BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro (PL) editou decreto que vai determinar a divulgação dos preços dos combustíveis a partir do dia 22 de junho - um dia antes do mandatário sancionar lei que fixa teto de 17% para ICMS sobre combustíveis. A ordem foi publicada na edição desta quinta-feira, 7, no Diário Oficial da União.
Conforme o texto, fica estabelecido que os postos de combustíveis devem exibir os valores antigos para que os consumidores tenham a possibilidade de fazer um comparativo de preços.
Em um trecho do decreto, o presidente ordena que os estabelecimentos mantenham a exibição de “de forma correta, clara, precisa, ostensiva e legível”. A decisão fica em voga até o dia 31 de dezembro de 2022. No texto, não há menção de multa caso os proprietários dos postos não sigam a ordem.
Bolsonaro sancionou o teto para redução do preço dos combustíveis no dia 23 de junho. O projeto foi criticado por governadores, que alegaram um possível cenário de crise fiscal em 2023 após a redução das alíquotas de ICMS.
Jayanne Rodrigues / ESTADÃO
LONDRES - Os chefes dos serviços de segurança do Reino Unido e dos Estados Unidos fizeram uma declaração conjunta inédita em Londres na quarta-feira (6/7) para alertar sobre a "ameaça imensa" que a China representa no mundo.
O diretor da agência americana FBI, Christopher Wray, disse que a China é a "maior ameaça de longo prazo à nossa segurança econômica e nacional" e que Pequim "interferiu na política" dos EUA, incluindo em eleições recentes.
O chefe do serviço britânico de inteligência MI5, Ken McCallum, disse que nos últimos três anos a sua agência dobrou a quantidade de trabalho que realiza contra a atividade chinesa — e que pretende dobrar novamente os esforços.
O MI5 diz estar realizando sete vezes mais investigações relacionadas às atividades do Partido Comunista Chinês em comparação com 2018, segundo McCallum.
Wray, do FBI, alertou que, se a China tomasse Taiwan à força, isso "representaria uma das mais terríveis interrupções en negócios que o mundo já viu".
Esta foi a primeira aparição pública conjunta dos dois diretores. Ela ocorreu na sede do MI5 em Londres.
McCallum afirmou que o Partido Comunista Chinês hoje provocou uma grande virada nos desafios de inteligência do Reino Unido. Wray disse que a China representa um desafio "imenso" e "arrebatador".
Wray alertou o público presente na apresentação — que incluía executivos-chefes de empresas e figuras de alto escalão de universidades — que o governo chinês está "determinado a roubar sua tecnologia" usando diversas ferramentas.
Ele disse que isso representa "uma ameaça muito mais grave a empresas ocidentais do que muitos empresários sofisticados percebem". Ele citou casos em que pessoas ligadas a empresas chinesas nas áreas rurais dos EUA estariam desenterrando sementes geneticamente modificadas — uma tecnologia que custaria bilhões de dólares e quase uma década para a China conseguir desenvolver.
Ele também disse que a China implantou espionagem cibernética para "enganar e roubar em grande escala", com um programa de hackers maior do que o de todos os outros grandes países somados.
O chefe do MI5 disse que a inteligência sobre ameaças cibernéticas foi compartilhada com 37 países e que em maio um ataque sofisticado contra o setor aeroespacial foi interrompida.
McCallum também apontou uma série de exemplos ligados à China. Entre eles, um especialista em aviação britânico que recebeu uma proposta pela internet de uma atraente oportunidade de emprego. Ele viajou para a China duas vezes para "beber e jantar" antes de ser solicitado a fornecer informações técnicas sobre aeronaves militares por uma empresa que na verdade era uma fachada para oficiais de inteligência chineses.
"Foi aí que entramos", disse McCallum. Ele também disse que a empresa de engenharia Smith's Harlow foi abordada por uma empresa chinesa que conseguiu roubar a sua tecnologia, forçando a companhia britânica a pedir falência em 2020.
