Moção de Congratulação foi entregue durante sessão ordinária desta terça-feira, 26 de maio
SÃO CARLOS/SP - Na última terça-feira (26) a educação infantil de São Carlos recebeu um importante reforço. O vereador Gustavo Pozzi viabilizou a destinação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para a Creche Aracy Pereira Lopes.
O recurso financeiro será integralmente revertido em benfeitorias para a unidade escolar, com o objetivo de aprimorar a infraestrutura e garantir um ambiente ainda mais seguro, acolhedor e estimulante para as crianças atendidas e para o corpo docente.
Para o vereador Gustavo Pozzi, o investimento na base da educação é prioridade absoluta de seu mandato.
"Investir na primeira infância é garantir um futuro melhor para a nossa cidade. A Creche Aracy Pereira Lopes realiza um trabalho de excelência com as nossas crianças, e esses R$ 50 mil chegam para somar, permitindo melhorias que impactam diretamente o dia a dia dos alunos e a tranquilidade dos pais", destacou o parlamentar.
Vale destacar que o apoio do parlamentar à entidade é contínuo, sendo que o vereador destina verbas e recursos para esta instituição desde 2019, somando um valor total de R$ 165.000,00 (cento e sessenta e cinco mil reais) investidos até agora, reforçando sua parceria com a melhoria do local.
Com essa destinação, o vereador reafirma seu compromisso com a educação pública de qualidade, fiscalizando e direcionando os recursos públicos para onde a população mais precisa.
SÃO PAULO/SP - A cantora Mariah Carey vai se apresentar em São Paulo ainda neste ano, segundo um cartaz que está sendo "descongelado" ao longo desta semana, na avenida Paulista, como parte de uma ação publicitária do banco Itaú e da produtora 30e.
O cartaz está dentro de vários blocos de gelo, que devem derreter por completo nesta tarde.
Fãs nas redes sociais especulam, a partir das imagens, que a apresentação ocorrerá em novembro, também com uma possível data no Rio de Janeiro. Pela manhã, já era possível ver pedaços do rosto da artista, o seu nome e datas com o mês 11. Ainda não foram divulgadas informações sobre local ou ingressos.
A temática do gelo remete, lembraram os fãs, à brincadeira que a cantora faz nas redes sociais quando sua canção natalina, "All I Want for Christmas Is You", de 1994, volta às paradas na época do Natal. Mariah costuma publicar vídeos em que é "descongelada" com a chegada do mês de dezembro.
A passagem mais recente de Carey pelo Brasil foi no ano passado, com um show em setembro durante o The Town, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, e também com uma apresentação especial em Belém, num palco montado no rio Guamá.
por Folhapress
AMÉRICO BRASILIENSE/SP - A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira uma operação que terminou com a prisão em flagrante de um homem de 23 anos suspeito de envolvimento com circulação de dinheiro falso em Américo Brasiliense.
A ação foi coordenada pela delegacia da Polícia Federal de Araraquara durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal.
Segundo informações divulgadas pela corporação, os agentes localizaram na residência do investigado 75 cédulas falsificadas, que somavam R$ 7.600 em dinheiro falso.
O suspeito foi encaminhado até a sede da Polícia Federal em Araraquara, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária. Após o registro da ocorrência e a formalização do flagrante, ele permaneceu preso e à disposição da Justiça Federal.
A Polícia Federal destacou que o combate à falsificação e distribuição de moeda falsa segue como uma das prioridades da instituição, devido aos prejuízos financeiros causados à economia e aos riscos gerados para comerciantes e consumidores.
SÃO PAULO/SP - Flaco López deve fazer seu último jogo com a camisa do Palmeiras antes da parada para a Copa do Mundo nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), contra o Junior Barranquilla. O atacante argentino puxa a fila dos selecionáveis para tranquilizar o time na Conmebol Libertadores.
A situação é simples: vencer a equipe colombiana no Allianz Parque e garantir a classificação às oitavas de final. A possibilidade de terminar como líder depende de uma derrota do Cerro Porteño diante do Sporting Cristal, no outro jogo do Grupo F.
