BRASÍLIA/DF - A Turma da Mônica é a estrela de guia lançado com orientações para a prevenção do novo coronavírus em ambiente escolar. A cartilha Cuidados na Escola tem a intenção de orientar as famílias do Brasil sobre o retorno às aulas presenciais, que tem ocorrido gradualmente em diferentes estados e municípios.
A cartilha foi elaborada pela equipe técnica do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), das áreas de saúde, educação e WASH, que é a sigla em inglês para Água, Saneamento e Higiene. O guia inclui ainda informações e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e secretarias de saúde estaduais e municipais.
Na visão do Unicef, é preciso reforçar alguns cuidados nesse retorno que se dá depois de meses sem que os alunos pudessem frequentar as escolas presencialmente. O guia, que é ilustrado pelos personagens do Bairro do Limoeiro, traz procedimentos de forma didática para que os pais, mães e responsáveis orientem as crianças e adolescentes no retorno às escolas. “Para que todos fiquem protegidos, incluindo estudantes, profissionais que atuam nas escolas e as famílias de cada um”, apontou o Unicef.
A cartilha também dá dicas de como abordar o assunto com os filhos e sugere atividades para serem realizadas pelas escolas. “O material também traz orientações e os cuidados necessários no ambiente escolar, tanto na sala de aula, quanto no transporte e na hora do recreio, como o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos”, detalhou o Fundo da ONU.
Para reforçar a inclusão, o guia inclui ainda ações de prevenção para crianças e adolescentes com deficiências cognitivas ou respiratórias graves que provocam dificuldade de utilização das máscaras. Além disso, propõe alternativas a crianças e adolescentes com perda ou problemas auditivos, que precisam ter a leitura labial e visualizar as expressões do locutor. A sugestão, nesse caso, é o uso de máscaras transparentes. “Dessa forma, é possível construir um ambiente seguro e que garanta oportunidades de aprendizagem a todos”, avaliou o Fundo das Nações Unidas.
Para a diretora-executiva da Maurício de Sousa Produções, Mônica Sousa, é de extrema importância que a mensagem seja transmitida de forma mais clara possível, para que chegue às famílias de maneira eficaz. "Nesse momento em que os pequenos estão ansiosos para reencontrar e interagir com os colegas, é fundamental reforçar todos os procedimentos para que eles possam aproveitar o retorno à escola com a maior segurança possível. Entendemos que a forma didática é a mais eficaz de se passar a orientação às famílias, principalmente, por meio de personagens e histórias que todos já conhecem, facilitando a divulgação e entendimento da mensagem”, observou.
A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, destacou que as escolas são parte essencial na vida de cada criança e além da educação e a preparação para o mundo do trabalho, o ambiente escolar representa uma diversidade de outras oportunidades de desenvolvimento para as crianças e adolescentes, incluindo competências sociais, proteção contra diferentes formas de violência e, para muitos, também alimentar-se bem.
“Em novembro de 2020, mais 5 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à educação no Brasil. Muitas famílias têm dúvidas sobre como realizar a volta para a escola de uma maneira segura. Este novo guia responde a muitas destas questões e vai ajudar crianças, adolescentes e famílias a retornar à escola, e se manter nela, de forma segura", completou.
O UNICEF e a Maurício de Sousa Produções trabalham juntos desde o início da pandemia, para passar informações à população, desenvolvendo diversos materiais com orientações contra o novo coronavírus por meio dos canais digitais. A iniciativa faz parte do projeto Juntos contra o coronavírus, que é uma campanha realizada pela Maurício de Sousa Produções. Em 2007, a personagem Mônica se tornou embaixadora do Unicef, participando de campanhas relacionadas aos direitos da criança e do adolescente. Seu criador, Mauricio de Sousa, recebeu o título de escritor para crianças concedido pelo Unicef.
