Proposta foi apresentada pela conselheira Sandra Krieger, presidente da Comissão da Saúde do Conselho, ao secretário de Vigilância do MS, Arnaldo Medeiros
CAMPO GRANDE/MS - A presidente da Comissão de Saúde do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), conselheira Sandra Krieger, sugeriu ao Ministério da Saúde (MS) a elaboração de uma nota técnica para esclarecer as questões que ainda geram dúvida sobre a política de imunização contra a Covid-19 no Brasil.
A proposta, que tem o objetivo de fornecer esclarecimentos que contribuam para a atuação dos membros do Ministério Público no enfrentamento da pandemia, foi apresentada durante reunião do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (GIAC) com representantes o Ministério da Saúde e membros dos Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho.
“A reunião fez avançar significativamente o diálogo entre as áreas de controle e gestão, mas ainda é preciso esclarecimento de diversas questões relacionadas à vacinação por parte do Ministério da Saúde, a exemplo da ordem de prioridades de vacinação”, afirmou a conselheira do CNMP.
O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, informou que não existem dificuldades orçamentárias e financeiras para a aquisição de imunizantes, mas escassez de vacinas no mercado mundial. Segundo o secretário, o Ministério da Saúde contratou a compra de mais de 200 milhões de doses para o ano de 2021, mas com entrega futura.
De acordo com o MS, a previsão para o mês de março é de entrega de mais de 26 milhões de doses, sendo cerca de 23 milhões pelo Instituto Butantan (Coronavac-Sinovac) e 3,8 milhões pela Fiocruz (Covidshield–Oxford/
Arnaldo Medeiros defendeu que todas as vacinas eventualmente adquiridas por Estados e Municípios, diante das novas regras de compra, sejam doadas ao Programa Nacional de Imunização (PNI) para distribuição equânime entre as unidades da federação, de modo a garantir a execução da estratégia sanitária definida no Plano Nacional de Operacionalização, devidamente pactuado entre o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
A coordenadora do PNI, Francieli Fantinato, lembrou que a diretriz do Ministério da Saúde define critérios de prioridade na vacinação de caráter geral, sendo que Estados e Municípios possuem autonomia para pactuações em nível bipartite e municipal, podendo estabelecer procedimentos diferenciados conforme particularidades regionais e locais.
No encerramento da reunião, Sandra Krieger destacou que o papel do Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (GIAC) tem sido o de condensar as demandas dos membros do Ministério Público de todo o país, promovendo a articulação interinstitucional com todos os representantes do sistema de saúde e com o Ministério Público para viabilizar soluções céleres e coordenadas aos problemas relacionados à pandemia.
SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Carlos retirou nesta sexta-feira (12/03), mais 2.510 doses de imunizantes para dar prosseguimento ao plano municipal de imunização contra a COVID-19. Com isto, os idosos de 75 e 76 anos serão imunizados ao longo da próxima semana, a partir de segunda-feira (15/03), em diversas unidades de saúde.
A UBS Redenção retoma as atividades de vacinação e contempla, conforme estudos demográficos, o maior número de idosos na região da grande Vila Prado. Também é possível receber a primeira dose do imunizante nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) Azulville, Botafogo, Maria Stella Fagá e Santa Paula e na Unidade de Saúde da Família (USF) Aracy - Equipe I (para o público em geral). Nas demais USF’s serão vacinados somente os idosos cadastrados no programa de saúde da família, sempre das 9h às 13h.
Pelo sistema drive thru a opção continua sendo os postos volantes da FESC I, na Vila Nery e do Estádio Municipal Prof. Luís Augusto de Oliveira “Luisão”, na Vila Prado. Nestes locais, a vacinação acontece 9h às 14h.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Crislaine Mestre, a quantidade de doses recebidas será suficiente para imunizar 90% da faixa etária pretendida. “Para o público de 75 e 76 anos, existe a expectativa de imunizar 90% desta população, o que corresponde a 2.356 pessoas”, ressalta a diretora, salientando que as demais doses estão reservadas para a imunização de 14% do público-alvo composto por pessoas com 77 anos ou mais que ainda não receberam a primeira dose da vacina contra a COVID-19.
