SÃO CARLOS/SP - O Centro Esportivo Multi Esporte (CEME) realizou, no dia 19 de novembro de 2025, o 1º Torneio de Futebol “CEME Social Cup”, um evento promovido em parceria com a Secretaria Municipal Especial de Infância e Juventude. A iniciativa reuniu 185 crianças e adolescentes em um dia de integração, alegria e muito futebol.
Participaram do torneio os alunos dos Centros da Juventude Elaine Viviani e Lauriberto José Reyes, além do Polo Rocha Keppe, projeto mantido em parceria com a ONG Formiga Verde. A união desses núcleos proporcionou um ambiente rico em socialização, troca de experiências e práticas esportivas.
Desde cedo, o clima era de festa. Na abertura, organizadores destacaram a importância da união entre educação e esporte, reforçando vínculos entre alunos, famílias, escolas e parceiros. O evento reforçou valores como respeito, trabalho em equipe, superação e amizade — pilares dos projetos desenvolvidos pelo CEME.
Ao longo do dia, as crianças participaram de uma programação variada que incluiu jogos, integração entre turmas, distribuição de brindes, momentos de convivência, um delicioso almoço e ainda um lanche no final da tarde. A agenda foi planejada para garantir diversão, segurança e participação de todos, culminando numa cerimônia de premiação.
Os jogos foram marcados por competitividade saudável e muito espírito esportivo. Professores acompanharam de perto suas equipes, incentivando os alunos e celebrando cada conquista. No final, todos os participantes foram premiados, reconhecendo o empenho e a dedicação demonstrados.
O “CEME Social Cup” se consolidou como um marco para o esporte social em São Carlos, fortalecendo a integração entre diferentes polos e ampliando o acesso de crianças e jovens a atividades esportivas de qualidade. Ao término do evento, a sensação coletiva era de dever cumprido: crianças felizes, atividades bem-sucedidas e mais um dia de experiências transformadoras por meio do esporte.
O Centro Esportivo Multi Esporte agradece a presença de todos e estende um agradecimento especial à empresa Alcans pelo apoio, reforçando o compromisso de investir em iniciativas que promovam desenvolvimento humano e inclusão por meio do esporte.
SÃO CARLOS/SP - Um adolescente foi detido na manhã de quarta-feira (19), por volta das 8h50, durante patrulhamento da Polícia Militar no bairro Cidade Aracy I, em São Carlos. A ação ocorreu na Rua João Paulo, cruzamento com a Rua Hilário Martins Dias, área conhecida pelos agentes como ponto recorrente de tráfico de drogas, nas proximidades do campo “Raspadão” e ao lado do Cemei Professora Maria Alice Vaz de Macedo.
Segundo a PM, o jovem foi abordado após comportamento suspeito. Na busca pessoal, os policiais localizaram 14 eppendorfs de cocaína, 13 porções de maconha, sete pedras de crack e R$ 59 em dinheiro. Questionado, o adolescente apontou onde escondia o restante do entorpecente. No local indicado, a equipe encontrou uma quantidade ainda maior de drogas.
Ao todo, foram apreendidos 95 eppendorfs de cocaína, 94 invólucros de maconha, sete pedras de crack, quatro invólucros de “dry”, dois de ecstasy, além de uma máquina de cartão e dois comprovantes de transações bancárias.
O adolescente foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária, onde o delegado de plantão determinou a elaboração de boletim por ato infracional de tráfico de drogas. Após a formalização dos procedimentos, o jovem foi liberado à responsável legal.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura Municipal de São Carlos sancionou a lei nº 23.786/2025, de autoria do vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS), que determina a inclusão de materiais ilustrativos e campanhas de conscientização sobre a “Manobra de Heimlich” no site oficial do Executivo. A iniciativa também prevê ações educativas em estabelecimentos e instituições do município.
A nova legislação tem como principal objetivo ampliar o acesso da população às informações sobre o procedimento, amplamente utilizado em casos de engasgo e capaz de salvar vidas. A lei também obriga a divulgação do telefone do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU – 192), reforçando a orientação correta em situações de emergência.
O vereador destacou a relevância da medida: “Estamos falando de uma ação simples, que pode fazer a diferença entre a vida e a morte. A conscientização e a informação são fundamentais, e essa lei nasceu justamente para preparar mais pessoas a agir em momentos críticos. Iremos univerlizar as ações para todas as pessoas”, afirmou.
