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Sugestões de emendas enviadas ao Senado reforçam autonomia dos entes sindicais e propõem flexibilidade nas mudanças nas relações laborais em prol da sustentabilidade

 

SÃO CARLOS/SP - Restabelecer a centralidade da adaptação setorial negociada, que hoje opera como princípio de negociações coletivas entre os sindicatos, e desenhar uma transição gradual da redução da jornada de trabalho estão entre as principais emendas sugeridas ao Senado Federal pelo Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

No total, as Entidades enviaram cinco sugestões ao texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que está sob análise dos senadores depois de ser aprovado na Câmara dos Deputados, em maio.

O Sincomercio São Carlos e a Federação já manifestaram, desde o início desse debate, sua crítica à proposta de fixar um único modelo de escala de trabalho no País, bem como de fazer isso por meio de alteração constitucional. A medida afronta a livre-iniciativa, reduz espaço da negociação coletiva e propõe um período de transição insuficiente a tantas mudanças estruturais. Além disso, a alteração na jornada trará efeitos negativos sobre a economia brasileira: desde uma inflação até a perda de vagas formais, além de reduzir a capacidade de investimentos das empresas.

Cálculos da FecomercioSP indicam que a alta de custos com pagamentos, com a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas, como propõe o texto da PEC, seria de R$ 158 bilhões em cenário conservador. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), 62% da força de trabalho celetista atua na faixa entre 40 e 44 horas semanais.

 

Diálogo social e transição

A primeira sugestão de emenda ao Senado para a PEC 221/2019 diz respeito à preservação das garantias de ampla negociação das condições de trabalho entre os sindicatos, setorialmente. As Entidades apontam que o texto deve restituir aos entes representativos de trabalhadores e empresas a prerrogativa de decidir e regular, por meio de negociação coletiva, a disciplina das relações laborais, tal como consta na Constituição Federal de 1988, ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e preconizado pelas normas internacionais do trabalho.

Do modo que está, a PEC encurta espaço e engessa o exercício do mecanismo que funciona e vem sendo aperfeiçoado desde o período em que foi promulgado: o que permite que os setores produtivos e as representações dos trabalhadores definam, a partir de suas próprias realidades, as demandas e capacidades e os critérios de organização do trabalho. No texto do projeto, a negociação coletiva aparece como o dispositivo apenas para “situações de excepcionalidade” dessas relações — não só contradizendo a Carta Magna como atingindo a autonomia desses entes sindicais.

O texto não leva em conta, por exemplo, que o mercado de trabalho brasileiro já promove ajustes na jornada de maneira gradual por meio de negociações. Não é à toa que a jornada média efetivamente trabalhada seja de 39 horas semanais, e não de 44 horas.

A proposta do Sincomercio São Carlos e da Federação busca assegurar que as mudanças implementadas na Constituição como regime geral “possam conviver com regimes diferenciados, instituídos por meio da legislação infraconstitucional, assim como com regimes diferenciados, construídos por meio de negociação coletiva de trabalho”, diz um trecho do texto enviado aos senadores.

Outra emenda sugere uma transição gradual às mudanças apontadas na PEC. Como elas vão alterar a lógica de funcionamento de setores produtivos do País, é fundamental que o processo de implementação considere conjuntura complexa atual. O texto sugere, por exemplo, 14 meses de transição, o que é um período obviamente insuficiente, segundo relatos de debates, seminários e reuniões que o Sincomercio São Carlos e a FecomercioSP têm mantido com players de diferentes nichos produtivos.

“A análise consciente por parte do Congresso de um regime de transição que considere as variáveis envolvidas nesta matéria pode ser a garantia do sucesso de condições de trabalho pretendida, sem perder de vista a sustentabilidade econômica e social do Brasil”, diz um trecho da emenda.