*Por Cristina Índio do Brasil - Agência Brasil
Revista Guia apresenta temas de interesse de toda a comunidade como vacinas, resíduos sólidos, Cerrado e água
SÃO CARLOS/SP - Já está disponível para acesso livre e gratuito a segunda edição da revista GUIA - Guia Universitário de Informações Ambientais, um projeto de extensão do Departamento de Ciências Ambientais (DCam) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Na segunda edição, a revista apresenta uma diversidade de temas, incluindo Cerrado, meio ambiente do trabalho, vacina, resíduos sólidos e água, com entrevistas e participações especiais. Com periodicidade quadrimensal (a cada quatro meses), a publicação é composta por três áreas de discussões: UFSCar; Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento; e Gestão e Análise Ambiental.
Na seção UFSCar, o segundo volume da publicação aborda as ações extensionistas da Universidade, entre elas, o projeto Trilha da Natureza, além de temas como ecossocialismo e progresso industrial, meio ambiente e meio ambiente do trabalho, até a nova gestão da UFSCar.
Na seção Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento, são abordadas a guerra das vacinas bem como a importância delas; o reaparecimento de doenças erradicadas; resíduos sólidos, consumo e pandemia; zoológicos e parques ecológicos; relações simbólicas e culturais na relação dos seres humanos com a água; na estreia da coluna "Que bicho é esse?", o foco são os gambás.
Na área de Gestão e Análise Ambiental, a revista GUIA apresenta discussões sobre corredores ecológicos, licenciamento ambiental no Brasil, pagamento por serviços ambientais e a lei de Áreas de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Município (Aprem) em São Carlos, além do artigo "Para onde vai o resíduo que você gera?".
A revista GUIA é elaborada por uma equipe diversa e transdisciplinar, composta por pessoas que estão na graduação, na pós-graduação e egressas da Universidade. O objetivo é compartilhar informações de qualidade e possibilitar que o conteúdo científico seja acessível para a comunidade em geral.
As duas edições da GUIA podem ser acessadas em www.revistaguia.ufscar.br. Mais informações podem ser acessadas pelo Instagram (@revistaguiaufscar) ou solicitadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Requerimento de matrícula deve ser realizado entre os dias 22 e 23 de junho
SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) divulgou, nesta segunda-feira, dia 21 de junho, a lista dos candidatos convocados na terceira chamada do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), para o requerimento de matrícula nos cursos de graduação presenciais. A lista pode ser conferida em www.ufscar.br.
Os convocados deverão requerer a matrícula e enviar a documentação para as comissões, de acordo com a modalidade escolhida no momento da inscrição no SiSU, impreterivelmente no período de 22 a 23 de junho. Para efetuar o requerimento de matrícula no formato remoto, é preciso se atentar às orientações presentes na folha de rosto da publicação da convocação. Os requerimentos devem ser realizados somente pelo portal do candidato (em https://sistemas.ufscar.br/
No momento do requerimento, os candidatos de reservas de vagas também devem enviar a documentação para as bancas de heteroidentificação de raça/cor, de Pessoas com Deficiência e de análise socioeconômica, dependendo de sua modalidade. Para facilitar o processo, somente estarão disponíveis na página do candidato os formulários correspondentes à sua modalidade. Sendo assim, é obrigatório o preenchimento de todos os formulários que aparecem na página.
A não realização do requerimento de matrícula dentro do prazo previsto acarreta a exclusão do candidato do processo seletivo.
Outras informações podem ser obtidas por meio de contato com a Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) da UFSCar (em http://www.prograd.ufscar.br/
No dia 22 de junho, às 19 horas, especialistas se reúnem para falar sobre Agricultura 4.0
SÃO CARLOS/SP - No dia 22 de junho, a Especialização MBI Agro da UFSCar promove mais um TALKS de lançamento do curso. Desta vez, o tema do bate papo é "Agricultura 4.0, inovando com tecnologias no campo". A professora Marta Marjotta, do Departamento de Tecnologia Agroindustrial e Socioeconomia Rural da UFSCar, recebe como convidado Bruno Kawano, docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR), do qual é Chefe da Seção de Inovação e Empreendedorismo, no Campus Palmas.
