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Estudo convida familiares e profissionais da Saúde para participação online

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo na área da Psicologia, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pretende compreender as percepções de empatia nos cuidados de fim de vida no Brasil, tanto pela perspectiva dos familiares dos pacientes quanto pela perspectiva dos profissionais da Saúde. Para isso, convida voluntários para responderem um questionário online.
"Buscamos entender como a empatia nos cuidados em fim de vida está sendo percebida tanto pelos familiares que perdem um ente querido quanto pelos profissionais que cuidam desse paciente e como isso pode nos ajudar a encontrar falhas nesse cuidado para que intervenções possam ser criadas a fim de garantir um cuidado mais empático e sensível em um momento tão delicado e vulnerável da vida", explica Amanda Moro Saches, estudante de graduação em Psicologia da UFSCar e responsável pelo estudo.
Segundo ela, "nos cuidados em fim de vida, é comum que familiares relatem necessidade de apoio no luto após a perda de seu ente querido, mas, apesar de os profissionais da Saúde normalmente estarem envolvidos no apoio às famílias durante a morte e o morrer, a maioria das UTIs não mantém uma rotina de acompanhamento com os familiares. O foco da pesquisa é para qualquer ambiente em que o paciente tenha recebido cuidados profissionais, podendo ser na UTI, cuidado domiciliar ou outros".
Podem participar do estudo familiares, com mais de 18 anos e qualquer grau de parentesco, que perderam um ente querido nos últimos três meses. A participação é totalmente online, por meio do questionário disponível em https://redcap.link/8s8cn1m2. O levantamento é feito também com profissionais da Saúde que enfrentaram a morte de um paciente nos últimos três meses; neste caso, o questionário pode ser acessado em https://redcap.link/ro7rsgey. O tempo de resposta estimado é de 10 minutos.
O trabalho, intitulado "Percepções de empatia nos cuidados de final de vida no Brasil: visão de familiares e cuidadores", é orientado pelas professoras do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, Esther Angélica Luiz Ferreira e Cristina Ortiz Sobrinho Valete, e tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 72909123.2.0000.5504).

BRASÍLIA/DF - A maioria dos estudantes, professores e gestores de escolas que começaram a implementar o Novo Ensino Médio disse estar insatisfeita com o novo modelo. Os jovens também reclamam que o ofertado pelas redes de ensino não tem correspondido ao que é demandado. Os resultados fazem parte de pesquisa que está sendo realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A pesquisa entrevistou 2,4 mil professores, gestores e estudantes que atuaram ou estudaram em escolas públicas estaduais que implementaram o Novo Ensino Médio na 1ª série no ano de 2022. As entrevistas foram feitas de forma presencial ou por telefone, entre 23 de junho e 6 de outubro de 2023.

Os dados divulgados são apenas uma parte da pesquisa cujo relatório final deverá ser concluído em janeiro de 2024.

Os resultados mostram que 56% dos estudantes, 76% dos docentes e 66% dos gestores estão insatisfeitos com as mudanças promovidas pelo Novo Ensino Médio. Na outra ponta, 40% dos estudantes, 17% dos docentes e 26% dos gestores disseram estar satisfeitos. Os demais estavam ausentes, não sabem ou não responderam.

O novo modelo, aprovado em 2017, começou a ser implementado em 2022 e causou uma série de polêmicas. Após uma consulta pública, o modelo está sendo novamente discutido no Congresso Nacional e poderá ser votado pela Câmara dos Deputados esta semana.

Pelo Novo Ensino Médio, parte das aulas passa a ser comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções, está em dar ênfase às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários, no entanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.

A pesquisa mostra que 86% dos estudantes elegeram a Formação Técnica e Profissional como uma das áreas de seu interesse, mas apenas 27% dos gestores informaram ofertar disciplinas ou cursos deste tipo em suas escolas.

Desafios

Para os gestores, o maior desafio para a implementação, apontado por 74% dos entrevistados, é a formação continuada para docentes e gestores. Dois a cada três gestores (67%) apontaram também como desafio a adequação da infraestrutura. A mesma porcentagem considera um desafio a obtenção de apoio técnico e aquisição e elaboração de material didático.

Os professores também consideram a formação que receberam inadequada. Para 59% deles, a formação para implementar a BNCC foi inadequada e para 64% a formação para implementar os itinerários formativos deixou a desejar.

Segundo a coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, a pesquisa foi feita para subsidiar as tomadas de decisão do Ministério da Educação (MEC) e os estados.

