IBATÉ/SP - Dando continuidade à capacitação dos profissionais que atuam na da Rede de Proteção Municipal a Criança e Adolescente, referente à Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017), profissionais de vários setores da administração pública municipal estiveram reunidos durante o dia de sexta-feira, 29, no Centro de Convivência da Melhor Idade de Ibaté.
O tema do encontro foi o "Programa Gira Mundo", que tem como objetivo o desenvolvimento de condutas auto protetivas em crianças, com foco na prevenção da violência. A partir de atividades lúdicas e interativas, as crianças participantes do projeto terão a possibilidade de se apropriarem sobre seus direitos e deveres, a identificar situações de violência, bem como identificar pessoas e instituições protetivas. Além disso, as crianças aprendem formas de pedir ajuda no caso de violação de direitos.
A responsável pela Assistência Social de Ibaté, Adriana Adegas Martineli conta que a capacitação foi direcionada aos profissionais da Rede de Proteção Municipal Integral à Criança e do Adolescente. “Essa capacitação foi ministrada pelo professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Alex Pessoa, tendo como objetivo construir com os profissionais estratégias de prevenção, proteção e enfrentamento aos diversos tipos de violência. Além disso, tivemos a oportunidade de reforçar o protocolo de atuação padronizado para atendimento de crianças e adolescentes testemunhas ou vítimas de violência."
Sobre a lei
O Município tem se empenhado em cumprir a lei 13.431/17 que estabelece garantias de direitos à crianças e/ou adolescentes vítima ou testemunha de violência. Dentre os procedimentos indicados pela lei, um deles é o da Escuta Especializada, realizada por profissionais da rede de proteção e com objetivo de proteger a criança e adolescente. A nível judiciário, existe o Depoimento especial, atividade exercida por equipe própria do Tribunal de Justiça
IBATÉ/SP - A Escola Municipal “Julio Benedicto Mendes” trabalhou nos últimos dias com as famílias dos alunos sobre o Outubro Rosa, campanha anual realizada mundialmente em outubro com a intenção de alertar a sociedade sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama.
O Outubro Rosa só começou na década de 90, nos Estados Unidos, com apenas alguns estados americanos fazendo campanhas isoladas sobre o tema. Só depois que a campanha foi aprovada pelo Congresso Americano que o mês de outubro foi reconhecido nacionalmente como o mês da prevenção contra o câncer de mama. Foi depois disso, inclusive, que os laços cor de rosa, símbolo do Outubro Rosa, começaram a aparecer.O símbolo foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, durante a primeira Corrida pela Cura, realizada em 1990, na cidade de Nova York. Na época, os corredores receberam o laço rosa para usarem durante a corrida e, depois disso, ele passou a ser distribuído em locais públicos, desfiles de moda e outros eventos.
No Brasil, o Outubro Rosa demorou um pouco mais para começar. O primeiro sinal do envolvimento com a campanha por aqui se deu em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor de rosa. Depois disso, o evento seguiu morno ano após ano. Somente em 2008 que a movimentação ganhou força em várias cidades brasileiras que abraçaram o Outubro Rosa, fazendo campanhas, promovendo corridas e, assim como no resto do mundo, iluminando os principais monumentos com a cor rosa durante a noite.
Para o diretor Alexandre Moraes Gaspar, além de chamar a atenção das mulheres para a necessidade de frequentar o médico e de fazer a mamografia, o objetivo da Unidade de Ensino foi chamar atenção para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. “A escola é um lugar propício para compartilhar informações e promover a conscientização sobre diversos temas, e esse é relevante, já que em 2020, mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo descobriram que estavam com câncer de mama. Esse tipo de tumor é o que mais acomete a população feminina brasileira e representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas”, destacou Gaspar.
Além de abordar o tema nos grupos de WhatsApp com as responsáveis pelos alunos, seja mãe, tia ou avó, direção, coordenação, professores e funcionários trabalharam durante os últimos dias vestidos com camisa ou camiseta rosa. “Nos últimos dias nossa equipe trabalhou de rosa, o que também chamou atenção dos nossos alunos e familiares. Na última sexta-feira do mês os alunos levaram para casa um lindo marcador de livros. Ressalto que os discentes são agentes multiplicadores, ou seja, repassam os conhecimentos para a família e vizinhos, e isso faz toda a diferença”, finalizou a coordenadora Andréia Ondina.
A medida é válida a partir do dia 8 de novembro
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, por meio da Portaria Nº 511, de 25 de outubro de 2021, que dispõe sobre a retomada integral das aulas e atividades presenciais nas 10 Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB’s) e na Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos (EMEJA), estabeleceu a retomada obrigatória de estudantes às atividades escolares presenciais a partir do próximo dia 8 de novembro
Porém, permanecem vigentes as demais recomendações sanitárias, como o uso correto de máscaras cobrindo boca e nariz por todos, lavagem de mãos, uso de álcool em gel 70%, medida de temperatura, e a limpeza e manutenção frequente das instalações, bem como o rastreamento de contato com pessoas infectadas por COVID-19 em combinação com isolamento e quarentena.
A única exceção do retorno compulsório é para estudantes com condição de saúde de maior fragilidade à COVID-19. A presença nas atividades escolares não será obrigatória quando o estudante estiver enquadrado somente nos seguintes itens: gestante ou puérpera; comorbidade com idade a partir de 12 anos que não tenham completado ciclo vacinal contra a COVID-19; menor de 12 anos pertencente ao grupo de risco para a doença, com comprovação médica. Nestes casos as unidades escolares irão disponibilizar atividades para esses estudantes.
