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Redação

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 Jornalista/Radialista

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PEQUIM - Os futuros do vergalhão de aço na China recuaram nesta segunda-feira, na terceira sessão consecutiva de queda após os preços terem saltado para máximas histórias na semana passada, levando reguladores a aumentar fiscalizações.

Dados nesta segunda-feira também mostraram uma produção mensal de aço bruto recorde na China em abril, apesar dos esforços do governo para incentivar cortes de produção.

Os preços do aço em alta forçaram algumas empresas de construção a desacelerar compras de metais, enquanto algumas exportadoras, impactadas pelos preços de commodities em elevação, tiveram que passar os maiores custos para os consumidores.

Reguladores em Xangai e no pólo siderúrgico de Tangshan alertaram na sexta-feira usinas locais contra a manipulação de preços, conluio ou outras irregularidades que possam atrapalhar a ordem do mercado, o que espera-se que ajude a manter os preços sob controle.

O vergalhão de aço mais negociado na Bolsa de Futuros de Xangai, para entrega em outubro, caiu 2,9%, para 5.596 iuanes (869,32 dólares) a tonelada no fechamento. Isso se compara a um fechamento recorde de 6.171 iuanes na última quarta-feira.

As bobinas laminadas a quente, usadas no setor de manufatura, também caíram 5,1%, para 5.949 iuanes por tonelada, após fechamento recorde de 6.683 iuanes na quarta-feira.

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A Fitch Ratings disse em uma nota que espera "o rali no preço do aço da China desacelere nas próximas semanas, à medida que o verão se aproxima, já que a temporada tende a apresentar menor demanda downstream devido às atividades de construção mais moderadas".

Mas a agência acrescentou que os altos preços do minério de ferro e novas restrições ambientais podem manter os preços do aço elevados.

Os futuros de minério de ferro de referência na bolsa de Dalian com entrega em setembro, por sua vez, subiram 0,9%, para 1.198 iuanes por tonelada.

 

 

*Por Min Zhang e Shivani Singh / REUTERS

EUA - Quando falamos de vida selvagem, para os animais vale quase tudo para sobreviver e se alimentar. Se você está curioso, um vídeo compartilhado recentemente pelo perfil do Instagram The Real Nature Page mostra como um embate entre um tigre e um javali é interrompido por um crocodilo.

Na gravação, que em pouco tempo de publicada já superou as 130 mil visualizações, pode-se perceber que o felino está tentando garantir seu almoço, quando é surpreendido pelo réptil que também tenta ganhar um pedaço da presa.

Ao se ver diante da situação com mais um predador, o tigre sai arrastando o javali, que tenta de todas as formas escapar do ataque.

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Vídeo rendeu diversos comentários

É isso aí! Os internautas aproveitaram a oportunidade para compartilhar suas impressões sobre as imagens, deixando mensagens como:

  • “Aquele tigre teria sido o almoço se não tivesse se virado quando o fez”;
  • “Nossa, parece cena de filme”;
  • “Ei, pare com isso, nós queremos uma luta limpa”.

Preparado para ver como tudo aconteceu? Confira a seguir o vídeo divulgado no Instagram.

 

 

*Por: Leandro Luz / METRO

EUA - As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte de mulheres no mundo, representando 35% dos óbitos anuais, alertam especialistas na revista médica The Lancet, criticando o pouco reconhecimento dado a essas patologias nas mulheres.

No artigo, que cita dados de 2019 na escala global sobre prevalência, mortalidade e fatores de risco em mulheres, 17 especialistas pedem medidas urgentes, como diagnóstico precoce e programas de saúde específicos em regiões populosas e subdesenvolvidas, para reduzir em um terço as mortes prematuras por doenças não transmissíveis, incluindo as cardiovasculares, até 2030.

Em 2019, segundo nota da The Lancet, cerca de 275 milhões de mulheres tiveram uma doença cardiovascular em todo o mundo. A isquemia cardíaca e o Acidente Vascular Cerebral foram as que mais mataram mulheres, representando, respectivamente, 47% e 36% das mortes associadas.

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O Egito, Irã, Iraque, a Líbia, o Marrocos e os Emirados Árabes Unidos figuram na lista de países com as taxas mais altas de doenças cardiovasculares entre mulheres, enquanto a Bolívia, o Peru, a Colômbia, o Equador e a Venezuela têm as taxas mais baixas.

Apesar de a prevalência mundial de doenças cardiovasculares nas mulheres ter diminuído desde 1990, países populosos como a China, Indonésia e Índia registraram aumento, respectivamente de 10%, 7% e 3% de casos.

A Ásia Central, Europa do Leste, o Norte da África, o Oriente Médio e a África Subsaariana Central são as regiões com as taxas de mortalidade mais altas, mais de 300 mortes por 100 mil mulheres.

Em contrapartida, a Europa Ocidental, América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné e algumas ilhas vizinhas no Pacífico, além da América Andina (Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Chile e Venezuela) são as regiões com taxas de mortalidade mais baixas, menos de 130 por 100 mil mulheres.

Hipertensão, colesterol elevado, menopausa precoce e complicações na gravidez são apontados como fatores de risco nas mulheres.

De acordo com os especialistas, as doenças cardiovasculares continuam, apesar das más estatísticas, a ser "pouco estudadas e pouco reconhecidas" nas mulheres.

 

 

*Por RTP

BRASÍLIA/DF - Com a morte de Bruno Covas (PSDB-SP), vítima de um câncer aos 41 anos, o MDB assume pela primeira vez, no período democrático, o comando da prefeitura de São Paulo. Ricardo Nunes (MDB), que concorreu como vice do tucano nas eleições de 2020, agora exerce o posto. Isso significa que o partido vai comandar o quinto maior orçamento do Brasil, que supera 24 estados.