“Eu acho que essa pesquisa traz justamente isso, subsídios para melhorar. Não é porque implementou e se gastou muitos recursos para implementar dessa forma que não se pode mudar. Tem que ir avaliando e ir melhorando”, defende.

Rebeca Otero ressalta que é preciso levar em consideração esse descompasso entre o que está sendo possível ofertar e o que está sendo demandado para que sejam criadas condições para melhor atender tanto estudantes quanto os professores e gestores.

“Para além da disputa política que a gente vê em cima do tema, temos que ver que são estudantes, são os nossos jovens, e é a vida deles que está em jogo, e a dos profissionais, dos docentes e gestores. É importante trazer a voz deles nesse momento”, ressalta Rebeca Otero.

 

 

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Novo episódio do Conexão Federal comemora os 10 anos do ProFut da Universidade, com reflexões sobre o futebol à luz das Ciências Humanas

 

SÃO CARLOS/SP - Em 2023, o Grupo de Estudos e Pesquisas dos Aspectos Pedagógicos e Sociais do Futebol (ProFut) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) completa 10 anos de existência. Para relembrar histórias e desafios e celebrar conquistas, o "Conexão Federal" (https://bit.ly/conexao-federal-profut) recebe Osmar Moreira de Souza Júnior, coordenador do ProFut e docente no Departamento de Educação Física e Motricidade Humana da Instituição, e Luiz Felipe Eduardo Fernandes, estudante de Filosofia da UFSCar.
O produto, em formato videocast, tem o objetivo de fomentar debates construtivos, por meio da disseminação de iniciativas relacionadas ao ensino, à pesquisa e à extensão do ambiente universitário, e entender como elas se relacionam com a vida das pessoas.
Ao longo do episódio, os convidados conversam com a jornalista do Instituto da Cultura Científica (ICC), Adriana Arruda, sobre ações realizadas pelo Grupo ao longo dos anos, que englobam debates e pesquisas sobre o futebol à luz de referenciais das Ciências Humanas, em campos como Pedagogia do Esporte, Antropologia, Sociologia e Filosofia.
Alguns dos destaques da conversa são o futebol callejero (com foco em regras que trazem inclusão e respeito às pessoas participantes) e o projeto "Futebóis e Diversidade". A atividade recebe, semanalmente no Campus São Carlos, todas as pessoas interessadas por futebol para praticar o esporte de maneira inclusiva, acolhedora e democrática, enfatizando a importância de sua diversidade.
O episódio completo pode ser assistido em https://bit.ly/conexao-federal-profut.
A série tem periodicidade mensal, com publicação no YouTube (https://bit.ly/conexao-federal), Instagram (instagram.com/ufscaroficial) e outras redes sociais da UFSCar, e também no Portal da UFSCar (ufscar.br) e site do ICC (icc.ufscar.br). Além da íntegra de cada episódio, vários "cortes" são publicados no Instagram, para fomentar o engajamento do público com a temática selecionada.
A iniciativa é uma realização do ICC, com o apoio do Núcleo de Apoio à Indissociabilidade entre Inovação, Pesquisa, Ensino e Extensão (NAIIPEE), vinculado à Fundação de Apoio Institucional (FAI-UFSCar).Sugestões de temas para os próximos episódios do videocast podem ser feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

anexos:

Curso desenvolve habilidades para formação de musicistas e educadores

 