Ele citou o alerta de interferência emitido pelo Parlamento em janeiro sobre as atividades de Christine Lee, dona de um escritório de advocacia que trabalhava em prol das relações entre Reino Unido e China, e chegou a ser recebida por premiês britânicos. Ela foi acusada por um relatório do MI5 de tentar influenciar políticos britânicos para favorecer a China.
McCallum disse que esse tipo de operação visa amplificar as vozes do partido comunista pró-chinês e silenciar aqueles que questionam sua autoridade. "Isso precisa ser enfrentado", disse o diretor do MI5.
Nos EUA, o diretor do FBI disse que o governo chinês interferiu diretamente em uma eleição para o Congresso em Nova York porque queria barrar um candidato que protestou na Praça da Paz Celestial em 1989.
A China fez isso, segundo o FBI, contratando um detetive particular para buscar informações negativas sobre o candidato. Wray afirma que nada foi encontrado e que houve então um esforço para se fabricar uma polêmica envolvendo uma prostituta e que se cogitou até mesmo encenar um acidente de carro.
Wray disse que a China está aprendendo "todo tipo de lição" do conflito na Ucrânia. Isso incluiu tentar se proteger de sanções futuras como as que atingiram a Rússia. Se a China invadir Taiwan, a ruptura econômica seria muito maior do que a observada com os russos, disse ele. Segundo Wray, os investimentos de grandes potências europeias e dos EUA na China se tornariam "reféns" do governo de Pequim, e as cadeias de suprimentos seriam interrompidas.
"Eu não tenho nenhum motivo para pensar que o interesse deles em Taiwan diminuiu de alguma forma", disse o diretor do FBI a jornalistas após o discurso.
O diretor do MI5 disse que novas leis podem ajudar a lidar com a ameaça chinesa, mas que o Reino Unido também precisa se tornar um "alvo mais difícil", garantindo que todas as partes da sociedade estejam mais cientes dos riscos envolvidos. Ele disse que uma recente reforma do sistema de vistos obrigou mais de 50 estudantes ligados às Forças Armadas da China a deixarem o Reino Unido.
"A China acreditou por muito tempo que era a segunda maior prioridade de todos", disse Wray. "Eles não estão mais passando desapercebidos".
- O texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62076576
“São 21 pacientes que não podem contar com o serviço de transporte para o tratamento, a falta dessa assistência pode custar vidas”.
SÃO CARLOS/SP - Vereador Elton Carvalho (Republicanos) participou de uma reunião, na terça-feira, 05, com o prefeito Airton Garcia, onde estiveram presentes o secretário de Governo, Edson Fermiano, a secretária da Saúde, Jôra Porfírio, o chefe de gabinete da Secretaria de Saúde, Gustavo Curvelo, e a diretora do Departamento de Gestão e Cuidado Hospitalar, Lindiamara Soares, para pedir solução sobre a falta de transporte de pacientes para o tratamento de hemodiálise em São Carlos.
Após receber uma denúncia sobre a falta de transporte para os pacientes dialisados fazerem tratamento, o parlamentar apurou que atualmente existem 21 pacientes que não podem contar com a oferta deste serviço e informações sobre o registro de faltas/ausências nas sessões de hemodiálise em decorrência da falta de transporte.
Em geral, os pacientes com doença renal crônica fazem hemodiálise três ou quatro vezes por semana, ou até mesmo diariamente dependendo da situação clínica do paciente, a cada sessão que não é realizada aumenta o risco do paciente apresentar problemas cardíacos, derrames, edema pulmonar e, consequentemente, o risco de morte por conta do acúmulo de líquido e toxinas no sangue.
“O tratamento de hemodiálise, que ocorre em média de duas a três vezes por semana, causa uma série de reações no paciente. Muitos apresentam problemas de locomoção e saem ainda mais debilitados do procedimento. Por isso, ampliar a capacidade do serviço urgentemente e garantir o transporte é essencial para a continuidade e o sucesso do tratamento. Viemos pedir soluções e garantir a oferta de transporte para esses pacientes” enfatizou Elton Carvalho.
