Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Duas pessoas ficaram feridas na manhã de hoje, 05, na Avenida Miguel Dahma, em São Carlos.
Nossa reportagem esteve no local e segundo informações, o motorista de um Chevrolet Corsa branco, seguia no sentido da rodovia SP-318/Dahma 2, quando ao tentar realizar uma conversão para adentrar à portaria do condomínio ocorreu a colisão com um Volkswagen Tiguan, que vinha no sentido contrário. Ninguém soube nos informar que estava certo ou errado.
A motorista do Tiguan de 41 anos, sofreu escoriações pelo corpo e foi levada pela UR (Unidade de Resgate) do Corpo de Bombeiros, à Santa Casa de Misericórdia de São Carlos. O motorista de 57 anos, do Corsa também sofreu escoriações e foi socorrido pelo SAMU a mesma instituição de saúde.
Nanofármaco é estratégia antiviral com grande potencial para tratamento de COVID-19
SÃO CARLOS/SP - Em um artigo científico publicado neste mês de junho na revista internacional “ACS Applied Bio Materials”, pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) e do Instituto de Ciências Biomédicas II, ICB-II/USP, São Paulo, divulgaram uma possível estratégia de combate à COVID-19, com o reposicionamento de um medicamento já comercializado, dedicado aos pacientes com esclerose múltipla - o Fingolimode.
De fato, o que os pesquisadores fizeram foi desenvolver uma nanopartícula polimérica e encapsular a substância, tranformando-a em uma nanocápsula. No contexto geral, os pesquisadores identificaram que a introdução da nanotecnologia, aliada ao conceito de “reaproveitamento” ou reposicionamento de fármacos, representa uma combinação valiosa e que a utilização do Fingolimode pode representar uma estratégia antiviral para tratamento de COVID-19.
Desenvolvimento das pesquisas com o apoio da CAPES
É óbvio que o desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19 foi - e é - uma importantíssima medida para travar a transmissão do vírus, mas o certo é que ele continua a se disseminar, agora de forma mais branda, apresentando-se distribuído em diferentes linhagens, provocando novos casos que necessitam de cuidados médicos e por isso de novas terapias, muitas delas ainda em estudo, ou em testes experimentais, sendo que poucos foram já aprovados pelo FDA, como são os casos do Remdesivir, o Baricitinib, e o coquetel de anticorpos monoclonais, RegenCov.
Verificando a literatura científica, os pesquisadores do IFSC/USP constataram que pacientes portadores de esclerose múltipla e tratados com Fingolimode manifestaram apenas leves sintomas de COVID-19, o que pressupõe que esse medicamento pode, efetivamente, ser considerado como um potencial terapêutico candidato contra o SARS-CoV-2.
Segundo as pesquisadoras Renata Miranda e Natália Ferreira, co-autoras do Trabalho, “A nanotecnologia é capaz de potencializar o efeito biológico do fingolimode sem trazer efeitos adversos nas células saudáveis”.
Na sua versão em nanocápsula, o Fingolimode demonstrou uma alta atividade contra o vírus da COVID-19, sendo sua atividade quase setenta vezes maior do que o tratamento medicamentoso convencional.
Para o prof. Valtencir Zucolotto, coordenador do GNano/USP e supervisor da pesquisa, “O trabalho ilustra o poder da nanotecnologia ao demonstrar que princípios ativos encapsulados em nanopartículas são adequadamente direcionados, aumentando assim o seu poder terapêutico”.
Adicionalmente, a tecnologia proposta garante um custo acessível uma vez que a dose necessária para o efeito biológico é bastante reduzida. Esta nanocápsula de Fingolimode proporciona ainda um tempo prolongado de ação, evitando a necessidade de administrações repetidas aos pacientes.
A pesquisadora Edmarcia Elisa do ICB-II/USP, ressalta a importância de instalações, como é o caso do Laboratório “BSL3 Cell Culture Facility for Vector and Animal Research” de Nível de Biossegurança 3 (NB3), coordenado pelo pesquisador Carsten Wrenger, do ICBII/USP, onde foram desenvolvidos os testes de carga viral que compõem o trabalho. "Apenas em ambientes de alta biosseguranca, é possível manusear organismos com alto grau de patogenicidade, como é o caso do SARS-CoV-2", salienta.
Com base nessas descobertas através da pesquisa apoiada pela CAPES, a combinação do reaproveitamento de fármacos e da nanotecnologia representa uma nova linha de frente na luta contra o COVID-19.
