SUÍÇA - O Irã avançou uma casa no processo de desistir de disputar a Copa do Mundo, a partir do junho, nos EUA, México e Canadá. Sob ataques americanos e israelenses há duas semanas, o país lida com impactos em suas seleções. Nesta quarta-feira, o ministro do Esporte, Ahmad Donyamali, declarou que a equipe masculina não participará do torneio da Fifa.
A possibilidade de os iranianos renunciarem à vaga – conquistada com ótima campanha nas eliminatórias asiáticas – já era debatida informalmente, mas agora ganha a voz de uma autoridade local, ainda que não haja uma comunicação formal.
O regulamento da Copa do Mundo, publicado em maio do ano passado, tem um artigo, o sexto, dedicado a desistências. Ele não estabelece um critério claro para substituição.
O artigo 6.7 afirma o seguinte:
Se qualquer associação membro participante desistir e/ou for excluída da Copa do Mundo Fifa 26, a Fifa decidirá sobre o assunto a seu exclusivo critério e tomará as medidas que julgar necessárias. A Fifa poderá decidir substituir a associação membro participante em questão por outra associação.
Antes, o artigo define multas de pelo menos 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) para seleções que desistirem até 30 dias antes do início da Copa, valor que dobra se a retirada se der no período de um mês para a partida de abertura. As equipes também são obrigadas a reembolsarem a federação por valores pagos para preparação e outros relacionados ao evento.
Quais as opções?
O Irã se classificou para a Copa com relativa tranquilidade. Teve a melhor campanha do Grupo A das eliminatórias asiáticas, com 23 pontos, e garantiu vaga direta no torneio.
A classificatória avançou até uma sexta fase, de repescagem local, em que o Iraque bateu os Emirados Árabes Unidos e se colocou como o representante do continente nos play-offs mundiais, que acontecem no fim do mês.
Os iraquianos vão duelar contra Bolívia ou Suriname, que se enfrentam dias antes, por um lugar na Copa.
São, portanto, uma das opções da Fifa caso o Irã desista do torneio – o que poderia beneficiar Bolívia ou Suriname, que estariam então a um jogo de avançarem para o Mundial. Outra seleção de olho nos desdobramentos é a dos Emirados Árabes Unidos, a próxima da fila asiática.
O regulamento só é claro no sentido de que a decisão é da Fifa, que apenas definirá os critérios para tal quando for confrontada com a necessidade de encontrar um outro time.
No ano passado, a Fifa encarou uma situação com semelhanças na Copa do Mundo de Clubes. Pachuca e León, ambos mexicanos, tinham vagas na competição, mas pertencem a um mesmo grupo econômico, o que era vetado pelo regulamento.
O León foi excluído, e a solução foi criar uma repescagem 15 dias antes do início do torneio. O América, então melhor time mexicano no ranking da Concacaf, e o Los Angeles FC, vice-campeão continental em 2023 (vencida pelo León), duelaram em um jogo único em Los Angeles, vencido pelo time da casa.
Cenário
A Fifa tem tentado lidar com a situação de forma diplomática, no esforço de evitar a desistência do Irã – e crê que há tempo para que o conflito seja atenuado.
Na noite de terça-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou, em suas redes sociais, ter se encontrado com o presidente americano, Donald Trump, de quem se tornou muito próximo nos últimos meses, e que ele teria reiterado que “a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio”.
Não bastou para amenizar as críticas iranianas. Na manhã seguinte, o ministro do Esporte local, Ahmad Donyamali, disse a uma TV estatal que a equipe não irá aos EUA – o Irã tem dois jogos programados em Los Angeles e um em Seattle pelo Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
– Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo – disse Donyamali.
Outro evento recente tornou o cenário ainda mais complexo.
Na segunda-feira, o governo da Austrália concedeu asilo a atletas da seleção iraniana que estavam no país para a disputa da Copa da Ásia. Trump pressionou o primeiro-ministro australiano a oferecer proteção a elas.