Como fechamento da reunião, houve consenso positivo entre a Secretaria Municipal de Saúde, com aval do Prefeito Airton Garcia, do secretário de Governo, Edson Fermiano, e do parlamentar.
“Apresentamos uma solução temporária que será implantada de imediato: a gratuidade do transporte público para os pacientes irem até a hemodiálise e adequação dos itinerários e horários do Serviço Integrado de Transporte Sanitário para garantir o retorno dos pacientes após o tratamento. Imediatamente também, iremos iniciar os trâmites necessários para um remanejamento orçamentário a fim de viabilizar a compra de uma van adequada para solucionar esse transporte” concluiu a secretária de Saúde, Jôra Porfírio.
SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Wilson Marques, juntamente com o diretor de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela, entregou na manhã de terça-feira (05/07), 22 capacetes para os agentes que atuam como autoridade fiscal nas áreas de posturas, obras e meio ambiente.
Foram comprados pela Secretaria de Habitação capacetes do tipo escamoteável (que cobre toda a cabeça, mas a articulação da viseira também permite articular a parte do queixo) Pells Urbans Classic branco, totalizando um investimento de R$ 9.900,00.
O secretário de Habitação parabenizou os agentes pelo trabalho e ressaltou a importância da fiscalização. “A fiscalização é importante para garantir o cumprimento das legislações municipais. O trabalho dos fiscais ajuda a melhorar a arrecadação e faz com que a cidade fique mais organizada”, disse Marques.
“É importante para o servidor, motiva e dá mais segurança no trabalho que é realizado na fiscalização”, ressaltou Rodolfo Tibério Penela, diretor de Fiscalização, agradecendo o prefeito Airton Garcia pela liberação da compra.
Wilson Marques reforça que os equipamentos fortalecem a garantia de eficiência dos serviços prestados a comunidade. “Nosso objetivo é dotar o Departamento de Fiscalização com a estrutura necessária para cumprir o seu papel”, finaliza o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano.
SÃO CARLOS/SP - Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Carlos visitaram as instalações do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar) junto ao presidente da Câmara, o vereador Roselei Françoso (MDB), na manhã de terça-feira (5).
O objetivo da visita, segundo Roselei, foi o de apresentar as novas instalações do HU-UFSCar à Comissão de Saúde da OAB São Carlos e as demandas que estão surgindo para que esses novos setores passem a funcionar.
Estiveram na visita o presidente da OAB São Carlos, Renato Barros, e pela Comissão de Saúde da entidade, o presidente, Rodrigo Zambrano, e o vice-presidente, Benner Marques. “O HU-UFSCar está em fase de implantação, há muitos serviços para serem consolidados”, explicou Roselei.
“Todos os segmentos da sociedade que pudermos agregar para nos ajudar nas ações junto ao Poder Público são importantes”, frisou o presidente da Câmara de São Carlos. Para Roselei, o custeio do HU e da Santa Casa é uma pauta prioritária.
Também foi pauta da visita o custeio dos 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HU-UFSCar, que devem ser colocados em funcionamento com urgência uma vez que o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública com a intenção de agilizar o processo.
De acordo com o superintendente do HU-UFSCar, Fábio Neves, em reunião realizada na Câmara Municipal, no dia 24 de junho, o financiamento dos recursos humanos e dos investimentos em equipamentos já foram garantidos pelo governo federal. “É preciso encontrar os recursos em caráter emergencial para o custeio”, frisou Fábio Neves. Até o final deste ano serão necessários, pelo menos, R$150 mil por mês para este fim.
“Ter um hospital público atrelado ao ensino e à pesquisa fazendo o atendimento da população com o porte do HU-UFSCar é um motivo de orgulho para todos nós. Esperamos que o Poder Público encontre as soluções financeiras e administrativas para viabilizar a totalidade do hospital o quanto antes”, destacou o presidente da OAB, Renato Barros.
