SÃO CARLOS/SP - O Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus de São Carlos se reuniu na tarde desta quarta-feira (01/12) com representantes da Secretaria da Saúde, da Vigilância Sanitária, Secretaria de Esportes e Cultura, fiscalização, segurança pública e Procon. A pauta da reunião foi a decisão do Governo do Estado que anunciou a flexibilização do uso de máscaras em áreas abertas, a partir de 11 de dezembro.
“Na verdade nos reunimos para falarmos da vacinação contra a COVID-19, para saber da Secretaria de Esportes quais providências já estão sendo tomadas quanto realização da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em janeiro de 2022, para analisar solicitações para realização de eventos no natal e ano novo e a questão da liberação das máscaras por parte do Estado, porém fomos comunicados que o Governador Doria solicitou um novo parecer do Comitê Científico em SP”, explicou o coordenador do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus, Mateus de Aquino.
O Comitê decidiu aguardar o parecer do Comitê Científico do Governo do Estado sobre a necessidade do uso de máscaras em ambientes abertos, após a confirmação de dois casos em São Paulo (um casal vindo da África) com a variante Ômicron do coronavírus. O parecer deve ficar pronto na próxima semana, após reunião do grupo formado por médicos.
“Apesar de já termos aplicado aproximadamente 446 mil doses da vacina, sendo que mais de 77% da população já recebeu as duas doses, vamos aguardar o parecer do Comitê Científico uma vez que o município segue o Plano SP. Podemos depois até optar por medidas diferentes do Estado, porém agora resolvemos aguardar o parecer”, finaliza Mateus de Aquino.
SUÍÇA - Organização Mundial da Saúde afirma que combinação entre baixa cobertura vacinal e pouca testagem é terreno fértil para surgimento de novas cepas como a ômicron, com dezenas de mutações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que há uma combinação tóxica mundo afora para fazer com que novas variantes do coronavírus como a ômicron surjam e se espalhem.
“Globalmente, temos uma mistura tóxica de baixa cobertura vacinal e muito pouca testagem – uma receita para alimentar e amplificar variantes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na quarta-feira (01/11).
“É por isso que pedimos a países que assegurem o acesso equitativo a vacinas, testes e tratamentos em todo o mundo”, apelou.
“Precisamos usar as ferramentas que já temos para evitar a transmissão e salvar vidas da delta [a variante altamente dominante no mundo]. E se fizermos isso, também evitaremos a transmissão e salvaremos vidas da ômicron.”
A variante ômicron
A ômicron foi detectada inicialmente em amostras coletadas na África do Sul e no vizinho Botsuana na primeira metade de novembro e reportada à OMS no dia 24. Desde então, casos foram confirmados em mais de 20 países mundo afora. A variante levou à imposição de restrições de viagem e abalou previsões econômicas.
Por conter mais de 30 mutações na chamada proteína spike (S), que o coronavírus usa para se prender a células humanas e infectá-las, a ômicron foi classificada como uma “variante de preocupação” pela OMS. A organização disse que a cepa representa um risco global muito alto e provavelmente se disseminará pelo mundo.
Segundo a OMS, ainda deve levar várias semanas para se ter clareza se a nova variante é mais transmissível, se resulta em casos mais graves de covid-19 e se as vacinas atuais são eficazes contra ela. Ainda não foram reportadas mortes associadas à ômicron.
Entretanto, a descoberta da variante ressaltou como, após dois anos desde o surgimento do coronavírus, a luta global contra a pandemia ainda está longe de acabar.
Tedros afirmou que a OMS está levando a ômicron “extremamente a sério”, mas acrescentou que as mutações não deveriam ser uma surpresa. “É isso que vírus fazem. E é o que esse vírus vai continuar a fazer enquanto permitirmos que ele continue se espalhando”, disse
“Quanto mais este vírus circular, mais infecções haverá. Quanto mais infecções, mais pessoas vão morrer, e isso é algo que pode ser evitado.”
Dose de reforço
Nesta quarta-feira, os Estados Unidos confirmaram seu primeiro caso de infecção pela ômicron, num viajante totalmente vacinado contra a covid-19, vindo da África do Sul e que se recupera de sintomas leves.