Na leitura das Entidades, a discussão sobre a redução de jornada de trabalho no Brasil não deve ser interditada. As mudanças tecnológicas, novas maneiras de organização laboral e ganhos de produtividade justificam discutir novos modelos de jornada. O equívoco está em conduzir o processo, com potencial de produzir efeitos estruturais profundos e, em certos casos, bastante graves ao mercado de trabalho, a atividade econômica e a segurança jurídica, sem toda a profundidade técnica que o tema exige.

 

Outros ajustes

Na visão do Sincomercio São Carlos e da FecomercioSP, as regras de remuneração também deveriam ser fruto de adaptação. As Entidades sugeriram que a PEC garanta minimamente o valor da hora de trabalho aos trabalhadores cuja jornada seja reduzida, mas também permita que negociações coletivas ajustem salários mensais dos colaboradores de acordo com a nova realidade da jornada reduzida.

Com isso, os negócios que serão mais afetados poderão lidar melhor com essa elevação automática dos custos das horas trabalhadas sem a disponibilidade da força de trabalho dos(das) funcionários(as).

Na prática, a medida, ao manter o valor vigente da hora trabalhada, veda prejuízo ao trabalhador. Mais do que isso, também possibilita que o salário mensal seja adequado à realidade das partes, preservando postos de trabalho e evitando o turnover – tudo por negociação coletiva, caso a caso.

Há ainda a proposta de supressão do artigo 3º da PEC, que torna sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos vigentes relativas à jornada e à escala de trabalho. Esse mecanismo, introduzido no texto aprovado na Câmara, contraria o princípio do ato jurídico perfeito e gera minstabilidade e insegurança jurídica às convenções e acordos coletivos em curso.

Isso acontece porque esses instrumentos têm um prazo de vigência que pode chegar a 24 meses e, portanto, deveriam ter suas disposições respeitadas até o término de sua vigência.

A quarta emenda defende Micro e Pequenas Empresas (MPEs), com a proposta de criar regimes tributários diferenciados a negócios desses portes, sobretudo em folha de pagamentos. Na proposta, as Entidades apontam que, se essa sugestão for acatada, a PEC estimulará uma formalização do emprego e a preservação a competitividade desse universo empresarial, responsável por cerca de 70% da mão de obra celetista do País. A proposta da Câmara condiciona o regime diferenciado para as PMEs à edição de Lei Complementar e à manutenção do nível de emprego, o que equivale a uma meta próxima do inalcançável, considerando o aumento de custo do trabalho imposto pela PEC.

Um estudo da FecomercioSP realizado com base nos dados do Banco Central (BC) aponta que, no segundo trimestre de 2026, o volume de dívidas atrasadas há três meses por empresas somava R$ 86,1 bilhões, o maior volume desde o início da série. Isso é ainda mais complexo para os micro e pequenos negócios, assim como os de médio porte. Juntos, eles respondem por R$ 3 de cada R$ 4 em atraso hoje.

Não é nada trivial que alguns gigantes do varejo, como Casas Bahia e Marabraz, estejam em processos de recuperação judicial no momento.

No geral, o princípio das propostas está em que a efetiva melhoria da condição social do trabalho no Brasil só será possível se essa implementação das novas regras for sustentável. Ou seja: não pode custar a continuidade das atividades econômicas, o que seria maléfico para o futuro do País.

SÃO CARLOS/SP - O presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo, foi empossado como um dos vice-presidentes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) para a gestão 2026-2030. Gullo também assumiu o cargo de conselheiro efetivo do Sesc São Paulo, ampliando a representatividade de São Carlos e região nas principais entidades do comércio paulista.

A posse ocorreu durante as solenidades promovidas pela FecomercioSP nos dias 23 e 24 de junho, na capital paulista. Os eventos marcaram a apresentação da nova diretoria da entidade e a homenagem ao ex-presidente Abram Szajman, responsável por um legado de transformação e fortalecimento institucional ao longo de décadas.

A nova gestão da FecomercioSP será liderada pelo empresário e advogado Ivo Dall’Acqua Junior, que assume a presidência da Federação e dos conselhos regionais do Sesc-SP e do Senac-SP para o período de 2026 a 2030. A cerimônia de posse foi realizada no Sesc 14 Bis e reuniu lideranças empresariais de todo o Estado de São Paulo.