Para o presidente da Comissão de Saúde da entidade, o HU-UFSCar deve funcionar conforme foi idealizado desde o início. “Ele foi criado para dar suporte à Saúde Pública de São Carlos e região e para auxiliar na formação de novos profissionais”, disse. “Verificamos que isso já ocorre parcialmente e que a equipe está trabalhando para garantir o funcionamento pleno”, completou Zambrano.
SÃO PAULO/SP - Pré-candidato à reeleição, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), terá quase o dobro do tempo de exposição no horário eleitoral gratuito na TV e no rádio do que os principais adversários caso assegure o apoio do União Brasil. Já Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL), precisa do apoio do PSD, de Gilberto Kassab, para ficar à frente de Fernando Haddad (PT).
Garcia e Tarcísio estão empatados em segundo lugar, atrás do petista, segundo pesquisas de intenção de voto. Governador e ex-ministro ainda são pouco conhecidos dos paulistas. Garcia assumiu o Palácio dos Bandeirantes em abril após renúncia de João Doria.
O horário eleitoral na TV e no rádio será veiculado entre 26 de agosto e 29 de setembro. A divisão do tempo é feita segundo o tamanho da bancada de deputados federais eleita em 2018. O cálculo foi realizado com base nas regras da Resolução n.º 23.610 do TSE.
Com 81 deputados eleitos em 2018, o União Brasil – fusão de PSL e DEM – tem 1 minuto e 30 segundos em cada bloco, um à tarde e outro à noite, ambos com 10 minutos. Com a legenda, Garcia teria cerca de 4 minutos e 10 segundos, ante 2 minutos 23 segundos de Tarcísio e 2 minutos e 8 segundos de Haddad, já contando com o PSB, de Márcio França, que deve concorrer ao Senado.
Disputa
França tenta ainda atrair Kassab para a campanha de Haddad. Com isso, Tarcísio perderia os 39 segundos do partido, e o petista teria 2 minutos e 47 segundos, deixando Tarcísio com apenas 1 minuto e 43.
“Acreditamos muito na TV, já que o índice de desconhecimento do Tarcísio é muito grande. (O tempo de TV) É um tiro de canhão que funciona nas classes C e D”, disse o marqueteiro de Tarcísio, Pablo Nobel.
A aposta principal das campanhas, porém, está nas inserções espalhadas pela grade de programação da TV aberta. Segundo especialistas, elas têm um impacto muito mais efetivo do que os blocos. Pelos cálculos da pré-campanha de Garcia, o tucano deve ter 13 comerciais diários, Tarcísio, sete, e Haddad, seis.
“Nossa grande expectativa está nas inserções”, afirmou Nobel. “Com a composição política do Rodrigo, ele vai ter o maior tempo de TV e a possibilidade de demonstrar o que foi feito”, disse Wilson Pedroso, coordenador da pré-campanha.
A campanha de Haddad também vê o tempo de TV e rádio como estratégico. “Ainda é um espaço privilegiado em que o eleitor pode comparar propostas e biografias dos candidatos. As conversas com todos os partidos para composição política levam em consideração as questões programáticos e o espírito de reconstrução do Brasil e mudança em São Paulo”, afirmou Otávio Antunes, que atua no marketing do candidato petista.
Já o secretário de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, considera que o tempo disponível para o partido é bom e permite “passar a mensagem”. Ele também aponta que a legenda vai construir uma linguagem única nas inserções sobre as candidaturas majoritárias e proporcionais.
Para o cientista político Emerson Cervi, professor na Universidade Federal do Paraná, o tempo de rádio e TV continua importante na campanha eleitoral, já que o eleitor ainda chega indeciso no período eleitoral, principalmente nas disputas regionais. Segundo ele, há uma avaliação equivocada de que essas inserções não seriam relevantes em razão do resultado das eleições presidenciais em 2018.
“Essas eleições de descontinuidade, como 2018, não costumam se repetir. A tendência é você ter uma eleição de realinhamento na sequência, e é o que está se mostrando agora. Ao que tudo indica, em 2022 a gente volta a ter o mesmo papel central do horário eleitoral, até mais importante para as eleições regionais, porque o eleitor tem muito mais conhecimento de quem é candidato a presidente do que governador”, afirma.