Na estreia, contra a Coreia do Sul, as jogadoras não cantaram o hino do Irã, o que foi interpretado como um protesto contra o regime do país e gerou acusações de traição.
Há o temor de que algo semelhante aconteça com a equipe masculina nos EUA.
– Se durante a Copa do Mundo estiver assim, quem em sã consciência enviaria sua seleção para um lugar desses? – declarou nesta semana o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj.
Em dezembro, o Irã chegou a anunciar um boicote ao sorteio da Copa do Mundo por causa da restrição de vistos a membros da delegação do país – apenas quatro foram aprovados, e Taj teve sua entrada negada nos EUA. No fim, dois representantes viajaram a Washington.
Ainda não há um comunicado formal da federação iraniana à Fifa sobre a participação ou não no Mundial.
Por Leonardo Lourenço / ge
SUÍÇA - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que a Arábia Saudita será a sede da Copa do Mundo de 2034. O dirigente fez uma postagem em sem perfil em uma rede social, na tarde de terça-feira (31), informando a escolha feita pela entidade máxima do futebol mundial.
“O maior show da terra será organizado por Canadá, México e Estados Unidos em 2026 - na América do Norte. As próximas duas edições da Copa do Mundo Fifa serão sediadas na África (Marrocos) e na Europa (Portugal e Espanha) - com três partidas comemorativas disputadas na América do Sul (Argentina, Paraguai e Uruguai) - em 2030 e na Ásia (Arábia Saudita) em 2034. Três edições, cinco continentes e dez países envolvidos na realização de partidas do torneio. Isso torna o futebol verdadeiramente global”, afirmou Infantino.
Horas antes desta postagem, a Fifa informou que a Arábia Saudita foi a única associação de futebol a apresentar uma proposta para sediar a Copa do Mundo de 2034 antes do encerramento do prazo.
A entidade que controla o futebol mundial convidou Ásia e Oceania a apresentarem suas propostas para o torneio até esta terça, e a Arábia Saudita disse que se candidataria apenas alguns minutos após o anúncio, no dia 4 de outubro.
A Austrália informou nesta terça que não apresentaria uma proposta para sediar o torneio, deixando Arábia Saudita como a única candidata.
A Arábia Saudita vive um momento de grande investimento no futebol. O sinal mais claro deste investimento, com recursos do Governo local, é o Campeonato Saudita, que nas últimas janelas de transferência teve a chegada de atletas de renome internacional, como o brasileiro Neymar (Al-Hilal), o português Cristiano Ronaldo (Al-Nassr) e o francês Benzema (Al-Ittihad).
* Com informações da agência de notícias Reuters.
SYDNEY - A Espanha conseguiu o seu primeiro título da Copa do Mundo feminina neste domingo. A equipe disputou a final contra a Inglaterra e conseguiu vencer por 1 a 0 no Estádio de Sydney, na Austrália. Olga Carmona foi a responsável pelo gol da vitória.
As espanholas conseguiram consagrar sua melhor campanha em Mundiais levantando a taça. Antes, o melhor que a seleção fez foi chegar nas oitavas de final da edição de 2019, quando foram eliminadas para os Estados Unidos.
A campanha da Espanha no torneio contou com vitórias contra Costa Rica e Zâmbia na fase de grupos, mas uma derrota contra o Japão fez com que o time passasse em segundo para o mata-mata.
Mesmo assim, a equipe eliminou a Suíça nas oitavas, a Holanda nas quartas e a Suécia nas semis para conquistar o título na decisão.
Do outro lado, a Inglaterra fica com o segundo lugar também fazendo sua melhor campanha em Copas do Mundo. O mais longe que elas haviam chegado foi em 2015, quando ficaram na terceira colocação.
O jogo
O duelo começou equilibrado, com a Inglaterra tendo uma grande chance logo aos 15 minutos da primeira etapa. Lauren Hemp recebeu na área e colocou a bola no travessão.