Natural de Araraquara, Ivo Dall’Acqua Junior possui longa trajetória no movimento sindical patronal. Ex-presidente do Sincomercio de Araraquara, integra os quadros diretivos da FecomercioSP desde a década de 1980 e atualmente também atua na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), onde preside a Comissão Nacional de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC).

Durante seu discurso de posse, Ivo destacou o compromisso da nova gestão com a representação empresarial, a qualificação profissional e o desenvolvimento econômico. “Representar, qualificar e acolher continuarão sendo os pilares da nossa atuação. Assumimos essa responsabilidade com o compromisso de fortalecer a representação empresarial, estar cada vez mais próximos dos empresários e contribuir para o desenvolvimento do País”, afirmou.

As nomeações de Paulo Roberto Gullo reforçam a presença de São Carlos e região nos principais fóruns de discussão e decisão voltados ao comércio, aos serviços, ao turismo e ao desenvolvimento social. A participação ativa do dirigente são-carlense fortalece a interlocução regional junto às entidades que representam o setor produtivo paulista.

Em nome do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo desejou pleno sucesso ao presidente Ivo Dall’Acqua Junior e a toda a nova diretoria da Federação. “Tenho a convicção de que esta nova gestão dará continuidade ao importante trabalho realizado pela FecomercioSP, fortalecendo ainda mais a representação empresarial e contribuindo para o desenvolvimento do comércio, dos serviços e do turismo em todo o Estado de São Paulo”, destacou.

A participação do Sincomercio São Carlos na nova composição da FecomercioSP reafirma o compromisso da entidade com o sistema sindical, com a defesa dos interesses do empresariado e com iniciativas que promovam o crescimento, a competitividade e o desenvolvimento sustentável do setor.

SÃO CARLOS/SP - O Sincomercio São Carlos manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do empresário Paulo Ramires, fundador da tradicional empresa Doces Tiquinho, referência no setor de doces e chocolates, ocorrido nesta quarta-feira, 17 de junho.

Paulo Ramires fundou a empresa em 1977 e, ao longo de quase cinco décadas de dedicação e trabalho, transformou a Doces Tiquinho em uma das marcas mais reconhecidas e respeitadas de São Carlos e de toda a região. Sua visão empreendedora, aliada à constante busca pela qualidade e inovação, consolidou a empresa como símbolo de tradição e excelência.

Além de sua destacada trajetória empresarial, Paulo Ramires teve participação ativa no fortalecimento do comércio local. Atuou como diretor do Sincomercio São Carlos, contribuindo de forma significativa para as causas defendidas pela entidade e para o desenvolvimento econômico e empresarial da cidade e região.

Neste momento de profunda tristeza, o presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo, em nome da diretoria e de toda a equipe da entidade, expressa solidariedade aos familiares, amigos e colaboradores da família Tiquinho.

“Recebemos com grande tristeza a notícia do falecimento de Paulo Ramires. Sua história de empreendedorismo, trabalho e dedicação ao desenvolvimento de São Carlos deixa um legado que será sempre lembrado. Manifestamos nossos sentimentos à família e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, destacou o presidente.

O legado de Paulo Ramires permanecerá vivo na história empresarial de São Carlos, servindo de inspiração para as futuras gerações de empreendedores. Seu compromisso com o trabalho, com a comunidade e com o crescimento da cidade deixa marcas permanentes e um exemplo de dedicação que transcende sua trajetória empresarial.

O Sincomercio São Carlos se solidariza com todos os familiares e amigos neste momento de dor e despedida.

SÃO CARLOS/SP - O presidente do Sincomercio São Carlos e Região e vice-presidente da FecomercioSP, Paulo Roberto Gullo, participou na noite desta quarta-feira (10) do jantar promovido pela Caravana 3D, em São Carlos. O evento reuniu autoridades estaduais, lideranças empresariais e representantes de diversos segmentos para debater ações voltadas ao desenvolvimento econômico e social do interior paulista.

