BRASÍLIA/DF - Levantamento do Instituto Update sobre 12 candidaturas à Presidência da República mostra que propostas dirigidas às mulheres estão presentes em diferentes campos políticos e se concentram principalmente em quatro temas: violência, saúde e cuidado.
No entanto, tiveram menos espaço questões ligadas à participação política, à presença das mulheres nos espaços de poder, à segurança no ambiente público ou autonomia.
“Os programas reconhecem problemas que afetam diretamente as mulheres, mas avançam menos quando se trata de incorporá-las como sujeitos de decisão e de pensar sua experiência cotidiana de forma mais ampla”, afirmou Carol Althaller, diretora executiva do Instituto Update.
A análise considerou apenas propostas explicitamente relacionadas às mulheres. Políticas universais de segurança, emprego, saúde, educação ou transporte não foram contabilizadas automaticamente como políticas para mulheres.
“Outro ponto importante é diferenciar a presença de um tema de uma proposta de fato estruturada. Em vários casos, há referências relevantes, mas com pouco detalhamento sobre implementação, metas, instrumentos ou articulação com políticas já existentes”, destacou a diretora executiva.
A pesquisa concluiu que as mulheres aparecem mais como destinatárias de políticas do que participantes do poder. Na pesquisa Mulheres em Diálogo (2025), do Instituto Update, 72% das entrevistadas concordam plenamente com o aumento da representação feminina em cargos políticos.
Porém, apenas um candidato apresentou uma proposta específica sobre participação político-eleitoral feminina, incluindo combate à violência política de gênero, formação de candidatas e lideranças e regras relacionadas ao financiamento partidário. Uma das pautas com forte apoio entre as mulheres é uma das menos presentes nos programas presidenciais.
Se o critério for ampliado para a presença de mulheres em espaços de liderança e decisão, um segundo candidato passa a contemplar o quesito, com propostas de incentivo à liderança feminina e o compromisso de indicar mulheres para vagas disponíveis no Supremo Tribunal Federal.
“A segurança é um bom exemplo. Na pesquisa realizada este ano pelo Instituto Update e pelo Fogo Cruzado, 70% das mulheres concordam total ou parcialmente que mulheres têm melhores ideias e soluções para a segurança pública. O dado mostra que elas próprias reconhecem valor nas experiências e nas respostas formuladas por outras mulheres”, lembrou Carol.
Ela ressalta, no entanto, que há uma distância entre o reconhecimento que as mulheres têm da própria capacidade de formular soluções e o espaço que essa dimensão ocupa nos programas.
Nove dos 12 planos analisados - ou 75% - têm propostas explícitas sobre violência contra mulheres, feminicídio ou proteção às vítimas. Se o critério incluísse toda proposta sobre violência doméstica independentemente do recorte de gênero, seriam 10 de 12 planos.
Segundo a pesquisa, a violência contra mulheres é a agenda mais disseminada, ainda que as propostas para tratar do problema sejam diferentes. Elas incluem ampliação de redes de proteção e casas-abrigo; integração entre segurança, Justiça, saúde e assistência social; monitoramento eletrônico de agressores, medidas protetivas e endurecimento penal.
Para o instituto, os programas reconhecem amplamente a mulher como vítima da violência, mas ainda incorporam pouco a insegurança que restringe sua circulação e o uso da cidade. Quando os planos de governo são observados a partir dessa experiência, surge uma diferença relevante: apenas um candidato relaciona explicitamente a segurança das mulheres à mobilidade e ao transporte urbano.
A pesquisa Mulheres, Polícia e Facções (2026), feita pelo Instituto Update em parceria com o Instituto Fogo Cruzado, mostrou que 79% das mulheres sentem medo ao sair à noite, 59% já deixaram de frequentar determinados lugares por insegurança e 31,4% deixaram de utilizar algum meio de transporte pelo mesmo motivo. Para Carol Althaller, os resultados ajudam a ampliar a própria noção de segurança.