SÃO CARLOS/SP - Quem prestou a última prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já poderá se candidatar, a partir de 2024, via Sistema de Seleção Unificada (SiSU), a uma das vagas ofertadas no curso de licenciatura em Música da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Antes, os candidatos tinham que prestar as provas do Enem e também a prova de habilidades musicais para ingressarem.
"A música, especialmente em países que sofreram uma colonização exploratória, como o Brasil, ainda é vista muitas vezes como algo elitizado e rodeado de uma aura de complexidade que a torna difícil de alcançar. O objetivo de um curso como a licenciatura em Música da UFSCar é mudar esse quadro no âmbito social, popularizando o acesso e mostrando às pessoas que a música não é um luxo de poucos e sim um direito de todos e todas", explica Antonio Carlos Leme Jr, professor do Departamento de Artes e Comunicação (DAC) da UFSCar. Este ano, foi lançado um perfil no Instagram (@licenciatura_em_musica_ufscar), que reúne algumas atividades do curso como, por exemplo, a participação de professores e alunos no Universidade Aberta da UFSCar.
A licenciatura em Música da UFSCar é um curso de graduação presencial, oferecido em período integral, com previsão de duração de quatro anos (oito semestres). O curso oferta 24 vagas anuais e visa garantir ao egresso um amplo panorama de habilidades voltadas para a atuação como musicista e educador. "Trata-se de uma licenciatura que tem como pilares: conhecimentos específicos de música, conhecimentos pedagógico-musicais e de pesquisa", define Renata Franco Severo Fantini, professora do DAC e Coordenadora do curso. "O campo específico abrange disciplinas como Percepção Musical, Rítmica, Instrumento harmônico, entre outras. Do campo pedagógico podemos citar as disciplinas de Vivências em Educação Musical e as de Educação Musical para infância, adolescentes e jovens, adultos e idosos".
Além das disciplinas, o curso "tem como característica o desenvolvimento de projetos de extensão de aulas ou de prática musical voltados ao desenvolvimento musical de pessoas de todas as idades das comunidades interna e externa à Universidade. São exemplos a Orquestra Experimental da UFSCar, Prática de Samba, Big Boom Orchestra e cursos de iniciação musical no Laboratório de Musicalização", elenca a docente.
No mercado de trabalho, os egressos da licenciatura em Música UFSCar têm atuado como professores da rede pública e particular do Ensino Fundamental, bem como produzindo eventos e tocando profissionalmente, além de atuarem em escolas de música e projetos sociais nas áreas de Educação e Cultura.

Informações
O curso de Música constará no próximo Termo de Adesão ao SiSU, já publicado pela UFSCar. As pessoas interessadas em ingressar poderão ter informações como a distribuição de vagas pela reserva de vagas e ampla concorrência, bem como os pesos das notas em cada uma das habilidades do Enem. Mais informações também podem ser consultadas na página da Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG), em www.ingresso.ufscar.br. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Confira os cursos oferecidos pela UFSCar no site www.prograd.ufscar.br/cursos/cursos-oferecidos.
Mais informações sobre o curso de licenciatura em Música da UFSCar também podem ser consultadas no site www.ccmus.ufscar.br e no perfil do Instagram @licenciatura_em_musica_ufscar.
Estudo da UFSCar busca participantes para testes e exames como espirometria e bioimpedância

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de mestrado, do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem por objetivo compreender, de um modo geral, como o comportamento do sistema cardiopulmonar influencia o desempenho dos asmáticos durante a prática do exercício. A pesquisa é feita no Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar (Lacap) e está convidando voluntários para realizarem testes e exames gratuitos.
O estudo é conduzido pela mestranda Gabriele Da Dalto Pierazzo, sob orientação de Adriana Sanches Garcia de Araújo, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio), e coorientação de Cássia da Luz Goulart, pós-doutoranda do PPGFt.
A asma é uma doença que acomete os pulmões, acompanhada de uma inflamação crônica dos brônquios, espécies de tubos que levam o ar para dentro dos pulmões. A doença pode ser mais leve ou chegar a interferir nas atividades diárias do paciente. Dentre os principais sintomas estão dificuldade para respirar, dor no peito, tosse e respiração ofegante. Geralmente, a asma é controlada com inaladores de resgate, que tratam os sintomas, e inaladores de controle (esteroides), que os previnem. Os casos graves podem exigir inaladores de ação prolongada que mantêm as vias aéreas abertas, bem como esteroides orais.
De acordo com Gabriele Pierazzo, o foco da pesquisa é compreender o comportamento do oxigênio nos músculos, a dilatação da artéria que fica no braço e o controle cardíaco de pacientes asmáticos durante o exercício. Os participantes realizarão diferentes testes e exames para avaliar todas as questões. "A expectativa é que o estudo traga novos conhecimentos sobre como a asma afeta as pessoas. Esse resultado pode ser aplicado na prática clínica por meio de novas estratégias de intervenção em fisioterapia cardiopulmonar e em outros atendimentos de pessoas com asma", aponta a pesquisadora.
Para desenvolver a pesquisa, estão sendo convidadas pessoas, entre 18 e 60 anos, que tenham diagnóstico de asma e que não sejam fumantes. Os exames e testes serão feitos em duas visitas ao Lacap, conforme agendamento com os participantes. As pessoas interessadas em participar podem entrar em contato pelo telefone (14) 98171-1017 ou pelo e-mail gabrielepierazzo@estudante.ufscar.br. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 73352223.8.0000.5504).
Estudo contribui para desenvolvimento de novos materiais