Aproveitando a presença do governador Tarcísio de Freitas, Gullo apresentou uma reivindicação considerada estratégica para o ambiente de negócios da região: a preservação e valorização dos Postos Regionais da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

Segundo o dirigente, a estrutura regional da Jucesp é fundamental para garantir agilidade e eficiência aos processos que envolvem a abertura, alteração e regularização de empresas. Para empresários, contadores e empreendedores, a manutenção desses serviços próximos aos municípios representa mais praticidade, redução de burocracias e estímulo à atividade econômica.

"O fortalecimento dos postos regionais significa fortalecer quem gera emprego, renda e movimenta a economia local. É uma demanda importante para toda a nossa região", ressaltou Gullo durante o encontro.

O jantar também contou com a presença do vice-governador Felicio Ramuth, além de secretários estaduais, prefeitos, parlamentares e representantes de entidades de classe. A iniciativa faz parte da Caravana 3D, programa do Governo do Estado que busca aproximar a administração estadual das necessidades dos municípios por meio do diálogo direto com lideranças regionais.

Para Paulo Roberto Gullo, a participação das entidades empresariais nesses espaços é essencial para que as demandas do comércio e do setor produtivo sejam ouvidas e consideradas nas decisões de governo.

O Sincomercio São Carlos e Região reafirmou seu compromisso de continuar atuando em defesa dos empresários, do empreendedorismo e de políticas que favoreçam o crescimento econômico sustentável, contribuindo para a geração de oportunidades e o fortalecimento dos municípios da região.

Lojas da cidade não abrem na quinta-feira, dia 4, feriado religioso; já nos sábados dos dias 6 e 13, o atendimento será das 9h às 17h

 

SÃO CARLOS/SP - A Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) divulgou o calendário de funcionamento do comércio de rua da cidade para o mês de junho, com datas especiais que exigem atenção de consumidores e lojistas. O destaque fica por conta do fechamento das lojas no feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, dia 4, e da abertura estendida nos dois primeiros sábados do mês. 

Pelo calendário estabelecido, o comércio permanecerá fechado no dia 4 de junho, em razão do feriado religioso de Corpus Christi, data prevista na convenção coletiva da categoria. Já nos sábados dos dias 6 e 13 de junho, as lojas funcionarão em horário especial, das 9h às 17h, oferecendo mais tempo para os consumidores realizarem suas compras. 

Nos demais dias, o horário de atendimento segue o padrão habitual: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h. 

A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, destacou a importância de divulgar o calendário com antecedência para que a população possa se organizar. “Esse cronograma ajuda toda a cidade a se planejar melhor, tanto os consumidores quanto os empresários. O comércio local tem um papel fundamental na geração de empregos e no fortalecimento da economia de São Carlos, e a informação clara sobre os horários de funcionamento contribui diretamente para isso”, afirmou. 

Definição oficial cabe aos sindicatos

A entidade ressalta que o horário de funcionamento do comércio em São Carlos é definido pelos sindicatos da categoria, por meio de Convenção Coletiva de Trabalho. A ACISC atua na divulgação do calendário, mas não interfere nas decisões sobre os horários estabelecidos. 

“A ACISC faz esse trabalho de divulgação para contribuir com o comércio da cidade e orientar as pessoas, especialmente em meses que têm feriados e datas diferenciadas. Nosso papel é colaborar com a informação e incentivar o fortalecimento do comércio local”, afirmou. 

Os consumidores que tiverem dúvidas ou sugestões sobre o calendário podem entrar em contato diretamente com o Sincomercio, pelo telefone (16) 3372-5760, ou com o Sincomerciários, pelo número (16) 3362-1257. 

Entidade alerta para impactos econômicos, fiscais e operacionais das mudanças em debate no Congresso Nacional e defende discussão baseada em estudos técnicos e diálogo institucional

 

SÃO CARLOS/SP - O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos) enviou ofício para os prefeitos das cidades de sua base territorial — São Carlos, Ibaté, Brotas, Guatapará e Tambaú — a apoiarem as manifestações e articulações institucionais relacionadas às propostas de redução da jornada de trabalho e restrições às escalas atualmente debatidas no Congresso Nacional, especialmente durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre os dias 18 e 21 de maio, em Brasília.