Pedro Venceslau e Gustavo Queiroz / ESTADÃO
FRANÇA - A imprensa francesa desta quarta-feira (6) destaca o discurso de política geral da primeira-ministra Elisabeth Borne na Assembleia Nacional para apresentar as diretrizes de seu programa de governo para os próximos cinco anos.
O jornal Libération analisa os principais os principais temas que estarão em pauta dos debates do parlamento francês. Para a publicação, não há dúvidas de que o poder de consumo dos franceses estará no centro das atenções, com dois projetos que serão apresentados já na quinta-feira a serem votados até o final de agosto.
Nos dois textos, as medidas vão custar para os cofres públicos, de acordo com Libération, mais de 20 bilhões de euros. "O grande desafio do executivo e dos deputados partidários do presidente Emmanuel Macron é de canalizar as propostas alternativas da oposição, na Assembleia e na mídia, e aprovar os textos com o apoio de alguns opositores ou contar com a abstenção", explica o diário.
O governo também deve propor, como previsto, o fim do imposto que financia o audiovisual público, o aumento dos subsídios sociais, de entre 3,5 a 4%, a criação de uma ajuda alimentar em forma de cheque, a regulamentação do preço dos aluguéis e reajuste do parâmetro de indexação à inflação dos salários de funcionários públicos.
Para Le Figaro, a autoridade de Elisabeth Borne "já está fragilizada" e tentará mostrar sua legitimidade diante de uma assembleia dividida e pouco amigável. A aliança de oposição Nupes, anunciou na terça-feira que apresentará uma moção de censura para derrubar seu governo. De acordo com o jornal, outro desafio de Borne é o de não se intimidar diante de ministros experientes como Bruno Le Maire, da Economia, e Gérald Darmanin, do Interior.
De acordo com Le Parisien, o discurso da primeira-ministra, escrito a mão por ela mesma além das principais linhas de seu projeto de governo, contém elementos de sua história pessoal. Mas o principal objetivo de Borne durante quase uma hora de discurso será principalmente de tentar conquistar a oposição, afirma o jornal.
SÃO CARLOS/SP - Na última quinta-feira (30), a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) atendeu ao pedido feito pela vereadora Cidinha do Oncológico e instalou balizadores na Avenida Capitão Luiz Brandão.
Diversos moradores e comerciantes locais vinham solicitando melhorias na avenida, com o objetivo de banir as conversões proibidas. Sabendo disso, a parlamentar protocolou requerimentos à Prefeitura, nos quais apontou a necessidade da instalação de balizadores/sinalizadores ao longo do eixo central desta via pública, no trecho entre as ruas da Maçonaria e Júlio Constantino, na região da Vila Nery.
Cidinha ressaltou que “a intervenção foi necessária para evitar conversões proibidas para acesso aos comércios locais”, e completou dizendo que “essas situações (conversões proibidas) causavam insegurança aos pedestres e atrapalhavam o fluxo de veículos na região”. A SMTT solicita aos motoristas que cumpram com atenção e respeito à nova sinalização.
SÃO PAULO/SP - O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-governador Márcio França (PSB) formataram um acordo para estar juntos na disputa estadual e tentam agora impedir que o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) feche uma aliança com o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), representante do presidente Jair Bolsonaro (PL) no pleito pelo governo de São Paulo. Márcio França deve disputar o Senado.
Em mais um gesto para unificar PT e PSB em São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) almoçou no domingo no apartamento de França. Além das esposas, Lucia França e Rosângela da Silva, a Janja, estavam presentes Haddad e Ana Estela, Geraldo e Lu Alckmin. No encontro, que praticamente selou o acordo, França pediu mais prazo para anunciar sua desistência da disputa estadual e disse que pretende conversar com Kassab, o que deve acontecer na quarta-feira, 6.
