Grupo da UFSCar desenvolveu também teste eletroquímico portátil, ambos a partir de amostras de saliva
SÃO CARLOS/SP - O Laboratório de Bioanalítica e Eletroanalítica (LaBiE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) acaba de depositar pedidos de patentes para dois novos testes para detecção do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19, na saliva. O primeiro, eletroquímico, tem como alvo a proteína spike (espícula) e alia à portabilidade e à rapidez do resultado maior precisão no diagnóstico em relação a outros já existentes. O outro representa potencial significativo de realizar grande quantidade de testes moleculares - equivalentes ao RT-PCR, considerado o padrão ouro - usando o método Elisa, disponível em quaisquer laboratórios de análises clínicas espalhados pelo Brasil.
Os testes rápidos disponíveis atualmente em geral entregam um resultado em termos binários - sim ou não -, de modo similar aos testes de gravidez encontrados em farmácias, o que aumenta a chance de falsos positivos ou negativos. O dispositivo eletroquímico desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Química (DQ) e do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da UFSCar tem o diferencial de fazer uma análise quantitativa (ou seja, medindo a quantidade da substância alvo, no caso a proteína espícula, na amostra), o que aumenta a sensibilidade e a especificidade do teste e, assim, também a exatidão no diagnóstico.
Outras vantagens são que a portabilidade do dispositivo - que poderá, por exemplo, ser acoplado a um telefone celular - permite seu uso nos lugares mais remotos, bem como o fato do resultado sair em cerca de uma hora.
Para obter o resultado, o grupo precisou desenvolver materiais que, ao mesmo tempo que permitem a detecção da presença do vírus, emitem, ao fazê-lo, sinal capaz de ser registrado pelo dispositivo eletroquímico. Assim, foram elaborados os chamados bioconjugados, combinação de materiais inorgânicos - partículas magnéticas e nanopartículas de ouro - e orgânicos - peptídeo análogo à proteína ECA2 (ACE2 em Inglês), que se liga à espícula - que, em contato com uma amostra de saliva tão pequena quanto uma gota (e até menor), emite sinal elétrico captado pelo dispositivo.
O desenvolvimento deste primeiro teste contou com a parceria de pesquisadores dos departamentos de Medicina (DMed) e de Genética e Evolução (DGE) e do Hospital Universitário (HU-UFSCar/Ebserh) da própria UFSCar, bem como da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
Testagem em massa
Já a segunda patente depositada diz respeito a teste molecular capaz de detectar material genético do Sars-Cov-2 (RNA do vírus), da mesma forma que o RT-PCR. No entanto, além de não depender da coleta de material com o swab nasal, que exige material próprio e pessoal treinado, o teste não precisa da sofisticada instrumentação de processamento exigida pelo RT-PCR, disponível apenas em alguns centros, para os quais as amostras precisam ser encaminhadas.
O que os pesquisadores fizeram foi justamente adaptar o teste molecular ao método Elisa de análise, disponível mesmo nos menores e não tão bem equipados laboratórios de análises clínicas espalhados pelo País. Assim, quando os novos testes foram produzidos, os laboratórios poderão adquirir kits para a realização da análise de até 384 amostras em um único procedimento, sem a necessidade de nenhuma instrumentação adicional em relação àquela já usada em outros exames que empregam o Elisa.
É importante destacar que se trata da detecção do próprio vírus, na fase inicial da infecção, e não de teste de anticorpos. Além disso, outra aplicação possível - além do uso das microplacas de Elisa com 96 ou até 384 recipientes - é a realização de teste individual colorimétrico, ou seja, em um tubo com solução que muda de cor na presença de amostra com o vírus.
Neste caso, o desenvolvimento contou com a parceria do grupo de Ester Sabino, docente da Faculdade de Medicina e do Instituto de Medicina Tropical da USP, além de Matias Eliseo Melendez, hoje pesquisador no Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba.
As pesquisas foram desenvolvidas com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
"Esses testes partiram de novos desenvolvimentos e aprimoramentos de biossensores para biomarcadores de outras doenças que vimos buscando no nosso grupo, em parcerias com pesquisadores da área da Saúde, como nos dispositivos para detecção de Alzheimer, câncer e zika. Agora, além do potencial no enfrentamento da pandemia, também poderão ser adaptados para outras doenças", relata Ronaldo Censi Faria, docente do DQ que coordena o Laboratório. "Eles estão prontos para a produção em escala, e esperamos conseguir atrair a atenção de empresas que possam torná-los amplamente disponíveis", avisa o pesquisador.