Para receber o imunizante é importante fazer, antecipadamente, o cadastro do idoso no site www.vacinaja.sp.gov.br a fim de agilizar o atendimento. No ato da vacinação, o munícipe deverá portar documento oficial com foto e CPF.
Já no caso dos idosos acamados, o familiar ou responsável deverá procurar a unidade de saúde de referência do idoso para agendar a vacinação domiciliar.
Profissionais de saúde - Também continua na próxima semana a vacinação da segunda dose da vacina nos profissionais de saúde. O profissional pode procurar, de acordo com a data agendada em seu cartão de imunização, das 14h às 17h, as mesmas unidades fixas de vacinação dos idosos (UBS’s da Redenção, Azulville, Botafogo, Maria Stella Fagá e Santa Paula e na USF) Aracy - Equipe I.
Neste momento os profissionais de saúde não estarão sendo atendidos nos postos volantes da FESC I e do Estádio Luisão, ficando esses locais exclusivos para o atendimento dos idosos.
No ato da vacinação, é obrigatório apresentar o cartão de imunização e um documento de identificação com CPF.
BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta sexta-feira (12), a aprovação do primeiro medicamento com indicação em bula para tratamento de pacientes infectados pela covid-19, o antiviral Rendesivir.
A mesma medicação, da biofarmacêutica americana Gilead Sciences, também foi aprovada no ano passado para uso como medicamento oficial para o tratamento da covid-19 pela Food and Drug Administration (FDA), órgão norte-americano equivalente à Anvisa.
Vacina de Oxford
No anúncio, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da agência, Gustavo Mendes, disse que a Anvisa também concedeu o registro definitivo à vacina da AstraZeneca/Oxford, que já tinha autorização para uso emergencial no país, assim como a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.
O primeiro imunizante a obter o registro definitivo no Brasil foi o da Pfizer.
Com a liberação, a vacina do consórcio AstraZeneca/Oxford terá uma etapa de produção no Brasil, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A autorização permite que a vacina seja aplicada em maiores de idade.
Para ser aprovada, a vacina precisa passar por estágios de desenvolvimento. O estágio inicial é feio em laboratório, com análise do vírus e de moléculas para definição da melhor composição do produto, explica a Anvisa.
Depois, a vacina é testada em animais, que são expostos ao agente causador da doença. Na etapa de estudos clínicos com três fases, são feitos testes em humanos desde que se tenha dados preliminares de segurança e possível eficácia.
Para liberar o registro do imunizante, técnicos especializados da Anvisa revisam todos os documentos para validar a segurança da vacina.
*Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil
O próximo passo é também ajudar os hospitais das cidades vizinhas
SÃO CARLOS/SP - A infectologista e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência em Saúde (SCIRAS) da Santa Casa, Carolina Toniolo Zenatti; e a diretora de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Carlos, Crislaine Mestre, fizeram uma visita técnica ao Ginásio Milton Olaio Filho e à UPA do Santa Felícia. As duas profissionais fazem parte do Comitê Técnico de Enfrentamento à COVID-19 (composto por profissionais da Santa Casa, HU, Unimed e Prefeitura).
A equipe avaliou as salas de consulta e de urgência, os estoques e identificação dos medicamentos e os equipamentos utilizados para os atendimentos.
“Devido ao aumento dos casos de COVID-19, os leitos SUS de UTI COVID tanto da Santa Casa quanto do HU têm se mantido com 100% de ocupação. Por esse motivo, essas outras unidades de saúde estão recebendo pacientes mais complexos e em maior quantidade. A visita busca organizar a estrutura física e o fluxo de atendimento e colaborar para o treinamento das equipes, o bom uso dos equipamentos, materiais e medicamentos”, explica a infectologista e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência em Saúde da Santa Casa, Carolina Toniolo Zenatti.
A avaliação contou também com apoio da Coordenadora Multiprofissional da Santa Casa, Luciana Luporini; do engenheiro clínico, Vinicius Tibúrcio; do enfermeiro da UTI COVID, Tiago Clezer da Silva, da coordenadora de enfermagem do Pronto-Socorro da Santa Casa, Ariadni Martins e da técnica da Vigilância Sanitária, Marcela Alves Ribeiro.