“Nos grupos qualitativos da pesquisa, quando as mulheres falam sobre o tema, aparecem questões como iluminação, transporte, prevenção da violência de gênero, cuidado com áreas abandonadas e fortalecimento das redes comunitárias. Ou seja, entram dimensões do cotidiano que muitas vezes ficam fora de uma agenda centrada apenas em policiamento e punição”, disse.
A autonomia econômica aparece em mais da metade dos planos, mas não significa a mesma coisa para todos os candidatos. Sete dos 12 planos, ou 58%, apresentam propostas específicas relacionadas a trabalho, renda, crédito, empreendedorismo ou independência econômica das mulheres. Em 5 deles aparece também a igualdade salarial ou remuneratória entre homens e mulheres.
O tema encontra respaldo entre as próprias mulheres, segundo a pesquisa Mulheres em Diálogo (2025), cujos resultados mostraram que 94% das entrevistadas concordam que homens e mulheres devem receber o mesmo salário em cargos equivalentes.
Os planos, no entanto, mostram diferentes formas de compreender a autonomia. Em alguns programas, ela aparece associada a salário, direitos, proteção social, creches e políticas públicas. Em outros, ganha maior peso o acesso ao crédito, a educação financeira, o empreendedorismo e a construção de patrimônio.
O Update concluiu que há, portanto, uma convergência em torno da ideia de autonomia das mulheres, mas uma disputa sobre os caminhos para atingi-la.
O levantamento mostrou ainda que 7 dos 12 planos, ou 58%, relacionam de maneira explícita creches ou políticas de cuidado à vida econômica e social das mulheres. Em alguns casos, o cuidado é tratado como infraestrutura pública capaz de liberar tempo das mulheres, ampliar sua participação no mercado de trabalho e reduzir desigualdades.
Em outros, aparece mais associado à maternidade, à proteção da família ou ao apoio às responsabilidades familiares. Há ainda programas que propõem ampliar serviços públicos de cuidado como forma de reduzir a sobrecarga doméstica das mulheres.
De acordo com o instituto, o ponto de convergência é o reconhecimento de que o cuidado interfere diretamente na autonomia.
“A diferença está em quem deve assumir essa responsabilidade e qual deve ser o papel do Estado. Essa disputa de significado também ajuda a compreender por que uma mesma palavra pode aparecer em projetos políticos bastante distintos”, analisou o Update.
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AGÊNCIA BRASIL
Encontro inédito reuniu rotarianos para discutir a aplicação da Lei Maria da Penha e homenageou três personalidades que atuam na defesa das famílias e dos direitos das mulheres
SÃO CARLOS/SP - Os quatro clubes de Rotary de São Carlos realizaram, pela primeira vez, uma reunião conjunta dedicada ao enfrentamento da violência contra a mulher e à importância da efetiva aplicação da Lei Maria da Penha. O encontro reuniu rotarianos em torno de um tema de grande relevância social e reforçou a necessidade da participação conjunta do poder público e da sociedade na prevenção e no combate à violência.
Participaram da iniciativa o Rotary São Carlos Bandeirantes, presidido por Marcos Romanelli; o Rotary Inspiração, presidido por Laís de Carvalho; o Rotary Norte, presidido por Claudia Cury; e o Rotary São Carlos, presidido por Omar Motta.
O encontro contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Lucão Fernandes, convidado para um diálogo com os rotarianos sobre as ações de enfrentamento à violência contra a mulher desenvolvidas no município e na região.
Debate sobre a Lei Maria da Penha
Um dos principais momentos da noite foi a palestra do advogado Dr. Paulo César Scanavez, que abordou aspectos relacionados à Lei Maria da Penha, mecanismos de proteção, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
Durante o encontro, também foram discutidos os desafios para fortalecer a rede de proteção e a importância da integração entre diferentes setores da sociedade para garantir acolhimento, orientação e segurança às vítimas.
A reunião destacou ainda o papel de instituições e organizações da sociedade civil na construção de uma cultura de prevenção e respeito, ampliando o debate para além dos órgãos públicos responsáveis diretamente pelo atendimento às mulheres.