No mesmo dia, Anthony Fauci, o principal especialista dos EUA em doenças infecciosas, ressaltou que adultos totalmente imunizados devem tomar uma dose de reforço assim que possível. Há alguns meses, especialistas mundo afora ainda questionavam a necessidade de um reforço para todos.
“Nossa experiência com variantes como a delta é que, mesmo que a vacina não seja especialmente desenhada para ela, quando se tem um nível de resposta imune alto o suficiente, a proteção se alastra”, disse Fauci.
Até agora, 59% da população americana foi completamente vacinada contra a covid-19. Mais de 40 milhões de pessoas já receberam uma dose de reforço no país.
Chefe da UE sugere vacinação obrigatória
Em meio a preocupações com o aumento das transmissões da variante ômicron, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira que as nações da União Europeia (UE) devem considerar a possibilidade de impor a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 a suas populações.
O índice de vacinação no bloco europeu é relativamente baixo, de 66%, o que pode ter ajudado a impulsionar o aumento acentuado das infecções registrado nas últimas semanas em muitos dos 27 Estados-membros da UE. Muitas pessoas ainda resistem em aceitar voluntariamente as doses.
Diversas nações europeias decidiram reimpor restrições para conter as transmissões, como a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos e a exigência da apresentação de comprovante de vacinação ou de teste negativo para o acesso a determinados serviços.
Como as decisões sobre as políticas de vacinação cabem aos governos de cada país, Von der Leyen lançou um apelo para que os governos ao menos cogitem impor a obrigatoriedade da imunização.
“É compreensível e apropriado que tenhamos essa discussão agora. Como podemos motivar e, potencialmente, pensar em vacinação obrigatória dentro da União Europeia?”, sugeriu Von der Leyen. “Um terço da população europeia não está vacinada. Ou seja, 150 milhões de pessoas. Isso é muito.”
SÃO PAULO/SP - Foi confirmado nesta quarta-feira (1) o terceiro caso de paciente com a variante Ômicron no Brasil. O homem de 29 anos vindo da Etiópia desembarcou em Guarulhos, sem sintomas, mas fez o teste que deu positivo para covid-19 no último sábado. O homem havia sido vacinado com as duas doses do imunizante da Pfizer.
A amostra deste terceiro caso foi sequenciada geneticamente pelo Instituto Adolfo Lutz.
Além dele, outros dois pacientes, um homem de 41 anos e uma mulher de 37, provenientes da África do Sul, tiveram a confirmação da presença da variante Ômicron. A verificação foi feita pelo Adolfo Lutz na tarde de ontem, após sequenciamento genético feito pelo laboratório do Hospital Israelita Albert Einstein.
O casal havia sido vacinado com o imunizante da Janssen na África do Sul, de acordo com informações atualizadas nesta quarta-feira (1º) pela vigilância municipal de São Paulo.
Por Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria de Saúde de São Carlos, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, comunica que de acordo com Documento Técnico (29ª atualização) do Programa de Imunização e recomendação do Comitê Científico de Saúde do Estado de São Paulo, a partir desta quinta-feira (02/12) está liberada a aplicação da dose de reforço em pessoas com 18 anos ou mais que completaram o esquema vacinal com vacina Janssen (dose única) há pelo menos 2 meses. Todos receberão a dose de reforço da vacina Pfizer.
Já os imunossuprimidos que receberam a dose única da Janssen, com 18 anos ou mais, podem receber a dose de reforço após intervalo de 28 dias. Até o momento não há contraindicação de realização de dose adicional para gestantes ou puérperas, desde que essa seja realizada com a vacina da Pfizer.
Em São Carlos foram aplicadas 6.490 doses da Janssen. Para receber a dose de reforço com o imunobiológico da Pfizer é preciso levar a carteira de vacinação e documentos pessoal com foto.
“Reforçamos que a Imunização completa contra a COVID-19 continua sendo de vital importância na proteção de vidas, reduzindo o risco de manifestações mais graves da doença. Por isso é fundamental que as pessoas recebam o número recomendado de doses para obter proteção máxima contra variantes existentes e emergentes”, ressalta Crislaine Mestre, diretora de Vigilância em Saúde,
Para receber a vacina contra a COVID-19, tanto a primeira, segunda ou dose de reforço, as pessoas podem procurar o ônibus itinerante que nessa semana está percorrendo os seguintes bairros: Douradinho na terça (30/11); Itamarati na quarta (01/12); São Carlos VIII na quinta (02/12) e na sexta-feira (03/12) o Jacobucci. O horário é sempre das 8h às 12h, independente do local.