Depois da visita, a equipe técnica da Santa Casa, juntamente com os demais integrantes do Comitê Técnico de Enfrentamento à COVID-19 (composto por profissionais da Santa Casa, HU, Unimed e Prefeitura) definiu algumas sugestões de melhorias para o atendimento dos pacientes no município.
Os profissionais do Comitê Técnico de Enfrentamento à COVID-19 também vão visitar os hospitais das cidades vizinhas para oferecer a mesma consultoria e suporte técnico.
Central de regulação de vagas do Estado de São Paulo é responsável por encaminhar pacientes de hospitais das 68 cidades que integram o Departamento Regional de Saúde de Bauru
JAÚ/SP - Dezessete pessoas estão internadas no Centro de Combate à COVID-19, nesta quinta-feira (11/mar). Com uma semana de funcionamento, a unidade projetada pelo Hospital Amaral Carvalho (HAC) recebe pacientes encaminhados por meio da central de vagas do Estado de São Paulo.
De acordo com a gerente operacional do Centro, Danielle Urbanetto Dionísio, 11 pacientes estão internados em leitos de enfermaria e seis em leitos de tratamento semi-intensivo, com suporte respiratório. "Todos estão recebendo os cuidados integrais, com equipe composta por médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nutricionistas e fisioterapeutas. Além do time multiprofissional, contamos com uma estrutura de apoio com farmacêuticos, técnicos de radiologia, assistentes sociais e de tecnologia da informação", destaca.
A unidade não oferece atendimento direto ao público, somente a pacientes encaminhados por hospitais de 68 cidades da região, que integram o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Bauru. As vagas são geridas pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS). "Hoje, estamos com pacientes de 11 cidades (veja a lista), e já tivemos cinco altas hospitalares desde o início das atividades", comemora.
O boletim médico com informações sobre pacientes é passado diariamente aos familiares por telefone, pela equipe médica e de serviço social.
Cidades de origem dos pacientes internados nesta quinta-feira(11/mar): Bauru, Barra Bonita, Bocaina, Borebi, Brotas, Dois Córregos, Getulina, Itapuí, Mineiros do Tietê, Pederneiras e Pirajuí.
Saiba mais
O Centro de Combate à COVID-19 do Hospital Amaral Carvalho foi viabilizado em pouco mais de 20 dias, para ajudar a desafogar os serviços de saúde da região na luta contra a doença. Saiba mais sobre essa iniciativa da Fundação Doutor Amaral Carvalho em: venceremosjuntos.org.
Atividade online e gratuita é voltada a estudantes e professores do Ensino Médio
ARARAS/SP - O projeto de extensão "Oficinas e cursos sobre Ciência e Cidadania", do Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está promovendo o curso "Coronavírus... será que existe um vilão para ele?", voltado a estudantes e professores do Ensino Médio de escolas públicas.
O curso é gratuito, tem carga horária total de 20 horas e contemplará atividades investigativas em torno das fake news relacionadas ao combate do coronavírus. Ao longo das atividades, serão abordados conhecimentos de Química, como ácidos, bases e pH.
A proposta foi elaborado por Laís Fernanda Kanada, licencianda em Química, no âmbito de sua Iniciação Científica, sob orientação da professora Tathiane Milaré, do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação (DCNME-Ar), do Campus Araras da UFSCar.
As aulas acontecerão entre 25 de março e 23 de abril. Haverá tarefas assíncronas e também encontros síncronos, às quartas, quintas e sextas-feiras, das 19 horas às 20h30, via Google Classroom. Há 30 vagas disponíveis e as inscrições deverão ser feitas de 15 a 19 de março, neste formulário online (http://bit.ly/3bqcQU4). Estudantes menores de 18 anos devem realizar a inscrição acompanhados dos pais ou responsáveis.
O plano de atividades na íntegra está disponível aqui (https://bit.ly/2OCZ0ok). Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Luto pela Vida marcará, nesta sexta-feira, um ano da primeira morte no Brasil
SÃO CARLOS/SP - O movimento Luto Pela Vida reúne universidades estaduais e federais em uma ação conjunta em sinal de luto, respeito e solidariedade às centenas de milhares de mortes pela Covid-19 no Brasil.