Homenagens
Ao final do encontro, os quatro clubes prestaram homenagem a três personalidades reconhecidas por sua atuação na defesa das famílias, dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência.
O advogado Dr. Paulo César Scanavez foi homenageado pelo trabalho desenvolvido na área de conscientização e defesa das famílias.
Também recebeu homenagem o Dr. Lucas Pinheiro, defensor público e estudioso da Lei Maria da Penha, em reconhecimento à sua atuação na defesa dos direitos das mulheres.
O presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, foi o terceiro homenageado da noite, em reconhecimento às iniciativas de enfrentamento à violência contra a mulher e à ampliação do debate sobre o tema no município.
Entre as ações desenvolvidas está o programa “São Carlos por Elas”, iniciativa que busca mobilizar diferentes setores da sociedade para a prevenção da violência e o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
A proposta também vem inspirando iniciativas em outros municípios. Após São Carlos, foram desenvolvidas ações como o “Ibaté por Elas”, e o movimento também chegou a Américo Brasiliense. Descalvado realizou recentemente um encontro de conscientização durante as ações do Agosto Lilás, enquanto Itirapina se prepara para promover uma atividade voltada ao tema.
“A semente está dando frutos”
Ao receber a homenagem, Lucão Fernandes agradeceu aos quatro clubes de Rotary e destacou a importância do envolvimento da sociedade na construção de políticas e ações de prevenção à violência.
“Eu saio daqui muito emocionado e, acima de tudo, com a certeza de que estamos no caminho certo. Não vejo isso como uma missão cumprida. Pelo contrário, ainda temos muito a fazer. A semente que plantamos em São Carlos está começando a dar frutos e ver outras cidades abraçando essa causa mostra que vale a pena continuar”, afirmou.
O presidente também ressaltou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa envolver diferentes setores da sociedade.
“Precisamos envolver toda a sociedade. Quando quatro clubes de Rotary se unem pela primeira vez para discutir esse assunto, isso mostra que a causa está ganhando força. E quanto mais pessoas estiverem dispostas a falar, ouvir e agir, maiores serão as chances de impedir que a violência aconteça”, destacou.
A reunião conjunta dos quatro clubes representa um importante passo para ampliar o diálogo sobre a prevenção da violência contra a mulher e fortalecer a participação da sociedade civil na construção de uma rede de proteção mais integrada.
A iniciativa reforça que o enfrentamento à violência não depende apenas da atuação do poder público, mas também da mobilização de instituições, organizações e cidadãos em torno de informação, prevenção, acolhimento e proteção.
SÃO CARLOS/SP - O livro “Mulheres na Ciência em São Carlos” ganha uma nova dimensão ao ter suas ilustrações apresentadas em uma exposição dedicada a destacar o protagonismo feminino na produção científica. A mostra reúne obras que retratam trajetórias de pesquisadoras da cidade e cria um espaço de diálogo entre arte, conhecimento e representatividade.
O lançamento da exposição está marcado para 11 de fevereiro, data em que se celebra o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Para participar da abertura, é necessário realizar inscrição prévia por meio de contato, via direct, na página do Instituto Angelim no Instagram.
A partir de 12 de fevereiro, o público poderá visitar a mostra gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 20h, no Centro Cultural da USP.
Ao levar as ilustrações do livro para o espaço cultural, a exposição amplia o alcance da obra e permite que os visitantes conheçam, de forma visual e sensível, histórias de mulheres que contribuem para o avanço científico em diferentes áreas. Além de valorizar a produção acadêmica e científica local, a iniciativa reforça a importância de incentivar a participação de meninas e mulheres nos ambientes de pesquisa e inovação.
Serviço
Exposição: Ilustrações do livro “Mulheres na Ciência em São Carlos”
Abertura: 11 de fevereiro (com inscrição prévia)
Visitação: a partir de 12 de fevereiro
Horário: segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 20h
Local: Centro Cultural da USP
Entrada: gratuita
DESCALVADO/SP - A Prefeitura de Descalvado promove neste sábado, dia 13, a primeira edição da Feira das Mulheres Empreendedoras, evento criado para incentivar o empreendedorismo feminino e fortalecer a geração de renda no município. A feira será realizada na Praça do Barão do Rio Branco (Jardim Velho), das 8h às 12h, reunindo expositoras de diferentes segmentos da economia criativa local.