Além dele, outros jogadores que podem ser convocados também participarão pela última vez antes da Copa do Mundo. São eles: Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Maurício, Emiliano Martínez e Giay. Piquerez já foi liberado para seguir tratamento no Uruguai, e Jhon Arias está na lista da Colômbia.
A Fifa marcou o dia 25 de maio como data-base para a liberação dos jogadores às respectivas seleções, mas, após acordo com a Conmebol, ficou definido que os atletas poderiam participar da última rodada da fase de grupos de Libertadores e Copa Sul-Americana.
Ao contrário dos outros citados, no entanto, Flaco López pode estar vivendo seus últimos momentos no Palmeiras. O centroavante é um dos nomes com expectativa de receber propostas na janela de transferências.
O argentino vive o melhor momento da carreira nesta temporada. São 14 gols e seis assistências, a maior parte decisiva para os planos do Palmeiras, em 34 partidas. Faltam apenas nove gols para igualar a marca de 2025, com 30 jogos a menos.
A boa temporada fez com que ele recebesse sondagens do exterior na última janela de transferências, mas o Palmeiras fechou as portas para negócios. Agora, mais valorizado e próximo da Copa do Mundo, o cenário é um pouco diferente.
O Palmeiras não quer vender Flaco López, mas, em caso de proposta extremamente vantajosa, precisará entender as possibilidades com o estafe do atacante. O jogador foi comprado em 2022 por 7 milhões de dólares, cerca de R$ 35 milhões na cotação da época.
A avaliação de mercado do argentino triplicou no período e pode aumentar ainda mais com a convocação para representar a Argentina na Copa do Mundo. O ge apurou que a resistência interna à venda é tão grande que o Palmeiras sequer estipulou um valor mínimo para negociar.
Por Guilherme Xavier / ge
BRASÍLIA/DF - O recente vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou na terça-feira (26) a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações da Previdência Social.
As informações foram divulgadas na reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).
Segundo a empresa, cerca de 98% dos dados acessados pertenciam a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram informações expostas durante o incidente de segurança ocorrido em abril.
O número divulgado agora é superior à estimativa inicial apresentada por técnicos do Instituto Nacional do Seguro Social, que mencionava cerca de 2 milhões de registros afetados.
De acordo com a Dataprev, os acessos indevidos envolveram CPFs e datas de nascimento de segurados.
A estatal explicou que um mesmo CPF pode ter sido consultado mais de uma vez, o que ajuda a explicar o volume elevado de acessos registrados.
Segundo a empresa, não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados.
A investigação preliminar aponta que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.
Segundo Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no CNPS, uma área que deveria exigir login estava acessível sem autenticação.
“Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, afirmou. O incidente, segundo ele, durou apenas um dia.
A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A empresa afirmou ainda que desenvolve novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa.
“Como medida de proteção adicional, a Dataprev implementou novos controles de segurança com limites de acesso”, informou a estatal.
Em nota, o INSS informou que a concessão de benefícios possui diferentes etapas de validação e segurança.
“A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, afirmou a autarquia.
O vazamento foi identificado em 22 de abril, mas tornou-se público apenas na semana passada. Segundo a Dataprev e o INSS, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada logo após a descoberta do problema.
O caso levantou preocupação entre especialistas em segurança digital por causa da quantidade de dados expostos.
Embora o governo afirme que não houve concessão irregular de benefícios, especialistas alertam que informações vazadas podem ser usadas em golpes e fraudes financeiras.
O banco de dados do INSS reúne informações pessoais de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, incluindo vínculos empregatícios e dados cadastrais.
Essa não é a primeira falha de segurança envolvendo sistemas do INSS.
Em 2024, o instituto confirmou outro incidente que expôs informações sigilosas de aposentados e beneficiários de programas assistenciais.
Na ocasião, o governo também afirmou ter reforçado os mecanismos de proteção dos sistemas previdenciários.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, mais uma vez, a análise da admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos.
A reunião deliberativa começou por volta das 11h, no plenário 1, mas foi interrompida após pedido de vista dos deputados Sâmia Bomfim (PSOL-RJ), Érika Kokay (PT-DF), Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Orlando Silva (PCdoB-SP).