A resposta da Espanha veio com a bola nas redes aos 22 minutos. Mariona Caldentey recebeu no meio-campo e passou na esquerda na ultrapassagem de Olga Carmona. A lateral recebeu na área e bateu cruzado, abrindo o placar na decisão.
No segundo tempo, as espanholas tiveram uma ótima chance de ampliar a vantagem quando a árbitra viu um toque na mão de Keira Walsh dentro da área, marcando pênalti.
Jennifer Hermoso foi para a cobrança e bateu no canto direito. Porém, a goleira Mary Earps defendeu o chute sem dar rebote e impediu que as inglesas ficassem dois gols atrás da Espanha.
Em desvantagem, as inglesas foram ao ataque, mas tiveram dificuldades de criar boas chances. A melhor delas aconteceu aos 30 minutos, quando Lauren James fez jogada pela esquerda e bateu com pouco ângulo para a defesa de Catarina Coll.
INGLATERRA - O Brasil estreou com vitória na Copa do Mundo de futebol de cegos masculino, disputada em Birmingham (Inglaterra), como parte dos Jogos Mundiais da Ibsa (sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Cegos). Na quarta-feira (16), o time brasileiro superou o Irã por 1 a 0, em jogo que reeditou a final da Paralimpíada Rio 2016.
A equipe verde e amarela volta a campo na sexta (18), às 14h30 (horário de Brasília), contra Marrocos. No mesmo horário, mas no domingo (20), o adversário será o México. O Brasil está no Grupo D. Os dois primeiros em cada chave - são ao todo quatro grupos - avançam às quartas de final. Campeão, vice e terceiro colocado se garantem na Paralimpíada de Paris, na França, em 2024. Os jogos da Copa do Mundo têm transmissão online ao vivo no canal da Ibsa no YouTube.
Atual campeão e dono de cinco títulos, o Brasil chegou à vitória sobre os iranianos com um gol de Cássio, cobrando pênalti, faltando pouco mais de um minuto para o intervalo. No futebol de cegos, as partidas são realizadas em dois tempos de 15 minutos, em um campo com as mesmas dimensões de uma quadra de futsal.
Cássio, aliás, é um dos veteranos da equipe brasileira em Birmingham. Ele e Jefinho estiveram presente nos títulos de 2010, 2014 e 2018 e buscam o tetracampeonato mundial, assim como o técnico Fábio Vasconcelos, que venceu a Copa do Mundo como goleiro (única posição do futebol de cegos em que o atleta enxerga) em 2010 e treinador nas duas conquistas seguintes.
O Mundial masculino teve início na terça-feira (15), enquanto o feminino, realizado pela primeira vez, começou na segunda-feira (14) - este sem participação do Brasil. A competição segue até o próximo dia 25 de agosto.
Por Lincoln Chaves - Repórter da EBC
AUSTRÁLIA - Em compromisso válido pela última rodada do Grupo F da Copa do Mundo feminina, o Brasil enfrentou a Jamaica necessitando de uma vitória para passar de fase. Porém, a Seleção não saiu do 0 a 0 no Estádio Retangular de Melbourne, na Austrália, e acabou eliminada do torneio.
A partida desta quarta-feira marcou o último jogo de Marta em Mundiais. A “Rainha do Futebol” já está com 37 anos e dificilmente chegará em condições para disputar a próxima edição do torneio, em 2027. A camisa 10 começou como titular, mas não conseguiu evitar o revés da equipe.
Com a derrota, o Brasil encerrou sua participação em terceiro lugar no grupo, somando quatro pontos. Além do empate desta quarta, a campanha da Seleção teve uma vitória, na goleada de 4 a 0 sobre o Panamá, e uma derrota, de 2 a 1 contra a França.
Do outro lado, a Jamaica conseguiu garantir uma participação inédita nas oitavas de final da competição. Elas aguardarão a decisão da primeira colocada do Grupo H para saber quem serão suas adversárias na próxima terça-feira.