Empresas interessadas podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar, pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou diretamente com o pesquisador em Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
SÃO PAULO/SP - O governador de São Paulo, João Doria, afirmou que todos os brasileiros acima de 18 anos residentes no Estado de São Paulo receberão pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19 até o fim de outubro. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 2.
O prazo para a imunização completa, com as duas doses, vai depender do tipo de vacina aplicada. O intervalo entre as doses de coronavac é de quatro semanas, enquanto a segunda dose das vacinas da AstraZeneca e da Pfizer é aplicada 12 semanas após a primeira. Veja a programação da aplicação da primeira dose:
A projeção é baseada nas informações do Ministério da Saúde. "Temos a certeza de que se a entrega for feita de acordo com aquilo que está projetado pelo ministério, e até com uma possível redução de doses, poderemos completar o calendário vacinal", disse Regiane de Paula, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
Doria também anunciou que a vacinação para pessoas com comorbidade e com deficiência será apliada no dia 7 de junho. Pessoas acima de 18 anos com essas condições poderão se vacinar.
O governador também disse que a vacinação para professores entre 45 e 46 anos foi antecipada e começará no dia 9 de junho.
Doria pediu ao parlamento europeu e à presidência da União Europeia que autorizem a entrada de pessoas imunizadas com a coronavac. O imunizante foi aprovado para uso emergencial pela OMS na terça, mas ainda não entrou na lista das vacinas que dão "luz verde" para os turistas entrarem na Europa. "Por enquanto, nós precisamos que a comissão europeia faça essa aprovação (da coronavac)", disse Patricia Ellen, secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Rui Curi, diretor-presidente da fundação Butantan, disse que mais seis mil litros de IFA para a produção da coronavac será enviado ao País no dia 28 de junho. Isso será suficiente para produzir 10 milhões de doses.
Com o feriadão que começa nesta quinta, Doria fez um apelo para que a população não faça aglomerações. Até esta quarta, pelo menos 3.314.631 pessoas já foram infectadas pelo coronavírus no Estado e 112.927 pessoas morreram em decorrência da covid. Os leitos de UTI têm taxa de ocupação de 81,2% no Estado e 79,9% na Região Metropolitana de São Paulo.
*Por: Mariana Hallal / ESTADÃO
SÃO CARLOS/SP - A prefeitura de São Carlos divulgou ontem, 31, o ranking dos bairros que mais registraram casos de Covid-19.
Segundo os dados, nos últimos 30 dias o bairro Cidade Aracy lidera a lista com mais 500 casos.
Abaixo confira a10 bairros com mais casos nos últimos 30 dias no município.
Cidade Aracy: 591
Centro: 168
Santa Felícia: 144
Jardim Ipanema: 133
Vila Prado: 123
Jardim Cruzeiro do Sul: 112
Antenor Garcia: 100
Planalto Verde: 97
Jardim Beatriz: 97
José Zavaglia: 94
SÃO PAULO/SP - O Governo de São Paulo ampliará a partir da quarta-feira (2) a vacinação contra covid-19 para pessoas com comorbidades e deficiências permanentes com idade entre 30 a 39 anos. O público totaliza 1,2 milhão pessoas que possuem doenças crônicas e deficientes contemplados com o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC).
Segundo o governo estadual, ao comparecer ao posto de saúde, qualquer pessoa com comorbidades e que faz parte das faixas etárias anunciadas deve apresentar comprovante da condição de risco por meio de exames, receitas, relatório ou prescrição médica. Os cadastros previamente existentes em Unidades Básicas de Saúde (UBS) também podem ser utilizados.
Já as pessoas com deficiência permanente precisam apresentar o comprovante do recebimento do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC). "É importante que todos que fazem parte deste público façam o pré-cadastro no site Vacina Já. Com isso, diminuímos em 90% o tempo de espera nas unidades de saúde", afirma Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI).
Controle de Fraudes
A Secretaria de Estado da Saúde enviou na última semana para a avaliação do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) uma lista dos 100 profissionais médicos que mais emitiram laudos, exames e receitas médicas para a vacinação de pessoas com comorbidades. O objetivo da medida é identificar possíveis fraudes no processo de vacinação destes grupos.