Na semana passada, a análise da admissibilidade da proposta foi adiada por causa do início da Ordem do Dia no Plenário. Com isso, as demais votações na Casa, como em comissões, são interrompidas.
A proposta é de autoria do ex-deputado Gonzaga Patriota (PE). O parecer apresentado pelo relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), é favorável à admissibilidade da PEC na CCJ, com emendas.
De acordo com o texto, jovens com 16 anos passariam a responder criminalmente por seus atos como adultos, tendo de cumprir pena em presídios.
Atualmente, jovens que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas pelo limite de três anos, estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país tem cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade.
Esse número corresponde a menos de 1% do total de jovens no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
*Com informações da Agência Câmara
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Escolas de todo o país – públicas ou privadas – precisam repassar ao Ministério da Educação (MEC), a partir desta quarta-feira (27), dados sobre matrícula, turmas, profissionais e infraestrutura. As informações devem ser inseridas na plataforma Educacenso até 31 de julho.
Promovido anualmente, o censo é a principal pesquisa estatística da educação básica brasileira e abrange as diferentes etapas da educação básica e profissional:
O MEC explica que a responsabilidade pela declaração das informações é dos diretores escolares, responsáveis pela exportação dos dados, e dos gestores municipais, estaduais e do Distrito Federal.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estabeleceu as datas das duas etapas do Censo Escolar da Educação Básica, no Brasil.
A primeira destina-se a coletar informações sobre os estabelecimentos de ensino, gestores, turmas, alunos e profissionais escolares em sala de aula.
A segunda busca coletar informações sobre o rendimento escolar dos alunos, no fim do ano letivo.
Os dados preliminares serão enviados ao Ministério da Educação (MEC) em 27 de agosto para publicação no Diário Oficial da União.
Após essa publicação, o sistema será reaberto durante 30 dias para conferência dos gestores de educação para ratificação ou eventual correção das informações declaradas.
O cronograma também prevê períodos específicos para verificação dos dados pelos gestores educacionais e confirmação de matrículas duplicadas no módulo próprio do Educacenso.
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais produtos de disseminação estatística da Educação Básica ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027.
O Censo Escolar ocorre de forma descentralizada, por meio de uma colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.
Os dados coletados contribuem para orientar a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas educacionais, além de servirem como referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.
Parte dos indicadores também serve de referência para o monitoramento e cumprimento das metas do Plano Nacional da Educação (PNE) e para que os atores educacionais possam acompanhar a efetividade das políticas públicas educacionais do Brasil.
AGÊNCIA BRASIL
PONTAL DO PARANÁ/PR - A oceanógrafa Fernanda Possatto apresenta uma bancada repleta de lixo plástico encontrado em 14 praias do litoral do Paraná. Segundo ela, esses são os resíduos fáceis de se ver. No entanto, a pesquisa dela destaca outra preocupação presente no mar, muito mais difíceis de se visualizar: os microplásticos.
Um levantamento conduzido pela pesquisadora aponta que 93,6% de uma amostra de peixes coletados em feiras e mercados do litoral paranaense apresentam microplásticos no trato digestivo.
Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentaram partículas. A maior contaminação ocorreu em peixes demersais, que vivem em contato direto com o fundo do mar. Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros (mm), vestígios de produtos feitos com plástico e que foram consumidos pelos peixes examinados.
“Isso não significa que os peixes não podem ser ingeridos, porque a gente não está falando de saúde alimentar ainda, mas isso já é um indício de que a gente precisa estudar melhor esses impactos”, disse ela a jornalistas na sede da Associação Mar Brasil, uma organização sem fins lucrativos.
“A gente não está falando ainda de risco para saúde humana porque hoje a gente não come o trato, não come o estômago, a gente come o músculo”, tranquiliza.
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A pesquisadora Fernanda Possatto, do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), fala sobre o trabalho com resíduos de lixo no mar - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A sede da Mar Brasil fica na cidade de Pontal do Paraná, em uma praia de frente para a turística Ilha do Mel. A organização desenvolve o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras.