Kawano, que é engenheiro agrônomo com doutorado em Engenharia da Computação e pesquisador da área de Tecnologias Inovadoras, irá abordar o papel das tecnologias e sua relevância em aplicações na agricultura e pecuária, além de falar sobre o desafio de propriedades agrícolas em digitalizar dados e transformar estas informações em tomadas de decisão que gerem economia de custo e aumento de rentabilidade.
"O setor agropecuário brasileiro tem se destacado no cenário nacional e internacional, em várias frentes, principalmente na produção de alimentos e geração de empregos. Nesse sentido, os profissionais da área estão, cada vez mais, buscando eficiência nas suas ações", lembra a professora Marta Marjotta. O evento online acontece às 19 horas. Os interessados podem se inscrever pelo link bit.ly/AGRO2206.
Curso de Especialização MBI Agro da UFSCar
Com previsão de lançamento para o final de agosto, o novo curso de pós-graduação da UFSCar apresenta possibilidades de desenvolvimento de soluções inovadoras para o mundo dos negócios aplicadas ao agro. São abordadas as transformações no setor, promovendo estratégias por meio da inovação. Mais informações em www.mbiufscar.com/agro.
Segunda turma da pós-graduação online tem início das aulas marcado para agosto
SÃO CARLOS/SP - Os remédios fitoterápicos, aqueles produzidos a partir de plantas medicinais ou de seus derivados, têm ganhado cada vez mais espaço como uma alternativa, tanto na prevenção quanto no tratamento de problemas de saúde dos brasileiros. Tradicionais, esse tipo de medicamento tem segurança e eficácia comprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e uso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em cápsulas, comprimidos, pomadas, xaropes ou óleos essenciais, hoje em dia, pelo menos, 12 medicações fitoterápicas já estão incluídas na Relação Nacional de Medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para atender a uma demanda crescente por conhecimento por parte dos profissionais da saúde desse tipo de medicamento, estão abertas as inscrições para a segunda turma do curso online de especialização em Fitoterapia Clínica da UFSCar. Com início das aulas em agosto de 2021, a pós-graduação aborda desde os princípios básicos em fitoterapia clínica e farmacologia até a fisiopatologia - que analisa os fenômenos que provocam alterações no corpo humano doente.
A grade curricular trata de múltiplos e inovadores mecanismos de ação dos princípios ativos naturais para tratar distúrbios em diferentes sistemas do organismo, como o Nervoso Central, Respiratório, Cardiovascular, Digestivo, Renal e Reprodutivo. Ainda são apresentados conceitos relacionados ao controle de inflamações crônicas, tratamento de feridas, dores e estresse. A formação também tem disciplinas relativas a nutrição esportiva, estética e medicina tradicional chinesa.
Promovido pelo Departamento de Ciências Fisiológicas da UFSCar, o curso tem aulas em um final de semana por mês, nas manhãs e tardes de um sábado e um domingo, além de outras atividades e fóruns de discussão. O formulário de inscrição, valores de investimento e mais informações podem ser encontradas no link bit.ly/cursofitoterapiaclinica
Estudo na área da Psicologia convida voluntários para entrevista online
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa na área de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está buscando identificar quais variáveis estão envolvidas em um contexto de interação social em um ambiente profissional. Para isso, o estudo busca voluntários - profissionais ou estagiários - das áreas de Direito e Tecnologia da Informação (TI). O intuito é compreender quais elementos podem ser importantes, ou não, para a avaliação do desempenho profissional de uma pessoa por seus pares.
A pesquisa, intitulada "Percepções do Desempenho Profissional", enfoca os comportamentos interpessoais, que são "comportamentos, ações, atitudes que realizamos em um contexto de contato com outras pessoas, ou seja, em qualquer situação social", explica a aluna Maria Clara Nasser, que é orientada pela professora Elizabeth Joan Barham, do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar.