Lula e Haddad ainda sonham em trazer o PSD para a coligação. Para isso, Márcio França estaria disposto a abrir mão de indicar o vice e a suplência para contemplar Kassab. Com o PSD em seu palanque, Haddad ampliaria em 40 segundos seu tempo de TV no horário eleitoral.
A leitura no PT e no PSB, porém, é de que a base de Kassab em São Paulo é conservadora e antipetista. Por isso, o ex-prefeito estaria mais próximo de fechar com Tarcísio, que teria o ex-prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth (PSD), como vice.
Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira, 30, Haddad segue na liderança com 28% das intenções de voto, contra 16% de França, 12% Tarcísio e 10% Rodrigo Garcia (PSDB). No cenário sem França, Haddad vai para 34% das intenções de voto, enquanto Rodrigo e Tarcísio empatam com 13%.
Enquanto Haddad e França fazem uma última tentativa de atrair Kassab, a prioridade do ex-governador Rodrigo Garcia (PSDB) é trazer de volta o União Brasil. Após o deputado federal Luciano Bivar, presidente da legenda e pré-candidato presidencial, ameaçar romper com os tucanos devido ao apoio do PSDB à senadora Simone Tebet (MDB-MS), o governador intensificou as conversas e jantou com Bivar em São Paulo no sábado.
No encontro, o presidenciável do União Brasil disse que espera ajuda do governador para sua candidatura em troca de um apoio que será determinante para Rodrigo Garcia ter a hegemonia do horário eleitoral na TV e rádio. “O União Brasil quer reciprocidade do PSDB no plano nacional. O processo de sobrevivência dos tucanos passa por São Paulo e o Bivar é uma peça chave. Rodrigo Garcia é um grande nome, mas o que está em jogo é uma questão macro”, disse o deputado federal Junior Bozella (SP), que integra a direção estadual do União Brasil.
Segundo o parlamentar, a ideia é que Rodrigo Garcia divulgue uma carta pública e faça uma resolução da executiva do PSDB paulista anunciando apoio a Bivar na corrida presidencial. Antes de encontrar Garcia, o pré-candidato do União Brasil esteve em Porto Alegre com o ex-governador e candidato à reeleição Eduardo Leite (PSDB), a quem fez o mesmo pedido em troca de apoio local.
Essa exigência, porém, pode abrir uma crise com o MDB, outro aliado estratégico de Rodrigo Garcia. Bivar teria exigido exclusividade no palanque do tucano. Ou seja: sem Simone Tebet.
Pedro Venceslau / ESTADÃO
UCRÂNIA - Um ex-funcionário do poderoso Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia, a unidade de inteligência que sucedeu a KGB, assumiu nesta terça-feira (5) o governo da região ucraniana de Kherson, ocupada pelas forças de Moscou.
Sergei Eliseyev, 51 anos, que até agora era o primeiro vice-governador da região russa de Kaliningrado (noroeste), "assumiu o posto de chefe de Governo da região de Kherson", informou Vladimir Saldo, que comanda a administração da ocupação russa.
O ex-deputado ucraniano Alexei Kovalev, que passou para o lado russo, foi nomeado vice de Eliseyev, responsável pelas questões ligadas à agricultura.
"A Rússia está aqui para sempre", disse.
Desde a conquista de Kherson, Moscou iniciou uma política de "russificação". O país introduziu o uso do rublo na região, emitiu passaportes russos e abriu um banco. Além disso, a economia está em grande parte sob controle da administração da ocupação e os críticos sofrem com a repressão.
No início da ofensiva contra a Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin disse que o país não ocuparia a Ucrânia.
Agora, o Kremlin afirma que os moradores das regiões devem decidir seu destino, o que dá a entender que Moscou seria favorável à organização de um referendo sobre a anexação à Rússia, como aconteceu com a Crimeia.
Nas últimas semanas, no entanto, funcionários pró-Kremlin nas zonas ocupadas foram alvos de atentados.
Kovalev escapou no fim de junho de uma tentativa de assassinato.
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