no calendário regional de competições de natação neste sábado (7), ao sediar o Torneio Regional que reúne atletas das categorias pré-mirim a sênior. O evento será realizado na piscina olímpica da Arena da Fonte, no Complexo Aquático Municipal, com início às 9h e programação prevista até as 19h.
Promovido e organizado pela Federação Aquática Paulista (FAP), o torneio deve reunir cerca de 400 nadadores de diferentes faixas etárias, representando diversas equipes da região.
A equipe da Fundesport participará em quase todas as categorias, desde a pré-mirim — voltada a crianças de até 8 anos, até a sênior, destinada a atletas com mais de 20 anos. A presença expressiva reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento da natação e a formação esportiva em diferentes idades.
Com entrada gratuita e apoio local, o evento deve movimentar o Complexo Aquático ao longo de todo o sábado, reunindo atletas, familiares e apreciadores do esporte.
A organização convida a população para prestigiar os nadadores e incentivar a modalidade. O Torneio Regional marca o início da temporada e promete um dia inteiro de disputas e integração esportiva.
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