Nesta primeira edição, o público encontrará uma variedade de produtos, como artesanato, crochê e bordados, cosméticos artesanais, roupas e acessórios, plantas e arranjos, itens em MDF, além de alimentos preparados e embalados, incluindo pães, doces caseiros, cookies, donuts, pipoca gourmet, entre outros.
A realização da feira está alinhada à legislação municipal que institui o Programa Feira das Mulheres Empreendedoras, estabelecendo normas de organização, participação e capacitação das expositoras. O objetivo é garantir um espaço seguro, regulamentado e adequado para que as empreendedoras iniciem ou ampliem suas atividades econômicas, fortalecendo o desenvolvimento local.
A Administração Municipal convida a população a prestigiar esta primeira edição e apoiar o trabalho das mulheres que atuam no empreendedorismo em Descalvado.
SÃO PAULO/SP - Quase uma em cada três mulheres – cerca de 840 milhões em todo o mundo – já sofreu algum episódio de violência doméstica ou sexual ao longo da vida. O dado, divulgado na quarta-feira (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), praticamente não mudou desde o ano 2000.
Apenas nos últimos 12 meses, 316 milhões de mulheres – 11% delas com 15 anos ou mais – foram vítimas de violência física ou sexual praticada pelo parceiro. “O progresso na redução da violência por parceiro íntimo tem sido dolorosamente lento, com uma queda anual de apenas 0,2% nas últimas duas décadas”, destacou a OMS.
Pela primeira vez, o relatório inclui estimativas nacionais e regionais de violência sexual praticada por alguém que não seja o parceiro. É o caso de 263 milhões de mulheres com 15 anos ou mais. “Um número que, segundo especialistas, é significativamente subnotificado devido ao estigma e ao medo”, alertou a OMS.
“A violência contra mulheres é uma das injustiças mais antigas e disseminadas da humanidade e, ainda assim, uma das menos combatidas”, avaliou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
“Nenhuma sociedade pode se considerar justa, segura ou saudável enquanto metade de sua população vive com medo”, completou, ao citar que acabar com a violência sexual contra mulheres não é apenas uma questão política, mas de dignidade, igualdade e direitos humanos.
“Por trás de cada estatística, há uma mulher ou menina cuja vida foi alterada para sempre. Empoderar mulheres e meninas não é opcional, é um pré-requisito para a paz, o desenvolvimento e a saúde. Um mundo mais seguro para as mulheres é um mundo melhor para todos”, concluiu Tedros.
A OMS alerta que mulheres vítimas de violência enfrentam gestações indesejadas, maior risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis e depressão. “Os serviços de saúde sexual e reprodutiva são um importante ponto de entrada para que as sobreviventes recebam o atendimento de alta qualidade de que precisam”.
O relatório destaca ainda que a violência contra mulheres começa cedo, e os riscos persistem ao longo da vida. Ao longo dos últimos 12 meses, 12,5 milhões de adolescentes com idade entre 15 e 19 anos (16% do total) sofreram violência física e/ou sexual praticada pelo parceiro.
“Embora a violência ocorra em todos os países, mulheres em países menos desenvolvidos, afetados por conflitos e vulneráveis às mudanças climáticas são afetadas de forma desproporcional”, ressaltou a OMS.
A Oceania, por exemplo, com exceção da Austrália e da Nova Zelândia, registrou uma taxa de prevalência de 38% de violência praticada por parceiro ao longo do último ano – mais de três vezes a média global, de 11%.
Segundo o relatório, mais países coletam dados para fundamentar políticas públicas de combate à violência contra a mulher, mas ainda existem lacunas significativas – sobretudo em relação à violência sexual praticada por pessoas que não são parceiros íntimos, e a grupos marginalizados como mulheres indígenas, migrantes e com deficiência.