 

SÃO CARLOS/SP - Por mais avançados que estejam os estudos referentes aos átomos, ainda não há conclusões como eles estão de fato dispostos, especialmente quando se trata de ligas metálicas. As pesquisas mostram como os átomos estão, em média, organizados, mas não se sabe em detalhes como são as estruturas locais e o teor real de aleatoriedade de misturas metálicas. Esse foi um dos pontos de partida dos estudos que resultaram no artigo "Sobre a origem das intensidades difusas em padrões de difração de elétrons de cfc" (originalmente em Inglês "On the origin of diffuse intensities in fcc electron diffraction patterns"), publicado na renomada revista Nature e que tem o professor Francisco Gil Coury, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), como primeiro autor.
"Não se sabe se em diversos metais, como por exemplo em um aço inoxidável que possui ferro (Fe) e cromo (Cr), se ambos os elementos estão distribuídos de forma completamente aleatória na estrutura ou se existe uma certa preferência por pares Fe-Cr por exemplo, o nome disso é ordenamento de curto alcance. Nesse contexto, se acreditava poder usar uma técnica de microscopia eletrônica, a difração de elétrons, para se mostrar a presença de um certo tipo de arranjo atômico local que desvia da aleatoriedade do material. No nosso trabalho, mostramos que esse fenômeno que vinha sendo reportado na literatura desde a década de 50 era na verdade um artefato da medida experimental", explicou Coury, que trabalha com metalurgia, com foco em caracterização de materiais e, que desde a iniciação científica na graduação, tem contato com microscopia eletrônica.
Os estudos que resultaram no artigo começaram por volta de 2012, na época que Coury era aluno de iniciação científica e estava fazendo um estágio com bolsa nos Estados Unidos, sob supervisão do professor Michael Kaufman, que possui longa história de colaboração com diversos pesquisadores da UFSCar. "O aluno de doutorado na época, Cody Miller, estava trabalhando com ligas de Ni e já tinha percebido que esse fenômeno visto na difração de elétrons era um artefato, e tinha começado a trabalhar em uma explicação do que esse fenômeno de fato seria", relembrou. Miller terminou seu doutorado e esse assunto ficou esquecido por vários anos, revivido recentemente quando o tema de ordenamento de curto alcance começou a ser tratado no contexto das ligas de alta entropia, e muitos autores começaram a reportar esse artefato como a prova da existência desses arranjos locais. Nessa ocasião, em 2021, Coury encontrou Kaufman e começaram a trabalhar novamente no tema, que resultou na submissão do artigo no final de 2022.
Algumas conceituações são importantes. Os metais são materiais cristalinos, o que significa que os átomos irão se dispor sempre de ordem de longo alcance, isto é, irão se organizar seguindo uma certa ordem. Podemos pensar que os átomos se organizam como em mosaicos, em que uma vez que começamos a montar esse quebra-cabeça, sempre podemos dizer qual vai ser o formato da próxima peça. Diferentes metais terão diferentes estruturas cristalinas, por exemplo: um terá um mosaico de quadrados e o outro terá o mosaico de hexágonos. A estrutura CFC é uma das três estruturas mais importantes e comuns em metais, como são, por exemplo, do alumínio, de alguns aços, do níquel, do cobre, do ouro, da prata, entre outros.
Uma grande quantidade de experimentos foi feita no Laboratório de Caracterização Estrutural (LCE) da UFSCar, que conta com microscópios eletrônicos de última geração e possui diversos acessórios que estão presentes em poucos lugares no mundo e que foram fundamentais nesse trabalho.
A principal contribuição do artigo, segundo o professor da UFSCar, está em corrigir e redirecionar todos os esforços que estão sendo feitos na área de entendimento do efeito do ordenamento de curto alcance nas propriedades dos materiais. "A grande questão é que a existência ou não desse tipo de arranjo local até hoje foi majoritariamente desconsiderada em todos os processos produtivos. Agora, com avanço de diversas técnicas de simulação computacional, começou um questionamento sobre a existência desses arranjos, como controlá-los e seu impacto em propriedades dos materiais. Esse entendimento pode abrir novas janelas de aplicação para virtualmente todos os materiais metálicos existentes", explicou. A grande questão, ainda segundo Coury, é que detectar, quantificar e compreender o efeito em propriedades, principalmente em ligas como os aços inoxidáveis, ainda é um desafio muito grande. 
Ainda não se sabe ao certo em quais propriedades a ordem de curto alcance pode ter impactos. Pesquisas bem recentes, incluindo um trabalho pioneiro do aluno de mestrado Vinícius Bacurau e do pesquisador de pós-doutorado Angelo Andreolli, ambos do PPGCEM da UFSCar, vem mostrando que os impactos em propriedades mecânicas são insignificantes, pelo menos nas composições estudadas por eles. Entretanto, em outras propriedades físicas, como capacidade calorífica, propriedades magnéticas, propriedades elétricas e dilatação térmica, existe um efeito significativo. Mais pesquisas na área vão de fato mostrar as áreas onde esse efeito pode ou não ter um impacto relevante e otimizar as propriedades de um material após novos tipos de processamento.
"Uma vez que sabemos que a difração de elétrons não pode ser usada para esse fim, existe um grande esforço internacional no sentido de se detectar novas formas de se provar a existência e quantificar a ordem de curto alcance em metais. Uma vez sendo possível quantificar a sua existência, começará um esforço no sentido de quantificar seu impacto em diversas propriedades", finalizou. 
Além de Coury, também assinam o artigo (na ordem): Cody Muller, Los Alamos (EUA); Robert Field, Colorado School of Mines (EUA); e Michael Kaufman, também da Colorado School of Mines. O artigo completo pode ser conferido neste link: https://www.nature.com/articles/s41586-023-06530-6#data-availability.

SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC), realizou na noite desta quarta-feira (13/12), no CEMAC, a entrega dos certificados de formatura dos programas educacionais da Universidade do Trabalhador (UNIT), do Programa de Inclusão Digital (PID) e da Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI).
Foi uma noite especial com cantata de natal coordenada pela educadora Marluci Rios, com a presença de autoridades e a entrega   dos certificados de vários cursos como smartv fone, mídias sociais, smartv, tecnologia (introdução a informática), cursos de office, word, PowerPoint, costura, patwork, inglês, italiano e espanhol, entre outros.
Os programas têm como principal objetivo promover a educação e a inclusão social, proporcionando oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para diferentes públicos, através de cursos e atividades educacionais que buscam capacitar para a inserção no mercado de trabalho ou para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.
Marco Antônio Lozano Porta Lopes, chefe de Divisão dos programas UNIT e PID, explicou que foram entregues por volta de 800 certificados para cursos dos programas que tiveram início em julho e foram concluídos em dezembro.
“A formação do curso de informática, por exemplo, depois da pandemia de COVID-19, foi importante para ensinar as pessoas sobre a necessidade de acessar serviços com recursos tecnológicos, como utilizar o celular para fazer compras ou serviços bancários e os demais cursos também contribuem para que possamos tanto resgatar alguém que esteja fora do mercado de trabalho, como oferecer oportunidade de atualizar o currículo de quem já está trabalhando.
O presidente da FESC, Eduardo Cotrim, desejou feliz natal e ano novo para todos os alunos e servidores da FESC ao explicar que foi um trabalho coletivo e essa foi a segunda formatura da FESC, ou seja, é a formatura do segundo semestre. 
“Temos, além do pessoal da terceira idade, também a formatura do pessoal do PID com bastantes jovens do Cidade Aracy, de várias escolas, do Centro da Juventude Elaine Viviane, ou seja, para a FESC é uma festa porque as pessoas valorizam as oportunidades, os alunos querem ser certificados. Esperamos aumentar as matriculas em 2024 porque a FESC recolocou em funcionamento a Escola Municipal de Governo, realizando convênios com diversas secretarias municipais e o objetivo é crescer ainda mais para atender quem mais precisa ou está excluída do processo educacional, complementando o bem viver e a saúde emocional, cognitiva e física dos nossos alunos”, finalizou Cotrim.
Também participaram da solenidade de formatura os vereadores Bruno Zancheta, Professora Neusa e Laíde Simões, o vice-prefeito Edson Ferraz, servidores da FESC e familiares.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação realizou na noite de quarta-feira (13/11), encerrando o ano letivo, uma cantata de natal e inauguração da iluminação natalina do prédio. Centenas de pessoas acompanharam as atrações que teve início com o Ballet do Centro Municipal de Extensão e Atividades Recreativas (CEMEAR), do Jardim Gonzaga, na sequência a Banda Marcial “Ariosto Gioiosa” da Escola Livre de Música “Maestro João Sepe”, uma parceria com o vereador Robertinho Mori Roda, subiu ao palco e a Orquestra Sinfônica Paulista de São Carlos, com a regência do Maestro João, com um repertório diversificado e é claro com muita música natalina, encerrou a cantata.
Roselei Françoso, secretário de Educação, falou da felicidade de encerrar mais esse ano com essa festividade no prédio da Secretaria de Educação, aproveitou para agradecer a todos que fazem parte da pasta e fez um balanço muito positivo do ano, com construção, reformas e ampliações de algumas escolas, introdução de novas tecnologias, como o ensino 3D, aquisição dos óculos com inteligência artificial para alunos com deficiência visual, a contratação de 100 professores de educação especial, mais de 200 professores de educação infantil para atuar na rede, cumprindo um principio constitucional, do direito ao acesso, a permanência e aprendizagem. “Também foi possível dar a cada professor um notebook, fazer a prova SARESP, SAEB, que fornece indicadores qualitativos e quantitativos para monitorar o desempenho escolar dos alunos, fazer a fluência leitora, entregamos os uniformes a todos os alunos e agora estamos nos preparando para o ano que vem, mas muito feliz com o que desenvolvemos durante o ano, que diferenciaram a nossa educação em todos os sentidos”.