O jogo
Precisando buscar um resultado positivo, a Seleção foi ao ataque, mas deve muita dificuldade de criar boas chances diante de uma Jamaica bem postada no campo de defesa.
A jogadora que levou mais perigo no primeiro tempo foi a lateral esquerda Tamires. Aos 19 minutos, ela recebeu de Kerolin pela esquerda e arriscou um chute cruzado para a defesa de Spencer. Já aos 39, a atleta do Corinthians tentou um chute de primeira e obrigou a goleira a espalmar.
A segunda etapa também foi muito parecida com a primeira, com o Brasil cometendo muitos erros e tendo dificuldades na criação de jogadas.
Diante da possível eliminação, a equipe foi para cima para buscar o resultado e deu espaço para as jamaicanas. Shaw chegou a puxar um contra-ataque perigoso aos 36 minutos, mas finalizou por cima da meta de Lelê.
A melhor chance do Brasil foi já aos 45 minutos, quando Andressa Alves teve uma falta para cobrar perto da grande área. Porém, a jogadora bateu com pouca força e facilitou a defesa de Spencer. Debinha também teve uma oportunidade cabeça no último lance, mas não conseguiu converter.
O Japão goleou a Espanha por 4 a 0, na madrugada desta segunda-feira (31) no estádio Wellington Regional, na Nova Zelândia, para fechar a primeira fase da Copa do Mundo de futebol feminino como primeiro colocado do Grupo B com 100% de aproveitamento. Mesmo com o revés as espanholas avançaram como vice-líderes da chave, com seis pontos.
What a performance from @JFA_Nadeshiko! ???#BeyondGreatness | #FIFAWWC
— FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) July 31, 2023
Agora, a equipe nipônica medirá forças nas oitavas de final com a Noruega, segunda colocada do Grupo A. Já a Espanha pega, na próxima fase, a Suíça.
Espanha e Japão fizeram um duelo de estilos nesta segunda. Enquanto a equipe europeia apostava na manutenção da posse de bola e na troca de passes para encontrar espaços na defesa adversária, as nipônicas abusavam dos contra-ataques em transições rápidas para aproveitar os espaços existentes na defesa adversária. E foi desta forma que o país da Ásia Oriental construiu sua vitória.
Logo em sua primeira investida, aos 12 minutos da etapa inicial, a equipe japonesa abriu o placar. Após receber lançamento de Endo, Miyazawa finalizou no canto do gol defendido por María Rodríguez, que nada pôde fazer. Aos 29 foi a vez de Miyazawa dar o passe final, desta vez para Ueki, que também não perdoou.
?? @jfa_nadeshiko and @hinata_1509 mean business!
— FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) July 31, 2023
Miyazawa has her second of the game and Japan lead Spain by three goals before half-time!#BeyondGreatness | #FIFAWWC
Aos 40 Ueki retribuiu o presente de Miyazawa com um belo passe que cortou toda a defesa do Japão. E a atacante da camisa 7 ficou livre para marcar pela segunda vez na partida. Mas o gol mais bonito ficou guardado para a etapa final. Já aos 37, Tanaka avançou pela ponta direita, cortou para o meio e acertou um chute de curva no ângulo para marcar um golaço.
Zâmbia derrota Costa Rica
Na outra partida do Grupo C, Zâmbia fez história ao derrotar a Costa Rica por 3 a 1 e alcançar sua primeira vitória em uma edição de Mundial feminino. Na partida disputada no estádio Waikato, na Nova Zelândia, as africanas triunfaram com gols de Lushomo Mweemba, Barbra Banda e Racheal Kundananji para ficarem na 3ª posição do Grupo C com 3 pontos. Já as costa-riquenhas descontaram com Melissa Herrera e terminaram a competição sem ponto algum.