Bruno Zancheta agradeceu ainda ao prefeito pela sensibilidade em sancionar a proposta. “Agradeço ao prefeito municipal Netto Donato pela compreensão da importância desse projeto. A sanção demonstra compromisso com a saúde pública e com políticas preventivas que podem salvar inúmeras vidas em nossa cidade.”
Com a nova lei, campanhas e materiais educativos deverão ser disponibilizados pela administração pública, alcançando todos os setores da sociedade, servidores de instituições públicas e privadas, além de alunos e profissionais da área da educação e saúde. O objetivo é formar uma rede de indivíduos capacitados a agir de maneira rápida e eficiente em situações de engasgo.
SÃO CARLOS/SP - O Centro Municipal de Artes e Cultura (CEMAC), vinculado à Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT), recebeu na noite desta terça-feira (18/11) a apresentação “Família Silva em: Raízes que Conectam”. O evento integrou a programação do Dia da Consciência Negra e destacou o diálogo cultural, a diversidade e a valorização da ancestralidade da família Silva.
A iniciativa reuniu música, fotografia, escultura, artesanato, contação de histórias e outras expressões artísticas. A proposta celebrou a trajetória das matriarcas e patriarcas da família Silva, integrantes do grupo JVL & Gerações – Gente Brilhante, que viveram na histórica Fazenda do Pinhal. Foram homenageados José da Silva – lavrador, carreiro e jardineiro que chegou à fazenda no fim da década de 1940; Virginia Zacharias da Silva – nascida em 1930 na própria fazenda, onde viveu e trabalhou durante toda a vida; e Leonor Pereira de Barros do Amaral Zacharias – nascida em 1905, em Itirapina, atuando como doméstica, parteira e benzedeira.
Daniel Alexandre da Silva, membro da família e um dos organizadores, destacou que a família Silva está entre as mais antigas famílias negras de São Carlos. Segundo ele, a ideia de criar o projeto surgiu da vontade de registrar e compartilhar a história de várias gerações que viveram na Fazenda do Pinhal, patrimônio histórico da cidade.
“Minha avó faleceu com 104 anos, minha bisavó nasceu em 1872, e minha mãe, assim como meus 12 irmãos, nasceu na Fazenda do Pinhal. Criamos a JVL, iniciais de José, Virginia e Leonor, para mostrar e aprofundar o estudo da nossa ancestralidade e transmitir essa história às próximas gerações, ressaltando valores, cultura e nossa capacidade de empreendedorismo”, afirmou.
A secretária das Famílias, Ana Paula Vaz, enfatizou o significado cultural e afetivo da homenagem. Para ela, o evento reforça o valor da ancestralidade e o poder dos vínculos familiares. “Esta noite nos mostrou a força de uma história viva que atravessa gerações. A família Silva nos ensina sobre resistência, amor, fé e união, valores deixados como legado pelo senhor José, pela senhora Virginia e pela senhora Leonor. Saio deste evento com o coração cheio de alegria. Vimos aqui a semente plantada pelas gerações passadas dar frutos, e é inspirador perceber como essa trajetória continua a fortalecer vínculos e a iluminar caminhos”.
O secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, ressaltou a importância de realizar a homenagem no mês da Consciência Negra. “São três pessoas negras que trabalharam na Fazenda do Pinhal com força, coragem e amor. Deixaram um legado de honra, fé e trabalho que ajudou a construir São Carlos. Esse reconhecimento é mais do que merecido”, destacou.
Participaram ainda do evento os secretários adjuntos Valeria Mazzola (Cultura) e Hícaro Alonso (Turismo), além de diretores e servidores da SMCT.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Fazenda, informou nesta terça-feira (18/11) que o novo Programa de Recuperação Fiscal (REFIS 2025) já recebeu 1.200 adesões, sendo R$ 5,5 milhões negociados até o momento.
O REFIS 2025 começou no último dia 10 de novembro e segue até 10 de dezembro, nesse período a população que quiser manter em dia seus débitos tributários e não tributários com o município, com isenção de 100% na multa e nos juros pode quitar suas dívidas.
O novo Programa de Recuperação Fiscal possibilita que pessoas físicas e jurídicas que têm débitos com a Prefeitura, inscritas ou não em dívida ativa, regularizem sua situação, porém somente com pagamento à vista.