Aulas começam em fevereiro de 2024

 

SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para o curso online de especialização em Fitoterapia Clínica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A pós-graduação, que está em sua quarta turma, conta com professores renomados de diferentes áreas e com disciplinas que abordam desde princípios básicos até conteúdos específicos relacionados a distúrbios dos sistemas cardiovascular, imunológico, renal, digestivo, nervoso, dentre outros assuntos. Na grade curricular também são tratados temas como o controle do estresse, fitoterapia no esporte e na estética.
Por meio de produtos feitos à base de plantas medicinais, a Fitoterapia - tradicional em diversas regiões do mundo - tem colaborado com a prevenção e o tratamento de diferentes doenças. Com o uso sustentável de ervas, raízes, folhas, flores e outros recursos naturais com propriedades medicinais, a abordagem terapêutica vem ganhando destaque na prática clínica, seja por seu baixo custo ou por apresentar menos efeitos colaterais em comparação com medicamentos sintéticos. Com sua importância reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), seu uso incentivado por políticas públicas, junto com a conscientização sobre saúde natural chegando a mais pessoas - provocando um aumento na busca por alternativas aos tratamentos convencionais - a demanda por profissionais qualificados em Fitoterapia Clínica também tem crescido.
A farmacêutica Maida Alice Freitas, aluna da terceira turma da pós-graduação, classifica o curso online de especialização em Fitoterapia Clínica da UFSCar como excelente. "Indico o curso a todos os profissionais que desejam ampliar seus conhecimentos sobre a Fitoterapia com abordagens bastante atuais e abrangentes, além de um corpo docente da mais alta qualidade", afirma. "O curso foi um divisor de águas na minha formação. O conteúdo é profundo e completo, os professores são extremamente comprometidos e o network multiprofissional é espetacular. Um curso incrível e aplicável a todas as áreas da Saúde", completa a nutricionista Olívia Barboza, aluna da segunda turma da especialização.
As aulas começam em fevereiro de 2024. Médicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, dentistas, enfermeiros, e outros profissionais graduados da área de Ciências Biológicas que estejam interessados podem se inscrever pela plataforma Box UFSCar, em www.box.ufscar.br. Na página estão disponíveis o valor de investimento e outras informações. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp (16) 3306-6748.
Edital oferece vagas nas disciplinas de "Gestão de Sistemas de Informação" e "Projeto de Inovação"

 

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas no processo seletivo de professores internos e externos para atuarem no curso de especialização em Inovação em Unidades de Informação (IUI) da UFSCar, na modalidade a distância, no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). O processo seletivo contempla as disciplinas de "Gestão de Sistemas de Informação" e "Projeto de Inovação".
As inscrições podem ser feitas até as 15 horas do dia 8 de janeiro. Todas as informações, incluindo requisitos, etapas de seleção e atividades a serem desempenhadas, devem ser conferidas no Edital nº 14/2023/SEaD, disponível em www.sead.ufscar.br. Dúvidas podem ser esclarecidas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Saiba mais sobre a especialização em Inovação em Unidades de Informação (IUI) em https://bit.ly/3X2ai34.

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