A iniciativa, que integra as universidades Federais de São Carlos (UFSCar), do ABC (UFABC), de Santa Catarina (UFSC), de Santa Maria (UFSM), do Paraná (UFPR) e do Rio Grande do Norte (UFRN), junto à Universidade de São Paulo (USP), à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), consiste na fixação de faixas pretas nas fachadas das instituições com a mensagem "Luto Pela Vida e Todos Pela Vacina".
O movimento será realizado nesta sexta-feira, dia 12/3, por ser a data que marca um ano da primeira morte por Covid-19 no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira vítima fatal da doença no País foi uma mulher de 57 anos, morta após ser internada em um hospital municipal da capital paulista.
"Além de marcar o nosso luto pelas vítimas, este ato também se posiciona contrário ao negacionismo que temos visto no País. A Ciência tem mostrado o caminho a ser seguido e as ferramentas que temos em mãos hoje para enfrentar a Covid-19, que são o distanciamento social, o uso de máscara, a higiene frequente das mãos e uma importância enorme de evitar aglomerações. Mas, infelizmente, não temos visto grande apoio a essas medidas, em função do negacionismo", alerta a Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira.
A Reitora destaca também que a defesa das vacinas é fundamental para que haja um movimento centralizado, equânime e que seja eficaz para aquisição dessas vacinas e para efetiva implantação do Plano Nacional de Imunização. "É com muito orgulho que a UFSCar está presente neste ato, junto às universidades parceiras", completa.
Neste momento, o Brasil pode ser considerado o epicentro da pandemia, com mais de 2 mil mortes por dia, número recorde registrado na última quarta-feira (10/3). No total, são mais de 270 mil vidas perdidas no País desde o registro da primeira morte em 2020.
A ação das universidades representa um ato de repúdio aos gestos e às falas negacionistas que contribuíram para que o País registrasse o momento mais agudo da pandemia um ano após seu surgimento oficial. Foi em 11 de março de 2020 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a Covid-19 como pandemia, em alerta global sobre o avanço da doença.
"Estamos em luto porque a Universidade com seus projetos científicos, suas ações extensionistas, como aquelas de atenção à saúde, e seus projetos de ensino forma cidadãos que devem zelar pelo bem maior do ser humano que é a vida. Além disso, demonstramos o nosso apoio às vacinas, tanto para valorizar as vidas salvas pela imunização quanto para ressaltar que essas vacinas são produzidas por pesquisadores formados pelas universidades", afirma Pasqual Barretti, Reitor da Unesp e atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).
"Infelizmente, o negacionismo e o desprezo à Ciência e ao conhecimento estão cobrando um preço muito alto. Não é aceitável a perda dessas vidas; não podemos considerar isto como uma coisa normal. Vamos sim, com o desenvolvimento da Ciência e através do esclarecimento da população, virar o jogo. As universidades do País e no exterior já demonstraram a sua competência, atendendo às demandas da sociedade. Desde o desenvolvimento de equipamentos, ao conhecimento da pandemia e do vírus, até o desenvolvimento da vacina. E, falando em vacinas, sem dúvida, ela é a nossa maior arma para combater esse vírus. E tenho certeza que com a vacinação em massa vamos ter tempos melhores. Então, luto pela vida e todos pela vacina", diz o Reitor da USP, Vahan Agopyan.
SÃO CARLOS/SP - Atendendo uma preocupação do prefeito Airton Garcia e do vice-prefeito Edson Ferraz sobre o considerado aumento do número de casos e o aumento da ocupação dos leitos de terapia intensiva e de enfermaria para a COVID-19 nos hospitais da cidade, em que a taxa de ocupação tem permanecido em 100% na UTI/SUS, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, entregou na quinta-feira (11/03) durante a reunião do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, um ofício com ações estratégicas diante a nova realidade do município no enfrentamento da doença.