Para acelerar o progresso global e gerar mudanças significativas na vida de mulheres e meninas afetadas pela violência, o documento apela para ações governamentais decisivas e financiamento com o objetivo de:
AGÊNCIA BRASIL
Iniciativa simboliza avanço no compromisso da concessionária com a igualdade de gênero em setores tradicionalmente masculinos
ITIRAPINA/SP - Enquanto muitos ainda associam a conservação de rodovias a profissionais homens, quatro mulheres estão mudando esse cenário na Eixo SP Concessionária de Rodovias. Com expertise, resiliência e determinação, elas garantem estradas mais seguras e eficientes, provando que a manutenção viária também é território feminino.
Em um setor tradicionalmente dominado por homens, Aline Aparecida Bento, Elisabete de Moraes, Fabiana Cristina da Silva e Rosemara Dias têm mostrado que a conservação de rodovias também pode ser espaço para o protagonismo feminino. A primeira equipe feminina do setor de Conservação da Eixo SP foi formada com o objetivo de promover a diversidade e ampliar as oportunidades para mulheres em funções operacionais, quebrando paradigmas e inspirando outras colaboradoras.
A ideia de formar um time exclusivamente feminino surgiu da percepção da empresa de que a inclusão fortalece não apenas a cultura organizacional, mas também a qualidade do serviço entregue. “As mulheres hoje também são provedoras da casa e precisam desta oportunidade do trabalho. Elas têm força e garra para todas as atividades”, destaca a coordenadora de Conservação, Danieli Ribeiro. Para recebê-las, a concessionária promoveu treinamentos de compliance voltados ao público feminino e ações de conscientização junto às demais equipes, buscando construir um ambiente acolhedor e respeitoso.
Reconhecimento
No dia a dia, as quatro colaboradoras se dedicam à coleta de resíduos nas bases operacionais e ao longo das rodovias nos trechos de Piracicaba, Rio Claro e São Carlos. O trabalho é essencial para garantir a segurança da via e a preservação do meio ambiente. Logo nos primeiros meses, a equipe conquistou reconhecimento pelo comprometimento e a qualidade dos serviços realizados.
“O serviço é dinâmico, não tem rotina, e isso me motiva muito”, conta Fabiana, que já foi motorista de ônibus e hoje integra a equipe pioneira com orgulho. Para Elisabete, que trabalhou no corte de cana e em serviços de limpeza urbana, a oportunidade na Eixo SP representa mais do que um emprego; é uma chance de provar que competência não tem gênero. “O serviço não é tão pesado, depende do empenho de cada um, seja homem ou mulher”, afirma ela.
Benefícios
A concessionária encara essa iniciativa como um passo importante para promover a igualdade de gênero em seus quadros. O gerente de Conservação, Filipi Marin, ressalta que a presença feminina em um ambiente ainda predominantemente masculino traz benefícios significativos tanto para a cultura organizacional quanto para os resultados do trabalho. “A valorização da equipe promove ambientes mais inovadores, respeitosos e eficientes. Investir nessa diversidade é um passo importante rumo a um setor de infraestrutura mais moderno, humano e justo.”
Com resultados positivos e o reconhecimento interno conquistado, a Eixo SP avança na ampliação da presença feminina em suas equipes e reafirma o compromisso com políticas de inclusão em processos seletivos, como demonstrou recentemente ao realizar feirões de emprego abertos a todos os gêneros. Para Aline, Elisabete, Fabiana e Rosemara, a conquista de espaço é só o começo de uma nova realidade, em que as mulheres mostram, todos os dias, que podem fazer a diferença em qualquer setor da vida profissional.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos se prepara para mais uma etapa importante na construção de políticas públicas voltadas às mulheres. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania está organizando a 9ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, com a proposta de reunir representantes da sociedade civil e do poder público para debater os rumos das políticas de gênero no município.