As guias para pagamento estão sendo emitidas presencialmente nas unidades do SIM. Outra opção para retirar as guias é pela internet, basta acessar o portal www.saocarlos.sp.gov.br.
Os débitos já parcelados com a Prefeitura também podem aderir ao desconto, desde que requerido o cancelamento do parcelamento de forma expressa pelo responsável.
Para mais informações, o contribuinte pode agendar um horário em uma das unidades do SIM por meio do site da Prefeitura (www.saocarlos.sp.gov.br) ou mesmo se dirigir diretamente a uma destas unidades para atendimento (SIM Centro – avenida São Carlos, 2.137; SIM Vila Prado – Rua Bernardino de Campos, 636 ou; SIM Cidade Aracy – Av. Regit Arab, 205).
SÃO CARLOS/SP - No dia 5 de dezembro, os motoristas que utilizarem a Área Azul em São Carlos terão a oportunidade de transformar o simples ato de estacionar em solidariedade. Graças a uma parceria entre o Fundo Social de Solidariedade e a empresa Estapar, toda a verba arrecadada com o estacionamento rotativo será destinada ao Natal Solidário, iniciativa que busca levar alegria às crianças da cidade.
A presidente do Fundo Social e primeira-dama, Herica Ricci Donato, explica que a ação permitirá que cada pagamento feito no sistema da Área Azul se converta em doação. Para participar, basta efetuar o pagamento normalmente com os agentes da concessionária, nos terminais de autoatendimento ou pelo aplicativo Zul+, que oferece opções de R$ 0,95 por 30 minutos, R$ 1,90 por uma hora, R$ 2,85 por uma hora e meia e R$ 3,80 por duas horas. Mesmo quem não for estacionar pode colaborar: é possível acessar o aplicativo e adquirir alguns minutos de estacionamento, que serão revertidos integralmente para o Natal Solidário.
“Os recursos arrecadados serão utilizados para promover festas em diversos bairros, com brinquedos, alimentos e atividades recreativas, e o número de comunidades atendidas dependerá da quantidade de doações recebidas. “Nós contamos com a participação dos são-carlenses para fazer um Natal diferente e mais feliz para as crianças”, destacou Herica Ricci Donato.
SÃO CARLOS/SP - O Tiro de Guerra 02-035 realizou, no sábado, 15 de novembro, a cerimônia que marca o encerramento das atividades de instrução da turma de 2025. O evento, em São Carlos, reuniu autoridades militares, familiares e convidados — entre eles integrantes da Associação dos Veteranos da Força Aérea Brasileira (AVFAB-YS), de Pirassununga, que participaram a convite do chefe da Instrução, subtenente Weslley Alexander Daibert.
Veteranos da Força Aérea — Antonio Ribeiro, Dempsey Zanetti, Emerson Lindman e Sérgio Chináglia — acompanharam a solenidade, que celebrou a formação dos atiradores após um ano de atividades voltadas ao preparo cívico, disciplina e reforço dos valores de cidadania.
Durante o evento, atiradores e colaboradores receberam diplomas e medalhas em reconhecimento ao desempenho e ao apoio prestado ao TG. A cerimônia também marcou a despedida de Daibert, que esteve à frente da instrução nos últimos dois anos.
A AVFAB-YS homenageou o subtenente com um certificado de agradecimento pelas parcerias firmadas ao longo do ano, especialmente no apoio a ações como a campanha de doação de sangue e uma palestra realizada pela entidade em conjunto com a unidade militar.
ITIRAPINA/SP - A Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio da 2ª Companhia do 37º BPM/I, anuncia à população de Itirapina e Analândia uma importante entrega resultante da parceria institucional com o Fórum Criminal de Itirapina. A aquisição de novos torniquetes e porta-torniquetes — equipamentos essenciais para o Atendimento Pré-Hospitalar Tático (APH Tático) — foi viabilizada graças a recursos provenientes da pena de prestação pecuniária, autorizados pelo Excelentíssimo Juiz de Direito Dr. Leonardo.
A destinação dessa verba, prevista pela legislação e voltada a projetos de interesse social, permitiu equipar as equipes da Polícia Militar com materiais atualizados e padronizados para situações críticas de atendimento a vítimas de hemorragia grave. Esta iniciativa reforça o compromisso do Judiciário e da PM em unir esforços para promover segurança, eficiência e cuidado direto com a vida da população.