O levantamento faz parte de uma auditoria interna e do sistema de monitoramento de cadastro das pessoas que tomaram a vacina da pasta estadual. O sistema Vacivida do Governo de SP permite que as unidades de saúde insiram o CRM do médico responsável pela emissão do laudo, receita médica ou atestado para validação da comorbidade.
A medida é mais uma alternativa que visa frear tentativas de fraudes ou emissão de laudos indiscriminados, bem como apurar situações atípicas que possam acontecer neste período.
O Cremesp também forneceu para a Secretaria de Estado da Saúde a lista de todos os CRMs ativos e inativos do estado. A medida vai permitir um aprimoramento da ferramenta VaciVida, que emitirá alertas para as unidades básicas de saúde com relação aos CRMs inválidos.
Relação de comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde:
• Doenças Cardiovasculares
• Insuficiência cardíaca (IC)
• Cor-pulmonale (alteração no ventrículo direito) e Hipertensão pulmonar
• Cardiopatia hipertensiva
• Síndromes coronarianas
• Valvopatias
• Miocardiopatias e Pericardiopatias
• Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
• Arritmias cardíacas
• Cardiopatias congênitas no adulto
• Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
• Diabetes mellitus
• Pneumopatias crônicas graves
• Hipertensão arterial resistente (HAR)
• Hipertensão arterial - estágio 3
• Hipertensão arterial - estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou comorbidade
• Doença Cerebrovascular
• Doença renal crônica
• Imunossuprimidos (transplantados; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas em uso de corticoides; pessoas com câncer)
• Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves)
• Obesidade mórbida
• Cirrose hepática
*Por: R7
SÃO PAULO/SP - Na segunda-feira (31), a apresentadora Vera Magalhães recebeu Randolfe Rodrigues, senador e vice-presidente da CPI da Covid.
Questionado por Thiago Domenici, diretor da Agência Pública, sobre que tipo de fake news influenciou as mortes no Brasil, o senador respondeu que a maior delas foi a "Isso aqui não passa de uma gripezinha", falada pelo presidente da República.
"Até o dia 24 de março de 2020, nós tínhamos no Brasil um grande consenso, nós estávamos impactados pelas notícias que vinham de Wuhan e pelas tristes cenas de caminhões transportando corpos em Milão. No dia 24 de março, este consenso foi quebrado pela primeira das fake news. O presidente da República vai à televisão em cadeia nacional e diz que 'não era mais do que uma gripezinha', a gripezinha já fraturou mais de 460 mil famílias de brasileiros e brasileiras", afirma Randolfe Rodrigues.
Ele continua sua resposta dizendo que não foi a única notícia falsa divulgada por Jair Bolsonaro. "Tiveram outras que se seguiram. Parlamentares da base de apoio do governo chegaram a dizer que não tinham corpos sendo sepultados em Manaus. O presidente da República depois fez um pronunciamento incentivando a invasão de hospitais que tinham pacientes com Covid, então este padrão de notícias não falta investigação ampla de todas as fake news, às que tem a ver com o agravamento da pandemia é função dessa CPI investigar".
A apresentadora Vera Magalhães ainda questiona se isso no relatório entraria como um quadro geral que agravou a pandemia ou também com um pedido de responsabilização por essa questão específica da desinformação.
Randolfe responde que na compreensão dele é necessário ter responsabilização de quem espalhou notícias falsas. "Qual era a base científica [dos comentários]? Enquanto todos presidentes, e todos chefes de estado e de governo, de todos os países falavam da gravidade da pandemia, qual era a justificativa para o presidente do nosso país dar informações distorcidas sobre o que estava por vir? Quantas vidas custou esse tipo de declaração?", termina.
Assista ao trecho:
"O consenso foi quebrado pela primeira das fake news. O presidente da República vai ao rádio e à televisão, em cadeia nacional, e diz que não era mais do que uma gripezinha. Essa gripezinha já fraturou mais 460 mil famílias", diz Randolfe Rodrigues (@randolfeap). #RodaViva pic.twitter.com/HiyQX2ODGV
— Roda Viva (@rodaviva) June 1, 2021
Participaram da bancada de entrevistadores Thiago Domenici, diretor da Agência Pública; Fabio Leite, repórter da Revista Crusoé; Guilherme Amado, colunista do Metrópoles; Cristiane Agostine, repórter de política do jornal Valor Econômico; Carolina Linhares, repórter da Folha de S.Paulo.