A Prefeitura também disponibiliza vacinação contra a COVID-19 na FESC da Vila Nery (Drive) e na Fundação Pró-Memória, das 8h às 16h; na Igreja Guadalupe, no Cidade Aracy, das 10h às 19h e no Ginásio Milton Olaio Filho das 7h30 às 18h30h. Nesta terça-feira (30/11) e na quinta (02/12) tem plantão de vacinação nas unidades básicas de saúde (UBS’s) da Vila São José, Redenção e do Santa Felícia, das 16h às 19h.
Nesta segunda-feira o veículo vai percorrer o Jardim Embaré
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde informa que o ônibus itinerante da vacina contra a COVID-19 continuará percorrendo os bairros para realizar a imunização daquelas pessoas que ainda não receberam nenhuma dose ou que devem tomar a segunda dose ou a dose de reforço.
Nesta semana o veículo vai percorrer os seguintes bairros: Jardim Embaré vai receber o ônibus itinerante na segunda-feira (29/11); na terça (30/11) é a vez do Douradinho; na quarta (01/12) do Itamarati; na quinta (02/12) do São Carlos VIII e na sexta-feira (03/12) do Jacobucci. O horário é sempre das 8h às 12h, independente do local.
O ônibus já percorreu o Residencial Eduardo Abdelnur onde foram aplicadas 95 doses dos imunobiológicos e o grande Santa Felícia, bairro onde a equipe imunizou 203 pessoas.
Quem ainda não tomou a primeira dose deve fazer o cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br. As pessoas que forem receber a segunda dose ou a dose de reforço (terceira dose) devem apresentar o cartão de imunização.
Nesta semana também vai ter vacinação contra a COVID-19 na FESC da Vila Nery (Drive) e na Fundação Pró-Memória, das 8h às 16h; na Igreja Guadalupe, no Cidade Aracy, das 10h às 19h e no Ginásio Milton Olaio Filho das 7h30 às 18h30h. Na terça-feira (30/11) e na quinta (02/12) tem plantão de vacinação nas unidades básicas de saúde (UBS’s) da Vila São José, Redenção e do Santa Felícia, das 16h às 19h.
Em São Carlos podem receber a vacina pessoas com 12 anos ou mais. Já a dose adicional (terceira dose) pode ser aplicada em pessoas com 18 anos ou mais que tomaram as duas doses há pelo menos cinco meses.
Neste momento São Carlos registra 16.435 faltosos, sendo que 2.819 deixaram de tomar a segunda dose da Astrazeneca, 4.106 da Coronavac e 9.510 da Pfizer. 11.031 pessoas também não compareceram para receber a terceira dose.
IBATÉ/SP - Na sexta-feira (26) a Prefeitura de Ibaté por meio da Secretaria de Saúde deu início a Campanha de Vacinação contra a Covid-19 em escolas da rede Estadual de ensino, direcionada para os adolescentes entre 12 a 17 anos.
A primeira unidade a receber o serviço foi a Etec de Ibaté "Centro Paula Souza", e na próxima semana outras unidades da cidade contarão com a vacinação.
De acordo com a Secretária da Saúde de Ibaté, Elaine Sartorelli Breanza, com essa iniciativa a cidade terá a possibilidade de acelerar o processo de vacinação no município.
"Durante a semana nos reunimos com diretores das escolas propondo a imunização dos alunos de 12 a 17 anos que estão com o esquema vacinal em atraso. Orientamos aos alunos sobre a obrigatoriedade de portar a carteira de vacinação e documento com foto", explicou.
BÉLGICA - A Bélgica detectou, na sexta-feira (26), o primeiro caso confirmado na Europa da nova variante do coronavírus e, ao mesmo tempo, anunciou medidas restritivas destinadas a conter uma quarta onda de infecções que se espalha rapidamente.