O encontro nacional, conhecido como “Marcha dos Prefeitos”, reúne gestores públicos de todo o País para discutir pautas prioritárias junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal. Na avaliação do Sincomercio São Carlos, o evento representa uma oportunidade importante para que os municípios manifestem preocupação com os potenciais impactos econômicos, fiscais e operacionais das propostas em tramitação, como a PEC nº 8/2025, a PEC nº 148/2015 e o PL nº 1.838/2026.

Segundo o presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo, a entidade vem alertando prefeitos e lideranças regionais sobre os reflexos que as mudanças podem provocar tanto no setor produtivo quanto nas administrações municipais.

“Orientamos os prefeitos das cidades da nossa base territorial a acompanharem atentamente esse debate e apoiarem as manifestações contrárias às propostas de redução da jornada sem estudos aprofundados de impacto. Trata-se de um tema que afeta diretamente a sustentabilidade das empresas, especialmente as micro e pequenas, além de trazer reflexos importantes para as finanças e para a operação dos municípios”, destacou Gullo.

A entidade ressalta que a redução da jornada semanal sem diminuição proporcional de salários, somada a possíveis restrições adicionais nas escalas de trabalho — como limitações ao modelo 6x1 — tende a provocar aumento generalizado do custo da mão de obra. Entre os possíveis efeitos apontados estão a necessidade de novas contratações, elevação de despesas operacionais, redução de horários de funcionamento e pressão inflacionária.

O Sincomercio São Carlos também chama atenção para os impactos no setor público municipal. De acordo com a entidade, a eventual redução das jornadas poderá exigir ampliação de quadros de pessoal ou reorganização complexa de escalas em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social e segurança urbana, aumentando a pressão sobre os orçamentos municipais e os limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro ponto destacado pela Federação e pelo sindicato patronal é o possível reflexo negativo sobre a arrecadação municipal, decorrente da desaceleração da atividade econômica e da redução do nível de emprego formal.

“A realidade econômica brasileira é extremamente diversa e as escalas de trabalho existentes hoje são resultado de décadas de negociação entre trabalhadores e empregadores. Mudanças estruturais precisam ser debatidas com responsabilidade, baseadas em análises técnicas consistentes e respeitando a autonomia das negociações coletivas”, afirmou Paulo Roberto Gullo.

A FecomercioSP e o Sincomercio São Carlos reforçam a defesa do diálogo institucional entre setor produtivo, municípios, Congresso Nacional e sociedade civil, com o objetivo de evitar medidas que possam gerar impactos adversos sobre o emprego, a atividade econômica e a sustentabilidade fiscal das cidades.

SÃO CARLOS/SP - Em uma noite marcada pela exaltação de valores cívicos e reconhecimento público, o Teatro do Sesc São Carlos sediou a solenidade de entrega da Medalha MMDC, uma das mais altas honrarias do Estado de São Paulo. O evento, promovido pela Assembleia Legislativa (ALESP) por iniciativa do deputado estadual Capitão Telhada, contou com a participação de Paulo Gullo, vice-presidente da FecomercioSP, conselheiro do Sesc SP e presidente do Sincomercio São Carlos.

A cerimônia reuniu autoridades civis e militares para homenagear personalidades que se destacam por serviços relevantes à sociedade. Entre os mais de 50 agraciados, destacaram-se figuras da região como o secretário de Segurança Pública de Ibaté, Major Luiz Fumagale, e o professor doutor Plínio Gabriel João, superintendente da ETEC de Ibaté.

Em seu pronunciamento, Paulo Gullo estabeleceu uma conexão entre a bravura histórica da Revolução Constitucionalista de 1932 e a atuação contemporânea do setor terciário. Para o líder empresarial, os ideais de 32 e o trabalho do comércio compartilham o mesmo objetivo: o bem comum.