NOVA ZELÂNDIA - A Argentina arrancou um empate de 2 a 2 com a África do Sul, na noite de quinta-feira (27) no estádio de Dunedin, na Nova Zelândia, pelo Grupo G da Copa do Mundo de futebol feminino. Este resultado deu às duas equipes, que perderam na primeira rodada, os primeiros pontos na competição.
#ARG and #RSA put on a show. ?#BeyondGreatness | #FIFAWWC
— FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) July 28, 2023
A primeira etapa da partida foi marcada pela maior posse de bola das argentinas e pelos rápidos contra-ataques das sul-africanas, que, quando tiveram oportunidades, foram letais. Assim, a África do Sul abriu o placar aos 29 minutos, quando Motlhalo recebeu grande passe na área e ficou em ótima condição para marcar. Aos 51 a goleira Vanina Correa foi novamente superada, mas desta vez por Kgatlana, mas o lance foi invalidado pela bandeirinha.
Na etapa final o domínio permaneceu sendo das sul-africanas. E desta vez Kgatlana marcou e o gol foi confirmado após receber passe de Seoposenwe. Mas com a vantagem de dois gols no placar a seleção da África do Sul assumiu uma postura reativa, se fechando na defesa e tentando sair em velocidade no contra-ataque.
E a escolha se mostrou equivocada, pois permitiu o empate da Argentina. A equipe sul-americana conseguiu descontar aos 28, com um golaço de Braun, que aproveitou bola que sobrou na intermediária para acertar um chute que foi parar no ângulo do gol defendido por Swart. Cinco minutos depois Mila Rodríguez levantou a bola na área, onde Romina Núñez cabeceou com precisão para dar números finais a um jogo muito movimentado.
NOVA ZELÂNDIA - Na reedição da final da última edição da Copa do Mundo, Holanda e Estados Unidos empataram em 1 a 1, na noite de quarta-feira (26) no estádio Wellington Regional, na Nova Zelândia, e permanecem dividindo a liderança do Grupo E do Mundial de futebol feminino.
It ends in a stalemate at Wellington Regional Stadium. ?#BeyondGreatness | #FIFAWWC
— FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) July 27, 2023
O confronto teve diferentes momentos. O primeiro foi de leve domínio das tetracampeãs mundiais, que começaram criando boas oportunidades. Logo aos 5 minutos Dunn deixou Alex Morgan em boa condição de marcar, mas a goleira foi mais rápida e conseguiu cortar a jogada. Três minutos depois foi a vez de Sophia Smith achar Savannah de Melo, que finalizou com perigo para fora.
Mas aos 15 quem chegou foi a Holanda, e as europeias mostraram eficiência para abrir o marcador. Martens achou Pelova, que rolou para Roord, que finalizou cruzado no canto do gol defendido pela goleira Naeher. Com a desvantagem no placar, as norte-americanas até tentaram a reação, mais na base da vontade do que da organização. Com isso, as europeias abusaram da troca de passes para segurarem o placar inalterado até o intervalo.
Em uma partida na qual encontrava dificuldades para chegar ao gol com a bola rolando, os EUA conseguiram empatar em jogada de bola parada. Aos 16 minutos da etapa final a bola foi levantada na área em cobrança de escanteio e Horan se adiantou à defesa para fazer de cabeça.
A partir daí o jogo entrou em outra fase, na qual a Holanda claramente sentiu o gol e permitiu que as norte-americanas assumissem o controle. E os EUA abusaram nas jogadas pelas pontas, onde Sophia Smith e Trinity Rodman levavam perigo.
E foi justamente pela ponta direita que Trinity Rodman ganhou da marcação aos 21 e tocou em profundidade para Alex Morgan, que teve apenas o trabalho de bater na saída da goleira Van Domselaar. Mas o lance foi anulado por causa de posição de impedimento da atacante dos EUA.
A seleção norte-americana continuou dominando até o apito final, mas a Holanda conseguiu segurar a igualdade até o final.