Considerando que o plano de Contingência Regional coloca São Carlos como referência no recebimento de pacientes de alta complexidade das cidades de Descalvado, Dourado, Ibaté, Porto Ferreira, Ribeirão Bonito; que a cidade hoje conta com 30 leitos SUS na Santa Casa, 10 leitos SUS no Hospital Universitário e 15 leitos privados na Unimed; o relatório apresentado pelo secretário de Saúde, Marcos Palermo e sua equipe ao Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, além de prever propostas urgentes com ações previstas na área de saúde, também prevê medidas restritivas para conter a propagação da doença.
Entre as ações estratégicas apresentadas no enfrentamento da doença diante a atual situação da doença no atendimento do sistema de saúde municipal, estão:
A realização de testes antígenos no Centro de Triagem e Atendimento para Síndrome Gripal, fazem parte do ofício apresentado pela equipe de saúde. O teste de antígeno é um teste rápido realizado para identificar a infecção atual de coronavírus em indivíduos que apresentam sinais ou sintomas consistentes de COVID-19 e também em pacientes assintomáticos que tiveram contato com pessoas com caso positivo.
O teste de antígeno é considerado uma excelente opção diagnóstica para o paciente com suspeita de COVID-19 tanto em ambiente hospitalar quanto ambulatorial, permitindo uma rápida tomada de decisão. Sua utilização está indicada nos primeiros 7 dias de sintomas, e sua sensibilidade é mais elevada do primeiro até o terceiro dia de sintomas. O exame tem sensibilidade de 91,4%.
Além das sugestões apresentadas em ações estratégicas voltada para a saúde, diante ao pior momento da pandemia no município, na região e no estado, também foram elencadas medidas mais restritivas para conter a propagação do coronavírus no município que vão ao encontro do último anúncio do governador João Doria, realizado também nesta quinta-feira (11/03), em que coloca todos os municípios do Estado de São Paulo em “Estado Emergencial”, com mais restrições ao comércio essencial, serviços em geral, instituições religiosas e escolas e que passam a prevalecer a partir da próxima segunda-feira 15, e segue até o dia 30.
“O relatório foi um pedido de urgência do prefeito Airton Garcia e de seu vice, Edson Ferraz, feito pelo Comitê junto a equipe de saúde diante a grande preocupação do governo municipal sobre a nova realidade enfrentada pela doença, e para um maior atendimento nos cuidados com a população diante a COVID-19. A partir do ofício com ações estratégicas apresentadas pela saúde, vamos discutir com todas as secretarias envolvidas os pontos levantados”, explicou o coordenador do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, Mateus de Aquino, que salientou que além do ofício apresentado, uma nova reunião será realizada nesta sexta-feira (12/03), para colocar a população e consonância com as ações previstas e discutir a nova determinação do Plano São Paulo, que coloca o estado inteiro em “Estado Emergencial” .
SÃO PAULO/SP - O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira a paralisação das atividades esportivas, incluindo o Campeonato Paulista, por duas semanas, de 15 a 30 de março.
A decisão contraria a Federação Paulista de Futebol, que havia se manifestado favorável à continuação do campeonato. Os clubes da primeira divisão vão se reunir às 15h desta quinta para debater os próximos passos, o que inclui a possibilidade de jogar em outros Estados. A Federação vai se pronunciar depois disso.
O anúncio da paralisação foi feito pelo governador João Doria (PSDB) e sua equipe de governo em entrevista coletiva no começo da tarde, como parte de uma série de medidas, que inclui toque de recolher das 20h às 5h.
Está mantido o jogo desta noite, entre Palmeiras e São Caetano, assim como a rodada do próximo fim de semana.
– Para este fim de semana, as partidas programadas estão preservadas. Será a partir do dia 15, até o dia 30. Seguiremos em bom diálogo com a Federação Paulista de Futebol. O presidente Reinaldo Bastos (da Federação Paulista) é uma pessoa de excepcional diálogo, construtivo nas suas abordagens, e ele ampara bastante bem suas considerações em um comitê que o assessora. Continuaremos a dialogar com a Federação Paulista de Futebol – disse Doria.
A intenção do governo era interromper o Campeonato Paulista já neste sábado. Uma conversa entre o Presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, e o governador João Doria resultou no adiamento da medida e na permissão para que se dispute a rodada do próximo fim de semana.