Zucolotto ressalta, ainda, que efeitos semelhantes têm sido observados em vários sistemas nanoestruturados para liberação de outros princípios ativos, tanto em medicina, quanto em agricultura e veterinária, garantindo maior eficácia, segurança, e menor custo.
Para acessar o artigo científico relativo a esta pesquisa, clique neste link - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2022/07/Fingolimode-proof.pdf
Rui Sintra - jornalista do IFSC/USP
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Obras Públicas informou nesta segunda-feira (04/07) que será necessária a interdição do trânsito no pontilhão da Travessa 8, por 30 dias consecutivos ou mais, local onde a Prefeitura está construindo reservatório de amortecimento de cheias, conhecido como piscinão.
Segundo o secretário João Muller, de Obras Públicas, inicialmente o local seria interditado somente nesta terça-feira, dia 5 de julho, para a realização de uma sondagem para definição das cotas de entrada e saída de água no piscinão. “Como a empresa que ganhou o processo licitatório conseguiu adiantar a vinda dos maquinários pesados e também dos materiais necessários para essa etapa dos serviços, estamos promulgando o tempo de interdição necessária para garantir a segurança dos motoristas e de pedestres”.
Muller considerou importante essa antecipação por parte da empresa. “Pedimos a compreensão dos motoristas, porém precisamos finalizar essa obra antes do período de chuva, ou seja, em no máximo 90 dias.
As duas pistas ficarão fechadas já a escavadeira hidráulica não permite a realização da operação somente em um dos lados da pista. “Essa é a parte mais complexa da obra”, finalizou o secretário, garantindo, que após essa etapa em mais 30 dias a obra deverá ser finalizada.
Paulo Luciano, secretário de Transporte e Trânsito, garantiu que os agentes de trânsito vão estar no local para orientar os motoristas. “O local vai estar devidamente sinalizado e os motoristas têm a opção de usar a Praça Itália ou o Viaduto Antônio Massei (4 de novembro), trecho que também liga a região central a Vila Prado”, alerta o secretário.
O investimento é de R$ 2.593.807,19 com recursos do próprio município. O piscinão da Travessa 8 quando finalizado vai ter 222 metros de comprimento, 45 metros de largura e 4,2 metros de profundidade. A capacidade de retenção vai chegar a 45.000 m3 de águas pluviais.
O piscinão vai reter o excesso de água evitando que forme uma cachoeira no paredão da rua Joaquim de Evangelista de Toledo e no pontilhão da Travessa 8.
COLÔMBIA - Uma espécie de tubarão com dentes chatos que viveu há milhões de anos foi identificada pela primeira vez no nordeste da Colômbia, a partir de numerosos fósseis, informou à AFP um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta.
A espécie, batizada de ‘Strophodus rebecae’ foi encontrada no município de Zapatoca, departamento de Santander. Estudos revelam que viveu há 135 milhões de anos, media entre quatro e cinco metros e possuía dentes semelhantes a peças de dominó, que lhe serviam para esmagar o alimento, mais do que para cortar e rasgá-lo como os tubarões atuais, de dentes afiados, aponta a pesquisa.
Os paleontólogos Edwin Cadena, da Universidade do Rosario, e Jorge Carrillo, da Universidade de Zurique, Suíça, trabalharam por quase 10 anos naquela área para concretizar a descoberta.
“São muitos indivíduos, fósseis encontrados em diferentes pontos ao redor da área de Zapatoca, que, somados, estamos certos de que pertencem à mesma espécie”, disse Cadena. Além disso, trata-se do primeiro registro de um peixe da família Strophodus no hemisfério sul do planeta, conhecido então como Gondwana e que era formado por América do Sul, África, Austrália, Índia e Antártica.
“Existem registros do mesmo gênero na América do Norte e na Europa, principalmente na Alemanha e na Suíça, mas este é o primeiro registro que temos de todo esse grupo de tubarões para a parte sul do planeta”, explicou Cadena.
A descoberta permite estudar como era o ecossistema do mar cretáceo da Colômbia, os predadores e presas que o habitavam. “Esses tubarões certamente tiveram um papel ecológico importante, porque, com seus dentes, podiam esmagar presas como peixes, mas também invertebrados, e, por sua vez, servir de presas para grandes répteis que estavam nesse entorno, gerando um controle ecológico do ecossistema”, explicou Cadena.
Os fósseis estão na Universidade do Rosario, em Bogotá e fazem parte de sua coleção paleontológica, enquanto um museu é construído em Zapatoca com condições para exibi-los.
A revista científica “PeerJ” publicou a pesquisa colombiana.
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