Para participar do estudo são convidados profissionais ou estagiários das áreas de Direito e TI, com 18 anos ou mais. A participação ocorrerá por meio de entrevista online (plataforma Google Meet) com duração média de 30 a 45 minutos. Ao final da entrevista, os participantes receberão uma cartilha para explicar conceitos da área de habilidades interpessoais testados em pesquisa. A participação é voluntária e gratuita. Os interessados podem acessar o link do formulário online (https://forms.gle/
Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 40821520.3.0000.5504).
Evento online vai de 23 a 25 de junho
SÃO CARLOS/SP - A educação de surdos tem ganhado novos contornos desde às conquistas legais que garantem uma prática de ensino com foco na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Inúmeras ações e reivindicações têm sido feitas pelas comunidades surdas a fim de se alcançar práticas bilíngues (Libras/Língua Portuguesa) que valorizem as diferenças linguístico-culturais.
Nesse contexto, será realizado, de 23 a 25 de junho, o 1° Encontro de Pesquisas do Grupo de Pesquisa em Educação de Surdos, Subjetividades e Diferenças (GPESDi) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O objetivo é oportunizar a troca de conhecimentos entre pesquisadores envolvidos com estudos surdos, abordagem conceitual que tematiza as diferenças, subjetividades e práticas educacionais bilíngues em diálogo com as filosofias da diferença.
O evento virtual tem como tema "Educação e diferenças em diálogo na pandemia do Covid-19" e conta com a participação de integrantes do GPESDi. As inscrições foram prorrogadas até 21 de junho. O prazo para submissão de trabalhos já foi encerrado.
Programação
A programação tem início no dia 23 de junho, com abertura sobre ações do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar na pandemia, com mediação de Vanessa Martins, professora do Departamento de Psicologia (DPsi) da Universidade e coordenadora do evento. Na sequência, serão realizadas três mesas-redondas.
No dia 24 de junho, o evento dá continuidade às mesas e, no dia 25/6, abre espaço para comunicações orais. A conferência de encerramento fica por conta da professora Lucyenne Matos, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que aborda o tema "Aprendendo com a história: encontros de pesquisa como potência para a educação bilíngue de surdos".
Mais informações, incluindo a programação completa com horários e participantes, estão no site https://gpesdi2021.faiufscar.
Oferecida a distância a partir do segundo semestre, capacitação foca em Avaliações de Impacto
SÃO CARLOS/SP - Já estão abertas as inscrições para o Curso "Práticas Perícias Ambientais: Avaliação de Impacto Ambiental", que será ofertado a distância no segundo semestre de 2021 pela UFSCar. A capacitação vai ensinar os participantes a atuarem como Peritos Judiciais. Em tempos de mudanças no mercado de trabalho, profissionais com nível superior de diferentes áreas têm encontrado nesta profissão um novo caminho.
O professor Celso Maran, docente do Departamento de Ciências Ambientais da UFSCar e coordenador do curso, explica que, usando de métodos científicos, técnicas de dimensionamento e análises laboratoriais biológicas, químicas e físicas, o perito investiga danos ambientais e ainda é responsável por apontar maneiras de recuperar os prejuízos causados.
"Os laudos produzidos por peritos são essenciais para esclarecer questões técnicas relacionadas ao equilíbrio ecológico. Eles estudam e entendem do que se trata o processo judicial, vão a campo para coletar evidências de possíveis danos provocados, por quantas vezes for preciso e, assim, levantam provas e reúnem as informações no laudo para responder, em prol da defesa do meio ambiente, os questionamentos da justiça para que decisões responsáveis possam ser tomadas", descreve o especialista.
A crescente preocupação com estragos causados no meio ambiente, a pressão econômica sobre os recursos naturais e a judicialização de conflitos têm aumentado a procura por Peritos Ambientais Judiciais. Dividido em três módulos - estudo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA); vistorias e amostragens em perícia judicial; e práticas de redação em laudos -, o curso aborda teoria e prática, apresentando diversas técnicas usadas na área, análises de laudos periciais e estudos de casos com recursos audiovisuais.