O programa vai ao ar às 22h, na TV Cultura, no site da emissora, no canal do YouTube, no Dailymotion, nas redes sociais Twitter e Facebook.
*Redação TV Cultura
MUNDO - Em novo artigo científico de 22 páginas, publicado no sábado (29), o cientista norueguês Dr. Birger Sørensen e o professor britânico Angus Dalgleish, concluiram que a Covid-19 ‘não tem ancestral natural confiável’ e que está ‘além de qualquer dúvida razoável’ de que o vírus foi criado por meio de ‘manipulação de laboratório’ na China.
O estudo, que deve ser publicado na revista científica Quarterly Review of Biophysics Discovery, está definido para fazer ondas entre a comunidade científica, já que a maioria dos especialistas negou veementemente até recentemente que as origens do COVID-19 não fossem uma infecção natural saltando de animais para humanos.
Enquanto analisavam amostras de COVID-19 no ano passado na tentativa de criar uma vacina, Dalgleish e Sørensen afirmam que descobriram ‘impressões digitais únicas’ no vírus que, segundo eles, só poderiam ter surgido da manipulação em um laboratório. Eles disseram que tentaram publicar suas descobertas, mas foram rejeitadas pelas principais revistas científicas que, na época, decidiram que o vírus passava naturalmente dos morcegos ou outros animais para os humanos.
Mais de um ano depois, importantes acadêmicos, políticos e a mídia finalmente mudaram de ideia e começaram a contemplar a possibilidade de o COVID-19 ter escapado do Instituto de Virologia de Wuhan na China – um laboratório onde experimentos incluíam a manipulação de vírus para aumentar sua infecciosidade a fim de estudar seus efeitos potenciais em humanos.
Esta semana, o presidente Joe Biden ordenou que a comunidade de inteligência reexaminasse como o vírus se originou, incluindo a teoria do acidente de laboratório.
O anúncio ocorreu após a revelação de que um relatório de inteligência anteriormente não divulgado foi feito à Casa Branca, alegando que vários pesquisadores do instituto Wuhan foram hospitalizados com doença em novembro de 2019. O documento foi descoberto esta semana pelo Wall Street Journal.
Autoridades de saúde dos EUA também foram criticadas por supostamente financiar experimentos controversos e arriscados de pesquisadores no laboratório de Wuhan.
No artigo de 22 páginas que será publicado na revista científica Quarterly Review of Biophysics Discovery, os cientistas descrevem sua ‘análise forense’ de meses de duração, olhando para os experimentos feitos no laboratório de Wuhan entre 2002 e 2019.
Vasculhando arquivos de periódicos e bancos de dados, Dalgleish e Sørensen juntaram como os cientistas chineses, alguns trabalhando em conjunto com universidades americanas, supostamente construíram as ferramentas para criar o coronavírus.
Muito do trabalho foi centrado em torno da polêmica pesquisa de ‘ganho de função’ – temporariamente proibida nos Estados Unidos durante o governo Obama.
Ganho de função envolve ajustes de vírus que ocorrem naturalmente para torná-los mais infecciosos, de modo que possam se replicar em células humanas em um laboratório, permitindo que o efeito potencial do vírus em humanos seja estudado e melhor compreendido.
Dalgleish e Sørensen afirmam que os cientistas que trabalham em projetos de ganho de função pegaram uma ‘espinha dorsal’ de coronavírus natural encontrada em morcegos das cavernas chineses e uniram nela um novo ‘pico’, transformando-o no mortal e altamente transmissível SARS-Cov-2.
Um sinal revelador de suposta manipulação que os dois homens destacaram foi uma fileira de quatro aminoácidos que encontraram no pico SARS-Cov-2.
Em uma entrevista, Sørensen disse que todos os aminoácidos têm carga positiva, o que faz com que o vírus se adira firmemente às partes negativamente carregadas das células humanas como um ímã, tornando-se mais infeccioso.
Mas porque, como os ímãs, os aminoácidos carregados positivamente se repelem, é raro encontrar até três em uma linha em organismos que ocorrem naturalmente, enquanto quatro em uma linha é “extremamente improvável”, disse o cientista.