Perto dali, há ambientes com características diversas, como a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; áreas contínuas de manguezais; e o Porto de Paranaguá, que atrai constantemente frotas de navios.
A pesquisadora Fernanda defende a necessidade de novos estudos para identificar o efeito do microplástico nos peixes.
“Quanto dos componentes tóxicos que existem desse microplástico presente no estômago pode ser absorvido pelos tecidos musculares das espécies de peixes?”, indaga.
Ela cita que outros estudos apontaram que os fragmentos podem liberar substâncias tóxicas que resultam na alteração da fecundidade dos animais e surgimento de tumores.
“Tudo isso ainda está sendo analisado e estudado.”
Os microplásticos são fragmentos do material maior, o plástico, que sob efeito do tempo e da irradiação solar, se quebram em micropartículas e acabam ficando na água, no solo e no ar, chegando à cadeia alimentar.
Essas partículas podem surgir de lixo no mar, como embalagens e garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, aliás, são fontes de elementos químicos presentes nesses fragmentos.
Uma pesquisa brasileira chegou a encontrar microplásticos em placentas e cordões umbilicais.
A Organização Mundial da Saúde reconhece que o mundo enfrenta problemas relacionados à presença de microplástico e defende mais pesquisas sobre o efeito dos fragmentos na saúde humana.
Os estudos do Rebimar identificaram a presença do microplástico também em aves que têm contato com o mar. Foram analisadas gaivotas e corujas-buraqueiras. O levantamento foi feito por meio de análise de material regurgitado (expelido do estômago ou do papo) pelas aves vivas.
Em 69% delas, foram notados fragmentos. “Se você nota que a cada dez indivíduos, sete têm microplástico, é muito alto”, pontua a oceanógrafa.
Fernanda Possatto, que trabalha com pesquisas ligadas ao lixo no mar, contextualiza que o microplástico é encontrado tanto em áreas com bastante presença humana, como nos arredores do Porto de Paranaguá, com em áreas preservadas ambientalmente.
Para ela, é um indicativo de que “fronteira geográfica não existe para a questão do plástico”. Ela explica que os fragmentos são transportados por correntes, ventos e marés.
“Tudo isso influencia na presença. Faz com que seja um problema sistêmico.”
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Expedição da equipe de pesquisadores do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) conduz captura para monitoramento de tartarugas-verdes, na Ilha das Cobras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A oceanógrafa acrescenta que a pesquisa pode fornecer informações para que autoridades públicas tracem limites para a presença de microplástico em humanos.
“A gente não tem hoje um índice que nos diz se 1 microplástico por metro cúbico de água é aceitável”, exemplifica. “Estamos em um processo de construção desses índices.”
Para a pesquisadora do Rebimar, caminhos para mitigar o problema do microplástico no meio ambiente passam por ações da indústria e consumo consciente do plástico.
“Não tem uma solução única. A gente tem que pensar em vários leques de atuação, desde a sensibilização com a educação ambiental até a fonte mesmo que é a produção do plástico.”
Outra ponta do projeto ambiental é o monitoramento de tartarugas-verdes, uma das sete espécies desses animais marinhos do mundo e uma das cinco registradas no Brasil.
Pelo menos três vezes ao ano, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) capturam e analisam a saúde das tartarugas. Desde 2014, foram feitas 435 capturas, sendo 313 indivíduos, ou seja, cerca de 120 foram observadas mais de uma vez.
A bióloga Camila Domit, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR, revela que 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral paranaense tinham lixo no trato digestivo.
“É assustador”, enfatiza ela. “Dependendo da quantidade de lixo, pode levar o animal a óbito”, esclarece.
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A pesquisadora Camila Domit instala dispositivo para monitoramento em uma tartaruga-verde como parte do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), no Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Camila acrescenta que, além da quantidade, o tipo de resíduo é uma complicação.
“A gente encontra uma série de plásticos rígidos que causam rompimento, lesões mais graves no trato digestivo desses animais”, descreve.
Os estudos da UFPR e do Rebimar mostram que cerca de mil tartarugas são encontradas mortas anualmente nas praias monitoradas. De cada dez, sete são vítimas de interação com a pesca.