O MDB nunca teve muita expressão na capital paulista. Durante a ditadura militar, o então PMDB teve dois prefeitos biônicos, que eram nomeados pelos governadores após ratificação da Assembleia Legislativa: Francisco Altino Lima, que ficou no cargo por 57 dias em 1983, e Mário Covas, avô de Bruno, prefeito da capital paulista entre 11 de maio de 1983 e 31 de dezembro de 1985.

O cargo de prefeito de São Paulo é cobiçado e dá visibilidade nacional. Os três antecessores de Covas na função, João Doria (PSDB), Fernando Haddad (PT) e Gilberto Kassab (PSD,) são hoje nomes relevantes nacionalmente e têm influência na eleição presidencial de 2022.

Ao Estadão, o prefeito Ricardo Nunes reforçou que vai dar continuidade à gestão de Bruno Covas. O emedebista se valeu do bordão "Força, Foco e Fé", que virou marca registrada do tucano. A expectativa é que, pelo menos em um primeiro momento, a equipe de secretários seja mantida.

"A eleição PSDB/MDB liderada pelo Bruno apresentou as nossas propostas para cidade e vou, somente, dar continuidade. Trabalhar muito, junto à nossa equipe, para honrar a memória do Bruno, nosso grande líder. Força, Foco e Fé", afirmou Nunes.

Em 2020, o MDB conquistou o maior número de prefeituras no País (784). A legenda também detém o comando da maior quantidade de capitais (5). Ano passado, o partido venceu com Sebastião Melo, em Porto Alegre (RS), Maguito Vilela, em Goiânia (GO), Dr. Pessoa, em Teresina (PI), Arthur Henrique, em Boa Vista (RR) e Emanuel Pinheiro, em Cuiabá (MT).

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Maguito, porém, morreu de covid-19 e nunca chegou a assumir o cargo, que é exercido por Rogério Cruz (Republicanos). Com a ida de Ricardo Nunes para cadeira no Edifício Matarazzo, o MDB passa a administrar 35 milhões de habitantes, a maior quantidade de pessoas geridas por um partido no País.

O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), declarou que a legenda vai dar todo o suporte possível para Nunes administrar a capital paulista. Baleia afirmou estar bastante triste com a morte de Bruno Covas e lembrou que exerceu junto com ele o mandato de deputado estadual, além de sempre estarem dentro do mesmo grupo político na cidade.

"(Ricardo Nunes) Terá todo apoio do partido para manter toda equipe que está fazendo um belo trabalho na capital, buscando executar o plano apresentado por Bruno e Ricardo na campanha", afirmou o presidente do MDB ao Estadão.

O líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões (AL), foi na mesma linha do que disseram Nunes e Baleia: “A expectativa é que o prefeito, assumindo em uma adversidade dessa, deverá dar uma linha de continuidade, tem uma sintonia muito grande com o prefeito Bruno, logicamente imprimindo seu estilo. Não há o que comemorar, muito pelo contrário. A consequência no cenário (o MDB no cenário nacional), isso aí o tempo dirá dentro do trabalho que ele fizer lá".

Respeitado na Câmara Municipal, onde passou oito anos como vereador, mas classificado como “inexperiente” para a nova função, Nunes diz ter como “trunfo” o conhecimento, em detalhes, das contas municipais. Quando parlamentar, participou ativamente da elaboração das sete das oito leis orçamentárias aprovadas durante seus dois mandatos, além de CPIs com foco fiscal.

Ao se sentir confortável na cadeira, o emedebista vai não somente passar a ditar as regras para o uso dos recursos públicos como também anunciar ações prioritárias. Considerado conservador e mais à direita no espectro político do que Covas, o novo prefeito pretende, por exemplo, lançar mão de parcerias com entidades religiosas para convencer usuários da cracolândia a aceitar tratamento e moradores de rua a desmontar suas tendas e aceitar abrigo em albergues da cidade.

Na condução de medidas relacionadas à pandemia, a expectativa é a de seguir os critérios técnicos utilizados até aqui pela Prefeitura para liberar mais alunos nas salas de aula, por exemplo, ou ampliar a ocupação de estabelecimentos comerciais.

 

3 perguntas para Marco Antonio Teixeira, cientista político

1. O que significa para a distribuição de forças políticas na capital a chegada de Ricardo Nunes e do MDB à Prefeitura de São Paulo?

Ao assumir a capital, Nunes pode tirar o MDB do ostracismo em São Paulo. O último candidato competitivo da legenda na cidade foi João Leiva, que, em 1988, ficou em terceiro lugar na disputa vencida por Luiza Erundina. Hoje, a bancada tem apenas dois vereadores, e o próprio Nunes teve uma atuação discreta na Câmara (municipal), compondo a base governista com o poderoso atual presidente do Legislativo paulistano, Milton Leite (DEM).

 

2. O MDB tende a conquistar mais espaço na administração, com cargos de primeiro escalão?

É preciso dar tempo ao luto. Só mais tarde será possível entender como vão se compor as forças. Até porque Nunes tem mais vínculo político com Milton Leite do que com o próprio MDB. Nunes era do ‘centrão’ da Câmara, forjado por Leite. Por enquanto, entendo que o protagonismo da Prefeitura continuará sendo do PSDB. Não vejo condições de o MDB reivindicar mais espaço na gestão. O fato é que Leite tende a ampliar seu poder junto à Prefeitura. É ele quem garante a governabilidade na Câmara.

 

3. E como fica o PSDB?

O governador João Doria tende a dominar o PSDB em São Paulo, sem figura capaz de rivalizar com ele. Bruno Covas era o único que poderia de fato cumprir esse papel na cidade e no Estado. / MARIANA CAETANO

 

 

*Por: Lauriberto Pompeu / ESTADÃO

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