“As leis da física significam que você não pode ter quatro aminoácidos carregados positivamente em uma fileira. A única maneira de conseguir isso é fabricando-o artificialmente ‘, disse Dalgleish.
Seu novo artigo diz que essas características do SARS-Cov-2 são ‘impressões digitais únicas’ que são ‘indicativas de manipulação intencional’ e que ‘a probabilidade de ser o resultado de processos naturais é muito pequena.’
“Seria de se esperar que uma pandemia de vírus natural sofresse mutação gradual e se tornasse mais infecciosa, mas menos patogênica, o que muitos esperavam com a pandemia de COVID-19, mas que não parece ter acontecido”, escreveram os cientistas.
‘A implicação de nossa reconstrução histórica, postulamos agora além de qualquer dúvida razoável, do vírus quimérico propositalmente manipulado SARS-CoV-2 torna imperativo reconsiderar quais tipos de experimentos de ganho de função é moralmente aceitável empreender.
‘Devido ao amplo impacto social, essas decisões não podem ser deixadas apenas para cientistas pesquisadores.’
*Por: PaiPee
BRASÍLIA/DF - Dos 514 documentos entregues à CPI da Covid até a quarta-feira passada, 87 (17%) estão sob sigilo e só podem ser acessados por integrantes da comissão. A maioria deles foi enviada por procuradorias, promotorias, pelo Ministério das Relações Exteriores e por empresas que negociaram com o governo federal durante a pandemia.
Entre os papéis restritos, há informações oficiais do Ministério das Relações Exteriores sobre a adesão do Brasil ao consórcio internacional de vacinas Covax Facility e sobre a viagem feita à Israel em março deste ano. Eles foram apresentados como “prova” de depoimentos realizados na comissão.
Os documentos confidenciais não se restringem às informações do governo. Parte deles é relativa a investigações em andamento sobre o uso de recursos federais no combate à pandemia nos Estados. Outros tratam de negociações de empresas com o governo federal, para a aquisição de vacinas, medicamentos e insumos.
De acordo com o presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), ao longo do último mês, foram recebidos pela secretaria da comissão 300 gigabytes de documentos, sendo 100 gigabytes de dados sigilosos. Renan afirmou que os documentos “já chegam na comissão como sigilo imposto pelo órgão que forneceu as informações”. Segundo ele, os dados serão citados e vão colaborar com o relatório final da CPI. “São as provas dos depoimentos.”
*Por: Ícaro Malta e Luiz Henrique Gomes / ESTADÃO
SÃO CARLOS/SP - A vacinação contra a COVID-19 segue neste sábado (29/05) em São Carlos. No período da manhã, das 9h às 13h, as pessoas com comorbidades que possuem 45 anos de idade ou mais, podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) localizadas no Cidade Aracy, Azulville, Redenção, Santa Felícia e São José, mediante apresentação de documentação comprobatória.
Já os idosos, profissionais de saúde, da educação e do transporte público coletivo (motoristas e cobradores) podem, além das UBS’s, receber a vacina no posto volante com sistema drive thru montado no estacionamento do Shopping Iguatemi. O horário de atendimento também será das 9h às 13h.
É importante lembrar que todos que vão receber a primeira dose devem fazer o cadastro antecipado no site www.vacinaja.sp.gov.br. Também devem levar impresso o formulário de vacinação disponível em http://coronavirus.saocarlos.sp.gov.br/VacinaJa, além de documento com foto e CPF.
Para quem for receber a segunda dose é necessário levar apenas documento com foto, CPF e a carteira de imunização que recebeu quando foi vacinado com a primeira dose.
Além disso, as pessoas com comorbidades precisam levar o relatório de comorbidades (assinado pelo médico que trata o paciente), assim como os profissionais de saúde necessitam da carta de aprovação da Vigilância Epidemiológica (apenas para primeira dose) e os profissionais de educação e do transporte público coletivo, a entrega do impresso com o QR Code.
Após funcionários testarem positivo para covid-19, secretaria de habitação continua fechada sem previsão de volta
SÃO CARLOS/SP - O secretário de habitação e desenvolvimento urbano Caio Graco Hortenzi Vilela Braga, testou positivo para Covid-19 na quarta-feira (19) e segundo a prefeitura, a secretaria toda foi fechada para realizar testes nos funcionários sendo que todo o prédio passaria por desinfecção.