O ministro da Saúde da Bélgica, Frank Vandenbroucke, disse, em entrevista coletiva, que um caso da variante B.1.1.529 foi encontrado em uma pessoa não vacinada, que desenvolveu sintomas e testou positivo em 22 de novembro.
"É uma variante suspeita. Não sabemos se é uma variante muito perigosa", afirmou.
A nova variante do coronavírus, detectada pela primeira vez na África do Sul, causou alarde global. A União Europeia (UE) e o Reino Unido estão endurecendo o controle sobre as fronteiras, enquanto pesquisadores buscam descobrir se a mutação é resistente à vacina.
O laboratório nacional de referência da Bélgica disse que a pessoa infectada era uma jovem adulta, que desenvolveu sintomas 11 dias após retornar de uma viagem ao Egito pela Turquia. Ela tinha sintomas semelhantes aos da gripe, mas nenhum sinal de doença grave até o momento.
Nenhum dos membros de sua casa desenvolveu sintomas, mas estão sendo testados.
A nova variante surge em um momento em que a Bélgica e muitos outros países europeus lutam contra um aumento nas infecções por coronavírus.
O primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, anunciou que as casas noturnas serão fechadas, e bares e restaurantes deverão encerrar às 23h por três semanas a partir deste sábado, e ter no máximo seis pessoas por mesa.
A pressão sobre o serviço de saúde está aumentando, disse De Croo em entrevista, acrescentando: "Se não tivéssemos uma taxa de vacinação tão alta hoje, estaríamos em uma situação absolutamente drástica".
Segundo as novas regras, festas e reuniões privadas também estão proibidas, a menos que sejam para casamentos ou funerais, e os belgas terão que fazer compras sozinhos.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria de Saúde, por meio dos departamentos de Vigilância em Saúde e de Gestão do Cuidado Ambulatorial, comunica que no próximo sábado (27/11) e no domingo (28/11) realizará mais um plantão de vacinação contra a COVID-19 em São Carlos.
No sábado (27/11) o plantão ocorre, sem agendamento, na Praça do Mercado Municipal e na FESC da Vila Nery (drive) das 8h às 13h e no Ginásio Milton Olaio Filho, das 7h30 às 18h30.
No domingo (28/11) o plantão continua no Ginásio Milton Olaio Filho, também das 7h30 às 18h30 e também vai ter vacinação na escola CAIC, localizada no bairro Cidade Aracy, das 8h às 13h. No CAIC também estarão sendo aplicadas as vacinas contra Hepatite B, SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola), Dupla Adulto, HPV, Febre Amarela e Meningocócica ACWY.
SUÍÇA - Com a quarta onda da covid-19 ganhando velocidade na Europa, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um alerta importante, dessa vez para os vacinados.
Segundo ele, preocupa a falsa sensação de segurança causada pelas vacinas. “As vacinas salvam vidas, mas não evitam totalmente a transmissão da covid-19”, afirmou.
“Em muitos países e comunidades, estamos preocupados com a falsa sensação de segurança de que as vacinas acabaram com a pandemia da covid-19 e que os vacinados não precisam tomar quaisquer outros cuidados”, completou.
A preocupação é com a retomada das atividades sociais, especialmente com a proximidade dos feriados de fim de ano, que devem aumentar a mobilidade e os encontros.
“Se você for vacinado, terá um risco muito menor de covid grave e morte, mas ainda corre o risco de ser infectado e infectar outras pessoas. Continue a tomar precauções. Isso significa usar máscara, manter o distanciamento, evitar multidões e encontrar outras pessoas do lado de fora, se puder, ou dentro, mas em um espaço bem ventilado”, afirmou.
Olhos voltados para a Europa
Nos últimos dias, vários dirigentes da OMS têm feito alertas sobre o aumento do número de casos da covid-19 em países europeus.
A delegação europeia da entidade afirma que 25 países do continente correm risco de ficarem sem leitos hospitalares e enfrentarem mais de 700 mil mortes pela doença até março de 2022, caso a tendência atual se mantenha.
Apesar da situação estar crítica na Europa, Tedros afirma que nenhum país ou região está fora de perigo.
A diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, destacou ainda a preocupação com as sequelas da doença chamada de covid longa.
A condição faz com que as pessoas continuem sentindo os sintomas da doença, mesmo após se recuperarem da infeção.
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