"Com professores da própria UFSCar, além de especialistas convidados, nós tratamos de diferentes tipos de impactos ambientais, licenciamento, métodos de fiscalização, avaliação e diagnóstico", lembra Maran. A professora Cátia Farias, também docente do curso e perita judicial especialista em Engenharia de Avaliações, ressalta que a capacitação apresenta as práticas mais comuns à atividade, abordando tanto a rotina do perito, como também do assistente técnico.
"Esse curso é uma excelente oportunidade para que os alunos iniciem na carreira, podendo realizar perícias judiciais ambientais, mas também para aqueles que já estão neste mercado e desejam aprimorar seus conhecimentos. São 40 horas, sendo oito encontros agendados, nas noites de quartas e quintas-feiras a partir de agosto deste ano, além do conteúdo para os estudantes acessarem em seu horário de preferência", conta Farias. Profissionais com nível superior completo de diferentes áreas, que desejam se tornar Peritos Judiciais Ambientais, podem se inscrever até o dia 18 de agosto, pelo site http://bit.ly/
SÃO PAULO/SP - As escolas públicas e particulares do Estado de São Paulo poderão decidir a quantidade de alunos que vão receber presencialmente a partir de agosto. A mudança na ocupação das escolas foi anunciada nesta quarta-feira, 16, pelo governador João Doria (PSDB), e havia sido adiantada pelo Estadão. Até agora, elas só podem atender 35% dos estudantes por dia.
Segundo o governador, serão adquiridos testes para detecção da covid-19. "A partir de agosto, cada escola deverá determinar a capacidade de acolhimento total de alunos de acordo com sua realidade. Para a volta às aulas, estão sendo adquiridos 3 milhões de testes destinados aos profissionais de educação e aos estudantes da rede pública."
As escolas devem respeitar uso de máscaras, uso de álcool em gel e distanciamento social.
As redes poderão organizar suas escolas, mas respeitando os protocolos de distanciamento e sanitários. Com a vacinação dos professores, o secretário de Educação, Rossieli Soares, entende que é necessário ter mais alunos presencialmente.
A mudança da ocupação já era um pedido de movimentos de pais e de escolas particulares, já que muitas delas afirmavam ter espaço sobrando para receber mais alunos.
"É importante lembrar que a escola é um espaço que busca garantir o aprendizado, a socialização, a construção do futuro, o acolhimento nesses tempos é fundamental. A partir de agosto, não trabalharemos mais com limitação de porcentual, mas sim, com a regra de um metro (de distanciamento). Temos escolas com capacidade física para 3 mil alunos, mas tem apenas 350 alunos matriculados", afirma o secretário.
As escolas precisam respeitar a distância de 1 metro entre os estudantes e não mais 1,5 metro, como era até agora. Segundo ele, se houver necessidade, a unidade pode ainda fazer rodízio de estudantes.
O secretário anunciou também que está comprando 3 milhões de testes para as redes de ensino. Os testes serão realizados em três cenários: casos sintomáticos, episódios de dois ou mais casos com vínculo epidemiológico e monitoramento sentinela. "Será um monitoramento mensal ou bimestral para verificar a prevalência do vírus dentro da rede."
Rossieli afirmou que, em agosto, ainda não será obrigatória a presença dos alunos nas escolas, mas que isso está sendo avaliado para ser mudado os próximos meses.
O governo passou a permitir também que os cursos de Saúde coletiva, Saúde pública e Medicina Veterinária possam funcionar presencialmente. O restante do ensino superior continua remotamente.
“Estamos caminhando para ser primeira área a estar mais perto do normal.”
No Estado, de acordo com o secretário de Estado da Saúde Jean Gorinchteyn, a taxa de ocupação de UTI no Estado está em 82% e é de 79% na Grande São Paulo. O Estado já contabiliza 3.509.967 casos e 119.905 óbitos.
Comparando a semana passada com a semana retrasada, o número de casos da doença apresentou queda de 5,9%, mas as internações e os óbitos cresceram 2,6% e 26,6%, respectivamente.
"O dado de internação é um dado atual, mas o aumento ocorreu em enfermaria e não em unidades de terapia intensiva. Isso reflete que as pessoas, mesmo internando, estão internando em formas menos graves em relação ao que nós víamos anteriormente."