"A medalha MMDC nos lembra de um episódio que nos diz respeito diretamente. São-carlenses lutaram e perderam a vida pela legalidade. Essa memória deve ser respeitada", afirmou Gullo. "Os princípios daquela época são os mesmos que justificam o trabalho diário do empresariado do comércio. Eles estão impressos neste espaço que nos acolhe, o Sesc São Carlos, local de convívio saudável e democrático."

Gullo também ressaltou a vocação acolhedora de São Carlos e a natureza do setor que representa, focado no relacionamento humano e na troca de experiências. "É típico da gente que vive do comércio a vontade de receber bem e compartilhar histórias. Esta noite é propícia para essas trocas, convidando-nos a aprender com o passado para sonhar futuros promissores", concluiu.

Sobre a Medalha MMDC
A honraria faz referência aos jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, cujas mortes em 1932 foram o estopim para a Revolução Constitucionalista. A medalha reconhece o mérito de cidadãos que, com dedicação e compromisso, contribuem para o desenvolvimento e a ordem da sociedade paulista.

Entidade destaca necessidade de conciliar produtividade, direitos dos trabalhadores e sustentabilidade das empresas diante de mudanças no setor

 

SÃO CARLOS/SP - O Sincomercio São Carlos se posiciona de forma cautelosa e responsável diante das discussões atuais envolvendo a jornada de trabalho no país, reforçando a importância do diálogo entre empregadores, trabalhadores e o poder público para a construção de soluções equilibradas e sustentáveis.

De acordo com o presidente da entidade, Paulo Roberto Gullo, qualquer proposta de mudança na jornada deve considerar as especificidades do setor do comércio, que possui dinâmica própria, marcada por horários estendidos, sazonalidade e forte impacto das datas comemorativas.

“O comércio depende diretamente da flexibilidade das jornadas para atender à demanda da população. É fundamental que qualquer mudança preserve a competitividade das empresas, sem deixar de garantir os direitos dos trabalhadores”, destaca Gullo.

O Sincomercio ressalta ainda que o setor é um dos principais geradores de emprego e renda no município e na região, sendo essencial que medidas relacionadas à jornada de trabalho não comprometam a manutenção dos postos existentes, nem a capacidade de novas contratações.

A entidade defende que eventuais ajustes sejam amplamente debatidos, com base em dados técnicos e na realidade das empresas, evitando decisões que possam gerar insegurança jurídica ou aumento de custos operacionais.

“O caminho mais adequado é sempre o da negociação e do bom senso. Precisamos encontrar soluções que sejam viáveis tanto para quem emprega quanto para quem trabalha”, reforça o presidente.

O Sincomercio São Carlos segue acompanhando o tema e se coloca à disposição para contribuir com o debate, buscando sempre o fortalecimento do setor e o desenvolvimento econômico regional.

Calendário divulgado com apoio da ACISC informa funcionamento em datas específicas do mês e destaca que definição oficial é feita pelos sindicatos da categoria

 

SÃO CARLOS/SP - O comércio de São Carlos já tem definido o horário especial de funcionamento para o mês de abril, com datas específicas de abertura e fechamento para que consumidores e lojistas possam se programar com antecedência. A divulgação foi reforçada pela Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), que orienta a população a prestigiar o comércio local e aproveitar o período para organizar suas compras.

De acordo com o calendário divulgado, no dia 3 de abril, Sexta-feira Santa, o comércio permanecerá fechado. Já nos sábados dos dias 4 e 11 de abril, as lojas funcionarão em horário especial, das 9h às 17h. No dia 21 de abril, feriado de Tiradentes, uma terça-feira, o atendimento será das 9h às 13h.

A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, destacou a importância de divulgar essas informações com clareza para facilitar a rotina dos consumidores e também dos empresários. “Esse calendário ajuda toda a população a se organizar melhor, além de valorizar o comércio local, que tem um papel muito importante na geração de empregos e no fortalecimento da economia de São Carlos”, afirmou.