A bióloga relaciona o lixo no mar com a vulnerabilidade das tartarugas.
“O animal come o lixo, fica debilitado, fica mais flutuando porque não consegue defecar, não consegue se alimentar bem e, então, a interação com a pesca acontece”, detalha.
O projeto utiliza tecnologias como rastreamento por satélite e acústico para acompanhar trajetos e costumes dos animais marinhos.
De acordo com Camila Domit, as evidências científicas do Rebimar fornecem subsídios para que autoridades tomem decisões que favorecem a preservação dos animais.
Ela lembra que o conhecimento científico dessas pesquisas contribuiu para que a Ilha das Cobras, na Baía do Paranaguá, fosse transformada em parque estadual para conservação da espécie.
“Quando você tem dados científicos, o processo da gestão é muito melhor”, conclui.
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Tartaruga-verde monitorada pelo Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), na Ilha das Cobras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Rebimar faz parte do Programa Socioambiental da Petrobras desde 2009 e conta com aporte de R$ 6 milhões para um período de quatro anos, que pode ser habilitado para novo ciclo de investimento.
A gerente setorial de integração de projetos ambientais da estatal, Michele Cardoso, destaca o caráter de continuidade do apoio.
“É importante ter nessa carteira de projetos parcerias de longo prazo que dão essa robustez e solidificam os compromissos do programa”, diz.
*Repórter e fotógrafo viajaram a convite da Petrobras.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - As mulheres mais velhas e empregadas são as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil. Um levantamento inédito divulgado pela Blis Data em homenagem ao Mês das Mães comprova essa realidade entre as brasileiras que têm filhos.
A Blis Data possui o maior banco de dados de pacientes em tratamento canábico da América Latina.
As mulheres de 55 a 64 anos lideram o segmento no país e representam 28,2% do total de pacientes. O grupo de 45 a 54 anos aparece em seguida, com 27,2%. Juntos, esses dois grupos representam mais da metade das mulheres consumidoras de cannabis medicinal no Brasil.
As pacientes de 35 a 44 anos ocupam a terceira posição, com 18,7%. O grupo de mulheres com mais de 65 anos representa 16,3% do mercado, enquanto as mais jovens, de 18 a 34 anos, ocupam o último lugar, com apenas 9,6%.
A maior parte delas trabalha (79,9%) e se exercita regularmente (75,1%). Todas as regiões do país estão representadas na apuração. Contudo, Sudeste (61,6%) e Sul (19,7%) totalizam 81,3% do total de pacientes.
A pesquisa trabalhou com uma amostragem de 7.092 pessoas - número obtido a partir da seleção de pessoas do gênero feminino e que têm filhos dentro de uma base original de 70 mil registros de indivíduos que usam medicamentos canábicos sob prescrição médica.
Os distúrbios do sono e a dor crônica são as queixas mais frequentes nas consultas médicas e motivam 28,9% e 16,3% dos tratamentos, respectivamente. A saúde mental também se destaca como um motivo relevante para o uso da cannabis medicinal. O transtorno de ansiedade responde por 14,9% dos casos, e a depressão representa 9,2%.
As pacientes também procuram alívio de sintomas de fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção Com Hiperatividade (TDAH), entre outras doenças ou condições.
Sete em cada dez mães combinam os remédios provenientes da planta com medicamentos convencionais. Além disso, 50% das participantes da pesquisa declararam que nunca haviam utilizado cannabis antes de iniciar o tratamento médico prescrito.
Os dados completos da pesquisa estão disponíveis para consulta no site especial da Blis Data.
AGÊNCIA BRASIL
Iniciativa gratuita voltada a gestores de RH e lideranças empresariais discutirá, nesta quinta-feira, riscos psicossociais, segurança jurídica e prevenção nas empresas
SÃO CARLOS/SP - A atualização da NR-1 e os impactos relacionados aos riscos psicossociais no ambiente corporativo têm gerado dúvidas, preocupações e debates entre empresas de diferentes setores. Para discutir os desafios e reflexos da norma nas organizações, será realizada, nesta quinta-feira (28), às 8h30, a palestra gratuita “NR 01 – Quais os impactos ao empregador”, voltada a profissionais de RH, lideranças empresariais, jurídico e segurança do trabalho. A iniciativa marca o início da parceria entre o CIESP São Carlos e a Roca Imóveis.