Segundo João Medina, do Centro de Contingência do Covid-19, a decisão de paralisar o futebol foi tomada a pedido do Ministério Público Estadual.
– Estamos em uma fase emergencial. Tem prejuízo para todos os setores. Tem um sofrimento para toda a sociedade, toda a atividade econômica. Em relação ao futebol, estamos atendendo a um ofício, uma recomendação do Ministério Público Estadual. Isso fugiu da nossa alçada – afirmou Medina.
O Paulistão teve disputadas as três primeiras rodadas, de um total de 12, na fase de grupos. A paralisação repetirá o que aconteceu no ano passado, quando o campeonato parou em 16 de março, conforme se propagava a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Daquela vez, porém, a competição só retornou em 22 de julho, mais de quatro meses depois.
No Campeonato Paulista, são impactados 26 jogos: todos da quinta, sexta e sétima rodadas, além de duas partidas atrasadas – Mirassol x Inter de Limeira (15/03, pela quarta rodada) e São Bento x Palmeiras (17/03, terceira rodada).
Além do Paulistão, estão em andamento a Copa do Brasil e a Libertadores da América. No período inicial da paralisação, estão previstos dois jogos pelo torneio nacional no Estado: Marília x Criciúma, dia 17, em Marília, e Mirassol x Red Bull Bragantino, dia 18, em Mirassol.
Na última quarta-feira, em apresentação de relatório sobre medidas de prevenção à Covid, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, afirmou que partidas da Copa do Brasil marcadas para estados com restrições seriam disputadas em locais onde não há proibição.
Na Conmebol, a orientação é que se procure uma cidade de outro Estado ou, se não for possível, de outro país para a realização de jogos em regiões onde o futebol esteja proibido.
A ideia de parar o futebol vinha sendo analisada nos últimos dias, devido ao agravamento do quadro epidemiológico no Estado. Havia a expectativa de que o anúncio já ocorresse nesta quarta – o governo decidiu esperar, mas deixou claro que poderia acontecer a qualquer momento.
Até esta quarta-feira, São Paulo havia registrado 62.570 mortes por Covid e mais de 2 milhões de casos. O ocupação de UTI está em 83% no Estado. Na terça-feira, foi registrado o recorde de registro de óbitos pelo novo coronavírus em um mesmo dia no território paulista em toda a pandemia: 517 vidas perdidas.
*Por Leonardo Lourenço / GE - SP
SÃO PAULO – O governo do estado do São Paulo anunciou nesta quinta-feira (11) medidas mais restritivas, diante do avanço da pandemia de Covid-19. A chamada Fase Emergencial vai começar na próxima segunda-feira (15) e irá até o dia 30 de março.
A nova etapa de restrição foi anunciada em coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na tarde desta quinta-feira (11).
A Fase Emergencial vai incluir medidas como a redução dos horários de funcionamento dos serviços essenciais, como padarias, supermercados e postos de gasolina. Também haverá suspensão de eventos esportivos, como o campeonato paulista de futebol, e religiosos, como cultos em igrejas.
Ainda, o teletrabalho (home office) será obrigatório para atividades administrativas não essenciais em escritórios e em órgão públicos. Também não está autorizada a entrega de alimentos e produtos ao cliente no estabelecimento comercial.
Haverá também toque de recolher entre 20h e 5h – não sendo permitida a circulação nesse intervalo. A ida às praias e aos parques também estão proibidas em qualquer horário. E continua a recomendação de uso de máscaras em ambientes internos e externos.
Para evitar aglomeração nos horários de entrada do trabalho, o estado também organizou um sistema de horários. “Não vamos reduzir o transporte público. Vamos ofertar 100% das frotas de ônibus, metrô e trem, mas precisamos da cooperação de todos os trabalhos dos serviços essenciais para que sigam o escalonamento de entrada”, afirmou Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde.
Trabalhadores da indústria devem entrar entre 5h e 7h, os de serviços entre 7h e 9h e os do comércio entre 9h e 11h.