Sob o tema central “Mais democracia, mais igualdade, mais conquista para todas”, inspirado na 5ª Conferência Nacional, o ciclo de discussões terá início com uma série de pré-conferências realizadas ao longo de junho e julho. Esses encontros têm como objetivo principal reunir diferentes grupos e segmentos sociais para levantar demandas, avaliar políticas públicas existentes e construir, de forma coletiva, diretrizes que serão levadas à Conferência Estadual. O primeiro encontro da pré-conferência acontece nesta terça-feira (17/6), às 9h, no auditório da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC).
“Esses encontros funcionam como espaços deliberativos e democráticos, permitindo o debate plural e a participação ativa da sociedade civil na formulação de políticas públicas mais eficazes, inclusivas e sensíveis às realidades das mulheres”, destacou a secretária adjunta de Desenvolvimento Social e Cidadania, Danieli Favoretto Valenti.
A Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres está prevista para acontecer no dia 16 de julho, no Paço Municipal, para consolidar os encaminhamentos das pré-conferências e elegendo propostas que representarão São Carlos em nível estadual.
As pré-conferências acontecerão nas seguintes datas e locais:
- 17 de junho, às 9h, na ACISC;
- 25 de junho, às 14h, no Centro da Juventude Elaine Viviane;
- 1º de julho, às 14h, no CRAS Santa Eudóxia;
- 7 de julho, às 18h, em formato virtual.
SÃO CARLOS/SP - A presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Ivone Zanquim, participou na manhã de segunda-feira, 11, da palestra "Identidade - O que é e como encontrá-la".
A palestra, que foi idealizada em homenagem ao Dia das Mulheres, pelo Conselho das Mulheres Empreendedoras (CME) da ACISC, aconteceu no auditório do Palácio do Comércio "Miguel Damha" e foi ministrada por Helen Moraes, que é Administradora de Empresas, Coach e Analista Comportamental.
Helen contou que "o mundo no qual vivemos, exige de nós que sempre façamos mais e nessa corrida, muitas vezes desenfreada, esquecemos de olhar para nós mesmas e encontrar os tesouros escondidos que carregamos", contou. Ela relatou que esses tesouros se relacionam com o amor que grita dentro de cada um para sair e transbordar na vida de outras pessoas. "A pergunta que devemos nos fazer neste momento é: O quanto nos conhecemos? Sabemos a verdade sobre quem somos?", destacou.
Em sua fala, Juliana Tomase, presidente do CME, leu uma linda mensagem para as mulheres. "No Dia da Mulher, celebrando nossa força e beleza, lembramos as palavras de Caetano Veloso: 'De perto ninguém é normal', porque somos únicas e especiais. Que possamos seguir os conselhos de Elis Regina e 'Acreditar no Amor', na sororidade e na nossa capacidade de transformar o mundo. Feliz dia da mulher, com todo o encanto da música brasileira! Espero que essa frase traga um toque especial para a celebração do dia da mulher!", afirmou.
Juliana também parabenizou Ivone por se tornar a primeira presidente mulher da história da ACISC. "Parabéns por essa conquista histórica! Ivone é um exemplo inspirador para todas as mulheres e uma prova de que a liderança feminina está cada vez mais forte e reconhecida. Sua eleição representa um grande avanço para a cidade de São Carlos e para o mundo dos negócios. Vamos celebrar e apoiar essa importante conquista!", declarou.
Em sua fala, Ivone agradeceu as palavras e destacou que a mulher pode chegar onde ela quiser. A presidente declarou que sente-se muito honrada de ter sido a primeira mulher eleita em 93 anos de fundação da ACISC. "Isso é um orgulho para nós, mulheres! Quero dividir com vocês uma frase que aprendi, a qual diz que se a mulher tiver que olhar para baixo, que seja para admirar os seus sapatos! Ou seja, que ela se mantenha sempre firme em seus sonhos e ideiais e que nada faça com que ela deixe de sonhar", finalizou.
Ao final da palestra, todas as mulheres presentes receberam um botão de rosa vermelha.
Conselho da Mulher Empreendedora inspirou e organizou ação para marcar Dia Internacional das Mulheres
SÃO CARLOS/SP - O Sicoob Crediacisc e o Conselho da Mulher Empreendedora da Associação Comercial (Acisc) se uniram, neste Dia Internacional das Mulheres, para promover uma palestra inspiradora sobre educação financeira e investimentos na sexta-feira, dia 8 de março.