O encontro abordará os reflexos da atualização da NR-1 na relação entre empresas e colaboradores, especialmente em temas ligados aos riscos psicossociais, passivo trabalhista, segurança jurídica e gestão preventiva nas organizações. A palestra será conduzida pelo engenheiro Marcelo Barreto, especialista em Saúde e Segurança no Trabalho (SST) e perito judicial da Justiça do Trabalho, com mais de 20 anos de atuação na área e experiência em mais de 1.200 processos trabalhistas.
Entre os temas abordados estarão fatores de riscos psicossociais nas empresas, conexões entre a NR-1 e outras normas regulamentadoras, documentação preventiva e estudos de caso voltados à tomada de decisão nas organizações.
Para o diretor titular do CIESP São Carlos, Paulo Giglio, a parceria surge da necessidade de aproximar diferentes setores em torno de demandas comuns da indústria regional. “Nós observamos que existe uma necessidade muito grande das indústrias, tanto na busca por áreas para expansão quanto em serviços voltados aos colaboradores das empresas. A Roca já possui uma trajetória consolidada em São Carlos e acreditamos que essa parceria pode contribuir bastante para os associados e para o fortalecimento do setor industrial”, afirma.
Segundo ele, a aproximação também abre espaço para projetos conjuntos voltados à comunidade. “É uma parceria que pode fortalecer a indústria, o setor imobiliário e também a sociedade de São Carlos, inclusive com iniciativas sociais e ações voltadas ao dia a dia das pessoas”, acrescenta.
De acordo com o diretor da Roca Imóveis, Frederico Oehlmeyer, a iniciativa busca ampliar o diálogo entre a empresa e o setor produtivo regional. “Entender a dinâmica da indústria e as necessidades desse setor nos ajuda a construir soluções mais adequadas. A ideia é apoiar desde demandas relacionadas à locação de imóveis até projetos de expansão industrial, auxiliando empresas na busca por áreas, documentação e possibilidades de crescimento. Sabemos que quando as empresas crescem, a geração de empregos aumenta”, explica.
Frederico destaca ainda que a parceria também prevê iniciativas de integração entre empresas e ações sociais. “Hoje já temos mais de 70 empresas conectadas em projetos colaborativos e também em campanhas de filantropia, como arrecadação de tampinhas e lacres para apoiar melhorias na área SUS da Santa Casa. A ideia é ampliar esse movimento junto à indústria”, destaca.
Para o vice-diretor do CIESP São Carlos, Emerson Chu, a iniciativa também abre espaço para novas conexões entre o setor industrial e diferentes áreas de atuação da cidade. “A indústria possui demandas muito amplas e essa parceria mostra justamente como diferentes setores podem contribuir com soluções e projetos em conjunto. Hoje a Roca chega para preencher uma lacuna relacionada ao setor imobiliário, mas essa aproximação também pode estimular novas parcerias e iniciativas voltadas ao fortalecimento da indústria regional. Fortalecer a indústria significa também contribuir para o desenvolvimento regional, geração de oportunidades e movimentação da economia local. Os reflexos acabam chegando diretamente à sociedade”, ressalta.
Já a gerente comercial da Roca Imóveis, Silvana David, destaca que o evento sobre NR-1 inaugura uma agenda de ações voltadas especialmente aos setores de RH e gestão de pessoas das empresas associadas. “A ideia é promover encontros e conexões que contribuam com o dia a dia das empresas, trazendo informações relevantes e aproximando profissionais de diferentes áreas. A discussão sobre a NR-1 é um tema muito atual e importante para as organizações”, finaliza.
As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser realizadas pelo link: https://eventos.ciesp.com.br/?utm_source=chatgpt.com#/event/7bbe2663-b411-4a1f-bd75-74b8e1bbd9cb
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