O governador anunciou ainda que foi aberto o pré-cadastro para voluntários acima de 18 anos para os testes com a vacina Butanvac. Nos testes clínicos de fase 1, de acordo com Doria, vão participar 418 voluntários.
Butantan detecta 19 variantes do novo coronavírus no Estado
Também nesta quarta-feira, o Instituto Butantan apontou a circulação de 19 variantes do novo coronavírus no Estado de São Paulo.
Segundo os dados, coletados em laboratórios públicos e privados, a variante Gama (P.1), identificada pela primeira vez em Manaus, é predominante, mas há registros da Alfa (identificada no Reino Unido) e da B.1.1.28, que originou a Gama.
O instituto lançou o boletim epidemiológico da Rede de Alertas das Variantes, que será atualizado semanalmente e terá como foco detectar as cepas em circulação em São Paulo. Os dados são obtidos por meio do sequenciamento genômico de parte dos testes com resultado positivo realizados pelo Butantan e pelos laboratórios que integram a rede
*Por: Paula Felix e Renata Cafardo / ESTADÃO
Iniciativa testa programa remoto como alternativa de intervenção para idosos e cuidadores em relação a saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional
SÃO CARLOS/SP - Na pandemia de Covid-19, a população idosa demanda cuidados especiais não apenas pelos riscos associados diretamente à doença, mas também pela impossibilidade de realização presencial de intervenções necessárias à manutenção de sua saúde e da qualidade de vida, especialmente de pessoas com distúrbios neurodegenerativos, como é o caso dos vários tipos de demência.
Nessa realidade, pesquisadores das áreas de Fisioterapia, Gerontologia e Medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) iniciaram projeto de pesquisa que testa um programa de telerreabilitação - ou seja, utilizando recursos tecnológicos de informação e comunicação para viabilizar intervenções a distância - para idosos com demência e seus cuidadores.
A iniciativa, realizada pelo Laboratório de Pesquisa em Saúde do Idoso (LaPeSI) da UFSCar e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), objetiva analisar os efeitos desse programa em relação a três aspectos no cotidiano dessa população: saúde mental, qualidade de vida e capacidade funcional (que se refere à habilidade de realizar atividades físicas e mentais do cotidiano, garantindo a autonomia da pessoa).
Larissa Pires de Andrade, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) e coordenadora do projeto, conta que apesar de os principais sinais clínicos da demência envolverem comprometimentos cognitivos, como prejuízos à memória e à atenção, estudos mostram que ela também traz, com frequência e em seus estágios iniciais, prejuízos motores e funcionais, que exigem intervenções fisioterapêuticas precoces para prevenir agravamentos na parte física.
Em estudos anteriores, Andrade, juntamente com orientandos, desenvolveu um protocolo de intervenção para ser aplicado em ambiente domiciliar. Um grande desafio diz respeito às funções cognitivas da população atendida. "Durante a avaliação física, o paciente comumente demonstra dificuldades em relação às intervenções fisioterapêuticas propostas, mas não pela habilidade física em si, e sim por um não entendimento do exercício. Outras vezes, ele possui distúrbio de comportamento, como irritabilidade, agressividade, e não quer fazer o exercício. Por isso a importância de um acompanhamento próximo tanto ao idoso como ao cuidador, mostrando caminhos para superarmos essas barreiras", situa a pesquisadora.
Antes da pandemia, os pesquisadores iam até a casa do paciente para testar o protocolo, orientando o cuidador pessoalmente. Nesse estudo inicial, os resultados mostraram alta adesão às sessões (93,75%), e o protocolo se mostrou eficaz considerando a mobilidade dos idosos, pois aumentou significativamente a força muscular e a capacidade funcional, além de diminuir o risco de quedas.