“Nós da Secretaria Municipal de Educação estamos à disposição e realizando o acolhimento necessário dos nossos estudantes e suas famílias”, afirmou a secretária de Educação, Wanda Hoffmann.
Confira as escolas da rede municipal de ensino que a partir do dia 8 de novembro retomam integralmente as aulas: EMEB’s Afonso Fioca Vitali, Alcyr Leopoldino, Angelina Dagnone de Melo, Antônio Stela Moruzzi, Arthur Natalino Deriggi, Carmine Botta, Dalila Galli, Janete Maria Martinelli Lia, Maria Ermantina Tarpani e Ulysses Ferreira Picolo e a EMEJA Austero Manjerona. No total são 6.900 estudantes matriculados.
Instituto de Física de São Carlos (USP) desenvolve dispositivo portátil que pode ser acionado pelo paciente em casa
SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) desenvolveu um dispositivo portátil que pode abrir caminho para o tratamento do câncer de pele, procedimento esse que pode ser realizado pelos próprios pacientes em suas residências.
Através de um estudo ousado e inovador, o novo dispositivo portátil, do tamanho de uma moeda, destina-se ao tratamento do carcinoma basocelular (câncer de pele), com base em Terapia Fotodinâmica (TFD), e que pode ser utilizado pelos pacientes em suas residências, evitando exaustivas viagens e longas permanências nos hospitais.
O estudo e as pesquisas foram feitas por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e do Hospital Amaral Carvalho (Jaú-SP), e contaram com a participação de quinze pacientes voluntários, cujos resultados foram apresentados no início de outubro, de forma virtual, durante o 30º Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia.
O estudo relata a abordagem experimental de TFD realizada no Hospital Amaral Carvalho, com o equipamento desenvolvido pelo IFSC/USP, cujo protocolo foi batizado de “PDT Home”. O procedimento incluiu a curetagem (pequena raspagem) na lesão, tendo sido aplicado nela um creme de aminolevulinato de metila (20%), seguindo-se a iluminação através de um equipamento padrão (LINCE) de LED de luz vermelha, por vinte minutos. Após esse procedimento foi aplicada uma nova camada de creme e foi fixado, com fita adesiva médica, o novo irradiador portátil de LED, tendo o paciente sido orientado a regressar a sua residência e esperar uma hora e meia para, após esse tempo, ligar o pequeno equipamento (alimentado por bateria) durante duas horas seguidas. Ou seja, o paciente fez uma única sessão, só precisando regressar ao hospital um mês depois para fazer exames de avaliação.
Comparação com anteriores protocolos
Comparativamente ao que era feito em um anterior protocolo com TFD para tratamento do carcinoma basocelular (“Single Visit”), os resultados deste estudo revelaram não só um decréscimo significativo de dor nos pacientes, já que a irradiação emitida pelo novo dispositivo portátil é mais fraca do que a do equipamento tradicional, mas aplicada por um período de tempo maior, como também, um alto índice de conforto, tendo em consideração que o tratamento feito através do protocolo anterior era mais demorado e necessitava ser feito em ambiente hospitalar, ao contrário deste que pode ser feito em casa do paciente. Os benefícios deste novo protocolo são enormes em todos os sentidos: para o paciente, que sente muito menos dores durante o tratamento, podendo fazer o mesmo em casa, sem viajar horas seguidas e permanecer longos períodos de tempo no hospital, como para os próprios estabelecimentos de saúde, que ficam com o pessoal médico mais disponível para atender casos de urgência, além de evitarem aglomerações de espera.
No protocolo anterior, os pacientes dirigiam-se ao hospital, o médico fazia a curetagem e aplicação do creme, ao que deveriam aguardar três horas para, após isso, serem sujeitos a uma irradiação de luz Led durante vinte minutos e a aplicação de nova camada de creme, devendo aguardar mais uma hora e meia. Após esse intervalo, os pacientes recebiam uma nova irradiação de luz Led durante vinte minutos, e só após tudo isso é que ficavam liberados para regressar a suas residências. Com o novo protocolo
Tendo já sido destaque em vários órgãos de comunicação do Reino Unido, este novo dispositivo de TFD portátil é considerado importantíssimo para os pacientes com carcinoma basocelular, principalmente aqueles que vivem em países onde a incidência da luz solar é mais intensa, como no Brasil, onde grande parte dos pacientes precisa viajar algumas centenas de quilómetros para receber tratamento dermatológico especializado.
Ana Gabriela Salvio, pesquisadora do Hospital Amaral Carvalho e principal autora deste estudo, relatou à revista Medical Life Sciences (UK), na edição de 01 de outubro, que “É realmente muito encorajador constatar que os pacientes relataram níveis muito mais baixos de dor com o tratamento em casa”, obviamente já para não falar do conforto. Após o sucesso deste estudo piloto, um ensaio clínico com mais de 200 participantes foi já aprovado, atendendo a que este novo protocolo poderá ter um impacto extremamente positivo no tratamento do carcinoma basocelular no mundo.
O carcinoma basocelular é o tipo de câncer de pele mais comum, representando cerca de 95% de todos os casos de câncer de pele, geralmente surgindo apresentando pequenas manchas que vão crescendo lentamente ao longo do tempo, mas que não afetam outros órgãos além da pele. Este tipo de câncer é mais comum após os 40 anos, especialmente em pessoas de pele clara, cabelos loiros e olhos claros, que se expõem excessivamente ao sol: no entanto, o carcinoma basocelular pode aparecer em qualquer idade.
Rui Sintra - Jornalista - IFSC/USP
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