Ivone também ressaltou que a entidade atua como parceira na comunicação dessas informações, sempre buscando manter lojistas e clientes bem informados. “A ACISC faz esse trabalho de divulgação para contribuir com o comércio da cidade e orientar a população, especialmente em períodos que têm datas diferenciadas de funcionamento”, acrescentou.

A entidade reforça, no entanto, que o horário do comércio de São Carlos é determinado pelos sindicatos da categoria, por meio de Convenção Coletiva. Dessa forma, a ACISC auxilia na divulgação do calendário, mas não interfere nas decisões relacionadas aos horários estabelecidos.

Segundo Ivone Zanquim, é importante que essa atribuição fique clara para evitar dúvidas. “Nosso papel é colaborar com a divulgação e incentivar o fortalecimento do comércio local, mas a definição oficial dos horários cabe aos sindicatos representativos da categoria, dentro do que está previsto na convenção coletiva”, explicou.

Para dúvidas, sugestões ou demais apontamentos sobre o calendário do comércio, os contatos devem ser feitos diretamente com os sindicatos responsáveis. O Sincomercio atende pelo telefone (16) 3372-5760, enquanto o Sincomerciários pode ser contatado pelo número (16) 3362-1257.

Com o calendário de abril já estabelecido, a orientação é para que consumidores se programem com antecedência e aproveitem para realizar suas compras no comércio de São Carlos, contribuindo para o fortalecimento das empresas locais e da economia do município.

SÃO CARLOS/SP - O Vereador Moisés Lazarine esteve nesta segunda-feira (05/01) na Unidade do SEBRAE de São Carlos, onde participou de uma reunião considerada altamente produtiva, voltada ao fortalecimento do comércio local e à valorização do Centro da cidade.

Também participaram do encontro o Sr. Paulo Gullo, Presidente do Sincomércio de São Carlos; a Sra. Ariane Teixeira Lima Canellas, Gerente do Escritório Regional do SEBRAE São Carlos; e Ágata Fernanda de Souza, Diretora do Departamento de Desenvolvimento do Comércio Local do município.

Na ocasião, a gerente regional do SEBRAE, Ariane Canellas, apresentou o projeto “Centro Vivo: Comércio, Cultura e História”, uma iniciativa que busca promover a revitalização do Centro Comercial de São Carlos, com foco especial na baixada do Mercado Municipal, integrando ações de capacitação, estímulo ao empreendedorismo e valorização cultural e histórica da região.

Durante a reunião, o Vereador Moisés Lazarine destacou a importância da união entre os Poderes Executivo e Legislativo, além do envolvimento direto de entidades representativas como o Sincomércio, para que o projeto avance de forma concreta e gere resultados reais para comerciantes e população.

“O Centro da nossa cidade precisa voltar a pulsar. Precisamos de ações planejadas, parcerias sólidas e, principalmente, ouvir quem está no dia a dia do comércio. Esse projeto apresentado pelo SEBRAE é extremamente positivo, pois une desenvolvimento econômico, qualificação profissional e valorização da história de São Carlos”, afirmou o vereador.

Moisés Lazarine reforçou ainda que o Legislativo está à disposição para apoiar iniciativas que promovam crescimento econômico sustentável e geração de oportunidades.

“Nosso mandato tem como prioridade apoiar projetos que fortaleçam o comércio local, gerem emprego e renda e tragam mais vida ao Centro. Quando Executivo, Legislativo e entidades caminham juntos, quem ganha é a cidade”, completou.

O projeto Centro Vivo prevê parcerias estratégicas para treinamentos de comerciantes, ações de revitalização urbana e incentivo à ocupação qualificada dos espaços centrais, fortalecendo a identidade cultural e econômica de São Carlos.

A reunião reforçou o compromisso conjunto entre SEBRAE, Sincomércio, Poder Público e Legislativo em buscar soluções práticas para o desenvolvimento do comércio local e a revitalização do coração da cidade.

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