Com os novos equipamentos, foi determinada a realização de uma instrução teórico-prática obrigatória para todo o efetivo das cidades de Itirapina e Analândia, tendo como foco a correta aplicação do Procedimento Operacional Padrão de uso do Torniquete. O treinamento, conduzido pelo 3º Sgt PM Boldan, ocorreu entre os dias 03 e 18 de novembro, integrando revisão técnica, demonstrações práticas e protocolos de segurança em situações de urgência.
A iniciativa traz benefícios diretos e imediatos para a sociedade. Em ocorrências envolvendo acidentes, ferimentos por armas de fogo ou situações de risco elevado, a intervenção rápida e correta pode ser decisiva para preservar vidas. Equipar a tropa e capacitá-la continuamente fortalece o atendimento prestado à comunidade e eleva o padrão de resposta da Polícia Militar.
Além do ganho operacional, a parceria evidencia a boa utilização dos recursos provenientes da Justiça, garantindo transparência e responsabilidade no emprego de verbas destinadas ao interesse público. Cada equipamento adquirido e cada policial treinado significam maior capacidade de salvar vidas e proteger cidadãos.
A Polícia Militar reafirma seu compromisso de servir e proteger à população e de atuar de forma integrada com os demais órgãos públicos, sempre com foco na defesa da vida, da integridade física e da dignidade humana.
BRASÍLIA/DF - Por dois anos seguidos, caiu a proporção de pessoas que trabalhavam em casa, o chamado home office. Em 2024, eram quase 6,6 milhões de pessoas que realizavam as atividades profissionais onde moravam. Em 2022, esse número superava 6,7 milhões.
Em termos de proporção, a redução foi de 8,4% para 7,9% dos trabalhadores. O ponto de inflexão foi em 2023, quando 6,61 milhões estavam trabalhando em casa (8,2% do total).
A constatação - que representa uma inversão na tendência crescente que tinha sido acentuada pela pandemia de covid-19 - faz parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estudo traz dados anuais desde 2012, exceto de 2020 e 2021, por causa da pandemia de covid-19 que inviabilizou a coleta de dados.
As proporções apontadas pelo IBGE se referem ao universo de 82,9 milhões de trabalhadores em 2024. Por critério do instituto, esse conjunto exclui empregados no setor público e trabalho doméstico.
Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, a classificação trabalho no domicílio de residência vale também para pessoas adeptas do coworking (escritórios compartilhados).
“As pessoas falam: ‘eu trabalho de casa’, mas não necessariamente ela vai trabalhar em casa, ela pode escolher ir a um coworking”, pondera.
O levantamento mostra que as mulheres eram a maioria em home office. Elas somavam 61,6% dos trabalhadores nessa condição.
Observando o total de trabalhadores por sexo, 13% das mulheres estavam em home office. Entre os homens, a parcela era de 4,9%.
O pesquisador do IBGE afirma que o trabalho no domicílio de residência “claramente deu uma arrancada depois da pandemia”.
Em 2012, a parcela das pessoas nessa condição era de 3,6%. Em 2019, figurava em 5,8%, alcançando o ponto mais alto em 2022 (8,4%), antes de regredir nos dois últimos anos.
“Mas ainda está em um nível superior ao que tínhamos antes do período pandêmico e das novas tecnologias”, assegura Kratochwill.
A diminuição do home office é um movimento que tem causado insatisfação em algumas empresas. No começo deste mês, o Nubank, um dos maiores bancos do país, anunciou regressão gradual no trabalho de casa.
A insatisfação terminou com a demissão de 12 funcionários, de acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
Em março, funcionários da Petrobras fizeram uma paralisação contra a diminuição do teletrabalho, entre outros motivos.
- estabelecimento do próprio empreendimento: 59,4%
- local designado pelo empregador, patrão ou freguês: 14,2%
- fazenda, sítio, granja, chácara etc.: 8,6%
- domicílio de residência: 7,9%
- veículo automotor: 4,9%
- via ou área pública: 2,2%
- estabelecimento de outro empreendimento: 1,6%
- domicílio do empregador, patrão, sócio ou freguês: 0,9%
- outro local: 0,2%
Um detalhe é que os trabalhadores que realizam atividade no veículo automotor passaram de 3,7% em 2012 para 4,9% em 2024. Para Kratochwill, esse cenário reflete o surgimento de serviços de aplicativo como Uber e 99.