Com a pandemia e consequente distanciamento social, o protocolo aderiu à telessaúde, migrando acompanhamento e orientações para o formato online. A ferramenta é multicomponente. Para a percepção da saúde mental e da qualidade de vida, que se tornaram aspectos ainda mais importantes nesse período, há a aplicação de questionários, aos quais tanto o idoso como o cuidador respondem, para avaliação de similaridades e discrepâncias nas respostas. Um outro questionário avalia a saúde mental específica do cuidador, para, se necessário, dar suporte emocional a ele também.
"O cuidador comumente apresenta sobrecargas física e emocional, já que tem a sua rede de apoio diminuída e a necessidade de ficar dentro de casa, todo o tempo, com os idosos. Nosso protocolo prevê o cuidado também com ele, por meio de uma orientação profissional e apoio, demonstrando que ele não está sozinho", enfatiza Andrade.
Já a capacidade funcional envolve, além de questionários relacionados a memória, atenção e linguagem, exercícios físicos multimodais que compreendem trabalho de força, equilíbrio, sensibilidade e capacidade aeróbia.
Avaliação
Atualmente, o projeto busca pessoas com mais de 60 anos, que tenham diagnóstico de demência leve ou moderada e não tenham restrição de atividade física, para participar voluntariamente do estudo e testar o protocolo que envolve especificamente a telerreabilitação.
A ferramenta deve ser acessada pelos voluntários por meio de uma plataforma online e os pesquisadores realizam uma capacitação prévia com o cuidador. Em seguida, aplicam os questionários e acompanham as intervenções com os idosos, que correspondem à realização de exercícios físicos três vezes por semana.
Durante as duas primeiras semanas, o acompanhamento é integral, online. A partir da terceira semana, o cuidador deve fazer os exercícios com o idoso sem acompanhamento, conforme explica Carolina Tsen, estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da UFSCar e integrante do estudo.
"Os exercícios são adaptados para serem feitos em casa e auxiliam na cognição, no equilíbrio e na força. Ao longo de todo o período, nossa equipe realiza adaptações, se necessário. Em seguida, espaçamos os acompanhamentos, realizando-os a cada duas semanas, e depois uma vez ao mês. Conforme o tempo passa, evoluímos e colocamos cargas nos exercícios. Após 12 semanas, fazemos uma reavaliação online, repetindo testes físicos e aplicação dos questionários para, assim, analisar os dados, avaliar a adesão e possíveis evoluções ou lacunas", detalha Tsen.
Pessoas interessadas em participar do projeto - aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE nº 34696620.0.0000.5504) - podem entrar em contato pelo telefone (45) 99960-4522 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Desafios e perspectivas
Para Andrade, os principais desafios do projeto envolvem chegar até a população almejada e a aderência à telerreabilitação. Embora no Brasil ainda existam poucos estudos na área, pesquisas em outros países apontam a eficácia da modalidade. "Nosso intuito é disseminar esse protocolo para todo o País, já que não há limites geográficos para implementá-lo", relata.
Porém, a própria telessaúde, pelo fato de ser totalmente online, já apresenta desafios. "No Brasil, há dificuldade de acesso à tecnologia e à Internet, o que limita parte do público em receber a intervenção. Além disso, nós, da área da Saúde, estamos acostumados ao contato físico, a colocar a mão no paciente. Outro desafio é, também, conseguir que o idoso faça os exercícios a distância, sem a presença física do profissional", elenca a pesquisadora.
Apesar das dificuldades, Andrade tem boas expectativas em relação à testagem do protocolo. "Assim como os resultamos preliminares que mostraram boa aderência ao protocolo domiciliar convencional, esperamos alta aderência também ao programa na modalidade de telerreabilitação, melhorando capacidade funcional, saúde mental e qualidade de vida de idosos e seus cuidadores", sintetiza a pesquisadora.
Além disso, caso os resultados do protocolo de intervenção comprovem seus benefícios, a perspectiva futura é disponibilizá-lo aos profissionais de Saúde pelo Brasil, para que também possam utilizar a ferramenta online e, assim, auxiliar idosos com demência e seus cuidadores.
Mais informações sobre o projeto podem ser acompanhadas em seu perfil no Instagram (https://www.instagram.com/
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