NOVA ZELÂNDIA - Mesmo com mudanças na escalação com relação à estreia, o Japão voltou a garantir uma vitória tranquila na Copa do Mundo Feminina. E com boa atuação. O time asiático superou a Costa Rica por 2 a 0, na madrugada desta quarta-feira, em Dunadin, na Nova Zelândia. Naomoto e Fujino marcaram os gols do triunfo das japonesas.
A vitória garante a classificação do Japão no grupo C do Mundial. As japonesas chegaram a seis pontos, com sete gols de saldo, mesma pontuação da Espanha - que é líder por conta do gol a mais de saldo. Assim, o Japão precisa vencer o confronto direto com as europeias na próxima segunda-feira para avançar na primeira colocação. Zâmbia e Costa Rica, sem somar pontos até agora, estão eliminadas.
O Japão mais uma vez começou a partida em busca do ataque e conseguiu abrir o placar aos 24 minutos. Tanaka recebeu no meio e deu bom passe na esquerda para Naomoto, que entrou na área e bateu cruzado. E bastaram mais dois minutos para a diferença aumentar: Fujino pegou sobra após cruzamento na área, partiu para jogada individual e bateu forte, mesmo sem ângulo, para marcar.
Ainda no primeiro tempo e também na etapa final, o time japonês manteve o ritmo, criando chances em sequência. Ao todo, foram 23 finalizações, com 10 delas indo no alvo na partida. Na reta final, as asiáticas diminuíram o ritmo, com o resultado sob controle, e o placar não se alterou.
Redação do ge
AUSTRÁLIA - A Seleção Brasileira estreou com goleada na Copa do Mundo Feminina. Nesta segunda-feira (24), a equipe da técnica Pia Sundhage venceu o Panamá por 4 a 0, em Adelaide, na Austrália, com grande atuação da meio-campista Ary Borges.
A jogadora do Racing Louisville, dos Estados Unidos, marcou três gols e ainda deu assistência para mais um, de Bia Zaneratto.
Apesar do placar elástico, esta foi apenas a terceira melhor estreia do Brasil em Mundiais femininos. Na edição de 1999, bateu o México por 7 a 1. Em 2007, goleou a Nova Zelândia, 5 a 0.
Com o triunfo, a Seleção Brasileira assume a liderança do grupo F, com três pontos. França e Jamaica têm um, e o Panamá, zero.
Maior artilheira da história das Copas, Marta começou a partida no banco de reservas. A Rainha do Futebol entrou somente no fim da etapa final, justamente no lugar do destaque do jogo, Ary Borges, aplaudida pelos torcedores presentes no Hindmarsh Stadium.
Desde o início, o time brasileiro imprimiu um ritmo forte, pressionando as panamenhas e recuperando a bola com facilidade. Com o domínio da posse de bola, a equipe logou abriu vantagem no placar.
Debinha recebeu de Tamires na esquerda, cortou para o meio e cruzou na cabeça de Ary, que marcou o primeiro, aos 18 minutos. Aos 38, de novo em jogada pelo lado esquerdo, Ramires foi à linha de fundo e encontrou Ary Borges na pequena área. A camisa 17 cabeceou para a boa defesa da goleira Bailey, mas aproveitou o rebote para ampliar.
Com tranquilidade para construir a partir da troca de passes, o Brasil chegou ao terceiro ainda no início da etapa final, em bonita jogada coletiva — e novamente pela esquerda do ataque.
Debinha tabelou com Adriana e cruzou para o centro da área. Ary Borges, de frente para o gol, ajeitou e rolou para trás, e Bia Zaneratto chegou para finalizar e anotar o terceiro.
A artilheira da partida (e da Copa até aqui) fechou a vitória aos 24. Geyza cruzou e Ary, mais uma vez de cabeça, marcou o quarto.
A Seleção Brasileira volta a campo no sábado (29), contra a França, às 7h (de Brasília), em Brisbane, na Austrália.
Bruno Rodrigues, da CNN
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.