Lídia Maria Mendes, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Crediacisc, comemora a parceria que visa homenagear as mulheres e também proporcionar conhecimento prático sobre finanças. "Mais do que celebrar a data e marcar a importância das mulheres na sociedade, queremos proporcionar conhecimento", frisa.
A economista e educadora financeira Vanessa Guzzi fará uma palestra com o tema "Como Administrar seu Dinheiro e ter Saúde Financeira" nesta sexta-feira (8) no auditório da Acisc, rua General Osório, 401. A partir das 8h30 será oferecido um café da manhã especial a todas as mulheres participantes. As vagas são limitadas por ordem de chegada.
Para a presidente do Sicoob Crediacisc, é fundamental oferecer às mulheres condições de obter conhecimento para que possam se empoderar. "As mulheres estão cada vez mais assumindo postos de comando, acabamos de eleger a primeira mulher presidente da Acisc, e todas as mulheres devem se inspirar", destacou. Ivone Zanchim é a nova presidente da Associação Comercial de São Carlos.
"É possível aprender a tomar decisões financeiras inteligentes, criar plano de orçamento e começar a investir para alcançar os objetivos", observa Lídia. Segundo ela, a palestra é uma grande oportunidade para compartilhar conhecimento.
BRASÍLIA/DF - Nos últimos 10 anos, houve uma redução na diferença entre salários pagos às mulheres e aos homens. O índice que mede a paridade salarial passou de 72 em 2013 para 78,7, em 2023. A paridade de gênero é medida em uma escala de 0 a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior a equidade entre mulheres e homens.
Os dados estão no levantamento Mulheres no Mercado de Trabalho, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a partir de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações serão apresentadas nesta terça-feira (5), durante a primeira reunião de 2024 do Fórum Nacional da Mulher Empresária da CNI.
O estudo também revelou que a participação feminina em cargos de liderança passou de 35,7% em 2013 para 39,1% em 2023. O índice de empregabilidade das mulheres apresentou evolução entre 2013 e 2023, passando de 62,6 para 66,6, respectivamente, crescimento de 6,4%.
Os resultados do levantamento indicaram que as mulheres têm mais escolaridade que os homens: enquanto elas têm, em média, 12 anos de estudo; os homens têm 10,7 anos.
O tempo dedicado à chamada jornada de trabalho reprodutiva, ou seja, aquela que envolve as atividades domésticas e de cuidados com familiares, também é maior entre as mulheres. No caso das pessoas empregadas, esse tempo foi de 17,8 horas semanais para mulheres e de 11 horas para homens em 2022. Entre os desocupados – desempregados e pessoas em busca de emprego –, a diferença é ainda maior: as mulheres exercem 24,5 horas semanais de trabalho e os homens, 13,4 horas.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, apesar da redução das diferenças entre gêneros da última década, é preciso continuar avançando e rápido.
“É urgente ampliar o debate e implementar medidas concretas para chegarmos a um cenário de equidade plena no mercado de trabalho brasileiro”, avalia.
Em julho do ano passado, o governo federal sancionou uma lei que garante igualdade salarial entre homens e mulheres e estabelece medidas para tornar os salários mais justos, aumentando a fiscalização contra a discriminação e facilitando os processos legais para garantir igualdade salarial.
Com a nova lei, empresas com 100 ou mais funcionários devem fornecer relatórios semestrais transparentes sobre salários e critérios de remuneração. Esses relatórios devem conter informações que permitam comparar salários e remunerações entre homens e mulheres de forma objetiva.
Caso haja alguma irregularidade, serão aplicadas punições administrativas e os processos legais para corrigir a desigualdade devem ser facilitados.
Também foram instituídos canais para denunciar o descumprimento da igualdade salarial por parte de empresas e entidades em geral. As pessoas podem encaminhar os casos por meio de um portal do Ministério do Trabalho ou pelo telefone: Disque 100, Disque 180 ou Disque 158.
Por Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil
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