As escolas estaduais ficarão abertas apenas para as crianças que precisem de alimentação e distribuição de materiais – com agendamento prévio. As escolas privadas poderão abrir para receber crianças de pais que precisem trabalhar fora. O limite será de 35% dos alunos presencialmente.
“Precisamos das escolas funcionando. Se a escola [estadual, municipal ou particular] precisar fazer atendimento presencial pontual por algum motivo, poderá. Mas é preciso evitar ao máximo esse tipo de atividade. A recomendação é ficar em casa”, disse Rossieli Soares, secretária da Educação.
Ele também explicou que as escolas farão um recesso antecipado. “Os recessos que seriam em abril e outubro nas escolas estaduais passarão para o período entre 15 e 28 de março, para diminuir as atividades presenciais sem prejudicar o calendário escolar. O objetivo é reduzir a circulação. A recomendação para as escolas particulares é fazer algo similar. Já a rede municipal, vamos conversar também para que adotem medidas como essa”, explicou.
Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19 em SP, afirmou que a decisão pelo aumento das medidas restritivas foi feita com o objetivo de elevar o isolamento social para mais de 50%. “O que buscamos não é cercear o trabalho e a vida. Queremos proteger a vida das pessoas. Isso se faz pelo isolamento social e pelas vacinas, além de tratamentos clínicos baseado em evidências. Como a Fase Vermelha já suspende os serviços essenciais, foram definidas medidas que incluem mais 4 milhões de pessoas em isolamento. Aumentamos as medidas restritiva para 14 atividades”, disse Menezes.
João Gabbardo, coordenador executivo do centro de contingência, fez um apelo diante da gravidade da situação. “Ninguém diria que, um ano após a pandemia ser declarada pela OMS, a gente estaria aqui falando de mais medidas. Se essas novas medidas não forem cumpridas nos próximos 15 dias, não será possível acompanhar a velocidade da pandemia. Se não seguimos as recomendações, não teremos leitos nos hospitais, empreendedores de sucesso morrerão, assim como trabalhadores informais e pessoas de classe média. Fiquem em casa. Não teremos soluções e milagres que vão ajudar. As medidas são antipáticas, mas o futuro vai julgar isso. Veremos quem usou medidas, quem se sacrificou para trazer resultados melhores”, disse.
Mais cedo, também nesta quinta-feira, João Doria (PSDB), governador do estado de São Paulo, divulgou vídeo em que anunciou que tomaria medidas mais duras e restritivas. Na gravação, Doria faz um apelo para que a população faça o isolamento social, afirmando ser, no momento, a principal ferramenta para frear a Covid-19.
“Estamos tentando equilibrar essa equação da economia com a saúde. Mas temos que entrar numa nova etapa do Plano São Paulo. Ela é mais restritiva, eu reconheço”, disse o governador. “Não é fácil tomar essa decisão, uma decisão impopular, difícil, dura. Nenhum governante gosta de parar as atividades econômicas de seu Estado. Eu, principalmente, entendo o sofrimento de todos.”
Faço um apelo pela compreensão de todos. Vamos passar juntos por mais este momento difícil. Vai passar. #FiqueEmCasa
— João Doria (@jdoriajr) March 11, 2021
Anunciaremos detalhes das medidas na coletiva de imprensa às 12h45 pic.twitter.com/6wvLRyJKsj
A Fase Emergencial é uma nova etapa (e a mais restritiva) do Plano São Paulo, programa de controle da pandemia imposto pelo governo estadual e que condiciona a reabertura econômica aos índices de novos casos, internações e óbitos por Covid-19 nas regiões do estado.
Todo o estado estava na Fase Vermelha desde o último sábado (6). A Fase Vermelha era a fase mais restritiva imposta pelo programa até agora.
Regiões na Fase Vermelha devem fechar todo o comércio e manter em funcionamento apenas serviços considerados essenciais, como abastecimento e logística, comunicação social, construção civil, educação, farmácias e hospitais, mercados e padarias, postos de combustíveis, transporte coletivo e segurança pública. Restaurantes podem operar no formato de delivery.
Havia especulações sobre a criação da Fase Roxa, mas por enquanto, o governo optou por chamar essa etapa apenas de Fase Emergencial.
*Por Giovanna Sutto / infomoney
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.