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Radio Sanca Web TV - Terça, 11 Agosto 2026

DIVINOLÂNDIA/SP - O CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, será vivenciado ao ar livre em Divinolândia (SP), no sábado (15/08), a partir das 18h, na Praça da Matriz Dr. Alcindo Cardoso de Paiva, no Centro. Em caso de chuva, o evento acontece no Salão da Igreja da Matriz. Com acesso gratuito e livre para todas as idades, a sessão de cinema aborda temas como sustentabilidade, ciências e tecnologia e, na telona, serão exibidos curtas-metragens e a aventura “A Pequena Sereia”. Os filmes contam com recursos de acessibilidade e, durante o evento, haverá distribuição de pipoca.

A 9ª edição do CineSolar é viabilizada pela Lei Rouanet, com patrocínio do Grupo CPFL Energia, que tem a State Grid como acionista majoritária, e apoio do Instituto CPFL e da Prefeitura Municipal de Divinolândia, por meio da Gerência Municipal de Cultura. A realização é da Brazucah Produções e do Ministério da Cultura.

O protagonista do projeto é o furgão do CineSolar, uma estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz. O veículo é adaptado com placas fotovoltaicas no teto e carrega todo o cinema: cadeiras, banquetas, sistemas de conversão e armazenamento de energia, som, projeção e a própria tela. Com luzes coloridas, decoração de material reciclado e objetos interativos (como laser e bola de plasma), o espaço ensina, de forma lúdica, como a luz do sol se transforma em energia elétrica.

“Acreditamos que a arte e o cuidado com o meio ambiente transformam vidas. Por isso, o CineSolar oferece acesso gratuito a um cinema movido a energia solar e ao ar livre. A ideia é trazer consciência ambiental de forma leve e lúdica. Nossa sessão vai além de assistir a filmes, é sobre viver momentos que conectam pessoas, histórias e sonhos”, diz Cynthia Alario, idealizadora do CineSolar.

O CineSolar e o CineSolarzinho integram a frente Circuito CPFL, do Instituto CPFL. Neste ano, no primeiro semestre, os projetos passaram por diversas cidades de São Paulo e de Minas Gerais. A partir de agosto, serão contemplados municípios do Rio Grande do Norte, Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo. A curadoria dos filmes aproxima o Brasil da China, que tem se consolidado como uma potência global no cinema.

Em algumas cidades, o projeto também realiza a Oficinema Solar on-line, que tem como objetivo sensibilizar os estudantes sobre as questões ambientais, introduzir aspectos básicos da linguagem audiovisual com a técnica de animação em stop motion. Com celular e tablet, as crianças e jovens constroem coletivamente a história, protagonizam e roteirizam um curta, que é exibido na sessão de cinema à noite para toda a população.

“O Circuito CPFL é guiado pela convicção de que cultura e sustentabilidade caminham juntas e têm o poder de transformar realidades. Ao apoiar o CineSolar, há mais de 10 anos, contribuímos para levar arte, ciência e tecnologia movidas a energia limpa de forma acessível às pessoas, criando momentos de encontro, pertencimento e aprendizado. São experiências gratuitas que ampliam oportunidades, fortalecem comunidades, gerando impactos positivos que permanecem para além da sessão de cinema”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.

 

PROGRAMAÇÃO

Divinolândia/SP

Sessões de Cinema

(filmes com recursos de acessibilidade)

Data: Sábado (15/08)

Horários: 18h - 1ª sessão: curtas-metragens 

                 20h - 2ª sessão: ‘A Pequena Sereia’

Entrada: livre - não precisa de ingresso

Atração: pipoca de graça e visita ao furgão do CineSolar

Local: Praça da Matriz Dr. Alcindo Cardoso de Paiva - Centro - Divinolândia/SP

Local em caso de chuva: Salão da Igreja da Matriz - Centro

Publicado em Outras Cidades

MANAUS/AM - O desmatamento na Amazônia teve queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Foram 2.874,38 km² de área sob alerta. É o menor valor desde 2016, quando iniciou a série histórica. Na medição do período anterior, a área sob alerta na região foi de 4.495 km².