“Com certeza há um impacto do transporte de passageiros”, diz. “Mas não se pode desconsiderar essa nova onda de food truck (venda de comida em veículos). Cada um, um pouquinho favorece para isso”, acrescenta.
Na categoria trabalho no veículo, as mulheres são apenas 5,4% do total de trabalhadores.
De todos os homens do universo da pesquisa, 7,5% trabalham no veículo. Entre as mulheres a parcela é de 0,7%.
AGÊNCIA BRASIL
MANAUS/AM - A presença dos dinossauros em diversas regiões do Brasil já é conhecida por pesquisadores há muito tempo. Fósseis importantes já foram descobertos, mas não havia nenhuma evidência de que eles teriam habitado a região amazônica.
Agora, pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) conseguiram identificar, pela primeira vez, indícios de que os animais viveram na Amazônia há mais de 103 milhões de anos.
Os principais indícios foram mais de dez pegadas da era jurássico-cretácea identificadas na região conhecida como Bacia do Tacutu. Os registros foram localizados na cidade de Bonfim, no norte de Roraima.
No entanto, não é possível identificar com certeza a quais tipos de dinossauros pertenciam essas pegadas, mas dá para saber, a partir delas, quais grupos viviam na região. Entre eles estão os raptores, ornitópodes (bípedes e herbívoros), além dos xireóforos, que têm uma espécie de armadura óssea na parte superior do corpo.
A região da Amazônia sempre apresentou poucas descobertas arqueológicas porque as rochas do local foram expostas e passaram pelo processo de intemperização. Esse fenômeno causa o desgaste e a decomposição da rocha, o que dificulta a preservação dos fósseis.
Segundo o pesquisador Lucas Barros, que encontrou a pegada, a preservação do material ósseo acontece apenas quando as rochas estão soterradas.
“O Tacutu seria um vale com diversos canais de rios que fluíam juntos. Era um local com muita água e muita vegetação”, explica o pesquisador, que concluiu recentemente um mestrado sobre o tema na Unipampa.
“Se você tem um vale com muita umidade, as barras do rio também ficarão úmidas. Após o animal fazer essa pegada, ela perde, com o tempo, a umidade e fica dura. Isso permite que ela resista ao processo de soterramento”.
Com o passar de milhares de anos, a pegada soterrada solidifica-se e vira uma rocha que consegue, mesmo quando exposta, resistir à ação erosiva e intempérica do solo.
Uma pequena vegetação de cerrado na Bacia do Tacutu também permitiu a preservação das pegadas.
“Essa mancha de savana permite que a gente encontre afloramentos nas rochas e verifique se existe alguma coisa ali de conteúdo fossilífero. [Isso possibilita] que a gente também descubra fósseis de invertebrados e vegetais, troncos fossilizados e impressões de folhas,” explica Barros.
As pegadas de dinossauro foram identificadas em 2014, em uma atividade de campo dos alunos de geologia da UFRR, comandada pelo professor Vladimir Souza. Na época, a universidade não tinha nenhum especialista em paleoecologia (que estuda a relação de organismos fósseis e seus ambientes passados), nem o equipamento necessário para realizar a análise das pegadas.
Assim, o projeto acabou sendo engavetado e a descoberta acabou não sendo divulgada.
“Se na época a gente divulgasse isso, viriam outras pessoas e tomariam a pesquisa para eles”, diz Souza.
Em 2021, o estudo foi reativado por Barros, que a transformou, com o professor Felipe Pinheiro, da Unipampa, em tese de mestrado. Barros começou a mapear os locais que possuíam icnofósseis, que são vestígios da presença de organismos que viveram no passado.
A identificação das pegadas começa com a técnica de fotogrametria, em que um modelo 3D de alta fidelidade é criado.
“Isso permite digitalizar o modelo em uma escala muito fiel. É através disso que nós descrevemos essas pegadas. Foi o que eu realizei durante o meu mestrado, descrevi essas pegadas e descobri novos afloramentos”, explica.
Barros estima que existam centenas de pegadas na Bacia do Tacutu. Neste momento, o pesquisador investiga pegadas localizadas na terra indígena Jabuti, em que já foram encontradas quatro áreas com valor científico.
Muitas pegadas são encontradas em áreas privadas, o que impede que sejam estudadas plenamente. Alguns fazendeiros temem que novas pesquisas levem à demarcação de suas terras, à tomada de suas propriedades pelo governo ou à falta de indenização adequada.
AGÊNCIA BRASIL
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