Até aí tudo dentro dos protocolos, porém, segundo informações de leitores do site Rádio Sanca, a secretaria está fechada até hoje.
Abaixo transcrevemos a mensagem de um internauta encaminhada para a nossa produção:
“Na segunda, terça e quarta-feira fui até a secretária de habitação e a mesma está fechada, ou seja, faz 5 dias úteis que está fechado e nesse período a área civil para? No meu caso estou esperando o projeto de uma residência ficar pronto, mas nada até agora. Tenho colegas que precisam de habite-se e também não saí (sic)” disse o munícipe.
Nossa reportagem entrou em contato com uma servidora da secretaria de comunicação, solicitando informações sobre quando os trabalhos voltam na secretaria de habitação, sendo que a resposta foi a seguinte:
“Não sei, estou afastada com covid-19”.
Também entramos em contato com um servidor da secretaria de habitação que nos disse: “Estamos parados até segunda ordem”.
Tendo em vista as respostas acima, o negócio é aguardar....
Após primeiro contato sem resposta, tentamos um segundo contato com a Secretaria de Comunicação e rebecemos a seguinte nota:
"Os departamentos que tiveram funcionários contaminados por Covid segue os protocolos do departamentos de vigilância em saúde , que monitora os contactantes da pessoa contaminada. Os departamentos sofreram adaptação dos trâmites para que o desenvolvimento das tarefas e prazos não sejam afetados."
RIBEIRÃ PRETO/SP - Ribeirão Preto, município com mais de 700 mil habitantes do interior paulista, vai fechar o comércio e interromper o transporte coletivo a partir de amanhã (27). As medidas de endurecimento da quarentena foram justificadas pela prefeitura como uma forma de tentar reduzir a ocupação dos leitos de terapia intensiva (UTI) no município.
As restrições ficarão em vigor até segunda-feira (31). “Na segunda-feira, depois de acompanhar as medidas restritivas, vamos anunciar se haverá flexibilização ou não”, disse o prefeito Duarte Nogueira ao anunciar as novas restrições.
Supermercados, padarias, assim como todo o comércio devem manter as portas fechadas. No entanto, está autorizado o funcionamento por sistema de entregas até às 23h, inclusive para alimentos e bebidas. Os supermercados e hipermercados também podem funcionar em esquema de drive-thru, se tiverem estrutura para oferecer o serviço separado da loja comum.
Escolas e serviços em geral estão proibidos de funcionar no período de quinta-feira a segunda-feira. Parques também serão fechados.
Entre os setores que estão autorizados estão os serviços de atendimento à saúde, incluindo farmácias, e de atendimento veterinário. Os serviços de transporte por aplicativo e de taxi estão autorizados a operar, assim como a locação de veículos. Os ônibus deixarão de circular.
Os escritórios de contabilidade podem funcionar com até 60% da capacidade para atender a demanda dos últimos dias para a entrega da Declaração do Imposto de Renda. Postos de combustível e revendedores de gás estão autorizados a manter funcionamento no período.
As agências bancárias seguem abertas. As indústrias e a construção civil também podem manter as atividades.
A prefeitura vai manter ainda a defesa civil e os serviços de assistência social à população vulnerável.
Segundo a prefeitura, a ocupação de leitos de UTI chegou a 96% da capacidade na segunda-feira (24) e 85% das vagas em enfermarias. Até ontem (25), Ribeirão Preto tinha 1.070 mortes por covid-19 em 2021, superando as 1.043 vítimas da doença registradas ao longo de 2020. A cidade já confirmou mais de 77 mil casos da doença em toda a pandemia.
Outras cidades do interior paulista endureceram o confinamento nos últimos dias para tentar reduzir a disseminação do novo coronavírus. O fechamento do comércio e o toque de recolher, com interrupção do transporte público está em vigor em Batatais desde o último dia 15. O município recebeu, no último sábado (22), apoio do Exército para fazer desinfecção das unidades de saúde.
Medidas semelhantes foram tomadas em Franca, Bebedouro, Viradouro, Taiúva e Batatais. As prefeituras tentam evitar o colapso dos sistemas de saúde e a falta de insumos, como oxigênio.
Por Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
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