O tamanho da área sob alerta é 55,6% inferior à média dos últimos dez ciclos, ou seja, de 2015/2016 a 2025/2026.

Os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) foram apresentados na tarde desta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, São Paulo. 

A divulgação dos dados coincide com o aniversário de 65 anos do instituto, completados no dia 3.

O Deter também analisou áreas de desmatamento no bioma Cerrado, apontando redução de 7,8%, com 5.119,46 km² de área identificados entre agosto de 2025 e julho deste ano. Diferente da Amazônia, nas áreas de Cerrado registradas, a maior parte é de propriedade privada.

O Deter utiliza imagens de satélite para identificar alterações na cobertura vegetal em grandes áreas. Os alertas emitidos pelo sistema permitem que os órgãos ambientais atuem com maior rapidez diante de indícios de desmatamento.

Entre os estados amazônicos, os maiores volumes de alertas de desmatamento foram registrados no Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²). 

Em relação ao ciclo anterior, o Pará apresentou redução de 25,5%; o Mato Grosso, de 49%; o Amazonas, de 46,7%; o Acre, de 35,3%; e Rondônia, de 41,2%. Em Roraima, os alertas registraram aumento de 32,5%.

Desmatamento

O ano de 2025 registrou queda de 20,1% no desmatamento em todo o Brasil, em comparação com 2024.

A redução no desmatamento ocorreu em todos os biomas do país. No recorte por biomas, a queda mais expressiva no desmatamento ocorreu no Pantanal. Em 2025, foi 65,4% menor do que no ano anterior. Em seguida, o Pampa, com uma redução de 41,7%.

Na Caatinga, o desmatamento caiu 34,3%. Na Amazônia a queda foi de 15,8% e no Cerrado, a redução foi de 11,5%.

Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Inpe. 

O Prodes faz o cálculo consolidado da taxa anual de desmatamento, funcionando como a referência oficial para medir a evolução da perda de vegetação ao longo do tempo.

A apresentação dos dados foi comentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no evento. Em sua fala, ele lembrou que o governo dos Estados Unidos usou o desmatamento no Brasil como justificativa para impor tarifas extras aos produtos brasileiros exportados aos EUA.

Lula disse, então, que queria tirar uma foto no evento, tendo como pano de fundo os dados de queda do desmatamento para “mandar para o Trump”.

“Eu vim fazer do aniversário de 65 anos do Inpe a minha bandeira de defesa contra os tarifaços dos Estados Unidos contra o Brasil. Agora, em cada correspondência que a gente mandar para os Estados Unidos, a gente manda os dados do Inpe”, afirmou.

Lula afirmou também que “ninguém, nem os Estados Unidos, levam a questão climática a sério como leva o Brasil”.

Repercussão

Em nota, o Observatório do Clima comemorou os números do Deter. 

“Os números apresentados hoje são históricos, fruto de políticas sérias de proteção ambiental, e provam que é plenamente possível cumprir o compromisso assumido pelo país de zerar e reverter o desmatamento até 2030”, disse Marcio Astrini, secretário-executivo da entidade.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) também considera os números significativos para buscar a meta de zerar o desmatamento na região.

“Os dados do Deter indicam uma consolidação da redução do desmatamento na Amazônia, o que é muito positivo. Temos a menor taxa do Prodes desde que começou a ser medida”, disse Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam.

“Isso mostra a possibilidade de o país realmente continuar seguindo uma trajetória para alcançar o desmatamento zero. Prova que é possível reduzir o desmatamento na Amazônia, mesmo com todas as adversidades como as mudanças climáticas e o El Niño”, avalia a diretora do Ipam.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Natureza

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